LIQ abre 100 vagas em São Paulo

LIQ abre 100 vagas para função de Atendimento Receptivo Bancário na região do Brás na capital de São Paulo. A Empresa disponibiliza vários benefícios entre eles são: GYMPASS, Vale Transporte, Assistência Médica, Assistência Odontológica, Segura de Vida, Empréstimo Consignado (a partir do 6º mês de empresa).

Vagas de hoje 18 de março 2021

Pensando em mudar de carreira ou se preparar melhor para entrevistas de emprego? Conheça a RC Locus, referência em Recrutamento & Seleção, em todos os níveis.

Quais os requisitos?

Atendimento Receptivo Bancário – TARDE E NOITE: Necessário ter Ensino Médio Completo ter um boa digitação e comunicação. O salário base para a função é R$ 1.079,56 reais e trabalhar com a escala 6×1 com folgas alternada entre sábados e domingo (Efetivo – CLT) e para os candidatos a empresa disponibiliza também, Plano de Carreira e parcerias com instituições de ensino para descontos (cursos universitários, escolas de idiomas etec…)

OBS: Apenas divulgamos as vagas, não solicitamos nenhum dado pessoal ou currículo. Nos canais abaixo compartilhamos mais publicações sobre vagas, NUNCA exigimos cadastro no Jornal Grande ABC. Responsabilidade das ofertas é por parte dos contratantes.

Como se candidatar?

A LIQ utiliza o recrutamento online em https://liq.pandape.com.br/Detail/79272 , conforme indicado em seu site oficial. Neste site, selecione o Estado de São Paulo e a sua cidade, em seguida. Verás estas e mais oportunidades, de acordo com a disponibilidade da empresa. Lembrando, estas vagas são para o recrutamento online, não há informação sobre recebimento do currículo físico nas lojas.

Conheça todos nossos canais (Whatsapp, Telegram, Facebook, Buscador): https://jornalgrandeabc.com/inicio/nossas-redes-sociais/

Vagas de hoje 17 de março 2021

Conheça nossa parceria com o site Lista de Vagas. Visite e confira mais vagas verificadas e reais.

Mais Vagas no Grande ABC

Gostou “LIQ abre 100 vagas em São Paulo”?

LIQ abre 100 vagas em São Paulo

Assine nossa Newsletter e receba nossas publicações em seu email assim que corrige online em nosso site. Aproveite e leia sobre Carreiras e Trabalho , com os ensinamentos de Rogério de Caro.

Junte-se a 1.098 outros assinantes

Violação de dados no Brasil custou mais de R$ 5 milhões na média por cada, diz IBM

Ao mesmo tempo em que o cotidiano e as relações se tornam cada vez mais digitais, os cibercrimes consomem energia, tempo e dinheiro de empresários e de pessoas físicas também. No quesito impacto nas finanças, aliás, o custo médio global de violações registradas entre agosto de 2019 e abril do ano passado, ou seja, nove meses, foi de quase 3,86 milhões de dólares, conforme a 15ª edição do relatório anual do Ponemon Institute, publicada pela IBM Security, que ouviu 524 organizações de 17 países e regiões distintas. No Brasil, o custo médio da violação de dados é de R$ 5,88 milhões (cerca de US$ 1,12 milhão) e vem crescendo: registrou um aumento de 10,5% em relação ao ano anterior, que era de R$ 5,32 milhões.

Violação de dados no Brasil custou mais de R$ 5 milhões na média por cada, diz IBM

Gráfico: Custo total médio de uma violação de dados por país ou região, incluindo o Brasil. (Imagem em alta no link ao final do texto).

Para acessar o relatório completo, acesse o link: https://www.ibm.com/downloads/cas/RZAX14GX

De tão sério, o assunto ganhou data comemorativa. No dia 28 de janeiro é celebrado, no mundo, o Dia Internacional da Proteção de Dados. “Medo, nunca, mas, atenção, sempre”, alertou Andréa Thomé, diretora de Soluções de Cybersecurity da Everis. “Sejamos críticos e atentos o tempo todo. Nossos dados são uns de nossos bem maiores”, completou a gerente de Segurança da Informação do Banco Safra, Paula Rodrigues. O conselho das profissionais foi dado durante uma live promovida pelo Banco Safra, transmitida pelos canais da instituição. Em pauta, a proteção dos dados bancários, um dos grandes alvos de cibercriminosos. 

Violação de dados no Brasil custou mais de R$ 5 milhões na média por cada, diz IBM

Conforme Sandro Süffert, fundador e diretor da Apura Cybersecurity Intelligence – uma das maiores empresas de inteligência cibernética do Brasil –, nos últimos 12 meses, dados de órgãos, sites de e-commerce, de mídia social e de telecomunicações vazaram no país. Sandro também participou da live e, segundo ele, existe um processo de enriquecimento do crime organizado a partir dos dados roubados. “Com o processo de digitalização crescente e maximizado ainda mais pela pandemia (da Covid-19), há uma necessidade de troca de informação e não necessariamente se tem os cuidados para garantir a integridade dos dados. É um problema global e realidade no país”, alertou.

Lilian Rodas, do Banco Safra, lembrou, também, que os dados sozinhos não podem ser usados para uma fraude bancária, por exemplo, mas “se consegue usar essa informação para fazer uma engenharia social e capturar as informações sensíveis, como a senha, o número de cartão”. “Você acha que está falando com um banco e aí você passa todas as informações”, alertou. Navegando bem abaixo da superfície, os ambientes da deep e dark web mantêm um ecossistema mundial, em que os dados são trocados ou vendidos. É o famoso mercado alternativo, que se beneficia da compra e das fraudes usando esses dados.

A apropriação de dados acontece na fragilidade. As plataformas guardam informações, mas podem ocorrer brechas. O ataque exige conhecimento do atacante (o popular hacker) e, além disso, conhecimento de que essas vulnerabilidades existem. Às vezes, se levam meses e até anos para o levantamento de todas as informações. Funcionários com acesso aos dados, usando de má-fé, são responsáveis, também, por uma parcela de roubos, mas, em menor escala. “O vazamento pode ser motivado por ‘n’ autores. Vivemos a era digital e, ao mesmo tempo, vivemos a guerra cibernética envolvendo uma série de fraquezas do ambiente tecnológico que pode ser explorada”, destaca Andréa.

Independente do atacante, normalmente os agentes estudam o comportamento do usuário, a exemplo do famoso hacker Kevin Mitnick, que começou sua “carreira” encontrando primeiro no lixo e depois nos computadores de grandes empresas as informações que precisava para invadir o ambiente. Sites oferecendo prêmios, dinheiro de leilões, e-mail sobre alguma herança, na maioria absoluta das vezes, são armadilhas, conforme apresentaram os debatedores da live. “É importante que a população entenda que quanto mais fácil pareça aquele ganho, maior risco. É importante saber se as informações são íntegras, antes de embarcar nessa situação”, disse Paula.

LGPD veio para ajudar

Aprovada em 2018 e valendo no Brasil desde então, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) colocou o país ao lado de mais de 100 nações, estabelecendo limites e condições sobre a coleta, a preservação e o tratamento das informações pessoais. O documento facilitou a defesa das empresas e de usuários comuns que, como a Lei estabelece, podem registrar o furto de informações nas delegacias da Polícia Civil. A partir disso, uma investigação para apurar o crime tem início. Mas, lembraram os debatedores, evitar chegar a esse ponto ainda é o melhor caminho.

“Na área da segurança a gente sempre fala que é importante você também ser uma barreira para evitar que esses dados sejam fornecidos assim, caindo no colo de alguém que não tem boa intenção”, ressalta Sandro. “Sempre tem um jogo de gato e rato, uma situação de brechas. Com a LGPD, você tem um impacto grande no faturamento de dados, o que, dependendo do valor, pode ser vida ou morte, no caso de dados das empresas”. Além de respaldo, a Lei empodera. “Ela [a Lei] nos dá o poder de questionamento. Hoje, se nos perguntam o número do CPF para um desconto num medicamento, por exemplo, a gente pergunta: por que você precisa do CPF?”, completa Paula.

E se os meus dados vazaram?

Mas, e se mesmo fazendo a lição de casa, seus dados vazaram? “Não entre em pânico. Se vazou o número de telefone, vão te ligar. Se vazou um número de telefone residencial, vão te ligar também. Vai ser preciso ir gerenciando a situação”, explica Andréa. Há ainda outros procedimentos a serem feitos, entre eles, a troca das senhas principais de acesso aos sites mais utilizados e dos bancos que se tem contas e, claro, o registro do crime na Polícia.

O prejuízo para as empresas pode ser um pouco maior, por isso, se elas forem vítimas de violação de dados, é importante que tornem o assunto público, comuniquem seus reguladores e, especialmente, seus clientes, para que nenhuma euforia por conta disso seja criada.

Além disso, ter uma ação preventiva faz a diferença. Mas, como? No caso de pessoa física, vale, por exemplo, evitar exposição demais na rede social. Tudo o que é compartilhado pode ser usado a favor dos atacantes. Suprimir a informação de nomes e grau de parentesco, bem como a identidade das instituições onde estuda ou estudou e empresas onde trabalha ou trabalhou, é prudente. Usar com moderação, é o mais indicado.

Para as empresas, os passos precisam ser mais robustos. “A tecnologia está à nossa disposição. São mais de 1.200 players de segurança. De fato, o Brasil tem opções e está preparado neste sentido, mas não exatamente em realizações”, aponta Andréa. Se custar muito ao plano financeiro da empresa, vale apostar em outras frentes, como ficar atento às experiências de invasões internacionais e monitorar o avanço delas entre os países. “Não pense que vai acontecer só na China ou nos Estados Unidos. É ideal fortalecer as defesas dos ambientes internos de segurança, o que melhora a resiliência frente aos ataques.”

Conheça 10 maneiras de proteger seus dados:

1 – Não digite senha, e-mail ou telefone em qualquer site. Desconfie primeiro.

2 – Perceba falhas em sites que se mostram oficiais. Procure erros na logomarca, nas cores e até na escrita.

3 – Se perguntarem seu CPF ou outro dado pessoal em algum estabelecimento, questione o motivo e só revele a informação caso se sinta confortável.

4 – Não abra um e-mail enviado por um endereço desconhecido.

5 – Não baixe arquivos de sites estranhos.

6 – Use uma senha forte + uma confirmação de que é você mesmo (se possível, aposte na biometria).

7 – Desconfie do que chega até você de maneira muito sedutora (promoções, produtos muito baratos, herança, saque de dinheiro).

8 – O golpe pode envolver a família: atacantes usam informações de parentes, como nome e grau de proximidade, para, se passando por eles, pedir número de documentos e senhas.

9 – Trate do tema no ambiente familiar, orientando, especialmente as crianças, jovens e idosos.

10 – Use a tecnologia a seu favor, se informando sempre sobre o tema da segurança de dados.

SERVIÇO

Para aprender enquanto se diverte:

Filme: Caçada virtual

Livros: A arte de enganar e a Arte de invadir

Gostou “Violação de dados no Brasil custou mais de R$ 5 milhões na média por cada, diz IBM”?

Violação de dados no Brasil custou mais de R$ 5 milhões na média por cada, diz IBM

Assine nossa Newsletter e receba nossas publicações em seu email assim que estiverem online em nosso site. Aproveite e leia sobre Carreiras e Trabalho, com os ensinamentos de Rogério de Caro. Veja também as últimas notícias da região e do Brasil.

Junte-se a 1.098 outros assinantes

Santander oferece bolsas de especialização e vagas em TI

A área de tecnologia é o foco das bolsas de especialização, na qual o Santander oferece 50 mil bolsas. Com recursos online e duração de 75 dias, o Bootcamp será dinâmico e voltado para as transformações digitais do banco. As áreas do Santander Universidades, Tecnologia da Informação e Recursos Humanos são responsáveis por promover o bootcamp da empresa. Ainda, há centenas de vagas efetivas, a maioria na área tecnológica, em sua plataforma de recrutamento.

As inscrições estão abertas para o Santander Bootcamp, até 3 de junho e devem ser feitas na plataforma do Santander Becas (clique aqui). Esta modalidade de treinamento tem sido muito utilizado na área de TI, pois dispõem de metodologia na qual as cargas prática e teórica ocorrem em ambiente de imersão, agilizando a formação profissional.

Os jovens interessados em tecnologia e com desejo de desenvolverem seus conhecimentos são o público-alvo da capacitação oferecida pelo Santander no Brasil, pensando no ingresso destes no mercado de trabalho.

O Santander Universidades promoverá diversas oportunidades destinadas para o ambiente da tecnologia, focado na transformação digital do próprio Banco. No final do programa, os participantes que mais se destacarem serão convidadas a participar de processos de seleção internos.

O Santander Bootcamp terá desafios nas linguagens fullstack, java+angular, mobile kotlin. O curso também oferece mentorias e jornadas colaborativas com profissionais de destaque do Santander.

Vagas de hoje 18 de março 2021

Pensando em mudar de carreira ou se preparar melhor para entrevistas de emprego? Conheça a RC Locus, referência em Recrutamento & Seleção, em todos os níveis.

Como se candidatar para vagas efetivas?

O Santander Brasil possui atualmente centenas de vagas de tecnologia. As oportunidades estão disponibilizadas para seleção no recrutamento da empresa, em https://santander-tech.gupy.io. Caso tenha dúvidas, consulte nosso tutorial sobre como cadastrar seu currículo no Gupy.

Conheça todos nossos canais (Whatsapp, Telegram, Facebook, Buscador): https://jornalgrandeabc.com/inicio/nossas-redes-sociais/

Mais Vagas no Grande ABC

Vagas de hoje 17 de março 2021

Conheça nossa parceria com o site Lista de Vagas. Visite e confira mais vagas verificadas e reais.

Gostou da nossa matéria “Santander oferece bolsas de especialização e vagas em TI“?

Santander oferece bolsas de especialização e vagas em TI
Santander bank logo is seen in Krakow, Poland on February 5, 2020. (Photo by Jakub Porzycki/NurPhoto via Getty Images)

Assine nossa Newsletter e receba nossas publicações em seu email, fique ligado nas notícias e matérias do jornal assim que estiverem online. Então, aproveite e leia as Últimas Notícias. Conheça nosso parceiro Dica App do Dia.

Junte-se a 1.098 outros assinantes

Roubo de criptomoedas: como se defender?

Os ciberataques envolvendo roubo de criptomoedas – como as bitcoins, a mais famosa delas – se tornaram mais recorrentes durante a pandemia de Covid-19 e devem estar no foco das atenções de corporações de segurança cibernética, governos e sociedade em 2021. O primeiro passo é compreender o modus operandi desse tipo de investida, para saber como se prevenir e se defender.

Com mais de 25 anos de experiência em cibersegurança, Sandro Süffert ressalta que o problema ocorre em escala global, e o Brasil não está imune. Süffert é fundador e CEO da Apura, empresa brasileira especializada em prevenção, monitoramento e combate a ciberataques. A equipe de especialistas da Apura elaborou uma lista com as formas mais comuns de ocorrências envolvendo as criptomoedas:

1. Phishing, a forma preferida

A forma mais comum continua sendo o phishing, ataque em que o criminoso envia um e-mail, SMS ou mensagem em rede social contendo um link malicioso que, quando clicado, leva a vítima para um site falso. Assim, toda negociação de criptomoedas que essa pessoa realizar no site será enviada para a carteira do criminoso. Portanto, muito cuidado com mensagens que receber. Antes de clicar em qualquer link, certifique-se da veracidade.

2. Perfis falsos

Outra modalidade que tem se tornado bastante comum é a de perfis falsos em redes sociais, se passando por pessoas de destaque no mundo da negociação de criptomoeda. Esses perfis oferecem falsas oportunidades. Um exemplo recorrente: se a vítima depositar certa quantia em criptomoedas na carteira do suposto negociador, receberá o valor dobrado em determinados dias. A pessoa que fizer o depósito, obviamente, jamais receberá a quantia e ainda terá perdido o valor depositado. Caso seja contactado por ofertas assim, não efetue depósito algum.

3. Aplicativos falsos

Há também aplicativos falsos, para dispositivos móveis, que remetem a lojas alternativas de aplicativos. Esses aplicativos falsos se passam pelos legítimos de empresas respeitáveis no ramo das criptomoedas. Porém, quando a vítima instala um deles em seu dispositivo, todas as negociações realizadas por meio do aplicativo falso serão desviadas para o criminoso responsável. Às vezes, até mesmo um aplicativo com todos os requisitos de legitimidade é usado para desviar recursos. Em março, um aplicativo encontrado na App Store da Apple, que supostamente deveria ser utilizado para checar o saldo de contas em Bitcoins em dispositivos da empresa Trezor, foi utilizado para desviar mais de 600 mil dólares de um investidor que baixou o aplicativo acreditando estar seguro. A orientação é baixar aplicativos sempre a partir de lojas oficiais, ou dos sites da própria fornecedora do aplicativo. E mesmo aplicativos de procedência certa só devem ser baixados quando se tiver a certeza da idoneidade dos desenvolvedores, pois muitas vezes eles fazem uso de brechas para enviar aplicativos maliciosos para as lojas oficiais.

4. Uso de malwares

Existem ainda ataques mais sofisticados que envolvem o uso de malwares para realizar o roubo das criptomoedas. Estes malwares são desenvolvidos exclusivamente com esse objetivo. Eles podem atuar de diversas formas: substituindo páginas legítimas que a vítima acessa por versões falsas controladas pelos criminosos; podem trocar endereços para transação copiados de alguma página para a área de transferência por endereços definidos pelos atores; roubar as chaves de acesso das vítimas às carteiras de criptomoedas; podem, inclusive, desviar recursos computacionais do sistema da vítima para minerar criptomoedas sem que ela tenha conhecimento disso.

Um malware recém-descoberto pela empresa Avast foi o HackBoss, que acredita-se já ter faturado mais de 600 mil dólares com o roubo de criptomoedas. Quando o HackBoss é executado, ele busca por endereços de carteiras digitais com criptomoedas. O endereço dessas carteiras é copiado para a área de transferência e quando o malware detecta o endereço de uma outra carteira, substitui, desviando estes recursos para os criminosos. Para evitar cair nessa armadilha, confirme a veracidade de sites e e-mails, desconfiando de mensagens propondo vantagens ou supostamente amigáveis. Em casos suspeitos, nunca forneça senhas e nem outros dados. Ferramentas de proteção em seu dispositivo também ajudam na prevenção.

5. Sequestro de dados

Além do roubo de criptomoedas, outra frente de ataques envolvendo moedas digitais ocorre quando o criminoso exige o pagamento de dados sequestrados por meio de criptomoedas propriamente ditas. Segundo a equipe da Apura, a exigência de pagamento de resgate de dados sequestrados por meio de criptomoedas é uma estratégia para evitar a rastreabilidade e, por consequência, dificultar a identificação dos promotores dos ciberataques.

Sandro Süffert ressalva que o fato de as criptomoedas figurarem como ferramenta ou alvo cada vez mais preferidos por cibercriminosos não significa que as moedas digitais sejam, por natureza, vulneráveis. O que ocorre é o constante movimento de sofisticação dos ciberataques – os criminosos regularmente procuram alternativas para pôr em prática suas investidas.

O especialista cita o exemplo do Pix, sistema adotado pelo Banco Central do Brasil, de reconhecida segurança e eficiência. Justamente pela confiabilidade, atrai usuários e, por tabela, faz os cibercriminosos identificarem um nicho potencial para suas ações.

Por isso, reforça Süffert, a segurança cibernética deve envolver participação, cooperação e envolvimento de vários atores sociais – governos, empresas e sociedade de uma forma geral. “Precisamos desenvolver uma cultura de cibersegurança”, assinala.

MAIS INFORMAÇÕES

Gostou de “Roubo de criptomoedas: como se defender?“?

Roubo de criptomoedas: como se defender?
Sandro Suffert, da Apura S/A. Foto: Divulgação

Assine nossa Newsletter e receba nossas publicações em seu email, fique ligado nas notícias e matérias do jornal assim que estiverem online. Então, aproveite e leia as Últimas Notícias. Conheça nosso parceiro Dica App do Dia.

Junte-se a 1.098 outros assinantes

Vagas no mercado financeiro: área de investimentos aquece contratações

Santander, Itaú, Bradesco, cooperativas, corretoras e bancos digitais movimentam as contratações para vagas no mercado financeiro em busca de especialistas e assessores de investimentos

O LinkedIn fez um estudo e elencou os 15 setores que mais cresceram entre abril e outubro de 2020 e que despontam como tendência para 2021. O mercado financeiro foi destaque na oitava colocação com o crescimento das contratações na área de investimentos. Se por um lado as vagas operacionais perdem posto para a automação de processos, as instituições financeiras estão à procura de mão de obra especializada e dispostas a remunerar muito bem os novos contratados – que segundo o Guia Salarial 2021 da consultoria global de recursos humanos Robert Half, recebem salários a partir de R$ 7,9 mil por mês.

Só a XP Investimentos recrutou 500 novos assessores de investimentos em outubro de 2020. O Itaú anunciou que planeja contratar 1.700 especialistas em investimentos até 2022. A maré alta de vagas é reflexo do aumento do interesse do brasileiro sobre como investir mais e melhor os seus investimentos, para proteger seu patrimônio e ter segurança em momentos de incertezas, como na pandemia.

Para atender a demanda, o atendimento à moda antiga na mesa do gerente (muitas vezes despreparado e sem nenhuma certificação financeira no currículo) não basta. “O mercado precisa de especialistas e assessores de investimentos que tenham, além de certificações como CEA e Ancord, conhecimento específico sobre produtos financeiros, domínio de habilidades técnicas e comerciais para prestar o atendimento que o investidor quer e precisa. Hoje o cliente tem acesso livre à informação, é inadmissível que ele seja atendido por alguém que saiba tanto quanto ou menos sobre investimentos”, pontua o CEO do Grupo EMB, o economista Fabio Louzada, cocriador do Programa Advisor de Alta Performance (PAAP).

A abertura e retomada de processos seletivos em diversas instituições mostra o aquecimento das contratações no mercado financeiro. O Santander prevê a abertura de vagas na área de investimentos e pretende aproveitar os contratados atuais em cargos de especialistas nos escritórios recentemente abertos. “O Santander e o Itaú estão bem acelerados em relação a essas contratações, são bancos quem vem sofrendo a alguns anos com desfalques importantes no que diz respeito a resgates vindos principalmente de corretoras”, analisa o head da EMB Carreiras, o consultor de carreiras Ronaldo Cerqueira.

Bradesco fica um pouco atrás no volume de contratações devido a cultura do banco de valorizar os times internos e da crescente cobrança para que os profissionais tirem certificações financeiras. Mesmo assim, segundo Ronaldo Cerqueira, já surgiram as primeiras contratações depois de um período de congelamento. “Muitas pessoas aprovadas em antigos processos seletivos começaram a ser chamadas, e com base no perfil das vagas fica claro que o foco é turbinar a área de investimentos”.

Contratações a vista também fora dos “bancões”

Dentre as cooperativas de crédito, o Sicredi avança a passos largos para conquistar a preferência do investidor. A instituição aposta no desenvolvimento de produtos de investimentos mais atrativos, ampliou a presença física e está contratando reforços para o time comercial para atrair novos clientes.

Os bancos digitais e cooperativas não ficam atrás na oferta de oportunidades de emprego. O Banco Inter está estruturando o seu portfólio de produtos de investimentos e prospecta profissionais com certificação CEA (Certificação ANBIMA de Especialistas em Investimento) para elevar a régua no atendimento qualificado aos investidores de média e alta renda.

O banco de investimento Modal figura entre os grandes empregadores do setor, com contratações voltadas também para a área de experiência do cliente. A XP Investimentos, destaque pelo volume de contratações em 2020, segue o plano de expansão no varejo e no segmento empresas e está contratando muitos profissionais egressos dos bancos, oferecendo salários e planos de remuneração variável interessantes para pessoas físicas e jurídicas.

O BTG Pactual aposta na tecnologia para melhorar a experiência do investidor em paralelo com o suporte de consultores gabaritados. “O BTG pretende seguir como um dos maiores empregadores para quem quer trabalhar com investimentos. Dos alunos que ingressaram no PAAP no final de 2020, 11 foram contratados pelo banco, conhecido pelo seu processo seletivo exigente”, afirma Fabio Louzada, que destaca o caso da aluna Thamires Rica, ex-cabeleireira que retornou aos estudos através do programa de formação, conquistou uma certificação financeira e foi inserida no mercado de trabalho.

Banco Safra, que lançou recentemente o seu banco digital, está contratando profissionais com experiência no mercado, bons relacionamentos e expertise em prospecção não só em São Paulo, mas também em outras praças.

O Magalu, apesar de não seguir a linha das demais instituições citadas, é outro empregador que os candidatos devem ficar de olho: depois de criar um grupo de consórcio para financiar a compra de máquinas agrícolas e criar um plano de vendas voltado para os drones agrícolas, a empresa está estreitando cada vez mais os laços com o mercado financeiro. “O Magalu tem uma infraestrutura de fintechs de fazer inveja em muitos bancos!”, revela o consulto Ronaldo Cerqueira, que completa que tanto o Magalu quanto o Banco Carrefour são boas alternativas a médio prazo para quem trabalha no mercado financeiro.  

Vagas no mercado financeiro: área de investimentos aquece contratações
Vagas no mercado financeiro. Foto: Saulo Mohana/Unplash

Gostou da nossa matéria “Vagas no mercado financeiro: área de investimentos aquece contratações“?

Assine nossa Newsletter e receba nossas publicações em seu email, fique ligado nas notícias e matérias do jornal assim que estiverem online. Então, aproveite e leia as Últimas Notícias e mais vagas de emprego abertas. Conheça nosso parceiro Dica App do Dia.

Junte-se a 1.098 outros assinantes

Golpes antigos que voltaram a crescer com o PIX

William Ribeiro, CEO do Dinheiro Com Você, alerta sobre golpes antigos que voltaram a crescer com o PIX. Educador financeiro afirma que a possibilidade da transferência instantânea, que acaba de ganhar um limite ainda maior aprovado pelo Banco Central, fez crescer as tentativas de golpes. Ele explica como as pessoas mal-intencionadas agem e dá dicas de como se proteger

Não importa se você se considera uma pessoa muito bem-informada e blindada contra qualquer tentativa de golpes. Na verdade, o efeito é justamente o contrário: isso pode lhe deixar ainda mais vulnerável, devido a uma falsa sensação segurança.

É o que alerta William Ribeiro, educador financeiro e CEO do Dinheiro Com Você, que ensina algumas maneiras de evitar quatro golpes que têm crescido proporcionalmente ao aumento da popularidade do Pix.

“Ao mesmo tempo em que o Pix tem se tornado extremamente comum nas transações e pagamentos dos brasileiros, é uma tecnologia ainda nova. Isso significa que nem todo mundo entende e domina o seu funcionamento.

Eis então a grande janela de oportunidade para os bandidos e o motivo de tanta gente estar caindo em golpes antigos. São histórias que parecem impossíveis de acreditar, mas que a falta de atenção, a correria do cotidiano ou mesmo a ganância, acabam colaborando para que a gente forneça nossas informações pessoais e financeiras a quem não deveríamos”, revela Ribeiro.

Golpe 1: Whatsapp clonado

O educador financeiro tem alertado em seu canal no YouTube que escolher o número do telefone celular como chave para o Pix não é uma boa ideia. “Qualquer pessoa que tenha acesso ao seu número de celular (capturado em um grupo de Whatsapp, por exemplo) pode simular uma transferência via Pix. E pronto: passa a ter acesso ao seu nome completo e o banco no qual você tem conta”.

E ele explica qual é o risco do acesso a essas informações. “Sabendo que você é correntista de um determinado banco, o trabalho do golpista é facilitado. Ele pode fazer o contato, já informando previamente algumas informações bancárias suas. Em alguns casos, pode ligar inclusive de um número clonado do próprio banco em que você tem conta, dizendo que foram identificadas transações suspeitas no seu extrato”.

E é nessa hora, quando ele conquista sua atenção e a sua confiança, que vai dar a cartada final. “O falso funcionário do banco dirá que, por motivos de segurança, você receberá um código por SMS no seu celular. Na maioria dos casos, se trata do código do Whatsapp, com o qual o golpista poderá “sequestrar” a sua conta no aplicativo, podendo se passar por você para aplicar golpes em seus amigos e familiares”, explica.

– Como se proteger

Para evitar esse tipo de problema, Ribeiro lembra que você deve habilitar a autenticação em duas etapas criando um “pin”, como se fosse uma segunda camada de segurança, uma senha com seis números. “Se alguém tentar clonar seu Whatsapp, mesmo que tenha acesso ao código que recebeu pelo SMS, sem o pin, ele não vai conseguir”.

Golpe 2: Whatsapp falso

Já que muitas vezes o golpista não consegue roubar o acesso ao seu Whatsapp, eles foram além: que tal criar uma nova conta, também se passando por você? Neste caso, é criada uma conta com um número diferente, porém, utilizando uma foto sua (que ele consegue facilmente em qualquer rede social).

A partir de então, ele segue o mesmo script para aplicar golpes: entra em contato com amigos e familiares, pedindo dinheiro por meio de transferências pelo Pix, informando uma chave ou enviando um QR Code.

– Como se proteger:

“Se algum conhecido entrar em contato de um jeito estranho, contando uma história qualquer, dizendo estar precisando de dinheiro, fique atento! O melhor é entrar em contato com a pessoa por uma linha de telefone que não seja via Whatsapp para confirmar se o contato foi feito por ela mesma.”

Ribeiro ainda explica porque apenas confirmar que o número do celular está correto não é uma forma segura de proteção. “Se você confirmou que o telefone que entrou em contato com você é realmente da pessoa, lembre-se, ela pode estar sendo vítima do golpe 1, com seu Whatsapp sendo clonado. Por isso, em todos os casos, procure sempre fazer contato com a pessoa por telefone”.

Golpe 3: Falso funcionário do banco

Nessa modalidade, o golpista também entra em contato com você, fingindo ser um funcionário do banco. No entanto, ao contrário do primeiro golpe que Ribeiro comentou, neste caso ele não está interessado em clonar o seu Whatsapp.

“Dessa vez, ele vai te dizer que entrou em contato para lhe ajudar a cadastrar ou a confirmar a sua chave Pix na instituição em que você tem conta. E eles podem ser tão convincentes a ponto de até colocar uma gravação ao fundo, como se fosse a movimentação de uma operação de telemarketing, com pessoas falando e digitando. Mais uma vez, ele conquistou sua atenção e sua confiança e vai pedir para fazerem um teste que envolve o envio de dinheiro. E se isso acontecer com você, saiba que esse valor você nunca mais verá de volta”, reforça o educador financeiro.

– Como se proteger:

Este é um procedimento que não existe em nenhuma instituição bancária. “Pode ter certeza, funcionário de banco nenhum liga para você para resolver qualquer problema de Pix. Nessa situação, é só ficar atento em caso de um contato como esse que solicite suas informações pessoais. Desconfie e nunca faça qualquer transferência para quem não conhece”.

Golpe 4: Bug no Pix

Dessa vez, o golpista consegue enganar principalmente as pessoas mais gananciosas. “Ao serem apresentadas a uma possível chance de dinheiro fácil, pessoas nesse perfil se tornam uma isca fácil, afinal a atenção é direcionada apenas ao objetivo final, o dinheiro, sem prestar atenção que o caminho até lá é um tanto quanto suspeito”.

Ribeiro explica como funciona. “Você recebe um contato, uma mensagem por Whatsapp ou um e-mail, dizendo que naquele momento ocorreu um bug no Pix. Alguém teria percebido que, ao fazer uma transferência, o dinheiro voltaria em dobro para a sua conta. Essa pessoa fictícia, muito “gentilmente”, resolve passar a dica para frente para que todo mundo, assim como ele, tenha a oportunidade de lucrar com esse problema técnico”.

– Como se proteger:

A solução para este problema é muito simples: “não existe dinheiro fácil e nem mágica, desconfie sempre”.

Engenharia social

Essa metodologia que os golpistas usam para nos convencer já tem até um nome, chama-se “engenharia social”. “Trata-se da habilidade de conseguir informações confidenciais por meio de técnicas de persuasão. Eles usam isso para conseguir que você forneça os seus dados ou para pedir que seus contatos enviem dinheiro”.

E o educador financeiro destaca que, pelo jeito, “eles ficam cada vez melhores nisso, afinal, o número de golpes só cresce porque eles encontram quem dá oportunidade de ser enganado.  Além disso, uma outra forma de não ser passado para trás é sempre estar atento ao nome completo e dados bancários da pessoa para quem está fazendo a transferência. Ao colocar a chave no aplicativo ou site do banco, todas essas informações são apresentadas na tela”.

Sobre William Ribeiro

William Ribeiro é CEO do Dinheiro Com Você, empresa de consultoria, treinamento e Educação Financeira, focada em finanças pessoais e investimentos, além de uma produtora de conteúdo multiplataforma da qual faz parte um dos maiores e mais importantes canais de educação financeira do pais: www.youtube.com/dinheirocomvoce.

Possui título de MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e é graduado em Engenharia da Computação pelo Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel). Sua experiência de mais de 20 anos no empreendedorismo lhe trouxe a independência financeira e o consequente maior propósito da sua vida: levar seu conhecimento adiante, ajudando milhares de pessoas a terem uma vida financeira mais próspera.

Além de especialista no mercado financeiro, William também é autor e prepara o lançamento de seu primeiro livro (pela Alta Books) sobre o tema, uma publicação alinhada com o propósito de todo o seu trabalho que é desmistificar os investimentos no Brasil.

Gostou da nossa matéria “Golpes antigos que voltaram a crescer com o PIX“?

Golpes antigos que voltaram a crescer com o PIX
William Ribeiro, educador financeiro e CEO do Dinheiro Com Você
Foto: Divulgação

Assine nossa Newsletter e receba nossas publicações em seu email, fique ligado nas notícias e matérias do jornal assim que estiverem online. Então, aproveite e leia Notícias. Conheça nosso parceiro Dica App do Dia.

Junte-se a 1.098 outros assinantes

Auxílio Emergencial 2021: lista de aprovados

A partir desta sexta-feira (2) os trabalhadores que se inscreveram pelos meios digitais da Caixa Econômica Federal, assim como os integrantes do Cadastro Único do Governo Federal, poderão conferir se têm direito a receber o auxílio emergencial em 2021.

O ministro da Cidadania, João Roma, afirmou que a previsão é de que, este ano, sejam pagas quatro parcelas, com valores de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375, a depender da situação de cada família. Ainda segundo o ministro, haverá limitação de um benefício por família. A previsão é de que a medida abranja mais de 45 milhões de pessoas, ou seja, cerca de 22 milhões a menos do que no auxílio emergencial de R$ 600, pago em 2020.

“Aqueles que estavam aptos, em dezembro, permanecem recebendo o auxílio, com exceção dos que foram identificados com itens que não permitem o ingresso na lista para receber o auxílio em 2021. Mas, sem dúvida nenhuma, mais de 40 milhões de famílias que passam por situações muito sofridas nesse momento, poderão ter acesso ao benefício do auxílio emergencial em 2021”, salienta.

Um dos critérios para receber o benefício é ter feito parte do auxílio anterior e, portanto, já está inscrito nos cadastros públicos usados para a análise dos pedidos. Sendo assim, a pessoa que não faz parte dos cadastros não receberá uma das quantias previstas.

Auxílio Emergencial 2021: lista de aprovados

Inicialmente, a previsão do governo era de que a verificação poderia ser feita a partir desta quinta-feira (1/04). No entanto, a liberação para saber quem terá direito ao benefício foi adiado para esta sexta-feira (2). Para saber se está apto a receber um dos valores previstos, os trabalhadores devem informar o CPF, nome completo, nome da mãe e data de nascimento. Outro meio de consulta é pelos canais auxilio.caixa.gov.br ou pelo telefone 111.

Continuidade do auxílio emergencial

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (31) a volta do auxílio emergencial. O pagamento do benefício está previsto para iniciar na terça-feira (6/04) da próxima semana. O anúncio foi feito após reunião entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, o ministro da Cidadania, João Roma, e os presidentes da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, e da Dataprev, Gustavo Canuto.

Segundo Bolsonaro, apesar de o auxílio voltar a ser pago à população, o Brasil precisa acabar com a política de lockdown. Além disso, o chefe do Executivo afirma que o país avança nos projetos de aplicação de vacinas contra a Covid-19 e defendeu a retomada das atividades de forma segura.

“O governo sabe que não podemos continuar por muito tempo com esses auxílios, eles geram custos para toda a população e podem desequilibrar a nossa economia. Nós queremos, realmente, voltar à normalidade o mais rápido possível. Mas, fazemos o possível para atender a população com vacina. Agora, repito, o Brasil tem que voltar a trabalhar”, pontuou.

A consulta deverá ser feita pelo site: consultaauxilio.cidadania.gov.br/.

Fonte: Brasil 61

Gostou de “Auxílio Emergencial 2021: lista de aprovados?

Então, aproveite e assine nossa newsletter e seja noticiado assim que publicarmos novas matérias! Ah, leia mais sobre o que acontece no ABC Cidades todo dia no Grande ABC.

Junte-se a 1.098 outros assinantes

Programa Jovem Aprendiz Itaú com inscrições abertas

Está com inscrições abertas o Programa de Jovem Aprendiz do Itaú. Importante alertar que o único meio de participação é através da plataforma 99jobs, canal oficial e indicado no site do banco (link no final da matéria). Qualquer outra referência, agência de recursos humanos ou pessoas que se apresentem como representantes não estão habilitadas para realizar inscrições ou cadastros.

O Programa tem duração de até 2 anos, com  jornada de trabalho de até 6 horas diárias e conta com mais de 800 horas de capacitação teórica (direitos humanos, educação ambiental, relacionamento com o cliente, tecnologia, mercado financeiro, informática, habilidades comportamentais, entre outros). O aprendiz pode atuar na Rede de Agências ou na Administração Central. As vagas são de acordo com disponibilidade em todo o país.

Grupo de divulgação de vagas no Facebook (clique aqui)
Canal de divulgação de vagas no Telegram (clique aqui)

Para se candidatar, é necessário ter entre 16 e 22 anos, preferencialmente mais de 18 anos para agências (não existe limite de idade para pessoas com deficiência). Também é exigido que o candidato esteja no Ensino médio, em curso ou concluído, e será diferencial se estiver cursando o Ensino Superior. Não é requisito, mas haverá prioridade para jovens em situação de vulnerabilidade social e da rede pública de ensino.

O programa de jovem aprendiz conta com as etapas de inscrições e aplicação de testes online; Em seguida, entrevista coletiva e dinâmica de grupo (provavelmente seguirá online, durante toda vigência da pandemia); Dando prosseguimento, haverá entrevista individual ou dinâmica de grupo com a liderança da área; Por fim, o processo de admissão.

Ficou interessado? Entre na página https://www.99jobs.com/itau-unibanco/jobs/92973-programa-jovem-aprendiz e faça seu cadastro. Não há prazo para encerramento do Programa Jovem Aprendiz Itaú, porém é bom que já tenha seu realizado os processos iniciais e fique no aguardo, a qualquer momento poderá ser convocado.

USE NOSSO BUSCADOR DE VAGAS

Gostou “Programa Jovem Aprendiz Itaú”?

Programa Jovem Aprendiz Itaú

Assine nossa Newsletter e receba nossas publicações em seu email. Aproveite e leia sobre Carreiras e Trabalho, com os ensinamentos de Rogério de Caro.

Junte-se a 1.098 outros assinantes

Cards Inova acredita que o PIX é uma grande evolução

O cidadão brasileiro já está acostumado com as possibilidades que os bancos oferecem para que sejam feitas transferências de dinheiro para pessoas com contas ou entre instituições. São elas a TED – Transferência Eletrônica Disponível e DOC – Documento de Crédito.

Segundo Fernando Muterle, diretor da Cards Inova Certificadora, o PIX chega como uma alternativa a esses meios de pagamentos já existentes e vem com o objetivo principal do Banco Central de oferecer pagamentos instantâneos que serão concretizados em alguns segundos.

Agora as transações serão realizadas em tempo real e sem intermediação de terceiro, o dinheiro sai de uma conta e vai direto para conta de quem receberá o valor. Um grande benefício é que essas movimentações poderão ser feitas 24 horas e os 7 dias por semana.

Para o executivo, o PIX visa ampliar a competitividade e, principalmente, a abertura de novos negócios inovadores no setor, uma vez que os empresários deverão oferecer serviços que correspondam e facilitem a vida dos cidadãos e comerciários.

“O que há de recente como exemplo de revolução no mercado, é o Banking as a Service, um modelo de serviço bancário que permite a pessoa criar sua carteira digital sem precisar de conta corrente para fazer pagamentos. O sistema bancário é um processo completo e garante a execução geral de um serviço financeiro fornecido pela web”, ressalta Muterle.

A ferramenta vem com a proposta de revolucionar esse mercado, agilizando o processo de pagamento, permitindo um maior volume de transações por conta de custos. “Acredito que o PIX tem um grande potencial de reformular tradicionais meios de pagamentos que envolvem empresas adquirentes, bancos emissores e ainda os gateways”.

Esta ferramenta de alta disponibilidades deve ter um papel fundamental nas decisões das empresas que buscam segurança, alta performance para reduzir riscos e custos, ou seja, as empresas irão se adaptar rapidamente. “Por se tratar de uma solução para baixar custos e a simplicidade do uso por meio do mobile terá uma aceitação muito positiva e o mercado deve crescer e atingir rapidamente um grande volume de transações”, destaca Muterle.

Sobre a Cards Inova  

A Cards Inova é uma rede própria para a venda e validação de certificados digitais com tecnologia da AC Valid, emitente dos certificados digitais ICP-Brasil e credenciada pelo ITI.  

Com matriz em Americana/SP, a Cards Inova conta com mais de 60 unidades de validação, distribuídos nos estados de SP, RS, MT, SC, BA, PE, RJ, ES e MG. Para dar maior segurança aos seus clientes, a empresa conta com desenvolvimento e capacitação continua de seus agentes, em cada um dos seus pontos de validação. O projeto de expansão da empresa prevê que, até o segundo semestre de 2020, sejam mais 80 unidades de atendimento no Brasil. 

Informações para Imprensa:
Jornalista Responsável: Soraya Simón
Email: soraya3s.ss@gmail.com
Tel/Fax: (11) 99329-3306

PIX começa a valer a partir de 16 de novembro

Em entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com, Mayara Yano, assessora no Banco Central, tira todas as dúvidas sobre o Pix, sistema que promete funcionar 24 por dia, 7 dias por semana

Você certamente já ouviu falar do Pix, o novo meio de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central (BC). De acordo com a própria entidade, a promessa é de transferência de recursos entre contas de qualquer banco em poucos segundos, a qualquer hora e dia. Entre os objetivos do novo sistema, estão o de alavancar a competitividade e a eficiência do mercado, promover a inclusão financeira e preencher uma série de lacunas existentes nos instrumentos de pagamentos disponíveis hoje para a população. 

Até dia 15 de novembro, o sistema vai funcionar de forma restrita e em esquema de teste para alguns clientes. Mas a partir de segunda-feira (16), todo mundo vai poder testar a novidade. 

“O Pix veio para facilitar a vida dos nossos pagamentos do dia a dia. Ele é um novo jeito de fazer pagamento e transferências criado pelo Banco Central, em conjunto com a indústria”, adianta a assessora no Departamento de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, Mayara Yano. 

O sistema é totalmente digital e instantâneo. “Você pode fazer transferências inclusive nos fins de semana, de madrugada e é muito prático”, garante Mayara, em entrevista exclusiva para o portal Brasil61.com. Segundo ela, basta acessar a conta pelo aplicativo no celular que vai estar disponível a opção de pagamento ou transferência de dinheiro pelo Pix. “E ele é muito seguro, aberto e acessível. Ele conecta praticamente em todas as contas, independentemente de onde a outra parte tem conta.” 

A assessora do Banco Central avisa que o Pix não é obrigatório, e sim mais uma opção disponível. “Quem escolhe se vai usá-lo como meio de pagamento é quem está realizando a transação. A pessoa pode usar cartão, boleto, TED, DOC ou o Pix. Ele veio para agregar e somar como mais uma opção”, reforça. 

Na prática, vai funcionar assim: você acessa sua própria conta bancária, a que você já tem – seja num banco ou numa fintech. Essa conta pode ser corrente, poupança ou de pagamento pré-pago e no próprio menu do aplicativo do celular ou pelo internet banking vai aparecer a opção Pix. “Dentro disso vai ter a opção de pagar com Pix, que pode ser feito a partir da leitura de um QR code ou usando a chave, que nada mais é que uma forma muito simples de identificar a conta de quem vai receber o recurso”, explica Mayara Yano. 

Sobre a chave, ela detalha. “Primeiro, é importante frisar que ela não é obrigatória, não é necessário você ter o cadastro dessa chave para poder usar o Pix. Ela só é uma forma mais simples de identificar a sua conta. Então, quando você quiser receber um pagamento ou transferência, por exemplo, em vez de passar nome do banco, agência, conta, CPF, você simplesmente passa a sua chave Pix cadastrada e a transação ocorre de forma muito mais rápida. É muito mais simples para quem está pagando”, sinaliza. 

Municípios sem agências 

De acordo com levantamento do próprio Banco Central, cerca de 2,3 mil municípios ainda não possuem agências bancárias. “O Pix veio justamente para facilitar a vida dessas pessoas. Ainda há muitas transações que usam dinheiro em espécie e os municípios sem agência têm essa dificuldade, porque as pessoas têm que se dirigir para outras localidades para fazer o depósito ou para sacar, por exemplo. Com o Pix, essas transações passam a ser eletrônicas e é um meio totalmente seguro. Tendo acesso à internet, a pessoa consegue fazer os pagamentos, transferências, compras sem a necessidade de se locomover até uma agência bancária”, ressalta Mayara.

Para o futuro, a assessora do Banco Central adianta que haverá uma opção de saque no varejo. “Isso vai facilitar muito a capilaridade desse serviço de saque, mas é uma novidade que vem só mais para frente para facilitar a vida desses municípios.” 

Confira agora a entrevista exclusiva com a assessora no Departamento de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, Mayara Yano. 

Fonte: Brasil 61

Preso suspeito por fraude em saques do FGTS

A prisão ocorreu dentro de uma agência da Caixa, após a equipe de vigilância eletrônica detectar uma movimentação suspeita dentro da sala de autoatendimento do banco.

A Polícia Federal realizou a prisão de um homem na última segunda-feira (2/11), suspeito de efetuar saques irregulares do FGTS da conta de terceiros.

A prisão ocorreu dentro de uma agência da Caixa, após a equipe de vigilância eletrônica detectar uma movimentação suspeita dentro da sala de autoatendimento do banco.

No momento da prisão, o suspeito portava aproximadamente R$5.700,00 em espécie. Dentro do seu veículo foram localizados outros R$14.560,00. Interrogado, o homem informou que havia contatado uma pessoa em São Paulo, que repassou dados de 15 pessoas, como o número do CPF e uma senha, para realizar os procedimentos de saque.

O suspeito foi preso em flagrante e poderá responder pela prática de furto qualificado.

Auxílio emergencial foi ajuda significativa, mas seu fim deixará desigualdade

Em entrevista exclusiva à Pública, a economista e professora da FEA-USP explica por que a perspectiva de recuperação econômica do Brasil é ruim e defende um novo modelo que combine crescimento econômico com inclusão e sustentabilidade

Por Giulia Afiune
Da Agência Pública

O auxílio emergencial representou uma ajuda significativa para os brasileiros durante a pandemia e preveniu uma queda ainda maior no PIB do país, mas a falta de um plano de recuperação econômica é preocupante, e a volta ao nível de renda pré-crise pode levar até duas décadas. Esse é o panorama traçado por Laura Carvalho, economista e professora da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e autora do recém-lançado livro Curto-circuito: o vírus e a volta do Estado

Em entrevista exclusiva à Agência Pública, Laura Carvalho explica que, quando a pandemia chegou, as famílias mais pobres ainda estavam sofrendo os efeitos da recessão de 2015 e 2016, como a perda de renda, o desemprego e a precariedade no mercado de trabalho. “Graças à aprovação desse programa substancial de transferência de renda, você tem essa situação paradoxal em que, mesmo com uma crise muito profunda, os níveis de pobreza caem para os seus menores patamares da história e a desigualdade chega a cair”, explica. 

No entanto, ela ressalta que esse efeito positivo tem data para acabar. “Com o fim do auxílio e com a impossibilidade de se compatibilizar novos programas generosos de proteção social com o atual desenho do teto de gastos, essas desigualdades – que na verdade subiram, mas foram neutralizadas pelo auxílio – vão aparecer, vão vir à tona”, diz. Como o patamar de renda dos brasileiros está ainda menor devido às crises sucessivas, ela acredita que levará duas décadas para recuperarmos a renda média que tínhamos em 2014. 

Mas nem tudo é tragédia. Para a economista, essa é uma ótima oportunidade para passarmos a financiar políticas sociais com um imposto de renda mais alto para os ricos e a adotar um modelo econômico mais digno e sustentável – alinhado com a chamada “retomada verde” que diversos países ao redor do mundo estão propondo. “É perfeitamente possível desenhar um modelo que envolva o próprio combate às desigualdades de renda e de acesso a serviços, uma série de lacunas que a gente nunca superou, como um vetor de geração de empregos e de novas tecnologias. Não se trata de não ter crescimento econômico, mas de se ter um outro tipo de crescimento econômico que beneficie a maioria da população, não só alguns, e que não destrua o meio ambiente”, argumenta. 

Laura Carvalho foi escolhida para esta entrevista pelos Aliados da Pública e, durante a conversa, respondeu a várias das perguntas que eles enviaram anteriormente. Se você quer escolher quem a Pública vai entrevistar, seja nosso Aliado

A economista Laura Carvalho foi escolhida pelos Aliados da Pública para a Entrevista do Mês

Em maio, você disse que a recessão causada pela pandemia devia ser enfrentada em duas fases. Primeiro com medidas para combater a pandemia em si e garantir a sobrevivência das famílias e empresas. Só depois, quando os números da doença estivessem menores, seria possível tomar medidas macroeconômicas. Como você avalia a resposta do governo Bolsonaro para lidar com a economia na pandemia? Estava de acordo com essas recomendações? 

Na primeira fase, nem é possível nem desejável que a economia seja reativada completamente, porque a ideia é justamente controlar a causa do problema, que é o próprio contágio pelo vírus. Na área econômica estritamente – deixando de lado a área da saúde, que foi um desastre –, há três eixos: um eixo voltado para a sobrevivência das famílias, com transferência de renda; um eixo voltado para a sobrevivência das empresas, que tem a ver com medidas para o crédito e adiamento do pagamento de impostos; e o terceiro, que é o eixo para preservação dos empregos, voltado para evitar as demissões e proteger os trabalhadores formais. 

O primeiro [da sobrevivência das famílias] é o eixo mais bem-sucedido. Não foi uma iniciativa do governo, inclusive o programa aprovado foi muito maior em valor e em número de beneficiários do que aquilo que estava proposto inicialmente pela equipe econômica do governo. Mas o auxílio emergencial foi capaz de evitar uma perda de renda para a metade mais pobre da população brasileira durante essa que é a mais profunda recessão de que temos notícia. Então, houve, sim, uma perda de renda maior para os mais pobres quando a gente pensa em renda do trabalho, mas, quando a gente soma o auxílio emergencial, o índice de Gini, que mede a desigualdade, até cai durante a pandemia por conta desse programa. Ou seja, o auxílio foi capaz de neutralizar completamente o aumento da desigualdade que houve no mercado de trabalho durante a pandemia. 

O segundo eixo, que é o de proteção às empresas, é o mais fracassado dos três, onde os impactos foram desastrosos. As linhas de crédito desenhadas pelo governo não chegaram na ponta, tampouco tiveram volume suficiente liberado. Isso até foi melhorando, outras linhas foram sendo criadas e expandidas, mas o desenho inicial exigia contrapartidas demais das empresas e também não cobria o risco dos bancos; então, os bancos não tiveram interesse em realizar as operações. E isso fez com que, até a metade de julho, 716 mil empresas fechassem definitivamente as portas no Brasil, das quais 99,8% tinham até 49 empregados. Os pequenos negócios, que, claro, têm muito mais dificuldade de sobrevivência, fecharam as portas. E são um negócio que emprega muita gente; portanto, isso também repercute nos empregos e nas nossas perspectivas de recuperação. O desastre foi quase tão grande quanto o da área da saúde, que também não teve nenhum sucesso.

O terceiro eixo, de preservação dos empregos exclusivamente, eu diria que está no meio do caminho, porque empregos foram preservados com a possibilidade de manter os empregados sem o custo total. A medida provisória que foi aprovada para a suspensão de contratos e redução da jornada de trabalho não foi desenhada de forma tão generosa quanto o que foi feito em alguns outros países, como o Reino Unido, que preservaram quase toda a renda dos trabalhadores que tiveram seus contratos de trabalho reduzidos. No caso brasileiro, a primeira versão era um desastre, nem previa nenhum tipo de remuneração para os trabalhadores que tivessem o contrato suspenso, mas aí isso gerou uma polêmica, a medida foi revista, e a segunda versão da medida prevê o pagamento de uma parte do seguro-desemprego para os trabalhadores nessa situação. Isso protegeu os trabalhadores com renda mais baixa, mas o seguro-desemprego tem um teto de R$ 1.813, então os trabalhadores que ganham mais de dois salários-mínimos e meio ainda tiveram uma perda de renda muito significativa. 

Pensando naquela dicotomia que o governo colocava entre salvar vidas e salvar a economia, na realidade ele não conseguiu salvar vidas e só salvou parte da economia? 

Na verdade, era uma falsa dicotomia já na origem. A recuperação da economia depende do controle da pandemia. Isso está cada vez mais claro nos dados que saíram desde então, referentes a diferentes países. Os países que não conseguiram [controlar a pandemia] estão tendo quedas de PIB maiores. No caso brasileiro, o auxílio emergencial acabou conseguindo atenuar a queda do PIB. Ele deu tão certo que evitou a perda de renda da metade mais pobre da população e manteve os níveis de consumo, particularmente em municípios mais pobres do Norte e Nordeste do país. Isso contribui para que o Brasil não tenha uma das recessões mais profundas, mas, por outro lado, pelo fato de não termos controlado a pandemia e pensando que esse auxílio emergencial será encerrado no fim deste ano, as nossas perspectivas de recuperação são, sem dúvida, muito ruins se comparadas à economia global.

Em um texto recente para o Nexo, você fala que a recuperação econômica do Brasil vai ser em K, ou seja, ela será mais rápida para os ricos e mais lenta para os pobres. Mas você ressalta que a gente já estava em uma trajetória de recuperação em K da crise anterior, de 2015 e 2016. O que isso significa na prática para a população?

Quando se fala em recuperação em K, a ideia é um cenário em que a recuperação dos níveis de renda pré-crise será muito mais rápida para quem está no topo da pirâmide do que para quem está na base. Por isso, o formato da letra K ajudaria a ilustrar – na verdade, os mais pobres até continuariam perdendo renda enquanto os mais ricos já estariam se recuperando. Isso é exatamente o que víamos depois de 2017, quando começa a recuperação da última recessão no Brasil: o topo e o meio da pirâmide recuperavam a renda lentamente, mas os mais pobres ainda estavam perdendo renda. 

Os mais pobres ainda estavam em recessão – com perda de renda, aumento da informalidade, precariedade cada vez maior no mercado de trabalho e taxas de desemprego ainda muito elevadas – quando a pandemia chegou. Graças à aprovação desse programa substancial de transferência de renda, você tem essa situação paradoxal em que, mesmo com uma crise muito profunda, os níveis de pobreza caem para os seus menores patamares da história e a desigualdade chega a cair. Se você olha para os 30% mais pobres, você vê que há até um ganho de renda em relação ao que era antes. 

Mas com o fim desse auxílio e com a impossibilidade de se compatibilizar novos programas generosos de proteção social com o atual desenho do teto de gastos, essas desigualdades – que na verdade subiram, mas foram neutralizadas – vão aparecer, vão vir à tona. Isso pode nos levar a basicamente retomar a trajetória anterior de aumento da desigualdade e de perda de renda na base, mas partindo de um nível ainda menor de renda, porque agora estamos atravessando mais uma recessão. Então, isso tudo tende a criar um quadro que vai até prejudicar as nossas possibilidades de recuperação, porque já há muitas evidências de que no Brasil esse aumento da desigualdade funciona como uma âncora que impede a economia de crescer mais rapidamente.

O horizonte que estamos vendo é o de duas décadas perdidas?

Se a gente olha para o que ocorreu de 2017 até o início da pandemia, a gente vê que a recuperação era tão lenta que a gente levaria uma década para recuperar o nível de renda per capita que a gente tinha em 2014. E aí vem a pandemia. Se a gente olha para o que seria necessário o Brasil crescer para que seja apenas uma década perdida, já está claro que é impossível. A gente teria que crescer a um ritmo muito acima do que já crescemos em todos os períodos da história, o que não parece ser o caso, considerando tanto o cenário internacional quanto o da política doméstica. Simulando diferentes cenários, parece que a gente está muito mais perto de demorar duas décadas para voltar àquela renda per capita média de 2014 do que apenas uma década.

Estamos observando um aumento significativo no preço dos alimentos e até no aluguel. Se as coisas estão caras e as pessoas estão perdendo o emprego, por que a aprovação ao governo continua alta? 

É claro que a situação dos alimentos de fato tem um efeito desproporcional na cesta de consumo dos mais pobres. É um tipo de inflação que tem mais a ver com os efeitos da desvalorização do real somados ao aumento de preços de alimentos nos mercados internacionais. E o índice que reajusta o aluguel é muito sensível também a variações do câmbio e nos preços de alimentos. 

Mas o fato é que, mesmo com esse aumento da inflação, com a perda de empregos e de renda durante a pandemia – que também afeta desproporcionalmente os trabalhadores menos escolarizados – ainda assim houve um ganho de renda para os 30% mais pobres. Se a gente olha para os 50% mais pobres, o auxílio compensa inteiramente a perda de renda. E isso é muito significativo. A gente está falando de metade da população brasileira tendo preservado sua renda na pandemia e parte delas até tendo aumentado sua renda graças a esse auxílio de R$ 600. Para muita gente parece pouco, mas para os níveis de renda no Brasil é muito significativo. Não quer dizer que seja o único fator a explicar a popularidade do governo, mas esse é um dos fatores, sim.

Muitos leitores perguntaram se é verdade que não existem recursos para bancar o auxílio emergencial durante mais tempo ou se é só uma questão de prioridades do governo. 

O atual teto de gastos vai mesmo diminuindo o espaço para despesas não obrigatórias ao longo tempo. As despesas com a Previdência, por exemplo, continuam crescendo mesmo com a reforma e, como o teto fica parado no mesmo lugar, ele só é reajustado pela inflação. Isso faz com que o espaço para o resto vá ficando cada vez menor. 

Com esse contexto do teto, fica mesmo impraticável pensar em uma expansão significativa de gastos sociais. No entanto, há soluções alternativas, como, por exemplo, a tributação da renda dos mais ricos – que a gente sabe que pagam pouco imposto de renda da pessoa física no Brasil por causa de uma série de isenções e também de uma alíquota máxima baixa para padrões internacionais. A transferência, por exemplo, dessa arrecadação extra para programas de transferência de renda é algo que é perfeitamente possível. Já há simulações que mostram que daria para financiar um programa bastante generoso com medidas que não são nada radicais, que só tornam um pouco mais justo o nosso sistema tributário.

Mas isso também é inviável hoje com o teto de gastos porque a forma como ele é desenhado impede que se arrecade mais e se gaste mais. Os gastos estão parados no mesmo lugar independentemente do nível de arrecadação de impostos. Isso impossibilita que nós debatamos soluções alternativas, pois envolveriam um redesenho do teto que o tornasse mais alinhado com a experiência internacional, em que o limite para o crescimento dos gastos é atrelado a quanto cresce a economia e a arrecadação. 

A dívida pública foi o principal assunto nas perguntas enviadas pelos leitores, especialmente no que diz respeito à alta porcentagem do orçamento federal que está comprometida com o pagamento da dívida. Alguns cálculos mostram que quase 40% do orçamento vai para pagar juros e amortizações da dívida. Quanto disso é verdade e quanto é exagero?

Em geral, esses números confundem um pouco o que de fato é o pagamento de juros com o que é uma rolagem da dívida pública, que é quando o governo emite dívida para pagar os juros sobre a dívida anterior. Esse é um procedimento normal, que todas as economias do mundo realizam.

Há muita confusão nesse debate. Não é correto dizer que é por conta do pagamento de juros que o orçamento público está restrito para outras áreas. Esse raciocínio mistura coisas muito diferentes em uma mesma conta. Na prática, o que restringe o orçamento público brasileiro são as regras fiscais que a gente adota. A meta de resultado primário faz com que, quando a economia cresce menos e arrecada menos, a gente seja obrigada a cortar gastos. O teto de gastos fixa o valor total dos gastos públicos. 

A nossa capacidade de financiamento por meio da dívida pública permite que, em situações de emergência, a gente gaste mais para estabilizar a economia e evitar os efeitos socioeconômicos de um choque. É assim mesmo que deveria funcionar o sistema. O mito de que o país tinha quebrado e não tinha qualquer possibilidade de gastos adicionais se desfez a olho nu na pandemia. Esse ano, o Brasil gastou mais de 8% do PIB com medidas de combate à pandemia, e a maior parte disso foi justamente para o auxílio emergencial por meio da emissão de dívida pública. Não tivemos que recorrer, por exemplo, a dívidas em dólar, a empréstimos do FMI – como a Argentina e outros países do hemisfério sul. Agora, isso não significa que a gente queira ir para qualquer patamar de dívida pública e torná-la explosiva para todo o sempre.

O indicador que importa é o que relaciona a dívida pública com o PIB. E ele não depende só do quanto o governo está gastando, depende também do quanto a economia está crescendo, do próprio PIB, e do quanto o governo está arrecadando. Então, não é um cálculo estático, é um cálculo dinâmico.

No caso brasileiro, de um lado, dá para pensar em um caminho em que a gente tenta estabilizar a dívida e redistribuir os custos dessa crise por meio de uma tributação maior sobre altas rendas e patrimônios. E, de outro, a gente também toma medidas que estimulem o crescimento econômico para que a arrecadação de impostos volte, para que o PIB cresça, e essa dívida então deixe de pesar tanto assim em relação ao PIB. 

Mas algum tipo de atuação pontual é necessária, já que há projeções mostrando que a dívida pode chegar até 100% do PIB em 2020.

Sim, mas o que se demanda para estabilizar a dívida pública é que é a grande controvérsia. Uma atuação que signifique cortar gastos em todas as áreas em meio a um quadro de crise econômica, que é o quadro que a gente tem no ano que vem, é justamente o que o FMI alerta que pode acabar sendo contraproducente porque isso prejudica a recuperação em tal nível que a dívida pode, ao invés de cair, subir em relação ao PIB, como, aliás, ocorreu no Brasil. Desde que começou o ajuste fiscal em 2015, a dívida pública só subiu em relação ao PIB porque a economia ficou estagnada. 

Então, tem que ter muito cuidado com a composição desse ajuste para não prejudicar a própria retomada. E também é necessário considerar essa relação entre taxa de juros e taxa de crescimento econômico para projetar o que é essa dinâmica da dívida ao longo do tempo. O orçamento público não é como o orçamento familiar, em que você simplesmente não tem qualquer poder sobre quanto recebe. Ao gastar, o governo também pode estimular uma economia, que por sua vez cresce, o que gera arrecadação de impostos. Então, tudo isso não é uma matemática tão exata. A gente não pode correr o risco de precipitadamente tirar todo e qualquer estímulo da economia e, com isso, acabar sofrendo uma recessão ainda mais longa e uma dificuldade ainda maior de recuperar a arrecadação e estabilizar a dívida.

“Com o fim desse auxílio e com a impossibilidade de se compatibilizar novos programas generosos de proteção social com o atual desenho do teto de gastos, essas desigualdades – que na verdade subiram, mas foram neutralizadas – vão aparecer, vão vir à tona”, avalia Laura Carvalho

Você defendeu que a renda emergencial deveria ser permanente no pós-pandemia. Por quê? Essa é a melhor forma de reduzir a desigualdade no país? 

Quando eu falo em tornar permanente algum sistema mais amplo de proteção social, estou falando de criar uma renda básica, não de tornar permanente o atual formato do auxílio. Mas está claro que a precarização, a volatilidade da renda na base da pirâmide e outros desafios que o mercado de trabalho do século XXI vem apresentando – como relações de trabalho que não são sindicalizadas, e por isso trabalhadores não têm poder de negociação sobre quanto ganham, acabam aceitando jornadas indignas, salários indignos –, isso tudo justifica que a gente repense a rede de proteção social e expanda esses mecanismos de transferência de renda. 

Acho que isso tem que vir em um pacote que tira de cima para dar para os mais pobres. Então, de um lado, a tributação progressiva da renda financia um programa mais amplo de transferência de renda do outro lado. E isso tem impactos significativos sobre a desigualdade. O Made [Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades], da Faculdade de Economia da USP, do qual faço parte, está lançando uma nota em que fica muito claro que uma tributação sobre os mais ricos no Brasil hoje é capaz de financiar um programa bastante generoso que atinja os 50% mais pobres da população com um benefício per capita bastante superior ao atual Bolsa Família. E isso teria um impacto muito significativo na desigualdade. A gente inclusive compara [essa proposta] com as propostas que foram feitas pelo governo, que remanejam recursos dos programas sociais existentes e, com isso, têm um impacto muito menor na desigualdade. É perfeitamente possível. Mas, claro, esbarra em restrições que são predominantemente políticas, não econômicas.

Com o fechamento de mais de 700 mil empresas pequenas e médias durante a pandemia, o desemprego também bateu recorde. Você disse que esse foi o eixo de medidas econômicas que menos deu certo, então qual seria o caminho para recuperar esses empregos?

Essa é a tarefa mais difícil porque empresas que fecham não necessariamente reabrem, empresas grandes que sobrevivem acabam dominando esses mercados, o que leva a uma concentração maior de riqueza e de poder de mercado na mão de poucos e destrói empregos, porque as pequenas empresas são as maiores empregadoras. Quase metade dos empregos no Brasil são de pequenas empresas, sobretudo em setores de serviço e de comércio que foram muito afetados por essa crise e que empregam muita gente da base da pirâmide e com menor grau de instrução. Então, isso é um problema de difícil solução porque, para que essas empresas voltem ou que outras as substituam gerando empregos, a gente precisa que a economia cresça. E esse crescimento econômico não pode ficar restrito ao topo da distribuição, porque a gente está falando de lojas, comércios e serviços em geral ao redor do Brasil, em todos os bairros, em municípios mais pobres, não só de quem serve às elites econômicas.

Esse crescimento robusto e essa retomada mais inclusiva exigiriam um plano de recuperação, como, aliás, vários países da Europa estão anunciando, desenhando, formulando. O debate hoje em países europeus e em alguns países asiáticos é justamente sobre planos de recuperação pós-pandemia que sejam inclusivos e sustentáveis e gerem empregos. O debate aqui no Brasil é sobre onde nós vamos cortar mais gastos no ano que vem, não sobre um plano de recuperação econômica. De alguma forma, a gente está completamente descolado dos desafios que estão colocados pela frente. Isso pode tornar permanente o fechamento das empresas e essa redução do número de ocupações na economia brasileira. 

Além disso, a resposta muitas vezes são as reformas…

As reformas estão sendo pensadas sempre como “onde cortar” e “quantos bilhões de economia elas vão gerar”, o que também é uma maneira equivocada de pensar as próprias reformas. As reformas que estão sendo discutidas, como a reforma administrativa e a reforma tributária, são importantes para seus propósitos. Então, a reforma administrativa é importante para reestruturar as carreiras de maneira que os servidores públicos realizem o trabalho de forma mais eficiente para melhorar a qualidade dos serviços públicos para a população. Mas não é isso que acaba pautando o debate sobre a reforma. 

A reforma no atual contexto, inclusive, não é favorável para esse tipo de discussão, porque as preocupações mais de curto prazo dominam – quase 14% de desemprego, desigualdade crescente, um auxílio emergencial que está chegando ao fim e que vai deixar desigualdades como herança, uma crise econômica que ainda não chegou ao fim, um problema na área da saúde, problemas na área de educação… E a discussão é sobre uma reforma administrativa que visa apenas gerar não sei quantos bilhões de economia. Essa não é a maneira de pensar o debate. Enquanto isso, a gente não tem nenhum plano de recuperação econômica.

Houve uma pergunta também sobre o Paulo Guedes, que não tem entregado nada do que prometeu. No primeiro ano de governo houve um crescimento pífio, durante a pandemia a proposta era um auxílio de R$ 200, e a única reforma que saiu do papel foi graças ao Congresso. O que ainda sustenta o Guedes no governo?

O governo foi eleito com essa plataforma que combina uma parte de conservadorismo e autoritarismo com esse fundamentalismo de mercado que o Paulo Guedes representa. Essa combinação nem é tão comum nesses novos movimentos de extrema direita ao redor do mundo, como na Hungria e nos Estados Unidos. E isso gera contradições crescentes. 

Por um lado, isso ajudou a eleger o Bolsonaro porque garantiu o apoio de elites econômicas e reforçou o discurso de que a corrupção e o establishment políticos eram culpados pela crise econômica, então era melhor o estado não atrapalhar. Mas isso também é uma fraqueza do projeto bolsonarista que a gente viu durante a pandemia: o projeto não é capaz de lidar com o que a realidade impõe, não entrega resultados à população. O fato de, durante a pandemia, terem se aliviado as restrições e ter havido a possibilidade de fazer o auxílio emergencial acabou até ajudando o governo Bolsonaro e indo totalmente contra a agenda econômica difundida pelo Paulo Guedes.

Então, não sabemos o quanto essa contradição, que só vai aumentar, vai mudar o rumo da política econômica. É possível que o próprio Paulo Guedes altere esse rumo, como fez esse ano, ou talvez ele se torne incompatível com a continuidade do projeto.

O fato é que o Paulo Guedes em si também tem uma postura de não estar exatamente interessado em governar. O discurso e a mobilização da base acabam sendo muito mais importantes do que a formulação e a aprovação das políticas, e isso está muito em linha com a postura do governo Bolsonaro em geral. Veremos o que vai falar mais alto. 

Paulo Guedes, atual ministro da Economia

Você falou um pouco sobre uma retomada mais inclusiva e sustentável, a chamada “retomada verde“. Essa é uma possibilidade real no Brasil ou ainda estamos muito atrelados a correntes muito tradicionais e a um embate cristalizado no governo entre o liberalismo do Guedes e o desenvolvimentismo do Bolsonaro e dos militares?

Eu gosto de pensar que a gente tem todas as condições de formular um plano baseado em um novo modelo de desenvolvimento que seja inclusivo e sustentável e que não tenha a ver com esse desenvolvimentismo experimentado nos anos 1960 e 1970, que foi concentrador de renda e que também não tinha qualquer preocupação com os danos ambientais. Eu acho que é perfeitamente possível desenhar um modelo que envolva o próprio combate às desigualdades de renda e de acesso a serviços, uma série de lacunas que a gente nunca superou, como um vetor de geração de empregos e geração de novas tecnologias. Não se trata de não ter crescimento econômico, mas de se ter um outro tipo de crescimento econômico que beneficie a maioria da população, não só alguns, e que não destrua o meio ambiente.

A gente tem que articular um plano que envolva não só o setor público, mas o setor privado, as universidades, os institutos de pesquisa, e que seja orientado por essas missões de combate às nossas desigualdades e lacunas. Por exemplo, saneamento básico é uma área que a gente nunca resolveu. Uma parte do país não tem acesso a água e esgoto tratados. A área da educação, a da saúde que tem desigualdades enormes, que a gente viu agora concretamente, são áreas que claramente têm demandas urgentes da sociedade para a resolução desses problemas de infraestrutura ou de acesso a serviços e que têm um potencial enorme, se bem articulados, de mobilizar recursos que permitam o desenvolvimento de produtos e tecnologias locais que a gente possa potencialmente exportar. É possível inverter a lógica: não ser uma política industrial, voltada para os setores X ou Y da indústria, e sim ser uma política voltada para resolver os problemas da população que engendre efeitos para pequenos e médios produtores que tenham capacidade de gerar tecnologia e que possam ser mobilizados em uma estratégia assim, a partir das compras do governo, do BNDES e do setor privado.

Outra pergunta muito interessante que recebemos é quais são as alternativas para projetos de desenvolvimento econômico que levem em conta comunidades que não têm o lucro como objetivo? Onde cabem as lutas e os sonhos dessas populações?

Essa ideia de desenvolvimento que é pensada de maneira quase oposta à preservação ambiental, à sobrevivência das populações indígenas, que enxerga essas populações muitas vezes como um custo nesse processo, é justamente para onde não queremos ir. Inclusive, é uma oposição que é falsa. 

Uma maneira muito mais interessante de pensar é o que eu estava descrevendo antes: partir das necessidades, das desigualdades e das demandas para gerar crescimento econômico inclusivo e ambientalmente sustentável. A economia solidária, circular, é plenamente compatível com um modelo assim. É evidente que no sistema capitalista sempre vai haver a tentativa de destruir e absorver esse tipo de iniciativa, e por isso é necessário que sejam formuladas políticas que preservem esse caráter. Mas isso não significa abrir mão do desenvolvimento econômico de maneira nenhuma.

No bioma amazônico, existe uma série de tecnologias que podem surgir justamente da sabedoria das populações indígenas e que têm que ser pensadas para serem compatíveis com o modo de vida dessas populações. Esse caminho também pode levar a aumentos de renda e à melhora de qualidade de vida para essas populações e para o Brasil em geral. 

Essa ideia das missões sociais e ambientais como motores do crescimento econômico e desenvolvimento é uma inversão de lógica que é muito mais interessante para a gente pensar a estrutura produtiva do século 21, e não pensar em como retornar para estrutura produtiva do século 20.

Fase restrita de pagamentos pelo Pix começa hoje

Segundo BC, etapa permitirá correção de eventuais problemas

A partir de hoje (3), um grupo limitado de clientes poderá pagar e receber recursos pelo Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC). A ferramenta entra em fase restrita de funcionamento, para ajustes e correções de eventuais problemas, enquanto o BC faz a migração do serviço do ambiente de testes para o ambiente real.

O Pix funcionará em horários determinados para um grupo de 1% a 5% dos clientes de cada instituição financeira aprovada para operar a ferramenta. Os clientes autorizados a participar da fase restrita já foram comunicados pela instituição correspondente.

O novo sistema entrará em operação para todos os clientes no próximo dia 16. Na fase restrita, o Pix funcionará das 9h às 22h, de segunda a quarta-feira. Às quintas, o serviço reabrirá às 9h e só terminará de funcionar às 22h das sextas-feiras, para permitir o teste durante a madrugada.

A partir da próxima segunda (9), as instituições financeiras poderão elevar gradualmente o número de clientes aptos a participar do Pix, até que o sistema entre plenamente em operação, no próximo dia 16, com a possibilidade de fazer pagamentos e recebimentos 24 horas por dia por toda a população.

Registros

Desde 5 de outubro, os clientes podem registrar as chaves digitais de endereçamento. Segundo o balanço mais recente do BC, até a última quinta-feira (29) mais de 50 milhões de chaves tinham sido cadastradas. Como cada pessoa pode ter mais de uma chave, o número exato de pessoas registradas é desconhecido.

As chaves funcionarão como um código simplificado que associará a conta bancária ao número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), e-mail, número do celular ou uma chave aleatória de 32 dígitos. Em vez de informar o número da agência e da conta, o cliente apenas informa a chave para fazer a transação.

Uma pessoa física pode criar até cinco chaves por conta corrente. Para empresas, o limite aumenta para 20.

Instantaneidade

Por meio do Pix, o cliente pode pagar e receber dinheiro em até dez segundos, mesmo entre bancos diferentes. Diferentemente da Transferência Eletrônica Disponível (TED) ou do Documento de Ordem de Crédito (DOC), que têm restrições de horário, o Pix funciona 24 horas por dia. Por questões de segurança, cada instituição financeira definirá um valor máximo a ser movimentado, mas o BC estuda criar modalidades para a venda e compra de imóveis e de veículos que permitam a movimentação instantânea de grandes quantias.

Para as pessoas físicas e para os microempreendedores, as transações serão gratuitas, exceto nos casos de recebimento de dinheiro pela venda de bens e de serviços. As pessoas jurídicas arcarão com custos. As tarifas dependerão de cada instituição financeira, mas o BC estima que será R$ 0,01 a cada dez transações.

O Pix servirá não apenas para transferências instantâneas de dinheiro, como poderá ser usado para o pagamento de boletos, de contas de luz, de impostos e para compras no comércio. Com a ferramenta, será possível o cliente sacar dinheiro no comércio, ao transferir o valor desejado para o Pix de um estabelecimento e retirar as cédulas no caixa.

Ampliação

Na última quinta-feira (29), o BC ampliou as funcionalidades do sistema. Com o Pix Cobrança, os comerciantes poderão emitir um QR Code (versão avançada do código de barras fotografada por smartphones) para que o consumidor faça o pagamento imediato por um produto ou serviço. Além disso, será permitido fazer cobranças em datas futuras, com atualizações de juros, multas ou descontos, como ocorre com os boletos.

O BC também obrigou as instituições financeiras que oferecerem o Pix aos usuários recebedores a usar interface de programação padronizada pelo órgão. A medida foi tomada para evitar que um empresário não consiga migrar a conta para outra instituição por causa dos custos de adaptação a um novo sistema de programação.

Empresa Simples de Crédito e Cadastro Positivo surgem como alternativas

Obtenção de crédito para MEIs, micro e pequenas empresas está entre as maiores dificuldades na hora de abrir ou manter um negócio no Brasil

Nem sempre as condições são fáceis para que micro e pequenos empreendedores consigam crédito ou capital de giro para seus negócios. No ano passado, na tentativa de criar uma alternativa de crédito mais viável e barata, o Governo Federal lançou a Empresa Simples de Crédito. Também chamada de ESC, a iniciativa tem como objetivo tonar mais em conta o crédito para microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas por meio de operações como empréstimos e financiamentos. 

A diferença da ESC para outras financeiras está na possibilidade de pessoas físicas montarem empresas e, por meio delas, realizarem operações diretas de crédito para esse público de empreendedores. “Aquela pessoa que tem um dinheiro guardado, ou um imóvel, que pretende obter uma rentabilidade um pouco melhor, pode montar uma empresa. A partir daí, pode fazer operações de crédito e emprestar dinheiro para MEIs, micro e pequenas empresas”, exemplifica Adalberto Luiz, consultor para áreas de Inovações Financeiras do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).  

Assim que a lei que regula a ESC (LC 167/2019) foi sancionada, mais de 200 empresas foram formalizadas em apenas três meses. Em 2020, o número subiu para 790, até 16 de outubro – um crescimento quatro vezes maior em relação a abril de 2019. São Paulo, Paraná e Minas Gerais lideram no número de ESC abertas até agora, segundo dados disponíveis no site da Redesin, compilados pelo Sebrae nacional. No ano passado, essas empresas realizaram, em três meses, 84 operações equivalentes a R$ 1,5 milhão, o que dá, em média, R$ 17,9 mil cada uma. Eu estou achando esses valores bem baixos.

“Mas existem algumas regras que precisam ser observadas”, alerta Adalberto. “A ESC só pode emprestar o dinheiro dos sócios. Se um sócio tem R$ 200 mil e o outro tem outros R$ 200 mil, eles podem montar uma empresa com a soma dos dois. Então, a empresa só pode emprestar até o limite de R$ 400 mil”, orienta. 

Outro ponto fundamental, na opinião do consultor do Sebrae, é que as Empresas Simples de Crédito não podem emprestar para pessoas físicas, somente para MEIs, micro e pequenos negócios. É importante observar também, segundo ele, que essas empresas têm um limite territorial de operação. “Se você monta uma empresa no município sede, que é onde você vive, você só pode emprestar para as cidades que fazem divisa com seu município”, reforça Adalberto Luiz. 

“A gente sabe das dificuldades que os pequenos negócios têm na obtenção de crédito, então, o primeiro objetivo é facilitar o acesso a ele. O outro é promover o desenvolvimento do município. Como a ESC opera em uma região mais restrita, há um ciclo de desenvolvimento municipal muito interessante”, defende o consultor. 

Na opinião do economista do Ibmec Brasília Frederico Gomes, “A ideia de a empresa atuar dentro de uma localidade, dentro de uma cidade onde você já conhece as pessoas, os empresários, as empresas, faz com que seja mais fácil fazer a avaliação e precificar melhor a operação de crédito.” 

Para o especialista, a desburocratização que a iniciativa propõe pode ser uma saída para esse público. “Os bancos colocam uma série de obstáculos para emprestar para empresas desse porte. A criação da Empresa Simples de Crédito é uma tentativa de fazer com que esse crédito se torne mais disponível para empresas menores”, pontua Gomes. 

O economista e presidente do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon-DF), César Bergo, classifica a ideia como interessante. “Muita gente tem dinheiro em casa e está acostumada a aplicar em banco. Aquele que tem dinheiro disponível e gostaria de aplicar dentro de uma rentabilidade maior, opta por essa empresa de empréstimo.” 

O fato de ser um crédito direto, ou seja, entra quem tem dinheiro e quem precisa, pode tornar mais atrativo esse mercado. “As ESC têm tudo para ser um sucesso e acredito que vai crescer bastante”, aponta.

Foi o que aconteceu com Rafael Clementino, dono de uma das primeiras ESC abertas no Brasil. O empresário de Manaus (AM) conta que abriu a empresa porque o setor de crédito para esse público parecia promissor. “Sabemos na pele as dificuldades. Já tive outras empresas, sei como é difícil administrar um negócio e conseguir crédito no Brasil. As empresas e os bancos são muito criteriosos na concessão para os pequenos”, observa. 

O perfil dos clientes de Rafael são empresas mais “famílias”, como mercadinhos, empresas de animação infantil e doceiras. “São pessoas pequenas que precisam desse crédito e não conseguem isso no mercado.” 

Ele relata que teve um aumento nos pedidos durante a pandemia. “Foi um período bem nebuloso. Tive muito receio de conceder crédito, por conta da incerteza do futuro. Mas agora percebo que o mercado está melhor e dando mais segurança para isso.”

Cadastro Positivo

Criado em 2011, o Cadastro Positivo é uma espécie de banco de dados com informações de operações de crédito e obrigações de pagamento quitadas ou em andamento, de pessoa física ou jurídica, na obtenção de financiamento, empréstimos, redução dos juros e melhoria dos prazos para a realização de compras. A abertura do Cadastro Positivo disponibiliza o histórico de pagamentos, que fica disponível para empresas credenciadas junto ao SPC Brasil. 

O mecanismo vai estabelecer pontuações para quem mantiver as contas em dia, o que pode facilitar a concessão de financiamentos e, consequentemente, reduzir juros. Com isso, bons pagadores podem pleitear taxas mais baixas, por exemplo. A intenção é que isso atinja positivamente micro e pequenas empresas, que representam 99% dos negócios do país. 

“Hoje, temos mais de 63 milhões de brasileiros negativados. É umas piores notícias que a gente pode ter. Estar negativado é estar cerceado a qualquer atividade. Você não abre uma empresa, não tem assistência ao crédito”, lamenta o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

A entidade calcula que a iniciativa de incorporar cidadãos e empresas no Cadastro Positivo poderá reduzir a inadimplência em até 45%. A estimativa das entidades que compõem a Frente do Cadastro Positivo indica que, a médio prazo, os efeitos do cadastro poderão injetar até R$ 1,1 trilhão na economia, promover um aumento de R$ 790 bilhões na geração de negócios e incluir 22 milhões de pessoas no mercado de crédito, mesmo quem não tem comprovação de renda. 

Para que a economia volte a entrar nos eixos, ainda mais após a pandemia, Carlos Melles sugere que o governo conceda uma espécie de anistia aos Micro Empreendedores Individuais. “Uma das coisas mais importantes que o Brasil pode dar hoje aos seus cidadãos é uma espécie de ‘alforria’, uma anistia para aqueles que erraram ou que não tiveram sucesso, que a pandemia quebrou, espero que dê a eles uma chance de retomada”, projeta. 

Para Frederico Gomes, economista do Ibmec Brasília, o programa pode reduzir taxas e facilitar para esse público de pequenos. “É uma medida muito importante no sentido de reduzir o chamado spread bancário, que nada mais é do que a diferença entre as taxas que os bancos cobram para emprestar e a taxa que eles pagam para captar recursos. No Brasil, esse spread é um dos mais altos do mundo e o Cadastro Positivo é uma das medidas que deve ajudar a reduzir isso”, explica. 

Ainda de acordo com o Sebrae, sobre como as pequenas empresas se financiam, a taxa de juros muito alta foi citada como o principal obstáculo para obtenção de crédito por quase metade (44%) dos entrevistados, chegando a 50% entre os MEIs. 

Apoio a gestores

Lançado recentemente pela entidade e parceiros, o documento “Seja um candidato empreendedor – 10 dicas do Sebrae” traz informações que podem auxiliar candidatos (as) a prefeito (a) e vereador nessas eleições municipais (a) a valorizarem os pequenos negócios e movimentar a economia local. Entre elas, a de incluir o desenvolvimento econômico na agenda de prioridades da gestão do município; construir parceria com o setor produtivo; investir em programa de desenvolvimento a partir das vocações e oportunidades do município e região e estimular e facilitar a formalização de empreendimentos e de MEIs.  

O guia é uma iniciativa do Sebrae com apoio da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), do Instituto Rui Barbosa, com a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil. 

Fonte: Brasil 61