Arquivo do Autor: Fito

Almanaque dos Anos 90

Em 2008 foi trazido à baila pela editora Agir o livro de Silvio Essinger, “Almanaque dos Anos 90”, que dá uma avalanche de saudades para quem viveu esse época “sem lei” no Brasil (só os anos 80 eram mais “sem lei”, mas isso é para outro
dia).

Dividido em Música, Televisão, Cinema, Mídia, Tecnologia, Comportamento e Esportes, o livro é um calhamaço de curiosidades desta época em que vivi a adolescência. O saudosismo impera nesta obra. Recheado de fotos e ilustrações, cada imagem faz referência a um sem-número de emoções encobertas pelo dia-a-dia que vivemos, mostrando o melhor (e o pior) da cultura pop da época. Os noventistas vão se deliciar em ler as páginas que rememoram momentos embalados pelo sentimentalismo
jovem, no qual não havia grandes preocupações.

A parte ruim do livro é justamente o fato de ser quase todo preto-e-branco, poucas páginas coloridas. Uma obra que se vale de grande visualidade deveria se manter o mais colorida possível, pois se é para trazer sentimento, que venha completo. Dá para ter uma noção de que Os Simpsons (página 106) começou no final de 1989 e continua até hoje no canal Fox, ano após ano? E os celulares de “flip” que apareciam nos jornais?

Curiosidades do Almanaque

O famoso Motorola StarTac era símbolo de que você era uma pessoa de negócios atualizada, que unia o financeiro com o tecnológico em alto estilo.

A obra agrada a todos, dos descolados aos nerds, mas a quantidade de revistas com nudez é exagerada. No entanto… estes eram os anos 90: revistas de TV, como a Revista Manchete, com seios à mostra. Playboy, então, era quase toda liberada na própria capa. Definitivamente, os anos 90 eram uma terra sem lei.

Aproveita-se para incluir aqui um aviso inusitado: o livro está praticamente esgotado, sendo encontrado com mais facilidade em sebos (a Estante Virtual pode ser a melhor opção online), o que demonstra que a falta de reimpressões veio da baixa quantidade de vendas, embora seja uma obra de nostalgia total para quem tem interesse em reviver a adolescência ou juventude com cenas memoráveis.

Link do “Almanaque dos Anos 90”

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Almanaque dos Anos 90

Hitler / Stalin: O Pacto Maldito

Resenha e dissertação sobre o livro “Hitler / Stalin: O Pacto Maldito”, por Fito.

Publicado em 1990, mesmo ano da fundação do Foro de São Paulo por Lula e Fidel, Joel Silveira e Geneton Moraes Neto se uniram para fazer um livro que explicava os motivos pelo qual a esquerda brasileira dava vivas a Hitler. Dessa forma, reconhecendo-o como socialista (a invenção de que Hitler era de extrema-direita veio com Stalin, após a segunda guerra mundial).

Na obra da Editora Record, dividida em duas partes, Joel trata de como a Europa vivia a época do Pacto Ribentrop-Molotov. Este, ficou escondido até que fosse publicamente exposto no Tribunal de Nuremberg. Cabe aqui uma nota histórica interessante: conta-se que no tribunal o juiz era norte-americano, enquanto que o promotor de justiça (acusador) era soviético. Quando um dos réus mencionou o Pacto Ribentrop-Molotov, o promotor rapidamente desconversou. O juiz, no entanto, foi enfático em querer saber do Pacto, que foi exposto publicamente. Nesse sentido, Hitler e Stalin tinham um pacto de não agressão, antes da invasão simultânea à Polônia.

Quem veio primeiro?

A mea-culpa está na página sete, que trata o apoio da esquerda brasileira à Hitler como um terrível equívoco. Mas os autores foram sinceros o suficiente para mostrar os jornais da esquerda, à época, com as propagandas e elogios à Hitler, no qual comandava o nazismo. Não, Hitler não o inventou. O nazismo já existia antes dele, pois “nazi” vem de “nacional-socialismo”, corrente ideológica de esquerda que prega o socialismo dirigido num contexto patriótico de uma nação. Exatamente o mesmo que o fascismo, alterando-se somente a estrutura filosófica. O fascismo tinha intelectuais na sua criação, que por sua vez inspirou também uma melhor arregimentação dos nazistas.

Voltando dos devaneios explicativos, a obra de Joel Pinheiro e Geneton Moraes Neto é uma tentativa de “passar pano” no apoio que a esquerda deu a Hitler. Todavia, sem pedir desculpa pelo apoio ao comunismo soviético, que matou muito mais gente do que o nazismo e o fascismo juntos.

Uma obra difícil de achar, que vale a pena por mostrar as fontes originais dos jornais de esquerda do Brasil que elogiavam Hitler diuturnamente.

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Hitler / Stalin: O Pacto Maldito
A Vida Secreta de Fidel

A Vida Secreta de Fidel: um comunonazifascista latino-americano

A Vida Secreta de Fidel: um comunonazifascista latino-americano

Resenha e dissertação sobre o livro “A Vida Secreta de Fidel”, por Fito.

Quando Juan Reinaldo Sánchez conseguiu fugir de Fidel Castro para os EUA, trouxe à luz revelações espantosas, como a ilha “particular” de Fidel em Cuba (como se toda a Cuba não fosse sua propriedade). O mais importante, contudo, foi a demonstração de que o comunista, enquanto líder, é idêntico a um líder nazista ou a um líder fascista. Nada muda.

O comunismo é uma ditadura em torno da ideologia do proletariado contra a burguesia. No nazismo, os inimigos são as raças inferiores. No fascismo, o inimigo são os países burgueses. Simplificação rasa, mas suficiente para prosseguir. Os totalitarismos coletivistas, revolucionários, esquerdistas, socialistas etc. estão descritos fielmente na pessoa de Fidel (trocadilho involuntário), que Juan cuidou mais do que a própria vida. Ser guarda pessoal de Fidel por dezessete anos mostrou ao mesmo que a vida do ditador era nababesca e cheia de frivolidades, ao mesmo tempo que o ditador sustentava guerrilheiros. Até Lula é mencionado, em sua visita em 1989, um ano antes de criar o Foro de São Paulo (quiçá foi nesta reunião que idealizou-se tal grupo).

Fidel era comunista, pois levava o povo a combater a burguesia. Era nazista, pois sustentava a superioridade espanhola, enquanto perseguia e matava negros e homossexuais. Era fascista, pois pregava que seu país deveria lutar contra os países burgueses (EUA, por exemplo).

Afagado pela mídia internacional, Fidel é descrito em minúcias que somente quem vivia colado ao ditador poderia dizer. E como sempre, Juan foi traído pelo ditador, como sói acontecer com quem discorda uma vírgula do pensamento castrista. Ou Maoísta. Ou Stalinista. Ou Leninista. Ou Polpotista. Ou Hitlerista. Enfim, totalitário.

A leitura é mais leve do que se imagina, levando em conta a descrição dos atos perpetrados pela pessoa de Fidel, bem como os discursos (longos, por sinal) em que Fidel se colocava como um herói acima do bem e do mal. O autor mostra, sem levar em conta disso, que está descrevendo o padrão comportamental de todo líder socialista que já passou por esta Terra.

A leitura vale cada real pago.

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Jornal Grande ABC

A Vida Secreta de Fidel

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O Jardim das Aflições

O Jardim das Aflições: o sofrimento de estar só

Resenha autoral sobre o livro O Jardim das Aflições; Twitter do autor

A Magnum Opus do filósofo Olavo de Carvalho é o introito perfeito para a abertura do Caderno Cultural do Jornal Grande ABC: o jardim no qual Cristo esteve só, em seu sofrimento.

Olavo de Carvalho nos traz uma ideia original, como parece ser do seu feitio, em que a humanidade busca a nova realização do império universal a cada geração, inconscientemente agindo neste objetivo. Mas me salta aos olhos outro aspecto da obra Olaviana (embora há quem diga Olavista): a solidão tão própria daquele que é chamado por Deus para realizar algo.

No Evangelho Segundo Mateus, capítulo 26, versículo 39, está escrito (Bíblia Literal do Texto Tradicional, de Hélio de Menezes Silva): E, havendo Ele ido um pouco mais adiante, prostrou-se sobre o Seu rosto, orando e dizendo: “Ó Meu Pai, se possível é, passa para longe de mim este cálice; no entanto não seja como Eu quero, mas como Tu queres”.

Este é o chamado que Olavo recebeu, e nos convida: a vida intelectual é uma vida espiritual de transformação dolorida, um tormento na alma, em que a solidão só cresce, diminuindo-se a si mesmo ao ponto de quase desaparecer. Então surge uma luz na alma, que faz aproximar aqueles que amam a sabedoria. E a solidão começa a
desaparecer, pois o amor de Deus faz jorrar amor de si mesmo e de volta dos outros
que buscam a Luz.

Olavo é um alquimista sem saber que é. O Mutus Liber diz, em latim, que “Ore, leia, leia, leia, releia, trabalhe e encontrarás”. É o que vemos surgir da obra O Jardim das Aflições, pois o autor precisou passar seu próprio jardim para destroçar a si mesmo, até que pudesse aceitar o que Deus determinou, e surgir dali como outra pessoa que,
embora a mesma, fosse totalmente diferente para si e para os outros.

Em minha pequena busca intelectual, li a obra em um momento tão quebrado de mim mesmo que enxerguei a dor humana junto da minha, e parei de questionar o mal que me sobrevinha. Dali, tudo melhorou, pois mudei. Este chamado de Olavo de Carvalho está na obra, embora seja complicada de enxergar. Talvez a mudança de mentalidade do leitor venha em seu próprio ritmo, mas vem de todo jeito.

Indico também o filme de mesmo nome, de 2017, no qual a tranquilidade de alguém que sabe quem é e o que não é, é o que mais transparece na tela.

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O jardim das aflições
Dia Mundial da Paz

O Dia Mundial da Paz

O Dia Mundial da Paz é celebrado todos os anos na data de 1º de janeiro, tendo sido uma criação vinculada ao catolicismo. No ano de 1967, o então Papa Paulo VI proclamou uma mensagem na qual foi estabelecida essa data comemorativa, com o objetivo de promover o sentimento da paz pelo mundo, então marcado pela Guerra Fria e pela instabilidade bélica.

Mas parou por aí? Não mesmo. O primeiro dia do ano inicia com paz para que se busque manter esta paz pelos próximos 364 dias posteriores. Também chamam de Dia da Fraternidade Universal para lembrar que os seres humanos são irmãos dividindo o mesmo planeta, e que os atos de uns influenciam, para o bem ou para o mal, a vida dos outros.

Dia Mundial da Paz

Temos sempre que lembrar das nossas necessidades para com o próximo, nosso irmão, que precisa das mesmas coisas que nós: se sentir amado, respeitado, protegido, aceito. Essa Paz tão faltante é o elemento de coesão entre os indivíduos que convivem neste mundo já bastante turbulento.

A Regra de Ouro da convivência humana é “devemos fazer pelo outro o que queremos para nós”. Comece, sem esperar pelos outros, a fazer o bem que você deseja. Ao acordar, já coloque seu objetivo: como posso ajudar os outros?

Aproveite o primeiro dia do ano, que está às portas, para realizar o desejo humano maior: faça o bem, e viva satisfeito em fazê-lo.

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A cultura do cuidado como percurso de paz” é o tema do Dia mundial da paz 2021 . No link, o texto publicado pelo Vaticano, de autoria do Papa Francisco. Em resumo, o pontífice expressa que todos estamos remando juntos no mesmo barco. Aliás, cujo leme é a dignidade da pessoa e a meta, uma globalização mais humana.

A equipe do Jornal Grande ABC deseja 2021 repleto de felicidades, realizações e superação, após este 2020 turbulento.