Mudanças na Construção Civil e Engenharia: Impactos do Metaverso e Novas Tecnologias

O mundo todo está passando por diversas mudanças e na Construção Civil e Engenharia brasileira o cenário não seria diferente. Já se percebe uma grande aceleração na transformação em modelos de trabalho e na evolução das tecnologias implementadas e utilizadas.

A inovação digital também tem atuado na transformação da construção civil, como no caso do conceito de metaverso, que permite que o mundo real e os meios virtuais se complementem. Com a eliminação dessas barreiras, a solução vem sendo cada vez mais utilizada para apresentar lançamentos de empreendimentos através de ferramentas virtuais que eliminam a necessidade da presença física. Com a possibilidade das simulações digitais, haverá uma transformação total na construção civil e engenharia?

Igor Pinheiro – CEO do Inova Civil e coordenador do curso de Engenharia de Estruturas desenvolvido em parceria com a Unyleya, uma das primeiras Instituições de Ensino 100% EAD no Brasil, aborda as principais mudanças deste mercado cercado de oportunidades e fala sobre o perfil desejado para o profissional do futuro.

O metaverso e outras novas tecnologias na engenharia

De acordo com Pinheiro, não houve mudanças significativas por conta do metaverso. Ele acredita que ainda estamos distantes de termos um verdadeiro impacto com essa nova tecnologia de realidade virtual.

“As iniciativas de compra imobiliária de terrenos virtuais na nuvem ainda são pontuais e causam mais burburinho da mídia que efeitos reais e práticos no mercado. Apesar de não ser considerado metaverso, algo que está consolidado no mercado e possui algumas referências ao tema é a metodologia BIM”, compara.

A BIM (Building Information Modelling – Modelagem da Informação da Construção) vêm sendo fortemente utilizada por profissionais da construção civil, assim como na engenharia mecânica e de produção. Essa tecnologia busca integrar todas as informações de uma obra desde a concepção e desenvolvimento do projeto até a finalização do empreendimento.

Nessa modelagem, todas as informações do empreendimento estão congregadas em uma única plataforma e podem ser acessadas para conhecimento dos envolvidos. Assim, pela utilização do BIM é possível verificar detalhes do projeto, orçamento e fase de evolução do empreendimento.  

Outra tendência disseminada na engenharia são as tecnologias 4.0, também conhecidas como Quarta Revolução Industrial. São características dessa tendência a conectividade, Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial, data sciencebig datamachine learning e diversas outras tecnologias que transformam a maneira como as máquinas se comunicam, otimizando o uso das informações coletadas para as tomadas de decisão, seja nas etapas de desenvolvimento de projeto ou de execução das obras.

Sustentabilidade em alta nos novos projetos

De acordo com Igor Pinheiro, a sustentabilidade é um tema em alta na construção civil. Cada vez mais os clientes buscam saber a procedência dos materiais e como a construção foi realizada. “No momento em que as construtoras entendem e investem em soluções sustentáveis e certificações verdes, estão, além de ajudando o meio ambiente, aumentando o potencial competitivo e de diferenciação de seu produto perante o mercado”, ressalta.

O desenvolvimento de novos materiais em diversas áreas, tanto na construção civil quanto na indústria, é imprescindível para serem desenvolvidos soluções e produtos com maior eficiência sustentável.

Oportunidades de carreiras dos profissionais da engenharia

As possibilidades de atuação do engenheiro são amplas, inclusive em áreas distintas da engenharia. Nesse sentido, o profissional pode trilhar uma carreira pelo ensino, pesquisa, consultoria, projetos, inspeções, entre tantas outras áreas relacionadas à sua formação.

O engenheiro está presente em empresas públicas e privadas em áreas como petróleo, construção civil, indústria automotiva e manutenção. Além disso, os profissionais são altamente competitivos em cargos de chefia, gestão e no mercado financeiro, em bancos, consultorias e corretoras.

“O mais importante é achar sua área de atuação específica e entender que os estudos não devem parar ao fim da graduação, pois o mercado possui uma mudança constante de tecnologias e o engenheiro precisa estar atento para buscar sempre as soluções mais otimizadas para seu projeto e obra”, comenta.

Faixa salarial pode variar de acordo com atuação profissional

Como as áreas de atuação do engenheiro são amplas, variando desde a gestão de obras, desenvolvimento de empreendimentos, elaboração de projetos até orçamentos e laudos técnicos, as faixas salariais poderão variar conforme a demanda e a especialização de cada profissional.

Segundo o CREA, o piso salarial do Engenheiro Civil em 2022 gira em torno de R$ 6.600,00. Porém, apesar do piso definido, a categoria convive com muitas vagas com um salário abaixo do valor.

Portanto, o engenheiro civil que deseja se destacar precisa de um bom currículo, uma rede de contatos e networking para potencializar sua carteira de clientes (caso seja autônomo) e disposição para aprender e reaprender as diversas inovações que surgem no mercado diariamente.

Pinheiro afirma ainda que é importante considerar que a sociedade e as empresas esperam um engenheiro com forte perfil empreendedor e saiba equilibrar as hard skills (habilidades técnicas profissionais) com as soft skills (habilidades sociocomportamentais), de forma que seja um profundo conhecedor de sua área e, em simultâneo, seja hábil para se relacionar com os colegas de trabalho, clientes e sociedade.

Cursos modernos são um diferencial para o Engenheiro do Futuro

A Unyleya busca sempre analisar o mercado e lançar novos cursos que antecipam as principais tendências, sem deixar de oferecer os conhecimentos mais tradicionais que formam a base da engenharia e continuarão sendo essenciais para a profissão.

A instituição conta com um amplo portifólio de cursos de Pós-Graduação que atendem à necessidade dos mais diversos segmentos da área, como Engenharia de Materiais, Estruturas, Segurança no Trabalho e Qualidade até temas mais recentes como Energias Renováveis, Metodologia BIM, Tecnologias 4.0, Internet das Coisas (IoT), entre outros.

Além disso, para quem busca habilidades mais voltadas as soft skills, a Unyleya oferece diversas opções em MBA, com cursos voltados ao empreendedorismo e desenvolvimento pessoal, gestão, economia e até especialização para a docência voltada especificamente para profissionais da engenharia.

“A Pós-Graduação em Engenharia Estrutural da Unyleya, em parceria com o Inova Civil, se diferencia por abordar um conteúdo prático e que realmente o aluno conseguirá utilizar no mercado de projetos estruturais. Além do embasamento teórico, nos guiamos pelas boas práticas de projetos para elaboração de uma estrutura otimizada, em que haja se encontre no ponto de equilíbrio ideal entre o seguro e o econômico”, conclui o coordenador.

Mais informações sobre os cursos de Pós-Graduação na área da Engenharia da Unyleya estão disponíveis em: unyleya.edu.br

Sobre Igor Pinheiro

Igor Pinheiro – CEO Inova Civil e coordenador do curso de Engenharia de Estruturas, desenvolvido em parceria com a Unyleya.

Sobre a Unyleya

Fundada em 2006, a Unyleya é uma das primeiras Instituições de Ensino 100% EAD no Brasil. Com mais de 15 anos de uma história pautada por inovação em tecnologia educacional, a instituição conta atualmente com mais de 300 mil estudantes – o que a torna a maior do país em número de alunos, 26 cursos de Graduação e mais de 1.800 de Pós-Graduação em 50 diferentes áreas do conhecimento.

A Unyleya tem mais de três mil colaboradores e unidades físicas em todo o país, com destaque para a sede acadêmica no Rio de Janeiro e a administrativa em Brasília. Mesmo com as unidades físicas, a Instituição de Ensino consolida seu modelo na Educação 100% Digital. Com metodologia de ensino focada nas necessidades de aprendizagem do aluno e nas principais tendências do mercado de trabalho, a Unyleya quer revolucionar a Educação a Distância no Brasil.

Para mais informações, acesse unyleya.edu.br

O artigo “Mudanças na Construção Civil e Engenharia: Impactos do Metaverso e Novas Tecnologias” é contribuição da Faculdade Unyleya.

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Mudanças na Construção Civil e Engenharia: Impactos do Metaverso e Novas Tecnologias
Mudanças na Construção Civil e Engenharia: Impactos do Metaverso e Novas Tecnologias. Photo by Eren Li on Pexels.com

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JARDIM SÃO CAETANO

O Bairro Jardim São Caetano foi a última área urbanizada de São Caetano do Sul. Terrenos do banco era outra forma como se referiam ao bairro, devido à presença muito próxima da área adquirida pelo Bank of London & South America Limited. Além disso, foi onde o próprio banco, por intermédio da Companhia City, iria criar, nos anos 1960, o Jardim São Caetano. A família Cavalheiro foi uma das primeiras a chegar ao local, em 1949. Portanto, logo após a abertura do loteamento. 

Frequentemente, os ônibus de Hugo Veronesi só chegavam até a esquina da Estrada das Lágrimas com a Rua Armando de Arruda Pereira, na antiga Vila São José.  Todavia, José Cavalheiro começou a instalar a rede elétrica no bairro, a partir de outros locais. Bem como contava com o apoio de vizinhos como Amâncio Toni e Pedro Depintor.

Paisagem Bairro Jardim São Caetano

Na época em que o Bank Of London adquiriu a área, a região possuía muitas lagoas junto ao Rio dos Meninos, onde se pescava traíras. A Cerâmica São Caetano utilizava um grande terreno para extração de argila. Juntamente com as duas áreas, estas formavam propriedade de um milhão de metros quadrados. Igualmente, metade pertencia a F. Ford, capitalista inglês, e a outra parte era de propriedade de Wadih Pedro & Irmão. 

Havia também dois sítios: Sítio dos Meninos Novos, que começava no córrego Tamanduateí e acompanhava a Estrada Velha de Santos, e o Sítio Joaquim de Barros, no Rio dos Meninos. 

Bairro Jardim São Caetano

A antiga Vila Belvedere foi anexada ao Jardim São Caetano e começou com o loteamento de Edgar de Aguiar Gusmão, em 1949, aprovado pelo decreto 379, de 1º de abril daquele ano. O engenheiro Victor Malund e João Delamonica Pereira de Castro idealizaram o Jardim São Caetano. Portanto, o bairro é o único residencial de alta classe na região do ABC, projetado nos mesmos moldes dos jardins América e Pacaembu, em São Paulo. 

A Sociedade Amigos do Bairro foi fundada no Jardim São Caetano, em 3 de dezembro de 1979. Em março de 1980, empossaram a primeira diretoria.

Acervo da Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul. Bairro Jardim São Caetano

Bairro CERÂMICA

O bairro Cerâmica (São Caetano do Sul) praticamente plano e desenvolveu-se em função da Cerâmica São Caetano S/A. Marcado pela presença de famílias italianas e húngaras, os Molinaris e os Szarapkas foram os primeiros imigrantes a fixarem-se no local. A família Molinari construiu a primeira escolinha de ensino básico. 

Os Szarapkas, vindos da Hungria, chegaram ao Brasil em 1924 e dedicaram muitos anos de trabalho à Cerâmica São Caetano. Por volta de 1910, o bairro apresentava duas únicas vias importantes: Rua Santo Antônio (atual Avenida Senador Roberto Simonsen) e Rua Caramuru (hoje Engenheiro Armando de Arruda Pereira). 

Nos anos 1920, a família Veronesi foi uma das pioneiras na prestação do serviço de transporte coletivo na localidade. A Cerâmica São Caetano S/A, sucessora da antiga Cerâmica Privilegiada, foi fundada em 1913 e ficou famosa pela produção de ladrilhos, telhas e tijolos refratários. A qualidade do material chegou até mesmo a ditar o padrão de excelência da época, sendo comum a denominação do tipo São Caetano, para o modelo que as olarias concorrentes deveriam atingir. bairro Cerâmica (São Caetano do Sul)

A maioria dos moradores do bairro trabalhava na Cerâmica São Caetano. Em 1925, foi criado o Cerâmica FC, subsidiado pela própria fábrica (posteriormente, foi ocupado pelo Grêmio Recreativo Dramático Dançante Guarany, fundado em 1931). 

bairro ceramica sao caetano do sul
Parkshopping no Cerâmica. Foto: Divulgação/Multiplan

Nas dependências da Cerâmica São Caetano, funcionava também uma escolinha que depois virou Grupo Escolar da Cerâmica, inaugurado na década de 1920. Anos mais tarde, a escola foi transferida para o Buracão da Cerâmica – imensa cratera de onde a Cerâmica São Caetano extraía sua preciosa argila – e lá funcionou até 1941. Nos anos 1970, o antigo Buracão da Cerâmica foi transformado em centro de recreação e hoje integra o Espaço Verde Chico Mendes, localizado no Bairro São José. 

A fabricação de tijolos, a fumaça exalada pelas chaminés, as partidas de futebol do antigo clube Cerâmica FC mostram que a formação do Bairro Cerâmica se mistura, em grande parte, com a história de sua principal olaria que, mesmo hoje estando desativada, marca a paisagem do bairro e vive na memória dos antigos moradores de São Caetano.

Acervo da Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul

CENTRO

O Bairro Centro de São Caetano do Sul surgiu em torno da estação ferroviária, como um prolongamento urbano do Bairro da Fundação, portanto, direcionando o crescimento da cidade para o outro lado da linha de trem. Inaugurada em 1883, a Estação de São Caetano apresentava arquitetura tipicamente inglesa com passarelas metálicas, cancelas e coberturas de telhas para passageiros. 

Esse cenário, porém, perdurou até a década de 1970, quando, por pressões políticas, a estação de ferro foi substituída por uma estação de concreto armado (a antiga estrutura não mais representava o progresso de São Caetano). A estação de trem foi erguida em terreno cedido pela família Baraldi. O mesmo aconteceu com a Paróquia Sagrada Família (Igreja Matriz). Uma vez terminada, definiu o atual centro do município, deslocando-o da antiga igreja dos beneditinos, lugar onde se concentrava a maioria das comemorações e festas religiosas. 

De fato, com o crescimento da cidade e do número de habitantes, a Paróquia São Caetano (Matriz Velha) tornou-se pequena. Assim, foi necessária a construção de nova igreja, a atual Igreja Matriz Sagrada Família, erguida com tijolos fabricados no próprio município e concluída em 1936. Com a Matriz Nova terminada, a cidade também ganhou a atual Praça Cardeal Arcoverde, local do Marco Zero da cidade. 

Origem do Centro de São Caetano do Sul

A implantação urbana do Bairro Centro ocorreu por volta de 1906. Além da família Baraldi, a Companhia de Melhoramentos de São Caetano também contribuiu para a abertura de novos loteamentos na área central e no Bairro da Fundação. Conforme descrição dos antigos moradores, eram pequenas, baixas e com grandes quintais as primeiras casa do local.

Na década de 1940, o centro recebeu número elevado de novas construções e estabelecimentos comerciais. Aos poucos, estas edificações foram mudando o caráter residencial do bairro. Em 1954, foram entregues à sociedade o Viaduto dos Autonomistas e o Terminal Rodoviário de São Caetano, símbolos das transformações urbanas daquele período. 

Centro de São Caetano do Sul
Crescimento da cidade e do centro de São Caetano do Sul. Foto: Nani Góis/SMCS

A partir das últimas décadas, o centro expandiu-se de tal modo que se tornou difícil a delimitação de suas fronteiras. Com efeito, ao longo dos anos, as antigas residências cederam lugar aos estabelecimentos comerciais de grande porte, edifícios de apartamentos e escritórios, galerias e lojas de vários tipos que, juntos, dão caráter comercial ao bairro.

Foto de capa e conteúdo extraído de Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul. Centro de São Caetano do Sul

Bairro Boa Vista São Caetano do Sul

O Bairro Boa Vista passou pelo mesmo processo de formação ocorrido nos demais bairros de São Caetano do Sul. As antigas vilas, chácaras e grandes terrenos foram extintos para dar lugar aos lotes urbanos. 

A Vila Palmeiras foi loteada no final da década de 1940. Neste período teve início a urbanização do Boa Vista. Essa vila, uma das áreas loteadas mais antigas, também faz parte da formação do Bairro Nova Gerty. Dessa forma, a história do Boa Vista mistura-se com a do Nova Gerty, sendo até mesmo uma sequência urbana dele. 

Não só a Vila Palmeiras, mas também outras vilas, como Aurora e Gisela, foram comuns para a formação de ambos os bairros. Na criação do Boa Vista ainda se incluem os loteamentos surgidos a partir das vilas Júlia e Ida. A Vila Júlia era localizada no meio do bairro, prolongamento da Vila Palmeiras. Já a Vila Ida (de Ida Vital), dos terrenos das Indústrias Reila e de parte da antiga Vila Santa Maria (dos irmãos Pujols). A Mata da Viúva, que figura na história dos bairros Boa Vista e Nova Gerty, era uma extensa área onde a meninada passava a tarde procurando ossos de animais. O terreno foi loteado e no lugar surgiram as vilas Gisela, Aurora e Júlia. 

Origem do Nome

O nome do bairro deve-se à chácara do alemão Hidat, de grande extensão e localização privilegiada (na parte alta da cidade), que proporcionava boa visão para muitos lugares, sendo bastante frequentada por aqueles que queriam apreciar a boa vista. Na porteira dessa chácara havia, numa placa, a frase Quinta da Boa Vista, que acabou, primeiramente, dando nome à antiga Estrada de Santo André – agora conhecida como Rua Boa Vista – e, posteriormente, ao bairro. 

Famílias como os Rodrigueiros eram famosas no bairro pelos serviços de carpintaria. Outras famílias também fazem parte da história local: Fantinatti, Falzarano, Thomé, Monteiro, Garcia, Graciute, Ribeiro e Venturine. Assim como o Nova Gerty, o Boa Vista também presenciou a chegada de migrantes que se fixaram em São Caetano em busca de trabalho. 

Escola Estadual Padre Alexandre Grigolli 

Bairro Boa Vista São Caetano do Sul
Escola Senai Armando de Arruda Pereira. Foto: Divulgação

Até o final da década de 1950, o bairro carecia de infraestrutura básica. Por exemplo, calçamento, transporte, redes de água e esgoto. Somente na década seguinte implantaram os primeiros melhoramentos urbanos. Uma das primeiras escolas a atender a comunidade, a EEPG Padre Alexandre Grigolli, encontra-se atualmente no bairro vizinho, o Nova Gerty. A EEPG Professor Décio Machado Gaia, entretanto, nasceu no próprio bairro. Em 1967, o Bairro Boa Vista recebeu a Biblioteca Municipal Esther Mesquita. Esta, a primeira construída naquela região e a segunda do município. Até hoje, ela ainda é uma das mais importantes referências da memória local.

Foto em destaque e conteúdo da Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul Bairro Boa Vista São Caetano do Sul

BARCELONA

O Bairro Barcelona (São Caetano do Sul), resultado da união das vilas Ressaca e Barcelona, recebeu esse nome em razão dos muitos espanhóis e descendentes que moravam no local. Há registros da chegada das famílias Madona, Lozano, Santana e Teles em 1920. No ano seguinte, houve a chegada da família Ricci. No fim da década de 1940, foi a vez dos Milanis, Rossinis, Moscas e Pastores. 

Para lotear a área foi preciso aterrar o brejo que havia desde o Córrego do Moinho até a Rua Tiradentes. Aos poucos, as chácaras de plantio e criação foram dando lugar a residências. A chegada da General Motors, que adquiriu o terreno da Fiação e Tecelagem Nice, foi o marco dessa transição. 

Os primeiros habitantes eram católicos e construíram a Capela de Nossa Senhora Aparecida em 1949. Em 1953, nova capela, com o mesmo nome, foi construída. Apesar de ter sido erguida em uma área maior, a segunda construção tinha medidas mais modestas. Procissões em meio a ruas adornadas marcaram o bairro por vários anos. Atualmente, há outros templos na região, como a Igreja Ucraniana Ortodoxa Autocéfala. 

Água encanada, esgoto e pavimentação datam do final da década de 1950. Nos anos 1960, teve início a pavimentação e o ajardinamento da Rua Nazareth. O Comércio e a indústria apresentaram significativo crescimento a partir de 1970. A primeira agência dos Correios foi instalada em 1979. Hoje em dia, o bairro, ainda que residencial, abriga vasto comércio. 

A exemplo dos demais bairros da cidade, a Barcelona – maneira como os moradores denominam o local – possui todos os serviços de infraestrutura e assistência municipal.

Fonte: Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul – http://www.fpm.org.br/ bairro barcelona São Caetano do Sul