Violação de dados no Brasil custou mais de R$ 5 milhões na média por cada, diz IBM

Ao mesmo tempo em que o cotidiano e as relações se tornam cada vez mais digitais, os cibercrimes consomem energia, tempo e dinheiro de empresários e de pessoas físicas também. No quesito impacto nas finanças, aliás, o custo médio global de violações registradas entre agosto de 2019 e abril do ano passado, ou seja, nove meses, foi de quase 3,86 milhões de dólares, conforme a 15ª edição do relatório anual do Ponemon Institute, publicada pela IBM Security, que ouviu 524 organizações de 17 países e regiões distintas. No Brasil, o custo médio da violação de dados é de R$ 5,88 milhões (cerca de US$ 1,12 milhão) e vem crescendo: registrou um aumento de 10,5% em relação ao ano anterior, que era de R$ 5,32 milhões.

Violação de dados no Brasil custou mais de R$ 5 milhões na média por cada, diz IBM

Gráfico: Custo total médio de uma violação de dados por país ou região, incluindo o Brasil. (Imagem em alta no link ao final do texto).

Para acessar o relatório completo, acesse o link: https://www.ibm.com/downloads/cas/RZAX14GX

De tão sério, o assunto ganhou data comemorativa. No dia 28 de janeiro é celebrado, no mundo, o Dia Internacional da Proteção de Dados. “Medo, nunca, mas, atenção, sempre”, alertou Andréa Thomé, diretora de Soluções de Cybersecurity da Everis. “Sejamos críticos e atentos o tempo todo. Nossos dados são uns de nossos bem maiores”, completou a gerente de Segurança da Informação do Banco Safra, Paula Rodrigues. O conselho das profissionais foi dado durante uma live promovida pelo Banco Safra, transmitida pelos canais da instituição. Em pauta, a proteção dos dados bancários, um dos grandes alvos de cibercriminosos. 

Violação de dados no Brasil custou mais de R$ 5 milhões na média por cada, diz IBM

Conforme Sandro Süffert, fundador e diretor da Apura Cybersecurity Intelligence – uma das maiores empresas de inteligência cibernética do Brasil –, nos últimos 12 meses, dados de órgãos, sites de e-commerce, de mídia social e de telecomunicações vazaram no país. Sandro também participou da live e, segundo ele, existe um processo de enriquecimento do crime organizado a partir dos dados roubados. “Com o processo de digitalização crescente e maximizado ainda mais pela pandemia (da Covid-19), há uma necessidade de troca de informação e não necessariamente se tem os cuidados para garantir a integridade dos dados. É um problema global e realidade no país”, alertou.

Lilian Rodas, do Banco Safra, lembrou, também, que os dados sozinhos não podem ser usados para uma fraude bancária, por exemplo, mas “se consegue usar essa informação para fazer uma engenharia social e capturar as informações sensíveis, como a senha, o número de cartão”. “Você acha que está falando com um banco e aí você passa todas as informações”, alertou. Navegando bem abaixo da superfície, os ambientes da deep e dark web mantêm um ecossistema mundial, em que os dados são trocados ou vendidos. É o famoso mercado alternativo, que se beneficia da compra e das fraudes usando esses dados.

A apropriação de dados acontece na fragilidade. As plataformas guardam informações, mas podem ocorrer brechas. O ataque exige conhecimento do atacante (o popular hacker) e, além disso, conhecimento de que essas vulnerabilidades existem. Às vezes, se levam meses e até anos para o levantamento de todas as informações. Funcionários com acesso aos dados, usando de má-fé, são responsáveis, também, por uma parcela de roubos, mas, em menor escala. “O vazamento pode ser motivado por ‘n’ autores. Vivemos a era digital e, ao mesmo tempo, vivemos a guerra cibernética envolvendo uma série de fraquezas do ambiente tecnológico que pode ser explorada”, destaca Andréa.

Independente do atacante, normalmente os agentes estudam o comportamento do usuário, a exemplo do famoso hacker Kevin Mitnick, que começou sua “carreira” encontrando primeiro no lixo e depois nos computadores de grandes empresas as informações que precisava para invadir o ambiente. Sites oferecendo prêmios, dinheiro de leilões, e-mail sobre alguma herança, na maioria absoluta das vezes, são armadilhas, conforme apresentaram os debatedores da live. “É importante que a população entenda que quanto mais fácil pareça aquele ganho, maior risco. É importante saber se as informações são íntegras, antes de embarcar nessa situação”, disse Paula.

LGPD veio para ajudar

Aprovada em 2018 e valendo no Brasil desde então, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) colocou o país ao lado de mais de 100 nações, estabelecendo limites e condições sobre a coleta, a preservação e o tratamento das informações pessoais. O documento facilitou a defesa das empresas e de usuários comuns que, como a Lei estabelece, podem registrar o furto de informações nas delegacias da Polícia Civil. A partir disso, uma investigação para apurar o crime tem início. Mas, lembraram os debatedores, evitar chegar a esse ponto ainda é o melhor caminho.

“Na área da segurança a gente sempre fala que é importante você também ser uma barreira para evitar que esses dados sejam fornecidos assim, caindo no colo de alguém que não tem boa intenção”, ressalta Sandro. “Sempre tem um jogo de gato e rato, uma situação de brechas. Com a LGPD, você tem um impacto grande no faturamento de dados, o que, dependendo do valor, pode ser vida ou morte, no caso de dados das empresas”. Além de respaldo, a Lei empodera. “Ela [a Lei] nos dá o poder de questionamento. Hoje, se nos perguntam o número do CPF para um desconto num medicamento, por exemplo, a gente pergunta: por que você precisa do CPF?”, completa Paula.

E se os meus dados vazaram?

Mas, e se mesmo fazendo a lição de casa, seus dados vazaram? “Não entre em pânico. Se vazou o número de telefone, vão te ligar. Se vazou um número de telefone residencial, vão te ligar também. Vai ser preciso ir gerenciando a situação”, explica Andréa. Há ainda outros procedimentos a serem feitos, entre eles, a troca das senhas principais de acesso aos sites mais utilizados e dos bancos que se tem contas e, claro, o registro do crime na Polícia.

O prejuízo para as empresas pode ser um pouco maior, por isso, se elas forem vítimas de violação de dados, é importante que tornem o assunto público, comuniquem seus reguladores e, especialmente, seus clientes, para que nenhuma euforia por conta disso seja criada.

Além disso, ter uma ação preventiva faz a diferença. Mas, como? No caso de pessoa física, vale, por exemplo, evitar exposição demais na rede social. Tudo o que é compartilhado pode ser usado a favor dos atacantes. Suprimir a informação de nomes e grau de parentesco, bem como a identidade das instituições onde estuda ou estudou e empresas onde trabalha ou trabalhou, é prudente. Usar com moderação, é o mais indicado.

Para as empresas, os passos precisam ser mais robustos. “A tecnologia está à nossa disposição. São mais de 1.200 players de segurança. De fato, o Brasil tem opções e está preparado neste sentido, mas não exatamente em realizações”, aponta Andréa. Se custar muito ao plano financeiro da empresa, vale apostar em outras frentes, como ficar atento às experiências de invasões internacionais e monitorar o avanço delas entre os países. “Não pense que vai acontecer só na China ou nos Estados Unidos. É ideal fortalecer as defesas dos ambientes internos de segurança, o que melhora a resiliência frente aos ataques.”

Conheça 10 maneiras de proteger seus dados:

1 – Não digite senha, e-mail ou telefone em qualquer site. Desconfie primeiro.

2 – Perceba falhas em sites que se mostram oficiais. Procure erros na logomarca, nas cores e até na escrita.

3 – Se perguntarem seu CPF ou outro dado pessoal em algum estabelecimento, questione o motivo e só revele a informação caso se sinta confortável.

4 – Não abra um e-mail enviado por um endereço desconhecido.

5 – Não baixe arquivos de sites estranhos.

6 – Use uma senha forte + uma confirmação de que é você mesmo (se possível, aposte na biometria).

7 – Desconfie do que chega até você de maneira muito sedutora (promoções, produtos muito baratos, herança, saque de dinheiro).

8 – O golpe pode envolver a família: atacantes usam informações de parentes, como nome e grau de proximidade, para, se passando por eles, pedir número de documentos e senhas.

9 – Trate do tema no ambiente familiar, orientando, especialmente as crianças, jovens e idosos.

10 – Use a tecnologia a seu favor, se informando sempre sobre o tema da segurança de dados.

SERVIÇO

Para aprender enquanto se diverte:

Filme: Caçada virtual

Livros: A arte de enganar e a Arte de invadir

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Violação de dados no Brasil custou mais de R$ 5 milhões na média por cada, diz IBM

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Mitos sobre smartphones que você precisa saber já!

Os celulares já fazem parte da rotina de muitos brasileiros e dados da 31ª Pesquisa Anual do FGVcia apontam que, atualmente, são ao todo 234 milhões de celulares inteligentes. No entanto, mesmo diante deste número que impressiona, ainda há muitas dúvidas que rondam o funcionamento destes aparelhos – e não é à toa, afinal, com o avanço da tecnologia, muita coisa mudou nos últimos anos. Para desmistificar algumas delas, Juliano Fagundes, franqueado da rede de assistência técnica para celulares e venda de acessórios, Suporte Smart, esclarece alguns mitos sobre smartphones.

  • Deixar o celular carregando a noite toda aumenta a duração da bateria.

Verdade ou mito? Mito 

A placa dos smartphones conta com controladores de cargas que regulam a tensão da bateria e, portanto, quando o aparelho chega em 100%, a energia é cortada para não danificar e aquecer o aparelho. Mas vale um alerta: muito cuidado com os carregadores paralelos, pois eles podem causar oscilação de energia no smartphone e, consequentemente, um curto circuito.

  • Imagens que são mandadas por whatsapp e fazem o aparelho travar ou desligar tem vírus.

Verdade ou mito? Mito 

Algumas imagens que rodam por aí não são vírus, embora tenham a função de travar ou retardar o funcionamento do Android. Enviadas propositalmente no whatsapp, elas são formatadas para dificultar a leitura correta, o que leva ao bug do celular.

  • Câmeras: quanto mais megapixel, melhor a imagem.

Verdade ou mito? Mito 

A quantidade de megapixels no sensor da câmera de um celular diz respeito apenas ao tamanho das fotos que serão tiradas. Assim, uma câmera com mais megapixels conseguirá tirar fotos maiores, mas não necessariamente melhores que uma câmera com menos megapixels.

Sobre a Suporte Smart

A rede de assistência técnica é uma evolução da iService Soluções, uma empresa focada em applemaníacos. Natural de Curitiba, a entrada no franchising, em 2016, repaginou o negócio, que passou adotar o nome de Suporte Smart e logo expandiu por todo Brasil com seu modelo de franquia acessível, tanto para os modelos de lojas físicas quanto, a partir de 2018, com o lançamento do delivery. Por conta da mobilidade nos grandes centros urbanos, decidiu se diferenciar das demais empresas e lançar um novo modelo de franquia delivery de conserto de celular, conquistando nos primeiros cinco meses cerca 160 microfranqueados e já operando em todos os estados do Brasil.

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Santo André antecipa vacinação contra Covid-19 para novo grupo

Agendamento para este público está disponível; Santo André antecipa vacinação; será obrigatório apresentar comprovante de residência e relatório médico no dia da imunização

A imunização contra a Covid-19 em Santo André avançará mais uma etapa na segunda-feira (10), quando a Prefeitura dará início à vacinação em munícipes com comorbidades e deficiências. É necessário realizar agendamento pelo site psa.santoandre.br/vacinacovid.

O grupo que começa a ser imunizado na segunda-feira inclui munícipes com comorbidades de 55 a 59 anos, pessoas com deficiência de 55 a 59 anos que recebem BPC (Benefício de Prestação Continuada), moradores com síndrome de Down de 18 a 59 anos, pacientes transplantados em uso de imunossupressor com idade entre 18 e 59 anos, munícipes em tratamento de hemodiálise (terapia renal substitutiva) e gestantes e puérperas com comorbidades a partir de 18 anos.

“Santo André avança na vacinação contra a Covid-19 e antecipa públicos prioritários para seguir com a imunização da nossa gente, que já ultrapassa 23% de vacinados. Um esforço constante para garantir mais doses e chegar ao maior número de andreenses imunizados”, assegurou o prefeito Paulo Serra.

Públicos – Todos os munícipes deverão, obrigatoriamente, levar comprovante de residência e documento que comprove que se enquadra nos critérios de vacinação, como relatório médico, declaração de transplantado e cartão BPC. Cada grupo será imunizado em pontos de drive-thru específicos, que irão funcionar das 8h às 17h.

Os moradores com síndrome de Down de 18 a 59 anos e as pessoas com deficiência de 55 a 59 anos que recebem BPC serão vacinados na segunda-feira, no Paço Municipal. No mesmo dia, os transplantados de 18 a 59 anos que fazem uso de imunossupressor serão imunizados no estacionamento do Grand Plaza Shopping.

Pacientes de 18 a 59 anos que realizam hemodiálise serão vacinados na segunda-feira, no Estádio Bruno José Daniel.

Munícipes com comorbidades entre 55 e 59 anos serão vacinados entre terça (11) e sexta (14), nos drive-thrus da Craisa, Estádio Bruno Daniel, Atrium Shopping e Grand Plaza. As gestantes e puérperas (mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias) com comorbidades receberão a vacina na terça e na quarta (12), no Paço Municipal.

A relação completa de comorbidades incluídas como prioritárias para a vacinação está disponível no site da Prefeitura de Santo André.

A imunização nesta etapa da campanha será realizada com um lote de 16.595 doses da vacina Oxford/AstraZeneca, produzida pela Fiocruz, que chegou nesta sexta-feira (7) em Santo André.

Profissionais da educação – Santo André também recebeu nesta sexta um novo lote de 1.340 doses da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, para continuidade da imunização dos profissionais da educação básica com mais de 47 anos. O agendamento deve ser feito pelo site psa.santoandre.br/vacinacovid.

No ponto de vacinação é obrigatório apresentar documento de identidade e o comprovante da primeira dose. Pacientes que estejam passando por tratamento oncológico devem levar, além dos documentos pessoais, uma carta de liberação médica.

Pontos de vacinação – Santo André conta com cinco pontos de vacinação drive-thru: Paço Municipal (Praça IV Centenário, no Centro), Craisa (acesso pelo portão 5, na rua Varsóvia), Estádio Bruno Daniel (Rua 24 de Maio, na Vila América), estacionamento do Grand Plaza Shopping (Avenida Industrial, 600, com acesso pelo portão do Centro Empresarial) e estacionamento do Atrium Shopping (acesso pela avenida Alexandre de Gusmão, s/nº, no estacionamento do piso G2).

Para atender o público que não tem carro, há também a opção de se vacinar em nove unidades de saúde, estrategicamente localizadas: USF Dr. Moyses Fucs, Centro de Saúde Escola, USF Vila Guiomar, USF Jardim Alvorada, USF Cidade São Jorge, USF Vila Luzita, USF Parque Miami, USF Cipreste e USF Recreio da Borda do Campo. Também é necessário realizar agendamento, exceto aos finais de semana. Neste domingo (9), excepcionalmente, todas as unidades estarão fechadas.

Para esclarecer dúvidas e obter outras informações sobre o cadastramento, além do portal da Prefeitura de Santo André, há também o telefone 0800-4848004.

Solidariedade – O Fundo Social de Solidariedade, presidido voluntariamente pela primeira-dama Ana Carolina Barreto Serra, está recebendo doações. Quem for se vacinar pode levar 1 kg de alimento não perecível para doar nos drive-thrus. Os itens irão para o Banco de Alimentos, que está entregando os itens para as famílias em situação de vulnerabilidade.

| Texto: Caroline Terzi e Tiago Oliveira
| Fotos: Alex Cavanha e Helber Aggio

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