Energia solar: é hora de acelerar

Há dez anos, o Brasil sequer figurava entre os 30 países no ranking mundial de fonte solar fotovoltaica. Hoje, um recente mapeamento divulgado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) coloca o país na 9ª colocação. No último levantamento, o Brasil era o 12º, um salto de três posições em pouco mais de um ano. China, Estados Unidos e Vietnã são os três primeiros.

De acordo com a entidade, em 2020, o Brasil instalou 3.152,9 megawatts (MW) de fonte solar fotovoltaica, sendo de 80% do total de sistemas de geração distribuída (GD) que, em geral, ficam em telhados; e 20% em sistemas de geração centralizada, que são as grandes usinas solares.

Só no ano passado, foram quase R$ 16 bilhões de novos investimentos e mais de 99 mil novos empregos gerados. Segundo a Absolar, de 2012 a 2020, o Brasil acumulou R$ 42,1 bilhões em investimentos na fonte solar fotovoltaica, gerando 236 mil empregos.

O que esse salto nas posições e números representam para o país? Um sinal da democratização da energia solar, que só tende a crescer cada vez mais, principalmente nas residências. Aliás, esse é um filão do mercado e podemos analisar seus motivos.

O primeiro deles é a redução no custo dos equipamentos. Comparado há dez anos, podemos dizer que o investimento chega a ser 75% menor – a produção e a demanda aumentadas por esse tipo de energia explicam essa queda.

Além disso, hoje as placas são feitas para durarem mais 30 anos, sendo a manutenção simples e barata. Outra vantagem são os financiamentos: atualmente existem muitas opções seguras no mercado para a aquisição dos equipamentos. Por fim, eu destacaria nosso índice de radiação solar, um dos melhores do mundo.

E como se não bastasse o fato de ser uma energia renovável e limpa, a solar se mostrou uma grande aliada de muitos brasileiros ao longo da pandemia. As restrições fizeram com que muitos trabalhadores perdessem seus empregos ou migrassem o modelo de trabalho para casa. Por meio da energia solar, em especial da geração distribuída, essas pessoas tiveram, pelo menos, um alívio na conta luz, podendo ajustar seus orçamentos para outras necessidades do momento.

Na outra ponta, como já citei, a geração de empregos também movimentou o setor e o Brasil, muitos deles vindos do franchising – aliás, o segmento de Casa e Construção, que envolve as franquias de energia solar, foi o que mais cresceu em 2020, 12,8%, com um faturamento de R$ 12,4 bilhões.

Todos esses números e movimentos só mostram a importância da energia solar e de outras fontes renováveis no Brasil, tema que bate à porta sempre que vivemos situações como a deste momento, em que os reservatórios de água estão baixos, levando o aumento do preço da energia para o pequeno e grande consumidor.

Há, porém, outra questão em trâmite, como o Projeto de Lei 5.829/19, conhecido como o Marco Legal da Geração Distribuída Solar. Hoje, as empresas do setor seguem as resoluções administrativas promulgadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O projeto traz mudanças legislativas que podem diminuir o ritmo da expansão da energia solar pelo Brasil, enquanto outros países só o aceleram.

Nesta questão, temos de reforçar que a energia solar gera muito menos (ou quase nenhum) impacto ambiental do que as demais fontes. Além disso, o crescimento da geração distribuída só traz benefícios para o Brasil em muitos sentidos, pois alivia a operação da matriz elétrica nacional, tendo como resultado uma menor pressão nos reservatórios de água das hidrelétricas e redução do uso de termelétricas.

Essa eficiência traz ganhos para as concessionárias também, pois ajuda a equilibrar a matriz energética e desonera o investimento em distribuição. Com isso, há maior possibilidade de se controlar o aumento da energia em todo país.

E mais: segundo um estudo da Absolar, a expansão da geração distribuída pode gerar benefícios líquidos de R$ 200 bilhões para o mercado brasileiro até 2050. Ou seja: ganha a concessionária, ganha o consumidor, ganha o Brasil. Portanto, é hora de acelerar!

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Energia solar: é hora de acelerar
Marcelo Macri é sócio-diretor da Energy Brasil, maior rede de energia solar do país, com mais de 400 franquias.

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Tudo o que você precisa saber sobre a energia solar

Que ela é limpa, renovável, muito mais barata e tem conquistado cada vez mais adeptos ao redor do planeta, todo mundo sabe. Não à toa se tornou o setor que mais cresce no Brasil. Mas, apesar de a energia solar ter se popularizando bastante nos últimos anos, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o seu funcionamento. Para explicar um pouco mais sobre o assunto, Davidson Andreoni, consultor da Cemig SIM, aborda as principais curiosidades acerca deste tema. Confira!

Há diferença entre aquecimento solar e energia solar fotovoltaica

Enquanto o aquecimento solar consiste basicamente no aquecimento da água, especialmente do chuveiro, a energia fotovoltaica é mais completa, já que abastece todos os equipamentos que necessitam de energia elétrica em uma casa, tais como lâmpadas e eletrodomésticos.

Geração de energia em dias nublados

Pouca gente sabe, mas os painéis solares são capazes de captar energia do Sol mesmo em dias nublados. Devido à alta tecnologia empregada no processo, as células fotovoltaicas não necessitam de luz solar direta para que produzam energia em dias chuvosos. Todavia, nestes dias os níveis de watts gerados são menores.

Geração de energia no período noturno

Como a fonte para geração deste tipo de energia é a radiação solar, a produção em períodos noturnos não acontece. Apesar disso, a maioria dos sistemas de energia solar instalados no país funciona no modelo on grid, ou seja, conectados à rede de distribuição da cidade. Sendo assim, o sistema gera energia durante o dia e, à noite, utiliza a energia da rede.

Tem taxa de emissão de poluentes zero

Ao contrário de outras energias que mesmo emitindo algum tipo de poluente são consideradas limpas, a solar zera a taxa de emissão de poluentes. Dessa forma, ajuda a combater o efeito estufa e seus efeitos sobre o clima, apresentando-se como uma das melhores soluções para a sociedade.

Existem enormes usinas de energia solar

Embora os painéis caseiros desse tipo de energia sejam mais conhecidos e comuns, existem grandes usinas solares espalhadas pelo mundo. Estados Unidos, Espanha, Portugal e Alemanha abrigam algumas delas, que também estão presentes em outros países.

Os créditos de energia solar

Em dias de calor intenso, quando é gerada mais energia do que o necessário, são formados créditos com a rede de distribuição. Isso significa que todo o excedente produzido pelo sistema de energia solar fotovoltaico é enviado para a distribuidora, que tem até 60 meses para utilizar este crédito e abatê-lo na conta de energia do imóvel.

Sobre a durabilidade dos painéis

Os painéis solares são extremamente duráveis (mais de 20 anos) e precisam de pouca ou nenhuma manutenção. Os principais painéis utilizados hoje em dia são feitos de silício monocristalino ou policristalino. Os monocristalinos apresentam o silício em alto grau de pureza e são mais eficientes, apesar de exigirem um investimento maior.

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Usina Solar, Cemig SIM. Foto: Divulgação

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Mulheres Revolucionárias: Mária Telkes

Formada em físico-química na Universidade de Budapeste, Mária Telkes decidiu se tornar cidadã norte-americana em 1937, onde começou a trabalhar para a Westinghouse Electric onde foi capaz de desenvolver instrumentos que convertiam calor em energia elétrica.

Mulheres Revolucionárias: Mária Telkes

Logo começou a trabalhar em dispositivos termoelétricos movidos a luz solar no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) como parte do Projeto de Conversão de Energia Solar, e em 1939 se destacou por uma de suas invenções mais importantes, o destilador solar que convertia água salgada em potável. Com o novo sistema, foi possível entregar água para soldados que lutavam na Segunda Guerra Mundial e diminuir as demandas em lugares onde a água era escassa, como as Ilhas Virgens.

Continuou trabalhando com energia solar durante toda a sua vida, mas um dos projetos de maior destaque foi a construção da primeira residência aquecida com energia solar em Massachusetts.

Além disso, também ajudou a desenvolver materiais capazes de suportar as temperaturas extremas do espaço.

Ao longo de sua carreira, recebeu diversos prêmios por sua grande contribuição ao mundo.

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SP amplia parceria pelo fortalecimento da energia solar

Nova fase de colaboração focará no crescimento da fonte na matriz elétrica paulista, estimulando o uso em vários setores

O secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA), Marcos Penido, o presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absloar), Ronaldo Koloszuk Rodrigues, e o presidente-executivo da associação, Rodrigo Sauaia, assinaram nesta segunda-feira (5) um protocolo de intenções para o desenvolvimento da energia solar fotovoltaica no estado.

A parceria formaliza e amplia a positiva cooperação entre o Governo de São Paulo e a Absolar, em andamento desde 2013. Agora, as entidades irão somar forças em prol do avanço da energia solar nos prédios públicos do estado e pela estruturação de um programa de desenvolvimento do setor no território paulista, que aproxime a fonte sustentável da população e dos setores produtivo e rural.

“O estado de São Paulo possui um imenso potencial para gerar eletricidade a partir do sol com energia solar fotovoltaica, seja em grandes usinas ou sistemas de pequeno e médio portes, em telhados, fachadas ou áreas livres. A fonte solar será estratégica para acelerar a atração de investimentos, geração de empregos e renda e revigorar a economia paulista”, diz Penido.

Autonomia

A fonte solar fotovoltaica contribui, ainda, para o fortalecimento da segurança e autonomia elétrica de São Paulo, reduzindo a necessidade de importação de eletricidade de outros estados brasileiros. Promove, também, a postergação de investimentos em novas usinas de geração e linhas de transmissão, alívio da operação do sistema em horários diurnos de demanda elevada, redução de perdas pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), entre inúmeros outros benefícios.

“Desde 2012, o setor solar fotovoltaico já trouxe a São Paulo 816,2 MW de capacidade instalada nesta fonte renovável, agregando mais de R$ 3,5 bilhões em novos investimentos e mais de 24 mil empregos. Queremos multiplicar estes números e fazer do setor uma alavanca da retomada econômica sustentável do estado”, comenta Koloszuk.

Para democratizar o acesso à energia solar fotovoltaica, as entidades trabalharão pela redução dos custos da geração solar, contribuindo com a gestão pública, com a população e com o crescimento desta fonte renovável, sustentável e cada vez mais competitiva.

“Em anos anteriores, Governo de São Paulo e Absolar construíram diversas ações de grande impacto positivo à sociedade paulista, como aprimoramentos tributários, novas linhas de financiamento ao mercado, melhorias ao licenciamento ambiental de empreendimentos solares e implantação da tecnologia fotovoltaica em projetos habitacionais da CDHU, entre outras. Esse protocolo é mais um passo adiante, formalizando um trabalho conjunto de longa data em busca de novos resultados positivos ao setor e aos paulistas”, destaca Sauaia.

Colaboração

O termo prevê a colaboração das duas instituições em prol da implementação de programas e projetos voltados ao uso de energia solar fotovoltaica em prédios públicos, desenvolvimento de ações conjuntas de comunicação e educação sobre os benefícios da energia solar, além da realização de encontros técnicos, cursos, seminários, palestras, estudos, diagnósticos, programas de capacitação e workshops.

A parceria tem prazo inicial de 24 meses e não envolve a transferência de recursos financeiros entre as partes.