Naval ganha ecoponto e coleta seletiva em Diadema

Esta notícia (Naval ganha ecoponto e coleta seletiva em Diadema) é com informações da Prefeitura de Diadema.

Para marcar a reabertura do Ecoponto “Nova Naval”, a Secretaria de Meio Ambiente de Diadema (SEMA) lançou hoje, 20/4, no Conjunto Habitacional Naval, a ação educativa Écoleta Solidária com o objetivo de promover a coleta seletiva em Núcleos Habitacionais. Com base nessa experiência piloto, a Prefeitura quer avançar para outras comunidades e, futuramente, consolidar o hábito da reciclagem por toda a cidade.

A partir desta data, a equipe de Educação Ambiental da SEMA começou a visitar cerca de 350 famílias que residem no Conjunto Habitacional Naval. Cada moradia será informada sobre a reabertura e funcionamento do ecoponto. Também vão receber o  folheto Écoleta Solidária que convida todos a separarem seus recicláveis e participar da coleta seletiva, cujo caminhão vai passar já na próxima sexta-feira, 23/4.

As novidades agradaram a todos. A moradora Severina Ferreira da Silva comemora a reabertura. “É muito importante a volta do ecoponto. É bom pra cidade e muito bom pra toda a comunidade da Naval. Ficamos bem satisfeitos”, disse. Quanto a coleta seletiva, ela aprovou: “Bom pra nós e bom para o meio ambiente”.

De acordo com a SEMA, a reabertura do ecoponto e essas primeiras ações para promover a implantação da coleta seletiva estão em sintonia com a Campanha Jogue Limpo com Diadema. Este ano, a Prefeitura já recolheu de milhares de toneladas de entulhos e bagulhos descartados irregularmente.

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Vagner Feitoza, o Vaguinho, a Prefeitura de Diadema está intensificando ações educativas, mas também de fiscalização com objetivo de melhorar a limpeza da cidade. “A cidade está investindo em educação ambiental, ecopontos, reciclagem e coleta seletiva para melhorar a qualidade de vida no município. Esperamos que todos colaborem para manter Diadema limpa”, explicou Vaguinho.

“Já nos próximos dias, a Prefeitura vai intensificar a fiscalização integrada contra os sujões. Se necessário, vamos multar e apreender veículos e carrinhos”, finalizou. Todas essas orientações educativas estão sendo amplamente divulgadas em out-doors, placas, carros de som e outros meios por toda a cidade e nas redes sociais da Prefeitura.

Catadores

De acordo com a SEMA, as oito famílias que deixaram de ocupar o ecoponto, após o acidente químico, estão sendo assistidas e orientadas pela Prefeitura no sentido de formarem uma cooperativa de catadores.  O plano da pasta é criar, futuramente, o Centro de Valorização do Catador para desenvolver a organização e a geração de renda desse segmento.

A intervenção da Prefeitura na Naval também contou as secretarias municipais: Habitação e Desenvolvimento Urbano; Desenvolvimento Econômico e Trabalho; Assistência Social e Cidadania; Segurança Alimentar,

Para mais informações sobre ecopontos e a limpeza da cidade, ligue para o Programa Jogue Limpo com Diadema (4059-9900), ou envie uma mensagem para joguelimpo@diadema.sp.gov.br .

Naval ganha ecoponto e coleta seletiva em Diadema
Naval ganha ecoponto e coleta seletiva em Diadema. Foto: Adriana Horvath

Lista dos ecopontos municipais:

Ecoponto Nova Naval

Endereço: Rua Idealópolis c/ av. Corredor ABD – Vila São José

Funcionamento: segunda-feira das 12h às 17h; terça a sábado das 8h às 12h e das 13h às 16h30

Ecoponto Arco-Íris

Endereço: Rua Mozart, s/nº – Jardim Promissão

Funcionamento: segunda-feira das 12h às 17h; terça a sábado das 8h às 12h e das 13h às 16h30

Ecoponto Arraia

Endereço: Rua Arraia, 50 – Eldorado

Funcionamento: segunda-feira das 12h às 17h; terça a sábado das 8h às 12h e das 13h às 16h30

Ecoponto Z

Endereço: Avenida Daniel José de Carvalho, 330 – Parque Real

Funcionamento: segunda-feira das 12h às 17h; terça a sábado das 8h às 12h e das 13h às 16h30

Ecoponto Nações

Endereço: Rua Espanha c/ Avenida Dom João VI –Taboão

Funcionamento: segunda-feira das 12h às 17h; terça a sábado das 8h às 12h e das 13h às 16h30

Ecoponto Rufino

Endereço: Estrada do Rufino, 1.059 – Serraria

Funcionamento: segunda-feira das 12h às 17h; terça a sábado das 8h às 12h e das 13h às 16h30

Ecoponto Yamagata

Endereço: Rua Yamagata, 51 – Jardim Takebe

Funcionamento: segunda-feira das 12h às 17h; terça a sábado das 8h às 12h e das 13h às 16h30

Ecoponto Caracas

Endereço: Rua Caracas, 120 – Vila Mulford

Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

Ecoponto DLU

Endereço: Avenida Pirâmide, 844 – Jardim Inamar

Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

Ecoponto Nova Conquista

Endereço: Travessa ETCD, 210 – Vila Nova Conquista

Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 8h às 16h

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Ecologia da Paisagem no planejamento da conservação da biodiversidade – Parte IV

EXEMPLOS DE APLICAÇÕES PRÁTICAS NO PLANEJAMENTO DA CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE Ecologia da Paisagem no planejamento

A conexão entre SEs/SAs e uso da terra urbana e em áreas de proteção ambiental necessitam seguir leis para um planejamento e gestão mais adequados, que permitam a conservação in situ e a manutenção destes serviços para usufruto atual e futuro na promoção do bem-estar e qualidade de vida humanos.

O planejamento da terra deve estar pautado nas métricas de paisagem para verificação do uso da terra, mudança da cobertura do solo para acompanhamento das áreas de proteção e criação de sistemas sociecológicos que deem conta de analisar a expansão urbana e suas demandas de SES/SAs (JÁUREGUI et al., 2019).

Hardt et al. (2014) apontam a criação de cenários futuros junto à elaboração de mapas de expectativas legais como valiosos para mostras os diferentes estados de conservação florestal, no auxílio de tomada de decisão em situações com interesses conflitantes entre usos da terra e agentes sociais.

A implementação de ações

Ecologia da Paisagem no planejamento
Do mirante da Vila de Paranapiacaba, é possível avistar a cidade de Cubatão-SP. Foto: André Benetti, 2014.

A implementação de ações conservacionistas pode ser dificultada quando ocorre suscetibilidade dos fragmentos florestais aos impactos de vias de acesso, campos perturbados e usos urbanos, por exemplo. Fragmentações contínuas diminuem a conectividade estrutural, iniciando processos de extinção de espécies mais sensíveis (HARDT et al., 2019).

A criação de corredores ecológicos e esforços de conservação dentro destes, podem aumentar o potencial de recolonização de espécies e o estabelecimento bem-sucedido de populações viáveis de reprodução, a longo prazo, em um processo de conservação regional (STRICKER et al., 2019).
Dorning et al. (2015) verificaram que estratégias conservacionistas que excluem o desenvolvimento de áreas prioritárias de proteção causam maior fragmentação das florestas; enquanto que as estratégias de preenchimento aumentaram a perda de recursos prioritários nas proximidades das áreas urbanas.

Os cenários de mudança de uso e cobertura da terra não apenas confirmaram que uma falha em agir provavelmente resultaria em perdas para uma rede de conservação, mas também que todos os planos de conservação não têm efeito equivalente, destacando a importância de analisar trocas entre abordagens alternativas de planejamento de conservação (DORNING et al., 2015).

Instrumentos como fomento à criação de cooperativa de beneficiamento de produtos a partir de frutos da terra, incentivo a adoção de Pagamento por
Serviços Ambientais, elaboração material técnico e de divulgação para a cidade (Educação Ambiental), elaboração de zoneamentos e criação de cenários de forma participativa com todos os stakeholders envolvidos, leis específicas, extração sustentável de frutos da terra, implantação de turismo rural e em Unidades de Conservação são alguns exemplos a serem utilizados para tentar sanar em partes, o acoplamento conservação dos SEs/SAs com um uso da terra que favoreça as diretrizes da sustentabilidade.

Referências – Ecologia da Paisagem no planejamento

DORNING, M. A. et al. Simulating urbanization scenarios reveals tradeoffs between conservation planning strategies. In: Landscape and Urban Planning, 2015 pp. 28-39.
HARDT, E. et al. Evaluating the ecological effects of social agent scenarios for a housing development in the Atlantic Forest. In: Ecological Indicators, 2014. pp. 120-130.
JÁUREGUI, C. H. et al. Aligning landscape structure with ecosystem services along an urban-rural gradient. Trade-offs and transitions towards cultural
services. In: Landscape Ecol. 2019, pp. 525–1545.
STRICKER, H. K. et al. Multi-scale habitat selection model assessing potential gray wolf den habitat and dispersal corridors in Michigan, USA. In: Ecological Modelling, 2019. pp. 84-94.

Carolina Estéfano
Mestra em Ciências – ênfase em Análise Ambiental Integrada (UNIFESP SP)
Bióloga e Gestora Ambiental

Ecologia da Paisagem no planejamento da conservação da biodiversidade – Parte III

Farina (1998) descreve 6 métodos de análise da paisagem, que utilizam dados de geoestatística, geobotânica, análise da população animal e ecologia comportamental, entre outros. A seguir, um resumo:

1 – processamento de dados numéricos e espaciais: atributos de manchas (formato, tamanho e arranjo espacial) e atributos de paisagem (complexidade do mosaico);

2- abordagem da geometria fractal: a irregularidade está presente em todos as escalas; utilizada em complexas hierarquias de paisagem e em padrões e processos de escala que necessitam de poderosas ferramentas de análise;

3 – Sistema de Informação Geográfica (SIG): tecnologia para tratamento de dados espaciais; aplicada para escala local a global; processa dados espaciais, sobrepondo mapas, combinando-os e interpretando-os;

4- Sensoriamento remoto: avaliação de imagens capturadas por satélites ou aeronaves permite ampla variedade de aplicação de técnicas;

5- Sistema de Posicionamento Global (GPS): usado no campo, automóvel e aeronave e helicóptero, coleta pontos, linhas e características da superfície;

6- modelos de populações espacialmente explícitas: usados para investigar respostas de organismos a ampla escala de processos ecológicos; descreve padrões de populações em um espaço (paisagens).

Referência

FARINA, A. Methods in landscape ecology. In: FARINA, A. Principles and Methods in Landscape Ecology. Chapman & Hall. 1998. pp. 153-214.

Carolina Estéfano

Mestra em Ciências – ênfase em Análise Ambiental Integrada
(UNIFESP SP)
Bióloga e Gestora Ambiental

Ecologia da Paisagem no planejamento da conservação da biodiversidade (consensos e divergências) – Parte II

Foto em destaque: ADRIANO GAMBARINI

Metzger (2001) definiu paisagem em um conceito integrador – unindo a abordagem geográfica com a ecológica – e englobando outros autores, como um:

um mosaico heterogêneo formado por unidades interativas, sendo esta heterogeneidade existente para pelo menos um fator, segundo um observador e numa determinada escala de observação.

Para a área e objetivo deste artigo, têm-se:

a) Unidades interativas do mosaico: uso e ocupação do território – uso e cobertura do solo –zoneamento – áreas de proteção e de habitação;

b) Fator de interesse: conservação dos SES/SAs da macrozona de proteção ambiental de Santo André – região de Paranapiacaba e Parque Andreense;

c) Observadores: homem, espécies de fauna/flora e SEs/SAs;

d) Escala de observação: meso a macro.

A Ecologia de Paisagens estuda a junção de padrões espaciais e processos ecológicos para uma análise da estrutura da paisagem visando a resposta aos principais problemas ambientais, tanto relacionado à fragmentação de habitats quanto ao uso inadequado antrópico inadequado da terra e demais elementos. Em resumo, fornece subsídios para compatibilizar uso da terra e sustentabilidade ambiental, econômica e social ao propor o planejamento da conservação da paisagem como um todo (METZGER, 2001).

Turner et al. (2001) cita uma variedade de fatores que contribuem para os padrões observados em paisagens, entre eles: abióticos, interações bióticas (clima, fisiografia e solos), padrões de uso da terra, perturbação/sucessão.

Os fatores abióticos são espacial e temporalmente variáveis; portanto, o padrão espacial na formação do solo e no crescimento da vegetação ocorre naturalmente (TURNER et. a.l, 2001).

Ainda Turner et al. (2001) definem outros processos, incluindo perturbação e recuperação de perturbações, bem como variabilidade no uso da terra, como ampliadores de heterogeneidade em uma ampla gama de escalas temporais.

A perturbação e o subsequente desenvolvimento da vegetação são os principais contribuintes para padronizar a paisagem. Perturbação no ecossistema, na comunidade ou na estrutura da população que muda a disponibilidade de recursos, do substrato ou do ambiente físico, como exemplos: incêndios, erupções vulcânicas, inundações e tempestades. Distúrbios incluem a distribuição espacial, frequência, extensão espacial e magnitude. A disseminação de perturbações e padrões de recuperação têm recebido considerável atenção na ecologia da paisagem (TURNER et al., 2010).

Jáuregui et al. (2019) cita que a expansão urbana está ligada à falta de controles de planejamento e, consequentemente estes processos de êxodo rural, têm importantes desdobramentos ambientais, sociais, econômicos e culturais, sobre as áreas de proteção ambiental.

Ainda, os mesmos autores, relatam que as invasões ocorrem nestas áreas que seriam de conservação ambiental, ocasionando a perda de SE/SAs associados a uma paisagem cultural, como sistema de defesa em paisagens urbanas.

Devido às restrições de uso de serviços de provisão e regulação, que se tornam escassos por conta do uso desordenado, em locais que não poderiam ter residências e este tipo de demanda, pois salvaguardam a manutenção de SEs/SAs para usufruto presente e futuro, além da conservação in situ, levando à escassez de áreas ‘naturalness’ (JÁUREGUI et al., 2019).

Referências

JÁUREGUI, C. H. et al. Aligning landscape structure with ecosystem services along an urban-rural gradient. Trade-offs and transitions towards cultural services. In: Landscape Ecol 2019, pp. 525–1545.

METZGER, J. P. O que é Ecologia de Paisagens? In: Biota Neotropica, vol. 1, nºs 1 e 2, 2001. pp. 1-9.

TURNER, M. G. et al. Causes of landscape pattern. In: TURNER, M. G. et al. Landscape Ecology – in theory and practice (pattern and process). Springer-erlag New York, Inc. 2001, pp. 71-90.

Carolina Estéfano
Mestra em Ciências – ênfase em Análise Ambiental Integrada

 (UNIFESP SP)

Certificação socioambiental ‘Selo Verde’ da OSCIP Ecolmeia

O que é?

Programa de certificação socioambiental destinado às organizações dos setores da sociedade, que se comprometem com o desenvolvimento de suas atividades, potencializando a valorização humana e a sustentabilidade.

Valor do Selo Verde

Possui metodologia própria da OSCIP Ecolmeia, patenteada no INPI – Proc. nº 829892117/2011. Revalidado mediante auditoria anual das suas atividades, pelo MJ – Ministério da Justiça (Proc. nª 08071.003651/2012-71).

Certificações

São 164 Organizações certificadas pelo Selo Verde Ecolmeia, que integram a Rede de Certificadas, e se tornaram multiplicadoras de boas práticas socioambientais.

Objetivos do Selo Verde

 Formar Rede de Organizações com comprometimento e responsabilidade socioambiental.

 Orientar as Organizações certificadas para o desenvolvimento de boas práticas sustentáveis.

 Tornar pública as boas práticas socioambientais da Organização perante a Sociedade.

Metodologia

Nossos auditores, capacitados, visitam a empresa e aplicam um roteiro composto por 6 temas: Social, Meio Ambiente, Cultura, Ética, Tecnologia e Economia, priorizando a valorização humana, a sustentabilidade e responsabilidade social.

Visite: https://ecolmeia.org.br/  e https://ecolmeia.org.br/selo-verde/#Apresentação
contato@ecolmeia.org.br
Carolina Estéfano
Educadora e Coordenadora de Projetos Socioambientais e Auditora Selo Verde, na OSCIP Ecolmeia

Ecologia da Paisagem no planejamento da conservação da bio

A conservação dos ambientes terrestres, que incluem os ecossistemas florestais, para suprimento de recursos naturais e equilíbrio ambiental e ecológico são tema de preocupação e cuidados globais.

Em 1988, a Constituição Federal foi elaborada para direcionar leis estaduais e municipais, de forma moderna e ancorar o artigo 225 que ‘Estabelece que todos os brasileiros têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, como um bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida saudável, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações’ (BRASIL, 1988).

Associa saúde ambiental, sustentabilidade e proteção-conservação ambiental de Serviços Ecossistêmicos e Serviços Ambientais, definidos de forma diferenciada, de acordo com o receptor.

            Serviços Ecossistêmicos – SEs, conforme a Agência Nacional de Águas (2012) preconiza, são os benefícios diretos e indiretos que o ser humano obtém a partir das funções dos ecossistemas, ou seja, os processos que produzem esses benefícios e as constantes interações entre os elementos estruturais, como por exemplo, o ciclo da água, a manutenção da diversidade gênica entre as espécies e a composição da paisagem enquanto apreciação da beleza cênica.  

            Já Serviços Ambientais – SAs, têm definição diferenciada, com foco nos benefícios percebidos pelo ser humano e nas atividades realizadas a partir desses recursos naturais e processos, como por exemplo, água para abastecimento e suprimento de necessidades básicas, matéria-prima, alimentos, recursos medicinais e recreação (ANA, 2012).

            As duas definições são consideradas neste artigo de revisão, pois se trata de conservação ambiental in situ, enquanto manutenção dos recursos naturais (Serviços Ecossistêmicos) e relação de provimentos (de recursos e serviços) à população residente na área de estudo e em contexto regional, também beneficiada (Serviços Ambientais).

            Áreas de conservação municipais são um modelo de conservação da biodiversidade e desenvolvimento local. É necessário reconhecer-se o valor dessas áreas em âmbito nacional e internacional, bem como ter-se uma gestão mais efetiva, além de apoio às iniciativas de descentralização (municípios criando e gerindo suas áreas protegidas), desenvolvimento de capacidades para a gestão (tanto do poder público quanto da população local) e fomento à cooperação técnica entre os gestores, com intercâmbio de experiências bem-sucedidas e novas metodologias (GTZ, 2010).

A área de mananciais da região de Paranapiacaba e Parque Andreense, ocupa um total de 52% da área total do território do município de Santo André, em São Paulo e compreende a Macrozona de Proteção Ambiental em relação à Macrozona Urbana.

Não existe vegetação original, exceto remanescentes, que foi modificada devido a extração de lenha para a ferrovia Santos-Jundiaí, madeira para a construção de moradias e para a indústria (olarias e serrarias), além de caça, pesca e extração de palmitos e outras espécies vegetais (PMSA, 2012b).

Há um total de 86,3% de maciços florestais (Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Densa Montana e Floresta Ombrófila Densa Altomontana) e 13,7% ocupados pela represa Billings.

Do total de maciços, 1,6% da vegetação encontra-se em estágio pioneiro de regeneração, 6,9% em estágio secundário inicial de regeneração, 32,6% em estágio secundário médio de regeneração e a maior parte, 45,2% em estágio secundário avançado de regeneração (PMSA, 2012c).

Contíguo à Vila de Paranapiacaba criou-se uma Unidade de Conservação (UC) de Proteção Integral em 2003, o ‘Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba’ – PNMNP, que protege 426 hectares de Mata Atlântica, permitindo pesquisa científica, ecoturismo e turismo pedagógico (PMSA, 2012d).

Forma, com outras duas UCs – Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Itutinga-Pilões e Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba, um continuum ecológico, que funciona como um corredor ecológico e de dispersão da diversidade genética, imprescindível para a sobrevivência das espécies (PMSA, 2012d) como demonstra a Figura 1:

Figura 1: Unidades de Conservação no território andreense – região de Paranapiacaba e Parque Andreense.

 Fonte: PMSA (2012d).

Segundo PMSA (2012a), em contrapartida à área natural preservada, bem como à legislação ambiental de proteção aos mananciais de uso e ocupação do solo ser restritiva e existir desde a década de 1970, não se conseguiu impedir satisfatoriamente o adensamento populacional e usos inadequados na região de Paranapiacaba e Parque Andreense.

Os vinte e três (23) loteamentos existentes apresentam em maior ou menor escala, problemas de regularização fundiária, desmembramentos, implantação e adaptação à legislação de proteção e recuperação dos mananciais. Porém, mantêm-se grandes parcelas de vegetação em estágios de recuperação, como já mencionado (PMSA, 2012a), conforme a Figura 2:

Figura 2: Zoneamento do Plano Diretor 2012 e loteamentos da região Paranapiacaba e Parque Andreense.

Fonte: Plano Diretor (2012)

            Como uma área a ser protegida, para perpetuação dos SEs e SAs e seus benefícios ambientais e de bem-estar/qualidade de vida para o ser humano, a Ecologia de Paisagens, ao propor métodos de análise da estrutura, função e escala da paisagem junto aos processos ecológicos abióticos e bióticos, caracteriza-se como uma ferramenta essencial para o planejamento da conservação da biodiversidade pelo poder público e demais stakeholders envolvidos, por meio da elaboração e aplicação de políticas públicas conservacionistas.

Referências

AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (BRASIL). Pagamento por Serviços Ambientais – Unidade 1: Pagamento Por Serviços Ambientais.  Agência Nacional de Águas. Brasília: ANA, 2012. 56 p.: il.  

BRASIL. Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm>. Acesso em: 3 nov. 2018.

GTZ (cooperación técnica alemana). Áreas de conservación municipal: uma oportunidade para la conservación de la biodiversidade y el desarrollo local. Reflexiones y experiências desde América Latina. Brasília, DF: 2010. p. 12; 88-89.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ-PMSA. Cartilha do gestor ambiental comunitário – Despertando olhares e ações para conservação dos recursos hídricos. Prefeitura do Município de Santo André – São Paulo: 2012a. 152 p.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ-PMSA. Cartilha do professor – Despertando olhares e ações para conservação dos recursos hídricos no ambiente escolar. Prefeitura do Município de Santo André – São Paulo: SGRNPPA/GEEA, 2012b. 160 p.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ-PMSA. Cartilha sobre o reflorestamento na região de Paranapiacaba e Parque Andreense. Prefeitura Municipal de Santo André – São Paulo: 2012c. 52 p.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ-PMSA. Plano de Manejo do Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba. Prefeitura do Município de Santo André e EKOS Brasil. – Santo André-SP, 2012d. 204 p.

Carolina Estéfano
Mestra em Ciências – ênfase em Análise Ambiental Integrada (UNIFESP SP)
Bióloga e Gestora Ambiental

Canais de diálogo e de participação da comunidade

O planejamento e gestão públicos devem ser realizados, para maior efetividade e transparência, por meio de um modelo de governança, em que governo e população discutem e optam por prioridades de forma conjunta. Mas, não necessariamente, o poder público ter alguns canais de diálogo e participação para as comunidades significa participação efetiva em qualidade e quantidade, nem realizações por parte do governo. Medir e avaliar essa participação é fundamental ao longo do processo. Como empoderar a população? Como termos participações qualificadas? O governo deve incorporar, se possível, na gestão, o que a população solicita.

Primeiro, ter os canais de diálogo é fundamental. Nem todas as esferas públicas os têm ou os têm de forma adequada. Aceitar que o senso-comum, ou seja, as comunidades ampliadas de pares atuem também na resolução de problemas e desafios, além dos técnicos e esferas políticas, demonstra transparência no processo decisório e melhor enfrentamento perante questões ambientais, sociais e éticas, segundo Funtowicz e Ravetz (1997). 

Para traçar perspectivas reais de futuro, a participação é imprescindível. List, (2006) enumera 2 razões que justificam esse envolvimento: valor prático e valor moral. Ou seja, as pessoas devem saber quais decisões serão tomadas pelos stakeholders, pois suas vidas estão em jogo e é necessário poderem se readequar em determinadas situações, de acordo com suas questões socioculturais.

Em um primeiro momento, a participação acontece por uma cooptação manipuladora, em que a população participa pensando em atender suas questões pessoais e não coletivas. O ideal é que essa população seja qualificada e atinja a automobilização e o tão esperado empoderamento, em que ser cidadão é entender que se tem direitos e deveres para com a sociedade (LIST, 2006).

Uma grande questão é a construção e a manutenção da confiança entre os envolvidos. Christopher et al. (2008) indicam que reconhecer as estórias pessoais dos membros da comunidade e aceitar as opiniões do senso-comum com suas visões de mundo diferenciadas é fundamental para maiores resultados.

Vácuos administrativos que ocorrem em transições de governo, bem como em mudanças de partidos políticos desconstroem relações estabelecidas entre poder público e comunidade local e retomá-las não é simples, levando muitas vezes, os 4 anos de gestão da equipe. Isso acarreta desânimo da população que percebe descontinuação de programas e projetos. Há descrédito também quando ocorre participação, incentivada pelo governo, que acaba por não colocar em prática os anseios e solicitações da população. Claro, nem tudo é possível, nem todos os procedimentos são rápidos, mas a população relata que há muitos descasos, fazendo com que as pessoas realmente não vejam resultados de seu tempo disponibilizado para tais espaços de diálogo em prol do bem-coletivo.

A pesquisa-ação é uma excelente metodologia, pois é aberta e dinâmica, sendo legítima ao representar os anseios da população e propor ações baseadas em processos educativos para melhorias, de forma colaborativa. Ao permitir o envolvimento dos sujeitos do problema, em um processo de reflexão e aprendizagem coletiva, fortalece a comunidade como um todo (TOLEDO, 2011). Como há efetivação para resolução do problema detectado, a população percebe-se atendida, respeitada e cria um laço afetivo com o lugar e com as demais pessoas, incluindo governo.

Jacobi et al. (2006) apontam outra metodologia que contribui para o processo de construção de tomada de decisões compartilhadas que englobam diversos setores e atores: a Aprendizagem Social. Aprender juntos a decidir e intervir juntos. Como por exemplo, a Agenda 21 Escolar é vista como a construção de propostas e ações socioambientais que problematizam e inserem o sujeito no mundo político de forma responsável, solidária e consciente.

Um desdobramento é a Agenda 21 Local, processo interessante por seu caráter agregador, mais disciplinado de organização popular, que inclui diversas atividades, como visitas de campo, biomapas, encontros para discussão das problemáticas socioambientais, cronograma de intervenções e ações no território, além do comprometimento da comunidade.

A participação é uma via de mão dupla: a população espera transparência, ganhos e incentivos, justiça, abertura de diálogo, poder intervir na realidade e resultados na política e por outro lado, o poder público tem que oferecer meios de comunicação e de negociação de conflitos em que ocorra identificação das pessoas com o objeto em discussão e a percepção da sua relevância seja enfatizada, bem como os instrumentos serem adequados à realidade sociocultural da comunidade, além de ter que qualificar a participação popular, elevando a autoestima dos sujeitos, avaliar e monitorar a participação  e dar feedbacks dos resultados esperados.

Preparar os indivíduos e grupos sociais para uma Educação Política é permitir a autonomia e o exercício da cidadania, que leva à justiça social, em que a reflexão crítica transforma e interfere em melhores condições de vida.

Referências

CHRISTOPHER, S. et al. Building and Maintaining trust in a community-based participatory research partnership. In: American Journal of Public Health 8, v. 98, 2008. 1398-1404.

FUNTOWICZ, S.; RAVETZ, J. Post-normal science and extended peer communities in the face of environmental challenges. In: História, Ciências, Saúde, v. 4, 1997. 219-230.

JACOBI, P. R. et al. Aprendizagem social: práticas educativas e participação da sociedade civil como estratégias de aprimoramento para a gestão compartilhada em bacias hidrográficas. In: São Paulo em perspectiva 2, v. 20, 2006. p. 5-18.

LIST, D. Action research cycles for multiple futures perspectives. In: Elsevier/Futures, 2006. 673-684.  

TOLEDO, R. F. de. Pesquisa-ação: aprendizagem, produção de saberes e de práticas cidadãs. In: JACOBI, P. R. (Org.). Aprendizagem social: diálogos e ferramentas participativas: aprender juntos para cuidar da água. São Paulo: IEE/PROCAM, 2011, 86 p. 

Projeto Água viva construirá Fossa-Bacia por Evapotranspiração

Hoje faço um convite a você que está lendo o Jornal Grande ABC: participe da construção de uma fossa tipo Bacia por Evapotranspiração, para tratar o esgoto doméstico!

É uma tecnologia social para melhorar a qualidade ambiental das margens da represa Billings, além de melhorar a vida de moradores, que ocorre em São Bernardo do Campo, por meio do projeto Água viva, realizado pela OSCIP Ecolmeia e patrocinado pela empresa BASF.  

Será esse sábado, dia 07, às 9:30, na rua Cirilo Pelosini, nº 252, bairro Royal Park, região do Grande Batistini, em SBC. Ficou curioso do que se trata, quer aprender a fazer? Será muito bem-vindo! Pode me procurar no dia, Carolina.

Aproveitando, estão convidados a irem em outras atividades: dia 21, construção de outras fossas e dia 28, plantio de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica (incluindo técnicas de plantio e manutenção, bem como curiosidade gerais sobre as espécies locais e da Mata Atlântica).

Metrô envia para a reciclagem 9 toneladas de baterias alcalinas

Companhia do Metropolitano encaminhou para a reciclagem em 2020 (até setembro) nove toneladas de baterias alcalinas, meia tonelada de pilhas e baterias portáteis e 256 pneus.

Todos esses itens inservíveis são encaminhados para os respectivos fornecedores e destinados para reaproveitamento ou descarte de forma que não prejudiquem a natureza.

As ações de logística reversa são firmadas em contrato e constam do Sistema de Gestão Ambiental do Metrô, que é certificado com a ISO 14001 pela adoção de políticas comprometidas com a preservação do meio-ambiente.

Jornal Grande ABC

COMUNICAÇÃO: Existem formas de falar

O Jornal Grande ABC é feito para você, e por vocês. Nossos colaboradores e jornalistas estão todos dias buscando novidades e matérias. Assim, produzindo material especial para nossos leitores. Nosso foco são as cidades de Mauá, Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo e Santo André. Além disso, cobrimos o que acontece no Brasil e no Mundo, incluindo esporte, entretenimento e tecnologias.

Não possuímos nenhuma vinculação política ou partidária. Da mesma forma, sem ligações com outras mídias já existentes na região. Nossa fundação se deu em 07 de Setembro de 2020. Desde então, cada dia estamos crescendo e chegando em mais dispositivos e usuários. Por isso, nossa maior satisfação é entregar material de qualidade para nossos leitores. Portanto, cada nova visita e comentário, nos dão mais fôlego para seguirmos firmes e fortes neste projeto.

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Parte VI: Dicas para ter uma casa mais sustentável

1. Telhado verde é uma boa opção decorativa, conceitual, para fazer uma horta, para refrescar o ambiente que está abaixo, usar melhor os espaços. Há empresas especializadas para te ajudar.

2. Tijolo ecológico – várias versões estão sendo criadas. Além de lindos, são sustentáveis e fomentam pesquisas para aprimoramento das técnicas e comunidades/pessoas a conseguirem construir suas moradias.

3. Separe seus resíduos que podem ser reciclados para a Coleta seletiva porta-a-porta de sua cidade, leve até um ecoponto ou entregue para catadores autônomos e/ou cooperativas. Desta forma, você contribui para a economia solidária (geração de renda aos catadores), diminui a quantidade de resíduos que iriam para o aterro sanitário, esgotando sua vida útil e favorece a logística reversa, ao retornar para as empresas, que não usarão recursos naturais novos

Amazônia+21: modelos de desenvolvimento regional sustentável

A programação do evento está prevista para os dias 4, 5 e 6 de novembro e ocorrerá de forma virtual

Com o intuito de estimular a identidade cultural e econômica da região amazônica, o Fórum internacional Amazônia+21 tem como propósito ajudar a criar novos modelos de desenvolvimento regional sustentável. A programação do evento está prevista para os dias 4, 5 e 6 de novembro e ocorrerá de forma virtual. O acesso será gratuito e contará com tradução simultânea para o inglês e espanhol.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), Marcelo Thomé, explica que Amazônia+21 é um fórum de diálogos que visa promover a comunicação entre os mais variados agentes que atuam no território amazônico, entre eles o governo, o setor produtivo e a sociedade civil organizada.

“Desde o dia 19 de agosto, quando iniciamos essa jornada, já tivemos dois encontros. Tivemos encontros sobre infraestrutura, regularização fundiária e agricultura na Amazônia. Sobre cidades amazônicas e, ainda, cultura e agricultura, como preparação para o evento principal, em novembro”, destaca o presidente da FIERO.  

O evento deve contar com a participação de cientistas, pesquisadores, especialistas, empresários, empreendedores, investidores, órgãos de fomento, governantes e chefes de Estado. Além da FIERO, o Amazônia+21 é promovido com o apoio da Prefeitura de Porto Velho, através da ADPVH, com correalização da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

Para ter acesso aos debates, os interessados devem se inscrever aqui. O acesso por este canal é importante, principalmente para quem não tem domínio da língua inglesa ou espanhola, já que a tradução simultânea só será disponibilizada por esta plataforma e alguns convidados não falam português.

Eventos anteriores

Antes da realização do Fórum internacional Amazônia+21, outros eventos importantes foram realizados. Em um deles, no último dia 14, foi debatido o assunto vida nas cidades amazônicas e oportunidades de negócios sustentáveis.  Para o aprofundamento do tema, foi necessária a divisão em dois diálogos.

O primeiro apresentou a temática “Cidades e Desenvolvimento Sustentável”, com informações repassadas pelo gerente de Relações Institucionais do Iclei América do Sul, Rodrigo Corradi. A prefeita de Boa Vista, Teresa Surita, chegou a apresentar um projeto de sustentabilidade de energia por meio de investimentos em energia fotovoltaica.

“Nossa capital é a única que não é interligada ao sistema nacional de energia elétrica. E preocupados com poluição, focamos no investimento em placas solares, pois a região nos permite”, afirmou.

O projeto piloto foi desenvolvido na comunidade indígena Darora, que conta com cerca de famílias. Com o sucesso da experiência, outras cinco usinas solares foram construídas e atendem diversos órgãos públicos, como a prefeitura, secretarias municipais, mercado municipal e pontos de ônibus climatizados.

“Até o final do ano entregaremos mais uma usina, que, somada às já concluídas, representará uma economia de R$ 5 milhões/ano, a preservação de 245.629 árvores, abastecimento de mais de 9 mil residências e diminuição de 7,5 milhões em emissão de gás carbono”, salientou Teresa Surita.

Na avaliação do diretor regional da ONU-Habitat para América Latina e Caribe, Elkin Velásquez, atualmente há uma necessidade de progresso na agenda da sustentabilidade. Segundo ele, incluir a região no chamado bloco da panamazônia é um meio de chamar a atenção dos governos para a importância da sustentabilidade e do desenvolvimento.

Fonte: Brasil 61

Gestão comunitária da água é a esperança para 17 milhões

A conclusão é de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

Segundo o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), nos próximos anos, 17 milhões de pessoas que moram em áreas rurais terão saneamento básico. A pesquisa “Soluções e Dificuldades do Saneamento Rural no Brasil” leva em conta alternativas de gestão comunitária da água e foi feita com base em dados coletados entre 2018 e 2019 pelo IBGE, pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e por pesquisa de campo.

De acordo com o responsável pelo estudo, Gesmar Santos, as populações mais necessitadas da infraestrutura residem, sobretudo, no nordeste e no norte do país como na região amazônica. São populações indígenas, ribeirinhas, quilombolas, produtores rurais, seringueiros e demais habitantes do meio rural. 

O pesquisador explica que os desafios para levar o saneamento básico a estas regiões vai além do difícil acesso. “Primeiro, fazer com que as populações se organizem em associações, em entidades que tenham capacidade de receber os sistemas e dar continuidade a eles. O segundo desafio é garantir o investimento, o financiamento e o terceiro é capacitar as pessoas, os projetos e as instituições que levam até os beneficiados as condições para que se instale os sistemas adequadamente.”

Em julho deste ano o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou o novo Marco Legal do Saneamento Básico. O principal objetivo da legislação é universalizar e qualificar a prestação dos serviços no setor com meta para alcançar a universalização do serviço até 2033. O marco prevê a garantia de que 99% da população brasileira tenha acesso à água potável e 90% ao tratamento e a coleta de esgoto até esta data. 

De acordo com Wilson Tadeu Lopes, pesquisador da Embrapa Instrumentação, o Brasil ainda não está no caminho certo para alcançar este foco. “Estamos muito longe disso. A grande maioria dos municípios ainda não reconhece o saneamento rural como uma obrigação. Os números são incertos, não existem nos planos municipais de saneamento básico. Geralmente o morador rural ou é descrito de maneira muito periférica ou sequer é mencionado. Tem muito trabalho ainda para se fazer”, conclui.

Segundo explica a professora da Universidade Federal de Minas Gerais e associada ao Observatório dos Direitos à Água e ao Saneamento, Sonaly Rezende a solução apontada pelo estudo do Ipea para moradores de áreas rurais por meio da gestão comunitária, precisa, além do engajamento populacional, de recursos do Programa Nacional de Saneamento Rural (PNSR).

“Uma gestão comunitária está relacionada ao associativismo, ao cooperativismo, a participação popular nos fóruns para tomada de decisão sobre saneamento básico. O PNSR trata dessa questão, define dentro de uma diretriz destinar investimentos públicos para o saneamento rural com o intuito de ampliar o volume ou priorização de beneficiários com menor capacidade de endividamento”, afirma.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou, em 2017, que 55% dos habitantes do meio rural tinham acesso à água tratada de forma segura e apenas 35% tinham acesso a algum sistema de esgotamento sanitário seguro. No Brasil, atualmente, cerca de 31 milhões de pessoas vivem no campo e dependem de soluções individuais ou coletivas.

Fonte: Brasil 61

Parte V: Dicas para ter uma casa mais sustentável

  1. Coletar água de chuva em cisternas e baldes grandes, para aproveitá-la em situações que não exigem água potável, como regar o jardim, lavar carro e quintal ou até mesmo na descarga dos vasos sanitários.

2. Torneiras com aerador (espécie de “chuveirinho) garante uma menor vasão de água, além de torneiras com temporizador, que fecham sozinhas após determinado tempo, são uma boa opção para economizar água.

3. Reaproveitar pallets e madeira de demolição na decoração e confecção de móveis. Mais sustentável, impossível, além de lindo e conceitual!

Estados se unem em prol da solução da crise climática

Gilberto Gil fará a abertura do evento, que contará com a presença dos governadores João Doria (SP), Flávio Dino (MA), Renan Filho (AL), Waldez Góes (AP), Renato Casagrande (ES), Paulo Câmara (PE), entre outros. O evento também reúne Ignacio Ybañez Rubio, embaixador da União Europeia (UE) no Brasil, e Jerry Brown, ex-governador da Califórnia (EUA). 

Proporcionar o intercâmbio de boas práticas entre as experiências dos estados brasileiros e de outros países e convidar os governadores estaduais comprometidos com a solução da crise climática para liderar a construção de uma rede de ações para uma governança climática sustentável. São estes os objetivos principais do I Encontro Internacional Governadores pelo Clima, que acontece nesta quinta-feira (29), às 14h, pelo Centro Brasil no Clima (CBC), instituição dedicada a aumentar a conscientização e promover mobilizações para a ação climática. O evento acontecerá no formato virtual, com transmissão ao vivo em http://bit.ly/GovernadoresPeloClima2020

O cantor e compositor Gilberto Gil fará a abertura do evento, cantando a música Refazenda especialmente para o evento, a fim de sensibilizar os participantes para a importância da tomada de ação para resolver a questão climática. Entre as presenças confirmadas, estão os governadores Renan Filho (Alagoas); Waldez Góes (Amapá); Renato Casagrande (Espírito Santo); Flávio Dino (Maranhão); Helder Barbalho (Pará); Paulo Câmara (Pernambuco); Wellington Dias (Piauí); Cláudio Castro (Rio de Janeiro); Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte); Eduardo Leite (Rio Grande do Sul); João Doria (São Paulo) e ainda os vice-governadores Marcus Vinicius Britto de Albuquerque Dias (DF) e Wanderlei Barbosa Castro (Tocantins). Outros governadores estão em fase de confirmação.Também participam Ignacio Ybañez Rubio, embaixador da União Europeia (UE) no Brasil; Yvon Slingenberg, diretora de Ação Climática da Comissão Europeia, e Jerry Brown, ex-governador da Califórnia (EUA), além de Israel Klabin, associado e membro-fundador do CBC. 

Durante o encontro, que será mediado pela jornalista Andreia Coutinho e terá tradução simultânea, serão apresentadas as experiências exitosas já realizadas por governadores de outros países e regiões, como Estados Unidos, Argentina e União Europeia.

“O objetivo da articulação Governadores Pelo Clima é somar forças dos Estados visando cumprir os compromissos do Brasil no Acordo de Paris; discutir sobre as oportunidades de geração de empregos da economia verde e estruturar canais de intercâmbio internacional entre movimentos similares de outros países”, destaca Sérgio Xavier, articulador político do CBC e coordenador da realização no Brasil de projeto apoiado pelo SPIPA – Strategic Partnerships for the Implementation of the Paris Agreement, iniciativa da União Europeia.

“Durante o encontro, teremos a oportunidade de refletir como a experiência europeia pode nos inspirar sobre a implantação de abordagens transversais para enfrentar as mudanças climáticas, de discutir os  desafios e oportunidades que as iniciativas implantadas em outros países possuem, além de debater como os governadores e a sociedade podem estabelecer um diálogo mutuamente benéfico para a prevenção e adaptação aos impactos climáticos”, declarou Guilherme Syrkis, Diretor Executivo do CBC.

Carta de Compromisso

Na ocasião, será apresentada a carta de compromisso para institucionalizar o Conselho de Governadores pelo Clima e criar sua base executiva, composta por representantes dos governadores. O documento ressalta o papel central dos governos subnacionais (ou seja, os governos estaduais) no esforço global para manter o aquecimento da Terra bem abaixo de 2 °C e para acelerar a transição para uma economia limpa e inclusiva, que beneficiará a segurança, a prosperidade e a saúde de toda a população.

“Considerando tais urgências e oportunidades, os governadores brasileiros signatários da presente carta instituem a aliança Governadores pelo Clima, em sintonia com outras iniciativas similares nos diversos continentes. Seremos uma coalizão suprapartidária, agregando ideias, forças e conhecimentos para enfrentar essa ameaça existencial. Com o compromisso de ação continuada, os governadores signatários indicarão representantes executivos para consolidar a institucionalidade da aliança e construir uma agenda estratégica nacional e internacional”, ressalta um dos trechos do documento.

Sobre o Centro Brasil no Clima

Fundado por Alfredo Sirkis, um dos principais líderes do movimento ambientalista no país, o Centro Brasil no Clima (CBC) é um think tank sediado no Rio de Janeiro que tem como objetivo estimular o debate público para resultar em uma sociedade mais sustentável. Desde 2018, a instituição realiza um projeto no âmbito das Parcerias Estratégicas para a Implementação do Acordo de Paris (SPIPA, em inglês), uma iniciativa da União Europeia, para desenvolver e reforçar a governança subnacional na área de mudança do clima.  

 Programação 

●             Abertura – Gilberto Gil, cantor e compositor; Guilherme Syrkis, diretor executivo do Centro Brasil no Clima (CBC), e Israel Klabin, associado e membro-fundador do CBC.

·       Ignacio Ybañez Rubio, embaixador da União Europeia (UE) no Brasil

●            Ação climática na Europa – A importância de uma abordagem transversal e multinível – Yvon Slingenberg, Diretora de Ação Climática da Comissão Europeia.

●             Mensagem em vídeo de Jerry Brown (ex-governador da Califórnia).

●             Alianças de Governadores dos Estados Unidos: Reed Schuler (conselheiro-sênior de política do governador Jay Inslee, de Washington) e Aimee Barnes (consultora-sênior do ex-governador Jerry Brown, da Califórnia)

●             Alliance for Climate Action – ArgentinaManuel Jaramillo, diretor-geral da Fundación Vida Silvestre.

●             Participação dos governadores brasileiros: Alagoas – Renan Filho; Amapá – Waldez Góes; Espírito Santo – Renato Casagrande; Maranhão – Flávio Dino; Pará – Helder Barbalho; Pernambuco – Paulo Câmara; Piauí – Wellington Dias; Rio de Janeiro – Cláudio CastroRio Grande do Norte – Fátima Bezerra; Rio Grande do Sul – Eduardo Leite; São Paulo – João Doria e os vice-governadores do Distrito Federal  – Marcus Vinicius Britto de Albuquerque Dias e do Tocantins – Wanderlei Barbosa Castro. Outros governadores ainda estão em processo de confirmação de presença.

●             Apresentação da carta de compromisso para institucionalização do Conselho de Governadores pelo Clima.

●             Encerramento, conclusões e próximos passos – Sergio Xavier, Coordenador e Articulador Político do CBC.

·         Apresentação e moderação – Andrea Coutinho, jornalista.

Serviço

  • I Encontro Internacional Governadores pelo Clima
  • Quinta-feira (29), às 14h (Hora de Brasília)
  • Duração aproximada de duas horas e tradução simultânea português-inglês
  • Transmissão em: http://bit.ly/GovernadoresPeloClima2020 

GOVERNADORES SE REÚNEM EM EVENTO EM PROL DA SOLUÇÃO DA CRISE

I Encontro Internacional Governadores pelo Clima é realizado pelo CBC e também traz Waldez Goes (AP), Renato Casagrande (ES), Helder Barbalho (PA), Yvon Slingenberg, diretora de Ação Climática da Comissão Europeia, e Jerry Brown, ex-governador da Califórnia (EUA).

De forma inédita, diversos governadores do Brasil se reúnem nesta quinta-feira (29), para discutir práticas que possam resolver a crise climática que fortemente assola o país. O I Encontro Internacional Governadores pelo Clima, realizado pelo Centro Brasil no Clima – CBC, surge para promover o intercâmbio de boas práticas dos estados brasileiros e de outros países e firmar pactos com os governadores estaduais, comprometidos com a solução da crise ambiental do Brasil. A meta é liderar a construção de uma rede de governanças sustentáveis, dedicada a aumentar a conscientização e promover mobilizações que reduzam os impactos negativos causados pela degradação do meio ambiente. O encontro virtual ocorre a partir das 14h e será transmitido através do: http://bit.ly/GovernadoresPeloClima2020 e Youtube do Centro Brasil no Clima.

Na ocasião, será apresentada a carta de compromisso para institucionalizar o Conselho de Governadores pelo Clima e criar sua base executiva, composta por representantes dos governadores. O documento ressalta o papel central dos governos subnacionais (ou seja, os governos estaduais) no esforço global para manter o aquecimento da Terra bem abaixo de 2 °C e para acelerar a transição para uma economia limpa e inclusiva, que beneficiará a segurança, a prosperidade e a saúde de toda a população.

“O objetivo da articulação Governadores Pelo Clima é somar forças dos Estados visando cumprir os compromissos do Brasil no Acordo de Paris; discutir sobre as oportunidades de geração de empregos da economia verde e estruturar canais de intercâmbio internacional entre movimentos similares de outros países”, destaca Sérgio Xavier, articulador político do CBC e coordenador de projetos do SPIPA – Strategic Partnerships for the Implementation of the Paris Agreement, no Brasil.

O evento acontecerá no formato virtual, com transmissão pela internet e tradução simultânea. Entre as presenças confirmadas, estão os governadores Waldez Goes (Amapá); Renato Casagrande (Espírito Santo); Flávio Dino (Maranhão); Romeu Zema (Minas Gerais); Helder Barbalho (Pará); Paulo Câmara (Pernambuco); e João Doria (São Paulo).Também participam Yvon Slingenberg, diretora de Ação Climática da Comissão Europeia, e Jerry Brown, ex-governador da Califórnia (EUA), além de Israel Klabin, associado e membro-fundador do CBC. Durante o encontro, que será apresentado pela jornalista Andreia Coutinho, serão apresentadas as experiências exitosas já realizadas por governadores de outros países e regiões, como Estados Unidos, Argentina e União Europeia.

“Durante o encontro, teremos a oportunidade de refletir como a experiência europeia pode nos inspirar sobre a implantação de abordagens transversais para enfrentar as mudanças climáticas, de discutir os  desafios e oportunidades que as iniciativas implantadas em outros países possuem, além de debater como os governadores e a sociedade podem estabelecer um diálogo mutuamente benéfico para a prevenção e adaptação aos impactos climáticos”, declarou Guilherme Syrkis, Diretor Executivo do CBC.

Carta de Compromisso

“Considerando tais urgências e oportunidades, os governadores brasileiros signatários da presente carta instituem a aliança Governadores pelo Clima, em sintonia com outras iniciativas similares nos diversos continentes. Seremos uma coalizão suprapartidária, agregando ideias, forças e conhecimentos para enfrentar essa ameaça existencial. Com o compromisso de ação continuada, os governadores signatários indicarão representantes executivos para consolidar a institucionalidade da aliança e construir uma agenda estratégica nacional e internacional”, ressalta um dos trechos do documento que será apresentado aos governadores.

Sobre o Centro Brasil no Clima

Fundado por Alfredo Sirkis, um dos principais líderes do movimento ambientalista no país, o Centro Brasil no Clima (CBC) é um think tank sediado no Rio de Janeiro que tem como objetivo estimular o debate público para resultar em uma sociedade mais sustentável. Desde 2018, a instituição realiza um projeto no âmbito das Parcerias Estratégicas para a Implementação do Acordo de Paris (SPIPA, em inglês), uma iniciativa da União Europeia, para desenvolver e reforçar a governança subnacional na área de mudança do clima.

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Parte IV: Dicas para ter uma casa mais sustentável

  1. Plante árvore na calçada ou no quintal.  Ela absorve gás carbônico; abriga pássaros, insetos e pequenos mamíferos, entre outros animais; é um ser vivo que necessita de cuidados, então é bom para saúde mental; oferta sombra e umidade/gás oxigênio para respirarmos melhor.
  2. Reuse potes de vidros de conservas e demais produtos, para guardar mantimentos, além de fazer artesanatos, como vasos, porta-velas, porta escova de dente, entre tantas opções. A internet traz inúmeras opções simples de fazer.
  3. Instalar toldos, para evitar o superaquecimento da casa especialmente nos dias de calor; desta forma, evita-se o uso de ventiladores ou ar-condicionado, economizando energia e diminuindo a conta.
  4. Os painéis de energia solar estão se tornando cada vez mais acessíveis e já são uma alternativa a ser considerada para reduzir o consumo de energia elétrica.
  5. Responsável por um dos maiores desperdícios de água, a descarga pode se tornar mais econômica se tiver uma caixa acoplada. Se houver o dispositivo para líquido e sólido, então, economizará mais.

Parte III: Dicas para ter uma casa mais sustentável

  1. Prefira consumir produtos locais e da estação. Eles não precisam ser transportados de longa distância e, por isso, a emissão de carbono e de poluição é mínima. É mais saudável e você apoia a economia solidária, pequenos produtores. Esta situação serve para qualquer produto que queira adquirir: artesanato, papelaria, mercado, etc.
  2. Leve uma ecobag ao fazer compras, de preferência de pano resistente ou carrinhos. Use menos sacolas e sacos plásticos.
  3. O óleo da fritura, que você prepara seus alimente deve ser armazenado em garrafas PET para fazer sabão em pedra caseiro ou ser entregue em instituições que fazem este sabão. Nunca jogue ralo abaixo: as baratas adoram, fora que entope o encanamento.
  4. Usar papel sulfite comum e não reciclado. Pois é! Para reciclar o papel na indústria usa-se muitos compostos químicos e água para deixar o mesmo liso e com cor adequada. Mas reciclar em casa é válido, pois não usamos estes produtos! Coloque sementinhas, ervas, fica lindo!
  5. Use a escada em prédios, esqueçam elevador de vez em quando, ou se for em andares próximos. Poupa energia, faz exercício físico e convive mais com as pessoas.

Dicas para ter uma casa mais sustentável

Não deixe os aparelhos eletrônicos ligados dia e noite em modo stand by, pois consomem energia sem necessidade, além de pagar mais em sua conta por algo que não usou!

Compre eletrodomésticos mais eficientes, atestados pelo selo

Procel de Economia de Energia (consulte http://www.procelinfo.com.br/main.asp?TeamID=%7B88A19AD9-04C6-43FC-BA2E-99B27EF54632%7D).

Deixe a luz natural entrar em sua casa!Abra janelas, portas, cortinas, para o Sol entrar. Assim, você economiza no gasto e na conta de energia, além de ser fonte de bem-estar físico e mental, agindo sobre a umidade da casa. 

Consuma alimentos frescos, de preferência. Desta forma, você não precisa de freezer.

Use lâmpadas fluorescentes que duram até 10 vezes mais que as incandescentes e, assim, economizam no gasto de energia elétrica e na conta.

Pendure as roupas no varal em vez de usar secadora. Secar atrás da geladeira, só consome energia extra.

Projeto para áreas de mananciais é habilitado no Comitê do Alto Tietê

Plano foi elaborado pela entidade regional por meio do GT Meio Ambiente

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC teve seu projeto para sinalização e identificação das áreas de mananciais habilitado na quarta-feira (14/10) pelo colegiado do Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê (CBH-AT).

O Plano Regional de Sinalização e Identificação Visual das Áreas de Mananciais dos Municípios do Grande ABC foi elaborado pela entidade regional por meio do Grupo de Trabalho (GT) Meio Ambiente. Como inovação, a iniciativa propõe que sejam consideradas novas formas de comunicar e indicar as áreas de mananciais para além das instalações de placas.

O presidente do Consórcio ABC e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão, ressaltou a importância da iniciativa para as sete cidades
e para a Região Metropolitana de São Paulo.

“Mais da metade do Grande ABC é área de manancial. Por isso, nosso objetivo é que a população residente e quem transita por locais próximos aos mananciais reconheçam esse território e importância da sua preservação”, afirmou Maranhão.

Entre os critérios para habilitação e hierarquização estão a abrangência regional, o atendimento ao programa e a população beneficiada. A proposta apresentada pelo Consórcio ABC atendeu de forma integral às exigências de conteúdo técnico colocadas pelo colegiado do CBH-AT, recebendo maior pontuação entre os projetos habilitados.

“O resultado mostra a capacidade técnica e de planejamento dos consórcios públicos e comprova o fortalecimento das ações consorciadas. Além disso, o fato de nosso projeto ter recebido a maior pontuação é motivo de orgulho e de incentivo para continuidade do trabalho para desenvolver políticas públicas conjuntas”, disse Maranhão.

A próxima etapa de avaliação do projeto deverá ser feita pelo agente técnico que será eleito pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro). A iniciativa, se aprovada, será viabilizada com recurso proveniente do Fehidro, sem contrapartida por parte do Consórcio ABC e das prefeituras
da região.

Foto: Divulgação/Consórcio ABC

Cultive seu jardim-horta

Quer algo prazeroso para realizar com seu pai e compartilhar bons momentos de descontração e união, optando por saúde, qualidade de vida e bem-estar? Cultivar um jardim de flores, árvores (incluindo frutíferas), gramado, uma horta com legumes, verduras, temperos e ervas, escolhendo espécies nativas da Mata Atlântica, pode ser uma excelente atividade a ser concretizada em família.

Pode ser em canteiros, verticais – nas paredes, em vasos/bacias (inclusive em espaços pequenos, como sacadas de apartamentos e em espaços maiores (com divisões para conter diversidade de espécies, que atraem polinizadores – abelhas, pássaros, morcegos, macacos, evitando pragas e doenças), o importante é que é possível ter seu espaço para apreciação, relaxamento, cuidados e colheita de alimentos frescos e livres de agrotóxicos.

Com ferramentas básicas, que inclusive são um ótimo presente para os pais, você consegue criar e realizar a manutenção de seu espaço. São elas: tesoura de poda, serrote de poda, pazinha. Rastelo, enxada, facão, roçadeira, carrinho de mão, cortador de grama, mangueira, regador, vassoura, rodo, pá de lixo. Há tantas outras ferramentas que você pode adquirir, mas o kit básico já dá para trabalhar em escala doméstica.

A seguir apresento as etapas para realizar a manutenção em seu jardim-horta, que é uma etapa mais difícil do que a criação:

  1. Retirar ervas daninhas do gramado, ou seja, plantas que nasceram sem serem plantadas por você e que destoam do arranjo existente;
  2. Roçar o gramado – às vezes apenas ter gramado e não ter outras espécies, facilita a manutenção e deixa um espaço aconchegante também – visualmente e livre para picnics, brincadeiras e relaxamento;
  3. Podar as árvores;
  4. Podar os arbustos – menores que as árvores;
  5. Podar as forrações de vasos e de espaços de árvores;

Não se deve ter dó de podar as plantas, pois é justamente a poda que fornece forças para um crescimento saudável e com direção correta dos troncos. Deixar os troncos grossos, que são os principais e os finos devem ser todos cortados. Atentar para a estética da copa das árvores.

  • Fazer a contenção de canteiros e gramados, com pedras, delimitadores de plástico, tijolos;
  • Capinar os canteiros;
  • Retirar as ervas daninhas e invasoras dos canteiros;
  • Repor plantas – observar as que não estão em condições de permanecerem – seu destino? A composteira ensinada na edição anterior;
  • Realizar tratamento fitossanitário – as que estão doentes precisam ser analisadas: falta água, água em excesso, adubo, correção de solo, sombra, luz solar direta ou indireta? Pragas, como pulgões, podem ser retirados com uma buchinha de lavar louças;
  • Limpar o local – o que for possível destinar à composteira e/ou reciclagem;
  • Regar – maior sucesso de uma plantar vingar ou não (apresentar doenças e pragas) é o uso da quantidade correta de água: nem em excesso nem em falta. Observar e sentir a umidade com o dedo, apertando a terra é o jeito mais simples e efetivo de saber se sua planta precisa de água ou não naquele momento.

Ter um plano de trabalho (metodologia) com etapas a seguir é fundamental, bem como não ter pressa e dividir as tarefas em dias, se necessário; planejar no papel, ter as ferramentas e demais materiais em mãos, organizados próximos aos espaços em que serão utilizados, além de iniciar por um canto e seguir essa ordem (mas de acordo com os tipos de trabalho, por exemplo: podar todas as árvores do lado esquerdo primeiro e, assim por diante).

Envolva a família e crie um clube da jardinagem em sua casa! Há cursos presenciais e muitas dicas na internet para você se divertir e levar à sério essa função de jardineiro que faz tão bem à alma, saúde e planeta!                       

Toyota divulga seu plano de ações ambientais no Brasil até 2025

Objetivo é engajar toda a cadeia de valor da empresa em busca de um novo ciclo de desenvolvimento sustentável

A Toyota do Brasil divulgou o seu sétimo Plano de Ação Ambiental, conjunto de compromissos e desafios que visam reduzir o consumo de água e a emissão de resíduos e de emissões, com o início previsto para 2021. A cada cinco anos, a montadora organiza ciclos de metas ambientais por meio dos planos de ação, e a sexta edição – que termina em dezembro deste ano – trouxe, segundo a empresa, uma série de aprendizados e de melhorias que estão refletidas na nova edição.

O primeiro desafio do sétimo Plano de Ação Ambiental é reduzir a emissão de CO2 pelos veículos comercializados pela marca, e para isso, a ideia é ampliar a venda de modelos eletrificados no País e chegar a cerca de 166 mil automóveis híbridos comercializados até 2025. De acordo com a empresa, o aumento desse tipo de veículo vai ajudar a reduzir até 83 mil toneladas de CO2 na atmosfera.

No segundo desafio, a Toyota se compromete a atuar no engajamento de toda a sua cadeia de valor pela sustentabilidade. Hoje, a empresa trabalha para desenvolver novos métodos e ferramentas de avaliação para medir os impactos de concessionárias, fornecedores e demais parceiros. Com esses dados, a ideia é analisar e estabelecer metas para todos os envolvidos a partir do próximo ano.

Reduzir a emissão total de CO2 na produção de automóveis é a meta do terceiro desafio. O cálculo será feito comparando os dados de 2013 até 2025 e, para isso, uma das estratégias é incrementar o uso de eletricidade obtida de fontes 100% renováveis nas quatro fábricas da Toyota no Brasil (São Bernardo do Campo, Indaiatuba, Sorocaba e Porto Feliz).

REDUZIR O CONSUMO DE ÁGUA E RECICLAR

Diminuir o consumo de água é o tema central do quarto desafio, cuja meta é reduzir em 35% a utilização do líquido em cada automóvel produzido, passando dos atuais 2,12 m³ para 1,38m³ até 2025. Já a reciclagem é o tema do quinto desafio do Plano, e para incentivar isso, a Toyota se compromete a entregar um projeto de desmontagem funcional de veículos até 2025, além de trabalhar para reduzir o desperdício de material em até 25%.

Por fim, o sexto desafio do Plano de Ações ambientais é criar uma sociedade em harmonia com a natureza, e para isso, a Toyota prevê estreitar seu relacionamento com as comunidades através de projetos sociais que contribuam com o engajamento e o ensino de práticas socialmente responsáveis.

“Compartilhamos tudo aquilo que consideramos bom para nós com nossa cadeia de valor; queremos buscar a sustentabilidade juntos, buscaremos soluções conjuntas para os dilemas complexos que vivemos”, disse Viviane Mansi, diretora regional de comunicação e sustentabilidade da Toyota.

Sustentabilidade pessoal e cidadania

O final do ano está chegando e com ele o desejo de uma nova vida em 2021 ou ainda no restante do atual (sempre é tempo de mudar e faltam 3 meses!). Essa nova vida depende única e exclusivamente de você! Repensar e fomentar sua sustentabilidade interna, ou seja, sua resiliência e perseverança diante dos obstáculos e aquisição de novos pensamentos e atitudes – mais sustentáveis – farão toda a diferença em sua vida pessoal e no exercer de sua cidadania em prol de um mundo melhor, mais colaborativo, altruísta, respeitoso e de ajuda mútua. 

Você pode começar analisando seus sonhos, desejos e objetivos pessoais e, após, relacioná-los com as metas socioambientais que os países têm elaborado e pretendem alcançá-las, como a Agenda 21 e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (já citados em dois textos anteriores) – que serão os próximos assuntos de nossa coluna Sustentabilidade. A princípio você encontra esses documentos em uma pesquisa rápida na internet. Leia-os e pense como você, enquanto indivíduo, pode colaborar no cumprimento de pequenas ações cotidianas que abrangem essas metas maiores estipuladas em conjunto e que contribuem para melhorias dos problemas da humanidade nas mais diferentes áreas.

Sim, você faz parte de uma rede mundial de pessoas e ações conectadas e é parte importante para benfeitorias socioambientais e uma cidadania ativa, participativa e decisória. Comece em sua vida pessoal, sua casa, sua rua, seu bairro, seu local de trabalho e estudos e dessa forma, expandiremos boas vibrações, reflexões importantes e comportamentos mais sustentáveis, utilizando de suas competências e habilidades particulares que junto à outras, irão compor uma comunidade/sociedade mais justa e humana.

Para lhe ajudar nesse repensar e imergir em novas atitudes, apresento os 5 Cs da Sustentabilidade e Cidadania:

  1. Conhecer e compreender a dinâmica e os problemas: conhecendo os ciclos, o todo e suas partes, podemos entender o funcionamento, o equilíbrio e como se dá o desequilíbrio, para assim, agirmos de forma sustentável e cidadã;
  2. Conectar-se com a natureza e o ambiente: imergir, vivenciar, experienciar e coexistir com a natureza, para conservação/preservação ambiental, mudança de percepção individual e relação de respeito, além de nossa sobrevivência;
  3. Colaborar com o outro e com os ciclos naturais: trabalhar a compreensão, o altruísmo, o apoio mútuo, o respeito ao próximo e colaborar de diversas formas, bem como com a natureza, respeitando seus ciclos e permitindo sua existência plena; 
  4. Cuidar de nós, dos outros e do ambiente natural: o ato de cuidar é expressar amor, respeito e atitudes éticas nas relações que vivenciamos com os outros seres vivos;
  5. Compartilhar resultados, avanços e felicidade: não devemos manter conosco informações, conhecimento, resultados importantes para todos e muito menos sermos alegres e felizes de forma solitária – devemos expandir boas energias e boas ações, para formarmos uma rede do bem, que alcance cada vez mais adeptos de novas formas de encarar as relações entre todos os seres vivos.

Aproveite os meses finais para refletir e praticar os 5Cs!

Seja sustentável em casa!

Pequenos gestos adotados em sua casa podem fazer a diferença para um mundo melhor em qualidade ambiental e valorização dos recursos naturais, indispensáveis à nossa vida moderna, pois tudo que temos é feito a partir desses recursos e temos que poupá-los para não os esgotarmos, já que são em sua maior parte, não renováveis.

Nossas ações devem se basear na prática dos 5 Rs, seguindo a seguinte ordem de importância: repensar, recusar, reduzir, reaproveitar (reusar) e reciclar. O ideal é assumirmos os três primeiros Rs; não sendo possível, após reflexão e consumo consciente incessantes, os dois últimos Rs entram em ação. 

Mudar nossos hábitos pessoais reverberará em uma consciência coletiva, a partir do exemplo da ação, que pode se conectar a outras ações, em uma rede em prol do meio ambiente mais sadio e na consequente qualidade de vida e bem-estar a todos os seres vivos.

A seguir vou apresentar dicas de atitudes simples que transformarão sua vida e seu entorno, além de economizar recursos financeiros e naturais, diminuirão os impactos negativos causados à natureza e à nós mesmos, como a poluição de rios, mares, ar, desmatamento de florestas e áreas, entre tantas outras situações:

– compartilhe seu carro por meio de carona solidária, criando grupos de conhecidos que realizam o mesmo trajeto no dia-a-dia;

– use bicicleta e transporte coletivo ao máximo que conseguir;

– não deixar aparelhos eletrônicos, como tv e computador em modo stand by, pois consome energia e reflete em sua conta de luz, bem como desgaste do recurso água – hidrelétricas;

– abra janelas, portas e cortinas para aproveitar ao máximo a luz natural e arejar sua casa, contra vírus, bactérias e fungos (umidade);

– troque lâmpadas incandescentes por fluorescentes, que duram até 10 vez mais;

– não lave seu quintal e carro com mangueira; utilize água de chuva coletada em cisterna ou tambor com tampa (para evitar a dengue) para essas ações, além de regar o jardim e as plantas;

– evite comprar produtos alimentícios com muitas embalagens; prefira alimentos frescos a congelados;

– vá em feiras livres ou compre de agricultores familiares seus legumes, verduras, e frutas, usando sacolas retornáveis (ida ao mercado também) e carrinhos, em vez de sacolas plásticas;

– o que você juntar de embalagem, separe e acondicione adequadamente para não ser chamariz de pragas urbanas, como baratas, aranhas e mosquitos/moscas, leve até o ecoponto ou cooperativa de reciclagem mais próximos, deixe na calçada para a coleta seletiva da prefeitura ou catadores autônomos recolherem e gerarem renda;

– guarde o óleo de cozinha usado: pode ser feito sabão em barra. Óleo ralo abaixo na pia, causa entupimentos e atrai baratas;

– cultive uma pequena horta em sua varanda, quintal, jardim. Alimentos e temperos frescos à mão;

– faça uma faxina em sua casa ao menos 2 vezes ao ano e separe roupas, sapatos, roupas de cama e objetos em bom estado que não utiliza mais para doar à projetos sociais e/ou em campanhas de prefeituras e ONGs;

– não utilize pratos, talheres e copos descartáveis em suas festas;

– ao escovar dente e tomar banho, seja o mais breve possível e feche torneiras ao se ensaboar e escovar o dente em si.

As dicas são infinitas, reflita você mesmo o que pode mudar em seu cotidiano para contribuir a um meio ambiente equilibrado.

Vou deixar uma tarefa a vocês: a construção e manutenção de uma composteira caseira para ter seu próprio adubo para usar em sua horta/jardim, vender, distribuir aos amigos e destinar corretamente materiais orgânicos!

Em espaço pequeno mesmo, você já consegue ter uma composteira, podendo utilizar como base 3 caixas/tambores plásticos ou até um vaso. Toda refeição que for preparar, separe cascas de legumes, folhas de verduras, pó de café, casca de ovo e do jardim, folhas e flores secas e de poda. Não pode deixar o ambiente úmido por conta dos fungos que estragam o ambiente: para isso coloque serragem.

Abaixo, segue o esquema de como montar e realizar a manutenção da composteira; ao final de 4 meses aproximadamente, você terá adubo de qualidade, natural, sem substâncias químicas (agrotóxicos) e até chorume, que também é um adubo líquido a ser dissolvido em água.

O mais interessante é aproveitar para percebermos nossos hábitos alimentares e de consumo, ou seja, o quanto consumimos e o quanto nossa dieta é saudável ou não, além de destinarmos de forma correta uma quantidade imensa de resíduos de forma natural, como ocorre na natureza. É, acima de tudo, uma grande aula de Ecologia!

Conte para nós depois, suas experiências e vivências e mudanças de estilos de vida!

AÇÕES E POLÍTICAS GLOBAIS PARA UM BRASIL CARBONO NEUTRO

O Seminário Internacional Inovações Pelo Clima foi capitaneado pelo CBC- Centro Brasil no Clima e contou com a participação de representantes da União Europeia e Abema.

Cerca de trinta representantes de dezoito estados brasileiros se reuniram esta semana em um seminário virtual para apresentar ações e estabelecer metas que permitam que os estados cumpram o acordo de Paris e executem políticas que evitem o aquecimento global. O encontro teve como objetivo criar uma sinergia de políticas globais, nacionais e subnacionais que discutam pautas de proteção ao meio ambiente. O Seminário Internacional Inovações Pelo Clima foi coordenado pelo CBC- Centro Brasil no Clima e contou com a presença de representantes da União Europeia e da Abema.

A reunião foi comandada pelo Diretor Executivo do Centro Brasil no Clima, Guilherme Syrkis, e pelo articulador político do CBCSergio Xavier. O debate foi aberto ao público e trouxe exemplos e soluções para tornar a economia e as cidades mais sustentáveis. O encontro completo pode ser acessado através do: https://www.youtube.com/c/CentroBrasilnoClima/null.

Dos 27 estados brasileiros, apenas 14 apresentam maior engajamento com as questões climáticas e considerando a relação dos estados com o Governo Federal, no âmbito do desmatamento e agricultura para a redução de carbono, foi alertado que o uso do solo, no Brasil é o maior emissor de gases de efeito estufa, o que faz o país ser o sétimo maior emissor de GGE,  no mundo.

Inácio Acenjo, representante da Delegação da União Europeia, no Brasil apontou, que é possível ter crescimento econômico e contemporaneamente, uma redução dos gases do efeito estufa, através de um sistema de governança baseado em objetivos e cumprimento de metas.

“Estamos fazendo assim e está dando certo na Europa. Mas esse é um fato recente, pois há 10 anos ainda se duvidava dos efeitos das mudanças climáticas e questionavam os cientistas. Devemos levar em conta que sem o consenso sobre essa necessidade urgente de uma governança mundial sustentável, não será possível criar políticas de preservação fortes. E quem cria essa consciência, quem faz as cobranças que geram a mudança, somos nós. Políticos, jornalistas e sociedade civil. Essa é realmente a base pra fazer algo sério e eficaz contra as mudanças climáticas. Esse é o único método de assegurar o crescimento do futuro”, afirmou Inácio.

Artur Lemos, Secretário do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul, além de apresentar as soluções que estão sendo implementadas no estado, comentou durante a reunião, que o meio ambiente não deve ser visto como um problema político e social. Que é preciso ver a sustentabilidade do país como uma solução de saúde pública, ambiental, social e econômica. O secretário ressaltou alguns dos efeitos das mudanças climáticas vivenciados no mundo. “A Gripe Espanhola, o H1N1, o coronavirus, tudo isso tem haver com as mudanças climáticas e não podemos negar. Precisamos criar soluções que possam mitigar o que nós aceleramos com a execução de políticas não sustentáveis”, afirmou.

Entre os presentes na reunião, o Secretário Executivo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Amazonas, Mauricio Moleiro Philipp (SEMA/MT) – Coordenador de Mudanças Climáticas da Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso, José Bertotti (SEMAS/PE) – Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, Sádia Gonçalves de Castro (SEMAR/PI) –  Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí, Marcílio Leite Lopes (SEDAM/RO) – Secretário do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia, Artur Lemos (SEMA/RS) – Secretário de Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul, Celso Lopes de Albuquerque Junior (SEMA/SC) – Secretário Executivo do Meio Ambiente de Santa Catarina, Luiz Santoro (SIMA/SP) – Secretário Executivo de Infraestrutura e Meio Ambiente de São Paulo, José Sarney Filho (SEMA/DF) – Secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal e outros.

SERVIÇO:

CBC Apresenta: Seminário Inovações Pelo Clima
Assessoria de Imprensa:
Luma Araujo – (81) 9 8532.6635 / lumali.araujo@gmail.com

Consórcio ABC participa de revisão do Plano de Resíduos Sólidos

Iniciativa é realizada pela Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente 

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC participou na terça-feira (29/9), por meio de videoconferência, de audiência pública sobre a revisão do Plano de Resíduos Sólidos do Estado de São Paulo, convocada pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema). A revisão está sob responsabilidade da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA). 

O coordenador de Planejamento de Ambiental da pasta estadual, Gil Scatena, destacou que a abordagem do plano é baseada em cenários com metas quantificáveis e mensuráveis fortalece o planejamento e seu acompanhamento. “É importante que o plano seja factível”, afirmou.

Durante a audiência, que  contou com participação dos coordenadores do Comitê de Integração de Resíduos Sólidos (CIRS), José Valverde e Ivan Mello, foi apresentada a estrutura do Plano, incluindo questões como panorama, regionalização e dinâmicas territoriais, cenários e metas e fonte de dados. Foi informado ainda que foram levantadas não só as ações mas também as fontes de financiamentos.

Em sua fala, o secretário-executivo do Consórcio ABC, Edgard Brandão, apontou pontos positivos no plano, como o Planejamento a partir das Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHI) em detrimento do planejamento por regiões administrativas, a incorporação do conceito de economia circular na estruturação do plano e a contextualização do histórico e do Sistema Paulista de Meio Ambiente.


“O plano coloca os arranjos intermunicipais dos consórcios no centro da gestão de resíduos com metas específicas para seu fortalecimento, com duas metas específicas para a gestão e capacitação para os planos regionais até 2025, não os citando como uma apenas opção”, ressaltou o secretário-executivo do Consórcio ABC.

Brandão destacou o capítulo específico para a regionalização e dinâmicas como um grande avanço para as políticas do segmento.

O plano está aberto a consulta e contribuições até 6 de outubro. 

Estações do Metrô recebem iniciativas da Virada Sustentável

Ação ocorre até 18 de outubro e conta com o apoio da Companhia do Metropolitano, por meio da #LinhadaCultura

As estações do Metrô de São Paulo recebem, entre 21 de setembro e 18 de outubro, iniciativas da 10ª Virada Sustentável, que visa ao desenvolvimento sustentável das grandes cidades. Com os cuidados necessários, como a obrigatoriedade do uso de máscara, os passageiros podem conhecer em quatro estações as iniciativas desenvolvidas em parceria com o terceiro setor.

Confira a programação:

– Estação Santa Cecília, da Linha 3-Vermelha: entre os dias 21 e 27 de setembro, uma escada adesivada com informes sobre a importância da reciclagem.

– Estação Brigadeiro, da Linha 2-Verde: de 28 de setembro a 4 de outubro, uma escada adesivada com cores do arco-íris para celebrar a diversidade.

– Estação Clínicas, da Linha 2-Verde: entre os dias 5 e 11 de outubro, uma escada adesivada com incentivos a transformar o lixo em matéria-prima, gerando a economia circular.

– Estação Carandiru, da Linha 1-Azul: de 12 a 18 de outubro, uma escada rolante adesivada com informes sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A campanha conta com apoio do Metrô, através da #LinhadaCultura.

Fonte: Governo de SP