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São Paulo mantém escolas abertas para quem mais precisa

Nesta quarta-feira (03/03), o Governo de São Paulo confirmou que as escolas estaduais continuarão abertas, mesmo na fase vermelha, a mais restritiva do Plano SP.

A medida, já prevista no plano com obediência aos protocolos de segurança sanitária, tem objetivo de atender aos estudantes em situação de vulnerabilidade.

A frequência presencial não é obrigatória e o ensino remoto será mantido, com aulas transmitidas diariamente pelo Centro de Mídias da Secretaria de Educação do Estado. As redes municipais e particular têm autonomia para fazer o próprio planejamento, respeitando os limites legais e os protocolos do Plano SP.

O Governo de SP definiu como critérios para formar o grupo de mais vulneráveis os alunos que têm necessida de de se alimentar na escola; os que possuem dificuldades de acesso à tecnologia ou não têm os equipamentos necessários para estudar remotamente.


Ainda terão prioridade os estudantes com a saúde mental em risco e aqueles com severa defasagem de aprendizagem ou que fazem parte da educação especial. Da mesma forma, será priorizada a presença dos alunos cujos responsáveis trabalhem em serviços essenciais, como a área da Saúde.

As escolas ficarão abertas para fornecer refeições para todos os estudantes que necessitam, até mesmo para os que entrarem no rodízio e não puderem participar das aulas presencialmente, em um determinado dia, por conta do limite máximo permitido.

“Educação é essencial, sempre com cuidado extremo nos protocolos, atendendo aos que mais precisam. Temos pessoas que precisam muito da escola aberta”, destacou o Secretário Estadual da Educação, Rossieli Soares.

Modelo híbrido

Na educação básica, as aulas presenciais serão ministradas de acordo com a necessidade de cada unidade. Os alunos que optarem pelas aulas remotas, terão de acessar o Centro de Mídias SP, por meio dos aplicativos com dados patrocinados ou pela TV Educação. Serão fornecidos roteiros de estudos impressos para todos os estudantes que precisarem de apoio.

Redução da circulação

Mesmo com as escolas abertas para os alunos mais vulneráveis, haverá uma redução expressiva de pessoas em circulação. No mês de fevereiro, cerca de 2,5 milhões de alunos e 165 mil funcionários estiveram presencialmente nas escolas estaduais. A previsão para os próximos 14 dias é que 500 mil alunos e 50 mil funcionários frequentem as unidades escolares.

Protocolos

Durante as atividades presenciais, as escolas de toda a rede estadual devem cumprir os protocolos estabelecidos pela Secretaria da Educação de acordo com as normas e fases do Plano SP. O regramento está previsto na resolução SEDUC 11, de 26-01-2021 (https://diariooficial.imprensaoficial.com.br/nav_v6/index.asp?c=30059&e=20210125&p=1)

As escolas poderão receber diariamente até 35% dos alunos matriculados. Ao adentrarem nas unidades, todas as pessoas terão a temperatura aferida e o indivíduo que estiver com 37,5 graus ou mais será orientado o retorno para casa.

Estudantes e servidores devem lavar as mãos com água e sabão ou higienizar com álcool em gel 70% ao entrar na escola. É obrigatório o uso de máscara de tecido dentro da escola. Os servidores devem utilizar além da máscara de tecido, o face shield (protetor de face) durante sua jornada laboral presencial. Dentro das salas de aula, os alunos devem manter o distanciamento de 1,5 metro.

Eventos como feiras, palestras, seminários, festas, assembleias, competições e campeonatos esportivos estão proibidos. Já as atividades de educação física, arte e correlatas podem ser realizadas, preferencialmente ao ar livre.

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Conheça as melhores escolas municipais de São Bernardo

O Ministério da Educação divulgou nesta terça-feira (15) os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) correspondentes ao ano de 2019, incluindo o desempenho das escolas municipais de São Bernardo do Campo, ou seja, daquelas que abrigam estudantes do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental.

Em uma escala que vai de zero a 10, o IDEB é um índice calculado, a cada dois anos, a partir de dois componentes: taxa de rendimento escolar (aprovação) e médias de desempenho nos exames padronizados e aplicados pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

Os índices de aprovação são obtidos a partir do Censo Escolar. As médias de desempenho utilizadas são as da Prova Brasil (para IDEB de escolas e municípios) e do SAEB (no caso do IDEB dos estados e nacional).

Apesar dos inúmeros problemas existentes na educação básica, o Brasil alcançou o índice de 5,8, atingindo a meta proposta para os primeiros anos do ensino fundamental, sendo este o melhor nível desde que o indicador foi criado, em 2007.


DESEMPENHO DE SÃO BERNARDO

São Bernardo ficou acima da média nacional, com IDEB de 6,9, mantendo o mesmo índice individual alcançado no último levantamento, realizado em 2017.

Especialistas alertam que, apesar de ser possível realizar uma comparação de desempenho entre as escolas, vale lembrar que cada uma possui suas próprias metas ou é influenciada por diferentes condições, como localização, investimentos realizados e participação da comunidade.

Nas tabelas abaixo, extraídas a partir dos dados do Ministério da Educação, as escolas municipais de São Bernardo aparecem por ordem de IDEB e, na sequência, por ordem alfabética para facilitar a localização.

As colunas trazem os índices dos últimos três levantamentos (2015, 2017 e 2019). Os resultados destacados em verde mostram que a escola atingiu a meta proposta naquele ano.


ESCOLAS MUNICIPAIS – POR ORDEM DE IDEB


ESCOLAS MUNICIPAIS – ORDEM ALFABÉTICA

Legenda:
* Número de participantes no SAEB insuficiente para que os resultados sejam divulgados;
** Sem média no SAEB: Não participou ou não atendeu os requisitos necessários para ter o desempenho calculado;
*** Solicitação de não divulgação conforme Portaria Inep.

Fonte: SÃOBERNARDO.INFO

Professores da rede estadual publicam livros durante a pandemia

Relatos da pandemia e projeto iniciado a partir da vivência em sala de aula estão entre os temas

A pandemia causada pelo coronavírus (Covid-19) gerou incerteza e preocupações, mas com o passar do tempo e adaptadas às rotinas, as pessoas passaram a praticar hobbies e desenvolver projetos mesmo durante a quarentena. Professores da rede estadual, por exemplo, publicaram livros neste período. Confira duas histórias:

Em Limeira, Luís Antônio Vieira professor de filosofia da escola estadual Profº Arlindo Silvestre se uniu a seu colega da rede municipal Claudinei Zagui Pareschi e criaram o livro ‘Reflexões em tempo de pandemia’ a partir de conversas que tiveram por mensagens.

Na obra, os dois filósofos retrataram suas experiências pessoais durante o isolamento social. Passando por pensadores como Sócrates, Platão, Santo Agostinho e Sartre, os autores discutem sobre temas muito debatidos na Filosofia como medo, felicidade, amizade, dentre outros.

Luís Antônio Vieira contou que muitas vezes enquanto fazia o planejamento de suas aulas mediadas por tecnologia, surgiam pensamentos que acabaram indo para o livro. “Neste tempo difícil para todos nós, aproveitei para expor meus pensamentos e levar uma mensagem positiva mesmo durante esta pandemia”, afirmou.

Já Valéria Ferrante, professora da língua portuguesa e inglesa na escola estadual Profº Waldomiro Guimarães de Santo André, publicou a obra ‘Doze Contos de Vida’ com histórias que misturam ficção e realidade, explorando as relações pessoais antes das redes sociais.

“Sempre gostei de escrever poesias, crônicas e contos. Com o passar do tempo, senti a necessidade de expor minha obra literária, tocar a emoção das pessoas, inspirar e motivar os alunos a produzirem seus próprios textos”, afirmou.

Apesar de ser publicado durante a quarentena, a ideia para o livro surgiu de uma vivência que a educadora teve na sala de aula. O projeto “Te Conto na escola”, foi desenvolvido em parceria com outra professora, Viviane Cardoso, e teve o intuito de incentivar a leitura e a produção de texto na escola. Dentro do projeto os alunos analisaram um dos doze contos escritos por Valéria.

“Essa publicação tem como principal objetivo fortalecer a relação do professor com o aluno. Ela serve também para valorizar o professor e sua capacidade de produzir o que seus alunos leem: textos, poesias, artigos, ideias sobre o mundo em que vivem e atuam, reforçando assim, o poder de transformação da educação na escola”, conta a professora.