Aulas presenciais em Santo André retornam a partir desta segunda

O retorno às aulas presenciais na rede pública terá início nesta segunda-feira (24) em Santo André. Na rede municipal, os alunos do ensino fundamental e da Educação de Jovens e Adultos serão os primeiros a voltar para as salas de aula, na primeira etapa de um processo que ocorrerá de forma gradual.

“As escolas estão preparadas para esse retorno gradual, que acontecerá de forma responsável e com todas as medidas sendo tomadas. Mas não é obrigatório. Quem optar por não vir pode continuar acompanhando os conteúdos de casa”, destacou o prefeito Paulo Serra, durante vistoria realizada na Emeief (Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental) Profª Elaine Cena Chaves Maia, no Jardim Santo Alberto.

O prefeito acrescentou que uma parceria entre a Secretaria de Educação e a empresa Microsoft, sem custo para o município, possibilitará o acesso de todos os alunos e professores da rede à plataforma Teams, desenvolvida especialmente para atender ao universo da Educação.

“Agora a rede tem essa nova ferramenta, que é como uma sala de aula no computador para garantir ainda mais qualidade para a nossa educação. Além disso, em junho vamos entregar 7.192 tablets para os alunos do 4º e 5º ano do ensino fundamental e 293 para os professores, e também 529 para os professores da creche”, acrescentou Paulo Serra. Segundo o prefeito, o retorno é fundamental para a reconstrução do vínculo das crianças e das famílias com as escolas. “O aspecto emocional das crianças é muito importante”, destacou.

Para o retorno, as turmas têm de ser formadas por 35% dos alunos matriculados em cada sala e o revezamento será semanal entre o grupo de alunos que manifestou interesse em retornar presencialmente.

O período de permanência nas escolas também será menor, de 2h30, e haverá escala de horário para a entrada dos alunos na escola, para evitar a concentração de estudantes e familiares nas áreas dedicadas à entrada e à saída dos estudantes. As escolas comunicarão as famílias sobre a data de retorno de cada aluno.

Para receber os estudantes com toda a segurança, as escolas municipais de Santo André adequaram seus espaços para o cumprimento dos protocolos de segurança, como a retirada de carteiras das salas de aula, marcações no chão para o distanciamento dos alunos e colocação de dispositivos com álcool em gel por diversos pontos.

Etapas – Os alunos da educação infantil, com idade entre 4 e 5 anos, retornam no dia 31 de maio. As crianças do primeiro ciclo final das creches (3 e 4 anos), voltam em 7 de junho. O retorno dos alunos do primeiro ciclo inicial das creches (2 e 3 anos) está previsto para 14 de junho.

A semana que antecede a volta é sempre dedicada ao acolhimento das famílias e alunos. O retorno das aulas das escolas estaduais será definido pelo calendário divulgado pelo Governo do Estado de São Paulo.


| Texto: Paola Zanei
| Fotos: Helber Aggio/PSA

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Capacitação de educadores visa retorno às aulas presenciais

O mundo ainda vive dias de tensão em meio à pandemia causada pela Covid-19, sem que possamos saber quando a vida vai retomar certa normalidade. Mas agora em fevereiro, a maior parte das escolas pelo Brasil vão retomar as aulas presenciais. Por isso, a capacitação de educadores visa retorno às aulas presenciais, em evento gratuito, com objetivo de preparar educadores para os novos desafios do retorno às aulas. 

Esse evento é promovido pela Rede Pedagógica, maior rede de educadores da América Latina, e vai fornecer certificado de 120 horas de atividades. Tudo com objetivo de preparar melhor os profissionais da área da educação que ficarão responsáveis por cuidar e ensinar as crianças em um momento como esse.

Camila de Cássia Mariano é mãe da Mariana, uma menina de 5 anos que, como as demais crianças do Brasil, passaram meses sem frequentar as salas de aula nas escolas por conta da pandemia. Esse fato gera bastante preocupação no que se refere ao retorno das atividades presenciais pelas escolas, mas a Camila acredita que é importante as crianças voltarem aos estudos.

“Estamos com uma expectativa enorme ao mesmo tempo em que ficamos apreensivos, pois foi muito tempo fora da escola e, como eu pude observar por conta da minha filha, a educação infantil foi prejudicada pela falta de convívio com outras crianças e por não terem condições de maturidade para enfrentar um ensino à distância, apenas online. Tirando as questões de saúde e higiene, a maior preocupação é como será o comportamento em sala e como os profissionais da educação estarão preparados para lidar com essas questões emocionais”, afirmou Camila.

Capacitação de educadores visa retorno às aulas presenciais

O desenvolvimento das competências socioeducacionais é relevante em um momento como esse, em que os estudantes passaram quase um ano longe das escolas, vivendo todo o tipo de situações inesperadas que a pandemia trouxe, como isolamento social, aulas virtuais e possível morte entre familiares. E isso se estende aos educadores, que precisam estar preparados para lidar com os medos, anseios e dificuldades dos alunos além das suas próprias emoções, explicou a diretora pedagógica da Rede, Erika Radespiel.

“Como aprender se nós não estivermos bem emocionalmente? Nós temos a nossa individualidade, mas também somos um coletivo dentro da sociedade. Portanto, precisamos falar sobre isso, realizar atividades que ajudem os alunos nesse desenvolvimento, promover formações para que os professores se sintam capazes de fazer essa intervenção e para que também possam se preparar emocionalmente e se desenvolver emocionalmente. Isso é muito importante”, argumentou a pedagoga.   

De acordo com Erika Radespiel, é um esforço elevado exigir competência em disciplinas fundamentais como matemática e português, sem que seja feito um trabalho prévio para que alunos e professores estejam preparados para voltar às salas de aula dando o melhor de si. Esse é um reflexo do mundo e não apenas uma abordagem importante no Brasil, destacou.

E essa é a mesma opinião da professora da Rede Pública do Distrito Federal, Maria Leuza Medeiros Lima, que vê na capacitação uma proposta coesa e bem elaborada para oferecer apoio no meio acadêmico, tanto para alunos como professores, além de ser uma forma de valorização da carreira dos educadores.

“Um dos principais desafios para nós, educadores, neste momento de pandemia foi manter os alunos engajados em relação às atividades. E para isso foi necessário não somente investir em teorias e disciplinas, mas investir em currículo humano e, assim, manter os alunos com aprendizado significativo. Uma vez que a escola foi para dentro da casa do aluno, foi necessário saber utilizar também esses espaços como um lugar de educação, porque a educação não acontece somente na escola, acontece também nos lares e qualquer outro lugar”, avaliou a professora.

Em parceria com Brasil61.

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Volta às aulas presenciais em Diadema

A Prefeitura de Diadema definiu as regras de volta às aulas presenciais para o ano letivo de 2021, referentes ao enfrentamento da pandemia de Covid-19. O decreto foi publicado nesta quarta-feira (27/01) e prevê primeiro a volta às aulas de maneira remota em 03 de fevereiro. Durante o mês, a Secretaria de Educação pretende retomar o vínculo entre a escola, os professores, os alunos e os pais. Também no período será realizado o diagnóstico de aprendizagem dos estudantes.

A partir de 01 de março, a rede pública terá aula presencial de forma híbrida e gradual. As escolas poderão receber diariamente até 35% dos alunos matriculados. Para isso, a Secretaria está se preparando para obedecer os critérios de segurança sanitária como distribuição de máscaras N95 e organização dos ambientes assegurando segurança aos estudantes e profissionais. 

“Além de garantir os protocolos sanitários, também vamos fazer a testagem de todos os cerca de 2,5 mil profissionais da educação, incluindo os bolsistas da frente de trabalho. Essa é uma forma de cuidar de quem vai cuidar dos alunos”, explica Ana Lucia Sanches, secretária de educação de Diadema. Os professores e demais trabalhadores vão participar de um revezamento conforme a realidade de cada escola.

A secretária destaca que o retorno gradual às aulas presenciais foi uma decisão conjunta do Consórcio Intermunicipal Grande ABC e que recebeu parecer favorável do Comitê Intersecretarial de Acompanhamento das Ações para Combate à Covid-19 de Diadema. Além da secretaria de saúde, também fazem parte do comitê a chefia de gabinete, as secretarias de comunicação, de educação, de desenvolvimento econômico, de transportes, de habitação e de defesa social.

Vulnerabilidade social

Ana Lucia também explica que o retorno progressivo das aulas presenciais possui uma particularidade em Diadema devido ao contexto social de acentuadas vulnerabilidades e de comprometimento no desenvolvimento integral dos estudantes. Mais da metade da população economicamente ativa da cidade depende de benefícios sociais, seja Bolsa Família, BPC e ou auxílio emergencial. 

“Nosso desafio é monitorar todas as crianças e identificar as condições pedagógicas e sociais”, diz a secretária. 

Cestas Básicas 

A Secretaria de Educação também entregará cestas básicas a todos os estudantes já a partir de fevereiro.

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Volta às aulas presenciais em Diadema

Glittertape: iniciativa de alunos paulistas contra o covid-19

Uma fita dupla face e glitter. Materiais simples, mas que nas mãos de seis estudantes paulistas se transformaram em ferramentas para prevenção ao novo coronavírus. A ideia, batizada de Glittertape, conquistou o 3º lugar no Torneio Sesi de Robótica – Desafio Relâmpago – Volta às Aulas. A competição criada para que estudantes de todo o Brasil apresentassem soluções para o retorno seguro às aulas presenciais.
 
O projeto da equipe AC/DC/EG, do Colégio Eduardo Gomes, em São Caetano do Sul (SP), tem o objetivo de diminuir a contaminação pelo novo coronavírus em ambientes de uso comum nas escolas, como banheiros, onde o risco de contágio é maior. O glitter pode indicar um caráter lúdico, normalmente motivo de diversão para a criançada. Mas é peça fundamental de um assunto muito sério, explica Sophia Montanari, 15 anos.
 
“Você só vai pegar uma fita dupla face específica para ambientes úmidos, passar glitter em uma das superfícies e colocar a outra face em superfícies de alto contato dos banheiros escolares. Ou seja, toda vez que a criança encostar nessa superfície, como uma descarga ou uma maçaneta, ela vai ficar com glitter na mão, representando o coronavírus de uma forma totalmente visual. Então, ela vai ver que está contaminada e que precisa lavar as mãos até ficar sem glitter”, demonstra.

Projeto

A ideia deu tão certo durante os testes e sairá do papel, para ajudar o Colégio Eduardo Gomes no combate à Covid-19. Principalmente entre as crianças, alvos do projeto. “A gente conversou com as diretoras e coordenadoras do nosso colégio e elas gostaram bastante da ideia, porém ainda não foi aplicada, porque estamos em período de férias escolares, mas logo que as aulas voltarem vamos conseguir colocar o projeto em prática e aplicá-lo ele nos banheiros escolares daqui”, revela Gabriella Beltran.

Processo

O caminho até a premiação exigiu bastante estudo e empenho da equipe, que se debruçou sobre outras iniciativas para prevenção da Covid-19 entre as crianças. “Analisando outras soluções, a gente percebeu que nenhuma conseguia fazer a prevenção de forma completa, mas a partir dessas ideias que a gente estudou, conseguimos usá-las como base para fundamentar o nosso projeto, que teve como resultado o Glittertape”, conta Pedro Lopes.
 
A pandemia da Covid-19 e o distanciamento social não foram obstáculos para que o projeto fosse adiante, complementa Murilo Martins. “Nos reunimos muito pelo Google Meets, todo mundo ajudou bastante no projeto. Nos dividimos em algumas áreas, mas a gente sempre estava junto e sempre sabendo o que outro estava fazendo”, diz. 

Glittertape e Orgulho

Técnico da equipe, o professor Reginaldo Pereira, se disse orgulhoso do trabalho que os seus alunos fizeram, não apenas pela classificação final no desafio, que contou com 120 concorrentes, mas pela solução apresentada. “Em um tempo de tanta dificuldade, eu percebi neles, como professor, empenho, gosto pelo estudo, pela pesquisa, pela ciência, de buscar as coisas. A gente se sente muito feliz”, destaca.
 
Além de troféu e medalhas pela conquista, a equipe foi convidada para participar do festival Sesi Robótica, que deve ocorrer em maio. “A gente ficou muito feliz por ganhar, porque o nosso projeto é muito simples e, principalmente, pelo prêmio de participar do festival e poder mostrar o nosso projeto para mais pessoas. De certo modo, é uma confirmação de que o nosso projeto e trabalho foram bons e que dá para levar ele adiante”, complementa a estudante Beatriz Nahssen.

Festival

Em discurso durante o torneio, o diretor superintendente do Departamento Nacional do Sesi, Rafael Lucchesi, elogiou todos os trabalhos e a contribuição de cada um para o enfrentamento à pandemia no País. “Vocês representam engajamento, solidariedade, preocupação com o próximo e o fazem construindo o futuro de vocês. Sessenta milhões. Esse é o tamanho da comunidade educacional no Brasil. É equivalente à população de Portugal e Espanha somadas. O Brasil é um país continental. Seguramente, a contribuição de vocês vai ser de reflexões importantes, criativas”, disse.
 
A equipe AC/DC/EG conta com seis estudantes: Beatriz Nahssen Fedalto, Estela Benez Ravanelli, Gabriella Figueiredo Beltran, Murillo Silva Martins, Pedro Pontes Lopes e Sophia Montanari, além do técnico, o professor Reginaldo Pereira.

Em parceria com Brasil 61

Glittertape: iniciativa de alunos paulistas contra o covid-19

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Aulas presenciais da rede estadual de ensino de SP será em 01/02

Governo paulista apresenta programa de retomada das aulas presenciais da rede estadual aos 645 prefeitos do estado

Volta às aulas presenciais, na rede estadual de ensino de São Paulo, está marcada para 1º de fevereiro. Em encontro online, Governo Paulista apresentou os detalhes da retomada para os 645 prefeitos do estado. 

Na ocasião, foi anunciado o investimento de R$ 80 milhões para o programa de ampliação do número de vagas em creches escolares. A quantidade de vagas ofertadas vai depender da demanda de cada município.

Em 2021, o governo estadual autorizou a abertura das escolas em todas as fases do Plano São Paulo, desde que obedeça aos critérios de segurança estabelecidos pelo Centro de Contingência do Coronavírus.

No encontro virtual, também foi abordado o tema das parcerias entre Estado e Municípios, para oferta de materiais didáticos, merenda e transporte escolar. 

Com informações de Brasil 61

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Aulas presenciais da rede estadual

Aulas presenciais não voltarão este ano, em Ribeirão Pires

O prefeito Kiko Teixeira (PSDB) anunciou hoje (05/10) aos representantes da Educação de Ribeirão Pires que as aulas presenciais não serão retomadas no município este ano, isso valendo para as escolas municipais, estaduais, técnica, particulares e todos demais segmentos, inclusive o EJA. O prefeito também confirmou que os alunos da rede municipal terão um reforço em 2021 no contraturno escolar.

Kiko fez o anúncio em reunião com representantes da Secretaria de Educação Municipal de Ribeirão Pires, da APEOESP (Sindicado dos Professores do Ensino do Estado de São Paulo), o Sineduc (Sindicato dos Professores das Escolas Públicas Municipais), da Secretaria de Educação do Estado (Diretoria Regional de Mauá), das escolas particulares e do ensino técnico (ETEC). O prefeito assegurou que irá publicar um decreto com essas determinações.

Kiko explicou aos representantes todas as medidas que estão sendo tomadas para combater o covid-19 na cidade desde o início da pandemia, como a higienização, isolamento e instalação de um hospital de campanha em tempo recorde. “O importante é ter um retorno das aulas com segurança,” garantiu.

De acordo com Kiko, as escolas devem manter o planejamento para iniciar as aulas em 2021 normalmente. “Vamos estar preparados para o reinício das aulas no ano que vem, sempre adotando todas os protocolos que garantam a segurança de alunos e professores”, disse.