Arquivo da categoria: Pílulas Sustentáveis

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Não possuímos nenhuma vinculação política ou partidária. Da mesma forma, sem ligações com outras mídias já existentes na região. Nossa fundação se deu em 07 de Setembro de 2020. Desde então, cada dia estamos crescendo e chegando em mais dispositivos e usuários. Por isso, nossa maior satisfação é entregar material de qualidade para nossos leitores. Portanto, cada nova visita e comentário, nos dão mais fôlego para seguirmos firmes e fortes neste projeto.

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economia circular faça parte

Economia Circular – faça parte do movimento! – 2

O Movimento Circular tem um Manifesto, com indicação de proposições e, ao final, podemos complementar com nossas ideias e ações para um mundo sem
lixo! Economia Circular, faça parte! Link da matéria anterior aqui.

“Virou lixo? E se desse para virar outra coisa?
Afinal, tudo o que é bom dura muito e no fim vira outra coisa.

E se a gente assumir que adora coisa usada?
Coisa usada é mais gostosa. Se ficar com ela, é uma a menos que vai para o aterro.

E se a gente ignorar a mania de fazer upgrade?
Fazer upgrade só é bom para quem vende as coisas. Portanto, seja rebelde.

E se a gente consertar em vez de jogar fora?
Ademais, consertar é inteligente. As coisas duram mais e o dinheiro fica no seu bolso.

E se a gente customizar antes de enjoar e se livrar?
Use a imaginação para transformar o que é banal em algo inédito.

E se você for um gênio na arte de consertar coisas?
Certamente você vai descobrir na prática.”

Continue o Manifesto contando o que você vai fazer por um mundo sem lixo!

E se….”

Você pode enviar para o site e também comentar aqui, certamente vou adorar conversar com você!

Economia Circular, faça parte!!!

A Economia Circular garante, principalmente, o atingimento de diversas metas vinculadas aos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável.

Anteriormente, em 2015, a ONU lançou uma nova agenda de desenvolvimento sustentável. Sobretudo, baseada nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), estabelecidos no ano 2000. A Agenda 2030 tem o objetivo de finalizar o trabalho de erradicação da pobreza iniciado com os ODM por meio de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas que mobilizam Governos, Empresas e Sociedade Civil para que tomem ações em áreas de importância crucial para a humanidade e para o planeta.

Fonte: Movimento Circular.
Acesse: https://www.movimentocircular.io

Carolina Estéfano
Mestra em Ciências, com ênfase em Análise Ambiental Integrada (UNIFESP SP), Bióloga e Gestora Ambiental.

Economia Circular

Economia Circular – faça parte do movimento

Hoje faço um convite para você que está lendo esse artigo (Economia Circular) e consequentemente, como um multiplicador de melhores práticas, para as pessoas de sua convivência:

‘Vamos inventar um mundo sem lixo?’. Eu faço parte desse Movimento, meus alunos e minha escola como um todo. O Movimento Circular é um movimento criado pela Atina Educação, do biólogo Átila Iamarino e parceiros. Tem o slogan acima, promovendo formação, desafios para escolas e para nós, cidadãos, presentando um site com conteúdo atual e extremamente didático sobre Economia Circular. Além disso, da tendência mundial a substituir a Economia Linear, em prol da proteção dos recursos naturais, sustentabilidade dos processos de extração e produção e novas formas de convivência entre os cidadãos e para com os produtos, além de revisão da forma que consumimos desenfreadamente.

A Economia Circular está totalmente alinhada com documentos internacionais, como os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, em que as metas podem ser atingidas, seguindo princípios e diretrizes da mesma.

Nos próximos artigos, estarei falando mais sobre como podemos nos inteirar e ser parte do Movimento Circular!

Por enquanto, segue o site: https://www.movimentocircular.io/, para vocês explorarem e entenderem um pouco mais do assunto.
Carolina Estéfano
Mestra em Ciências – ênfase em Análise Ambiental Integrada
(UNIFESP SP)
Bióloga e Gestora Ambiental

Ecologia da Paisagem no planejamento

Ecologia da Paisagem no planejamento da conservação da biodiversidade – Parte IV

EXEMPLOS DE APLICAÇÕES PRÁTICAS NO PLANEJAMENTO DA CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE Ecologia da Paisagem no planejamento

A conexão entre SEs/SAs e uso da terra urbana e em áreas de proteção ambiental necessitam seguir leis para um planejamento e gestão mais adequados, que permitam a conservação in situ e a manutenção destes serviços para usufruto atual e futuro na promoção do bem-estar e qualidade de vida humanos.

O planejamento da terra deve estar pautado nas métricas de paisagem para verificação do uso da terra, mudança da cobertura do solo para acompanhamento das áreas de proteção e criação de sistemas sociecológicos que deem conta de analisar a expansão urbana e suas demandas de SES/SAs (JÁUREGUI et al., 2019).

Hardt et al. (2014) apontam a criação de cenários futuros junto à elaboração de mapas de expectativas legais como valiosos para mostras os diferentes estados de conservação florestal, no auxílio de tomada de decisão em situações com interesses conflitantes entre usos da terra e agentes sociais.

A implementação de ações

Ecologia da Paisagem no planejamento
Do mirante da Vila de Paranapiacaba, é possível avistar a cidade de Cubatão-SP. Foto: André Benetti, 2014.

A implementação de ações conservacionistas pode ser dificultada quando ocorre suscetibilidade dos fragmentos florestais aos impactos de vias de acesso, campos perturbados e usos urbanos, por exemplo. Fragmentações contínuas diminuem a conectividade estrutural, iniciando processos de extinção de espécies mais sensíveis (HARDT et al., 2019).

A criação de corredores ecológicos e esforços de conservação dentro destes, podem aumentar o potencial de recolonização de espécies e o estabelecimento bem-sucedido de populações viáveis de reprodução, a longo prazo, em um processo de conservação regional (STRICKER et al., 2019).
Dorning et al. (2015) verificaram que estratégias conservacionistas que excluem o desenvolvimento de áreas prioritárias de proteção causam maior fragmentação das florestas; enquanto que as estratégias de preenchimento aumentaram a perda de recursos prioritários nas proximidades das áreas urbanas.

Os cenários de mudança de uso e cobertura da terra não apenas confirmaram que uma falha em agir provavelmente resultaria em perdas para uma rede de conservação, mas também que todos os planos de conservação não têm efeito equivalente, destacando a importância de analisar trocas entre abordagens alternativas de planejamento de conservação (DORNING et al., 2015).

Instrumentos como fomento à criação de cooperativa de beneficiamento de produtos a partir de frutos da terra, incentivo a adoção de Pagamento por
Serviços Ambientais, elaboração material técnico e de divulgação para a cidade (Educação Ambiental), elaboração de zoneamentos e criação de cenários de forma participativa com todos os stakeholders envolvidos, leis específicas, extração sustentável de frutos da terra, implantação de turismo rural e em Unidades de Conservação são alguns exemplos a serem utilizados para tentar sanar em partes, o acoplamento conservação dos SEs/SAs com um uso da terra que favoreça as diretrizes da sustentabilidade.

Referências – Ecologia da Paisagem no planejamento

DORNING, M. A. et al. Simulating urbanization scenarios reveals tradeoffs between conservation planning strategies. In: Landscape and Urban Planning, 2015 pp. 28-39.
HARDT, E. et al. Evaluating the ecological effects of social agent scenarios for a housing development in the Atlantic Forest. In: Ecological Indicators, 2014. pp. 120-130.
JÁUREGUI, C. H. et al. Aligning landscape structure with ecosystem services along an urban-rural gradient. Trade-offs and transitions towards cultural
services. In: Landscape Ecol. 2019, pp. 525–1545.
STRICKER, H. K. et al. Multi-scale habitat selection model assessing potential gray wolf den habitat and dispersal corridors in Michigan, USA. In: Ecological Modelling, 2019. pp. 84-94.

Carolina Estéfano
Mestra em Ciências – ênfase em Análise Ambiental Integrada (UNIFESP SP)
Bióloga e Gestora Ambiental

Ecologia da Paisagem no planejamento da conservação da biodiversidade

Ecologia da Paisagem no planejamento da conservação da biodiversidade – Parte III

Farina (1998) descreve 6 métodos de análise da paisagem, que utilizam dados de geoestatística, geobotânica, análise da população animal e ecologia comportamental, entre outros. A seguir, um resumo:

1 – processamento de dados numéricos e espaciais: atributos de manchas (formato, tamanho e arranjo espacial) e atributos de paisagem (complexidade do mosaico);

2- abordagem da geometria fractal: a irregularidade está presente em todos as escalas; utilizada em complexas hierarquias de paisagem e em padrões e processos de escala que necessitam de poderosas ferramentas de análise;

3 – Sistema de Informação Geográfica (SIG): tecnologia para tratamento de dados espaciais; aplicada para escala local a global; processa dados espaciais, sobrepondo mapas, combinando-os e interpretando-os;

4- Sensoriamento remoto: avaliação de imagens capturadas por satélites ou aeronaves permite ampla variedade de aplicação de técnicas;

5- Sistema de Posicionamento Global (GPS): usado no campo, automóvel e aeronave e helicóptero, coleta pontos, linhas e características da superfície;

6- modelos de populações espacialmente explícitas: usados para investigar respostas de organismos a ampla escala de processos ecológicos; descreve padrões de populações em um espaço (paisagens).

Referência

FARINA, A. Methods in landscape ecology. In: FARINA, A. Principles and Methods in Landscape Ecology. Chapman & Hall. 1998. pp. 153-214.

Carolina Estéfano

Mestra em Ciências – ênfase em Análise Ambiental Integrada
(UNIFESP SP)
Bióloga e Gestora Ambiental

Ecologia da Paisagem no planejamento da conservação da biodiversidade

Ecologia da Paisagem no planejamento da conservação da biodiversidade (consensos e divergências) – Parte II

Foto em destaque: ADRIANO GAMBARINI

Metzger (2001) definiu paisagem em um conceito integrador – unindo a abordagem geográfica com a ecológica – e englobando outros autores, como um:

um mosaico heterogêneo formado por unidades interativas, sendo esta heterogeneidade existente para pelo menos um fator, segundo um observador e numa determinada escala de observação.

Para a área e objetivo deste artigo, têm-se:

a) Unidades interativas do mosaico: uso e ocupação do território – uso e cobertura do solo –zoneamento – áreas de proteção e de habitação;

b) Fator de interesse: conservação dos SES/SAs da macrozona de proteção ambiental de Santo André – região de Paranapiacaba e Parque Andreense;

c) Observadores: homem, espécies de fauna/flora e SEs/SAs;

d) Escala de observação: meso a macro.

A Ecologia de Paisagens estuda a junção de padrões espaciais e processos ecológicos para uma análise da estrutura da paisagem visando a resposta aos principais problemas ambientais, tanto relacionado à fragmentação de habitats quanto ao uso inadequado antrópico inadequado da terra e demais elementos. Em resumo, fornece subsídios para compatibilizar uso da terra e sustentabilidade ambiental, econômica e social ao propor o planejamento da conservação da paisagem como um todo (METZGER, 2001).

Turner et al. (2001) cita uma variedade de fatores que contribuem para os padrões observados em paisagens, entre eles: abióticos, interações bióticas (clima, fisiografia e solos), padrões de uso da terra, perturbação/sucessão.

Os fatores abióticos são espacial e temporalmente variáveis; portanto, o padrão espacial na formação do solo e no crescimento da vegetação ocorre naturalmente (TURNER et. a.l, 2001).

Ainda Turner et al. (2001) definem outros processos, incluindo perturbação e recuperação de perturbações, bem como variabilidade no uso da terra, como ampliadores de heterogeneidade em uma ampla gama de escalas temporais.

A perturbação e o subsequente desenvolvimento da vegetação são os principais contribuintes para padronizar a paisagem. Perturbação no ecossistema, na comunidade ou na estrutura da população que muda a disponibilidade de recursos, do substrato ou do ambiente físico, como exemplos: incêndios, erupções vulcânicas, inundações e tempestades. Distúrbios incluem a distribuição espacial, frequência, extensão espacial e magnitude. A disseminação de perturbações e padrões de recuperação têm recebido considerável atenção na ecologia da paisagem (TURNER et al., 2010).

Jáuregui et al. (2019) cita que a expansão urbana está ligada à falta de controles de planejamento e, consequentemente estes processos de êxodo rural, têm importantes desdobramentos ambientais, sociais, econômicos e culturais, sobre as áreas de proteção ambiental.

Ainda, os mesmos autores, relatam que as invasões ocorrem nestas áreas que seriam de conservação ambiental, ocasionando a perda de SE/SAs associados a uma paisagem cultural, como sistema de defesa em paisagens urbanas.

Devido às restrições de uso de serviços de provisão e regulação, que se tornam escassos por conta do uso desordenado, em locais que não poderiam ter residências e este tipo de demanda, pois salvaguardam a manutenção de SEs/SAs para usufruto presente e futuro, além da conservação in situ, levando à escassez de áreas ‘naturalness’ (JÁUREGUI et al., 2019).

Referências

JÁUREGUI, C. H. et al. Aligning landscape structure with ecosystem services along an urban-rural gradient. Trade-offs and transitions towards cultural services. In: Landscape Ecol 2019, pp. 525–1545.

METZGER, J. P. O que é Ecologia de Paisagens? In: Biota Neotropica, vol. 1, nºs 1 e 2, 2001. pp. 1-9.

TURNER, M. G. et al. Causes of landscape pattern. In: TURNER, M. G. et al. Landscape Ecology – in theory and practice (pattern and process). Springer-erlag New York, Inc. 2001, pp. 71-90.

Carolina Estéfano
Mestra em Ciências – ênfase em Análise Ambiental Integrada

 (UNIFESP SP)

como ser sustentável?

Certificação socioambiental ‘Selo Verde’ da OSCIP Ecolmeia

O que é?

Programa de certificação socioambiental destinado às organizações dos setores da sociedade, que se comprometem com o desenvolvimento de suas atividades, potencializando a valorização humana e a sustentabilidade.

Valor do Selo Verde

Possui metodologia própria da OSCIP Ecolmeia, patenteada no INPI – Proc. nº 829892117/2011. Revalidado mediante auditoria anual das suas atividades, pelo MJ – Ministério da Justiça (Proc. nª 08071.003651/2012-71).

Certificações

São 164 Organizações certificadas pelo Selo Verde Ecolmeia, que integram a Rede de Certificadas, e se tornaram multiplicadoras de boas práticas socioambientais.

Objetivos do Selo Verde

 Formar Rede de Organizações com comprometimento e responsabilidade socioambiental.

 Orientar as Organizações certificadas para o desenvolvimento de boas práticas sustentáveis.

 Tornar pública as boas práticas socioambientais da Organização perante a Sociedade.

Metodologia

Nossos auditores, capacitados, visitam a empresa e aplicam um roteiro composto por 6 temas: Social, Meio Ambiente, Cultura, Ética, Tecnologia e Economia, priorizando a valorização humana, a sustentabilidade e responsabilidade social.

Visite: https://ecolmeia.org.br/  e https://ecolmeia.org.br/selo-verde/#Apresentação
contato@ecolmeia.org.br
Carolina Estéfano
Educadora e Coordenadora de Projetos Socioambientais e Auditora Selo Verde, na OSCIP Ecolmeia

paranapiacaba santo andré parque

Ecologia da Paisagem no planejamento da conservação da bio

A conservação dos ambientes terrestres, que incluem os ecossistemas florestais, para suprimento de recursos naturais e equilíbrio ambiental e ecológico são tema de preocupação e cuidados globais.

Em 1988, a Constituição Federal foi elaborada para direcionar leis estaduais e municipais, de forma moderna e ancorar o artigo 225 que ‘Estabelece que todos os brasileiros têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, como um bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida saudável, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações’ (BRASIL, 1988).

Associa saúde ambiental, sustentabilidade e proteção-conservação ambiental de Serviços Ecossistêmicos e Serviços Ambientais, definidos de forma diferenciada, de acordo com o receptor.

            Serviços Ecossistêmicos – SEs, conforme a Agência Nacional de Águas (2012) preconiza, são os benefícios diretos e indiretos que o ser humano obtém a partir das funções dos ecossistemas, ou seja, os processos que produzem esses benefícios e as constantes interações entre os elementos estruturais, como por exemplo, o ciclo da água, a manutenção da diversidade gênica entre as espécies e a composição da paisagem enquanto apreciação da beleza cênica.  

            Já Serviços Ambientais – SAs, têm definição diferenciada, com foco nos benefícios percebidos pelo ser humano e nas atividades realizadas a partir desses recursos naturais e processos, como por exemplo, água para abastecimento e suprimento de necessidades básicas, matéria-prima, alimentos, recursos medicinais e recreação (ANA, 2012).

            As duas definições são consideradas neste artigo de revisão, pois se trata de conservação ambiental in situ, enquanto manutenção dos recursos naturais (Serviços Ecossistêmicos) e relação de provimentos (de recursos e serviços) à população residente na área de estudo e em contexto regional, também beneficiada (Serviços Ambientais).

            Áreas de conservação municipais são um modelo de conservação da biodiversidade e desenvolvimento local. É necessário reconhecer-se o valor dessas áreas em âmbito nacional e internacional, bem como ter-se uma gestão mais efetiva, além de apoio às iniciativas de descentralização (municípios criando e gerindo suas áreas protegidas), desenvolvimento de capacidades para a gestão (tanto do poder público quanto da população local) e fomento à cooperação técnica entre os gestores, com intercâmbio de experiências bem-sucedidas e novas metodologias (GTZ, 2010).

A área de mananciais da região de Paranapiacaba e Parque Andreense, ocupa um total de 52% da área total do território do município de Santo André, em São Paulo e compreende a Macrozona de Proteção Ambiental em relação à Macrozona Urbana.

Não existe vegetação original, exceto remanescentes, que foi modificada devido a extração de lenha para a ferrovia Santos-Jundiaí, madeira para a construção de moradias e para a indústria (olarias e serrarias), além de caça, pesca e extração de palmitos e outras espécies vegetais (PMSA, 2012b).

Há um total de 86,3% de maciços florestais (Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Densa Montana e Floresta Ombrófila Densa Altomontana) e 13,7% ocupados pela represa Billings.

Do total de maciços, 1,6% da vegetação encontra-se em estágio pioneiro de regeneração, 6,9% em estágio secundário inicial de regeneração, 32,6% em estágio secundário médio de regeneração e a maior parte, 45,2% em estágio secundário avançado de regeneração (PMSA, 2012c).

Contíguo à Vila de Paranapiacaba criou-se uma Unidade de Conservação (UC) de Proteção Integral em 2003, o ‘Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba’ – PNMNP, que protege 426 hectares de Mata Atlântica, permitindo pesquisa científica, ecoturismo e turismo pedagógico (PMSA, 2012d).

Forma, com outras duas UCs – Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Itutinga-Pilões e Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba, um continuum ecológico, que funciona como um corredor ecológico e de dispersão da diversidade genética, imprescindível para a sobrevivência das espécies (PMSA, 2012d) como demonstra a Figura 1:

Figura 1: Unidades de Conservação no território andreense – região de Paranapiacaba e Parque Andreense.

 Fonte: PMSA (2012d).

Segundo PMSA (2012a), em contrapartida à área natural preservada, bem como à legislação ambiental de proteção aos mananciais de uso e ocupação do solo ser restritiva e existir desde a década de 1970, não se conseguiu impedir satisfatoriamente o adensamento populacional e usos inadequados na região de Paranapiacaba e Parque Andreense.

Os vinte e três (23) loteamentos existentes apresentam em maior ou menor escala, problemas de regularização fundiária, desmembramentos, implantação e adaptação à legislação de proteção e recuperação dos mananciais. Porém, mantêm-se grandes parcelas de vegetação em estágios de recuperação, como já mencionado (PMSA, 2012a), conforme a Figura 2:

Figura 2: Zoneamento do Plano Diretor 2012 e loteamentos da região Paranapiacaba e Parque Andreense.

Fonte: Plano Diretor (2012)

            Como uma área a ser protegida, para perpetuação dos SEs e SAs e seus benefícios ambientais e de bem-estar/qualidade de vida para o ser humano, a Ecologia de Paisagens, ao propor métodos de análise da estrutura, função e escala da paisagem junto aos processos ecológicos abióticos e bióticos, caracteriza-se como uma ferramenta essencial para o planejamento da conservação da biodiversidade pelo poder público e demais stakeholders envolvidos, por meio da elaboração e aplicação de políticas públicas conservacionistas.

Referências

AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (BRASIL). Pagamento por Serviços Ambientais – Unidade 1: Pagamento Por Serviços Ambientais.  Agência Nacional de Águas. Brasília: ANA, 2012. 56 p.: il.  

BRASIL. Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm>. Acesso em: 3 nov. 2018.

GTZ (cooperación técnica alemana). Áreas de conservación municipal: uma oportunidade para la conservación de la biodiversidade y el desarrollo local. Reflexiones y experiências desde América Latina. Brasília, DF: 2010. p. 12; 88-89.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ-PMSA. Cartilha do gestor ambiental comunitário – Despertando olhares e ações para conservação dos recursos hídricos. Prefeitura do Município de Santo André – São Paulo: 2012a. 152 p.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ-PMSA. Cartilha do professor – Despertando olhares e ações para conservação dos recursos hídricos no ambiente escolar. Prefeitura do Município de Santo André – São Paulo: SGRNPPA/GEEA, 2012b. 160 p.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ-PMSA. Cartilha sobre o reflorestamento na região de Paranapiacaba e Parque Andreense. Prefeitura Municipal de Santo André – São Paulo: 2012c. 52 p.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ-PMSA. Plano de Manejo do Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba. Prefeitura do Município de Santo André e EKOS Brasil. – Santo André-SP, 2012d. 204 p.

Carolina Estéfano
Mestra em Ciências – ênfase em Análise Ambiental Integrada (UNIFESP SP)
Bióloga e Gestora Ambiental

meio ambiente sociedade governo

Canais de diálogo e de participação da comunidade

O planejamento e gestão públicos devem ser realizados, para maior efetividade e transparência, por meio de um modelo de governança, em que governo e população discutem e optam por prioridades de forma conjunta. Mas, não necessariamente, o poder público ter alguns canais de diálogo e participação para as comunidades significa participação efetiva em qualidade e quantidade, nem realizações por parte do governo. Medir e avaliar essa participação é fundamental ao longo do processo. Como empoderar a população? Como termos participações qualificadas? O governo deve incorporar, se possível, na gestão, o que a população solicita.

Primeiro, ter os canais de diálogo é fundamental. Nem todas as esferas públicas os têm ou os têm de forma adequada. Aceitar que o senso-comum, ou seja, as comunidades ampliadas de pares atuem também na resolução de problemas e desafios, além dos técnicos e esferas políticas, demonstra transparência no processo decisório e melhor enfrentamento perante questões ambientais, sociais e éticas, segundo Funtowicz e Ravetz (1997). 

Para traçar perspectivas reais de futuro, a participação é imprescindível. List, (2006) enumera 2 razões que justificam esse envolvimento: valor prático e valor moral. Ou seja, as pessoas devem saber quais decisões serão tomadas pelos stakeholders, pois suas vidas estão em jogo e é necessário poderem se readequar em determinadas situações, de acordo com suas questões socioculturais.

Em um primeiro momento, a participação acontece por uma cooptação manipuladora, em que a população participa pensando em atender suas questões pessoais e não coletivas. O ideal é que essa população seja qualificada e atinja a automobilização e o tão esperado empoderamento, em que ser cidadão é entender que se tem direitos e deveres para com a sociedade (LIST, 2006).

Uma grande questão é a construção e a manutenção da confiança entre os envolvidos. Christopher et al. (2008) indicam que reconhecer as estórias pessoais dos membros da comunidade e aceitar as opiniões do senso-comum com suas visões de mundo diferenciadas é fundamental para maiores resultados.

Vácuos administrativos que ocorrem em transições de governo, bem como em mudanças de partidos políticos desconstroem relações estabelecidas entre poder público e comunidade local e retomá-las não é simples, levando muitas vezes, os 4 anos de gestão da equipe. Isso acarreta desânimo da população que percebe descontinuação de programas e projetos. Há descrédito também quando ocorre participação, incentivada pelo governo, que acaba por não colocar em prática os anseios e solicitações da população. Claro, nem tudo é possível, nem todos os procedimentos são rápidos, mas a população relata que há muitos descasos, fazendo com que as pessoas realmente não vejam resultados de seu tempo disponibilizado para tais espaços de diálogo em prol do bem-coletivo.

A pesquisa-ação é uma excelente metodologia, pois é aberta e dinâmica, sendo legítima ao representar os anseios da população e propor ações baseadas em processos educativos para melhorias, de forma colaborativa. Ao permitir o envolvimento dos sujeitos do problema, em um processo de reflexão e aprendizagem coletiva, fortalece a comunidade como um todo (TOLEDO, 2011). Como há efetivação para resolução do problema detectado, a população percebe-se atendida, respeitada e cria um laço afetivo com o lugar e com as demais pessoas, incluindo governo.

Jacobi et al. (2006) apontam outra metodologia que contribui para o processo de construção de tomada de decisões compartilhadas que englobam diversos setores e atores: a Aprendizagem Social. Aprender juntos a decidir e intervir juntos. Como por exemplo, a Agenda 21 Escolar é vista como a construção de propostas e ações socioambientais que problematizam e inserem o sujeito no mundo político de forma responsável, solidária e consciente.

Um desdobramento é a Agenda 21 Local, processo interessante por seu caráter agregador, mais disciplinado de organização popular, que inclui diversas atividades, como visitas de campo, biomapas, encontros para discussão das problemáticas socioambientais, cronograma de intervenções e ações no território, além do comprometimento da comunidade.

A participação é uma via de mão dupla: a população espera transparência, ganhos e incentivos, justiça, abertura de diálogo, poder intervir na realidade e resultados na política e por outro lado, o poder público tem que oferecer meios de comunicação e de negociação de conflitos em que ocorra identificação das pessoas com o objeto em discussão e a percepção da sua relevância seja enfatizada, bem como os instrumentos serem adequados à realidade sociocultural da comunidade, além de ter que qualificar a participação popular, elevando a autoestima dos sujeitos, avaliar e monitorar a participação  e dar feedbacks dos resultados esperados.

Preparar os indivíduos e grupos sociais para uma Educação Política é permitir a autonomia e o exercício da cidadania, que leva à justiça social, em que a reflexão crítica transforma e interfere em melhores condições de vida.

Referências

CHRISTOPHER, S. et al. Building and Maintaining trust in a community-based participatory research partnership. In: American Journal of Public Health 8, v. 98, 2008. 1398-1404.

FUNTOWICZ, S.; RAVETZ, J. Post-normal science and extended peer communities in the face of environmental challenges. In: História, Ciências, Saúde, v. 4, 1997. 219-230.

JACOBI, P. R. et al. Aprendizagem social: práticas educativas e participação da sociedade civil como estratégias de aprimoramento para a gestão compartilhada em bacias hidrográficas. In: São Paulo em perspectiva 2, v. 20, 2006. p. 5-18.

LIST, D. Action research cycles for multiple futures perspectives. In: Elsevier/Futures, 2006. 673-684.  

TOLEDO, R. F. de. Pesquisa-ação: aprendizagem, produção de saberes e de práticas cidadãs. In: JACOBI, P. R. (Org.). Aprendizagem social: diálogos e ferramentas participativas: aprender juntos para cuidar da água. São Paulo: IEE/PROCAM, 2011, 86 p. 

ecologia meio ambiente sustentabilidade

Projeto Água viva construirá Fossa-Bacia por Evapotranspiração

Hoje faço um convite a você que está lendo o Jornal Grande ABC: participe da construção de uma fossa tipo Bacia por Evapotranspiração, para tratar o esgoto doméstico!

É uma tecnologia social para melhorar a qualidade ambiental das margens da represa Billings, além de melhorar a vida de moradores, que ocorre em São Bernardo do Campo, por meio do projeto Água viva, realizado pela OSCIP Ecolmeia e patrocinado pela empresa BASF.  

Será esse sábado, dia 07, às 9:30, na rua Cirilo Pelosini, nº 252, bairro Royal Park, região do Grande Batistini, em SBC. Ficou curioso do que se trata, quer aprender a fazer? Será muito bem-vindo! Pode me procurar no dia, Carolina.

Aproveitando, estão convidados a irem em outras atividades: dia 21, construção de outras fossas e dia 28, plantio de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica (incluindo técnicas de plantio e manutenção, bem como curiosidade gerais sobre as espécies locais e da Mata Atlântica).

como ter casa sustentável

Parte VI: Dicas para ter uma casa mais sustentável

1. Telhado verde é uma boa opção decorativa, conceitual, para fazer uma horta, para refrescar o ambiente que está abaixo, usar melhor os espaços. Há empresas especializadas para te ajudar.

2. Tijolo ecológico – várias versões estão sendo criadas. Além de lindos, são sustentáveis e fomentam pesquisas para aprimoramento das técnicas e comunidades/pessoas a conseguirem construir suas moradias.

3. Separe seus resíduos que podem ser reciclados para a Coleta seletiva porta-a-porta de sua cidade, leve até um ecoponto ou entregue para catadores autônomos e/ou cooperativas. Desta forma, você contribui para a economia solidária (geração de renda aos catadores), diminui a quantidade de resíduos que iriam para o aterro sanitário, esgotando sua vida útil e favorece a logística reversa, ao retornar para as empresas, que não usarão recursos naturais novos

como ter casa sustentável

Parte V: Dicas para ter uma casa mais sustentável

  1. Coletar água de chuva em cisternas e baldes grandes, para aproveitá-la em situações que não exigem água potável, como regar o jardim, lavar carro e quintal ou até mesmo na descarga dos vasos sanitários.

2. Torneiras com aerador (espécie de “chuveirinho) garante uma menor vasão de água, além de torneiras com temporizador, que fecham sozinhas após determinado tempo, são uma boa opção para economizar água.

3. Reaproveitar pallets e madeira de demolição na decoração e confecção de móveis. Mais sustentável, impossível, além de lindo e conceitual!

Parte IV: Dicas para ter uma casa mais sustentável

  1. Plante árvore na calçada ou no quintal.  Ela absorve gás carbônico; abriga pássaros, insetos e pequenos mamíferos, entre outros animais; é um ser vivo que necessita de cuidados, então é bom para saúde mental; oferta sombra e umidade/gás oxigênio para respirarmos melhor.
  2. Reuse potes de vidros de conservas e demais produtos, para guardar mantimentos, além de fazer artesanatos, como vasos, porta-velas, porta escova de dente, entre tantas opções. A internet traz inúmeras opções simples de fazer.
  3. Instalar toldos, para evitar o superaquecimento da casa especialmente nos dias de calor; desta forma, evita-se o uso de ventiladores ou ar-condicionado, economizando energia e diminuindo a conta.
  4. Os painéis de energia solar estão se tornando cada vez mais acessíveis e já são uma alternativa a ser considerada para reduzir o consumo de energia elétrica.
  5. Responsável por um dos maiores desperdícios de água, a descarga pode se tornar mais econômica se tiver uma caixa acoplada. Se houver o dispositivo para líquido e sólido, então, economizará mais.

Parte III: Dicas para ter uma casa mais sustentável

  1. Prefira consumir produtos locais e da estação. Eles não precisam ser transportados de longa distância e, por isso, a emissão de carbono e de poluição é mínima. É mais saudável e você apoia a economia solidária, pequenos produtores. Esta situação serve para qualquer produto que queira adquirir: artesanato, papelaria, mercado, etc.
  2. Leve uma ecobag ao fazer compras, de preferência de pano resistente ou carrinhos. Use menos sacolas e sacos plásticos.
  3. O óleo da fritura, que você prepara seus alimente deve ser armazenado em garrafas PET para fazer sabão em pedra caseiro ou ser entregue em instituições que fazem este sabão. Nunca jogue ralo abaixo: as baratas adoram, fora que entope o encanamento.
  4. Usar papel sulfite comum e não reciclado. Pois é! Para reciclar o papel na indústria usa-se muitos compostos químicos e água para deixar o mesmo liso e com cor adequada. Mas reciclar em casa é válido, pois não usamos estes produtos! Coloque sementinhas, ervas, fica lindo!
  5. Use a escada em prédios, esqueçam elevador de vez em quando, ou se for em andares próximos. Poupa energia, faz exercício físico e convive mais com as pessoas.

Dicas para ter uma casa mais sustentável (Parte II)

Não use a mangueira de água para ‘varrer’ o quintal e a calçada. Varra com vassoura antes e use menos água: se usar balde, vai consumir uma quantidade menor. Atenção:  lavar se a varrição não ser conta, apenas.

A água de torneira tem qualidade garantida por lei; caso não queira, instale um filtro acoplado, ferva a água ou use filtro de barro (sendo o brasileiro considerado o melhor do mundo!). Água engarrafada só gera mais resíduos e o transporte por caminhões/carros, gasta combustível gerando gases poluentes.

Consuma de forma consciente: produzimos muitos resíduos. Analise friamente se você realmente precisa comprar tal coisa. Consuma menos alimentos industrializados e evite embalagens plásticas e de papel. Alimentos de feira, você pode embalar em sacos de tecido permanentes.

Cultive uma pequena horta em vasos, baldes, canos, caixotes, em garrafas PET, no chão, na parede ou mesmo num cantinho do quintal. É uma distração deliciosa: você colher ervas, condimentos, verduras, legumes e frutas frescas diretamente da terra para sua refeição.

Faça compostagem usando restos de alimentos nas suas plantas e horta: casca de ovo, borra de café, cascas de legumes e frutas, saquinhos de chá, entre outros alimentos não úmidos e cítricos.

Caminhe pelo seu bairro, para ir até o mercado, padaria, feira, farmácia, etc. Economiza combustível e você não vai precisar procurar por vaga para o carro, além de encontrar conhecidos pelo caminho e bater um papo.

Dicas para ter uma casa mais sustentável

Não deixe os aparelhos eletrônicos ligados dia e noite em modo stand by, pois consomem energia sem necessidade, além de pagar mais em sua conta por algo que não usou!

Compre eletrodomésticos mais eficientes, atestados pelo selo

Procel de Economia de Energia (consulte http://www.procelinfo.com.br/main.asp?TeamID=%7B88A19AD9-04C6-43FC-BA2E-99B27EF54632%7D).

Deixe a luz natural entrar em sua casa!Abra janelas, portas, cortinas, para o Sol entrar. Assim, você economiza no gasto e na conta de energia, além de ser fonte de bem-estar físico e mental, agindo sobre a umidade da casa. 

Consuma alimentos frescos, de preferência. Desta forma, você não precisa de freezer.

Use lâmpadas fluorescentes que duram até 10 vezes mais que as incandescentes e, assim, economizam no gasto de energia elétrica e na conta.

Pendure as roupas no varal em vez de usar secadora. Secar atrás da geladeira, só consome energia extra.

Cultive seu jardim-horta

Quer algo prazeroso para realizar com seu pai e compartilhar bons momentos de descontração e união, optando por saúde, qualidade de vida e bem-estar? Cultivar um jardim de flores, árvores (incluindo frutíferas), gramado, uma horta com legumes, verduras, temperos e ervas, escolhendo espécies nativas da Mata Atlântica, pode ser uma excelente atividade a ser concretizada em família.

Pode ser em canteiros, verticais – nas paredes, em vasos/bacias (inclusive em espaços pequenos, como sacadas de apartamentos e em espaços maiores (com divisões para conter diversidade de espécies, que atraem polinizadores – abelhas, pássaros, morcegos, macacos, evitando pragas e doenças), o importante é que é possível ter seu espaço para apreciação, relaxamento, cuidados e colheita de alimentos frescos e livres de agrotóxicos.

Com ferramentas básicas, que inclusive são um ótimo presente para os pais, você consegue criar e realizar a manutenção de seu espaço. São elas: tesoura de poda, serrote de poda, pazinha. Rastelo, enxada, facão, roçadeira, carrinho de mão, cortador de grama, mangueira, regador, vassoura, rodo, pá de lixo. Há tantas outras ferramentas que você pode adquirir, mas o kit básico já dá para trabalhar em escala doméstica.

A seguir apresento as etapas para realizar a manutenção em seu jardim-horta, que é uma etapa mais difícil do que a criação:

  1. Retirar ervas daninhas do gramado, ou seja, plantas que nasceram sem serem plantadas por você e que destoam do arranjo existente;
  2. Roçar o gramado – às vezes apenas ter gramado e não ter outras espécies, facilita a manutenção e deixa um espaço aconchegante também – visualmente e livre para picnics, brincadeiras e relaxamento;
  3. Podar as árvores;
  4. Podar os arbustos – menores que as árvores;
  5. Podar as forrações de vasos e de espaços de árvores;

Não se deve ter dó de podar as plantas, pois é justamente a poda que fornece forças para um crescimento saudável e com direção correta dos troncos. Deixar os troncos grossos, que são os principais e os finos devem ser todos cortados. Atentar para a estética da copa das árvores.

  • Fazer a contenção de canteiros e gramados, com pedras, delimitadores de plástico, tijolos;
  • Capinar os canteiros;
  • Retirar as ervas daninhas e invasoras dos canteiros;
  • Repor plantas – observar as que não estão em condições de permanecerem – seu destino? A composteira ensinada na edição anterior;
  • Realizar tratamento fitossanitário – as que estão doentes precisam ser analisadas: falta água, água em excesso, adubo, correção de solo, sombra, luz solar direta ou indireta? Pragas, como pulgões, podem ser retirados com uma buchinha de lavar louças;
  • Limpar o local – o que for possível destinar à composteira e/ou reciclagem;
  • Regar – maior sucesso de uma plantar vingar ou não (apresentar doenças e pragas) é o uso da quantidade correta de água: nem em excesso nem em falta. Observar e sentir a umidade com o dedo, apertando a terra é o jeito mais simples e efetivo de saber se sua planta precisa de água ou não naquele momento.

Ter um plano de trabalho (metodologia) com etapas a seguir é fundamental, bem como não ter pressa e dividir as tarefas em dias, se necessário; planejar no papel, ter as ferramentas e demais materiais em mãos, organizados próximos aos espaços em que serão utilizados, além de iniciar por um canto e seguir essa ordem (mas de acordo com os tipos de trabalho, por exemplo: podar todas as árvores do lado esquerdo primeiro e, assim por diante).

Envolva a família e crie um clube da jardinagem em sua casa! Há cursos presenciais e muitas dicas na internet para você se divertir e levar à sério essa função de jardineiro que faz tão bem à alma, saúde e planeta!                       

natureza família crianças

Vivências na natureza: (re)descobrindo as áreas verdes em família

Foto da capa: Beto Garavello

Dia das crianças chegando! Vale estar com a família, com os amigos e até só (curtindo de forma pessoal e intransferível nossa proposta zen). O importante é curtir, repensar, planejar-se e/ou…silenciar, experienciar, divertir-se, aprender, vivenciar, relaxar e interiorizar boas vibrações vindas dos recantos, cantos e encantos da natureza!

Experiências diretas em áreas verdes nos proporcionam sensação de bem-estar, afloram nossos sentidos e percepções, tornando nossas vidas particulares e coletivas mais dinâmicas, intuitivas, altruístas e conectadas com outras pessoas e outros seres vivos, como as plantas, animais e fungos, em uma rede equilibrada de ciclos, belezas, benfeitorias e respeito mútuo, além de aprendizado sobre as características da área.

Mesmo na área urbana necessitamos (re)descobrir as áreas verdes, tão importantes para nossa sobrevivência, sejam praças, parques, jardins ou até árvores plantadas nas calçadas, que nos ofertam conforto térmico, frutos e belas flores com seus perfumes, atração de fauna, como pássaros e insetos, e nos permitem ‘fugir’ do caos cotidiano, em um processo de ‘esvaziar’ a mente de situações negativas, florescendo, assim, boas sensações e ações de bem-estar e qualidade de vida.

 Áreas de proteção ambiental, como Unidades de Conservação, são refúgios com visitação controlada (acesso permitido com guias ambientais apenas) em que há nascentes de rios, fauna e flora exuberantes e belas paisagens. Como dica, perto de nós, no Grande ABC/SP, há em Santo André, o ‘Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba’, na Vila de Paranapiacaba, composto pelo bioma Mata Atlântica e nascentes que formam a represa Billings, que abastece a região metropolitana de São Paulo. Vale visitar qualquer uma dessas áreas protegidas – o Brasil todo tem – cada uma com suas especificidades e bioma – de forma responsável e ajudar na geração de renda de comunidades do entorno, a partir do turismo e na conservação, por meio de atividades de Educação Ambiental orientadas. 

Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba. Foto: Divulgação

‘Banhos de parque ou de floresta’, que são caminhadas, imersões de aprendizagem e contemplação, também são recomendados como antidepressivos, pois baixam os níveis de estresse, devido benefícios físicos e mentais, melhorando o humor, aumentando a energia e acelerando processos de recuperação de doenças.

As vivências diretas na natureza, que exporei abaixo, para serem proveitosas e estimulantes, podem seguir estágios de desenvolvimento com atividades direcionadas, que conheceremos a seguir, baseados em Joseph Cornell. 

Estágio 1 – Despertam o entusiasmo e harmonizam a convivência em grupos e indivíduos, por meio da alegria e descontração com brincadeiras que estimulam superação de passividade, requerem atenção, estabelecem relações com líderes, criando envolvimento entre todos;

Estágio 2 – Concentram a atenção, favorecendo a receptividade e ampliação dos sentidos, pois canalizam o entusiasmo despertado no estágio anterior, acalmam a mente, desenvolvem a habilidade de percepção e receptividade para as próximas experiências;

Estágio 3 – É a experiência direta em si, com fomento à percepção, aos insights, em um processo de descoberta pessoal, de encantamento pela natureza, melhora nas relação entre as pessoas, ampliação da consciência de unidade que une todos os seres e cria postura não hierárquica entre as pessoas e a natureza;

Estágio 4 – Compartilhar a inspiração, de forma a criar vínculos, reforçar o sentido de união e de fortalecer experiências pessoais.   

Os sentimentos trabalhados nas vivências são mais encantamento, maravilhamento, alegria, paz e menos desconfiança, insegurança, medo, vulnerabilidade e fragilidade! Você não esquecerá jamais, garanto que sua vida pode mudar a partir dessas descobertas com ajuda da natureza!

Pareceu complexo? Você pode realizar ações mais simples e tanto quanto benéficas na época das férias e festas, silenciando na natureza, ou seguindo as próximas dicas com as crianças, adolescentes e adultos, com as atividades prontinhas para gerar diversão e aprendizado, que indico a seguir, utilizando elementos naturais (lembrem-se: não devemos arrancar folhas e flores e, sim utilizarmos apenas o que está disponível, como folhas soltas caídas ao chão):

– Piquenique e brincadeiras antigas no parque: comidinhas saudáveis e  brincadeiras, como bola, peão, corda, bolha de sabão, de preferência com pés descalços…;

– Explorando o jardim: ensinar a cuidar do jardim, além de brincar de fazer comidinhas com barro, água e cultivar uma horta;

– Montar figuras e quadros a partir de pedrinhas, folhas e flores coletados do chão;

– Fazer tinta de terra com diferentes nuances de cores;

– Fazer uma mandala de flores, pedrinhas e folhas.

Desejo um lindo das crianças à todos, incluindo aos adultos, para despertarem sua criança interior e que seja repleto de boas experiências na natureza e tão resiliente o quanto ela nos ensina a sermos! 

Sustentabilidade pessoal e cidadania

O final do ano está chegando e com ele o desejo de uma nova vida em 2021 ou ainda no restante do atual (sempre é tempo de mudar e faltam 3 meses!). Essa nova vida depende única e exclusivamente de você! Repensar e fomentar sua sustentabilidade interna, ou seja, sua resiliência e perseverança diante dos obstáculos e aquisição de novos pensamentos e atitudes – mais sustentáveis – farão toda a diferença em sua vida pessoal e no exercer de sua cidadania em prol de um mundo melhor, mais colaborativo, altruísta, respeitoso e de ajuda mútua. 

Você pode começar analisando seus sonhos, desejos e objetivos pessoais e, após, relacioná-los com as metas socioambientais que os países têm elaborado e pretendem alcançá-las, como a Agenda 21 e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (já citados em dois textos anteriores) – que serão os próximos assuntos de nossa coluna Sustentabilidade. A princípio você encontra esses documentos em uma pesquisa rápida na internet. Leia-os e pense como você, enquanto indivíduo, pode colaborar no cumprimento de pequenas ações cotidianas que abrangem essas metas maiores estipuladas em conjunto e que contribuem para melhorias dos problemas da humanidade nas mais diferentes áreas.

Sim, você faz parte de uma rede mundial de pessoas e ações conectadas e é parte importante para benfeitorias socioambientais e uma cidadania ativa, participativa e decisória. Comece em sua vida pessoal, sua casa, sua rua, seu bairro, seu local de trabalho e estudos e dessa forma, expandiremos boas vibrações, reflexões importantes e comportamentos mais sustentáveis, utilizando de suas competências e habilidades particulares que junto à outras, irão compor uma comunidade/sociedade mais justa e humana.

Para lhe ajudar nesse repensar e imergir em novas atitudes, apresento os 5 Cs da Sustentabilidade e Cidadania:

  1. Conhecer e compreender a dinâmica e os problemas: conhecendo os ciclos, o todo e suas partes, podemos entender o funcionamento, o equilíbrio e como se dá o desequilíbrio, para assim, agirmos de forma sustentável e cidadã;
  2. Conectar-se com a natureza e o ambiente: imergir, vivenciar, experienciar e coexistir com a natureza, para conservação/preservação ambiental, mudança de percepção individual e relação de respeito, além de nossa sobrevivência;
  3. Colaborar com o outro e com os ciclos naturais: trabalhar a compreensão, o altruísmo, o apoio mútuo, o respeito ao próximo e colaborar de diversas formas, bem como com a natureza, respeitando seus ciclos e permitindo sua existência plena; 
  4. Cuidar de nós, dos outros e do ambiente natural: o ato de cuidar é expressar amor, respeito e atitudes éticas nas relações que vivenciamos com os outros seres vivos;
  5. Compartilhar resultados, avanços e felicidade: não devemos manter conosco informações, conhecimento, resultados importantes para todos e muito menos sermos alegres e felizes de forma solitária – devemos expandir boas energias e boas ações, para formarmos uma rede do bem, que alcance cada vez mais adeptos de novas formas de encarar as relações entre todos os seres vivos.

Aproveite os meses finais para refletir e praticar os 5Cs!

Seja sustentável em casa!

Pequenos gestos adotados em sua casa podem fazer a diferença para um mundo melhor em qualidade ambiental e valorização dos recursos naturais, indispensáveis à nossa vida moderna, pois tudo que temos é feito a partir desses recursos e temos que poupá-los para não os esgotarmos, já que são em sua maior parte, não renováveis.

Nossas ações devem se basear na prática dos 5 Rs, seguindo a seguinte ordem de importância: repensar, recusar, reduzir, reaproveitar (reusar) e reciclar. O ideal é assumirmos os três primeiros Rs; não sendo possível, após reflexão e consumo consciente incessantes, os dois últimos Rs entram em ação. 

Mudar nossos hábitos pessoais reverberará em uma consciência coletiva, a partir do exemplo da ação, que pode se conectar a outras ações, em uma rede em prol do meio ambiente mais sadio e na consequente qualidade de vida e bem-estar a todos os seres vivos.

A seguir vou apresentar dicas de atitudes simples que transformarão sua vida e seu entorno, além de economizar recursos financeiros e naturais, diminuirão os impactos negativos causados à natureza e à nós mesmos, como a poluição de rios, mares, ar, desmatamento de florestas e áreas, entre tantas outras situações:

– compartilhe seu carro por meio de carona solidária, criando grupos de conhecidos que realizam o mesmo trajeto no dia-a-dia;

– use bicicleta e transporte coletivo ao máximo que conseguir;

– não deixar aparelhos eletrônicos, como tv e computador em modo stand by, pois consome energia e reflete em sua conta de luz, bem como desgaste do recurso água – hidrelétricas;

– abra janelas, portas e cortinas para aproveitar ao máximo a luz natural e arejar sua casa, contra vírus, bactérias e fungos (umidade);

– troque lâmpadas incandescentes por fluorescentes, que duram até 10 vez mais;

– não lave seu quintal e carro com mangueira; utilize água de chuva coletada em cisterna ou tambor com tampa (para evitar a dengue) para essas ações, além de regar o jardim e as plantas;

– evite comprar produtos alimentícios com muitas embalagens; prefira alimentos frescos a congelados;

– vá em feiras livres ou compre de agricultores familiares seus legumes, verduras, e frutas, usando sacolas retornáveis (ida ao mercado também) e carrinhos, em vez de sacolas plásticas;

– o que você juntar de embalagem, separe e acondicione adequadamente para não ser chamariz de pragas urbanas, como baratas, aranhas e mosquitos/moscas, leve até o ecoponto ou cooperativa de reciclagem mais próximos, deixe na calçada para a coleta seletiva da prefeitura ou catadores autônomos recolherem e gerarem renda;

– guarde o óleo de cozinha usado: pode ser feito sabão em barra. Óleo ralo abaixo na pia, causa entupimentos e atrai baratas;

– cultive uma pequena horta em sua varanda, quintal, jardim. Alimentos e temperos frescos à mão;

– faça uma faxina em sua casa ao menos 2 vezes ao ano e separe roupas, sapatos, roupas de cama e objetos em bom estado que não utiliza mais para doar à projetos sociais e/ou em campanhas de prefeituras e ONGs;

– não utilize pratos, talheres e copos descartáveis em suas festas;

– ao escovar dente e tomar banho, seja o mais breve possível e feche torneiras ao se ensaboar e escovar o dente em si.

As dicas são infinitas, reflita você mesmo o que pode mudar em seu cotidiano para contribuir a um meio ambiente equilibrado.

Vou deixar uma tarefa a vocês: a construção e manutenção de uma composteira caseira para ter seu próprio adubo para usar em sua horta/jardim, vender, distribuir aos amigos e destinar corretamente materiais orgânicos!

Em espaço pequeno mesmo, você já consegue ter uma composteira, podendo utilizar como base 3 caixas/tambores plásticos ou até um vaso. Toda refeição que for preparar, separe cascas de legumes, folhas de verduras, pó de café, casca de ovo e do jardim, folhas e flores secas e de poda. Não pode deixar o ambiente úmido por conta dos fungos que estragam o ambiente: para isso coloque serragem.

Abaixo, segue o esquema de como montar e realizar a manutenção da composteira; ao final de 4 meses aproximadamente, você terá adubo de qualidade, natural, sem substâncias químicas (agrotóxicos) e até chorume, que também é um adubo líquido a ser dissolvido em água.

O mais interessante é aproveitar para percebermos nossos hábitos alimentares e de consumo, ou seja, o quanto consumimos e o quanto nossa dieta é saudável ou não, além de destinarmos de forma correta uma quantidade imensa de resíduos de forma natural, como ocorre na natureza. É, acima de tudo, uma grande aula de Ecologia!

Conte para nós depois, suas experiências e vivências e mudanças de estilos de vida!

Mais que resíduos, recursos!

Um dos maiores problemas da humanidade é como agir em relação ao lixo. Lixo? Primeiramente, já começamos desmistificando esse termo horrível, do qual se subentende ‘sem serventia’.  Tudo que consumimos é considerado ‘resíduo’ e, mais que isso, Recurso; afinal, é um recurso natural extraído da natureza, que causa grandes impactos negativos à biodiversidade e aos próprios seres humanos e que pode ser utilizado novamente. Portanto, essa mudança de perspectiva é importante para tratarmos de forma mais adequada a questão.

Entre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODSs – da ONU, que representam metas de todos os países para serem cumpridas até o ano de 2030, o 12º ODS ‘Consumo e produção sustentáveis’, define objetivos para governos, empresas, população e todos os outros setores da sociedade, como responsáveis e peças-chave para uma reflexão sobre o consumismo desenfreado que instiga a produção de novos bens: faz-se urgente o repensar sobre um novo modo de vida, menos capitalista, que privilegie o não consumo exagerado, o compartilhamento desses bens e retorno a um ciclo produtivo.

São os 5 Rs da Sustentabilidade que nos direcionam para um melhor entendimento e proposição de ações em relação aos resíduos, reduzindo a quantidade que é destinada a aterros sanitários (a maioria em seu limite de recebimento e tratamento de resíduos), um grande problema de saneamento básico do Brasil – os lixões a céu aberto:

– Repensar: 1º passo, relacionado às mudanças de mentalidade e comportamento, que direciona a um consumo mais consciente;

– Recusar: se eu repenso, automaticamente, recuso-me a comprar o que é desnecessário, o que a mídia me impõe como ‘receita de felicidade’;  

– Reduzir: se eu repenso e recuso, consequentemente, reduzo meu consumo;

As etapas acima são as mais importantes!

– Reaproveitar: se eu adquiri, posso reutilizar/reusar o produto, do jeito que comprei, por exemplo, potes de conserva de vidro, garrafas PET, entre tantos outros materiais, dando um novo significado, como produtos de artesanato com conceito sustentável, o que dá mais valor e abrange um público novo, cada vez mais preocupado com as questões socioambientais;

– Reciclar: a reciclagem, isto é, a transformação químico-física do produto inicial no mesmo ou em outro, pela indústria, seria a etapa menos importante. Porém, até quando não diminuirmos nosso consumo, ela deve ser incentivada e realizada pelos governos e empresas, como ‘solução’ para utilizarmos menos recursos naturais novos.  

Somos corresponsáveis, enquanto cidadãos com direitos e deveres, pela destinação correta desses recursos e, principalmente as empresas, que devem realizar a logística reversa (está prescrito em legislação esse compromisso, com penalidades às empresas caso comprovado descarte incorreto), ou seja, as embalagens devem retornar à empresa de origem ou outra, para que os resíduos voltem ao ciclo produtivo por meio da reciclagem.   

Podemos em casa, no trabalho e locais de estudo, separar nossos resíduos em 2 tipos, para facilitar o incentivo e ação efetiva: em orgânicos (restos de alimentos), para serem utilizados na compostagem (adubo para plantas, natural) e recicláveis (papel, metal, plástico e vidro). Tantos outros produtos podem ser reaproveitados, como materiais de construção e óleo de cozinha usado, reciclados, como pilhas, baterias, eletrônicos e descartados de forma adequada a não contaminarem o meio e pessoas, como medicamentos vencidos e materiais hospitalares utilizados em casa, como agulhas para tratar diabetes. 

Há cidades com coleta seletiva porta-a-porta, operação cata-bagulho, com ecopontos em que você leva seus resíduos, ‘ferros-velhos’ e catadores autônomos que sobrevivem desses materiais e os recolhem em sua porta também. Para materiais mais específicos, temos que pesquisar os locais que os recolhem e destinam corretamente.

Não há desculpas para não fazermos nossa parte! Reflita sobre suas reais necessidades, seu consumo e as formas de destinação que você pode colaborar, para um meio com mais qualidade de vida e bem-estar a todos.  

Carolina Estéfano

Caminhos Coletivos: educação e gestão socioambientais

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carolinaestefano@hotmail.com

Água, nosso recurso natural precioso

A água, um de nossos maiores bens naturais e recurso fundamental à vida, tem um dia específico para repensarmos nosso modo predatório de lidar com a natureza: dia 22 de março, criado em 1992 pela Organização das Nações Unidas – ONU, órgão internacional formado por países voluntários que trabalham pela paz e desenvolvimento mundial.

Qual a importância dessa data? É discutir sobre a conservação da água, ou seja, o uso racional que nos permita usufruir hoje e no futuro, incluindo as outras gerações que virão. Devemos lembrar que todo dia é dia de economizar, refletir e repensar hábitos cotidianos de desperdício em prol de práticas simples, porém melhores para o meio ambiente (devido seu caráter sustentável e responsável), que além de pouparem o recurso, serão sentidas no bolso, pois fazem diferença no orçamento doméstico e de sua empresa.

Entre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODSs – da ONU, o 6º ODS ‘Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos’, define metas para governos, empresas, população e todos os outros setores da sociedade, para que até o ano de 2030, a situação apresentada esteja melhor, favorecendo inclusive os segmentos menos favorecidos, como comunidades vulneráveis socialmente (em todos os países).

Estamos passando por crises hídricas nos últimos tempos, dependentes de atitudes diferenciadas por parte de todos nós. Um das discussões é: ‘todos têm acesso à água?’ Essa é mais uma demanda por Justiça Ambiental, em que arcaremos com as consequências dos impactos ambientais tanto quanto temos o direito de usufruir de forma proporcional esse recurso.

O Brasil tem abundância de água, por ser um país tropical, além de condições geológicas e outras que permitem essa característica (com exceções como o Nordeste, por exemplo), incluindo águas subterrâneas, como o Aquífero Guarani, localizado em uma extensa área brasileira e outros países de fronteira, que seria uma garantia de reserva, porém devido à escassez mundial, há controversas políticas sobre sua conservação, sendo essa uma pauta atual na mídia.

O descrito acima enfatiza uma relação cultural de desperdício que nossa população enfrenta, em que ‘podemos gastar, pois há em grande quantidade; portanto, nunca acabará’. De fato, existe um ciclo natural sem fim, porém a água doce e potável é a grande questão, pois se trata de um processo caro de tratamento contra a despoluição e contaminação, bem como a distribuição até nossas casas e estabelecimentos. Essa situação se agrava cada vez mais, pois transformamos nossos rios e nascentes, fontes de vida pulsante, de lazer e alimentação, em ‘vasos sanitários’ a céu aberto.

Enfrentamos um sério problema nacional que é a falta de coleta e tratamento do esgoto, ocasionando mortes por doenças simples, como a disenteria, em recém-nascidos e crianças, que ainda apresentam baixa imunidade. É algo muito primitivo a não promoção de Saneamento Básico no nível de desenvolvimento em que se encontra a humanidade. 

Cada um fazendo a sua parte em casa e no trabalho, o benefício será coletivo, isto é, agindo local, consequentemente estaremos pensando no global, pois questões ambientais extrapolam limites territoriais. Vamos todos defender a conservação, o direito ao acesso e garantir água boa para todos nós?!

Caminhos Coletivos: educação e gestão socioambientais

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Agenda 21 Brasileira – planejar de forma participativa

A Agenda 21 Brasileira é um documento construído de forma participativa, após muitas discussões públicas, na época da Rio 92 (evento mundial, sediado no estado do Rio de Janeiro), que embasou e continua sendo aliado em ações de planejamento e programas, planos e projetos socioambientais governamentais e da sociedade civil organizada, com uma visão holística de Desenvolvimento Sustentável, ou com o termo atualizado: Sustentabilidade.

O compromisso assumido pelo Brasil incluiu a elaboração de uma Agenda 21 própria, com base na Agenda 21 global, para atendimento das especificidades, entre elas, a maior biodiversidade do planeta. Uma agenda é um caderno em branco, no qual anotamos nossos afazeres cotidianos e estipulamos prazos, estratégias, outras pessoas envolvidas, enfim. Esse documento também funciona assim e, vamos conhecê-lo um pouco em detalhes a seguir.

Em suas visões de futuro possível, nos interessa aquele pautado na Sustentabilidade, em que suas diretrizes ‘social, ambiental, econômica, cultura, geográfica, institucional e educacional’ sejam orientadoras de melhorias e soluções viáveis que permitam maior qualidade de vida e bem-estar à todos, inclusive aos outros seres, além do ser humano.

As ações prioritárias definidas na Agenda 21 brasileira (fonte: Ministério do Meio Ambiente) e que necessitamos incorporar em nosso dia-a-dia são:

1. A economia da poupança na sociedade do conhecimento – produção e consumo responsáveis; responsabilidade socioambiental das empresas; integração regional e retomada de planejamento estratégico com infraestrutura; energia renovável; conhecimento;

2. Inclusão social para uma sociedade solidária – educação permanente para o trabalho e a vida; promover a saúde e evitar a doenças; inclusão social e distribuição de renda; proteção às mulheres, negros e jovens; universalizar o saneamento básico com foco na proteção à saúde e ao ambiente;

3. Estratégia para a sustentabilidade urbana e rural – gestão do espaço; promoção da agricultura sustentável; promover o desenvolvimento integrado e sustentável; transporte coletivo e mobilidade sustentáveis;

4. Recursos naturais estratégicos: água, biodiversidade e florestas – preservar a quantidade e melhorar a qualidade da água; controle do desmatamento e corredores de biodiversidade; proteção e uso da biodiversidade; ecossistemas ameaçados, como a Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia;

5. Governança e ética para a promoção da sustentabilidade – parcerias e poder local; gestão ambiental e instrumentos econômicos; relações internacionais e governança global; cultura cívica e novas identidades; meios de comunicação; ética e solidariedade. Fica a dica para que você leia atentamente o exposto acima e reflita quais ações e de que forma você pode incorporá-las em sua vida pessoal e profissional, estipulando prazos e parceiros, promovendo uma Agenda 21 Local, pois todos nós somos parte fundamental desse quebra-cabeças que é a convivência entre todos e nossa sobrevivência, seja na nossa casa, rua, bairro e cidade.

Leia mais sobre Pílulas de Sustentáveis

Carolina Estéfano

17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em empresas

Você já ouviu falar dos ’17 ODSs’? Trata-se de 17 metas de Desenvolvimento Sustentável que se apoiam em uma agenda de compromissos assumida por 150 países, por meio da Organização das Nações Unidas (ONU), a serem cumpridas até o ano de 2030 visando melhorias, resoluções e formação de parcerias, em diferentes áreas relacionadas à qualidade de vida e bem-estar da sociedade.

Essas metas podem ser cumpridas a nível nacional, estadual, municipal, pessoal (assim como a Agenda 21 que falamos na edição anterior) e em sua empresa, seja instituição escolar, escritório, área industrial e ONGs. Trabalha-se correlacionando a Política, Missão e Visão da empresa, no estabelecimento de objetivos, ações e parcerias de acordo com a realidade e porte  da empresa, além de ser em microescala, pois os ODSs seguem metas para um país e os adaptamos, sem descartar o que já ocorre e intenções pensadas anteriormente e de forma participativa com a equipe, que será a responsável pela implementação do Plano de Ação estabelecido para gestão interna e com a comunidade do entorno. De qualquer forma, estaremos contribuindo para que a Agenda 2030 possa ser cumprida e sua empresa seja parte de um processo maior de cidadania e responsabilidade ambiental.  

Os 17 ODSs são listados abaixo e em todos eles, podemos propor ações para seus cumprimentos (maiores informações, acesse: https://nacoesunidas.org/conheca-os-novos-17-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-da-onu/).

Os temas são variados: resíduos sólidos, cultura de paz, formação de redes e parcerias, clima, água, florestas, consumo consciente, saúde, alimentação, educação, produção industrial, igualdade de gênro, redução da pobreza, cidades resilientes, entre outros:       

– Objetivo 1: Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares;

– Objetivo 2: Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável;

– Objetivo 3: Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades;

– Objetivo 4: Assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos;

– Objetivo 5: Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas;

– Objetivo 6: Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos;

– Objetivo 7: Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos;

– Objetivo 8: Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos;

– Objetivo 9: Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação;

– Objetivo 10: Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles;

– Objetivo 11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis;

– Objetivo 12. Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis;

– Objetivo 13. Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos;

– Objetivo 14. Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável;

– Objetivo 15. Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade;

– Objetivo 16. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis;

– Objetivo 17. Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

Carolina Estéfano

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Conservação da biodiversidade

Conservação da biodiversidade em área de proteção ambiental

A área de mananciais da região de Paranapiacaba e Parque Andreense, ocupa um total de 52% da área total do território do município de Santo André, em São Paulo e compreende a Macrozona de Proteção Ambiental em relação à Macrozona Urbana.

Não existe vegetação original, exceto remanescentes, que foi modificada devido a extração de lenha para a ferrovia Santos-Jundiaí, madeira para a construção de moradias e para a indústria (olarias e serrarias), além de caça, pesca e extração de palmitos e outras espécies vegetais (PMSA, 2012).

A floresta apresenta 45,2% de vgetação em estágio secundário avançado de regeneração (PMSA, 2012), um número significativo, que evidencia políticas públicas de educação ambiental, fiscalização, licenciamento e de habitação efetivas e possivelmente dentro de alguns anos haverá florestas maduras – clímax (PMSA, 2012).

Contíguo à Vila de Paranapiacaba criou-se uma Unidade de Conservação (UC) de Proteção Integral em 2003, o ‘Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba’-PNMNP, que protege 426 hectares (ha) de Mata Atlântica, permitindo pesquisa científica, ecoturismo e turismo pedagógico.

Forma, com outras duas UCs – Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Itutinga-Pilões e Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba, um continuum ecológico (PMSA, 2012f), que funciona como um corredor ecológico e de dispersão da diversidade genética, imprescindível para a sobrevivência das espécies. Além de fazer divisa com São Bernardo do Campo, Cubatão, Mogi das Cruzes, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, formando uma única floresta.

Os atrativos que compõem o complexo ecoturístico do PNMNP são, conforme constam no Atlas do Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba: Revelando o nosso Parque (2008) e no Plano de Manejo do Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba (2012):

  • Centro de Visitantes: local de recepção do turista, ponto de encontro com monitores ambientais e visão geral do PNMNP (exposições);
  • Núcleo Olho D’Água: portal oficial de entrada no PNMNP e local de interpretação ambiental e com uma nascente em sua entrada, além de ter o sistema de abastecimento de água construído pelos ingleses que construíram a ferrovia;
  • Tanque do Gustavo: local de interpretação ambiental e com sistema de abastecimento de água;
  • Trilhas: 1- Hortênsias; 2- Gravatás; 3- Mirante; 4- Água Fria; 5- Comunidade e 6- Pontinha.

O rio Grande, um dos formadores da represa Billings, nasce nas encostas próximas da divisa Santo André-Santos-Mogi das Cruzes interno ao Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba (PMSA, 2012).

A fauna da região é riquíssima, composta por cerca de 31 espécies de mamíferos; 34 répteis: lagartos, serpentes, quelônios e anfíbios anuros; 14 de peixes e 106 de aves encontrados no PNMNP (PMSA, 2012).

Percebe a riqueza que temos em nossa região? Lembre-se que todos somos beneficiados por essa conservação, seja em nossa saúde, em bem-estar e em outros benefícios que uma floresta em pé nos proporciona, como biodiversidade, futuros fármacos, matérias-primas, alimentos, água para abastecimento público, lazer, contemplação, entre tantos outros.  

Fica aqui minha homenagem ao PNMNP pelo título recebido estes dias, da Reserva da Biosfera da UNESCO, de posto avançado na conservação da biodiversidade: sinal de que as políticas públicas de proteção, fiscalização e uso público estão sendo efetivas.

Você pode visitar o PNMNP em Santo André: para acessar as trilhas é necessário contratar um monitor ambiental credenciado pela prefeitura, pois se trata de uma área de proteção integral, com acesso controlado. Neste período de pandemia e quarentena que estamos passando, a quantidade de pessoas por trilha diminuiu; portanto, é necessário prévio agendamento de monitoria.

Aproveite os benefícios da natureza, convivendo, vivenciando e absorvendo seus ensinamentos de forma harmônica!

Fonte: PMSA, 2008/2012/2020.

Carolina Estéfano
Bióloga, Gestora Ambiental, Mestre em Ciências e Pesquisadora em Meio Ambiente 
Consultoria Caminhos Coletivos: educação e gestão socioambientais
https://www.facebook.com/caminhoscoletivos
carolinaestefano@hotmail.com

Projeto Água viva na represa Billings com inscrições abertas!

A OSCIP Ecolmeia, junto à patrocinadora BASF, está realizando o projeto ‘Água viva: ações de conservação ambiental na represa Billings e comunidades do entorno’ no bairro Royal Park, em São Bernardo do Campo, em área de proteção ambiental.

O Objetivo geral do projeto é potencializar a mobilização dos moradores do entorno da Represa Billings para um novo olhar e ações com foco na conservação dos recursos hídricos, pois já contam com a SCAMA, uma associação comunitária, que realiza ações socioambientais.

Contaremos com oficinas totalmente práticas e bate-papos, conectando teoria e experiências, para formar Agentes Ambientais Comunitários. Reconhecimento do território (Mata Atlântica e represa Billings), produção: de ecobarreira; telhado, luz de litro e aquecedor solar de baixo custo a partir de garrafas PET, fossas BET; replantio de mudas de árvores nativas e aprendizado sobre plantio e manutenção, após estudo; mutirões de limpeza e revitalização do espaço, para contemplação da natureza; reconhecimento de nascentes locais e limpeza, são atividades e oficinas contempladas no projeto. As atividades serão todas ao ar livre e com uso de máscara, para evitar contaminação pelo coronavírus

Para tanto, resolvemos abrir espaço para outros participantes, como universitários, moradores de outros bairros e cidades, com foco em formarmos uma rede de multiplicadores de melhores práticas ambientais, que reflitam na qualidade de vida humana e do meio natural. As atividades podem e devem ser replicadas em nossas casas, ruas, bairros e universidades, seja em maior ou menor escala e com adaptações de acordo com a realidade local. O projeto está em andamento, ocorre todos os sábados, até Março de 2021.

Ficou curioso e com vontade de aprender? As inscrições estão abertas e você pode participar das atividades/oficinas que quiser e puder ao longo do projeto. Porém, inscreva-se já, pelo Whatsapp 11 97287-6381 (Carolina) e receba o cronograma para se organizar. Sejam bem-vindos!

Carolina Estéfano

Bióloga, Gestora Ambiental, Mestre em Ciências e Pesquisadora em Meio Ambiente 
Coordenadora do projeto Água viva
https://www.facebook.com/OngEcolmeia
carolina.estefano@ecolmeia.org.br