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Após dois anos, pitbull ganha nova família em Santo André

Animal passou por um mês de ressocialização antes de a adoção ser concretizada. Pitbull ganha nova família, confira.

Mais uma história de descaso e abandono teve um final feliz. Após dois anos morando na Gerência de Controle de Zoonoses (GCZ), um cão da raça pitbull foi adotado.

O cachorro foi resgatado pelas equipes da GCZ em 2018, após uma denúncia de que estava solto em uma creche no meio das crianças. Com o passar do tempo, o animal começou a ficar agitado por ficar na baia do canil.

O processo para acalmar o cão foi feito diariamente. “Fizemos um trabalho com ele no solário, comecei a brincar e percebi que começou a ficar mais tranquilo. Mesmo já tendo quatro anos, ele não aceitava passear de coleira. Peguei algumas dicas com um adestrador e com o tempo consegui levá-lo para passear”, explicou o analista técnico em geoprocessamento Caio Rodrigues Ferreira de Souza, que acompanhou o cachorro durante o período em que o animal ficou na GCZ.

Ao longo dos dois anos em que o cão esteve sob tutela na Gerência de Controle de Zoonoses, algumas pessoas já se interessaram em adotá-lo. O cachorro chegou a ser adotado e foi devolvido no mesmo dia. “Continuei fazendo a ressocialização dele e intensifiquei os passeios”, completou Caio.

O morador do Jardim Bela Vista, Felipe Nunes de Souza, de 29 anos, optou pela adoção após sua residência ser invadida. “Já assaltaram minha casa duas vezes e eu tinha intenção de ter um cão de porte grande para impor medo. Acabei vindo na zoonose, vi o Taz e gostei muito dele”, comentou.

pitbull ganha nova família

“Apesar de aparentar ser um cachorro bravo, ele não é. O que ele precisa é de ressocialização. O que muda é a forma que você trata o cachorro e não o cachorro em si”, completou Felipe com um largo sorriso, olhando para o novo membro da família.

Os funcionários da GCZ foram se despedir do Taz e comemoraram a adoção. “Apesar de sentir que o meu cachorro está sendo adotado, eu fico feliz por ele ter encontrado uma família”, pontuou Caio Rodrigues.

Há um minucioso trabalho de socialização entre o animal e o interessado, iniciando pela visita, convívio e passeios. O tempo desse processo varia de acordo com cada animal, podendo demorar cerca de um mês para animais que tenham algum trauma. ou um dia para animais mais adaptáveis.

Depois que a adoção é concretizada os novos tutores recebem a visita pós-adoção. Hoje adotar é ainda mais fácil em Santo André. Os interessados podem conhecer seu novo amigo por meio do endereço www3.santoandre.sp.gov.br/gcz. O site apresenta, de forma dinâmica, informações sobre as adoções na GCZ, feiras de adoção, castração de cães e gatos, além de oferecer informações sobre a guarda responsável.

O portal foi lançado com o objetivo de dar aos animais tutelados o protagonismo que eles merecem e facilitar o processo de adoção. O município de Santo André possui um amplo programa nesta área, que resultou em mais de 1.300 cães e gatos adotados desde 2017.

| Texto: Rafaela Mazarin
| Fotos: Helber Aggio/PSA

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Guarda Ambiental resgata

Guarda Ambiental resgata 529 aves exóticas em São Bernardo

Animais foram recuperados em situação de maus-tratos em avicultura no bairro Nova Petrópolis, após Guarda Ambiental resgata.

A Guarda Ambiental de São Bernardo realizou a apreensão de 529 aves exóticas que estavam armazenadas em péssimas condições em centenas de gaiolas dentro de uma avicultura localizada na Alameda Dom Pedro de Alcântara, no bairro Nova Petrópolis.

Os profissionais da Guarda Civil Municipal (GCM) constataram que as aves estavam em condições de maus-tratos, aglomeradas em gaiolas, com mutilações, mal alimentados, em ambiente sem ventilação adequada e sujo. Por exemplo, entre as espécies apreendidas estão calopsitas, pombas exóticas, periquitos, canário belga, agapornis, além de 24 coelhos.

Também foram apreendidos durante a operação medicamentos vencidos e demais itens proibidos que estavam expostos à venda, como é o caso de raticidas contendo chumbinho. A Guarda deteve e encaminhou uma pessoa para DICMA. O Centro de Zoonoses também foi acionado para avaliar a saúde dos animais, bem como a Vigilância Sanitária de São Bernardo. Além disso, um estabelecimento sofreu autuação de R$ 30 mil, pelo crime de maus-tratos.

Guarda Ambiental resgata aves e destina a ONG

Uma Organização Não Governamental (ONG), dedicada aos cuidados de animais, recebeu os aves. Todavia, por se tratarem de aves exóticas, não podem ser soltas na natureza. Após as aves serem cuidadas, autorização judicial poderá destinar a lares adotivos os pássaros.

TRABALHO INTENSO – Balanço da Guarda Ambiental de São Bernardo mostra que entre janeiro e junho de 2020, a corporação atendeu um total de 880 ocorrências. Mais de 240 animais forma resgatados ou apreendidos. Além de cinco barcos, 225 redes e tarrafas e 23 veículos apreendidos. Como resultado, R$ 759 mil forma aplicadas, em multas ambientais.

Guarda Ambiental resgata

Jornal Grande ABC

O Jornal Grande ABC é feito para você, e por vocês. Nossos colaboradores e jornalistas estão todos dias buscando novidades e matérias. Assim, produzindo material especial para nossos leitores. Nosso foco são as cidades de Mauá, Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo e Santo André. Além disso, cobrimos o que acontece no Brasil e no Mundo, incluindo esporte, entretenimento e tecnologias.

Não possuímos nenhuma vinculação política ou partidária. Da mesma forma, sem ligações com outras mídias já existentes na região. Nossa fundação se deu em 07 de Setembro de 2020. Desde então, cada dia estamos crescendo e chegando em mais dispositivos e usuários. Por isso, nossa maior satisfação é entregar material de qualidade para nossos leitores. Portanto, cada nova visita e comentário, nos dão mais fôlego para seguirmos firmes e fortes neste projeto.

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Ecologia da Paisagem no planejamento da conservação da biodiversidade

Ecologia da Paisagem no planejamento da conservação da biodiversidade (consensos e divergências) – Parte II

Foto em destaque: ADRIANO GAMBARINI

Metzger (2001) definiu paisagem em um conceito integrador – unindo a abordagem geográfica com a ecológica – e englobando outros autores, como um:

um mosaico heterogêneo formado por unidades interativas, sendo esta heterogeneidade existente para pelo menos um fator, segundo um observador e numa determinada escala de observação.

Para a área e objetivo deste artigo, têm-se:

a) Unidades interativas do mosaico: uso e ocupação do território – uso e cobertura do solo –zoneamento – áreas de proteção e de habitação;

b) Fator de interesse: conservação dos SES/SAs da macrozona de proteção ambiental de Santo André – região de Paranapiacaba e Parque Andreense;

c) Observadores: homem, espécies de fauna/flora e SEs/SAs;

d) Escala de observação: meso a macro.

A Ecologia de Paisagens estuda a junção de padrões espaciais e processos ecológicos para uma análise da estrutura da paisagem visando a resposta aos principais problemas ambientais, tanto relacionado à fragmentação de habitats quanto ao uso inadequado antrópico inadequado da terra e demais elementos. Em resumo, fornece subsídios para compatibilizar uso da terra e sustentabilidade ambiental, econômica e social ao propor o planejamento da conservação da paisagem como um todo (METZGER, 2001).

Turner et al. (2001) cita uma variedade de fatores que contribuem para os padrões observados em paisagens, entre eles: abióticos, interações bióticas (clima, fisiografia e solos), padrões de uso da terra, perturbação/sucessão.

Os fatores abióticos são espacial e temporalmente variáveis; portanto, o padrão espacial na formação do solo e no crescimento da vegetação ocorre naturalmente (TURNER et. a.l, 2001).

Ainda Turner et al. (2001) definem outros processos, incluindo perturbação e recuperação de perturbações, bem como variabilidade no uso da terra, como ampliadores de heterogeneidade em uma ampla gama de escalas temporais.

A perturbação e o subsequente desenvolvimento da vegetação são os principais contribuintes para padronizar a paisagem. Perturbação no ecossistema, na comunidade ou na estrutura da população que muda a disponibilidade de recursos, do substrato ou do ambiente físico, como exemplos: incêndios, erupções vulcânicas, inundações e tempestades. Distúrbios incluem a distribuição espacial, frequência, extensão espacial e magnitude. A disseminação de perturbações e padrões de recuperação têm recebido considerável atenção na ecologia da paisagem (TURNER et al., 2010).

Jáuregui et al. (2019) cita que a expansão urbana está ligada à falta de controles de planejamento e, consequentemente estes processos de êxodo rural, têm importantes desdobramentos ambientais, sociais, econômicos e culturais, sobre as áreas de proteção ambiental.

Ainda, os mesmos autores, relatam que as invasões ocorrem nestas áreas que seriam de conservação ambiental, ocasionando a perda de SE/SAs associados a uma paisagem cultural, como sistema de defesa em paisagens urbanas.

Devido às restrições de uso de serviços de provisão e regulação, que se tornam escassos por conta do uso desordenado, em locais que não poderiam ter residências e este tipo de demanda, pois salvaguardam a manutenção de SEs/SAs para usufruto presente e futuro, além da conservação in situ, levando à escassez de áreas ‘naturalness’ (JÁUREGUI et al., 2019).

Referências

JÁUREGUI, C. H. et al. Aligning landscape structure with ecosystem services along an urban-rural gradient. Trade-offs and transitions towards cultural services. In: Landscape Ecol 2019, pp. 525–1545.

METZGER, J. P. O que é Ecologia de Paisagens? In: Biota Neotropica, vol. 1, nºs 1 e 2, 2001. pp. 1-9.

TURNER, M. G. et al. Causes of landscape pattern. In: TURNER, M. G. et al. Landscape Ecology – in theory and practice (pattern and process). Springer-erlag New York, Inc. 2001, pp. 71-90.

Carolina Estéfano
Mestra em Ciências – ênfase em Análise Ambiental Integrada

 (UNIFESP SP)

paranapiacaba santo andré parque

Ecologia da Paisagem no planejamento da conservação da bio

A conservação dos ambientes terrestres, que incluem os ecossistemas florestais, para suprimento de recursos naturais e equilíbrio ambiental e ecológico são tema de preocupação e cuidados globais.

Em 1988, a Constituição Federal foi elaborada para direcionar leis estaduais e municipais, de forma moderna e ancorar o artigo 225 que ‘Estabelece que todos os brasileiros têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, como um bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida saudável, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações’ (BRASIL, 1988).

Associa saúde ambiental, sustentabilidade e proteção-conservação ambiental de Serviços Ecossistêmicos e Serviços Ambientais, definidos de forma diferenciada, de acordo com o receptor.

            Serviços Ecossistêmicos – SEs, conforme a Agência Nacional de Águas (2012) preconiza, são os benefícios diretos e indiretos que o ser humano obtém a partir das funções dos ecossistemas, ou seja, os processos que produzem esses benefícios e as constantes interações entre os elementos estruturais, como por exemplo, o ciclo da água, a manutenção da diversidade gênica entre as espécies e a composição da paisagem enquanto apreciação da beleza cênica.  

            Já Serviços Ambientais – SAs, têm definição diferenciada, com foco nos benefícios percebidos pelo ser humano e nas atividades realizadas a partir desses recursos naturais e processos, como por exemplo, água para abastecimento e suprimento de necessidades básicas, matéria-prima, alimentos, recursos medicinais e recreação (ANA, 2012).

            As duas definições são consideradas neste artigo de revisão, pois se trata de conservação ambiental in situ, enquanto manutenção dos recursos naturais (Serviços Ecossistêmicos) e relação de provimentos (de recursos e serviços) à população residente na área de estudo e em contexto regional, também beneficiada (Serviços Ambientais).

            Áreas de conservação municipais são um modelo de conservação da biodiversidade e desenvolvimento local. É necessário reconhecer-se o valor dessas áreas em âmbito nacional e internacional, bem como ter-se uma gestão mais efetiva, além de apoio às iniciativas de descentralização (municípios criando e gerindo suas áreas protegidas), desenvolvimento de capacidades para a gestão (tanto do poder público quanto da população local) e fomento à cooperação técnica entre os gestores, com intercâmbio de experiências bem-sucedidas e novas metodologias (GTZ, 2010).

A área de mananciais da região de Paranapiacaba e Parque Andreense, ocupa um total de 52% da área total do território do município de Santo André, em São Paulo e compreende a Macrozona de Proteção Ambiental em relação à Macrozona Urbana.

Não existe vegetação original, exceto remanescentes, que foi modificada devido a extração de lenha para a ferrovia Santos-Jundiaí, madeira para a construção de moradias e para a indústria (olarias e serrarias), além de caça, pesca e extração de palmitos e outras espécies vegetais (PMSA, 2012b).

Há um total de 86,3% de maciços florestais (Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Densa Montana e Floresta Ombrófila Densa Altomontana) e 13,7% ocupados pela represa Billings.

Do total de maciços, 1,6% da vegetação encontra-se em estágio pioneiro de regeneração, 6,9% em estágio secundário inicial de regeneração, 32,6% em estágio secundário médio de regeneração e a maior parte, 45,2% em estágio secundário avançado de regeneração (PMSA, 2012c).

Contíguo à Vila de Paranapiacaba criou-se uma Unidade de Conservação (UC) de Proteção Integral em 2003, o ‘Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba’ – PNMNP, que protege 426 hectares de Mata Atlântica, permitindo pesquisa científica, ecoturismo e turismo pedagógico (PMSA, 2012d).

Forma, com outras duas UCs – Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Itutinga-Pilões e Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba, um continuum ecológico, que funciona como um corredor ecológico e de dispersão da diversidade genética, imprescindível para a sobrevivência das espécies (PMSA, 2012d) como demonstra a Figura 1:

Figura 1: Unidades de Conservação no território andreense – região de Paranapiacaba e Parque Andreense.

 Fonte: PMSA (2012d).

Segundo PMSA (2012a), em contrapartida à área natural preservada, bem como à legislação ambiental de proteção aos mananciais de uso e ocupação do solo ser restritiva e existir desde a década de 1970, não se conseguiu impedir satisfatoriamente o adensamento populacional e usos inadequados na região de Paranapiacaba e Parque Andreense.

Os vinte e três (23) loteamentos existentes apresentam em maior ou menor escala, problemas de regularização fundiária, desmembramentos, implantação e adaptação à legislação de proteção e recuperação dos mananciais. Porém, mantêm-se grandes parcelas de vegetação em estágios de recuperação, como já mencionado (PMSA, 2012a), conforme a Figura 2:

Figura 2: Zoneamento do Plano Diretor 2012 e loteamentos da região Paranapiacaba e Parque Andreense.

Fonte: Plano Diretor (2012)

            Como uma área a ser protegida, para perpetuação dos SEs e SAs e seus benefícios ambientais e de bem-estar/qualidade de vida para o ser humano, a Ecologia de Paisagens, ao propor métodos de análise da estrutura, função e escala da paisagem junto aos processos ecológicos abióticos e bióticos, caracteriza-se como uma ferramenta essencial para o planejamento da conservação da biodiversidade pelo poder público e demais stakeholders envolvidos, por meio da elaboração e aplicação de políticas públicas conservacionistas.

Referências

AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (BRASIL). Pagamento por Serviços Ambientais – Unidade 1: Pagamento Por Serviços Ambientais.  Agência Nacional de Águas. Brasília: ANA, 2012. 56 p.: il.  

BRASIL. Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm>. Acesso em: 3 nov. 2018.

GTZ (cooperación técnica alemana). Áreas de conservación municipal: uma oportunidade para la conservación de la biodiversidade y el desarrollo local. Reflexiones y experiências desde América Latina. Brasília, DF: 2010. p. 12; 88-89.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ-PMSA. Cartilha do gestor ambiental comunitário – Despertando olhares e ações para conservação dos recursos hídricos. Prefeitura do Município de Santo André – São Paulo: 2012a. 152 p.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ-PMSA. Cartilha do professor – Despertando olhares e ações para conservação dos recursos hídricos no ambiente escolar. Prefeitura do Município de Santo André – São Paulo: SGRNPPA/GEEA, 2012b. 160 p.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ-PMSA. Cartilha sobre o reflorestamento na região de Paranapiacaba e Parque Andreense. Prefeitura Municipal de Santo André – São Paulo: 2012c. 52 p.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ-PMSA. Plano de Manejo do Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba. Prefeitura do Município de Santo André e EKOS Brasil. – Santo André-SP, 2012d. 204 p.

Carolina Estéfano
Mestra em Ciências – ênfase em Análise Ambiental Integrada (UNIFESP SP)
Bióloga e Gestora Ambiental

castração animal doméstico saúde

A IMPORTÂNCIA DA CASTRACÃO EM CÃES E GATOS

Será que a castração de cães e gatos traz benefícios, vale a pena fazer? Isto são perguntas frequentes  no consultório veterinário.

Quando falamos sobre castrar, o principal argumento que ouvimos é que a castração evita crias indesejadas e o aumento da população de cães e gatos sem dono. Isto realmente é um dos principais problemas que o procedimento reduz.

Mas temos outros benefícios que devem ser considerados.

As fêmeas felinas e caninas entram no cio até o final da vida.  Uma cachorrinha de 14 anos pode ter cio e pode ter crias. Na maioria das vezes, os animais mais velhos apresentam cio irregular, com intervalos maiores entre eles; os ciclos podem ser mais extensos e intensos (grande quantidade de sangramento por vários dias), em alguns casos isto já é uma indicação de alterações, a idade avançada dificulta  a realização de uma higiene adequada de seus órgãos genitais estando mais propensas a infecções uterinas.

 As infecções uterinas em sua maioria são silenciosas e os sinais clínicos não são claros como: a falta de apetite e episódios de vômitos. Se não diagnosticados a tempo, estas infecções resultam em quadros de septicemia grave levando o animal a óbito. A resolução destas infecções é cirúrgica. E os procedimentos cirúrgicos em animais mais velhos são sempre mais delicados.

O aparecimento de nódulos em mamas pode ser evitado com a castração. Estes nódulos sofrem influencias dos hormônios liberados no cio e por isso são mais frequentes em fêmeas não castradas a partir de 5 a 6 anos de idade

 Doenças reprodutivas e venéreas também são evitadas com a castração. Uma enfermidade comum é o Tumor Venéreo Transmissível (TVT) transmitido durante o acasalamento provocando  lesões nos órgãos genitais (pênis e vagina).

 Nos machos a castração reduz a marcação de território (urinar em todos os lugares) e  a agressividade. Para os felinos, reduz o índice de ferimentos por brigas, evita a transmissão de doenças virais e infecciosas, risco de atropelamentos, fraturas entre outros problemas decorrentes de suas voltinhas.

Com a idade os machos podem desenvolver tumores nos testículos e na próstata. Também apresentam aumento da próstata quando envelhecem, acarretando em dificuldade de urinar, dor, e em alguns casos colaborar para infecções urinarias e formação de cálculos.

A castração é um ato de amor e ajuda a prevenir inúmeras doenças

dia mundial dos animais

Dia Mundial dos Animais

🐾🐾 4 de outubro
Dia mundial dos animais começou a ser comemorado em 1931, em um congresso ambiental na cidade de Florença, na Itália. Ficou decidido nesta data que todas as formas de vida animal🐶🦧🐕🐱🐈🐆🦁🐴🐄🐷 seriam homenageadas. A escolha desta data foi também em homenagem a São Francisco de Assis.

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Enriquecimento ambiental

O que é? Qual sua importância na vida dos nossos animais de estimação?

Vamos começar com uma breve descrição do que se trata.

O enriquecimento ambiental, consiste em adequarmos o ambiente no qual nosso PET vive de acordo com as necessidades naturais da espécie.

IMPORTANTE☝️‼: Quando nós humanos, escolhemos trazer OUTRA ESPÉCIE para nossa companhia, não podemos nos esquecer de que devemos atender as necessidades naturais também. Por exemplo, nosso ambiente humano pode ser bom para nós da espécie humana, no entanto, como será que nosso amigo de outra espécie se sente dentro de um ambiente que não tem nada que possa estimula-lo a ser quem ele realmente é? 🐶🐹🐦🐇🐱🐾

Como será que anda o psicológico do nosso companheiro? 🤔

Exatamente pela falta de enriquecimento ambiental que os animais de estimação na atualidade estão cada dia mais desenvolvendo diversos problemas comportamentais, inclusive, muitas vezes relacionados a doenças físicas de origem emocional, isso porque as outras espécies, que não a nossa 🙋‍♀️ também são capazes de sentir e perceber através dos sentidos. Será que nossa casa 🏘 está contribuindo para o desenvolvimento dos sentidos de forma adequada e saudável?

Muitas vezes os nossos PETS destroem sapatos, dentre outros objetos, que consideramos comportamento inadequado, quando na verdade o animal apenas está desempenhando sua característica natural e pela falta de enriquecimento no ambiente eles acabam buscando o que tem disponível. Portanto, enriquecer o ambiente está ligado diretamente ao BEM ESTAR dos animais.

Como enriquecer o ambiente⁉️

Podemos criar nossos próprios brinquedos interativos com garrafas PETs, papelões e cordas, por exemplo, que são ferramentas que nos ajudam bastante na hora de criarmos brincadeiras lúdicas, filhotes ou adultos. Também encontramos brinquedos interativos em lojas apropriadas para PETs.
O brinquedo novo deve ser supervisionado nas primeiras vezes que for introduzido no ambiente. Verifique sempre seu pet não engole pedaços de plásticos dos brinquedos interativos, para não causar nenhuma reação em sua saúde.

Como o seu PET mais gosta de interagir com você e no ambiente? 🐱🐾🐶🐹🐦🐇❤

Deixa aqui nos comentários. Até a próxima postagem.

Equipe Leis e Bichos

Seu gato morde ou arranha ao ser acariciado?

Vamos desmitificar esta dúvida que afeta a maioria dos tutores ou admiradores de felinos domésticos, os gatos.

Gatos são semi sociais, isto significa que os gatos interagem socialmente de modo bem diferente do nosso, não apreciam interações físicas (exemplo clássico carinho na barriga que é uma parte vulnerável) e restritivas (por exemplo, colo por muito tempo). Portanto, evite carinho em excesso.

*Existem algumas exceções de gatos que gostam e permitem carinho demonstrando contentamento em sua expressão corporal (sem sinais de agressividade), nestas exceções não há problema.

No geral, o que determina o quanto o gato aprecia carinho vai depender do seu temperamento que é influenciado pela genética e primeiras experiências de vida (mais apropriadamente falando entre suas primeiras 8 semanas de vida onde o filhote já recebe os primeiros estímulos de sociabilização da mãe e as interações com os irmãos de ninhada).

Exemplos típicos: Um gato, que em algum momento da vida teve experiências traumáticas com humanos ou não até mesmo não teve contato com humano em sua infância, há grandes possibilidades do mesmo ser intolerante a carinhos interrompendo com mordidas e arranhões. Outro exemplo é a separação precoce da mãe e ninhada (antes das primeiras 8 semanas), neste caso o gato pode até ser bem socializado com humanos, porém, como foi tirado precocemente da mãe e irmãos não aprendeu os limites das mordidas e inibição, e este pode vir a reagir com excesso de empolgação seguido de agressividade e fugir nos momentos de carinho.

*Acompanhe a página, no próximo artigo citarei algumas formas de redirecionar este comportamento.

Texto: Fernanda Nogueira – Técnica em veterinária comportamento de felinos domésticos e CatSitter.

Fontes de pesquisa:
GALAXY, J & DELGADO, M. O Encantador de gatos.

Tá na lei: aumento de punição para maus-tratos de animais

Lei prevê pena de prisão de dois a cinco anos por abuso e maus tratos

A conscientização e manifestação dos abraçadores da causa ganha cada dia mais força em relação as leis e punições quando o assunto é MAUS TRATOS! Uma vez que os animais como seres sencientes que são, capaz de sentir e perceber através dos sentidos, merecem assim como nós, o direito de viver em condições adequadas. Os crimes contra as outras espécies que não a nossa, também são crimes contra a humanidade, afinal habitamos o mesmo mundo, somos apenas espécies diferentes! A harmonia deve reinar entre todos independente da espécie!

O Presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta terça-feira (29) a Lei 1.095/2019. Esta prevê aumento da punição para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais.

“Nunca antes na história deste país abriram essa porta para um evento de promoção de bem-estar e defesa dos animais”, afirmou o deputado, sobre o evento de sanção da lei. “Não tive em momento nenhum dúvida que isso não fosse acontecer (sanção do projeto). A partir de hoje, quem cometer crime vai ter o que merece, prisão.” – Deputado federal Fred Costa (Patriota-MG), autor do projeto.

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Quero ter um amigo de quatro patas

Muitas famílias decidem ter um animalzinho de estimação e quando isto acontece muitas dúvidas surgem.

Vale lembrar que a decisão em ter um amigo de quatro patas deve ser de toda a família. Os animais precisam de nossa ajuda para se alimentar, beber agua, para passeios, higiene e cuidados com a saúde e todos da família devem estar dispostos a colaborar. Os animais não são descartáveis e a expectativa de vida deles pode variar entre 12 a 15 anos, ou seja, seu novo amigo dependerá de você por este período.  

O espaço que dispomos também deve ser adequado. Muitos animais acabam abandonados porque a casa não tem espaço adequado. Por isso antes de adotar ou mesmo adquirir um novo amigo avalie se ele ficará bem na sua casa. Um exemplo frequente são os cães de porte médio e grande que precisam de espaço para correr e se movimentar. Estes cães em locais pequenos exigem passeios frequentes para que se exercitem.

 A disponibilidade para cuidar do novo amigo também deve ser avaliada. Sabemos que gatinhos por exemplo, são animais que tendem a ficar bem sozinhos,  não tem necessidade de passeios, mas precisam de carinho e afeto assim como os cães.

Para gatos, aconselhamos sempre telar as janelas e locais de acesso à rua, para que não sofram quedas, ou saiam para passear. Apesar de muitos gatos serem adeptos a pequenas voltinhas nos bairros, elas podem resultar em problemas como brigas, mordidas, quedas e atropelamentos.

Os comedouros e bebedouros devem ser limpos com frequência. Oferecer sempre água de boa procedência e manter alimentação adequada à idade e ao peso. O nosso amigo deve ter um local para dormir e ele ficar no quintal, providenciar local adequado para se proteger do frio, da chuva e do calor.

As visitas ao veterinário devem ser anuais. Manter as vacinas sempre atualizadas, e realizar a vermifugação e proteção contra pulgas e carrapatos periodicamenet.

Ter um amigo de quatro patas enche nosso coração de alegria. E não se esqueça de sempre retribuir todo amor que eles te oferecem.

A importância da vacinação antirrábica em cães e gatos

A raiva é uma zoonose (pode ser transmitida ao homem) que acomete os mamíferos. Ocasionada por um vírus, provoca um quadro agudo e de evolução rápida. Aproximadamente 100% dos casos a doença é fatal. A transmissão da doença ocorre pelo contato com a saliva de animais infectados, através de mordeduras, lambidas e até arranhaduras.


O período de incubação (tempo para que sintomas apareçam) pode variar de dias e até anos para algumas espécies. Nos seres humanos, os sintomas aparecem em média 45 dias após a mordida.

Cães e gatos infectados podem eliminar o vírus na saliva dias antes dos sintomas clínicos e permanecem eliminando durante toda o período em que estão doentes . Estes animais acabam falecendo 5 a 7 dias após o aparecimento dos sintomas. Os sinais clínicos
comuns em cães e gatos são: agressividade, dificuldade de engolir, salivação intensa e mudança de hábitos alimentares. Nos humanos nota-se irritabilidade, agressividade, sensação de angústia, crises convulsivas, cefaleia.


Para prevenção da raiva em centros urbanos uma das medidas é a vacinação anual de cães e gatos. As vacinas antirrábicas podem ser realizadas em clínicas veterinárias particulares, e pelo Centro de Controle de Zoonoses vinculado a prefeitura de cada município. Anualmente, as prefeituras realizam campanhas de vacinação antirrábica, com o objetivo de imunizar um maior número de cães e gatos, permitindo a diminuição de animais infectados e a transmissão da doença.


Este ano, devido à pandemia de Coronavírus, muitas prefeituras optaram por não realizar campanhas em locais públicos, com o objetivo de evitar aglomerações, mas disponibilizam o serviço de vacinação em seus Centros de Zoonoses. Entre em contato com a prefeitura da sua cidade para se informar sobre a vacina ou converse com um médico veterinário de sua confiança . Ao vacinar você protege seu pet e sua família.