Cultive seu jardim-horta

Quer algo prazeroso para realizar com seu pai e compartilhar bons momentos de descontração e união, optando por saúde, qualidade de vida e bem-estar? Cultivar um jardim de flores, árvores (incluindo frutíferas), gramado, uma horta com legumes, verduras, temperos e ervas, escolhendo espécies nativas da Mata Atlântica, pode ser uma excelente atividade a ser concretizada em família.

Pode ser em canteiros, verticais – nas paredes, em vasos/bacias (inclusive em espaços pequenos, como sacadas de apartamentos e em espaços maiores (com divisões para conter diversidade de espécies, que atraem polinizadores – abelhas, pássaros, morcegos, macacos, evitando pragas e doenças), o importante é que é possível ter seu espaço para apreciação, relaxamento, cuidados e colheita de alimentos frescos e livres de agrotóxicos.

Com ferramentas básicas, que inclusive são um ótimo presente para os pais, você consegue criar e realizar a manutenção de seu espaço. São elas: tesoura de poda, serrote de poda, pazinha. Rastelo, enxada, facão, roçadeira, carrinho de mão, cortador de grama, mangueira, regador, vassoura, rodo, pá de lixo. Há tantas outras ferramentas que você pode adquirir, mas o kit básico já dá para trabalhar em escala doméstica.

A seguir apresento as etapas para realizar a manutenção em seu jardim-horta, que é uma etapa mais difícil do que a criação:

  1. Retirar ervas daninhas do gramado, ou seja, plantas que nasceram sem serem plantadas por você e que destoam do arranjo existente;
  2. Roçar o gramado – às vezes apenas ter gramado e não ter outras espécies, facilita a manutenção e deixa um espaço aconchegante também – visualmente e livre para picnics, brincadeiras e relaxamento;
  3. Podar as árvores;
  4. Podar os arbustos – menores que as árvores;
  5. Podar as forrações de vasos e de espaços de árvores;

Não se deve ter dó de podar as plantas, pois é justamente a poda que fornece forças para um crescimento saudável e com direção correta dos troncos. Deixar os troncos grossos, que são os principais e os finos devem ser todos cortados. Atentar para a estética da copa das árvores.

  • Fazer a contenção de canteiros e gramados, com pedras, delimitadores de plástico, tijolos;
  • Capinar os canteiros;
  • Retirar as ervas daninhas e invasoras dos canteiros;
  • Repor plantas – observar as que não estão em condições de permanecerem – seu destino? A composteira ensinada na edição anterior;
  • Realizar tratamento fitossanitário – as que estão doentes precisam ser analisadas: falta água, água em excesso, adubo, correção de solo, sombra, luz solar direta ou indireta? Pragas, como pulgões, podem ser retirados com uma buchinha de lavar louças;
  • Limpar o local – o que for possível destinar à composteira e/ou reciclagem;
  • Regar – maior sucesso de uma plantar vingar ou não (apresentar doenças e pragas) é o uso da quantidade correta de água: nem em excesso nem em falta. Observar e sentir a umidade com o dedo, apertando a terra é o jeito mais simples e efetivo de saber se sua planta precisa de água ou não naquele momento.

Ter um plano de trabalho (metodologia) com etapas a seguir é fundamental, bem como não ter pressa e dividir as tarefas em dias, se necessário; planejar no papel, ter as ferramentas e demais materiais em mãos, organizados próximos aos espaços em que serão utilizados, além de iniciar por um canto e seguir essa ordem (mas de acordo com os tipos de trabalho, por exemplo: podar todas as árvores do lado esquerdo primeiro e, assim por diante).

Envolva a família e crie um clube da jardinagem em sua casa! Há cursos presenciais e muitas dicas na internet para você se divertir e levar à sério essa função de jardineiro que faz tão bem à alma, saúde e planeta!                       

About the author

Bióloga, Gestora Ambiental e Pesquisadora em Meio Ambiente (Mestre em políticas públicas ambientais; conservação ambiental; governança; instrumentos de gestão). Docente de Biologia e Educadora Socioambiental/Coordenadora de projetos no Coletivo MDDF Santo André e na OSCIP Ecolmeia.

Carolina Estéfano

Bióloga, Gestora Ambiental e Pesquisadora em Meio Ambiente (Mestre em políticas públicas ambientais; conservação ambiental; governança; instrumentos de gestão). Docente de Biologia e Educadora Socioambiental/Coordenadora de projetos no Coletivo MDDF Santo André e na OSCIP Ecolmeia.

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