Inclusão e diversidade: 57% dos profissionais negros levam em conta para escolher empresa para trabalhar

Segundo o último censo do IBGE, 54% da população no Brasil é negra. No entanto, ainda são poucas as empresas brasileiras que focam em atrair esses talentos. Em parceria com o Instituto Guetto, o Indeed, site número 1 de empregos no mundo, realizou uma pesquisa com 245 profissionais negros para entender suas percepções sobre o mercado de trabalho atual no Brasil, com relação a fatores, como inclusão e diversidade, e outros.

Segundo a pesquisa, 17% dos profissionais declararam já ter mudado de emprego por conta de práticas racistas nas empresas. Ainda, 44.5% dos profissionais consideraria trocar de emprego se sofresse ou presenciasse discriminação racial. De acordo com dados do IBGE, em 2020 o desemprego entre negros no Brasil foi 71% maior do que entre brancos.

Para Vitor Del Rey, presidente do Instituto Guetto, os dados refletem que as empresas precisam  abordar essas questões internamente e se esforçar para aumentar o senso de pertencimento de seus colaboradores, o que vai afetar diretamente a retenção de talentos. “O racismo é um grande desafio no processo de contratação e na vivência corporativa. A discriminação contra pessoas negras e pardas aparece de várias formas no dia a dia da empresa, mas começa já nos processos de seleção e promoção de vagas”, afirma.

“É necessário que as empresas fomentem uma cultura aberta às pessoas negras a partir de uma educação racial do setor de RH e com os demais funcionários da empresa. Os profissionais negros precisam se sentir respeitados, ouvidos, pertencentes e capacitados na instituição desde o processo de seleção até cargos de prestígio”. Para Del Rey, as empresas perdem por não investir em políticas internas de RH para integração e inclusão desses profissionais.

Como as empresas podem promover diversidade? 

Segundo os dados do Indeed, é possível destacar algumas ações que as empresas podem considerar para promover a diversidade racial. 72% dos profissionais entrevistados acreditam que as empresas deveriam ter funcionários negros atuando diretamente no processo de recrutamento e seleção, para serem mais inclusivos com esses profissionais durante todo o processo. Além disso, 65% entende que a participação de profissionais negros em processos decisórios e tomada de decisão ajuda a empresa a se tornar mais inclusiva. 

Para mudar o cenário de discriminação nos processos de contratação, 34% dos profissionais entrevistados acreditam que processos seletivos só para negros são eficazes para o aproveitamento de talentos de pessoas negras de uma maneira mais inclusiva. Apesar de gerar controvérsias, a medida é importante por reconhecer o racismo histórico no Brasil e um esforço para tentar repará-lo. 

Atualmente o preconceito racial está presente, por exemplo, quando profissionais negros, mesmo quando ocupam os mesmos cargos, ganham 30% a menos que os brancos, segundo o IBGE. Ainda de acordo com a pesquisa do Indeed, após salários, benefícios e crescimento profissional, o fator decisivo para 57% dos profissionais negros entrevistados ao escolherem a empresa que querem trabalhar é o nível de engajamento da organização com a inclusão e diversidade. 

Metodologia da pesquisa 

Todas as porcentagens apresentadas são dados coletados da pesquisa conduzida pelo Indeed em colaboração com o Instituto Guetto em março de 2021. Através de entrevistas em um painel online com 245 profissionais negros, a pesquisa buscou entender suas percepções sobre o mercado de trabalho atual no Brasil, desde a busca por empresas até suas vivências dentro delas e o impacto em suas carreiras. 

Sobre o Indeed

Mais pessoas encontram empregos no Indeed do que em qualquer outro lugar. O Indeed é o site de empregos nº1 do mundo e permite que os candidatos pesquisem milhões de empregos na web ou em dispositivos móveis em mais de 60 países e 28 idiomas. Mais de 250 milhões de pessoas procuram empregos, publicam currículos e pesquisam empresas no Indeed.4 Para mais informações, visite indeed.com.br 

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Mãe e Trabalhadora na Pandemia

Relly Amaral Ribeiro* é autora de “Mãe e Trabalhadora na Pandemia”.

A data é fevereiro de 2020 e faltam alguns dias para o aniversário dos meus filhos: 8 e 11 anos. Tudo preparado para a comemoração em um cinema: sala reservada, convites distribuídos, comes e bebes providenciados. Na TV e na internet as notícias referentes a “esse novo vírus” se multiplicam. China, Europa e Estados Unidos são os mais afetados.

A data é março de 2020 e se ampliam as notícias dos primeiros casos do coronavírus no Brasil. A apreensão e a incerteza aumentam em todos. O pensamento recorrente está em desmarcar a festa dos meninos. Vou ao trabalho como de costume e lá todos são informados: a partir de hoje, trabalharemos em home office por tempo indeterminado. Ao buscar os filhos na escola, foi dada a mesma orientação. Ao chegar em casa, as mães ligam e mandam mensagens desmarcando a presença no aniversário que, prontamente, também foi desmarcado por mim.

Assim teve início o meu novo normal, e para tantas mães e pais pelo Brasil. Março de 2020 foi um momento decisivo que mudou a rotina de todos. Novos termos e posturas precisaram ser tomadas, adaptadas e aprendidas. O ensino a distância e o ensino remoto, tão comum para mim – professora e pesquisadora na área desde 2007 – trouxe novos formatos, linguagens, iniciativas e perspectivas, que também necessitaram adaptações.

A preocupação com a saúde física e mental dos meus filhos, e a minha, se tornaram prioridade como nunca. Estar tranquilo e seguro, sentir-se amado e esperançoso superaram a entrega de tarefas imediatas ou a preocupação de acordar na hora certa. Somos uma equipe de afazeres domésticos e afetos.

Nesse cenário, o mundo começa a discutir o impacto da pandemia na vida dos pais. Na pesquisa nacional realizada pelo grupo Parent in Science, que obteve mais de 15 mil respostas, é reforçada a questão de gênero, apontando que as mulheres mães e as mulheres negras foram as mais prejudicadas em sua produtividade durante a pandemia. Os pesquisadores foram especialmente atingidos, principalmente mulheres: enquanto somente 70% das previsões de publicações de artigos científicos de homens foram cumpridas, o índice entre mulheres pesquisadoras foi de 50%, sendo o fator idade dos filhos um agravante, pois quanto menor a idade, menor o índice de produtividade dos responsáveis por eles.

No Reino Unindo, segundo reportagem publicada no jornal The Guardian, a editora do British Journal for the Philosophy of Science percebeu que o número de artigos enviados à publicação e feitos por mulheres havia caído drasticamente, o que não tem acontecido com os homens.

Sendo assim, neste Dia das Mães, gostaria de deixar um recado para todas as mães trabalhadoras como eu: o maior e melhor trabalho é este que vocês têm feito no dia a dia, mantendo os seus filhos e afetos saudáveis e à salvo. Porque isso sim é duradouro. Outro emprego pode vir, outras amizades também, outras oportunidades de sair, pessoas e lugares para conhecer surgirão, mas seus filhos e amores permanecerão.

Eles são o futuro que o Brasil precisará para se reconstruir e se recompor quando isso tudo passar. Então, cuidem-se, mantenham-se felizes, com a saúde física, emocional e espiritual em dia. Porque muitos dependem das mães e mulheres, das nossas permanências e constâncias. Para que nosso futuro aconteça, é necessário que você se mantenha bem!

(*) Relly Amaral Ribeiro é Mestre em Serviço Social e Política Social pela Universidade Estadual de Londrina e Tutora dos cursos de pós-graduação em Serviço Social do Centro Universitário Internacional UNINTER

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Mãe e Trabalhadora na Pandemia
Relly Amaral Ribeiro. Foto: Divulgação

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A triste falência do Judiciário do Brasil

O Poder Judiciário do Brasil é um conjunto de órgãos responsáveis por julgar os conflitos com base nas leis. Muito lindo, quando verdade. Temos magistrados que se comportam como deuses gregos, conflitando entre si, mas permanentemente unidos contra os mortais. Às vezes, contra os outros Poderes também.

Magistrado significa “superior”. A ideia é essa mesmo. Um ser superior, que por estudar muito, julga os conflitos entre as pessoas. Desde a Antiguidade, as pessoas em conflito buscaram outras pessoas que resolvessem o conflito proposto. Os governantes eram os julgadores, em sua maioria. Às vezes se buscava um árbitro, alguém de confiança das partes, com boa reputação, considerado sábio e independente, que usaria do bom senso e da moral coletiva para decidir. A decisão era quase sempre aceita por motivo de força moral: o julgador é alguém tão sábio que a decisão dele é melhor.

Com o aumento do Estado, foi-se criando estruturas administrativas, com juízes iniciantes julgando e juízes antigos revisando, o que chamamos hoje de juízes e desembargadores. Mas como o mais importante é a cultura, esta cultura jurídica foi se imiscuindo na cultura burocrática, de modo que o juiz tornou-se um cumpridor de regras administrativas, que se sente livre somente quando vai julgar.

Aí fica o perigo maior, pois ele vai deixar ali todo o conjunto de frustrações do dia, justamente na decisão que vai afetar as pessoas comuns, mas não afetará a remuneração dele.

Imaginemos um cenário em que o magistrado tem o salário proporcional à qualidade das decisões? Isso já existe. Chama-se arbitragem. O árbitro é contratado justamente por ser conhecido por ter decisões corretas, centradas, de boa qualidade, emitidas em tempo hábil. O árbitro não grita com as partes, não ameaça de prisão, não manda calar a boca. O árbitro é o oposto do magistrado. Assim, somente comprovando que possui um serviço de ótima qualidade é que o árbitro ganha seu dinheiro. O magistrado não. Pode emitir as piores decisões, que a remuneração continua lá, último dia útil do mesmo mês do trabalho. Nem precisa esperar cinco dias úteis.

O Judiciário faliu. Falência vem do latim fallere, que significa “faltar”. O que falta não é uma estrutura do Judiciário, mas sua função é que falta. A função de pacificar conflitos se torna cada vez mais rara. Um dia será inexistente. Um Judiciário preocupado com prerrogativas, garantias, remuneração, lagostas, vinhos premiados.

O Judiciário falta. A pacificação dos conflitos é o oposto. Criam-se cada vez mais conflitos, a julgar pelo que vemos no Supremo Tribunal Federal, que nos últimos três anos vem tendo decisões absurdamente casuais, ou seja, cada caso se julga com uma interpretação casuística da lei, de acordo com a cara do freguês. Não somente ele, mas o Tribunal Superior Eleitoral também não fica para trás. Um dia tratarei do mesmo nesta coluna.

Uma proposta que deixo aqui: salário do magistrado proporcional à média de votos. Após cada audiência e cada decisão, cada parte atribui uma nota de um a dez, sendo um completamente insatisfeito, e dez completamente satisfeito. Ao final do mês, um sistema eletrônico contabiliza a média dos votos, sendo dez o teto salarial do cargo, e um o piso salarial do país, ou seja, um salário mínimo. Como a parte mais sensível do ser humano é a conta bancária, o que teremos?

Magistrados preocupadíssimos com a justiça de suas decisões, procurando convencer as partes da alta qualidade daquela decisão. Para evitar problemas óbvios, é melhor que contador de votos dos usuários do Judiciário fique online 24 horas, para consulta pública.

Imagine-se, então, na pandemia. Juízes determinando lockdown em municípios, e a população convocada em peso para votar sobre a decisão do juiz, afetando diretamente seu salário. Será a primeira vez que veremos o magistrado se preocupar com as consequências sociais da sua decisão, já que inexiste isso hoje. Simplesmente decidem aquilo que ele quer, não importa o que a parte ou seu advogado alegue. Palavras ao vento em cada audiência e sustentação oral.

E para os magistrados que disserem que estou sendo injusto, e que é muito difícil ser julgador, aconselho de pronto: peça exoneração e busque um emprego mais fácil. Dizem que advogar é molezinha.

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A triste falência do Judiciário do Brasil
A triste falência do Judiciário do Brasil. Foto: pixabay

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O pedido de demissão do Ministério Público

Desde que a pandemia surgiu, o Ministério Público do Brasil pareceu ter pedido demissão de suas funções institucionais. De acordo com nossa esquecida e vilipendiada Constituição da República, o Ministério Público tem como uma de suas funções zelar pelo respeito aos Poderes Públicos e serviços públicos, inclusive medidas para a garantia dos mesmos.

Com a permissão e o aval do Supremo Tribunal Federal, que atou as mãos do Executivo Federal, em clara retaliação, no mínimo, ideológica, delegou os poderes para tratar da pandemia aos governadores e prefeitos, que, legislando por decretos, sem necessidades de leis estaduais ou municipais, terminaram com direitos básicos, como ir e vir.

No entanto, o Ministério Público tomou uma decisão: fechou os olhos, tapou os ouvidos, e se escondeu no porão de casa.

Vimos um Ministério Público que se preocupava em trancar mais ainda quem já estava com problemas econômicos. Quem sabe os membros do Ministério Público não lembram que as pessoas comuns precisam trabalhar de domingo a domingo para ganhar seu sustento, que não é uma remuneração polpuda na conta bancária, mas sim um valor que pode ser de centavos no dia?

Acontecendo diversos absurdos, como policiais e guardas municipais destruindo direitos individuais, espancando pessoas em praias e praças, soldando portas de lojas… enfim, o Ministério Público pediu demissão do trabalho, mas não do salário, desligou as luzes e foi para casa aproveitar a quarentena vip, com queijos, vinhos e patês. Ou iFood mesmo.

No entanto, vimos o Ministério Público atuar para proteger as pessoas sim. Ações judiciais e administrativas foram propostas para questionar o porquê de certos prefeitos não decretarem lockdown! O Ministério Público usou seu poder e influência para aumentar, e não diminuir, a violação aos direitos individuais e coletivos. Vimos este órgão público agir para trancar pessoas, e não libertá-las.

Os operadores do direito são um produto de seu meio. No Direito se estudam certas teses de “transformação social” e “princípios acima das leis”, em que num ambiente difuso e gasoso, não se encontram regras concretas nas quais a população pode se sustentar. Assim, o povo dá mais valor às regras imutáveis da Bíblia do que numa lei que pode não apenas ser alterada do dia para noite, mas que tem interpretação volúvel, conforme o sabor do momento.

Este mesmo Ministério Público, ao se demitir do trabalho, esqueceu quem paga seu salário. O contribuinte. Se este contribuinte decidir parar de pagar impostos, num ato de desobediência civil, o Ministério Público ficará sem salário, e vai precisar dar muita aula em cursinho preparatório para se sustentar e pagar seu iFood. A arrogância precede a queda.

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O pedido de demissão do Ministério Público
Foto: Divulgação

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Comportamento inadequado afasta jovens do mercado de trabalho

Os jovens, de 18 a 24 anos no mercado de trabalho, representam 31,4% dos desempregados 3º trimestre de 2020. É a maior taxa da série histórica com a atual metodologia, iniciada em 2012. A falta de experiência e de qualificação profissional pesam muito em uma contratação em tempos de crise, já que outros profissionais, mais experientes e qualificados, estão disponíveis e aceitam vagas que oferecem menores condições de salários e benefícios.

Porém, segundo especialistas de Recursos Humanos, questões comportamentais superam a falta de experiência e qualificação na hora de contratar jovens, tornando-se o maior impeditivo para que eles não consigam a tão sonhada vaga. Além disso, muitos não se mantêm empregados justamente porque suas atitudes os impedem de trilhar uma carreira.  Esse é um fato que se repete em todo o Brasil. Mas, que comportamentos são esses, que superam a falta de qualificação e de experiência na hora de uma contratação? E como podemos ajudar os jovens a superar essa deficiência no mercado de trabalho?

Recrutadores e empregadores listaram alguns comportamentos dos jovens que podem prejudicá-los no mundo corporativo. Nas entrevistas de emprego, eles são observados e, também, a forma como se apresentam nas redes sociais contribui para que garantam as vagas. Algumas atitudes que prejudicam uma contratação:

Falta de pontualidade – Chegar atrasado a uma entrevista é um erro que pode desqualificar imediatamente o candidato, porque demonstra falta de comprometimento.

Falar mal de pessoas e/ou situações anteriores – O jovem que, numa entrevista, tem a postura de julgar recrutadores de entrevistas anteriores ou empregadores anteriores, colocando exclusivamente nos outros a culpa por não conseguirem se manter empregados passam uma imagem ruim.

Mostrar impaciência – Demonstrar impaciência com atrasos ou perguntas que não se deseja responder pode indicar inflexibilidade.

Não interagir bem com grupos – Nas dinâmicas, desejar ser o centro das atenções ou não participar da dinâmica mostram situações opostas, mas que dizem muito sobre a personalidade do candidato. É preciso equilíbrio e coerência.

Usar apenas gírias e palavras de baixo calão – Jovens naturalmente se expressam com algumas gírias. Mas, utilizá-las sem limites indica vocabulário pobre e inadequado para o ambiente corporativo. Além disso, palavras de baixo calão não devem ser utilizadas em ambiente profissional.

Desvalorizar a oportunidade – Jovens que informam que participam da entrevista por pressão familiar ou apenas por estarem extremamente necessitados não interessam às empresas.

Comportamentos dos jovens nas redes sociais que influenciam negativamente na contratação:

Emitir, curtir ou compartilhar conteúdo violento ou preconceituoso – Quem produz ou apoia conteúdos violentos ou preconceituosos, em quaisquer âmbitos, está mostrando ao mundo quais são seus posicionamentos. Portanto, muitas empresas recusam-se a ter, em seus quadros de colaboradores, quem age de forma irresponsável no mundo virtual.

Posicionamento profissional irresponsável – Quem se vangloria por faltar no trabalho e emitir atestado falso, entre outras situações, está sujeito a mostrar ao mercado que não tem comportamento adequado para conseguir uma nova vaga de emprego.

Comportamentos adotados após empregado que fazem com que o jovem seja demitido:

Falta de pontualidade e faltas injustificadas – Demonstram, conforme citado, falta de comprometimento.

Dificuldade para trabalhar em grupo – Empresas são formadas por pessoas e é imprescindível que todos atuem em conjunto. Não se adaptar aos pares é um motivo para demissão.

Ignorar a hierarquia – Outro fator que motiva a dispensa dos jovens é que muitos deles têm dificuldade de entender e respeitar superiores. O tratamento com gestores deve ser profissional.

Desmotivação e desinteresse – O jovem que não demonstra interesse em aprender e foco em seu desenvolvimento profissional certamente não desperta nos gestores motivos para os manter no quadro de colaboradores.

Como ajudar os jovens a desenvolver habilidades comportamentais e competências?

Todas as pessoas precisam de desenvolvimento constante – e com os jovens não poderia ser diferente. Capacitá-los, de forma personalizada, é a melhor maneira de torná-los aptos ao mercado de trabalho.

Os jovens aprendem por exemplos e, também, por referências que os representam. Assim, de nada adianta utilizar linguagem inadequada com eles, com conteúdo corporativo criado para profissionais mais experientes. Se a ideia é ter eficiência, a capacitação deve ser totalmente pensada para o jovem, dentro de sua realidade.

Quando eu criei o Coaching Max, primeiro programa brasileiro de coaching para jovens, o fiz justamente porque sentia que os alunos de minha rede de ensino profissionalizante precisavam de um apoio para desenvolver habilidades comportamentais. Eu e minha equipe percebemos que nossos alunos nunca foram preparados para entender como a determinação, as metas e os objetivos, a resiliência, a empatia, as crenças limitantes, o compromisso, o comprometimento, a autoestima, o foco, o medo, a autorresponsabilidade e muitos outros sentimentos e virtudes poderiam ser trabalhados a favor de suas vidas pessoais e carreiras. Eles simplesmente ignoravam que havia, dentro deles, todas essas questões entremeadas.

Nós transformamos 100 temas em aulas de 30 minutos do Coaching Max, com vídeos e exercícios, às quais os alunos dos cursos regulares têm acesso minutos antes de seus cursos profissionalizantes, nas áreas de Profissional Administrativo Tecnológico; Games e Design; Analista de Suporte Técnico; Gestão Administrativa; Editor de Vídeos; Webdesigner; Marketing Digital; Programador Web; Youtuber; Gestão Comercial e Marketing; Secretariado; Gerente de Hotelaria e Turismo; Assistente de Refinaria e Mineração; Designer de Games; Gestão de Recursos Humanos; Kids (Mini Gênio); Informática Profissional Full; Atendente de Farmácia; Informática Profissional; Inglês Profissional, dentre outros.

Assim, em vez de apenas aprenderem a parte técnica dos cursos que adquiriam, os alunos também passaram a ter contato com conteúdo de desenvolvimento comportamental.

Muitos deles relataram, depois de algumas aulas, não entender por que havia uma inquietude que os fazia perder a paciência rapidamente, sem ponderar diante de uma situação estressante, por exemplo. Outros, ao contrário, disseram que, antes das aulas sobre determinação, objetivos e metas, sentiam um vazio enorme no peito, que os impedia de agir.

Confesso que o Coaching Max, desde sua criação, passou a ser a ‘menina dos meus olhos’. É a forma de eu ajudar os jovens a se desenvolver e, de alguma forma, levar a eles o apoio que eu mesmo não tive, naquela idade. Mas, essa é outra história, que um dia em vou contar aqui.

jovens do mercado de trabalho
Fábio Affonso, franqueador da MicroPro Desenvolvimento Profissional e Comportamental. Autor de “Comportamento inadequado afasta jovens do mercado de trabalho”. Foto: divulgação

Fábio Affonso é franqueador da MicroPro Desenvolvimento Profissional e Comportamental, uma rede com 35 escolas no estado de São Paulo. Apaixonado por ensino profissionalizante, ele idealizou o Coaching Max, primeiro programa de coaching para jovens, oferecido exclusivamente aos alunos da MicroPro como parte da estratégia de desenvolvimento comportamental da marca.

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Comerciantes do Riacho Grande se unem pela própria sobrevivência

Comerciantes do setor de bares, restaurantes e motéis do Riacho Grande, subdistrito de São Bernardo, estão unidos em prol da própria sobrevivência. O grupo está mobilizado e quer sensibilizar os governantes sobre a difícil situação pela qual estão passando e alertar que se as medidas não forem tomadas, vão falir! Eles alegam que querem apenas trabalhar, adotando todos os protocolos de saúde e segurança, para tentar recuperar os seus estabelecimentos.

O setor foi duramente afetado pelos impactos provocados pela crise em função da pandemia. Além de terem ficado fechados por longo tempo, os que permanecem no mercado ainda estão em fase restritiva de funcionamento e alertam que lhes restam pouco tempo de vida, caso a situação persista. Sem faturamento, os empresários não conseguem manter os custos com aluguel, impostos e funcionários.    

Os estabelecimentos, que estão dentro da área de jurisdição do Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC), representam a luta e o alerta que vêm sendo defendidos pelo sindicato patronal. “Já lançamos a campanha Não Somos os Culpados, Queremos Trabalhar para levar ao conhecimento de toda a sociedade a situação desse setor e que também impacta a vida de outras pessoas e famílias, pois se trata de um segmento importante na economia, gera emprego e renda. Não é possível que não seremos ouvidos”, ressalta o presidente do Sehal, Beto Moreira.

Outro fato que dobra a agonia dos empresários locais é o fato de o distrito ser ponto turístico.  Por conta da situação, muitas atrações tiveram que ser fechadas, o que diminuiu o movimento e circulação de pessoas, já que pela tradição, após as visitas, os turistas encerravam o passeio com almoço ou lanche no centro do Riacho.  “Essa ausência de turistas, tanto das cidades vizinhas, quanto de outras localidades e ainda os que estão de passagem, também afeta os motéis, que sentiram o movimento despencar com a crise”, acrescenta Beto.

Por isso, os empresários, a maioria de pequeno porte, tem se reunido frequentemente para buscar saídas. Já fizeram uma carreata até o Paço Municipal de São Bernardo do Campo e agora planejam um novo movimento, previsto para 15 de abril, desta vez incluindo também um panelaço.

Expectativa x realidade – Sandra Lopes, dona do Melos Café e Bistrot, restaurante que fica em um dos principais pontos de passagem no Riacho, na Estrada do Rio Acima, conta que já demitiu quatro funcionários. Antes, eram seis. “Estamos com muitas dificuldades, operando com 5% da capacidade, quase pagando para trabalhar, e sem condições de arcar com todo o orçamento. Temos que reabrir para voltar a trabalhar”, sugere.

Comerciantes do Riacho Grande se unem pela própria sobrevivência
Comerciantes do Riacho Grande: Sandra Lopes. Foto: Davi Bonfim

A empresária, tradicional comerciante de outro ramo de atividade, abriu o estabelecimento em agosto do ano passado, ainda na pandemia. “Tivemos a coragem de investir em um local onde conhecemos, já temos tradição, e na época acreditávamos que a situação iria mudar. Na verdade, fomos enganados com dados camuflados, pois a crise nunca melhorou. Precisamos de ajuda porque não dá para aguentar mais um mês”, revela.

Na atual fase vermelha do Plano São Paulo, medida do Governo do Estado lançada para evitar a propagação do novo coronavírus, voltou a permissão para o take away (retirada no local), sistema que representa o mínimo em vendas no seu estabelecimento, e também o delivery, modalidade em que ela não tinha normalmente. “Tanto um formato quanto o outro não é suficiente”, desabafa.

Quem também revela estar vivendo um pesadelo é Cassia Nascimento, dona do bar Carne e Cachaça, no centro do distrito. Ela e o marido, Fábio Reche, têm na atividade, a principal fonte de renda. “O nosso foco é o horário noturno, antes com música ao vivo e shows, atrações e tipo de atendimento que dependem dos clientes presencialmente. Mas, as pessoas não saem de casa e as vendas por retirada ou delivery são poucas. Na verdade, são amigos e clientes fiéis que estão nos ajudando. Não temos faturamento, já estamos trazendo dinheiro de casa, retirando o pouco que resta da poupança para nos mantermos abertos”, afirma.

Cássia e Fábio tocam o negócio sozinhos. “Tivemos que demitir os únicos dois funcionários”. O jeito foi fazer um malabarismo com as finanças e reorganizar o estoque de mercadorias no ponto comercial, que também é alugado. Segundo Cássia, o bar, que tem expertise em variedade de bebidas nacionais e importadas, agora trabalha com o mínimo em quantidade. “Nossos freezers estão quase vazios porque não temos condições de comprar. Quanto mais compramos aumenta nosso poder de negociação com o fornecedor. Só que não é isso que estamos conseguindo”, lamenta.

Comerciantes do Riacho Grande: Cássia Nascimento. Foto: Davi Bonfim.

Para Cássia, a maior angústia é não ver uma luz no fim do túnel. “Estamos desesperados. Temos uma família e não temos de onde tirar nosso sustento e seguimos empurrando com a barriga sem saber o que ainda vai acontecer. A culpa não é nossa”, afirmou. De acordo com a empresária, a fiscalização, que é frequente nos estabelecimentos locais, deveria ser mais intensa nas proximidades onde atuam os clandestinos. “Somos prejudicados por uns poucos, enquanto nós que trabalhamos corretamente somos impedidos de trabalhar”.

O Sehal segue na luta para ajudar o setor a se reerguer, fornece todas as informações necessárias para os empresários neste momento de dificuldade e de dúvidas sobre como proceder diante de tantas imposições e restrições para o funcionamento dos seus estabelecimentos. Como representante legal da categoria, cobra ações efetivas do poder público. E ainda coloca seu departamento jurídico, formado por profissionais especializados, à disposição dos seus associados.

Inclusive, protocolou ofício na Prefeitura de São Bernardo e no Consórcio Intermunicipal (reúne as sete prefeituras) reivindicando a abertura de bares e restaurantes no horário do almoço, entre 12h e 16h para atendimento, e mais uma hora, até 17h, para a organização, serviços de limpeza e encerramento das atividades. “Ainda estamos aguardando a resposta das prefeituras e esperamos contar com a sensibilidade dos representantes públicos”, finaliza Beto Moreira.

 Sobre o Sehal

Fundado em 12 de julho de 1943, o sindicato é uma entidade sem fins lucrativos e tem como objetivo apoiar os empresários reciclando conhecimento em várias áreas. Representa cerca de oito mil estabelecimentos na Região do Grande ABC. Fornece apoio com profissionais renomados nas áreas jurídicas, sanitária, organizacional, parceria com escolas e faculdades, além de lutar pela simplificação da burocracia nos âmbitos municipal, estadual e federal com redução dos impostos e ainda contribuir para a qualificação dos empresários e trabalhadores.

Oferece ainda cursos gratuitos ou com condições especiais para associados e ministrados por professores altamente qualificados, em salas de aula equipadas com datashow, cozinha completa com utensílios e insumos para as aulas práticas. É também considerado um dos sindicatos patronais mais atuantes do Brasil em razão das diversas conquistas e expansão no número de associados.

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Comerciantes do Riacho Grande se unem pela própria sobrevivência
Comerciantes do Riacho Grande: Comércios fechados. Foto: Davi Bonfim

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Parcelamento de verbas rescisórias validado pela Justiça

O acordo extrajudicial, como alguns já sabem, passou a ter previsão legal com a Reforma Trabalhista ocorrida em 2017. A Reforma trouxe alguns critérios para considerar referido acordo válido, como por exemplo, não haver qualquer indício de vício de vontade, as partes estarem representadas por advogados distintos em petição escrita e a permanência da observância do prazo para entrega dos documentos, sendo que o pagamento, e parcelamento, das verbas rescisórias não poderia ser objeto do acordo extrajudicial.

Contudo, recente decisão proferida pela Magistrada da 3ª Vara do Trabalho de Contagem, homologou acordo que previa o parcelamento do pagamento das verbas rescisórias, sendo que o principal motivo do pedido de parcelamento foi o impacto econômico causado pela pandêmica (COVID-19).

A Juíza explicou que referido parcelamento, em tese, contrariasse dispositivo legal com relação ao pagamento das verbas rescisórias, mas em contrapartida, observou que fez parte da transação a multa pelo descumprimento do pagamento no prazo estabelecido em lei e, levando em consideração o cenário econômico atual pela qual o país vive em decorrência do COVID-19, afirmou pela impossibilidade da aplicação simples e fria do princípio da alteridade, positivado no art. 2º, caput, da CLT, segundo o qual o risco do empreendimento cabe ao empregador.

Nas palavras da Juíza: “a cessação/redução da atividade da ré, e consequente impossibilidade do pagamento integral das verbas rescisórias decorre de fortuito externo; isto é, fato inteiramente estranho à atividade e à vontade da parte ré, não se confundindo, e.g., com uma inadimplência decorrente de falhas administrativas ou financeiras” e prosseguiu com a homologação do acordo extrajudicial celebrado entre as partes.

Entendemos como acertada a decisão, porque (i) levou em consideração o momento atual em que o país se encontra e além de garantir o recebimento das verbas rescisórias pelo trabalhador, acrescido de multa, ainda visou proteger também a empresa que luta para manter suas atividades; (ii) sensibilizou-se com o momento de exceção na qual a análise literal da lei não seria o melhor caminho – aplicação restritiva da lei; (iii) evitou que o judiciário tivesse que receber mais um caso com longa duração, já que por mais que o processo seja célere, levará mais tempo se comparado à jurisdição voluntária; (iv) prestigiou a boa-fé das partes e evitou a busca por uma solução fraudulenta como no caso de uma ação simulada; (v) deu segurança jurídica à empresa de pagar e não ser autuada administrativamente pela fiscalização por ter parcelado a rescisão contratual, ato esse em tese ofenderia o artigo de lei que veda o parcelamento.

Entendemos como bastante equilibrada e justa essa decisão que concedeu a oportunidade à empresa de cumprir com suas obrigações legais e, ao mesmo tempo, garantiu um fôlego para que a empresa tentasse continuar suas atividades e a manutenção do emprego de outros empregados.

Que casos como esse sirvam de exemplo a todos os magistrados do nosso país pois, embora tenha flexibilizado a previsão legal, garantiu ao ex empregado o recebimento das verbas rescisórias de forma célere e ao empregador a possibilidade de pagar com suas obrigações e tentar manter sua empresa ativa.

Jacques Rasinovsky Vieira e Luiz Eduardo Amaral de Mendonça são sócios da área trabalhista do FAS Advogados.

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Demora do governo em socorrer empresas pode ampliar desemprego

Banco de horas, negociação sindical para redução de jornada e férias coletivas são alternativas que muitas empresas têm adotado para evitar demissões e encerramento das atividades, enquanto programas como Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm) de apoio às empresas não são reeditados pelo governo federal. Essas medidas foram criadas no ano passado para ajudar o setor empresarial a enfrentar a retração do mercado e deveriam ter sido anunciadas em março para nova implantação. Demora do governo em socorrer empresas pode ampliar desemprego.

No entanto, um impasse em relação à sanção do Orçamento 2021 travou o processo de implantação desses programas e coloca em risco a sobrevivência de muitas empresas, pois sem a aprovação da lei orçamentária não é possível definir de onde sairá o dinheiro para essas iniciativas.

“Os empresários estão lutando com as armas que possuem, mas sem qualquer subsídio do governo ou flexibilização da legislação trabalhista, para manter as empresas funcionando. Certamente, essa demora prejudicará a preservação do emprego e a sobrevivência das empresas no mercado”, diz Fernando Kede, advogado especialista em Direito do Trabalho Empresarial.

Medidas como o BEm (Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda), que é uma complementação paga pelo governo a trabalhadores com jornadas e salários reduzidos ou contrato suspenso, e o Pronampe, programa que libera crédito emergencial e de baixo custo a pequenas empresas, têm sido esperadas pelos empresários que veem suas receitas diminuírem com o avanço da pandemia e as restrições impostas para conter a disseminação do vírus. “As empresas estão aguardando ansiosamente pela reedição das medidas adotadas em 2020, principalmente o BEm, que desafoga a folha de pagamento, o maior custo de uma empresa”, afirma Kede.

Outras ações também são aguardadas pelo empresariado, como a permissão para antecipação de férias individuais e a ampliação de prazo para o recolhimento do Fundo de Garantia (FGTS). “Tais medidas socorreram as empresas em 2020 no período em que suas atividades ficaram suspensas e ajudaram a preservar emprego e renda. É preciso que sejam novamente reeditadas para dar fôlego aos empresários”, diz o especialista. “Sem elas, o resultado será demissões, encerramento das atividades e aumento de demanda na Justiça do Trabalho”, completa.

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Demora do governo em socorrer empresas pode ampliar desemprego
O advogado especialista em Direito do Trabalho Empresarial, Fernando Kede. Foto:
Divulgação

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Oferta de emprego em São Paulo aumentou 13,24%, segundo Revelo

O estudo mostra ainda que a maior procura é por profissionais de tecnologia. Os desenvolvedores representam 78,5% das buscas realizadas pelas empresas

Na contramão do cenário desfavorável da pandemia, o mercado de trabalho no estado de São Paulo mostra um reaquecimento no primeiro trimestre, com um crescimento de 13,24% na oferta de oportunidades quando comparado ao mesmo período em 2020. Dentro deste cenário, o profissional que mais ganha destaque é o desenvolvedor, que representa 78,5% das buscas realizadas pelas empresas. 

A pesquisa é da Revelo, maior empresa de tecnologia para área de recursos humanos da América Latina, e foi feita com base em mais de 25 mil empresas cadastradas na plataforma. Outros profissionais que também estão em alta são os de tecnologia da informação (5,4%), Business Intelligence (4,4%) e Design (4,4%).

“As empresas estão contratando mais para tirar o atraso do fim do ano, período em que as oportunidades ficaram congeladas. Além disso, a procura por especialistas em TI é uma estratégia das companhias para ganho de eficiência, já que a pandemia gerou rápidos avanços e a necessidade de operações digitais. O setor de tecnologia cresceu 25% ano passado, e a tendência é continuar em ascensão”, reforça Lucas Mendes, cofundador da Revelo.

A maioria das colocações no estado de São Paulo é para posições permanentes, apenas 5% são para trabalhar em período temporário. “As contratações são para reforçar o time. O candidato entrará para o quadro de funcionários das companhias”, comenta Mendes. 

Para se candidatar às oportunidades da Revelo, os profissionais devem baixar o aplicativo da plataforma, ou entrar no site, fazer o cadastro, que conta com provas de avaliação de habilidades, e aguardar validação para que os seus dados fiquem disponíveis para as empresas contratantes. 

Oferta de emprego em São Paulo aumentou 13,24%, segundo Revelo

Sobre a Revelo

A Revelo, maior empresa de tecnologia do setor de Recursos Humanos da América Latina, oferece uma plataforma completa para atrair, buscar, recrutar e selecionar pessoas. Além disso, também conta com oportunidades de emprego e de estágio para pessoas com deficiência (PCD) de todo o país. Em 2019, recebeu mais de R$ 105 milhões em rodadas de investimento e se tornou a empresa mais investida do setor. Atende clientes como a B2W Digital, Mercado Livre e Vivo. A marca é considerada uma das mais inovadoras do País, de acordo com a Startups To Watch – escolhida pela Fischer Ventures, listada na Forbes como uma das principais startups brasileiras para ficar de olho.

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Como enfrentar o desemprego e se preparar para o mercado?

Perder o emprego pode deixar a pessoa em uma posição de vulnerabilidade, se sentindo desanimada, rejeitada e com a autoestima abalada. Veja como se preparar para o mercado.

O desemprego no Brasil atinge 14,3 milhões de trabalhadores, e cerca de 5,5 milhões desistiram de procurar trabalho devido às condições estruturais do mercado em 2020, segundo dados do IBGE. 

Mas a longa espera por uma recolocação que parece cada vez mais distante pode ter razões que, se identificadas e trabalhadas pelo candidato, podem fazer com que o retorno ao mercado fique mais curto.

Perder o emprego não acontece apenas com profissionais de um determinado nível social ou escolaridade. Pelo contrário, o desemprego bateu na porta de homens, mulheres, idosos, solteiros, casados, etc. “Isso pode acontecer com qualquer pessoa e é muito normal. Quando a pessoa fica desempregada ela geralmente tende a se culpar, pensar que não é capaz.

Uma demissão depende de fatos internos e externos, que muitas vezes não conseguimos controlar como, por exemplo, a economia, o caixa da empresa, vendas, etc.”, esclarece a empreendedora e Estrategista de Negócios, Tânia Gomes Luz. Após uma demissão, o primeiro passo é tentar entender o que aconteceu. Alguns comportamentos podem deixar o profissional em risco, como a falta de atualização referente aos assuntos e novidades do setor, formação, falta de proatividade, etc.

“Agora, a maioria das pessoas estão preocupadas com a parte profissional. As pessoas percebem que precisam ter conhecimento em idiomas como o inglês, para melhorar o currículo e manter ou conseguir emprego. Além de conhecimentos mais abrangentes como marketing digital, mídia e afins”, destaca o Diretor da La Femme, e-commerce de calçados flats, José Augusto. Para driblar o desemprego, voltar para a sala de aula é uma das recomendações do especialista em negócios digitais, Fellipe Guimarães.“O sucesso de uma carreira está pautado em três características: competências, autoconhecimento e networking.”, acrescenta o profissional. Dicas: 

1) Avalie as opções
Não procure apenas empregos na área em que já trabalhou. Esse é o momento de abrir seus horizontes e de ganhar dinheiro, mesmo que temporariamente, com outros talentos, como artesanato, culinária, redação, marketing digital, revenda, etc. Também é possível aproveitar os recursos da rescisão para investir no sonho de empreender e abrir um negócio próprio. “A pessoa que está fora do mercado de trabalho, precisa identificar outras áreas para possível atuação.

O empreendedorismo, por exemplo, não para de crescer, abrir o próprio negócio é uma realidade muito palpável nos dias atuais. Quando criei minha empresa, a Aya Tech, foi impactante ver tudo acontecer. Tirar uma ideia do papel, torná-la real, montar um time.”, conta a CEO da Aya Tech, Fernanda Checchinato. A Aya Tech, startup de saúde e bem-estar com tecnologia altamente 100% brasileira.

2) Qualifique-se
Caso você não possa pagar por um curso, não tem problema, existem inúmeros cursos gratuitos que além de ocupar a cabeça, podem melhorar o seu currículo. A Fundação Getulio Vargas (FGV) oferece cursos online, no site http://www5.fgv.br/fgvonline/Cursos/Gratuitos, como  “Introdução à Administração Estratégica”, “Recursos Humanos” e “Fundamentos da Gestão de TI”, etc.

O Senai e o Sesi também disponibilizam aulas livres, sem custo, no site https://eadsenaies.com.br, com certificação. É possível escolher entre, “Fundamentos de Logística”, “Redação Administrativa”, “Comunicação no Foco Organizacional” e “Tecnologia da Informação e Comunicação”, entre outros.

No site do Sebrae (http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae) os cursos gratuitos são separados por temas, como empreendedorismo, mercado, finanças, vendas, etc. Então, é só acessar e começar.  

3) Currículo nota 10
Lembre-se: o currículo é a primeira impressão que a empresa terá sobre você, por isso, envie um documento bem escrito, organizado e sem erros de português ou de digitação.

Informe os dados pessoais — nome, telefone, e-mail e idade — atualizados. Crie um e-mail profissional e sempre fique de olho nele, porque essa é a forma de contato preferida de várias empresas.

Liste suas experiências acadêmicas (nível de escolaridade, cursos feitos) e experiências profissionais (nome da empresa, cargo, data de admissão, data de demissão e principais atividades). Não minta no currículo. Lembre-se: menos é mais, por isso, não escreva mais de 2 páginas.

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País registrou 2,6 milhões de novos MEIs em 2020

Brasil tem cerca de onze milhões e 300 mil empreendedores individuais, os MEIs. Apenas em 2020, o país registrou 2,6 milhões novos MEIs.

O programa foi criado para permitir que pequenos empresários saiam da informalidade e abrange mais de 460 atividades.

O profissional recebe o CNPJ MEI e pode cadastrar uma atividade principal e até 15 secundárias.

Em 2020, o País registrou dois milhões e 600 mil novos microempreendedores individuais, a maior adesão dos últimos cinco anos.

O número foi levantado pelo Serviço de Apoio à Pequena e Média Empresa, o Sebrae, com base nos dados da Receita Federal.

Em entrevista ao G1, o analista de Gestão Estratégica do Sebrae, Thomaz Carrijo, diz que em tempos de recessão é comum que os brasileiros recorram ao empreendedorismo como alternativa de ocupação e renda.

De acordo com o especialista, a tendência foi verificada entre 2014 e 2016, período em que o Brasil passou por uma crise econômica.

Uma das exigências para se tornar MEI é ter faturamento de no máximo 81 mil reais por ano.

O empreendedor paga todos os impostos pelo Documento de Arrecadação do Simples Nacional, o DAS, e o valor pode variar entre 55 reais e 61 reais por mês.

Em parceria com Rádio2.

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País registrou 2

Taxa de desemprego estável no trimestre encerrado em novembro

Taxa de desemprego ficou em 14,1% e atinge 14 milhões de pessoas no trimestre de setembro a novembro de 2020, encerrando estável.

Na comparação com a taxa de 14 vírgula quatro por cento do período de junho a agosto do ano passado, o cenário é de estabilidade.

No entanto, houve aumento de dois vírgula nove pontos percentuais sobre o resultado do mesmo trimestre de 2019, quando o índice ficou em onze vírgula dois por cento.

Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a Pnad Contínua do IBGE.

O levantamento também indica aumento de quatro vírgula oito por cento na quantidade de ocupados no trimestre encerrado em novembro.

Foram três milhões e 900 mil pessoas a mais no mercado de trabalho, sobre o período anterior.

Com esse crescimento, o nível subiu para 48 vírgula seis por cento, com 85 milhões e 600 mil ocupados em todo o País.

A analista da Pesquisa Adriana Beringuy avalia que a expansão está relacionada com a volta das pessoas que estavam fora do mercado por causa do isolamento social e ao aumento das contratações.

O levantamento do IBGE mostra que os destaques no aumento da ocupação foram o comércio, a indústria em geral e os serviços.

Em parceria com Rádio2.

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Taxa de desemprego estável

Quase 6,8 milhões de pessoas deram entrada no seguro-desemprego

Em 2020, foram 6,784 milhões de pedidos de entrada no seguro-desemprego, segundo dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

O total é praticamente 2% superior ao registrado ao longo de 2019.

Apesar da alta anual, o número de pedidos caiu em dezembro.

Foi terceiro mês seguido de queda.

No último mês de 2020, 425 mil, 691 pessoas pediram o seguro-desemprego, a menor quantia mensal do ano e um recuo de 4,6% frente a novembro.

Para comparação, no mês de maio de 2020 quando o Brasil passava pelo auge da pandemia de coronavírus, foram registrados 960.308 pedidos.

Análise dos dados oficiais mostra também que, no ano que recém terminou, foram trabalhadores do setor de serviços os que mais deram entrada no seguro-desemprego.

O setor concentrou 41% do total, com quase 2 milhões e 800 mil pedidos.

Já os trabalhadores do comércio responderam por pouco menos de 30% do total, seguidos pelos que atuam na indústria e na construção.

Com relação ao gênero e a idade dos que perderam emprego em 2020 e, por isso, solicitaram o benefício, os registros da Secretaria mostram que 60% foram homens e 40%, mulheres.

Aproximadamente um terço dos trabalhadores que pediram o seguro-desemprego está na faixa dos 30 a 39 anos de idade e 20% na faixa entre 40 a 49 anos.

Lembrando que têm direito ao benefício o trabalhador registrado em regime CLT, dispensado sem justa causa.

O valor dobenefício depende da média salarial dos últimos três meses anteriores à demissão, respeitando teto, em 2020, mil, 813 e 3 centavos, por parcela.

São pagas entre três e cinco parcelas, dependendo do tempo trabalhado.

“Quase 6,8 milhões de pessoas deram entrada no seguro-desemprego” com informações de Rádio2.

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