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Alibaba, Baidu: saiba como investir em fundos e ações de empresas da China

Primeiro epicentro da pandemia do novo coronavírus, a China foi também o país que mais rapidamente superou a crise financeira provocada pelo fechamento das economias. No segundo trimestre de 2020, o PIB do país já avançou 11,5% em relação aos primeiros três meses do ano, com o governo estimulando o consumo das famílias e dando liquidez ao mercado.

Paralelamente a isso, a potência asiática vive problemas diplomáticos com os Estados Unidos. É verdade que os países trabalham para consolidar um acordo comercial, mas, ao mesmo tempo, o presidente americano Donald Trump dá sinais de que pode complicar cada vez mais a vida de empresas chinesas em solo yankee.

Talvez o caso mais emblemático disso seja o do app de edição e compartilhamento de vídeos TikTok, febre entre jovens do mundo todo. Trump ameaça desde julho encerrar as atividades da companhia em solo americano, sob o pretexto de que a rede não protege (ou até vaza) os dados dos seus usuários.

Com esse ambiente economicamente atraente mas politicamente instável, é natural que o investidor queira ter exposição ao mercado asiático, mas tenha dúvidas sobre qual a melhor maneira de fazê-lo. “A China é um mercado extremamente promissor, principalmente no que diz respeito ao setor de tecnologia”, diz William Alves, estrategista-chefe da Avenue. 

“É uma economia que ainda está se digitalizando e é pelo menos dez vezes maior que o Brasil. Só é preciso ficar atento com a regulamentação do país, que ainda impõe dificuldades.” Pensando nisso, o CNN Brasil Business listou algumas maneiras para investir nas bolsas chinesas. Confira abaixo:

Investir diretamente na China

Talvez o caminho mais difícil atualmente, por conta de regulamentação do país. Mas há um esforço visível do país para tentar democratizar os acessos. Um exemplo foi a criação do índice Chinext, de startups. O referencial é visto como uma “semente para tentar ultrapassar o mercado americano”, diz Alves. 

Para o investidor varejo, o caminho mais intuitivo é através de corretoras internacionais. A Interactive Brokers, por exemplo, permite que cliente realize operações de câmbio e financeiras em diversos mercados. No caso do chinês, isso é feito através da Bolsa de Hong Kong, mercado em que boa parte das empresas da China estão listadas. 

Já para os investidores institucionais, Pequim publicou, no início de setembro, um esboço de regras com o objetivo de facilitar essa entrada. 

Os procedimentos de inscrição para investidores em títulos estrangeiros serão simplificados e as regras para vários canais de investimento unificadas, disseram em um comunicado conjunto o Banco Central da China, o regulador cambial e o órgão fiscalizador de valores mobiliários do país.

As mudanças antecipam uma decisão da provedora britânica FTSE Russell, que deve sair no dia 24 de setembro, sobre a inclusão de títulos do governo chinês em seu índice de títulos de referência. 

Estas regras têm como objetivo “tornar mais fácil para os investidores institucionais estrangeiros alocar ativos em títulos denominados em iuanes”, disse o Banco do Povo da China em seu site.

Através da bolsa brasileira

Seis empresas chinesas estão listadas na B3 através de BDRs, aqueles papéis que funcionam como certificados que representam ações de empresas listadas em bolsas de outros países. 

São elas: Alibaba (plataforma de e-commerce), Baidu (motor de busca), JD.com (plataforma de e-commerce), Netease (desenvolvedora de jogos), PetroChina (petrolífera) e Trip.com (agência de viagens online). 

Apesar da disponibilidade mais evidente para os investidores locais, dados da Economática mostram que ainda é pequeno o volume de papéis da classe negociados por aqui, o que pode diminuir a liquidez dos ativos e, consequentemente, depreciar seu valor. 

BABA34, nome do papel ligado à Alibaba, já cresceu mais de 65% no ano. Já PTCH34, da PetroChina, recuou 10% desde o início de 2020.

Através do mercado americano

A versão americana das BDRs, as ADRs, são outra opção de investimento em ativos chineses. Mais de 100 empresas chinesas estão listadas no maior mercado do mundo através da modalidade. 

“São empresas com algumas das melhores performances do ano. Cresceram 100%, 200% e até 300% em 2020”, diz Alves. Entre os exemplos deste movimento aparecem a NIO, montadora de veículos elétricos, e a Pinduoduo, plataforma de e-commerce que permite aos usuários participar de transações de compra em grupo.

É preciso ter atenção, no entanto, ao movimento geopolítico protagonizado por China e Estados Unidos. Agentes do mercado já estimam que menos empresas chinesas devem ingressar em Wall Street se as pressões de Trump continuarem ganhando tração.

“Tenho salientado para os clientes que, apesar de haver muitas empresas chinesas interessantes, com bons retornos e mercado gigantesco, é preciso ficar esperto”, explica Alves. “Estamos em ano eleitoral e bater na China virou hobby, é um consenso entre os dois partidos.”

Para diluir este risco, os ETFs podem surgir como uma boa solução, aponta o gestor. No caso da Avenue, o KWEB, fundo de índice que acompanha empresas de tecnologia da China, é a bola da vez. O papel se valorizou quase 40% em 2020. “Com isso você se expõe a uma cesta de mais de 50 ativos sem correr tantos riscos”, explica.

*Com informações da Reuters

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Ações da Oi sobem com possível venda da operação para Claro, Tim e Vivo

Fonte: Natália Flach, do CNN Business Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Rodrigo de Abreu, presidente da Oi: no ano, as ações da companhia registram valorização de 131,7%

As ações da Oi subiram nesta terça-feira (8) impulsionadas pelo anúncio de conclusão das negociações com Vivo, Tim e Claro. As empresas de telefonia chegaram a um acordo sobre os principais termos relativos à alienação da operação de telefonia móvel da Oi e de suas subsidiárias. Os papéis resgistravam alta de 5,96%.

Os papéis da Tim, por sua vez, avançaram 1,7%, já os da Telefônica Brasil (Vivo) caíram 1,06%. No ano, as ações da Oi registram valorização de 131,7%.

Na segunda à noite (7), a Oi divulgou, em fato relevante, que aceitou a proposta vinculante revisada que inclui a compra de ativos móveis, caso a Vivo, Tim e Claro sejam vencedoras do processo competitivo por R$ 16,5 bilhões, dos quais R$ 756 milhões referem-se a serviços de transição a ser prestados por até 12 meses, acrescido do compromisso de celebração de contratos de longo prazo de prestação de serviços de capacidade de transmissão junto à Oi de R$ 819 milhões.

Dessa forma, Tim, Vivo e Claro devem ser qualificadas para participar do processo competitivo de venda dos ativos móveis, caso a Assembleia Geral de Credores — que será realizada nesta terça — autorize.  As três terão o direito de cobrir a oferta de maior valor que seja eventualmente apresentada no referido processo competitivo, desde que a nova oferta seja no mínimo 1% superior ao montante equivalente à soma do valor proposto a ser pago em dinheiro.

Que ações devem subir com a recuperação da economia? E quais devem cair?

Fonte: João José Oliveira – UOL

A economia brasileira desabou no segundo trimestre deste ano, mas como dizem os economistas, prestar atenção apenas ao PIB é como dirigir olhando para o retrovisor, pois esses indicadores refletem o passado.

Se o negócio é olhar para a frente, a dica de profissionais de mercado é começar já a procurar na Bolsa quais são os setores que devem apresentar um desempenho mais positivo na retomada da economia.

Como escolher as ações

Vale começar a busca por setores que podem apresentar uma recuperação mais rápida já neste ano, na esteira da atividade econômica no país.

Por outro lado, evite ações de empresas que devem andar mais lentamente, seja porque sofreram um grande baque na crise ou porque terão que suportar o impacto da recessão por mais tempo.

Esses setores têm potencial de alta

  • Shopping centers: Depois de sofrer com as portas fechadas, os shoppings foram reabertos, e as vendas voltaram.
  • Varejo de vestuário: Muita gente comprou pela internet, mas ainda há demanda que ficou reprimida.
  • Setor financeiro: Há expectativa de que os indicadores do setor melhorem, como os índices de inadimplência dos bancos.
  • Exportadoras: Dólar alto e retomada da economia em países que compram muito do Brasil favorecem exportações.
  • Construção civil: Juros baixos reduzem os custos dos empréstimos e estimulam novos empreendimentos.

Mas esses ainda devem sofrer

  • Transportes: O volume de viagens e de deslocamentos pode nem voltar mais ao nível pré-pandemia, já que muitos usuários perceberam alternativas.
  • Setor aéreo: Um dos setores mais afetados na pandemia, a aviação civil ainda não tem no radar como será de fato a volta à normalidade.
  • Turismo e entretenimento: Empresas de turismo, viagens e entretenimento devem estar entre as últimas a se recuperar.
  • Educação: O desemprego e a queda da renda das famílias vão continuar aumentando as taxas de evasão e de inadimplência de escolas e instituições de ensino superior.

Preste atenção à empresa também

O setor de uma empresa é um dos elementos que o investidor deve considerar antes de comprar uma ação, mas não o único, destacam analistas de mercado.

É fundamental analisar também a própria empresa, seus números, sua gestão e seu histórico. Até porque uma das características da Bolsa brasileira é que ela negocia ações principalmente de empresas que são líderes de setores.

E não custa repetir: a Bolsa é um investimento de risco e, por isso, de longo prazo.

Pergunta do leitor

O leitor Osmar Nogueira de Paiva pergunta: “Nunca comprei ações e gostaria de informações sobre qual critério devo adotar para comprar”.

Para fazer qualquer investimento em ações é fundamental que você entenda seus objetivos, perfil de investidor e horizonte de investimento. O mercado de ações requer um horizonte de investimento mais longo. Se você está iniciando, o ideal é começar por um fundo de ações. Se você optar por operar diretamente, o primeiro ponto é escolher uma corretora de sua preferência, com taxas de corretagem satisfatórias e um bom gestor. O segundo ponto é entender que, quando você compra uma ação, se torna sócio da empresa. Por isso, é necessário avaliar o ramo no qual a companhia está inserida, seu ciclo de vida e se é uma empresa lucrativa.

A resposta é de Vera de Santana Milagres Ribeiro planejadora financeira certificada pela Planejar (Associação Brasileira de Planejadores Financeiros).