Incertezas na educação podem atrapalhar o desenvolvimento infantil

Com o agravamento da pandemia no Brasil, os estados têm decretado novos lockdowns para tentar frear novos casos e ainda mais mortes em decorrência do Coronavírus. Mas para muitas crianças tinham acabado de voltar às aulas presenciais e isso significa ter que retornar ao confinamento e a educação online.

Incertezas na educação podem atrapalhar o desenvolvimento infantil

E a expectativa de reencontrar colegas e professores pode acabar virando frustração, que tem, de certa forma, um impacto no desenvolvimento humano e dependendo da forma como a família lida com esse acontecimento, pode ser um perigo para a saúde mental da criança e como ela irá lidar com outras frustrações durante a sua vida.

De acordo com a psicopedagoga especialista em análise de comportamento, Thainara Morales, a família tem que entender que a criança não está ansiosa e frustrada porque quer.

“É importante reforçar aquilo de positivo que a criança faz, como os momentos em que ela se mostra mais tranquila consegue esperar diante brincadeiras e atividade e emite comportamentos considerados saudáveis e adequados”.

Segundo dados fornecidos pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) nos Estados Unidos, podemos perceber o quanto a pandemia tem afetado as crianças.

De abril a outubro de 2020, os atendimentos a emergência relacionados à saúde mental aumentaram em 31% para crianças de 12 a 17 anos e 24% para as de 5 a 11 anos em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Por isso, é importante a família dar o máximo de previsibilidade que conseguir para a criança. A psicóloga Eloize Franco da Silva mostra o caminho: “Explicar a atual situação é o primeiro passo, estamos todos vivendo um momento único.

E é essencial buscar ajuda profissional para lidar com as incertezas, ansiedade e medo que possam aparecer com a preocupação relativa à pandemia”.

Uma dica para o uso de atividades e rotina em casa é: “Para trabalhar isso com o uso de quadros de rotina e histórias sociais são uma ótima opção. Um quadro com imagens da rotina da criança. Estabelecendo horários e atividades”, conta Morales.

As histórias sociais irão ajudar a estruturar situações específicas que a criança vive e facilita a visualização de pontos chaves, além da compreensão do contexto.

“No momento da volta às aulas, não levar a criança de supetão para a escola e explicar que a rotina irá mudar, utilizando imagens e adicionado no quadro de rotina”, explica a especialista em análise comportamental.

Conseguir trabalhar outros pontos durante a rotina é importante para a criança, por exemplo, ao cozinhar, é possível ajudar a criança com a leitura da receita, interpretação e quantificação. Trabalhar atividades auxilia a criança na adaptação da sua rotina.

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Publicado em Sem categoria por Paula Santinati. Marque Link Permanente.

Sobre Paula Santinati

Sou uma jornalista de 21 anos e quero te trazer informações que te façam refletir e ter novas perspectivas.Já existe muita injustiça no mundo, você não acha? Quando eu puder defender aqueles que acho que estão certos, farei. Com a minha coluna, pretendo mostrar e explicar acontecimentos e curiosidades sociais que definiram o mundo como ele é hoje.

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