JARDIM SÃO CAETANO

O Bairro Jardim São Caetano foi a última área urbanizada de São Caetano do Sul. Terrenos do banco era outra forma como se referiam ao bairro, devido à presença muito próxima da área adquirida pelo Bank of London & South America Limited. Além disso, foi onde o próprio banco, por intermédio da Companhia City, iria criar, nos anos 1960, o Jardim São Caetano. A família Cavalheiro foi uma das primeiras a chegar ao local, em 1949. Portanto, logo após a abertura do loteamento.

Frequentemente, os ônibus de Hugo Veronesi só chegavam até a esquina da Estrada das Lágrimas com a Rua Armando de Arruda Pereira, na antiga Vila São José.  Todavia, José Cavalheiro começou a instalar a rede elétrica no bairro, a partir de outros locais. Bem como contava com o apoio de vizinhos como Amâncio Toni e Pedro Depintor.

Paisagem Bairro Jardim São Caetano

Na época em que o Bank Of London adquiriu a área, a região possuía muitas lagoas junto ao Rio dos Meninos, onde se pescava traíras. A Cerâmica São Caetano utilizava um grande terreno para extração de argila. Juntamente com as duas áreas, estas formavam propriedade de um milhão de metros quadrados. Igualmente, metade pertencia a F. Ford, capitalista inglês, e a outra parte era de propriedade de Wadih Pedro & Irmão.

Havia também dois sítios: Sítio dos Meninos Novos, que começava no córrego Tamanduateí e acompanhava a Estrada Velha de Santos, e o Sítio Joaquim de Barros, no Rio dos Meninos. 

Bairro Jardim São Caetano

A antiga Vila Belvedere foi anexada ao Jardim São Caetano e começou com o loteamento de Edgar de Aguiar Gusmão, em 1949, aprovado pelo decreto 379, de 1º de abril daquele ano. O engenheiro Victor Malund e João Delamonica Pereira de Castro idealizaram o Jardim São Caetano. Portanto, o bairro é o único residencial de alta classe na região do ABC, projetado nos mesmos moldes dos jardins América e Pacaembu, em São Paulo.

A Sociedade Amigos do Bairro foi fundada no Jardim São Caetano, em 3 de dezembro de 1979. Em março de 1980, empossaram a primeira diretoria.

Acervo da Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul. Bairro Jardim São Caetano

Bairro CERÂMICA

O bairro Cerâmica (São Caetano do Sul) praticamente plano e desenvolveu-se em função da Cerâmica São Caetano S/A. Marcado pela presença de famílias italianas e húngaras, os Molinaris e os Szarapkas foram os primeiros imigrantes a fixarem-se no local. A família Molinari construiu a primeira escolinha de ensino básico. 

Os Szarapkas, vindos da Hungria, chegaram ao Brasil em 1924 e dedicaram muitos anos de trabalho à Cerâmica São Caetano. Por volta de 1910, o bairro apresentava duas únicas vias importantes: Rua Santo Antônio (atual Avenida Senador Roberto Simonsen) e Rua Caramuru (hoje Engenheiro Armando de Arruda Pereira). 

Nos anos 1920, a família Veronesi foi uma das pioneiras na prestação do serviço de transporte coletivo na localidade. A Cerâmica São Caetano S/A, sucessora da antiga Cerâmica Privilegiada, foi fundada em 1913 e ficou famosa pela produção de ladrilhos, telhas e tijolos refratários. A qualidade do material chegou até mesmo a ditar o padrão de excelência da época, sendo comum a denominação do tipo São Caetano, para o modelo que as olarias concorrentes deveriam atingir. bairro Cerâmica (São Caetano do Sul)

A maioria dos moradores do bairro trabalhava na Cerâmica São Caetano. Em 1925, foi criado o Cerâmica FC, subsidiado pela própria fábrica (posteriormente, foi ocupado pelo Grêmio Recreativo Dramático Dançante Guarany, fundado em 1931). 

bairro ceramica sao caetano do sul
Parkshopping no Cerâmica. Foto: Divulgação/Multiplan

Nas dependências da Cerâmica São Caetano, funcionava também uma escolinha que depois virou Grupo Escolar da Cerâmica, inaugurado na década de 1920. Anos mais tarde, a escola foi transferida para o Buracão da Cerâmica – imensa cratera de onde a Cerâmica São Caetano extraía sua preciosa argila – e lá funcionou até 1941. Nos anos 1970, o antigo Buracão da Cerâmica foi transformado em centro de recreação e hoje integra o Espaço Verde Chico Mendes, localizado no Bairro São José. 

A fabricação de tijolos, a fumaça exalada pelas chaminés, as partidas de futebol do antigo clube Cerâmica FC mostram que a formação do Bairro Cerâmica se mistura, em grande parte, com a história de sua principal olaria que, mesmo hoje estando desativada, marca a paisagem do bairro e vive na memória dos antigos moradores de São Caetano.

Acervo da Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul

CENTRO

O Bairro Centro de São Caetano do Sul surgiu em torno da estação ferroviária, como um prolongamento urbano do Bairro da Fundação, portanto, direcionando o crescimento da cidade para o outro lado da linha de trem. Inaugurada em 1883, a Estação de São Caetano apresentava arquitetura tipicamente inglesa com passarelas metálicas, cancelas e coberturas de telhas para passageiros.

Esse cenário, porém, perdurou até a década de 1970, quando, por pressões políticas, a estação de ferro foi substituída por uma estação de concreto armado (a antiga estrutura não mais representava o progresso de São Caetano). A estação de trem foi erguida em terreno cedido pela família Baraldi. O mesmo aconteceu com a Paróquia Sagrada Família (Igreja Matriz). Uma vez terminada, definiu o atual centro do município, deslocando-o da antiga igreja dos beneditinos, lugar onde se concentrava a maioria das comemorações e festas religiosas.

De fato, com o crescimento da cidade e do número de habitantes, a Paróquia São Caetano (Matriz Velha) tornou-se pequena. Assim, foi necessária a construção de nova igreja, a atual Igreja Matriz Sagrada Família, erguida com tijolos fabricados no próprio município e concluída em 1936. Com a Matriz Nova terminada, a cidade também ganhou a atual Praça Cardeal Arcoverde, local do Marco Zero da cidade.

Origem do Centro de São Caetano do Sul

A implantação urbana do Bairro Centro ocorreu por volta de 1906. Além da família Baraldi, a Companhia de Melhoramentos de São Caetano também contribuiu para a abertura de novos loteamentos na área central e no Bairro da Fundação. Conforme descrição dos antigos moradores, eram pequenas, baixas e com grandes quintais as primeiras casa do local.

Na década de 1940, o centro recebeu número elevado de novas construções e estabelecimentos comerciais. Aos poucos, estas edificações foram mudando o caráter residencial do bairro. Em 1954, foram entregues à sociedade o Viaduto dos Autonomistas e o Terminal Rodoviário de São Caetano, símbolos das transformações urbanas daquele período.

Centro de São Caetano do Sul
Crescimento da cidade e do centro de São Caetano do Sul. Foto: Nani Góis/SMCS

A partir das últimas décadas, o centro expandiu-se de tal modo que se tornou difícil a delimitação de suas fronteiras. Com efeito, ao longo dos anos, as antigas residências cederam lugar aos estabelecimentos comerciais de grande porte, edifícios de apartamentos e escritórios, galerias e lojas de vários tipos que, juntos, dão caráter comercial ao bairro.

Foto de capa e conteúdo extraído de Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul. Centro de São Caetano do Sul

Rio Grande da Serra: Conheça onde visitar

A cidade de Rio Grande da Serra fica no interior de São Paulo. Localizada a 780 metros acima do nível do mar, ela fica bem próxima de Ribeirão Pires e do ABC Paulista de uma forma geral. Também pode ser um ponto de passagem para quem vai para o litoral, como para a região de Bertioga.

Embora tenha cerca de 50 mil habitantes, a cidade é uma boa opção para quem deseja viajar, com atrações que envolvem natureza, história e aventura. Por isso, veja a seguir quatro pontos turísticos em Rio Grande da Serra e como explorar a pacata cidade.

Cachoeira da Fumaça é um dos mais procurados pontos turísticos em Rio Grande da Serra

Para quem busca contato com a natureza, tranquilidade e um passeio para sair totalmente da rotina, Rio Grande da Serra oferece exatamente isso por meio da Cachoeira da Fumaça.

Esse é um dos pontos turísticos mais procurados da cidade e o local é pura aventura. A Cachoeira tem uma queda adequada para tomar um bom banho, além de formar uma piscina natural repleta de pedras. Ao seu redor, muitas espécies nativas da região que permitem que você faça uma trilha por lá.

Além disso, tem quem se arrisque a fazer um rapel na região, maximizando a aventura envolvida no passeio.

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