Roubo de criptomoedas: como se defender?

Os ciberataques envolvendo roubo de criptomoedas – como as bitcoins, a mais famosa delas – se tornaram mais recorrentes durante a pandemia de Covid-19 e devem estar no foco das atenções de corporações de segurança cibernética, governos e sociedade em 2021. O primeiro passo é compreender o modus operandi desse tipo de investida, para saber como se prevenir e se defender.

Com mais de 25 anos de experiência em cibersegurança, Sandro Süffert ressalta que o problema ocorre em escala global, e o Brasil não está imune. Süffert é fundador e CEO da Apura, empresa brasileira especializada em prevenção, monitoramento e combate a ciberataques. A equipe de especialistas da Apura elaborou uma lista com as formas mais comuns de ocorrências envolvendo as criptomoedas:

1. Phishing, a forma preferida

A forma mais comum continua sendo o phishing, ataque em que o criminoso envia um e-mail, SMS ou mensagem em rede social contendo um link malicioso que, quando clicado, leva a vítima para um site falso. Assim, toda negociação de criptomoedas que essa pessoa realizar no site será enviada para a carteira do criminoso. Portanto, muito cuidado com mensagens que receber. Antes de clicar em qualquer link, certifique-se da veracidade.

2. Perfis falsos

Outra modalidade que tem se tornado bastante comum é a de perfis falsos em redes sociais, se passando por pessoas de destaque no mundo da negociação de criptomoeda. Esses perfis oferecem falsas oportunidades. Um exemplo recorrente: se a vítima depositar certa quantia em criptomoedas na carteira do suposto negociador, receberá o valor dobrado em determinados dias. A pessoa que fizer o depósito, obviamente, jamais receberá a quantia e ainda terá perdido o valor depositado. Caso seja contactado por ofertas assim, não efetue depósito algum.

3. Aplicativos falsos

Há também aplicativos falsos, para dispositivos móveis, que remetem a lojas alternativas de aplicativos. Esses aplicativos falsos se passam pelos legítimos de empresas respeitáveis no ramo das criptomoedas. Porém, quando a vítima instala um deles em seu dispositivo, todas as negociações realizadas por meio do aplicativo falso serão desviadas para o criminoso responsável. Às vezes, até mesmo um aplicativo com todos os requisitos de legitimidade é usado para desviar recursos. Em março, um aplicativo encontrado na App Store da Apple, que supostamente deveria ser utilizado para checar o saldo de contas em Bitcoins em dispositivos da empresa Trezor, foi utilizado para desviar mais de 600 mil dólares de um investidor que baixou o aplicativo acreditando estar seguro. A orientação é baixar aplicativos sempre a partir de lojas oficiais, ou dos sites da própria fornecedora do aplicativo. E mesmo aplicativos de procedência certa só devem ser baixados quando se tiver a certeza da idoneidade dos desenvolvedores, pois muitas vezes eles fazem uso de brechas para enviar aplicativos maliciosos para as lojas oficiais.

4. Uso de malwares

Existem ainda ataques mais sofisticados que envolvem o uso de malwares para realizar o roubo das criptomoedas. Estes malwares são desenvolvidos exclusivamente com esse objetivo. Eles podem atuar de diversas formas: substituindo páginas legítimas que a vítima acessa por versões falsas controladas pelos criminosos; podem trocar endereços para transação copiados de alguma página para a área de transferência por endereços definidos pelos atores; roubar as chaves de acesso das vítimas às carteiras de criptomoedas; podem, inclusive, desviar recursos computacionais do sistema da vítima para minerar criptomoedas sem que ela tenha conhecimento disso.

Um malware recém-descoberto pela empresa Avast foi o HackBoss, que acredita-se já ter faturado mais de 600 mil dólares com o roubo de criptomoedas. Quando o HackBoss é executado, ele busca por endereços de carteiras digitais com criptomoedas. O endereço dessas carteiras é copiado para a área de transferência e quando o malware detecta o endereço de uma outra carteira, substitui, desviando estes recursos para os criminosos. Para evitar cair nessa armadilha, confirme a veracidade de sites e e-mails, desconfiando de mensagens propondo vantagens ou supostamente amigáveis. Em casos suspeitos, nunca forneça senhas e nem outros dados. Ferramentas de proteção em seu dispositivo também ajudam na prevenção.

5. Sequestro de dados

Além do roubo de criptomoedas, outra frente de ataques envolvendo moedas digitais ocorre quando o criminoso exige o pagamento de dados sequestrados por meio de criptomoedas propriamente ditas. Segundo a equipe da Apura, a exigência de pagamento de resgate de dados sequestrados por meio de criptomoedas é uma estratégia para evitar a rastreabilidade e, por consequência, dificultar a identificação dos promotores dos ciberataques.

Sandro Süffert ressalva que o fato de as criptomoedas figurarem como ferramenta ou alvo cada vez mais preferidos por cibercriminosos não significa que as moedas digitais sejam, por natureza, vulneráveis. O que ocorre é o constante movimento de sofisticação dos ciberataques – os criminosos regularmente procuram alternativas para pôr em prática suas investidas.

O especialista cita o exemplo do Pix, sistema adotado pelo Banco Central do Brasil, de reconhecida segurança e eficiência. Justamente pela confiabilidade, atrai usuários e, por tabela, faz os cibercriminosos identificarem um nicho potencial para suas ações.

Por isso, reforça Süffert, a segurança cibernética deve envolver participação, cooperação e envolvimento de vários atores sociais – governos, empresas e sociedade de uma forma geral. “Precisamos desenvolver uma cultura de cibersegurança”, assinala.

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Roubo de criptomoedas: como se defender?
Sandro Suffert, da Apura S/A. Foto: Divulgação

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Prefeitura cria Patrulha Maria da Penha de Diadema

Projeto visa intensificar a proteção de mulheres vítimas de violência doméstica em medidas protetivas. Prefeitura cria Patrulha Maria Penha de Diadema

A nova gestão da cidade quer reforçar a cultura de paz, investir em prevenção e proteção social. Por isso, o prefeito de Diadema, José de Filippi, está instituindo o Projeto Patrulha Maria da Penha, pois apesar da Lei Maria da Penha e de medidas protetivas, mulheres têm sofrido violência doméstica e até feminicídio. O Decreto nº 7.866 que define a criação foi publicado neste final de semana. O policiamento caberá à GCM – Guarda Civil Municipal que destacará equipes exclusivas para desenvolver o trabalho.

De acordo com o secretário municipal Benedito Mariano, entre as prioridades da Secretaria de Defesa Social de Diadema está a proteção das mulheres vítimas de violência. Ele explica ainda que a Prefeitura agilizou a publicação do decreto porque há necessidade de maior fiscalização do cumprimento e das providências adotadas pelo sistema de justiça quando recebe a notícia de desobediência das medidas protetivas. “Infelizmente, a situação de violência contra a mulher cresceu durante a quarentena decorrente da pandemia”, disse.

O Projeto Patrulha Maria da Penha vai  atuar e investir em ações preventivas. Para isso, o trabalho será em parceria com a Casa Beth Lobo – Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Doméstica, serviço ligado à Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SASC).

O decreto do prefeito determina prazo de 90 dias para que a Secretaria de Defesa Social implemente a nova Patrulha Maria da Penha. De imediato, o comando da GCM precisa definir a equipe e organizar um curso de treinamento que inclua, principalmente, questões de gênero, além de abordar as várias expressões da violência doméstica e familiar contra a mulher e a rede especializada de atendimento.

As equipes vão contar com viaturas da GCM devidamente identificadas com a logomarca do Projeto Patrulha Maria da Penha. O trabalho consiste em realizar visitas residenciais periódicas preventivas em situações em que já tenham sido emitidas as medidas protetivas em defesa de mulheres vítimas de agressões.

Outra tarefa será fiscalizar o cumprimento das medidas protetivas por parte do autor de violência. A Patrulha também poderá subsidiar com novos elementos de prova a revisão de decisões de indeferimento de concessão das medidas protetivas. Em caso de descumprimento das medidas protetivas, a Patrulha vai, primeiramente, orientar a vítima a registrar novo Boletim de Ocorrência e, em seguida, informar o Ministério Público e a Delegacia de Defesa  da Mulher de Diadema.

Oficializar as parcerias do projeto também está entre as primeiras providências administrativas. Para tanto, a Secretaria Municipal de Defesa Social vai firmar Termos de Cooperação com outros órgãos como o Ministério Público e a Delegacia de Defesa da Mulher de Diadema.

Casa Beth Lobo

Nesse início de ano, a Casa Beth Lobo está dando acompanhamento a 126 mulheres. É importante ressaltar que não há obrigatoriedade do registro de boletim de ocorrência para ser atendida pela Casa. O trabalho do Centro de Referência à Mulher em Situação de Violência – Casa Beth Lobo é acolher as munícipes de Diadema que procuram o serviço espontaneamente, além de encaminhamentos da rede socioassistencial e intersetorial, incluindo os órgãos da Segurança Pública.

A Casa Beth Lobo oferece atendimento psicossocial individual, com foco na situação de violência de gênero, identificando as necessidades, mapeando as dificuldades e potencialidades para o enfrentamento do processo de violência.

“Se for necessário e do interesse da mulher, pode ser registrado boletim de ocorrência e solicitadas outras Medidas Protetivas de Urgência, na Delegacia de Defesa da Mulher e outras delegacias”, explica a vice-prefeita Patty Ferreira que também responde pela secretaria municipal de Assistência Social e Cidadania (SASC). “Com a Patrulha Maria da Penha, o acompanhamento das Medidas Protetivas de Urgência pode ser mais adequado, em termos de agilidade e abordagem”, explica Patty.

Em situações críticas de ameaça e risco de morte, a Casa Beth Lobo oferece amparo à mulher e seus filhos menores, por meio do Programa Casa Abrigo Regional do Grande ABC.

Serviço:

– Casa Beth Lobo – rua das Turmalinas, 35 – Centro – tel. 4043-0737

– Central de Operações da GCM – ligue 153

Patrulha Maria Penha de Diadema

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Operação da GCM e PM impede dois pancadões em Diadema

A primeira ação da operação batizada Paz e Proteção foi um sucesso neste sábado (16/01) em Diadema. Realizada pela Ronda Cidadã da Guarda Civil Municipal e pela Polícia Militar, começou às 20h e foi até 2h30, impedindo simultaneamente a realização de dois pancadões em Diadema, um nas intermediações da Rua Itália e o outro no Núcleo 18 de Agosto.

“Esse foi o início de uma nova modalidade de enfrentamento aos pancadões. É preciso ocupar os espaços para não ter as atividades que tanto perturbam o sono dos moradores e das moradoras”, disse Benedito Mariano, secretário de Defesa Social.

Foram envolvidas 60 pessoas entre policiais militares, guardas municipais e agentes de trânsito, que se dividiram em 22 viaturas. 14 automóveis e 18 motos foram vistoriados, 62 pessoas revistadas e 41 autos de infração de trânsito aplicados.

O resultado agradou a população que mora perto dos dois locais escolhidos para a primeira ação da operação de combate aos pancadões.

“Muitas pessoas fizeram questão de nos agradecer pessoalmente. E a central da GCM também recebeu várias ligações elogiando nossa ação. É muito gratificante saber que estamos no caminho certo para devolver a paz para o povo de Diadema”, afirmou o comandante da Guarda Municipal, Antônio Fonseca.

Neste primeiro momento, a operação Paz e Proteção acontecerá a cada 15 dias em dois locais diferentes de maneira simultânea e sem aviso prévio. A proposta é agir antes das aglomerações acontecerem. E o fator surpresa é primordial para que os organizadores não desloquem a festa para outro local que perturbe o sono das pessoas.

“Ação integrada e preventiva chegando antes e ocupando os espaços é a melhor forma de fiscalizar pancadões. Agradeço o comando do 24º Batalhão da Polícia Miliar na pessoa do Tenente Coronel Vlamir pela parceria e confiança na estratégia. A GCM de Diadema e a PM deram exemplo de ação preventiva”, exaltou Mariano.

O prefeito José de Filippi Jr. ficou satisfeito com o resultado da primeira operação Paz e Proteção, mas explica que é apenas o começo de uma série de medidas que vão trazer de volta a Cultura de Paz para Diadema. “Esse é o primeiro passo para garantirmos uma cidade mais segura para todos e todas. Mas não vamos parar por aí. Vamos investir em tecnologia, inteligência, videomonitoramento, opções de lazer e programas sociais que garantam um futuro para os nossos jovens. Essa série de ações em diferentes áreas vão trazer a paz e a tranquilidade que a população precisa.”

Ronda Cidadão contra o Coronavírus

A operação, que também teve o apoio da Secretaria Municipal de Transportes, distribuiu os materiais de conscientização da campanha “Sua Vida Importa pra Mim – Diadema Contra o Coronavírus”.

“A partir de agora a GCM vai estar mais próxima da população e é o nosso papel ajudar a conscientizar as pessoas sobre a gravidade da COVID-19”, disse o Comandante Fonseca.

Na última quarta-feira (13/01), saiu o decreto que institui a Ronda Cidadã da Guarda Municipal de Diadema. O objetivo é investir na prevenção e na presença da GCM nos bairros e comunidades.

pancadões em Diadema

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