Soul da Pele: Som de Douglas Felipe é a nova música brasileira

Após ter lançado seu primeiro álbum– AFRO – no início deste ano, o cantor e compositor Douglas Felipe divulga novo trabalho, com dez faixas autorais, Soul da Pele. A produção tem a assinatura do músico, arranjador e produtor, William Magalhães (Banda Black Rio) e data de lançamento para 18 de maio.

O carro-chefe é a canção no estilo pop, “Telefone”, já disponível nos streamings com letra e melodia composta por Douglas Felipe. Uma declaração de amor que pode refletir os sentimentos de diversas pessoas em diferentes relações, segundo o autor da música.

A faixa mostra a versatilidade do músico na suavidade de sua voz e melodia com swing dançante da música popular brasileira, característica marcante do novo álbum.

Para William Magalhães, que já trabalhou com nomes como Gilberto Gil, Marina Lima, Mano Brow, Cláudio Zoli, entre outros, Douglas Felipe é “um artista muito rico, em termos de imaginação, um grande letrista, sobretudo um grande intérprete”, que entrou para o seu arsenal de grandes artistas.  

 “Ele é muito preparado musicalmente, tem histórico musical e parcerias com grandes nomes da música, então isso contribui para um som que eu posso dizer  que é o contemporâneo do Brasil, a nova música brasileira, muito bem representada por ele,  mostrando  todo seu leque de opções. É um músico eclético, que tem um pensamento voltado para o mundo, voltado para questões políticas, questões sociais, espirituais e para as relações também, como é mostrado neste álbum, Soul da Pele, que estou produzindo” , define Magalhães, que acredita que Douglas Felipe seja uma aposta muito boa para 2021 e os anos a seguir .

Preocupado em fazer um som sério e de qualidade, capaz de chegar para todos da família, Douglas Felipe afinou sua parceria com William mesmo de longe. “O laço entre eu e o WM, como eu o chamo, ficou muito estreito neste trabalho, embora a distância. De São Paulo, ele manda o material eu escuto e  ele cria em cima do que eu mando daqui de Los Angeles. E a combinação ficou muito boa, de muito respeito, e só tenho a agradecer por isso. E o primeiro fruto desta parceria é a canção ‘Telefone’, o primeiro de outros que virão, garante Douglas Felipe.

Em Los Angeles desde 2001, o brasileiro já trabalhou com artistas como Boom Shaka, Pato Banton e Elijah Rock. Estudou no Los Angeles Recording Workshop, tempo em que compôs novas canções world music.

Sobre Douglas Felipe

De Belo Horizonte, Minas Gerais, Douglas Felipe teve suas primeiras referências  musicais na escola de samba Inconfidência Mineira, onde nasceu e cresceu.  Integrou a banda Olodum entre 1993 e 1999  e com ela lançou cinco álbuns e rodou o mundo apresentando-se em mais de 80 países ao lado de bandas e músicos, dentre eles, Ziggy Marley, Inner Circle, Luke Dube, Big Mountain,: Sadao Watanabe , Carlos Toshiki , Björk, Isaac Hayes  e Maxi Priest. E com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Chiclete com Banana, Sandra de Sá, Jorge Ben Jor, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Chico Science e Nação Zumbi. Como membro do Olodum, acompanhou a gravação do clipe “They don’t care about us”, na Bahia, lançado pelo rei do pop, Michael Jackson.

Em 1999, participou da turnê “Omelete Man”, como tecladista da banda do Carlinhos Brown. É parceiro do Carlinhos Brown, na canção “Vai Rolar”, incluída no disco “Bahia no Mundo – Mito e Verdade, de 2001, e sucesso na carreira do baiano.

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Soul da Pele: Som de Douglas Felipe é a nova música brasileira
Músico, compositor Douglas Felipe. Foto: Divulgação

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FESTIVAL CULTURAL PANGEIA EM UMA EDIÇÃO TOTALMENTE ONLINE

Recheado de atividades o evento traz como tema “Conexão Américas e África” trazendo visibilidade às realidades culturais e sociais das periferias de São PauloFESTIVAL CULTURAL PANGEIA

Festival Cultural Pangeia, promovido pelo coletivo MisturArte, chega a sua 3ª edição, de forma totalmente online neste ano, e acontece entre os dias 1º e 13 de dezembro. O evento que traz o tema “Conexão Américas e África”, tem como principal objetivo mostrar que apesar das barreiras continentais e culturas distintas também temos uma grande conexão com a cultura de outros povos. O festival consiste em promover ações artísticas, culturais e educacionais da periferia para a periferia, com trabalhos de artistas da quebrada, imigrantes e refugiados.

Por conta da pandemia da Covid-19 a organização abraçou o desafio de transferir todas as atrações para o meio virtual, o que acabou se tornando uma grande oportunidade de expandir o alcance do evento, como conta a diretora do Festival Pauliana Reis. “Tínhamos tudo preparado para o formato tradicional e de repente nos vimos em um grande desafio de mudar completamente, alterar cronogramas e adaptar as apresentações, os cursos, os debates e as exibições dos curtas-metragens. Ao mesmo tempo que foi trabalhoso está sendo muito gratificante ver o empenho de todos para o festival dar certo e o tamanho do alcance das ações”.

Várias atividades compõem o Festival Cultural Pangeia neste ano. São elas: Exposição Origens #3, mesas de debates, apresentações artísticas e a primeira edição do FIC Pangeia (Festival Internacional de Curtas Pangeia), que exibirá 12 vencedores entre as categorias voto do júri, popular e menção honrosa. Selecionados entre os 130 curtas inscritos e recebidos de todas as regiões do Brasil, Chile, Equador e Argentina, além de países africanos como Moçambique.

Exposição Origens #3 acontece em formato totalmente virtual, com mais de 50 obras de 5 artistas que refletem os resultados da diáspora africana nas realidades periféricas em que vivem. Com curadoria de Priscila Magalhães os trabalhos, são compostos por pinturas e fotografias, ficarão expostos no site do festival durante todo o evento, com acesso gratuito. Os artistas são: Isabela Alves “Afrobela”, Cauã Bertoldo, Cassimano, Paulo Chavonga e Ione Maria.

Além da exposição também será possível acompanhar mais de 20 apresentações artísticas na Mostra Memórias Subterrâneas, exploram as mais variadas formas de linguagens da arte como: performance, dança, música, teatro, contação de histórias e recital de poesia. “O Festival Pangeia apresenta memórias subterrâneas que emergem e criam pontes além mar. Identidades sociais, culturais e simbólicas, distâncias e proximidades entre dois continentes. Permita-se, e deixe cada poro se inundar nesse mar de artes afrodiaspóricas”, filosofa a curadora da mostra Priscila Obaci.

FIC Pangeia (Festival Internacional de Curtas Pangeia) traz em sua primeira edição 12 obras relacionadas com o tema do festival, que conectam os povos das Américas e África em um mesmo local, mostrando o dia a dia das nações que, mesmo distante, possuem inúmeras coisas em comum. O festival recebeu mais de 130 inscrições de curtas-metragens de vários países da América do Sul e da África, entre documentários, ficção, animação, experimental ou híbridos. As obras possuem no máximo cinco minutos e apresentam temáticas sociais, questões de gênero, preocupação ambiental, inclusão social e combate ao racismo.

Além dos 10 filmes finalistas do FIC, mais cinco produções de convidados e três trabalhos escolhidos pelos jurados compõe o evento. Na mostra estarão os vencedores nas categorias: Voto do Júri “É Exatamente Isso!” de Rubia Bernasci e Voto Popular “Trava Gira” de Jonas Junior, além dos cinco que receberam a Menção Honrosa.  Todos os 18 curtas-metragens estão disponíveis para o público, de graça, na plataforma Todesplay (www.todesplay.com.br), o durante o mês de dezembro.

Durante o festival a artista Ione Maria fará uma Live Paint que usará como inspiração a exposição, as apresentações na construção da obra. No encerramento do festival a artista irá revelar a sua arte.

No dia 10 de dezembro ocorre a Mesa de Debate que poderá ser acompanhada pelo público de forma gratuita, através da página do Facebook do Festival Cultural Pangeia, que tem como tema: ‘O que alimenta nossas africanidades”. O evento começa às 20h, com as participações de Ana Koteban, Suieidê Kintê e Lenna Bahule e conta com a mediação de Douglas Araújo.

Sobre o Festival Cultural Pangeia

O nome do festival é uma referência a Pangeia, que era o grande continente, a primeira crosta terrestre que existiu antes da separação que formaram os seis continentes que conhecemos hoje: África, Ásia, Europa, Oceania, América e Antártida. Apesar das divisões continentais, a proposta é a união das culturas, influenciada e construída a partir de intervenções artísticas com diversas atrações e o mapeamento de artistas.

O Festival Cultural Pangeia foi contemplado nos anos de 2016 e 2017 pelo Programa VAI da Secretaria de Cultura de São Paulo. Na atual edição o festival foi contemplado em 2019 no 4º Programa de Fomento a Periferia com o projeto “Conexão Américas e África”, relacionando a influência da cultura Afrodiaspórica nas Américas.

Programação Festival Cultura Pangeia de 1º a 13 de dezembro.

1°/12 – Terça- Feira – 19h às 21h

19h – Abertura Mostra Memórias Subterrâneas | Exposição Origens #3

Apresentadora do Festival – Ana Cacimba

19h20 – Arlete Alves – Performance – Traços de Exu: A performance ‘Traços de Exu’ procura representar uma pequena parte do infinito universo do Orixá – Exu, guardião dos nossos caminhos e responsável pelos movimentos. Idealizada como referência a um ritual, representamos: defumação, saudação, abertura dos trabalhos, dança e finalizamos com a representação do trabalho como oferenda.Unimos elementos, cores e símbolos do Orixá junto a dança e a pintura, para além de homenagear e reverenciar Exu, desmistificar seu nome e imagem. Para assim fortalecer a representação e o espaço das religiões de raiz africana.

19:30 – Flip Couto – Dança – Okó: Partindo de movimentos do cotidiano Flip Couto reflete sobre corpos de homens negros em diaspora gerando imagens que pulsam e ondulam acompanhando poemas de Alex Ratts e vestimentas de Zebu.

20:10 – Apresentação da atração

20:15 – Nave Gris Cia Cênica – Dança – Mu Ntûnda: A Nave Gris Cia Cênica apresenta “Mu Ntûnda”. Desenvolvido neste período de isolamento social causado pela pandemia, o trabalho interpretado por Kanzelumuka concebe a casa como um ventre que pode gerar e gestar novos futuros, assim como a potência do próprio corpo ao comportar outro corpo.

21h – Encerramento do dia com a apresentadora Ana Cacimba e a diretora do Festival Pangeia Pauliana Reis

04/ 12 – Sexta-feira – Das 18h30 às 21h FESTIVAL CULTURAL PANGEIA

18h30 – Apresentação da atração

18:45 – Luana Bayô – Música Cantora |Educadora |Compositora| Produtora| En-cantadeira.

19:45 – Apresentação da atração

19h50 – RAS SOTO – Música – Show Ras Soto World Wide: O Show Ras Soto World Wide propõe uma viagem pelo mundo através do reggae music. Em sua performance acompanhado pelo DJ Magrão, apresenta toda a versatilidade desse estilo musical.

05/12 – Sábado – Das 18h às 20h20

18h – Apresentação da atração

18h15 – Zeferina – Música – Bahia de Dentro: Live show acústico minimalista da cantora e compositora Zeferina: “Bahia de Dentro”. As composições presentes aproximam o ouvinte à rítmica afro-brasileira, como o samba e a musicalidade das tradições populares, a partir da forte referência da oralidade matricial que carregam, propondo uma conexão de nossos corpos à ancestralidade-mãe comum, uma ligação umbilical ao passado.

19:15 – Apresentação da atração

19h20 – Mayara Rosa – Dança – D[entre] Tantas: Uma pesquisa em andamento, da construção de um solo da artista, onde traz questões que atravessam o corpo de uma artista negra, comparando e trazendo relações, quase que metafóricas com a pedra “Turmalina Negra”. Pedra essa conhecida por sua beleza e poder, que se energiza a luz do sol, e não é muito utilizada para confecção de jóias.

19:35 – Apresentação da atração

19h40 – Ilu Egbá – Música – Toques e cânticos aos Orixás: O grupo Ìlú Ẹ̀ gbá nasce em 2012 e vem da tradição musical do candomblé de nação Nagô – Nagô Ẹ̀ gbá (Pernambuco) e o Nagô Ketú (Bahia). Tem como principal foco difundir e preservar a tradição dos tambores e dos atabaques, através dos toques sagrados dos orixás. Por ser o principal meio de comunicação com o mundo sagrado, o toque dos tambores, somado aos cânticos, manifestam a dança e materializam o axé, desmistificando os preconceitos em torno da cultura do candomblé.

06/12 – Domingo – Das 17h à 19h45

17h – Apresentação da atração

17h15 – James Bantu – Música – Afrô: as sementes que me germinam: Um repertório poético-musical, baseado em histórias que dialogam com o cotidiano das pessoas, com músicas influenciadas pela cultura hip hop, mas também de MPB e música negra. Propõe discutir a construção das identidades negras.

17:55 – Apresentação da atração

18h – Anomia Coletivo – Teatro – Corre Menino: trabalho cênico adaptado para a estrutura online, permeado por canções, poesia e dança, que investiga a presença e a resistência do corpo brasileiro negro e marginalizado. O “Menino Fato” é assassinado a caminho da escola e toda a peça se passa enquanto ele, agora transformado em “MeninoPossibilidade”, reflete e questiona a vida na cidade de São Paulo, a função da Polícia Militar e a justiça aplicadanos tribunais brasileiros.

18:30 – Apresentação da atração

18:35 – Lamine – Música

Adiara ( que faz bem na língua malinke): O repertório desta apresentação fala de coisas que fazem bem e da saudade que temos destas coisas neste momento: os encontros, a amizade, a prática coletiva da música e da dança, as vivências comunitárias

09/12 Quarta-feira – Das 19h às 19h30

19h – Ana Cacimba – Música mãe, mulher negra e multiartista periférica de origem quilombola. É cantora, compositora, batuqueira e brincante da cultura popular tradicional.

10/12 – Quinta-feira – Das 20h às 21h30

5ª MESA DE DEBATE DO PROJETO “CONEXÃO AMÉRICAS E ÁFRICA”

TEMA: O que alimenta nossas africanidades? CONVIDADES: Ana Koteban, Sueidê KintÊ e Lenna Bahule

MEDIAÇÃO: Douglas Araújo

11/12 – Sexta-feira – Das 19h às 20h30

19h – Apresentação da atração

19h15 – Rose Mara Kielela – Performance – Lobi: que em lingala significa ontem, hoje e amanhã, dependendo do contexto da frase, tem como tema a circularidade do tempo que se materializa nos encontros que transitam o corpo da pessoa afrodiaspórica, ou seja, aborda a materialização da história no corpo de sua criadora, e aborda a existência a partir da afirmação e da celebração dos encontros históricos que acontecem no corpo.O vídeo é montado a partir das filmagens das exibições de Lobi nos diversos espaços por onde passa (Marrocos, Angola, Brasil) , permitindo à audiência refazer a performance no tempo e espaço, reafirmando a ideia de existência no tempo e no movimento do corpo pelo espaço/mundo.

19:45 – Apresentação da atração

19h50 – Cássio Duarte, Gabriel Cândido e Glenda Nicácio – Performance Repertórios Sobre Vivência I: Este vídeo foi produzido a partir de registros da residência artística “Repertórios Sobre Vivências”, de Gabriel Cândido, realizada para o Sesc Santana. Na ação, o artista investiga as noções de seu corpo, da sua ancestralidade, da sua memória e de seu território, tendo a palavra “cuidado” como mediadora de encontros e desencontros afetivos na contemporaneidade. A partir das imagens produzidas na imersão em sua residência, Gabriel provocou/convidou a cineasta Glenda Nicácio para dar continuidade nesse processo de experimentar a elaboração de imaginários sobre os conteúdos propostos.

FESTIVAL CULTURAL PANGEIA

12/12 – Sábado – Das 18h às 20h40

18h – Apresentação da atração

18h15 – Agblá Conta – Contação de Histórias – Histórias Pretinhas!: Agbalá Conta é uma cabaça mágica que guarda todas as histórias das nossas ancestralidades pretas, quando encantada ela se abre e revela histórias que valorizam nossa identidade e nossas histórias de origem;Devolvendo a dignidade, a humanidade, a sabedoria, e as belezas contidas em nossas heranças ancestrais. Venha encantar a cabaça com a gente e descobrir a história que a cabaça vai nos entregar.

FESTIVAL CULTURAL PANGEIA

18:45 – Apresentação da atração

18h50 – Sol Almeida – Teatro e Dança – Atriz & dançarina & tia da biblioteca no umoja, no coletivo desvelo e no capão redondo

19h20 – Apresentação da atração + LIVE PAINT com Ione Maria

19h30 – Denise Alves – Música – Cantora/MC, Compositora, Intérprete, Geminiana “A música tem o poder de curar almas e corações e este é meu propósito, vem me ouvir.”

FESTIVAL CULTURAL PANGEIA

13/12 – Domingo – Das 16h30 às 19h

ENCERRAMENTO DA MOSTRA MEMÓRIAS SUBTERRÂNEAS

16h30 – Apresentação da atração

16h50 – Mariana Camará – Música e Dança – Yigui: O trabalho de Mariama Camara representa a difusão da diversidade cultural africana, a imersão no conhecimento da história da Diáspora da África do Oeste, realiza-se de forma pedagógica e performática com o tripé dos movimentos corporais, cantos e toques de ritmos que nos permitem a releitura de significados ancestrais que são transmitidos de geração em geração nas aldeias e nos balés da Guiné.

FESTIVAL CULTURAL PANGEIA

17:20 – Apresentação da atração

17h25 – Ermi Panzo – Poesia africana e suas narrativas performáticas: Ermi Panzo (ANGOLA) Escritor, Poeta, palestrante, bailarino performer, especialista em anatomia do livro e estruturação de textos literários; ativista e articulador internacional da arte e cultura africana diaspórica. Atualmente, desenvolve no Brasil projetos de culturas da ancestralidade africana, através de performances, palestras e outras ações literárias de mulheres escritoras negras.

17:40 – Apresentação da atração + Live Paint Ione

18h- Indy Naíse – Música – É Questão de Cor: Batuques, hip hop, eletrônico e uma boa dose de ancestralidade são alguns dos temperos que a cantora Indy Naíse reuniu em seu primeiro álbum, “É questão de cor”. De forma precisa e necessária ela dá o tom sobre temas como o genocídio da juventude negra, racismo estrutural, feminismo negro, sexualidade e o desastre ambiental de Mariana. Conta ainda com a participação de artistas como Rincon Sapiência, Yasmin Olí e Camila Trindade. Guiadas pela voz forte da cantora, as oito faixas reunidas no álbum constroem possibilidades de imaginário, trazem refúgio e pujança para quem as escuta.

19h – Encerramento do evento com a apresentadora Ana Cacimba e a diretora do Festival Pangeia Pauliana Reis

FESTIVAL CULTURAL PANGEIA

Exposição Origens #3 Artistes Convidades:

Ione Maria:25 anos, diretamente de Vila Albertina, SP. Colagista há 5 anos, também trabalha com design e direção de arte. A colagem, em particular, é o campo de pesquisa da artista, evidenciando a cultura afro-brasileira através do formato analógico/manual. A arte, por sua vez, vem do lugar de colocar narrativas negras em espaços dignos de realeza através das imagens que a cercam. Há o costume de criar também com amigos e familiares, costurando relações mais firmes e afetivas em seu trabalho. No design, se destaca pela linguagem afro-futurista, articulada também através do movimento independente preto, para fins comunicativos e artísticos.

Cauã Bertoldo: Artista visual, desenvolve a identidade poética de seu trabalho desde 2014. Se expressa em técnicas de pintura diversas, dentre elas a aquarela, arte digital, grafitti etc. Sua pesquisa em arte, trata das questões do sujeito negro e queer periférico, através de retratos mergulhados em metáforas e interpretações multilaterais, onde cada um se conecta e se vê a sua maneira.

Isabela Alves – AfroBela: multiartista e futurista. Reside no bairro Jd. João XXIII, e é nesse território que cria e desenvolve suas linguagens, trabalhando com colagem digital, tela e tinta acrílica, fotografia e escrita. Seus projetos pessoas discutem sempre sobre sexualidade e identidade, sendo o maior deles a plataforma afetiva A Perfeita Queda dos Búzios, também idealizada por Jéssica Ferreira, e residente no Teatro de Conteiner.

Cassimano: Nascido e criado na periferia de São Paulo, ainda adolescente despertou seu interesse pela fotografia nas ruas ao trabalhar como mensageiro. Em 2012 viajou para Moçambique para realizar um intercâmbio cultural e fazer o registro fotográfico dessa viagem. Desde 2016 realiza o projeto “Galeria Fotográfica de rua” projeto deintervenção urbana com suas fotografias ampliadas em grandes formatos e aplicadas em diversos suportes comcolagens. Com o mesmo projeto promove cursos de fotografia, de ampliação e aplicação das colagens para jovens da periferia.

Paulo Chavonga: Artista plástico autodidata, Produtor cultural, muralista e arte educador angolano, teve seu início nas artes plásticas aos 7 anos de idade na cidade de Benguela – Angola, tendo a pintura em tela como sua primeira plataforma de produção. Seu fascínio pela expressão humana e das culturas africanas resulta em estudos dos povos de lugares em que já passou. São a tradução de dias passados no Kandongueiro, no kimbo, festas de quintal, conversas em volta da fogueira.

Serviço FESTIVAL CULTURAL PANGEIA:

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