CENTRO

O Bairro Centro de São Caetano do Sul surgiu em torno da estação ferroviária, como um prolongamento urbano do Bairro da Fundação, portanto, direcionando o crescimento da cidade para o outro lado da linha de trem. Inaugurada em 1883, a Estação de São Caetano apresentava arquitetura tipicamente inglesa com passarelas metálicas, cancelas e coberturas de telhas para passageiros.

Esse cenário, porém, perdurou até a década de 1970, quando, por pressões políticas, a estação de ferro foi substituída por uma estação de concreto armado (a antiga estrutura não mais representava o progresso de São Caetano). A estação de trem foi erguida em terreno cedido pela família Baraldi. O mesmo aconteceu com a Paróquia Sagrada Família (Igreja Matriz). Uma vez terminada, definiu o atual centro do município, deslocando-o da antiga igreja dos beneditinos, lugar onde se concentrava a maioria das comemorações e festas religiosas.

De fato, com o crescimento da cidade e do número de habitantes, a Paróquia São Caetano (Matriz Velha) tornou-se pequena. Assim, foi necessária a construção de nova igreja, a atual Igreja Matriz Sagrada Família, erguida com tijolos fabricados no próprio município e concluída em 1936. Com a Matriz Nova terminada, a cidade também ganhou a atual Praça Cardeal Arcoverde, local do Marco Zero da cidade.

Origem do Centro de São Caetano do Sul

A implantação urbana do Bairro Centro ocorreu por volta de 1906. Além da família Baraldi, a Companhia de Melhoramentos de São Caetano também contribuiu para a abertura de novos loteamentos na área central e no Bairro da Fundação. Conforme descrição dos antigos moradores, eram pequenas, baixas e com grandes quintais as primeiras casa do local.

Na década de 1940, o centro recebeu número elevado de novas construções e estabelecimentos comerciais. Aos poucos, estas edificações foram mudando o caráter residencial do bairro. Em 1954, foram entregues à sociedade o Viaduto dos Autonomistas e o Terminal Rodoviário de São Caetano, símbolos das transformações urbanas daquele período.

Centro de São Caetano do Sul
Crescimento da cidade e do centro de São Caetano do Sul. Foto: Nani Góis/SMCS

A partir das últimas décadas, o centro expandiu-se de tal modo que se tornou difícil a delimitação de suas fronteiras. Com efeito, ao longo dos anos, as antigas residências cederam lugar aos estabelecimentos comerciais de grande porte, edifícios de apartamentos e escritórios, galerias e lojas de vários tipos que, juntos, dão caráter comercial ao bairro.

Foto de capa e conteúdo extraído de Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul. Centro de São Caetano do Sul

Bairro Boa Vista São Caetano do Sul

O Bairro Boa Vista passou pelo mesmo processo de formação ocorrido nos demais bairros de São Caetano do Sul. As antigas vilas, chácaras e grandes terrenos foram extintos para dar lugar aos lotes urbanos.

A Vila Palmeiras foi loteada no final da década de 1940. Neste período teve início a urbanização do Boa Vista. Essa vila, uma das áreas loteadas mais antigas, também faz parte da formação do Bairro Nova Gerty. Dessa forma, a história do Boa Vista mistura-se com a do Nova Gerty, sendo até mesmo uma sequência urbana dele.

Não só a Vila Palmeiras, mas também outras vilas, como Aurora e Gisela, foram comuns para a formação de ambos os bairros. Na criação do Boa Vista ainda se incluem os loteamentos surgidos a partir das vilas Júlia e Ida. A Vila Júlia era localizada no meio do bairro, prolongamento da Vila Palmeiras. Já a Vila Ida (de Ida Vital), dos terrenos das Indústrias Reila e de parte da antiga Vila Santa Maria (dos irmãos Pujols). A Mata da Viúva, que figura na história dos bairros Boa Vista e Nova Gerty, era uma extensa área onde a meninada passava a tarde procurando ossos de animais. O terreno foi loteado e no lugar surgiram as vilas Gisela, Aurora e Júlia.

Origem do Nome

O nome do bairro deve-se à chácara do alemão Hidat, de grande extensão e localização privilegiada (na parte alta da cidade), que proporcionava boa visão para muitos lugares, sendo bastante frequentada por aqueles que queriam apreciar a boa vista. Na porteira dessa chácara havia, numa placa, a frase Quinta da Boa Vista, que acabou, primeiramente, dando nome à antiga Estrada de Santo André – agora conhecida como Rua Boa Vista – e, posteriormente, ao bairro. 

Famílias como os Rodrigueiros eram famosas no bairro pelos serviços de carpintaria. Outras famílias também fazem parte da história local: Fantinatti, Falzarano, Thomé, Monteiro, Garcia, Graciute, Ribeiro e Venturine. Assim como o Nova Gerty, o Boa Vista também presenciou a chegada de migrantes que se fixaram em São Caetano em busca de trabalho.

Escola Estadual Padre Alexandre Grigolli 

Bairro Boa Vista São Caetano do Sul
Escola Senai Armando de Arruda Pereira. Foto: Divulgação

Até o final da década de 1950, o bairro carecia de infraestrutura básica. Por exemplo, calçamento, transporte, redes de água e esgoto. Somente na década seguinte implantaram os primeiros melhoramentos urbanos. Uma das primeiras escolas a atender a comunidade, a EEPG Padre Alexandre Grigolli, encontra-se atualmente no bairro vizinho, o Nova Gerty. A EEPG Professor Décio Machado Gaia, entretanto, nasceu no próprio bairro. Em 1967, o Bairro Boa Vista recebeu a Biblioteca Municipal Esther Mesquita. Esta, a primeira construída naquela região e a segunda do município. Até hoje, ela ainda é uma das mais importantes referências da memória local.

Foto em destaque e conteúdo da Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul Bairro Boa Vista São Caetano do Sul

Rio Grande da Serra: Conheça onde visitar

A cidade de Rio Grande da Serra fica no interior de São Paulo. Localizada a 780 metros acima do nível do mar, ela fica bem próxima de Ribeirão Pires e do ABC Paulista de uma forma geral. Também pode ser um ponto de passagem para quem vai para o litoral, como para a região de Bertioga.

Embora tenha cerca de 50 mil habitantes, a cidade é uma boa opção para quem deseja viajar, com atrações que envolvem natureza, história e aventura. Por isso, veja a seguir quatro pontos turísticos em Rio Grande da Serra e como explorar a pacata cidade.

Cachoeira da Fumaça é um dos mais procurados pontos turísticos em Rio Grande da Serra

Para quem busca contato com a natureza, tranquilidade e um passeio para sair totalmente da rotina, Rio Grande da Serra oferece exatamente isso por meio da Cachoeira da Fumaça.

Esse é um dos pontos turísticos mais procurados da cidade e o local é pura aventura. A Cachoeira tem uma queda adequada para tomar um bom banho, além de formar uma piscina natural repleta de pedras. Ao seu redor, muitas espécies nativas da região que permitem que você faça uma trilha por lá.

Além disso, tem quem se arrisque a fazer um rapel na região, maximizando a aventura envolvida no passeio.

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