Pesquisadores brasileiros alertam sobre risco de aumento de doenças

Especialistas afirmam que perda da biodiversidade pode causar surtos de enfermidades como o Ebola

Dez pesquisadores brasileiros publicaram uma carta na revista científica The Lancet, renomado periódico de medicina, em que fazem um alerta para o risco de alastramento de diversas doenças no país. Segundo eles, a perda da biodiversidade, a expansão das atividades humanas em áreas de matas e florestas e o consumo de animais silvestres como recurso alimentar ou em práticas esotéricas podem propiciar o surto de doenças como o Ebola e arboviroses, que são enfermidades causadas por insetos. 

Além disso, o texto cita retrocessos nas políticas sociais e ambientais no Brasil. Os signatários defendem a criação de um sistema integrado de vigilância de doenças silvestres e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Assinaram a carta, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Centro para Sobrevivência de Espécies do Brasil (Center for Species Survival Brazil/IUCN-SSC). Especialistas de outras instituições também  demonstraram apoio às reivindicações do documento. 
 

Fonte: Brasil 61

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Conservação da biodiversidade em área de proteção ambiental

A área de mananciais da região de Paranapiacaba e Parque Andreense, ocupa um total de 52% da área total do território do município de Santo André, em São Paulo e compreende a Macrozona de Proteção Ambiental em relação à Macrozona Urbana.

Não existe vegetação original, exceto remanescentes, que foi modificada devido a extração de lenha para a ferrovia Santos-Jundiaí, madeira para a construção de moradias e para a indústria (olarias e serrarias), além de caça, pesca e extração de palmitos e outras espécies vegetais (PMSA, 2012).

A floresta apresenta 45,2% de vgetação em estágio secundário avançado de regeneração (PMSA, 2012), um número significativo, que evidencia políticas públicas de educação ambiental, fiscalização, licenciamento e de habitação efetivas e possivelmente dentro de alguns anos haverá florestas maduras – clímax (PMSA, 2012).

Contíguo à Vila de Paranapiacaba criou-se uma Unidade de Conservação (UC) de Proteção Integral em 2003, o ‘Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba’-PNMNP, que protege 426 hectares (ha) de Mata Atlântica, permitindo pesquisa científica, ecoturismo e turismo pedagógico.

Forma, com outras duas UCs – Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Itutinga-Pilões e Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba, um continuum ecológico (PMSA, 2012f), que funciona como um corredor ecológico e de dispersão da diversidade genética, imprescindível para a sobrevivência das espécies. Além de fazer divisa com São Bernardo do Campo, Cubatão, Mogi das Cruzes, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, formando uma única floresta.

Os atrativos que compõem o complexo ecoturístico do PNMNP são, conforme constam no Atlas do Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba: Revelando o nosso Parque (2008) e no Plano de Manejo do Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba (2012):

  • Centro de Visitantes: local de recepção do turista, ponto de encontro com monitores ambientais e visão geral do PNMNP (exposições);
  • Núcleo Olho D’Água: portal oficial de entrada no PNMNP e local de interpretação ambiental e com uma nascente em sua entrada, além de ter o sistema de abastecimento de água construído pelos ingleses que construíram a ferrovia;
  • Tanque do Gustavo: local de interpretação ambiental e com sistema de abastecimento de água;
  • Trilhas: 1- Hortênsias; 2- Gravatás; 3- Mirante; 4- Água Fria; 5- Comunidade e 6- Pontinha.

O rio Grande, um dos formadores da represa Billings, nasce nas encostas próximas da divisa Santo André-Santos-Mogi das Cruzes interno ao Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba (PMSA, 2012).

A fauna da região é riquíssima, composta por cerca de 31 espécies de mamíferos; 34 répteis: lagartos, serpentes, quelônios e anfíbios anuros; 14 de peixes e 106 de aves encontrados no PNMNP (PMSA, 2012).

Percebe a riqueza que temos em nossa região? Lembre-se que todos somos beneficiados por essa conservação, seja em nossa saúde, em bem-estar e em outros benefícios que uma floresta em pé nos proporciona, como biodiversidade, futuros fármacos, matérias-primas, alimentos, água para abastecimento público, lazer, contemplação, entre tantos outros.  

Fica aqui minha homenagem ao PNMNP pelo título recebido estes dias, da Reserva da Biosfera da UNESCO, de posto avançado na conservação da biodiversidade: sinal de que as políticas públicas de proteção, fiscalização e uso público estão sendo efetivas.

Você pode visitar o PNMNP em Santo André: para acessar as trilhas é necessário contratar um monitor ambiental credenciado pela prefeitura, pois se trata de uma área de proteção integral, com acesso controlado. Neste período de pandemia e quarentena que estamos passando, a quantidade de pessoas por trilha diminuiu; portanto, é necessário prévio agendamento de monitoria.

Aproveite os benefícios da natureza, convivendo, vivenciando e absorvendo seus ensinamentos de forma harmônica!

Fonte: PMSA, 2008/2012/2020.

Carolina Estéfano
Bióloga, Gestora Ambiental, Mestre em Ciências e Pesquisadora em Meio Ambiente 
Consultoria Caminhos Coletivos: educação e gestão socioambientais
https://www.facebook.com/caminhoscoletivos
carolinaestefano@hotmail.com