Mulheres Revolucionárias: Hedy Lamarr

Hedy Lamarr foi uma estrela de Hollywood na década de 1940, mas o papel mais interessante que já interpretou, foi ser ela mesma.

A atriz austríaca era razoavelmente famosa em seu país, mas decidiu se aventurar em terras norte americanas para fugir do nazismo.

Mulheres Revolucionárias: Hedy Lamarr

Certo dia percebeu que um dos clientes de seu marido, Friedrich Mandl, era Benito Mussolini e percebendo a situação em que se encontrava, resolveu se separar. Mandl era um dos homens mais influentes da Áustria e mesmo sendo contra o nazismo, apoiava o fascismo.

Após fugir do casamento, em 1937, foi para os Estados Unidos atrás de uma nova vida. Conseguiu um contrato com o chefe dos estúdios MGM, Louis B. Mayer, e a partir daí sua carreira crescia cada vez mais.

Conforme os anos passavam, Hedy ficava cada vez mais preocupada com a sua família, que ainda estava na Áustria e correndo risco de vida, já que o nazismo estava tomando conta do país.

Aflita com toda a situação, decidiu tomar uma atitude e criar uma espécie de torpedo. Com todos os anos observando seu marido trabalhando, percebeu que o torpedo era o que mais precisava de ajustes, já que até um inimigo poderia interceptar o sinal.

Começou a estudar e montar um plano com seu amigo, George Antheil. Os dois trabalharam nessa invenção por meses, até que conseguiram transmitir um sinal de rádio sem que houvesse nenhuma interrupção ou intercepção. Levaram o projeto para o Conselho Nacional de Inventores e algum tempo depois, o próprio presidente do conselho admitiu a ideia e aconselhou que fosse usado como sistema dentro da Marinha.

Mas quando o projeto chegou aos ouvidos do presidente dos Estados Unidos, ele se recusou a aceitar um projeto de uma mulher.

Foi apenas em 1962, na  Crise dos Mísseis, que experimentaram pela primeira vez em um combate real. Depois de um tempo, o sistema que Hedy havia intentado foi utilizada para criar novas tecnologias, como o WI-FI e o GPS.

Para conhecer mais da vida da atriz, é possível ler o livro baseado em sua história, A Única Mulher, de Marie Benedict. E assistir ao documentário Bombshell.

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