Tudo o que você precisa saber sobre a energia solar

Que ela é limpa, renovável, muito mais barata e tem conquistado cada vez mais adeptos ao redor do planeta, todo mundo sabe. Não à toa se tornou o setor que mais cresce no Brasil. Mas, apesar de a energia solar ter se popularizando bastante nos últimos anos, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o seu funcionamento. Para explicar um pouco mais sobre o assunto, Davidson Andreoni, consultor da Cemig SIM, aborda as principais curiosidades acerca deste tema. Confira!

Há diferença entre aquecimento solar e energia solar fotovoltaica

Enquanto o aquecimento solar consiste basicamente no aquecimento da água, especialmente do chuveiro, a energia fotovoltaica é mais completa, já que abastece todos os equipamentos que necessitam de energia elétrica em uma casa, tais como lâmpadas e eletrodomésticos.

Geração de energia em dias nublados

Pouca gente sabe, mas os painéis solares são capazes de captar energia do Sol mesmo em dias nublados. Devido à alta tecnologia empregada no processo, as células fotovoltaicas não necessitam de luz solar direta para que produzam energia em dias chuvosos. Todavia, nestes dias os níveis de watts gerados são menores.

Geração de energia no período noturno

Como a fonte para geração deste tipo de energia é a radiação solar, a produção em períodos noturnos não acontece. Apesar disso, a maioria dos sistemas de energia solar instalados no país funciona no modelo on grid, ou seja, conectados à rede de distribuição da cidade. Sendo assim, o sistema gera energia durante o dia e, à noite, utiliza a energia da rede.

Tem taxa de emissão de poluentes zero

Ao contrário de outras energias que mesmo emitindo algum tipo de poluente são consideradas limpas, a solar zera a taxa de emissão de poluentes. Dessa forma, ajuda a combater o efeito estufa e seus efeitos sobre o clima, apresentando-se como uma das melhores soluções para a sociedade.

Existem enormes usinas de energia solar

Embora os painéis caseiros desse tipo de energia sejam mais conhecidos e comuns, existem grandes usinas solares espalhadas pelo mundo. Estados Unidos, Espanha, Portugal e Alemanha abrigam algumas delas, que também estão presentes em outros países.

Os créditos de energia solar

Em dias de calor intenso, quando é gerada mais energia do que o necessário, são formados créditos com a rede de distribuição. Isso significa que todo o excedente produzido pelo sistema de energia solar fotovoltaico é enviado para a distribuidora, que tem até 60 meses para utilizar este crédito e abatê-lo na conta de energia do imóvel.

Sobre a durabilidade dos painéis

Os painéis solares são extremamente duráveis (mais de 20 anos) e precisam de pouca ou nenhuma manutenção. Os principais painéis utilizados hoje em dia são feitos de silício monocristalino ou policristalino. Os monocristalinos apresentam o silício em alto grau de pureza e são mais eficientes, apesar de exigirem um investimento maior.

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Usina Solar, Cemig SIM. Foto: Divulgação

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SP amplia parceria pelo fortalecimento da energia solar

Nova fase de colaboração focará no crescimento da fonte na matriz elétrica paulista, estimulando o uso em vários setores

O secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA), Marcos Penido, o presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absloar), Ronaldo Koloszuk Rodrigues, e o presidente-executivo da associação, Rodrigo Sauaia, assinaram nesta segunda-feira (5) um protocolo de intenções para o desenvolvimento da energia solar fotovoltaica no estado.

A parceria formaliza e amplia a positiva cooperação entre o Governo de São Paulo e a Absolar, em andamento desde 2013. Agora, as entidades irão somar forças em prol do avanço da energia solar nos prédios públicos do estado e pela estruturação de um programa de desenvolvimento do setor no território paulista, que aproxime a fonte sustentável da população e dos setores produtivo e rural.

“O estado de São Paulo possui um imenso potencial para gerar eletricidade a partir do sol com energia solar fotovoltaica, seja em grandes usinas ou sistemas de pequeno e médio portes, em telhados, fachadas ou áreas livres. A fonte solar será estratégica para acelerar a atração de investimentos, geração de empregos e renda e revigorar a economia paulista”, diz Penido.

Autonomia

A fonte solar fotovoltaica contribui, ainda, para o fortalecimento da segurança e autonomia elétrica de São Paulo, reduzindo a necessidade de importação de eletricidade de outros estados brasileiros. Promove, também, a postergação de investimentos em novas usinas de geração e linhas de transmissão, alívio da operação do sistema em horários diurnos de demanda elevada, redução de perdas pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), entre inúmeros outros benefícios.

“Desde 2012, o setor solar fotovoltaico já trouxe a São Paulo 816,2 MW de capacidade instalada nesta fonte renovável, agregando mais de R$ 3,5 bilhões em novos investimentos e mais de 24 mil empregos. Queremos multiplicar estes números e fazer do setor uma alavanca da retomada econômica sustentável do estado”, comenta Koloszuk.

Para democratizar o acesso à energia solar fotovoltaica, as entidades trabalharão pela redução dos custos da geração solar, contribuindo com a gestão pública, com a população e com o crescimento desta fonte renovável, sustentável e cada vez mais competitiva.

“Em anos anteriores, Governo de São Paulo e Absolar construíram diversas ações de grande impacto positivo à sociedade paulista, como aprimoramentos tributários, novas linhas de financiamento ao mercado, melhorias ao licenciamento ambiental de empreendimentos solares e implantação da tecnologia fotovoltaica em projetos habitacionais da CDHU, entre outras. Esse protocolo é mais um passo adiante, formalizando um trabalho conjunto de longa data em busca de novos resultados positivos ao setor e aos paulistas”, destaca Sauaia.

Colaboração

O termo prevê a colaboração das duas instituições em prol da implementação de programas e projetos voltados ao uso de energia solar fotovoltaica em prédios públicos, desenvolvimento de ações conjuntas de comunicação e educação sobre os benefícios da energia solar, além da realização de encontros técnicos, cursos, seminários, palestras, estudos, diagnósticos, programas de capacitação e workshops.

A parceria tem prazo inicial de 24 meses e não envolve a transferência de recursos financeiros entre as partes.