MPs publicadas nesta quarta impactam diretamente as relações de trabalho

Com a economia ainda em oscilação por causa dos efeitos da pandemia de Covid-19, o Governo Federal publicou nesta quarta-feira (28) duas medidas provisórias que impactam diretamente na vida dos trabalhadores e nas rotinas das empresas no Brasil. As MP’s 1.045 e 1.046 tratam sobre as adequações na legislação trabalhista para a manutenção dos empregos. Os principais pontos, conforme destaca o advogado André Leonardo Couto, com mais de 25 anos de experiência, estão as alternativas que os empregadores terão para manter os funcionários, como a redução de jornada de trabalho, diminuição do salário, suspensão de contratos, assim como, o uso do teletrabalho, antecipação de feriados, banco de horas, concessão de férias antecipadas e outras medidas.

De acordo com a publicação, a MP 1.045 permitirá aos empresários reduzir a jornada e, consequentemente, os salários, ou suspender temporariamente os contratos de trabalhos. “Com isso, fica instituído o já conhecido BEM – Benefício Emergencial da Manutenção do Emprego e da Renda, que será custeado pelo Governo Federal. Na prática, trabalhadores enquadrados no programa e que tiverem alguma redução na remuneração, terão uma complementação de renda. Os suspensos terão direito a 100% do valor que receberiam no seguro-desemprego”, explica o advogado André Leonardo Couto.

O especialista adiciona que os empregadores devem ficar atentos. “É responsabilidade da empresa informar ao Ministério da Economia quais trabalhadores terão o contrato alterado, no prazo de dez dias, contados a partir da data da celebração do acordo. Caso ocorra algum atraso, o empregador ficará responsável pelo pagamento da remuneração no valor anterior à redução da jornada de trabalho e do salário ou à suspensão temporária do contrato de trabalho do empregado, inclusive dos respectivos encargos sociais e trabalhistas, até que a informação seja prestada corretamente”, destaca.

Já a MP 1.046 trata sobre algumas mudanças trabalhistas importantes. De acordo com o texto, a medida fica em vigor por 120 dias. “Voltamos a falar de teletrabalho, o que é muito pertinente para este período, pois contribui para as medidas de contenção à pandemia e oferece mais segurança para a saúde do empregado. A empresa pode alterar o regime de trabalho presencial para teletrabalho, trabalho remoto ou outro tipo de trabalho a distância, além de determinar o retorno ao regime de trabalho presencial, independentemente da existência de acordos individuais ou coletivos, dispensado o registro prévio da alteração no contrato individual de trabalho”, saliente André Leonardo Couto.

A nova medida provisória dispõe ainda sobre a possibilidade da antecipação das férias individuais, a concessão de férias coletivas, antecipação de feriados e a interrupção de jornada por meio de compensação no banco de horas. “Para que a empresa possa implementar estas ações, os empregados deverão ser notificados formalmente com antecedência mínima de 48 horas, de forma clara e objetiva. No caso dos feriados, o empregador deve, ainda, indicar expressamente quais datas serão aproveitadas. Com relação ao banco de horas, a compensação de tempo para recuperação do período interrompido poderá ser feita por meio da prorrogação de jornada em até duas horas, a qual não poderá exceder dez horas diárias, e poderá ser realizada aos finais de semana, claro, dentro da Consolidação das Leis do Trabalho”, explica o profissional do Direito.  

A MP 1.046 determina ainda a suspensão da obrigatoriedade de realização dos exames médicos ocupacionais, clínicos e complementares, exceto dos exames demissionais, dos trabalhadores que estejam em regime de teletrabalho, trabalho remoto ou trabalho a distância, pelo prazo de 120 dias. “Este é um ponto importante, pois, diante da crise de saúde, a empresa não poderá exigir que o seu funcionário faça os referidos exames, salvo no caso de dispensa”, aponta o advogado.

O que pode ser um alívio para o caixa das empresas é a suspensão da exigibilidade do recolhimento do FGTS, referente às competências de abril, maio, junho e julho de 2021, com vencimento em maio, junho, julho e agosto de 2021, respectivamente. Estes valores poderão ser parcelados em até quatro parcelas, sem juros e multa, com pagamento a partir de setembro. “Com certeza é uma forma de dar mais fôlego para as empresas. É necessário deixar claro que os empresários devem se programar, pois é apenas um adiamento dos pagamentos, que deverão ser honrados posteriormente. Chamo a atenção para este ponto, pois as dívidas podem se acumular e virar uma bola de neve até o final do ano”, alerta André Leonardo Couto.

Para o advogado André Leonardo Couto, da ALC Advogados, as MP´s poderão ser convertidas em lei em breve. “Considero estas ações muito importantes para o momento, pois ajudam a diminuir o impacto social desta crise sem precedentes que o país e o mundo estão enfrentando. Como a economia brasileira está fragilizada por causa da pandemia, a continuidade do que está sendo implementado agora pode ser necessária para além dos 120 dias previstos. Por isso, assim como aconteceu com as MP´s 936 e 927, que foram publicadas em março do ano de 2020, diante do cenário econômico e o consequente impacto nas relações trabalhistas, acredito que as MP’s 1.045 e 1.046 se tornarão leis”, opina o especialista. 

ALC Advogados

No mercado há mais de 10 anos, o escritório ALC Advogados é sediado na cidade de Pedro Leopoldo, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Com atuação e vários cases de sucesso, o negócio, que tem à frente o advogado André Leonardo Couto, trabalha principalmente nas áreas do Direito do Trabalho, Cível e Imobiliária, com clientes em diversos Estados. Em 2020, o negócio passou a integrar o grupo empresarial ALC Group.

Siga no Instagram @alcescritorio: www.instagram.com/alcescritorio 

Site: https://andrecoutoadv.com.br/

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MPs publicadas nesta quarta impactam diretamente as relações de trabalho
Advogado André Leonardo Couto. Foto: ALC/Divulgação

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Colaboradores que exercem a mesma função devem receber salários iguais

Advogado trabalhista explica que a Reforma Trabalhista de 2017 reduziu as ações na Justiça do Trabalho, mas empresas ainda devem ficar atentas quanto a Colaboradores que exercem a mesma função

A equiparação salarial é o direito que nasce quando dois trabalhadores que executam as mesmas atividades com a mesma perfeição técnica recebem salários diferentes. Pelo princípio da igualdade, os empregados que exercem a mesma atividade devem receber o mesmo salário, porém, cumprindo alguns requisitos.

Segundo o advogado trabalhista Jonas Figueiredo de Oliveira, sócio do escritório Figueiredo Sociedade de Advogados, a Lei 13.467/17, conhecida como reforma trabalhista, trouxe importantes alterações quanto a equiparação salarial (ver quadro).

Entretanto, Figueiredo esclarece que se o empregado preenchesse os requisitos da equiparação salarial antes de novembro de 2017 a regra que vale é a anterior,ou seja, a determinada no art. 461 da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho. Por outro lado, caso o início do fato gerador seja posterior a 2017, se considera a regra nova.

Por exemplo, se um bancário entende que, desde 2016, tem a mesma função, perfeição técnica e produtividade que seu colega, porém atuam em agências diferentes, é possível pleitear a equiparação salarial. Entretanto, se a mesma situação iniciou apenas em dezembro de 2017, não caberia a solicitação.

Figueiredo cita alguns exemplos para que profissionais de RH, contadores e empreendedores fiquem atentos para evitar ações na Justiça do Trabalho pleiteando equiparação salarial.

O trabalhador que está na empresa há um ano pode indicar como paradigma um colega que trabalha na mesma organização há cinco anos?

Segundo  o advogado, não é possível indicar um paradigma que tenha diferença de quatro anos de empresa, após a reforma trabalhista. “Esse requisito não havia previsão legal, ampliando o rol para buscar a desigualdade salarial”, detalha.

Contudo, Dr. Figueiredo adverte que é de fácil compreensão que a estruturação desse requisito transmita e aumente, consideravelmente, a possibilidade de uma discriminação salarial entre os colaboradores. “Sob o mesmo ponto de vista, o preeminente requisito para a equiparação salarial é a identidade de função. Dessa forma, é de fato cabível a diferença de dois anos”, esclarece.

Por outro lado, o advogado ressalta que mesmo que o paradigma esteja há menos de dois anos na mesma função, ele deverá preencher também o requisito de estar há menos de quatro anos na empresa, cabendo inclusive a discussão da constitucionalidade da lei.

O trabalhador pode pedir equiparação salarial com o paradigma de outra filial?

Dr. Figueiredo informa ser proibida a equiparação salarial com um paradigma de outra filial, se for considerar tal situação após novembro de 2017. Segundo o advogado, a reforma trabalhista vedou a flexibilização de indicação de paradigmas estranhos ao seu efetivo ambiente de trabalho.

Como exemplo, ele esclarece que o trabalhador só poderá pedir equiparação salarial apenas com os empregados da mesma filial em que trabalha, mesmo que a empresa seja localizada em São Paulo (Capital) e tenha filiais pela cidade.

O advogado ainda salienta a diferença entre equiparação salarial e isonomia. Na verdade, é o princípio da isonomia que serve de base para a equiparação salarial, ou seja, a busca pela igualdade entre todos os trabalhadores. “Portanto, não se baseia apenas no salário, mas em um todo, envolvendo tratamento, benefícios, etc.”, detalha.

A Constituição Federal traz em seu artigo 5º o princípio da isonomia ou igualdade:

Art. 5º –  Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.

O princípio da isonomia busca a igualdade de todos perante a lei, sem distinção de grau, classe ou poder econômico, fornecendo o direito de todos ao acesso às funções públicas.

A igualdade real deve prevalecer sobre a formal, assim sendo, é necessário tratar os iguais igualmente e os desiguais desigualmente.

Ainda, deve ser analisado caso a caso, para não correr o risco de tratar com desigualdade os iguais e vice-versa.

No ambiente de trabalho, esse princípio deve ser a base para outros e para uma boa e justa relação, no intuito de se evitar qualquer tipo de discriminação entre os trabalhadores, lembrando de sempre respeitar a sua hierarquia.

Colaboradores que exercem a mesma função: Equiparação salarial de acordo com a Lei 13.467/17

REQUISITOSCOMO ERA ANTES DA REFOMA TRABALHISTA DE 2017COMO ESTÁ APÓS A REFORMA TRABLAHISTA DE 2017
FUNÇÃOIdentidade de função e atividade realizadas, independentemente do cargo. (art. 461, caput)Identidade de função e atividade realizadas, independentemente do cargo. (art. 461, caput)
PRODUTIVIDADE E PERFEIÇÃO TECNICA Igual produtividade e com a mesma perfeição técnica (§1º do art. 461)Igual produtividade e com a mesma perfeição técnica (§1º do art. 461)
EMPREGADOR Mesmo empregador, podendo ser de um grupo econômico.Mesmo empregador. (art. 461, caput)
LOCALIDADEMesma localidade ou mesma região metropolitana (Súmula 6ª TST)Mesmo estabelecimento empresarial. (art. 461, caput)
TEMPO DE EMPRESANão há previsão.Diferença de tempo não superior a 4(quatro) anos. (§1º do art. 461)
TEMPO DE FUNÇÃODiferença de tempo não superior a 2(dois) anos. (§1º do art. 461)Diferença de tempo não superior a 2(dois) anos. (§1º do art. 461)
QUADRO DE CARREIRAVálido o quadro de carreira desde que homologado pelo Ministério Público (Súmula 6ª do TST)Válido o quadro de carreira por meio de norma interna ou negociação coletiva, independentemente de homologação do Ministério Público (§2º do art. 461)
CONTEMPORANEIDADEPossibilidade de indicação de paradigma remoto, ainda que tenha obtido vantagem em ação judicial própria.Paradigma obrigatoriamente contemporâneo, vedado a indicação de paradigma remoto. (§5º do art. 461)

Sobre Jonas Figueiredo de Oliveira

O advogado é especialista em Direito Trabalhista, com foco em PJ, profissionais de Tecnologia e setor bancário. Sócio do Figueiredo Sociedade de Advogados, auxiliando juridicamente trabalhadores e empreendedores sempre de forma personalizada. Pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho pela EPD (Escola Paulista de Direito), MBA Direito do Trabalho e Direito Previdenciário, possui formação em Técnicas de Negociação e Planejamento Estratégico para Escritórios de Advocacia ambos pela Fundação Getúlio Vargas (FGVSP). Para mais informações, acesse o site : https://figueiredoadvogados.com.br/, instagram @jonasfigueiredoadv, facebook: https://www.facebook.com/figadvogados linkedin figadvogados

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Colaboradores que exercem a mesma função devem receber salários iguais
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Parcelamento de verbas rescisórias validado pela Justiça

O acordo extrajudicial, como alguns já sabem, passou a ter previsão legal com a Reforma Trabalhista ocorrida em 2017. A Reforma trouxe alguns critérios para considerar referido acordo válido, como por exemplo, não haver qualquer indício de vício de vontade, as partes estarem representadas por advogados distintos em petição escrita e a permanência da observância do prazo para entrega dos documentos, sendo que o pagamento, e parcelamento, das verbas rescisórias não poderia ser objeto do acordo extrajudicial.

Contudo, recente decisão proferida pela Magistrada da 3ª Vara do Trabalho de Contagem, homologou acordo que previa o parcelamento do pagamento das verbas rescisórias, sendo que o principal motivo do pedido de parcelamento foi o impacto econômico causado pela pandêmica (COVID-19).

A Juíza explicou que referido parcelamento, em tese, contrariasse dispositivo legal com relação ao pagamento das verbas rescisórias, mas em contrapartida, observou que fez parte da transação a multa pelo descumprimento do pagamento no prazo estabelecido em lei e, levando em consideração o cenário econômico atual pela qual o país vive em decorrência do COVID-19, afirmou pela impossibilidade da aplicação simples e fria do princípio da alteridade, positivado no art. 2º, caput, da CLT, segundo o qual o risco do empreendimento cabe ao empregador.

Nas palavras da Juíza: “a cessação/redução da atividade da ré, e consequente impossibilidade do pagamento integral das verbas rescisórias decorre de fortuito externo; isto é, fato inteiramente estranho à atividade e à vontade da parte ré, não se confundindo, e.g., com uma inadimplência decorrente de falhas administrativas ou financeiras” e prosseguiu com a homologação do acordo extrajudicial celebrado entre as partes.

Entendemos como acertada a decisão, porque (i) levou em consideração o momento atual em que o país se encontra e além de garantir o recebimento das verbas rescisórias pelo trabalhador, acrescido de multa, ainda visou proteger também a empresa que luta para manter suas atividades; (ii) sensibilizou-se com o momento de exceção na qual a análise literal da lei não seria o melhor caminho – aplicação restritiva da lei; (iii) evitou que o judiciário tivesse que receber mais um caso com longa duração, já que por mais que o processo seja célere, levará mais tempo se comparado à jurisdição voluntária; (iv) prestigiou a boa-fé das partes e evitou a busca por uma solução fraudulenta como no caso de uma ação simulada; (v) deu segurança jurídica à empresa de pagar e não ser autuada administrativamente pela fiscalização por ter parcelado a rescisão contratual, ato esse em tese ofenderia o artigo de lei que veda o parcelamento.

Entendemos como bastante equilibrada e justa essa decisão que concedeu a oportunidade à empresa de cumprir com suas obrigações legais e, ao mesmo tempo, garantiu um fôlego para que a empresa tentasse continuar suas atividades e a manutenção do emprego de outros empregados.

Que casos como esse sirvam de exemplo a todos os magistrados do nosso país pois, embora tenha flexibilizado a previsão legal, garantiu ao ex empregado o recebimento das verbas rescisórias de forma célere e ao empregador a possibilidade de pagar com suas obrigações e tentar manter sua empresa ativa.

Jacques Rasinovsky Vieira e Luiz Eduardo Amaral de Mendonça são sócios da área trabalhista do FAS Advogados.

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Quais empresas estão cuidando da saúde mental dos colaboradores

Pandemia intensificou insônias, bruxismo, pânico e burnout e executivos contam estratégias e preocupações com saúde mental dos colaboradores para evitar esses problemas

A adesão ao home office desde o início da pandemia, trouxe diversos benefícios para as empresas, como redução de gastos dentro do escritório e mais tempo para a família, casa e hobbies, há muitos inclusive que afirmam que seus rendimentos e criatividade melhoraram com o trabalho remoto. No entanto, muitas pessoas moram sozinhas e sentem falta de um contato interpessoal, ou então, acabam trabalhando mais do que deveriam, por não ter compromisso de bater ponto ou chegar ao transporte público a tempo, e o motivo principal e que afeta a todos: quando isso tudo vai passar?

São inúmeros os motivos que têm elevado crises de ansiedade, problemas com sono, depressão, entre outros. Preocupados com a situação e buscando evitar esses transtornos, algumas empresas contam o que estão fazendo para melhorar a qualidade de vida de seus colaboradores durante esse período de afastamento social. Segundo com Ingrid Cancela, psicóloga na TopMed, para quem atua em cargos de gestão, ser emocionalmente saudável e exercer inteligência emocional pode facilitar o desempenho do papel de liderança, estimular a proatividade, a percepção e a confiança para tomar as decisões necessárias.

De acordo com levantamento realizado pelo Zenklub, maior plataforma de saúde emocional e desenvolvimento pessoal do País, o número de companhias que contrataram os serviços da healthtech aos seus funcionários aumentou 183% nos primeiros dois meses de 2021 ante o mesmo período do ano passado. Nas sessões em 2020, as menções aos temas carreira, procrastinação e produtividade aumentaram, respectivamente, 6349%, 347% e 75%.”Nosso papel é mostrar que o cuidado com o profissional não deve ser só de maneira reativa mas, sobretudo, preventiva”, destaca o CEO do Zenklub, Rui Brandão. 

Confira o que 10 empresas estão fazendo em relação à saúde mental dos colaboradores, além de dicas de CEOs:

Tembici

Para Maurício Villar, COO e co-fundador da Tembici, líder em micromobilidade na América Latina, a administração do tempo é fundamental para a qualidade de vida, especialmente durante a pandemia: “Meus horários estão muito mais rígidos que antes da pandemia. Reservei na agenda 1 hora por dia para leitura de livros variados, não apenas de negócios e 2 horas por dia para ficar com a família, tenho uma filha de 1 ano e é primordial o tempo que passo com ela. Vejo como muito importante a separação clara dos momentos para as frentes profissional e pessoal. Como a divisão de espaço foi quebrada, por conta da pandemia, é importante reforçar a administração do tempo. Outro conselho que dou é para, se possível, buscar ajuda profissional. Faço terapia há mais de 4 anos e esse acompanhamento tem sido fundamental nesse momento tão desafiador”, conta o executivo. A Tembici também disponibiliza aos colaboradores o “Tem Apoio”, um auxílio psicológico, financeiro, jurídico e assistência social.

EmCasa

Gustavo Vaz, CEO da EmCasa, startup de compra e venda de imóveis, revela que durante a pandemia começou a treinar para o Ironman 70.3, que é uma prova de triathlon com 1,9km de natação, 90km de bicicleta e 21km de corrida. A alta rotina de treinos, que demanda de 15 a 20 horas por semana, ajuda o executivo a manter a mente saudável, principalmente, nesse cenário e com tantas coisas que geram estresse ao longo do dia.  A alimentação vegetariana e a disciplina de dormir 8 horas por dia também colaboram bastante para manter a mente e o corpo em equilíbrio.

LemoneyWay 

Sérgio Ferrari, CEO da LemoneyWay, holding especializada em gerar soluções em cashback para empresas, aposta em meditação pela manhã, de 30 minutos, diariamente. Além disso, exercícios físicos em casa como spinning, por exemplo, cinco vezes por semana, completam a rotina aeróbica do faixa preta de jiu-jitsu, que está afastado do tatame durante a pandemia. “Ter um tempo para minha família também é uma forma de manter minha saúde mental. Então, todos os dias, separo uma hora para brincar e curtir eles”, conta. O especialista em cashback aposta em ferramentas online para se organizar. Para ele, esta é a melhor maneira de identificar suas prioridades e, assim, concluir suas tarefas.  

Pravaler

Carlos Furlan, CEO do Pravaler, maior plataforma de soluções financeiras para educação do país, combina a prática de atividade física diária com uma boa noite de sono. Todos os dias, ele dorme 7 horas por noite e antes de iniciar o trabalho, faz 45 minutos de exercício. Além disso, entre 12h30 e 14h não marca nenhuma reunião. “Ter um tempo para cuidar da saúde é fundamental para manter o equilíbrio dessa nova rotina de trabalho em casa. Escolhas como almoçar no mesmo horário e ter alguns espaços na agenda, para mim, fazem muita diferença, principalmente nos dias mais agitados”, explica.

mLabs

A maior plataforma de gerenciamento de mídias sociais do Brasil conta com o #juntosnaquarentena, um canal interno para o time conversar sobre a quarentena, trocar experiências e se apoiar. Paralelo a isso, os colaboradores têm uma psicóloga 100% disponível para acolher, ouvir, direcionar e conversar com eles. A mLabs também promove palestra, workshop, bate-papo, live coding e debates sobre diversos assuntos, além de celebrar, via online, datas comemorativas como carnaval(concurso de melhor fantasia), dia das mães, Páscoa(envio de cartão e ovos de chocolate), Festa Junina, Orgulho LGBTQ+, entre outras. E proporcionando cada vez mais equilíbrio entre corpo e mente, a mLabs disponibiliza, semanalmente, aulas online de ginástica laboral, com atividades físicas alinhadas à necessidade do time. 

vhsys

A empresa de tecnologia que desenvolve sistema descomplicado para micro e pequenos negócios tem proporcionado lives com humoristas, psicólogos, festividades online, para minimizar os efeitos do distanciamento social. Além disso, a empresa tem realizado pesquisa periódica para saber como estão os colaboradores e como a empresa pode melhorar para ajudá-los e, ainda, disponibiliza uma escala de humor. Por meio dela, é possível o colaborador, caso queira, dizer se está triste ou feliz no dia. Essas avaliações de humor, que são feitas através de uma ferramenta contratada pela vhsys, são recebidas e acompanhadas online pelos gestores diretos e também pelo RH, para que possam entrar em ação quando preciso. A vhsys também disponibiliza como benefício um serviço de terapias online gratuitas através da plataforma Zenklub, onde além de contar com terapeutas via online, há uma série de conteúdos sobre bem estar. E unindo saúde física e mental aos colaboradores, a startup proporciona ainda benefício por meio da Gympass, em que é possível fazer aulas de atividades físicas online e também fazer modalidades de academias com descontos quando esse tipo de atividade está liberada presencialmente.

Intuit QuickBooks

Desde o começo da pandemia, o bem estar dos funcionários segue sendo a maior preocupação da Intuit QuickBooks. A fintech, que desenvolve sistemas de gestão para contadores e pequenas empresas, foi uma das primeiras a estabelecer o home office no Brasil. A Intuit também liberou recursos para os funcionários comprarem móveis e equipamentos para montar estações de trabalho funcionais e confortáveis. A lista de preocupações incluiu, ainda, licença remunerada para cuidar de filhos e parentes próximos e incentivo para deixar, ao menos, um dia da semana livre de reuniões para focar no desenvolvimento de projetos e na execução de tarefas diárias. Já faz alguns meses que a Intuit estabeleceu que o trabalho presencial não seria retomado antes de agosto e seria feito gradativamente na medida em que os colaboradores se sentissem seguros e confortáveis para isso. A empresa levou em conta uma pesquisa global com os funcionários para optar por uma jornada de trabalho híbrida. 90% deles valorizavam não ter que se deslocar até a empresa e ter mais tempo para trabalhar sem interrupções e 75% reportaram sentir falta das conexões humanas ao longo do dia.

“Vamos abraçar este momento com o objetivo de aprender, entender, receber feedback e mudar a rota, caso seja necessário. Colocando a saúde dos nossos colaboradores em primeiro lugar, avançaremos com o modelo híbrido na medida em que o cenário externo permitir a segurança do nosso time e suas famílias”, destaca a head de Recursos Humanos da Intuit, Flávia Molina. 

EF English Live

EF English Live, maior escola de inglês online do mundo, completou um ano com todo o time trabalhando em home office. Desde o início, a empresa promoveu ações como aulas de dança, culinária, exercícios respiratórios, happy hour online, estreitando dessa forma a integração, visando trazer mais leveza. A empresa também desenvolveu uma cartilha sobre saúde mental para os colaboradores e o programa Mão Amiga, oferecendo atendimento psicológico gratuito para os funcionários. Foram disponibilizados equipamentos como desktop e cadeiras para quem não possuía e a empresa também flexibilizou os benefícios pensando neste novo modelo, conforme a necessidade de cada colaborador. A escola decidiu retornar somente quando a situação da pandemia estiver controlada e segura para todos.

“Aprendemos muito no último ano, descobrimos um novo modelo de trabalho e nossa maior preocupação durante esse período sempre foi trazer mais leveza para a rotina dos nossos colaboradores, promovendo ações em que eles pudessem se desconectar e se sentir acolhidos, destaca Wagner Domingues, gerente de RH Brasil e Latam da EF English Live. “Entendemos que a saúde mental de cada funcionário é essencial para o desenvolvimento pessoal e profissional de cada um”. 

Fashion Masks 

Brenno Faro, CEO da Fashion Masks, startup de moda criada em meio a pandemia, pratica yoga três vezes por semana, medita com aplicativos e utiliza a academia do prédio onde mora com horário marcado. Além disso, para manter a saúde mental em dia, o jovem manteve um hábito antigo: fazer terapia toda semana. “Não abro mão da terapia, nesses tempos de pandemia, faço online”, conta Brenno. O CEO também ressalta a importância de se manter próximo às pessoas que ama. “Ligo muito para os meus amigos e família, converso bastante sobre as preocupações. Acho que isso me mantém tranquilo para tomar boas decisões”. 

OiMenu

Isaac Paes, CEO do OiMenu, startup de autoatendimento para bares e restaurantes, revela que aproveitou a quarentena para colocar os livros em dia, passar mais tempo com a família e brincar com o filho, além de voltar a praticar culinária. Como já foi proprietário de restaurantes, Isaac agora aproveita o tempo para voltar a praticar técnicas gastronômicas dentro de casa – tanto as mais complexas, quanto simplesmente fazer pratos comuns para compartilhar com a família. Para ele, a cozinha é um hobbie que acalma a mente e distrai os pensamentos – tudo com a ajuda dos aromas e sabores que são a sua paixão.  Outro hábito incorporado pelo CEO foi a meditação, que o ajuda a se manter no presente e reduzir a ansiedade diária.

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Quais empresas estão cuidando da saúde mental dos colaboradores
Burnout e saúde mental dos colaboradores. Foto de Nataliya Vaitkevich no Pexels

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Empregadores domésticos já podem pagar o DAE pelo Pix

Saiba como pagar o DAE pelo Pix

Empregadores domésticos já podem pagar o DAE pelo Pix. Com a ferramenta de pagamento instantâneo, a Guia do Documento de Arrecadação do Simples Doméstico pode ser paga em qualquer horário e dia da semana, em um dos bancos habilitados no Pix.

Para realizar o procedimento, o DAE precisa ser emitido por empregador doméstico diretamente no sistema ou aplicativo do eSocial. Automaticamente será gerado um QR Code para efetuar o pagamento pelo Pix.

Prazos para pagar o DAE pelo Pix

Segundo a gerente de negócio da Divisão de Soluções de Arrecadação do Serviço Federal de Processamento de Dados, Franciana Soares, o pagamento será identificado no mesmo dia no eSocial e sistemas que fazem o controle da arrecadação fiscal.

Fonte: Brasil 61

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Comunicando com seus superiores

Na carreira, não podemos deixar de considerar outra forma de se comunicar é com a chefia ou superiores. Ela é importantíssima e tem particularidades que são bem diferentes de quando você se comunica com os seus colegas de trabalho ou equipe. Comunicando com seus superiores requer alguns detalhes relevantes.

Portanto, ela é muito importante para a evolução da sua carreira, vamos considerar alguns desses fatores. Posicionar sobre trabalho faz parte do dia a dia, mas use o bom senso e muito cuidado como fala de outra pessoa, nunca leve para o lado pessoal você está sendo observado.

Então seja cauteloso com o que diz e procure cultivar uma boa relação com o seu superior, se não tem uma boa relação então redobre a atenção.

Atenção com:

1- Nunca seja agressivo, nestes momentos o autocontrole é fundamental

2- Se está sendo chamado para um trabalho especial, pense que pode ser uma oportunidade, mas se avaliar que tem muito risco, diga de forma educada que não está confortável para executar. Nunca diga que não foi contratado para fazer este trabalho.

3- Se ocorrer um problema de comunicação ou entendimento, evite o confronto ou usar termos que desafiam a outra pessoa, “você não disse isso”. Procure as melhores palavras e não deixe a temperatura esquentar.

4- Criticar uma pessoa de forma agressiva, por exemplo “não trabalho mais com esta pessoa”, você está colocando o seu superior em check, procure ajudá-lo a resolver este problema.

5- Não fuja da responsabilidade “A culpa não é minha”, se for sua ou de alguém da sua equipe se posicione corretamente, você também é responsável. Assumindo se encurta caminho e você demonstra postura e transparência isso é muito bom para a sua carreira.

6- Mudanças em empresas podem levar a resultados não desejados, se assumir a posição “Não fazíamos deste jeito, por isso aconteceu” não é o melhor caminho. Saiba dizer que a mudança não está trazendo o resultado desejado e leve sugestões consistentes.

7- Evite falar “Isso não da para fazer”, você pode dizer a mesma coisa com outras palavras. Leve argumentos consistentes e sugestões para solucionar a solicitação.

8- Nunca deixe de ser sincero com as suas convicções, mesmo sendo diferente da sua chefia e superiores.

Quando relação com os seus superiores passa a ser mais estreita, você terá que se posicionar e está sendo observado a cada momento, então é importante saber se comunicar e se posicionar de forma correta.

LEMBRE: VOCÊ É SOLUÇÃO, E NÃO PROBLEMA.

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PESQUISA: As 7 preocupações em relação ao impacto da COVID-19

Duas das situações mais estressantes na vida de uma pessoa são ter uma lesão ou doença grave e perder o emprego. Nas últimas semanas, a COVID-19 seguiu avançando em todo o mundo, causando mudanças profundas no nosso dia a dia. Em um estudo realizado pelo Indeed com 1.035 pessoas nos EUA, 68% relataram que fizeram algum ajuste no trabalho, emprego ou turno de trabalho devido ao coronavírus.

Esses desafios podem causar estresse, confusão e uma pressão significativa em milhões de pessoas. Mais da metade dos entrevistados na pesquisa disse que as melhores palavras para descrever como se sentiam em relação ao surto do vírus eram “preocupado”, “cauteloso” e “apreensivo”, entre outras.

Diante das circunstâncias, é natural buscar informações e tomar medidas para proteger a nós mesmos e a todos ao nosso redor. Neste artigo, vamos analisar como as pessoas estão se sentindo em diversas situações e oferecer maneiras de ajudar e dicas sobre como lidar com as mudanças na sua vida durante a COVID-19.

Lidando com o impacto da COVID-19

Na nossa pesquisa recente, 81% dos entrevistados disseram que acompanham notícias sobre a COVID-19 no mínimo diariamente, e 73% consideraram que o coronavírus é uma ameaça real. Muitas países estão adotando o distanciamento social e a quarentena e criando regras sobre como essas medidas devem ser adotadas.

A principal preocupação relacionada à COVID-19 é sofrer um abalo financeiro (35%). Entre outras, estão:

  • Cuidar de entes queridos (27%);
  • Contrair a COVID-19 no local de trabalho (26%);
  • Ser demitido (26%);
  • Disseminar a COVID-19 no local de trabalho (25%);
  • Manter a saúde mental (22%);
  • Desafios de trabalhar em casa (19%);
  • Conseguir cuidar dos filhos (16%).

Considerando todas essas circunstâncias no contexto da Hierarquia de necessidades de Maslow, estamos vivenciando uma mudança significativa na forma como gastamos nosso tempo e energia para fazer o que é melhor para a nossa saúde e segurança, assim como a de nossa família. Essa mudança de prioridades é normal e saudável. A pergunta que surge é: quais são as melhores atitudes a tomar para lidar com essas questões?

Abaixo, vamos abordar alguns desses tópicos, incluindo dicas e formas de ajudar outras pessoas que você conhece e que podem estar passando por alguma dessas situações.

Se você teve alguma perda de trabalho

Uma perda de trabalho pode incluir ser demitido, ter suas horas ou turnos reduzidos ou precisar tirar alguns dias de folga não remunerados devido ao próprio coronavírus ou ao impacto causado por ele (como filhos fora da escola, por exemplo). Quando questionadas sobre o impacto do coronavírus, 36% das pessoas disseram que teria um efeito muito ou um tanto negativo no trabalho, e 75% disseram que sentiam que os impactos do vírus durariam até seis meses para elas. Os participantes da pesquisa disseram que o impacto mais preocupante está relacionado às questões financeiras (salários reduzidos, menos trabalho por contrato, menor número de dias de folga remunerados).

Perda de trabalho pode ser extremamente desgastante, especialmente em um momento no qual as empresas estão avaliando a situação financeira em que se encontram e podem estar pensando nas contratações de forma mais cautelosa. Embora algumas coisas possam estar fora do seu controle, certamente existem medidas que você pode adotar nessa situação. Veja o que você pode fazer:

  • Solicitar os benefícios para desempregados. Informe-se sobre como solicitar esse benefício se ele já estiver disponível. Além disso, o governo federal está adotando medidas para oferecer auxílios emergenciais relacionados à COVID-19 para trabalhadores formais e informais.
  • Procurar recursos para trabalhadores. Muitas organizações e governos locais estão oferecendo recursos para pessoas que sofreram algum prejuízo no trabalho relacionado à COVID-19.
  • Falar com sua rede de contatos. Use suas conexões, incluindo amigos, familiares, empresas onde já trabalhou, mentores e plataformas de networking profissionais, para verificar que tipos de oportunidade existem. Nunca se sabe o que as pessoas podem oferecer.
  • Reservar um tempo para fazer pesquisas de emprego. Além de você ter várias outras responsabilidades durante este período, procurar um emprego por si só pode parecer um trabalho em tempo integral. Programe um horário para sua busca de emprego e tente minimizar as distrações durante esse tempo.
  • Definir objetivos para as inscrições em vagas. Estabelecer metas de inscrição diárias ou semanais pode ajudar a manter sua motivação. Celebre de alguma forma quando atingir o número de inscrições em vagas estabelecido. Durante este período, pode ser útil complementar com algum trabalho remoto em tempo integral ou de meio período.
  • Procurar vagas abertas no momento em função da COVID-19. O avanço do coronavírus também causou ou revelou a escassez de determinados talentos, especialmente em trabalhos como almoxarifados, entrega de pedidos, compras de mercado ou comida, atendentes de mercado e profissionais da saúde (enfermeiros, especificamente).

Se você já estiver em busca de emprego ou quiser mudar de emprego

  • Prepare-se para uma entrevista virtual. Muitas empresas continuam contratando, mas provavelmente marcarão uma entrevista virtual ou por telefone em vez de uma entrevista presencial.
  • Seja paciente. Se você não estiver obtendo respostas das empresas, não desista e continue se candidatando. Lembre-se de adaptar seu currículo e carta de apresentação a cada vaga e candidatar-se a cargos alinhados à sua experiência e conhecimento.
  • Considere complementar sua renda com um trabalho remoto. Buscar trabalhos secundários feitos em casa poderá ajudar nisso caso leve mais tempo do que o esperado até você encontrar o emprego certo.

Se você estiver trabalhando em casa

Cerca de 36% dos participantes da nossa pesquisa disseram que podem ou talvez consigam trabalhar em casa neste período. Embora existam vários benefícios, pode ser difícil se adaptar a trabalhar em casa. Para se manter produtivo, tente:

  • Organizar um espaço de trabalho definido, de preferência em um local silencioso com o mínimo de distrações;
  • Estabelecer limites com as pessoas que moram com você, informando seus horários e períodos de “não perturbe”;
  • Fazer pausas programadas regularmente e desligar o computador em um horário determinado todos os dias;
  • Informar o horário de trabalho ao chefe e aos colegas, bem como definir expectativas em relação a prazos estipulados, de acordo com a sua situação.

No total, 54% dos participantes da nossa pesquisa afirmaram ter filhos, e 36% disseram que podem ou talvez consigam trabalhar em casa. Como várias escolas fecharam ou passaram a dar aulas virtuais em função do coronavírus, agora há muitas pessoas que precisam trabalhar em casa e cuidar dos filhos ao mesmo tempo. Para obter dicas sobre como trabalhar em casa nesse cenário, visite Guia para os pais sobre como trabalhar em casa com os filhos.

Se você não puder trabalhar em casa

Dos participantes da nossa pesquisa, aproximadamente 46% disseram que não podem trabalhar em casa. Há muitos trabalhos essenciais que precisam ser feitos, especialmente agora, por pessoas que não podem realizá-los em casa. Isso pode incluir balconistas de mercado, profissionais de restaurante, atendentes de loja, mecânicos de oficina e profissionais da saúde, entre outros.

Se você não puder trabalhar em casa, converse com seu chefe para determinar as melhores opções para que você possa manter sua saúde caso necessite interagir com outras pessoas. Verifique a política do seu trabalho em relação à licença médica e fale com a sua empresa sobre mudanças nessa política em função da COVID-19.

Como ajudar outras pessoas

Quando questionados se sentiam que o surto de coronavírus estava unindo mais as pessoas, o total de 42% dos participantes concordaram. Reservar um tempo para praticar a paciência e a empatia conosco e com aqueles à nossa volta ajudará a enfrentar a COVID-19 e a viver melhor. As pessoas podem estar passando por inúmeras situações. Por isso, é importante que façamos o nosso melhor para cuidar de nós mesmos e da nossa comunidade.

A atitude mais útil e eficaz que você pode ter é pôr em prática o distanciamento social e outras regras de prevenção definidas pelos governos local e federal. Fazer isso diminuirá o avanço da COVID-19 e reduzirá o impacto dela em todos os aspectos.

Para ajudar de outras formas, se possível, considere:

  • Fazer doações para organizações que estão arrecadando fundos para setores altamente impactados, como hospitalidade e serviço de alimentação.
  • Fazer doações para bancos de alimentos locais.
  • Compartilhar oportunidades de trabalho com as pessoas da sua rede de contatos que foram afetadas.
  • Conectar-se virtualmente com sua família e amigos através de chamadas de vídeo, discussões em grupo e outros fóruns online. Essas são formas de oferecer apoio um ao outro mesmo quando não é possível estar junto fisicamente.