Parque imigrantes tem ruas asfaltadas entregues

Antiga demanda de moradores, Rua da Passarela foi contemplada com nova malha viária. Igualmente em toda sua extensão no Parque imigrantes.

A Prefeitura de São Bernardo, por meio do programa Asfalto Novo, concluiu nesta quinta-feira (10/12) mais uma importante etapa da maior iniciativa de recapeamento de ruas e avenidas do município. Após 20 anos de espera, cerca de 100 famílias que residem na Rua da Passarela, no Parque Imigrantes, enfim puderam celebrar neste fim de ano a instalação de nova malha viária na região. Com a iniciativa, a Administração municipal acaba com antigo cenário de chão batido da rua. 

Acompanhado de moradores, o prefeito Orlando Morando e o vice-prefeito Marcelo Lima visitaram o bairro. Sendo assim, para conferir de perto o novo sistema viário da região. Na oportunidade, o chefe do Executivo destacou a importância da obra. Segundo ele, passou a garantir mais dignidade e qualidade de vida para famílias que residem na região.

“Há anos moradores do bairro aguardavam por essa obra. Só quem vive aqui sabe o quanto esse asfalto transformará a vida das pessoas. Ver as crianças podendo brincar na via com tranquilidade. Da mesma maneira, os motoristas poderem circular sem problema algum, principalmente, em dias de chuva é uma alegria imensa. É respeito que trazemos para esses moradores”, destacou o chefe do Executivo.

Sobre a obra no Parque Imigrantes

Cerca de 495 metros lineares de ruas e avenidas do bairro foram contempladas com as obras de recapeamento asfáltico. Além disso, as intervenções envolveram serviços de sinalização horizontal e vertical, adequação de drenagem e recuperação de sarjetas. Como resultado, a Prefeitura investiu R$ 428 mil na execução da obra.

Morador da via há mais de duas décadas, André Luiz dos Santos Costa, 46 anos, afirmou que a nova malha viária tem mudado a rotina de moradores. “A rua ganhou vida. Hoje temos dignidade e orgulho de viver aqui. Saber que o caminhão de lixo passará, sem problema algum. Ver as calçadas com guias e sarjetas. Afinal, é uma sensação de alívio”.

OUTROS BAIRROS – Considerado a maior iniciativa de recapeamento asfáltico de São Bernardo, o Programa Asfalto Novo já promoveu a troca da malha viária em diversos pontos da cidade. Por exemplo, o Grande Alvarenga, região do Cooperativa, Rudge Ramos, Vivaldi, Batistini, Demarchi, Jerusalém, Centro entre outros bairros.

JARDIM SÃO CAETANO

O Bairro Jardim São Caetano foi a última área urbanizada de São Caetano do Sul. Terrenos do banco era outra forma como se referiam ao bairro, devido à presença muito próxima da área adquirida pelo Bank of London & South America Limited. Além disso, foi onde o próprio banco, por intermédio da Companhia City, iria criar, nos anos 1960, o Jardim São Caetano. A família Cavalheiro foi uma das primeiras a chegar ao local, em 1949. Portanto, logo após a abertura do loteamento. 

Frequentemente, os ônibus de Hugo Veronesi só chegavam até a esquina da Estrada das Lágrimas com a Rua Armando de Arruda Pereira, na antiga Vila São José.  Todavia, José Cavalheiro começou a instalar a rede elétrica no bairro, a partir de outros locais. Bem como contava com o apoio de vizinhos como Amâncio Toni e Pedro Depintor.

Paisagem Bairro Jardim São Caetano

Na época em que o Bank Of London adquiriu a área, a região possuía muitas lagoas junto ao Rio dos Meninos, onde se pescava traíras. A Cerâmica São Caetano utilizava um grande terreno para extração de argila. Juntamente com as duas áreas, estas formavam propriedade de um milhão de metros quadrados. Igualmente, metade pertencia a F. Ford, capitalista inglês, e a outra parte era de propriedade de Wadih Pedro & Irmão. 

Havia também dois sítios: Sítio dos Meninos Novos, que começava no córrego Tamanduateí e acompanhava a Estrada Velha de Santos, e o Sítio Joaquim de Barros, no Rio dos Meninos. 

Bairro Jardim São Caetano

A antiga Vila Belvedere foi anexada ao Jardim São Caetano e começou com o loteamento de Edgar de Aguiar Gusmão, em 1949, aprovado pelo decreto 379, de 1º de abril daquele ano. O engenheiro Victor Malund e João Delamonica Pereira de Castro idealizaram o Jardim São Caetano. Portanto, o bairro é o único residencial de alta classe na região do ABC, projetado nos mesmos moldes dos jardins América e Pacaembu, em São Paulo. 

A Sociedade Amigos do Bairro foi fundada no Jardim São Caetano, em 3 de dezembro de 1979. Em março de 1980, empossaram a primeira diretoria.

Acervo da Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul. Bairro Jardim São Caetano

Bairro CERÂMICA

O bairro Cerâmica (São Caetano do Sul) praticamente plano e desenvolveu-se em função da Cerâmica São Caetano S/A. Marcado pela presença de famílias italianas e húngaras, os Molinaris e os Szarapkas foram os primeiros imigrantes a fixarem-se no local. A família Molinari construiu a primeira escolinha de ensino básico. 

Os Szarapkas, vindos da Hungria, chegaram ao Brasil em 1924 e dedicaram muitos anos de trabalho à Cerâmica São Caetano. Por volta de 1910, o bairro apresentava duas únicas vias importantes: Rua Santo Antônio (atual Avenida Senador Roberto Simonsen) e Rua Caramuru (hoje Engenheiro Armando de Arruda Pereira). 

Nos anos 1920, a família Veronesi foi uma das pioneiras na prestação do serviço de transporte coletivo na localidade. A Cerâmica São Caetano S/A, sucessora da antiga Cerâmica Privilegiada, foi fundada em 1913 e ficou famosa pela produção de ladrilhos, telhas e tijolos refratários. A qualidade do material chegou até mesmo a ditar o padrão de excelência da época, sendo comum a denominação do tipo São Caetano, para o modelo que as olarias concorrentes deveriam atingir. bairro Cerâmica (São Caetano do Sul)

A maioria dos moradores do bairro trabalhava na Cerâmica São Caetano. Em 1925, foi criado o Cerâmica FC, subsidiado pela própria fábrica (posteriormente, foi ocupado pelo Grêmio Recreativo Dramático Dançante Guarany, fundado em 1931). 

bairro ceramica sao caetano do sul
Parkshopping no Cerâmica. Foto: Divulgação/Multiplan

Nas dependências da Cerâmica São Caetano, funcionava também uma escolinha que depois virou Grupo Escolar da Cerâmica, inaugurado na década de 1920. Anos mais tarde, a escola foi transferida para o Buracão da Cerâmica – imensa cratera de onde a Cerâmica São Caetano extraía sua preciosa argila – e lá funcionou até 1941. Nos anos 1970, o antigo Buracão da Cerâmica foi transformado em centro de recreação e hoje integra o Espaço Verde Chico Mendes, localizado no Bairro São José. 

A fabricação de tijolos, a fumaça exalada pelas chaminés, as partidas de futebol do antigo clube Cerâmica FC mostram que a formação do Bairro Cerâmica se mistura, em grande parte, com a história de sua principal olaria que, mesmo hoje estando desativada, marca a paisagem do bairro e vive na memória dos antigos moradores de São Caetano.

Acervo da Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul

CENTRO

O Bairro Centro de São Caetano do Sul surgiu em torno da estação ferroviária, como um prolongamento urbano do Bairro da Fundação, portanto, direcionando o crescimento da cidade para o outro lado da linha de trem. Inaugurada em 1883, a Estação de São Caetano apresentava arquitetura tipicamente inglesa com passarelas metálicas, cancelas e coberturas de telhas para passageiros. 

Esse cenário, porém, perdurou até a década de 1970, quando, por pressões políticas, a estação de ferro foi substituída por uma estação de concreto armado (a antiga estrutura não mais representava o progresso de São Caetano). A estação de trem foi erguida em terreno cedido pela família Baraldi. O mesmo aconteceu com a Paróquia Sagrada Família (Igreja Matriz). Uma vez terminada, definiu o atual centro do município, deslocando-o da antiga igreja dos beneditinos, lugar onde se concentrava a maioria das comemorações e festas religiosas. 

De fato, com o crescimento da cidade e do número de habitantes, a Paróquia São Caetano (Matriz Velha) tornou-se pequena. Assim, foi necessária a construção de nova igreja, a atual Igreja Matriz Sagrada Família, erguida com tijolos fabricados no próprio município e concluída em 1936. Com a Matriz Nova terminada, a cidade também ganhou a atual Praça Cardeal Arcoverde, local do Marco Zero da cidade. 

Origem do Centro de São Caetano do Sul

A implantação urbana do Bairro Centro ocorreu por volta de 1906. Além da família Baraldi, a Companhia de Melhoramentos de São Caetano também contribuiu para a abertura de novos loteamentos na área central e no Bairro da Fundação. Conforme descrição dos antigos moradores, eram pequenas, baixas e com grandes quintais as primeiras casa do local.

Na década de 1940, o centro recebeu número elevado de novas construções e estabelecimentos comerciais. Aos poucos, estas edificações foram mudando o caráter residencial do bairro. Em 1954, foram entregues à sociedade o Viaduto dos Autonomistas e o Terminal Rodoviário de São Caetano, símbolos das transformações urbanas daquele período. 

Centro de São Caetano do Sul
Crescimento da cidade e do centro de São Caetano do Sul. Foto: Nani Góis/SMCS

A partir das últimas décadas, o centro expandiu-se de tal modo que se tornou difícil a delimitação de suas fronteiras. Com efeito, ao longo dos anos, as antigas residências cederam lugar aos estabelecimentos comerciais de grande porte, edifícios de apartamentos e escritórios, galerias e lojas de vários tipos que, juntos, dão caráter comercial ao bairro.

Foto de capa e conteúdo extraído de Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul. Centro de São Caetano do Sul

Bairro Boa Vista São Caetano do Sul

O Bairro Boa Vista passou pelo mesmo processo de formação ocorrido nos demais bairros de São Caetano do Sul. As antigas vilas, chácaras e grandes terrenos foram extintos para dar lugar aos lotes urbanos. 

A Vila Palmeiras foi loteada no final da década de 1940. Neste período teve início a urbanização do Boa Vista. Essa vila, uma das áreas loteadas mais antigas, também faz parte da formação do Bairro Nova Gerty. Dessa forma, a história do Boa Vista mistura-se com a do Nova Gerty, sendo até mesmo uma sequência urbana dele. 

Não só a Vila Palmeiras, mas também outras vilas, como Aurora e Gisela, foram comuns para a formação de ambos os bairros. Na criação do Boa Vista ainda se incluem os loteamentos surgidos a partir das vilas Júlia e Ida. A Vila Júlia era localizada no meio do bairro, prolongamento da Vila Palmeiras. Já a Vila Ida (de Ida Vital), dos terrenos das Indústrias Reila e de parte da antiga Vila Santa Maria (dos irmãos Pujols). A Mata da Viúva, que figura na história dos bairros Boa Vista e Nova Gerty, era uma extensa área onde a meninada passava a tarde procurando ossos de animais. O terreno foi loteado e no lugar surgiram as vilas Gisela, Aurora e Júlia. 

Origem do Nome

O nome do bairro deve-se à chácara do alemão Hidat, de grande extensão e localização privilegiada (na parte alta da cidade), que proporcionava boa visão para muitos lugares, sendo bastante frequentada por aqueles que queriam apreciar a boa vista. Na porteira dessa chácara havia, numa placa, a frase Quinta da Boa Vista, que acabou, primeiramente, dando nome à antiga Estrada de Santo André – agora conhecida como Rua Boa Vista – e, posteriormente, ao bairro. 

Famílias como os Rodrigueiros eram famosas no bairro pelos serviços de carpintaria. Outras famílias também fazem parte da história local: Fantinatti, Falzarano, Thomé, Monteiro, Garcia, Graciute, Ribeiro e Venturine. Assim como o Nova Gerty, o Boa Vista também presenciou a chegada de migrantes que se fixaram em São Caetano em busca de trabalho. 

Escola Estadual Padre Alexandre Grigolli 

Bairro Boa Vista São Caetano do Sul
Escola Senai Armando de Arruda Pereira. Foto: Divulgação

Até o final da década de 1950, o bairro carecia de infraestrutura básica. Por exemplo, calçamento, transporte, redes de água e esgoto. Somente na década seguinte implantaram os primeiros melhoramentos urbanos. Uma das primeiras escolas a atender a comunidade, a EEPG Padre Alexandre Grigolli, encontra-se atualmente no bairro vizinho, o Nova Gerty. A EEPG Professor Décio Machado Gaia, entretanto, nasceu no próprio bairro. Em 1967, o Bairro Boa Vista recebeu a Biblioteca Municipal Esther Mesquita. Esta, a primeira construída naquela região e a segunda do município. Até hoje, ela ainda é uma das mais importantes referências da memória local.

Foto em destaque e conteúdo da Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul Bairro Boa Vista São Caetano do Sul

BARCELONA

O Bairro Barcelona (São Caetano do Sul), resultado da união das vilas Ressaca e Barcelona, recebeu esse nome em razão dos muitos espanhóis e descendentes que moravam no local. Há registros da chegada das famílias Madona, Lozano, Santana e Teles em 1920. No ano seguinte, houve a chegada da família Ricci. No fim da década de 1940, foi a vez dos Milanis, Rossinis, Moscas e Pastores. 

Para lotear a área foi preciso aterrar o brejo que havia desde o Córrego do Moinho até a Rua Tiradentes. Aos poucos, as chácaras de plantio e criação foram dando lugar a residências. A chegada da General Motors, que adquiriu o terreno da Fiação e Tecelagem Nice, foi o marco dessa transição. 

Os primeiros habitantes eram católicos e construíram a Capela de Nossa Senhora Aparecida em 1949. Em 1953, nova capela, com o mesmo nome, foi construída. Apesar de ter sido erguida em uma área maior, a segunda construção tinha medidas mais modestas. Procissões em meio a ruas adornadas marcaram o bairro por vários anos. Atualmente, há outros templos na região, como a Igreja Ucraniana Ortodoxa Autocéfala. 

Água encanada, esgoto e pavimentação datam do final da década de 1950. Nos anos 1960, teve início a pavimentação e o ajardinamento da Rua Nazareth. O Comércio e a indústria apresentaram significativo crescimento a partir de 1970. A primeira agência dos Correios foi instalada em 1979. Hoje em dia, o bairro, ainda que residencial, abriga vasto comércio. 

A exemplo dos demais bairros da cidade, a Barcelona – maneira como os moradores denominam o local – possui todos os serviços de infraestrutura e assistência municipal.

Fonte: Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul – http://www.fpm.org.br/ bairro barcelona São Caetano do Sul

SBC: Moradores reclamam de caminhões obstruindo ruas

Moradores do bairro Taboão (São Bernardo do Campo) denunciam transtornos recorrentes na rua Alfredo Bernardo Leite, especialmente entre as ruas Itália e Alemanha.

Diversos caminhões estacionados irregularmente na rua podem ser vistos diariamente, atrapalhando o trânsito na via, a qual é mão dupla, praticamente interditando uma das faixas. Segundo o artigo 181 do CTB, inciso IV, “estacionar em desacordo com as posições estabelecidas pelo Código“, configura-se em infração média, com ônus de 04 pontos na carteira de habilitação ao condutor, remoção do veículo e multa.

Segundo relatos, a empresa proprietária dos caminhões já fora multada algumas vezes. Porém, o mais importante para os moradores, que a empresa não estacionar mais seus caminhões na rua, não teve eficácia tal ação da autoridade responsável.

Há informações de frequentes acidentes no local, causados pela ocupação indevida da via, e também pela falta de visibilidade nos cruzamentos. A falta de semáforos, somado com obstrução da rua, tornou incidentes de trânsito comuns na região.

Os moradores aguardam a resolução deste problema. Retornaremos em breve com o assunto, assim que obtivermos resposta da empresa e da Guarda Municipal de São Bernardo do Campo.