ENEM: candidatos reclamam de falha no acesso a local de prova

Faltando menos de uma semana para o primeiro dia do Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio, muitos candidatos ainda não sabem o local em que vão fazer a prova. Sistema apresenta falha no acesso a local de prova.

Segundo o último balanço divulgado pelo INEP, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, até a quinta-feira passada menos da metade dos estudantes tinha conseguido acessar o Cartão de Confirmação de Inscrição. É nesse cartão que o candidato encontra as orientações oficiais como o local, horário de abertura dos portões e duração da prova.

ENEM: candidatos reclamam de falha no acesso a local de prova

Oficialmente, a informação está disponível desde o dia 5 de janeiro, mas, segundo o balanço do INEP, dos quase 5,7 milhões de inscritos, pouco mais de 2,7 milhões tinham acessado o documento, cerca de 47% dos candidatos.

Essa é a situação de Anne Caroline Neves, de 21 anos, que disputa uma vaga no curso de medicina da Unifesp, a Universidade Federal de São Paulo. Desde a semana passada ela tenta a informação no site do Inep. Mas só recebe uma mensagem dizendo que a informação vai estar disponível em breve.

Paulo Damata, que mora em Belém, também tenta uma vaga em medicina e está preocupado. Afinal, por falta de informações, pode perder um ano inteiro de preparação para a prova.

Situação pelo país

A situação se repete pelo país afora. Em João Pessoa, na Paraíba, Anna Luiza tenta uma vaga no curso de cinema da Universidade Federal de Pernambuco e, agora, além do conteúdo da prova, também está preocupada com a falta de informação sobre o lugar onde vai ser feito o exame. Para ela, que mora com os pais que fazem parte do grupo de risco da Covid-19, tem sobrado ansiedade.

Todas as pessoas contatadas pela reportagem disseram que tentaram entrar em contato com o Inep ou com o MEC. Por exemplo, através de e-mail, telefone ou pelas redes sociais, e em todas as respostas as instituições pedem para aguardar. Foi assim com Anne Caroline.

Nós também tentamos contato para saber o que está causando a dificuldade para os estudantes e qual o prazo para solucionar o problema, e estamos aguardando uma reposta.

Nessa segunda-feira, o Inep decidiu antecipar em meia hora a abertura dos portões. Agora, ao invés de 12h, os estudantes vão poder acessar os locais das provas às 11h30. O horário de fechamento permanece o mesmo: 13h. Portanto, a mudança foi uma medida de segurança para reduzir aglomerações.

No próximo domingo, dia 17, os estudantes vão fazer as provas de redação, português e ciências Humanas. Na semana que vem, dia 24 de janeiro, matemática e ciências da natureza.

Na sexta-feira passada, a DPU recorreu à Justiça pedindo mais um adiamento do Enem em função do novo pico de casos de coronavírus no país. Pelo calendário original as provas deveriam ter sido aplicadas em novembro. Sendo assim, a expectativa é de que a Justiça federal decida até essa terça-feira se aceita o recurso ou se mantém a data do exame.

“ENEM: candidatos reclamam de falha no acesso a local de prova” Com informações de Agência Brasil

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Novo adiamento do Enem: Defensoria Pública solicita novamente

A Defensoria Pública da União (DPU) busca na justiça um novo adiamento do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

As provas impressas do exame estão marcadas para os dias 17 e 24 de janeiro de 2021. Já as provas digitais serão no dia 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

Para a DPU, as aglomerações habituais nos dias de realização do Enem favorecem a disseminação do novo coronavírus. Além disso, o órgão afirma que os estudantes das escolas públicas podem ser prejudicados pela suspensão das aulas presenciais no ano letivo.

Cerca de 6 milhões de estudantes estão inscritos para esta edição do exame.

Na sexta-feira (8), 50 entidades científicas dos campos da educação e da saúde, como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva, apresentaram um nota conjunta defendendo o adiamento do Enem para um momento em que os índices de transmissão e a capacidade dos serviços de saúde estejam dentro de níveis aceitáveis.

Inicialmente, as provas do Enem seriam realizadas em novembro de 2020, mas em abril do ano passado a DPU conseguiu decisão judicial suspendendo o exame, que foi remarcado para este mês.

O Ministério da Educação (MEC) informou que outros parâmetros foram adotados para definição da prova em janeiro, como a opinião das instituições de ensino.

A Advocacia-Geral da União (AGU) já apresentou seus argumentos na justiça para a manutenção da data do exame. O órgão afirma que a logística do Enem é complexa, o que tem exigido um esforço redobrado para a adoção de medidas de segurança de prevenção à covid-19, com aumento de 25% nos custos para realização da prova.
O custo do Enem este ano é de cerca de R$ 700 milhões e, segundo a AGU, o adiamento pode causar impacto financeiro.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do MEC responsável pelo Enem, aumentou o distanciamento entre os candidatos nas salas de prova. O uso de máscara também será obrigatório, além de ser disponibilizado álcool em gel em todas as salas.

Os candidatos com sintomas ou contaminados pela covid-19, ou outra doença infectocontagiosa, poderão solicitar a reaplicação do exame nos dias 24 e 25 de fevereiro.

“Novo adiamento do Enem” é com informações de Agência Brasil

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Novo adiamento do Enem
CADU ROLIM/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO