Conta de energia em janeiro será em bandeira amarela

A conta de energia em Janeiro terá bandeira amarela. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) mudará a bandeira tarifária, com relação ao mês de Dezembro. Sendo assim, o valor cobrado deixará a bandeira vermelha para amarela, no início de 2021. Portanto, é provável que as contas dos consumidores sejam menores.

Segundo a agência, a previsão de janeiro do aumento da quantidade de água nos principais reservatórios de água. Portanto, maior produção hidrelétrica é esperado, o que diminuirá os custos relacionados ao risco hidrológico, o que permite a redução da tarifa.

Conta de energia em janeiro

Quanto será a conta de energia em janeiro?

A taxa extra será de R$ 1,343 a cada 100kWh consumidos, a partir de 1º de janeiro. Todavia, a taxa na bandeira vermelha patamar 2, utilizada em dezembro, era de R$ 6,243 para cada 100KwH.

O sistema de bandeiras tarifárias esteve suspenso, desde maio, para reduzir as contas dos consumidores. Nesse sentido, uma das medidas de enfrentamento aos efeitos econômicos da crise do coronavírus. Porém, a cobrança da taxa extra retornou agora em dezembro.

A atualização das bandeiras tarifárias são feitas todos os anos. A Aneel leva em conta parâmetros diversos. Por exemplo, estimativas de mercado, inflação, projeção de volume de usinas hidrelétricas, histórico de operação do Sistema Interligado Nacional.

A Aneel criou o sistema de bandeiras em 2015. O intuito original era de ressarcir os custos com as usinas termoelétricas. Esta fonte de energia é mais cara, frente ao gerado nas hidrelétricas. A indicação do valor da tarifa é feito com as cores verde, amarela ou vermelha, na conta de energia.

A variação ocorre, em especial, em épocas com menos chuvas nas bacias dos principais reservatórios do sistema elétrico nacional. Neste cenário, a agência poderá acionar as bandeiras amarela e vermelha. Por outro lado, quando o nível está dentro do esperado e operacional, a bandeira verde é mantida e sem valores adicionais.

Quando chove menos os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais térmicas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas.

Diadema e Santo André: Enel reabre ecopontos

Ecopontos em Diadema e Santo André: a Enel Distribuição São Paulo retorna com as atividades, após 7 meses suspensas por causa da pandemia. A maior concessionária de energia elétrica do Brasil, acaba de retomar integralmente o programa Ecoenel. O programa oferece um desconto na conta de luz em troca de materiais recicláveis.

São nove pontos de coleta reabertos na área de concessão da distribuidora, situados na capital paulista e nos municípios de Santo André, Barueri e Diadema.

Um dos ecopontos reabertos em outubro é o situado na universidade Mackenzie, na Rua da Consolação, 968. O ecoponto arrecadou mais de 140 toneladas de resíduos (2019). Como resultado, gerou bônus nas contas de energia dos clientes de mais de R$ 15 mil. Desta forma, o valor é superior ao desconto gerado em 2018, superior a R$ 12 mil.

Ecopontos em Diadema e Santo André
Assaí Diadema é um dos locais de ecoponto. Foto: Divulgação

O ecoponto situado na Sociedade Benfeitora Jaguaré, na Rua Floresto Bandecchi, também foi reaberto em outubro. O local arrecadou 169 toneladas de resíduos em 2019, o que gerou um bônus na conta de luz dos clientes de R$ 39,4 mil. Ao passo que em 2018 o local recebeu 171,5 toneladas de resíduos e gerou um desconto de cerca de R$ 37 mil nas faturas de energia.

Desde o início de 2019 até o fechamento do primeiro semestre deste ano, mais de 1.500 toneladas de resíduos foram transformadas em cerca de R$ 350 mil em bônus na conta de 5.889 clientes da distribuidora.

Confira os endereços e horários de funcionamento dos Ecopontos em Diadema e Santo André:

Assaí Diadema (SP): Av. Piraporinha, 1144
Horário de funcionamento: terça a sábado, das 10h às 13h e das 14h às 17h.

Assaí Santo André (SP): Rua Giovanni Battista Pirelli, nº 1221
Horário de funcionamento: terça a sábado, das 10h às 13h e das 14h às 17h.

Amapá: os impactos do apagão na população da periferia: “me sinto um nada”

O Governo Federal chegou a informar três prazos para normalizar o serviço no estado, mas nenhum foi cumprido – amapá apagão população periferia

Texto: Dyepeson Martins
Da Agência Pública

“Vai normalizar 100%” foi a frase mais ouvida pela auxiliar de serviços gerais Francilene Medeiros, de 46 anos, em relação a ativação de geradores termoelétricos para suprir o fornecimento de energia no Amapá. Contudo, mesmo com o funcionamento dos equipamentos, a promessa do Governo Federal não se concretizou e os moradores permanecem convivendo com os prejuízos provocados pelo apagão que atinge o estado há 23 dias — desde o último dia 3.

Os geradores foram ativados no sábado (21), durante a visita do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Amapá. Acompanhado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), e do governador do estado, Waldez Góes (PDT), o presidente da República foi recebido por apoiadores e também por manifestantes que gritaram “fora, Bolsonaro” e outras palavras de insatisfação.

Francilene Medeiros, mora na Zona Norte de Macapá. Foto: Dyepeson Martins/Agência Pública

“Disseram que ia ser 100%, mas eu não sei o que aconteceu que continua no rodízio”, disse a auxiliar de serviços gerais sobre o sistema de racionamento de energia implantado pela Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA).

O Ministério de Minas e Energia (MME) chegou a informar três prazos para a normalizar a situação, mas nenhum deles foi cumprido. Com isso, os maiores impactos do apagão são sentidos pela população periférica, que vive em meio a fiações velhas e estruturas – como cabos de alta tensão e transformadores – danificadas.

Reportagem da Pública registrou curto-circuito na rede elétrica em uma rua da cidade

Na maioria dos bairros, a energia é oferecida em intervalos de 3h e 4h. Em algumas regiões, o fornecimento se tornou mais frequente e chega a permanecer mais de 12 horas. Porém, ainda há reclamações sobre interrupções constantes e falhas na distribuição.

Após o início do racionamento, algumas atividades no estado normalizaram. Os moradores passaram a conseguir abastecer os veículos, fazer compras e sacar dinheiro sem enfrentar longas filas. Além disso, os sinais de internet e das operadoras de celular também melhoraram. Mas a medida não conseguiu evitar a continuação dos prejuízos e transtornos.

As dificuldades provocadas pela crise energética refletem no sentimento de impotência da Francilene sobre a situação dela e dos três filhos. “Eu me sinto mesmo, assim, no meio disso tudo? Me sinto um nada, não sei o que que eu faço”, lamentou.

Aguardando por um fornecimento normal, uma região da Zona Norte de Macapá começou a semana com um susto durante um curto-circuito. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o desespero dos moradores. “Gente, socorro! Meu Deus do céu, tá estourando tudo aqui (…)”, disse a autônoma Ane Caroline Lobato, de 28 anos, em uma das gravações.

Os moradores acreditam que o problema tenha sido causado pelas interrupções constantes na alimentação dos transformadores do bairro. A Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) alega que o curto-circuito foi provocado por uma ventania que ocorreu na capital.

A ventania a qual a empresa se refere teria acontecido após as chuvas fortes que atingiram o estado no último domingo (22). Várias ruas de Macapá ficaram alagadas. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros registraram mais de 30 pontos de alagamento.

“Acontece sempre, sempre. (…) Na última vez chegou energia de meia-noite, que era o racionamento, aí quando chegou quase todo mundo ligou [os eletrodomésticos] e quando todo mundo ligou estourou de novo [a rede elétrica]”, contou a autônoma Ane Caroline Lobato, de 28 anos. “O rodízio não funciona, praticamente. (…) A gente tá no pico do esgotamento físico e mental”, ressaltou. 

Na mesma região, mora a dona de casa Maria de Jesus Carvalho, de 62 anos. Ao levantar as mãos e apontar para os postes de iluminação, ela recorda os momentos de pânico que passou temendo pela segurança da família. “A gente tá sofrendo as consequências desse rodízio”, disse a aposentada, acrescentando ser comum ficar um dia inteiro sem luz. amapá apagão periferia

“A gente tá sofrendo as consequências desse rodízio”, desabafa Maria de Jesus Carvalho. Foto: Dyepeson Martins/Agência Pública

À noite, devido a temperatura do estado – que tem um clima quente e úmido – é comum encontrar famílias reunidas em frente às casas pela ausência de um ambiente refrigerado. Mas o desconforto continua mesmo em alguns locais abertos devido ao “carapanã”, que é o nome regional dado a um mosquito sugador de sangue, conhecido em outras regiões como pernilongo. amapá apagão população periferia

Os relatos de noites mal dormidas passaram a fazer parte do cotidiano dos amapaenses. Algumas pessoas dormem de janelas abertas, outras deitam em cima de toalhas molhadas como alternativa para a amenizar o calor durante a madrugada. Mesmo assim, ter uma noite de repouso é quase impossível para quem não tem condições financeiras de ter um gerador ou de pagar por um hotel com sistema próprio de energia.

“A gente sai do serviço ‘pra’ ter o descanso né, mas chega em casa e não tem luz. Passo três [horas] com energia e três sem. E aí, chega em casa e não tem como descansar”, contou o serviços gerais Guilherme Bastos, de 57 anos, em um ponto de ônibus totalmente no escuro, no Centro de Macapá. Ele mora no bairro Vale Verde, uma área periférica onde boa parte dos moradores residem sobre palafitas em casas de madeira construídas em uma região alagada.

Ponto de ônibus no Centro de Macapá totalmente no escuro. Foto: Dyepeson Martins/Agência Pública

Além da tranquilidade, pequenos estabelecimentos comerciais também perdem dinheiro. As quedas frequentes de energia provocam a queima de equipamentos e transformam a rotina de trabalho dos donos e funcionários, que precisam se adequar aos horários do rodízio. Em alguns locais, o cronograma de racionamento não é cumprido e os comerciantes contam com a sorte para trabalhar.

Em uma padaria na Zona Norte da capital, por exemplo, os pães eram preparados durante o dia. Mas agora, a dona do estabelecimento conta que a produção está “parcelada”. Os funcionários trabalham de sobreaviso e as vendas caíram substancialmente.

“Eles [funcionários] tão trabalhando no horário da noite quando chega a energia. E as vezes, quando chega de dia, eles trabalham e ‘pow’ vai embora a energia de novo”, descreveu Natana de Cássia, de 28 anos, que abriu o pequeno negócio em 2015. “Antes a gente tinha o horário certo: dormia de noite ‘pra’ trabalhar de dia. Agora a gente tá tendo sono de 3 horas só”, explicou.

A tranquilidade e a rotina do Dorenildo Albuquerque também foram afetadas devido ao “liga e desliga” da rede elétrica. O comerciante, de 26 anos, disse ter perdido três freezers desde o dia 3 de novembro. Apesar da distribuidora dele continuar de portas abertas, boa parte das bebidas – como sucos e refrigerantes – são vendidas quentes em decorrência da falta de dinheiro para consertar os equipamentos. O valor do prejuízo, segundo ele, ultrapassa R$ 5 mil. amapá apagão população periferia

Dorenildo Albuquerque é dono de uma distribuidora e perdeu três freezers desde o dia 3 de novembro. Foto: Dyepeson Martins/Agência Pública

“É muito complicado a gente que paga imposto tudo certinho e passa por uma dificuldade dessas”, falou o jovem, que mora nos fundos do estabelecimento e diz ter perdido o sossego em casa e no trabalho. “Dormir? Não! é passar a noite. Porque ninguém consegue dormir. O cara trabalha de oito da manhã às dez da noite e além de não ter energia não tem água”, acrescentou.

A falta de água citada pelo comerciante é um outro problema enfrentado pelos moradores desde o início do apagão e que permanece sem solução. Parte da população do estado – principalmente de regiões mais pobres – continua sendo abastecida por carros-pipa. Várias pessoas, no entanto, reclamam que a água disponibilizada é suja e imprópria para o consumo.

Dois blecautes amapá apagão população periferia

As 13 cidades atingidas pelo apagão passaram por mais um blecaute total no dia 17 de novembro. As regiões ficaram totalmente no escuro por mais de cinco horas. Em nota, a Eletronorte disse que houve um desligamento na Usina Hidrelétrica de Coaracy Nunes, em Ferreira Gomes, a 137 quilômetros de Macapá. O Ministério de Minas e Energia informou que o caso está sendo investigado e que se tratou de “um evento externo à usina.”

Hotéis com gerador lotaram em menos de duas horas e vários protestos foram registrados em Macapá e Santana, distante 17 quilômetros da capital. A Polícia Militar informou ter acompanhado quase 120 manifestações desde o início do apagão. 

Moradores estão indo às ruas e queimando pneus e pedaços de madeira para cobrar a solução imediata dos problemas decorrentes da maior crise no fornecimento elétrico do estado nos últimos anos. Muitos manifestantes denunciaram a agressão de militares durante os atos e a PM chegou a informar ter sido “mais rigorosa” com pessoas que estavam com “os ânimos exaltados.”

Familiares na frente de casa durante interrupções no fornecimento de energia elétrica. Foto: Dyepeson Martins/Agência Pública

Promessas e frustrações

A primeira promessa de restabelecimento total do fornecimento de energia elétrica foi dada pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, em uma entrevista concedida ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM- AP). Na ocasião, o ministro afirmou que o fornecimento seria normalizado em um prazo de dez dias.

Durante uma visita ao Amapá, no último dia 7, um novo prazo foi divulgado. Desta vez, Albuquerque disse que a energia seria reestabelecida em 100% até o final da semana seguinte (entre os dias 13 e 14 de novembro) com a contratação de 44 geradores movidos a combustível. 

No sábado (21), mais uma frustração para quem esperava ter luz 24h. Desta vez, o presidente Jair Bolsonaro esteve no Amapá para ligar os geradores termelétricos, alugados para suprir o consumo no estado. O Governo Federal chegou a anunciar que 100% dos municípios teriam energia, mas em seguida disse que o fornecimento seria normalizado somente na quinta-feira (26).

O presidente Jair Bolsonaro em visita ao Amapá, no sábado (21). Foto: Ascom/Amapá

Na manhã desta terça-feira (24), a Linhas de Macapá Transmissora de Energia informou ter restabelecido a carga nos dois transformadores da subestação onde ocorreu o incêndio que provocou o apagão.  amapá apagão periferia

Uma das máquinas – a menos danificada no incêndio – passou por reparos e voltou a funcionar no último dia 7. A outra, foi transportada de Laranjal do Jari, no Sul do Amapá. O equipamento, que pesa 200 toneladas, levou mais de trinta horas para chegar à capital em uma viagem de balsa.

Conforme o Ministério de Minas e Energia, o funcionamento das duas máquinas é suficiente para suprir 100% da demanda do estado, embora a subestação funcionasse com três transformadores. Um terceiro transformador, requisitado de Boa Vista (RR), deve ser instalado e entrar em funcionamento apenas em dezembro.

A crise no sistema elétrico acontece em meio a pandemia de covid-19. O último boletim divulgado pelo Governo do Amapá aponta a confirmação de mais de 56 mil casos e 789 mortes. O apagão iniciou um dia depois do governador assinar um decreto mantendo medidas restritivas para evitar a proliferação do vírus. 

“A gente não tem muita informação, só expectativa e medo né. Porque ninguém vai consertar o nosso prejuízo”, comentou a autônoma Silvana Magalhães, em frente a casa onde mora com mais nove familiares. Aos 45 anos, ela disse nunca ter passado por uma situação assim. “Só quero que melhore”, completou. 

Governo Federal deverá investir em geração de energia

De acordo com o grupo, diante das poucas chuvas registradas no mês de outubro, será necessário apostar na geração de energia por termelétrica e importação de energia elétrica


O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) avaliou as condições de suprimento de energia elétrica no País, e constatou a necessidade do despacho de recursos adicionais, dentre os quais geração termelétrica e importação de energia elétrica, conforme deliberado no mês anterior em sua 236ª reunião, diante do cenário de poucas chuvas verificado no mês de outubro.

Para os próximos dias, as previsões meteorológicas indicam o aumento das chuvas na região Sudeste/Centro-Oeste, caracterizando o início do período úmido, e permanência da situação de escassez de precipitações no Sul. Dessa maneira, o CMSE indicou a necessidade da permanência da deliberação vigente quanto à possibilidade de despacho de recursos adicionais pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para fazer frente à menor utilização da geração hidráulica na região Sul.

Durante reunião para debater o assunto, a Petrobras apresentou ao Comitê as medidas em curso que visam à maior disponibilização de combustível para atendimento pleno à necessidade de geração indicada pelo Operador. Os representantes ainda relataram a ocorrência no sistema elétrico do Estado do Amapá, com explosão de um transformador e que afetou gravemente o suprimento de energia elétrica às cargas da região. 

Fonte: Brasil 61

Senadores se mobilizam em busca de solução para apagão elétrico

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, explicou que o desligamento da energia se deu por conta de um incêndio em um dos transformadores de uma subestação da capital Macapá

Após o apagão elétrico que atingiu 14 municípios do Amapá, nesta quarta-feira (4), os três senadores da bancada do estado se mobilizaram em busca de soluções para o problema junto ao Governo Federal. Um deles é o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Logo que soube do incidente, o parlamentar procurou o Ministério de Minas e Energia. Após as tomadas de decisões, Alcolumbre elogiou o trabalho do governo.

“Prontamente, o Estado brasileiro se voltou para o Amapá nessa questão energética. Eu tenho certeza de que todos os atores envolvidos estão dedicados e determinados, sem medir esforços. Os técnicos do setor elétrico brasileiro, hoje, estão trabalhando para o Amapá, para resolver essa calamidade que aconteceu no estado”, afirmou.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, explicou que o desligamento da energia se deu por conta de um incêndio em um dos transformadores de uma subestação da capital Macapá. Para buscar uma solução de maneira mais rápida foi instalado um gabinete de crise especificamente para esta situação.

“O equipamento já foi reparado na sua parte física e agora está havendo a filtragem do óleo do aparelhamento. Para se ter noção do volume, são 45 mil litros de óleo. Em tem-se que ter certeza de que ele está em condições de operação. É nisso que estamos trabalhando. Em até 10 dias nós pretendemos restabelecer 100% da energia no Amapá”, destacou.

O senador Lucas Barreto (PSD-AP), por sua vez, se preocupou em unir a bancada para tentar resolver o problema. O congressista ressaltou que a ida de Bento Albuquerque até o estado ajudará a trazer soluções mais ágeis e eficientes para o caso.

Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que, como o estado enfrenta uma grave crise sanitária por causa da pandemia do novo coronavírus, é fundamental que o pleno restabelecimento do fornecimento da energia elétrica se dê de maneira rápida.

O parlamentar pediu, ainda, a instauração de inquéritos no Ministério Público do Amapá e no Ministério Público Federal e apresentou denúncias à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para que sejam levantadas as responsabilidades da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA).

Fonte: Brasil 61

Abertura do mercado de gás natural pode gerar mais de 33 mil

Em entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com, o secretário-executivo adjunto do Ministério de Minas e Energia, afirmou que outro objetivo é tornar o produto mais barato para quem, de fato, utiliza

A aprovação do projeto de lei que trata da Nova Lei do Gás Natural vai possibilitar a queda nos preços do produto. É o que garante o secretário-executivo adjunto do Ministério de Minas e Energia, Bruno Eustáquio de Carvalho. Em entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com, ele explicou que essa consequência se dará por meio da abertura de mercado no setor.

Na avalição de Eustáquio, a expectativa é de que este processo, que deve ocorrer de forma gradativa, possa trazer investimento da ondem de R$ 43 bilhões em infraestrutura e, ao mesmo tempo, gerar mais de 33 mil empregos ao longo dos próximos 10 anos.

“Nossa expectativa é que, com a aprovação desta lei, tenhamos um mercado aberto, dinâmico e competitivo. Na medida em que você abre todo o mercado, são criadas condições para que o gás com preço mais barato seja ofertado a quem de fato utiliza, sobretudo a indústria. O racional de construção dessa política do novo mercado de gás pressupõe essa abertura, pela qual esperamos alcançar preços mais adequados”, considerou.

O último boletim sobre a produção de petróleo e gás natural divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta que a Petrobras é responsável pela operação de mais de 90% de toda a produção de gás natural, além de administrar a maioria dos campos de gás, gasodutos, termelétricas, transportadoras, distribuidoras e revendedoras.

Esse cenário, segundo Bruno Eustáquio de Carvalho, é o principal ponto que se pretende mudar com a aprovação da nova legislação. Ele entende que, com a entrada de novos atores nesse mercado aumentará a competitividade, o que influencia diretamente no preço do produto.

“Você não consegue trazer elementos de competitividade que possam refletir na tarifa do gás natural. A nossa principal motivação é abrir a cadeia do mercado de gás, permitindo a entrada de outros agentes na produção, nas infraestruturas essenciais e no transporte, por exemplo. Quando você permite essa abertura, automaticamente se traz competitividade, que implica em reflexos da composição dos preços que será ofertado ao consumidor final”, destacou.

Eustáquio lembrou, ainda, que o serviço de gás canalizado é uma atribuição dada pela Constituição Federal aos estados brasileiros. Na entrevista, ele afirmou que, a partir do momento em que há todo o processo de distribuição de gás canalizado, essa atividade é de competência das respectivas Unidades da Federação, as quais serão beneficiadas economicamente com a abertura desse mercado.

“Estudos da FGV apontam incrementos na arrecadação dos estados via ICMS, com a abertura do mercado de gás. Nós temos, de certa forma, toda a movimentação da cadeia de gás e, consequentemente, a geração de investimento e recolhimento de ICMS pelos estados. A expectativa é de que, nos próximos 10 anos, se tenha o mesmo crescimento adicional de 3% na arrecadação dos estados com a abertura do mercado de gás”, pontuou.

O secretário-executivo adjunto do Ministério de Minas e Energia também ressaltou que a indústria tem um papel fundamental no processo utilização do gás natural. Ele explicou que há um interesse do setor no barateamento do produto, já que isso tornará a cadeia de produção mais em conta, o que beneficia diretamente o consumidor final, que passará a comprar mais.

“Entre 30% e 50% do custo da indústria está associado à energia. Na medida em que você propicia um gás mais barato para a indústria, automaticamente se tem uma redução do custo de produção e, consequentemente, o repasse de tudo isso para o consumidor na ponta. Sem sombra de dúvida, a indústria, enquanto o maior consumidor do gás natural, é a força vida que tem sido fundamental neste processo de construção e sensibilização junto ao Congresso Nacional”, avaliou.

Na ocasião, Bruno Eustáquio comentou sobre o programa Novo Mercado de Gás, do Governo Federal. Ele afirmou que se trata de uma iniciativa que visa à formação de um mercado de gás natural aberto, dinâmico e competitivo, promovendo condições para redução do seu preço e, com isso, contribuir para o desenvolvimento econômico do País.

O programa é coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e desenvolvido em conjunto com a Casa Civil da Presidência da República, o Ministério da Economia, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Fonte: Brasil 61

Dicas para ter uma casa mais sustentável (Parte II)

Não use a mangueira de água para ‘varrer’ o quintal e a calçada. Varra com vassoura antes e use menos água: se usar balde, vai consumir uma quantidade menor. Atenção:  lavar se a varrição não ser conta, apenas.

A água de torneira tem qualidade garantida por lei; caso não queira, instale um filtro acoplado, ferva a água ou use filtro de barro (sendo o brasileiro considerado o melhor do mundo!). Água engarrafada só gera mais resíduos e o transporte por caminhões/carros, gasta combustível gerando gases poluentes.

Consuma de forma consciente: produzimos muitos resíduos. Analise friamente se você realmente precisa comprar tal coisa. Consuma menos alimentos industrializados e evite embalagens plásticas e de papel. Alimentos de feira, você pode embalar em sacos de tecido permanentes.

Cultive uma pequena horta em vasos, baldes, canos, caixotes, em garrafas PET, no chão, na parede ou mesmo num cantinho do quintal. É uma distração deliciosa: você colher ervas, condimentos, verduras, legumes e frutas frescas diretamente da terra para sua refeição.

Faça compostagem usando restos de alimentos nas suas plantas e horta: casca de ovo, borra de café, cascas de legumes e frutas, saquinhos de chá, entre outros alimentos não úmidos e cítricos.

Caminhe pelo seu bairro, para ir até o mercado, padaria, feira, farmácia, etc. Economiza combustível e você não vai precisar procurar por vaga para o carro, além de encontrar conhecidos pelo caminho e bater um papo.

Dicas para ter uma casa mais sustentável

Não deixe os aparelhos eletrônicos ligados dia e noite em modo stand by, pois consomem energia sem necessidade, além de pagar mais em sua conta por algo que não usou!

Compre eletrodomésticos mais eficientes, atestados pelo selo

Procel de Economia de Energia (consulte http://www.procelinfo.com.br/main.asp?TeamID=%7B88A19AD9-04C6-43FC-BA2E-99B27EF54632%7D).

Deixe a luz natural entrar em sua casa!Abra janelas, portas, cortinas, para o Sol entrar. Assim, você economiza no gasto e na conta de energia, além de ser fonte de bem-estar físico e mental, agindo sobre a umidade da casa. 

Consuma alimentos frescos, de preferência. Desta forma, você não precisa de freezer.

Use lâmpadas fluorescentes que duram até 10 vezes mais que as incandescentes e, assim, economizam no gasto de energia elétrica e na conta.

Pendure as roupas no varal em vez de usar secadora. Secar atrás da geladeira, só consome energia extra.

SP amplia parceria pelo fortalecimento da energia solar

Nova fase de colaboração focará no crescimento da fonte na matriz elétrica paulista, estimulando o uso em vários setores

O secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA), Marcos Penido, o presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absloar), Ronaldo Koloszuk Rodrigues, e o presidente-executivo da associação, Rodrigo Sauaia, assinaram nesta segunda-feira (5) um protocolo de intenções para o desenvolvimento da energia solar fotovoltaica no estado.

A parceria formaliza e amplia a positiva cooperação entre o Governo de São Paulo e a Absolar, em andamento desde 2013. Agora, as entidades irão somar forças em prol do avanço da energia solar nos prédios públicos do estado e pela estruturação de um programa de desenvolvimento do setor no território paulista, que aproxime a fonte sustentável da população e dos setores produtivo e rural.

“O estado de São Paulo possui um imenso potencial para gerar eletricidade a partir do sol com energia solar fotovoltaica, seja em grandes usinas ou sistemas de pequeno e médio portes, em telhados, fachadas ou áreas livres. A fonte solar será estratégica para acelerar a atração de investimentos, geração de empregos e renda e revigorar a economia paulista”, diz Penido.

Autonomia

A fonte solar fotovoltaica contribui, ainda, para o fortalecimento da segurança e autonomia elétrica de São Paulo, reduzindo a necessidade de importação de eletricidade de outros estados brasileiros. Promove, também, a postergação de investimentos em novas usinas de geração e linhas de transmissão, alívio da operação do sistema em horários diurnos de demanda elevada, redução de perdas pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), entre inúmeros outros benefícios.

“Desde 2012, o setor solar fotovoltaico já trouxe a São Paulo 816,2 MW de capacidade instalada nesta fonte renovável, agregando mais de R$ 3,5 bilhões em novos investimentos e mais de 24 mil empregos. Queremos multiplicar estes números e fazer do setor uma alavanca da retomada econômica sustentável do estado”, comenta Koloszuk.

Para democratizar o acesso à energia solar fotovoltaica, as entidades trabalharão pela redução dos custos da geração solar, contribuindo com a gestão pública, com a população e com o crescimento desta fonte renovável, sustentável e cada vez mais competitiva.

“Em anos anteriores, Governo de São Paulo e Absolar construíram diversas ações de grande impacto positivo à sociedade paulista, como aprimoramentos tributários, novas linhas de financiamento ao mercado, melhorias ao licenciamento ambiental de empreendimentos solares e implantação da tecnologia fotovoltaica em projetos habitacionais da CDHU, entre outras. Esse protocolo é mais um passo adiante, formalizando um trabalho conjunto de longa data em busca de novos resultados positivos ao setor e aos paulistas”, destaca Sauaia.

Colaboração

O termo prevê a colaboração das duas instituições em prol da implementação de programas e projetos voltados ao uso de energia solar fotovoltaica em prédios públicos, desenvolvimento de ações conjuntas de comunicação e educação sobre os benefícios da energia solar, além da realização de encontros técnicos, cursos, seminários, palestras, estudos, diagnósticos, programas de capacitação e workshops.

A parceria tem prazo inicial de 24 meses e não envolve a transferência de recursos financeiros entre as partes.

Chamada pública para usina fotovoltaica flutuante na Billings

Energia gerada pelo projeto no reservatório da Região Metropolitana de São Paulo deve ser disponibilizada para o consumidor

O Governo do Estado, por meio da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE), abriu nesta terça-feira (6) uma chamada pública para a escolha de empresas interessadas em instalar empreendimentos fotovoltaicos flutuantes no Reservatório Billings, na capital. Os participantes deverão apresentar documentos técnicos, financeiros e ambientais previstos no edital.

“A planta piloto instalada no lago da represa mostrou a viabilidade do projeto. Com esse chamamento público, o Governo de São Paulo dá mais um importante exemplo na utilização das energias renováveis, além de gerar emprego e renda para a população”, disse o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido.

Propostas

Serão apresentadas propostas de plantas de geração com potência que variam entre 1 megawatt-pico e 30 megawatt-pico em quatro locais pré-estabelecidos na Billings. Após análise dos documentos, a EMAE selecionará as melhores proposituras com possibilidade de implantação pelas empresas habilitadas.

Vencido o trâmite necessário junto aos órgãos reguladores, a EMAE e os futuros parceiros poderão constituir uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para viabilizar a implantação das usinas, cuja energia produzida será comercializada nos Ambientes de Contratação Regulada (ACR) e Livre (ACL). A EMAE terá uma participação na receita em função da estruturação societária e do negócio a ser constituído.

“Continuaremos incentivando o desenvolvimento de fontes alternativas e sustentáveis na geração de energia elétrica, sempre pensando nas principais tendências mundiais do mercado”, afirma o presidente da EMAE, Marcio Rea.

Jornal Grande ABC

Chamada pública para usina

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Enel realiza mutirão de manutenção nas cidade do Grande ABC

A Enel Distribuição São Paulo promove, entre os dias 11 e 19 de setembro, grande mutirão de manutenções preventivas na rede elétrica do ABC Paulista, beneficiando os municípios de Ribeirão Pires, Diadema, Santo André, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo e Mauá. Durante a iniciativa, serão instalados mais de 30 equipamentos de telecontrole, que permitem religar os clientes mais rapidamente ou reduzir o número de consumidores impactados em caso de falha no fornecimento. Também serão trocados 2 km de rede convencional pela compacta, que é mais resistente a interferências externas, como queda de galhos de árvores, e realizadas mais de 1.600 podas de árvores com galhos próximos à rede elétrica. O objetivo é preparar o sistema elétrico para o próximo período chuvoso.

Devido ao atual cenário de pandemia, durante as atividades, todos os colaboradores envolvidos usarão, além dos equipamentos de proteção individuais e coletivos tradicionais, máscaras e álcool em gel, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“O mutirão é um complemento às manutenções rotineiras, que realizamos diariamente. Apenas nesta semana, serão cerca de 750 profissionais, divididos em 200 equipes, trabalhando no fortalecimento e na automação da nossa rede na região”, explica Rosario Zaccaria, Responsável por Infraestruturas e Redes da Enel Distribuição São Paulo.

Parcelamento dos débitos

No próximo sábado (12), a empresa também realizará no ABC uma ação de parcelamento dos débitos dos clientes, das 8h às 17h, na Associação dos Funcionários Públicos de São Bernardo do Campo, localizado no centro da cidade.

Os clientes poderão realizar a negociação em até 12 vezes sem juros no financiamento, na própria conta de energia ou no cartão de crédito. Para serem atendidos, os interessados devem fazer o agendamento do serviço pelo site da empresa (https://www.eneldistribuicaosp.com.br/). Em seguida, o cliente receberá uma mensagem via SMS com a confirmação do agendamento e senha que deverá ser apresentada no local. Durante o evento, cada cliente poderá trocar até quatro lâmpadas incandescentes por modelos LED, mais econômicas do que as convencionais.

Serviço:

Ação de Parcelamento

Quando: 12 de setembro

Horário: das 08h às 17h

Local: Associação dos Funcionários Públicos de São Bernardo do Campo

Endereço: R. Vinte e Oito de Outubro, 61 – Centro, São Bernardo do Campo

Para agendar o horário de atendimento: entrar no site da empresa (https://www.eneldistribuicaosp.com.br/), clicar em “Agende seu atendimento presencial”, “Novo agendamento” e “Fique em dia Enel”.

Sobre a Enel Distribuição São Paulo

A Enel Distribuição São Paulo é uma empresa da multinacional de energia Enel. A companhia é a maior distribuidora do país em número de clientes e atende 7,2 milhões de unidades consumidoras em 24 municípios da região metropolitana de São Paulo, incluindo a capital paulista, um dos principais centros econômico-financeiros do Brasil e do mundo. A estratégia de atuação da Enel é baseada no seu Plano de Sustentabilidade e nos compromissos assumidos com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU.