Vagas no mercado financeiro: área de investimentos aquece contratações

Santander, Itaú, Bradesco, cooperativas, corretoras e bancos digitais movimentam as contratações para vagas no mercado financeiro em busca de especialistas e assessores de investimentos

O LinkedIn fez um estudo e elencou os 15 setores que mais cresceram entre abril e outubro de 2020 e que despontam como tendência para 2021. O mercado financeiro foi destaque na oitava colocação com o crescimento das contratações na área de investimentos. Se por um lado as vagas operacionais perdem posto para a automação de processos, as instituições financeiras estão à procura de mão de obra especializada e dispostas a remunerar muito bem os novos contratados – que segundo o Guia Salarial 2021 da consultoria global de recursos humanos Robert Half, recebem salários a partir de R$ 7,9 mil por mês.

Só a XP Investimentos recrutou 500 novos assessores de investimentos em outubro de 2020. O Itaú anunciou que planeja contratar 1.700 especialistas em investimentos até 2022. A maré alta de vagas é reflexo do aumento do interesse do brasileiro sobre como investir mais e melhor os seus investimentos, para proteger seu patrimônio e ter segurança em momentos de incertezas, como na pandemia.

Para atender a demanda, o atendimento à moda antiga na mesa do gerente (muitas vezes despreparado e sem nenhuma certificação financeira no currículo) não basta. “O mercado precisa de especialistas e assessores de investimentos que tenham, além de certificações como CEA e Ancord, conhecimento específico sobre produtos financeiros, domínio de habilidades técnicas e comerciais para prestar o atendimento que o investidor quer e precisa. Hoje o cliente tem acesso livre à informação, é inadmissível que ele seja atendido por alguém que saiba tanto quanto ou menos sobre investimentos”, pontua o CEO do Grupo EMB, o economista Fabio Louzada, cocriador do Programa Advisor de Alta Performance (PAAP).

A abertura e retomada de processos seletivos em diversas instituições mostra o aquecimento das contratações no mercado financeiro. O Santander prevê a abertura de vagas na área de investimentos e pretende aproveitar os contratados atuais em cargos de especialistas nos escritórios recentemente abertos. “O Santander e o Itaú estão bem acelerados em relação a essas contratações, são bancos quem vem sofrendo a alguns anos com desfalques importantes no que diz respeito a resgates vindos principalmente de corretoras”, analisa o head da EMB Carreiras, o consultor de carreiras Ronaldo Cerqueira.

Bradesco fica um pouco atrás no volume de contratações devido a cultura do banco de valorizar os times internos e da crescente cobrança para que os profissionais tirem certificações financeiras. Mesmo assim, segundo Ronaldo Cerqueira, já surgiram as primeiras contratações depois de um período de congelamento. “Muitas pessoas aprovadas em antigos processos seletivos começaram a ser chamadas, e com base no perfil das vagas fica claro que o foco é turbinar a área de investimentos”.

Contratações a vista também fora dos “bancões”

Dentre as cooperativas de crédito, o Sicredi avança a passos largos para conquistar a preferência do investidor. A instituição aposta no desenvolvimento de produtos de investimentos mais atrativos, ampliou a presença física e está contratando reforços para o time comercial para atrair novos clientes.

Os bancos digitais e cooperativas não ficam atrás na oferta de oportunidades de emprego. O Banco Inter está estruturando o seu portfólio de produtos de investimentos e prospecta profissionais com certificação CEA (Certificação ANBIMA de Especialistas em Investimento) para elevar a régua no atendimento qualificado aos investidores de média e alta renda.

O banco de investimento Modal figura entre os grandes empregadores do setor, com contratações voltadas também para a área de experiência do cliente. A XP Investimentos, destaque pelo volume de contratações em 2020, segue o plano de expansão no varejo e no segmento empresas e está contratando muitos profissionais egressos dos bancos, oferecendo salários e planos de remuneração variável interessantes para pessoas físicas e jurídicas.

O BTG Pactual aposta na tecnologia para melhorar a experiência do investidor em paralelo com o suporte de consultores gabaritados. “O BTG pretende seguir como um dos maiores empregadores para quem quer trabalhar com investimentos. Dos alunos que ingressaram no PAAP no final de 2020, 11 foram contratados pelo banco, conhecido pelo seu processo seletivo exigente”, afirma Fabio Louzada, que destaca o caso da aluna Thamires Rica, ex-cabeleireira que retornou aos estudos através do programa de formação, conquistou uma certificação financeira e foi inserida no mercado de trabalho.

Banco Safra, que lançou recentemente o seu banco digital, está contratando profissionais com experiência no mercado, bons relacionamentos e expertise em prospecção não só em São Paulo, mas também em outras praças.

O Magalu, apesar de não seguir a linha das demais instituições citadas, é outro empregador que os candidatos devem ficar de olho: depois de criar um grupo de consórcio para financiar a compra de máquinas agrícolas e criar um plano de vendas voltado para os drones agrícolas, a empresa está estreitando cada vez mais os laços com o mercado financeiro. “O Magalu tem uma infraestrutura de fintechs de fazer inveja em muitos bancos!”, revela o consulto Ronaldo Cerqueira, que completa que tanto o Magalu quanto o Banco Carrefour são boas alternativas a médio prazo para quem trabalha no mercado financeiro.  

Vagas no mercado financeiro: área de investimentos aquece contratações
Vagas no mercado financeiro. Foto: Saulo Mohana/Unplash

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Concentradores de oxigênio serão doados por grandes empresas

Concentradores de oxigênio serão utilizados para o tratamento de pacientes com Covid-19 em suas próprias localidades, evitando o deslocamento e sobrecarga de hospitais; a iniciativa atende a uma chamada pública da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia em apoio ao Ministério da Saúde, a logística dos itens ficará sob responsabilidade do SUS.

Um grupo de 12 empresas se uniu em uma ação coletiva para viabilizar a doação de mais de 5.000 concentradores de oxigênio, que serão utilizados para o tratamento de pacientes com Covid-19 em suas próprias localidades, evitando deslocamentos para outras cidades e, consequentemente, a sobrecarga de hospitais. O concentrador de oxigênio é um equipamento que separa o oxigênio do ar e o fornece ao paciente em um fluxo direto e contínuo, contribuindo para a melhora de sua capacidade respiratória, uma das áreas mais afetadas pelas consequências da Covid-19.

Participam desta iniciativa as seguintes empresas: Bradesco, BRF, B3, Embraer, Gerdau, Grupo Ultra, Itaú Unibanco, Magazine Luiza, Marfrig, Natura & Co, Suzano e Unipar. O Grupo atendeu a uma chamada pública feita pela Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, em apoio ao Ministério da Saúde, para a aquisição de concentradores de oxigênio. A Air Liquide Brasil, líder mundial em gases, tecnologias e serviços para a indústria e saúde, fez a cotação geral para a importação dos equipamentos, ao custo total de R$ 35 milhões.

O uso dos concentradores doados nesta ação terá papel fundamental no combate à pandemia e consequente desafogamento do sistema hospitalar. Considerando que o tempo médio de uso do aparelho por paciente pode variar entre uma ou duas semanas, a expectativa é de que os mais de 5 mil concentradores atendam, mensalmente, entre 10 mil e 20 mil pacientes.

Cada concentrador substitui, em média, 21 cilindros de oxigênio. Juntos, os equipamentos doados suprirão o equivalente a uma produção mensal de 1.100.000 metros cúbicos do insumo, volume que demandaria mais de 108 mil cilindros por mês para ser armazenado. A quantidade de oxigênio fornecida por meio dos concentradores contribuirá ainda para evitar a sobrecarga na capacidade produtiva da indústria de gases.

A praticidade no manuseio é outra característica de destaque no uso dos concentradores. Cada equipamento pesa aproximadamente 15 quilos e necessita apenas de energia elétrica para funcionar. Essas condições facilitam o transporte e uso, inclusive, nas regiões mais remotas do País. A durabilidade também é um diferencial destes equipamentos. Os concentradores doados têm uma vida útil estimada em sete anos.

Os mais de 5 mil concentradores de oxigênio adquiridos nesta ação serão entregues ao Ministério da Saúde, a quem caberá a responsabilidade de fazer a logística de distribuição dos equipamentos. A expectativa é que os aparelhos sejam enviados aos seus locais de destino no decorrer do mês de abril.

Com essa iniciativa coletiva, as empresas somam seus esforços no enfrentamento à pandemia de Covid-19, em um de seus momentos mais agudos no Brasil. As companhias participantes desta ação estão comprometidas com os esforços da sociedade para salvar vidas e com o apoio ao Poder Público, em suas diferentes esferas, nas ações de superação à crise sanitária.

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Concentradores de oxigênio
Concentradores de oxigênio. Foto: Divulgação/Internet

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