Roubo de criptomoedas: como se defender?

Os ciberataques envolvendo roubo de criptomoedas – como as bitcoins, a mais famosa delas – se tornaram mais recorrentes durante a pandemia de Covid-19 e devem estar no foco das atenções de corporações de segurança cibernética, governos e sociedade em 2021. O primeiro passo é compreender o modus operandi desse tipo de investida, para saber como se prevenir e se defender.

Com mais de 25 anos de experiência em cibersegurança, Sandro Süffert ressalta que o problema ocorre em escala global, e o Brasil não está imune. Süffert é fundador e CEO da Apura, empresa brasileira especializada em prevenção, monitoramento e combate a ciberataques. A equipe de especialistas da Apura elaborou uma lista com as formas mais comuns de ocorrências envolvendo as criptomoedas:

1. Phishing, a forma preferida

A forma mais comum continua sendo o phishing, ataque em que o criminoso envia um e-mail, SMS ou mensagem em rede social contendo um link malicioso que, quando clicado, leva a vítima para um site falso. Assim, toda negociação de criptomoedas que essa pessoa realizar no site será enviada para a carteira do criminoso. Portanto, muito cuidado com mensagens que receber. Antes de clicar em qualquer link, certifique-se da veracidade.

2. Perfis falsos

Outra modalidade que tem se tornado bastante comum é a de perfis falsos em redes sociais, se passando por pessoas de destaque no mundo da negociação de criptomoeda. Esses perfis oferecem falsas oportunidades. Um exemplo recorrente: se a vítima depositar certa quantia em criptomoedas na carteira do suposto negociador, receberá o valor dobrado em determinados dias. A pessoa que fizer o depósito, obviamente, jamais receberá a quantia e ainda terá perdido o valor depositado. Caso seja contactado por ofertas assim, não efetue depósito algum.

3. Aplicativos falsos

Há também aplicativos falsos, para dispositivos móveis, que remetem a lojas alternativas de aplicativos. Esses aplicativos falsos se passam pelos legítimos de empresas respeitáveis no ramo das criptomoedas. Porém, quando a vítima instala um deles em seu dispositivo, todas as negociações realizadas por meio do aplicativo falso serão desviadas para o criminoso responsável. Às vezes, até mesmo um aplicativo com todos os requisitos de legitimidade é usado para desviar recursos. Em março, um aplicativo encontrado na App Store da Apple, que supostamente deveria ser utilizado para checar o saldo de contas em Bitcoins em dispositivos da empresa Trezor, foi utilizado para desviar mais de 600 mil dólares de um investidor que baixou o aplicativo acreditando estar seguro. A orientação é baixar aplicativos sempre a partir de lojas oficiais, ou dos sites da própria fornecedora do aplicativo. E mesmo aplicativos de procedência certa só devem ser baixados quando se tiver a certeza da idoneidade dos desenvolvedores, pois muitas vezes eles fazem uso de brechas para enviar aplicativos maliciosos para as lojas oficiais.

4. Uso de malwares

Existem ainda ataques mais sofisticados que envolvem o uso de malwares para realizar o roubo das criptomoedas. Estes malwares são desenvolvidos exclusivamente com esse objetivo. Eles podem atuar de diversas formas: substituindo páginas legítimas que a vítima acessa por versões falsas controladas pelos criminosos; podem trocar endereços para transação copiados de alguma página para a área de transferência por endereços definidos pelos atores; roubar as chaves de acesso das vítimas às carteiras de criptomoedas; podem, inclusive, desviar recursos computacionais do sistema da vítima para minerar criptomoedas sem que ela tenha conhecimento disso.

Um malware recém-descoberto pela empresa Avast foi o HackBoss, que acredita-se já ter faturado mais de 600 mil dólares com o roubo de criptomoedas. Quando o HackBoss é executado, ele busca por endereços de carteiras digitais com criptomoedas. O endereço dessas carteiras é copiado para a área de transferência e quando o malware detecta o endereço de uma outra carteira, substitui, desviando estes recursos para os criminosos. Para evitar cair nessa armadilha, confirme a veracidade de sites e e-mails, desconfiando de mensagens propondo vantagens ou supostamente amigáveis. Em casos suspeitos, nunca forneça senhas e nem outros dados. Ferramentas de proteção em seu dispositivo também ajudam na prevenção.

5. Sequestro de dados

Além do roubo de criptomoedas, outra frente de ataques envolvendo moedas digitais ocorre quando o criminoso exige o pagamento de dados sequestrados por meio de criptomoedas propriamente ditas. Segundo a equipe da Apura, a exigência de pagamento de resgate de dados sequestrados por meio de criptomoedas é uma estratégia para evitar a rastreabilidade e, por consequência, dificultar a identificação dos promotores dos ciberataques.

Sandro Süffert ressalva que o fato de as criptomoedas figurarem como ferramenta ou alvo cada vez mais preferidos por cibercriminosos não significa que as moedas digitais sejam, por natureza, vulneráveis. O que ocorre é o constante movimento de sofisticação dos ciberataques – os criminosos regularmente procuram alternativas para pôr em prática suas investidas.

O especialista cita o exemplo do Pix, sistema adotado pelo Banco Central do Brasil, de reconhecida segurança e eficiência. Justamente pela confiabilidade, atrai usuários e, por tabela, faz os cibercriminosos identificarem um nicho potencial para suas ações.

Por isso, reforça Süffert, a segurança cibernética deve envolver participação, cooperação e envolvimento de vários atores sociais – governos, empresas e sociedade de uma forma geral. “Precisamos desenvolver uma cultura de cibersegurança”, assinala.

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Roubo de criptomoedas: como se defender?
Sandro Suffert, da Apura S/A. Foto: Divulgação

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Golpes antigos que voltaram a crescer com o PIX

William Ribeiro, CEO do Dinheiro Com Você, alerta sobre golpes antigos que voltaram a crescer com o PIX. Educador financeiro afirma que a possibilidade da transferência instantânea, que acaba de ganhar um limite ainda maior aprovado pelo Banco Central, fez crescer as tentativas de golpes. Ele explica como as pessoas mal-intencionadas agem e dá dicas de como se proteger

Não importa se você se considera uma pessoa muito bem-informada e blindada contra qualquer tentativa de golpes. Na verdade, o efeito é justamente o contrário: isso pode lhe deixar ainda mais vulnerável, devido a uma falsa sensação segurança.

É o que alerta William Ribeiro, educador financeiro e CEO do Dinheiro Com Você, que ensina algumas maneiras de evitar quatro golpes que têm crescido proporcionalmente ao aumento da popularidade do Pix.

“Ao mesmo tempo em que o Pix tem se tornado extremamente comum nas transações e pagamentos dos brasileiros, é uma tecnologia ainda nova. Isso significa que nem todo mundo entende e domina o seu funcionamento.

Eis então a grande janela de oportunidade para os bandidos e o motivo de tanta gente estar caindo em golpes antigos. São histórias que parecem impossíveis de acreditar, mas que a falta de atenção, a correria do cotidiano ou mesmo a ganância, acabam colaborando para que a gente forneça nossas informações pessoais e financeiras a quem não deveríamos”, revela Ribeiro.

Golpe 1: Whatsapp clonado

O educador financeiro tem alertado em seu canal no YouTube que escolher o número do telefone celular como chave para o Pix não é uma boa ideia. “Qualquer pessoa que tenha acesso ao seu número de celular (capturado em um grupo de Whatsapp, por exemplo) pode simular uma transferência via Pix. E pronto: passa a ter acesso ao seu nome completo e o banco no qual você tem conta”.

E ele explica qual é o risco do acesso a essas informações. “Sabendo que você é correntista de um determinado banco, o trabalho do golpista é facilitado. Ele pode fazer o contato, já informando previamente algumas informações bancárias suas. Em alguns casos, pode ligar inclusive de um número clonado do próprio banco em que você tem conta, dizendo que foram identificadas transações suspeitas no seu extrato”.

E é nessa hora, quando ele conquista sua atenção e a sua confiança, que vai dar a cartada final. “O falso funcionário do banco dirá que, por motivos de segurança, você receberá um código por SMS no seu celular. Na maioria dos casos, se trata do código do Whatsapp, com o qual o golpista poderá “sequestrar” a sua conta no aplicativo, podendo se passar por você para aplicar golpes em seus amigos e familiares”, explica.

– Como se proteger

Para evitar esse tipo de problema, Ribeiro lembra que você deve habilitar a autenticação em duas etapas criando um “pin”, como se fosse uma segunda camada de segurança, uma senha com seis números. “Se alguém tentar clonar seu Whatsapp, mesmo que tenha acesso ao código que recebeu pelo SMS, sem o pin, ele não vai conseguir”.

Golpe 2: Whatsapp falso

Já que muitas vezes o golpista não consegue roubar o acesso ao seu Whatsapp, eles foram além: que tal criar uma nova conta, também se passando por você? Neste caso, é criada uma conta com um número diferente, porém, utilizando uma foto sua (que ele consegue facilmente em qualquer rede social).

A partir de então, ele segue o mesmo script para aplicar golpes: entra em contato com amigos e familiares, pedindo dinheiro por meio de transferências pelo Pix, informando uma chave ou enviando um QR Code.

– Como se proteger:

“Se algum conhecido entrar em contato de um jeito estranho, contando uma história qualquer, dizendo estar precisando de dinheiro, fique atento! O melhor é entrar em contato com a pessoa por uma linha de telefone que não seja via Whatsapp para confirmar se o contato foi feito por ela mesma.”

Ribeiro ainda explica porque apenas confirmar que o número do celular está correto não é uma forma segura de proteção. “Se você confirmou que o telefone que entrou em contato com você é realmente da pessoa, lembre-se, ela pode estar sendo vítima do golpe 1, com seu Whatsapp sendo clonado. Por isso, em todos os casos, procure sempre fazer contato com a pessoa por telefone”.

Golpe 3: Falso funcionário do banco

Nessa modalidade, o golpista também entra em contato com você, fingindo ser um funcionário do banco. No entanto, ao contrário do primeiro golpe que Ribeiro comentou, neste caso ele não está interessado em clonar o seu Whatsapp.

“Dessa vez, ele vai te dizer que entrou em contato para lhe ajudar a cadastrar ou a confirmar a sua chave Pix na instituição em que você tem conta. E eles podem ser tão convincentes a ponto de até colocar uma gravação ao fundo, como se fosse a movimentação de uma operação de telemarketing, com pessoas falando e digitando. Mais uma vez, ele conquistou sua atenção e sua confiança e vai pedir para fazerem um teste que envolve o envio de dinheiro. E se isso acontecer com você, saiba que esse valor você nunca mais verá de volta”, reforça o educador financeiro.

– Como se proteger:

Este é um procedimento que não existe em nenhuma instituição bancária. “Pode ter certeza, funcionário de banco nenhum liga para você para resolver qualquer problema de Pix. Nessa situação, é só ficar atento em caso de um contato como esse que solicite suas informações pessoais. Desconfie e nunca faça qualquer transferência para quem não conhece”.

Golpe 4: Bug no Pix

Dessa vez, o golpista consegue enganar principalmente as pessoas mais gananciosas. “Ao serem apresentadas a uma possível chance de dinheiro fácil, pessoas nesse perfil se tornam uma isca fácil, afinal a atenção é direcionada apenas ao objetivo final, o dinheiro, sem prestar atenção que o caminho até lá é um tanto quanto suspeito”.

Ribeiro explica como funciona. “Você recebe um contato, uma mensagem por Whatsapp ou um e-mail, dizendo que naquele momento ocorreu um bug no Pix. Alguém teria percebido que, ao fazer uma transferência, o dinheiro voltaria em dobro para a sua conta. Essa pessoa fictícia, muito “gentilmente”, resolve passar a dica para frente para que todo mundo, assim como ele, tenha a oportunidade de lucrar com esse problema técnico”.

– Como se proteger:

A solução para este problema é muito simples: “não existe dinheiro fácil e nem mágica, desconfie sempre”.

Engenharia social

Essa metodologia que os golpistas usam para nos convencer já tem até um nome, chama-se “engenharia social”. “Trata-se da habilidade de conseguir informações confidenciais por meio de técnicas de persuasão. Eles usam isso para conseguir que você forneça os seus dados ou para pedir que seus contatos enviem dinheiro”.

E o educador financeiro destaca que, pelo jeito, “eles ficam cada vez melhores nisso, afinal, o número de golpes só cresce porque eles encontram quem dá oportunidade de ser enganado.  Além disso, uma outra forma de não ser passado para trás é sempre estar atento ao nome completo e dados bancários da pessoa para quem está fazendo a transferência. Ao colocar a chave no aplicativo ou site do banco, todas essas informações são apresentadas na tela”.

Sobre William Ribeiro

William Ribeiro é CEO do Dinheiro Com Você, empresa de consultoria, treinamento e Educação Financeira, focada em finanças pessoais e investimentos, além de uma produtora de conteúdo multiplataforma da qual faz parte um dos maiores e mais importantes canais de educação financeira do pais: www.youtube.com/dinheirocomvoce.

Possui título de MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e é graduado em Engenharia da Computação pelo Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel). Sua experiência de mais de 20 anos no empreendedorismo lhe trouxe a independência financeira e o consequente maior propósito da sua vida: levar seu conhecimento adiante, ajudando milhares de pessoas a terem uma vida financeira mais próspera.

Além de especialista no mercado financeiro, William também é autor e prepara o lançamento de seu primeiro livro (pela Alta Books) sobre o tema, uma publicação alinhada com o propósito de todo o seu trabalho que é desmistificar os investimentos no Brasil.

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Golpes antigos que voltaram a crescer com o PIX
William Ribeiro, educador financeiro e CEO do Dinheiro Com Você
Foto: Divulgação

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Dinheiro Fácil: Day trade só é rentável para os intermediários

Notícias virais sobre dinheiro fácil, como a de um jovem que transformou R$ 30 mil em R$ 700 mil durante a pandemia atrai para a prática da compra e venda diária de ações. Investidores incautos acumulam prejuízos e geram lucros a quem surfa nessa onda vendendo cursos, livros e ilusões.

No ínicio deste ano, tornou-se um viral nas redes sociais a trajetória de um jovem carioca de 24 anos e origem humilde que, atuando como day trader durante a pandemia, conseguiu transformar R$ 30 mil em R$ 700 mil. Contudo, histórias como essa atraem outros investidores para a ilusão do dinheiro fácil e rápido. A maioria acabam acumulando prejuízos e, alguns, como vimos no Fantástico desse domingo, acabam até caindo em golpes.

Histórias de superação como essa costumam ser inspiradoras. Contudo, a forma como ela é compartilhada na internet acaba confundindo as pessoas e reforçando uma compreensão equivocada de que um investimento de altíssimo risco pode ser uma fonte de renda.

Pesquisas mostram que quase a totalidade dos seguem por esse caminho têm prejuízo. Os pesquisadores Fernando Chague e Bruno Giovannetti, da Fundação Getúlo Vargas, chegaram a conclusões espantosas em seu trabalho.

Foram acompanhados todos os indivíduos que começaram a fazer day trade em ações no mercado brasileiro entre 2013 e 2016 (98.378 indivíduos), chegando-se nas seguintes revelações:

  1. 99,43% dos indivíduos não persistiram na atividade (apresentaram menos

de 300 pregões com day-trades);

  1. considerando-se os day-traders que persistiram (operaram por mais de

300 pregões), a performance média foi negativa;

  1. apenas 127 indivíduos foram capazes de apresentar lucro bruto diário

médio acima de 100 reais em mais de 300 pregões.

Nas palavras dos próprios pesquisadores: “Entre os 1.551 que persistiram, apenas 8 conseguiram apresentar lucro bruto diário médio maior do que a remuneração de entrada de um caixa de banco (160 reais por dia).”

No entanto, ao se observar que o número de novos investidores, inclusive muito jovens, nota-se que os resultados parecem não ter desanimado quem acredita na possibilidade do dinheiro fácil.

“A essência de se comprar uma ação é você se tornar sócio de uma grande empresa. Então, qual o sentido de você ficar comprando e vendendo a sua sociedade diariamente?”. Quem traz essa reflexão é o Educador Financeiro do canal “Dinheiro Com Você”, William Ribeiro, que também faz o alerta para os riscos dessa prática.

“A grande maioria das pessoas que estão se interessando pelo investimento em ações ainda acredita que tudo se resume a ficar acompanhando gráficos e apostando nas subidas e descidas dos preços. Day trading é uma atividade extremamente extenuante, que já levou vários investidores e famílias à ruína. Às vezes, o pior que pode acontecer é você começar ganhando dinheiro e acreditar que descobriu as regras do jogo. Os raríssimos day traders que ganham dinheiro, realizam a atividade como seu ofício, não é um hobby para se realizar no litoral ou no semáforo (aliás, quem, em sã consciência, deixaria de tomar caipirinha na praia para operar?).”

O Sonho do Dinheiro Fácil

Os Investidores que têm mais chances em conseguir lucro no day trade são aqueles que menos precisam disso para sobreviver. Pessoas que já construíram patrimônio e levam esse capital para o mercado financeiro para investir, para rentabilizá-lo.

“Quem tira dinheiro do seu próprio orçamento familiar para investir já começa perdendo, porque vai ser impossível não deixar o lado psicológico interferir nas operações”, explica o Educador Financeiro.

“Algumas pessoas afirmam que, assim como em qualquer outra atividade, poucos são os que se dedicam e têm sucesso. No caso do day trading isso é uma falácia, porque as pesquisas mostram que os operadores não ficaram melhores com o passar do tempo. Além disso, para efeito de comparação, as chances de ser aceito em Harward são de 4,7%, muito superiores aos 0,13% dos daytraders que têm como resultado mais de R$100 brutos por dia.”, destaca.

Quem realmente ganha com o day trade?

O grande foco das pesquisas sobre day trade é sobre consistência. Foi demonstrado que quanto maior é o número de pregões operados, menos provável é a sua chance de sucesso.

Desta forma, sempre teremos alguns vencedores pontuais, como certamente é o caso do jovem estagiário que se tornou “milionário” repentinamente. Ainda assim, por mero efeito da aleatoriedade, é bem possível que alguns poucos traders tenham sucesso repetidas vezes. “Se fizéssemos um campeonato de cara ou coroa, o campeão brasileiro certamente teria acertado um número bizarro de vezes, talvez dezenas delas. Nem por isso teria algum mérito por suas escolhas, mas certamente seria capa de revista e poderia lançar um curso ensinando como ser um vencedor nesta modalidade.”, afirma Ribeiro.

Definitivamente, day trade é um negócio lucrativo. Mas, de acordo com os estudos, quem faz dinheiro com ele são somente as corretoras (que ganham taxas), a Bolsa de Valores e os vendedores de curso.

William faz um último alerta a quem, mesmo assim, ainda pensa em arriscar.

“Tome cuidado com os gurus, com as dicas das outras pessoas. Será que se alguém tivesse o mapa da mina de ouro iria compartilhar com você e precisaria do seu dinheiro? Acrescento que, se tais dicas fossem divulgadas, brevemente seriam inócuas, uma vez que ficassem em domínio público e todos copiassem a estratégia.

Se o próprio dono da corretora soubesse desta fórmula, certamente criaria um exército de robôs, operando 24 horas por dia, o que certamente daria muito menos dor de cabeça do que administrar milhares de clientes dentro de uma corretora.

Se você deseja ser um day trader, já sabe que as chances estão contra você e que isso será um “trabalho” dos mais desgastantes e perigosos, diga-se. Caso contrário, não nunca priorize day trading com relação ao seu próprio ofício, porque é nele que você sabe ganhar dinheiro e pode aperfeiçoar-se de verdade”, conclui.

Entender a Jornada do Investidor evita erros e prejuízos

Em uma definição simples, o Educador Financeiro e apresentador do canal “Dinheiro Com Você”, William Ribeiro, explica o conceito da Jornada do Investidor como sendo “o processo que reflete a evolução das pessoas no domínio dos conceitos do mundo dos investimentos”.

Ter a consciência de como funciona essa jornada e seus possíveis caminhos, além de torná-los mais fáceis, é condição essencial para ter uma relação saudável e rentável com os investimentos.

“Muita gente me pergunta como começar e onde investir. E é logo no começo que as pessoas cometem dois erros principais: superestimar ou subestimar os riscos. Para o primeiro caso, é mais fácil: basta buscar conhecimento e ter disciplina para superar o medo de investir.

Já o segundo erro é de solução mais complexa. É preciso ter ciência de que investimento nenhum deixa ninguém rico no curto prazo. Mas também implica domar-se em seus instintos para não pular de cabeça em investimentos cujo risco é incompatível com seu perfil e jornada do investidor”, explica Ribeiro.

Em qual ponto inicia a sua jornada?

A jornada do investidor é uma estrada repleta de ramificações e com diferentes pontos de partida. Um único caminho errado pode atrapalhar e retroceder anos de caminhada, como alerta o Educador Financeiro.

 “O seu extrato bancário é um resultado que pode estar positivo ou negativo, refletindo um balanço das boas decisões financeiras da sua vida, frente à aquelas apostas (ou gastos desnecessários) que retiraram dinheiro da sua conta.

Um bom investidor sempre se questiona a respeito do quanto pode perder, ao passo que os iniciantes irremediavelmente procuram por investimentos cujo risco não podem suportar, como na renda variável”, pondera Ribeiro.

Para saber de onde um novo investidor deveria partir, basta uma análise simples para um primeiro diagnóstico das três possíveis situações que Ribeiro explica abaixo:

  1. A pessoa deseja começar a investir, pode até ter separado algum dinheiro, mas tem dívidas acumuladas.

Antes de pensar em aplicar qualquer quantia, a melhor coisa a fazer é livrar-se das pendências. É impossível encontrar qualquer investimento que tenha um retorno superior aos juros cobrados pelas instituições financeiras, especialmente se estivermos falando do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial.

Além dos juros altos, as dívidas tiram o sossego e a liberdade. Então, nesse caso, o primeiro passo é olhar para trás, encontrando um meio de quitar todas as suas pendências e focar na geração de renda para aumentar seus recursos.

Não é raro encontrar pessoas que tentam justificar sua ansiedade em colocar dinheiro em algum investimento, mesmo estando endividadas. “Se eu não fizer dessa forma eu não começo” ou “Dívidas eu sempre vou ter, se não for assim, não consigo comprar nada”, estão entre os absurdos que cegam as pessoas para o problema.

Como falamos no início, a disciplina é indispensável para começar essa jornada. E se este argumento ainda não for suficiente, partimos para um argumento infalível: a ponta do lápis.

Vamos imaginar um aspirante a investidor hipotético que está começando errado a sua jornada e deu início a um plano de previdência privada com contribuições mensais de mil reais, ao mesmo tempo em que está utilizando o limite de seu cheque especial. Veja só:

 Conta com Limite (Cheque Especial)Plano de Previdência
Saldo inicial (R$)0,000,00
Após primeiro aporte (R$)-1.000,001.000,00
Juros ao mês (exemplos)8 %0,5 %
Perdas x Ganhos (R$)– 80,005,00

O que vemos na tabela acima é uma pessoa que, para ganhar R$ 5,00 de rendimento, pagou R$ 80,00 em juros da dívida. Se essa atitude se estende ao passar do tempo, a bola de neve dos juros fatalmente acabará com qualquer possibilidade de progresso financeiro na Jornada do Investidor.

Então, não há outro caminho que não seja acabar com todas as dívidas, buscando aumentar a renda e economizar mais, para conseguir sobrar mais dinheiro para investir.

  1. A pessoa quer começar a investir, mas ainda não tem uma reserva financeira.

Aqui, estão consideradas as pessoas que já não têm dívidas e decidiram começar a investir pela primeira vez, começando do zero. Ou seja, não têm nenhuma reserva de emergência ou, como costumamos chamar, um “colchão financeiro”. Esta é uma etapa indispensável antes de seguir para investimentos de maior risco.

Seja para preparar o colchão financeiro, ou aportar em investimentos mais arrojados, é fundamental garantir que, na balança, o ganho seja maior do que o gasto. Afinal, toda riqueza construída no mundo foi edificada sob a quantia que se foi poupada, evidentemente.

O Colchão Financeiro é o passo mais importante da jornada do investidor por um motivo: garante que a segurança financeira da família não será comprometida, caso um investimento se mostre inviável, ou para momentos de escassez na geração de renda (seja por motivo de demissão, falta de clientes, etc);

O ideal é conseguir separar, no mínimo, 10% dos ganhos e destiná-los para uma reserva. Lembrando que os 90% restantes precisam ser suficientes para cobrir todas as despesas do mês. Você poderá afirmar que realmente já conta com um colchão financeiro formado quando essa reserva for o equivalente à soma de pelo menos seis meses de todos os seus gastos mensais. Há quem se sinta seguro com um montante que cubra um ano das despesas.

Para a reserva de emergência, não é adequado optar por ativos de maior rentabilidade, justamente por apresentarem maiores riscos. Para este objetivo financeiro, o ideal é aproveitar os benefícios que oferece a Renda Fixa, que são o baixíssimo risco e a liquidez, como é o caso do Tesouro Selic ou CDBs de liquidez diária.

É importante ter a consciência de que ninguém ficará rico investindo o dinheiro do colchão financeiro. A função da reserva é prover recursos que estejam prontamente disponíveis para qualquer adversidade que a vida nos apresentar, como problemas de saúde, perda de emprego ou acidentes.

  1. Quer começar a investir e já tem uma reserva financeira segura.

Se uma pessoa não tem dívidas e já conta com uma reserva financeira de emergência, ela pode começar aqui a jornada em direção ao acúmulo de patrimônio.

“A partir daqui os caminhos são muitos, por onde seguir vai depender muito do perfil de cada um, de quanto se tem para investir, prazo, quais os planos desse investidor para o dinheiro, entre diversos outros fatores que podem influenciar nas decisões e seus resultados. Exatamente por isso, acredito que o mais interessante seja adotar o conceito que chamamos de “diversificação financeira”, avalia o Educador Financeiro.

Dentro da própria Renda Fixa também há opções que oferecem um pouco mais de rentabilidade, como pode ser o caso do Tesouro IPCA+ ou Pré-Fixado. Porém, são produtos que possuem um prazo de vencimento, cujo resgate antecipado (embora seja possível)  pode trazer perdas pela chamada “marcação a mercado”.

Contudo, mesmo optando pelos investimentos mais sofisticados desta categoria, a Renda Fixa não oferece retornos muito grandes. Via de regra, são instrumentos que utilizamos mais como proteção do poder de compra de um dinheiro guardado, ou seja, visando protegê-lo da inflação.

Para ganhos maiores (e incertos, diga-se), é indispensável dar continuidade nessa jornada. Veja que primeiro pensamos em proteger, para só então subirmos o próximo degrau da jornada.

Um produto que costuma ser bastante indicado para quem deseja dar os primeiros passos na renda variável, são os Fundos de Investimento Imobiliários. Com quotas tão acessíveis como na casa dos cem reais, os FII possibilitam que pequenos investidores participem de empreendimentos imobiliários de alto padrão, como shoppings, lajes corporativas e galpões logísticos.

Por possuírem receita razoavelmente previsível dos aluguéis e do lastro imobiliário destes ativos, a oscilação das quotas (negociadas na bolsa de valores) não costumam sofrer grandes volatilidades, sendo características ideais para quem está começando a conviver com um pouco mais de risco.

A partir daí, o investidor pode se dar ao luxo de experimentar, sempre aos poucos e aplicando a diversificação, investimentos mais arrojados, como ações de empresas na bolsa de valores, criptomoedas, e até no mundo do empreendedorismo.

Independente do ponto de partida, o importante é começar

Acumular patrimônio é uma questão de disciplina e de dar tempo ao tempo, tanto para que os ativos financeiros possam gerar frutos (os proventos), quanto para que o investidor não pule etapas da jornada financeira.

“Definitivamente, investir não é só para gente rica. Mas, para ficar rico, investir é primordial. Tudo a seu tempo, um passo de cada vez. A jornada do investidor é fundamental para que, um dia, haja a independência financeira, em que o dinheiro trabalha para o investidor, não o contrário. Mas só é possível para aqueles que entendem e respeitam a jornada do investidor”, finaliza Ribeiro.

Sobre William Ribeiro

William Ribeiro é CEO do Dinheiro Com Você, empresa de consultoria, treinamento e Educação Financeira, focada em finanças pessoais e investimentos, além de uma produtora de conteúdo multiplataforma da qual faz parte um dos maiores e mais importantes canais de educação financeira do pais: www.youtube.com/dinheirocomvoce.

Possui título de MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e é graduado em Engenharia da Computação pelo Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel). Sua experiência de mais de 20 anos no empreendedorismo lhe trouxe a independência financeira e o consequente maior propósito da sua vida: levar seu conhecimento adiante, ajudando milhares de pessoas a terem uma vida financeira mais próspera.

Além de especialista no mercado financeiro, William também é autor e prepara o lançamento de seu primeiro livro (pela Alta Books) sobre o tema, uma publicação alinhada com o propósito de todo o seu trabalho que é desmistificar os investimentos no Brasil. 

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Dinheiro Fácil: Day trade só é rentável para os intermediários
William Ribeiro, educador financeiro e CEO do Dinheiro Com Você
Foto: Divulgação

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Vírus com visual da Play Store espalha ofertas falsas no WhatsApp

Vírus com visual da Play Store que se espalha como praga pelo WhatsApp promete prêmios e vantagens.

Para atrair usuários nas fraudes, utiliza um link com visual semelhante ao da Play Store, a loja digital para quem usa celular com sistema Android.

Quem nunca se sentiu atraído por uma promoção ou prêmio nas redes sociais?

Uma mensagem fraudulenta espalhada pelo WhatsApp promete um celular grátis da Huawei para quem instalar o app do fabricante.

Para isso, envia um link com visual idêntico ao da Play Store, a loja oficial de aplicativos do sistema Android.

Muitos celulares são capazes de bloquear o link, mas caso tenha alguma configuração liberada, o download será concluído.

Para ser operado, o app malicioso necessita de permissões especiais, por exemplo, acesso às notificações e autorização par se sobrepor a outros aplicativos.

É praticamente uma substituição dos aplicativos baixados da Play Store para operação pelo link falso.

Desta forma, terá acesso a senhas e assinaturas que, além de expor dados pessoais das vítimas, pode causar prejuízos financeiros, como cobranças de contas e serviços que não contratou.

O link malicioso utiliza seu próprio celular para enviar a mensagem falsa para outros contatos uma vez a cada hora.

Caso tenha caído no golpe, a recomendação é desinstalar o app criminoso ou restaurar as configurações de fábrica do aparelho.

Em parceria com Rádio2.

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Sobre a Play Store

A Google Play Store é a loja virtual do Google para celulares com o sistema Android. Nela é possível encontrar todos os aplicativos destinados à plataforma, assim como jogos, músicas, filmes e livros. Conhecida anteriormente como Android Market, a loja conta com milhões de apps de diversos gêneros – entre eles redes sociais, aplicativos de mensagens, entretenimento, navegadores, de segurança e softwares de fotografia, além de vender e aluguer filmes online.

Vírus com visual da Play Store

Procon SP e Black Friday: Espaço exclusivo para reclamações

Procon SP e Black Friday: Após registro do consumidor, fornecedores terão até dez dias para apresentar solução; dia de descontos acontece nesta sexta-feira (27)

O Procon-SP disponibiliza no seu site a partir de hoje (25) um espaço específico para quem tiver problemas durante a Black Friday, evento de descontos e promoções que acontece na próxima sexta-feira (27). A reclamação registrada no botão Black Friday será enviada imediatamente para o fornecedor, que terá até dez dias para dar uma solução ao consumidor.

No espaço, que fica acessível na página inicial do site, é possível informar problemas específicos do evento. Por exemplo: site intermitente ou congestionado, maquiagem de desconto, mudança de preço ao finalizar a compra, pagamento com boleto bancário indisponível, desconto ao mudar a compra e pedido cancelado após a finalização da compra. Além dos casos de não entrega, demora na entrega e produto/serviço entregue com defeito.

“A defesa do consumidor terá prioridade total. Tome cuidado, siga nossas dicas e denuncie. Estamos atentos e as empresas que tentarem transformar essa data promocional em uma dor de cabeça para o consumidor serão punidas exemplarmente”, avisa Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP.

Essa é mais uma medida que o Procon-SP traz para o consumidor aproveitar a data sem problemas. Grandes fornecedores que participarão do evento reuniram-se com a instituição, apresentaram seus planejamentos e assumiram compromisso de transparência e reforço no atendimento. Procon-SP seguirá monitorando e casos de desrespeito à legislação serão multados.

Redes Sociais: Procon SP e Black Friday

Nos casos em que o consumidor não tiver interesse em comprar o produto ou serviço, mas quiser fazer uma denúncia contra a empresa, ele poderá acionar as redes sociais do Procon-SP. Os nossos perfis oficiais são: @proconsp (facebook e instagram) e @proconspoficial (twitter); e o site é o procon.sp.gov.br.

É importante que o consumidor indique o endereço da loja. Além disso, apresente os prints das telas demonstrando o que ocorreu de errado com a compra.

Verificar qual preço está sendo praticado no mercado nos próximos dias, pesquisar em mais de um estabelecimento, fazer prints das telas com os preços oferecidos pelas lojas, usar aplicativos e sites de comparação de preços ajudam a avaliar se o valor é de fato promocional.

Recomenda-se fazer uma lista do produto ou serviço que precisa ou deseja e estipular um limite de gasto. Assim, evitando gastar mais do que o previsto e prejudicar o orçamento. Além disso, é interessante pesquisar previamente sobre o produto que pretende comprar, como suas características, funções, locais em que está à venda, entre outros.

Observar o prazo de entrega e informar-se antecipadamente sobre a política de troca da empresa são atitudes que ajudam a evitar problemas.

Preso suspeito por fraude em saques do FGTS

A prisão ocorreu dentro de uma agência da Caixa, após a equipe de vigilância eletrônica detectar uma movimentação suspeita dentro da sala de autoatendimento do banco.

A Polícia Federal realizou a prisão de um homem na última segunda-feira (2/11), suspeito de efetuar saques irregulares do FGTS da conta de terceiros.

A prisão ocorreu dentro de uma agência da Caixa, após a equipe de vigilância eletrônica detectar uma movimentação suspeita dentro da sala de autoatendimento do banco.

No momento da prisão, o suspeito portava aproximadamente R$5.700,00 em espécie. Dentro do seu veículo foram localizados outros R$14.560,00. Interrogado, o homem informou que havia contatado uma pessoa em São Paulo, que repassou dados de 15 pessoas, como o número do CPF e uma senha, para realizar os procedimentos de saque.

O suspeito foi preso em flagrante e poderá responder pela prática de furto qualificado.

Fundação Procon-SP alerta para golpe do site de compras falso

Usuário deve desconfiar de preço muito abaixo do mercado; confira as dicas do órgão estadual voltado à proteção do consumidor

Fundação Procon-SP avisa para que os consumidores estejam atentos aos falsos sites de compras. Criminosos utilizam o nome de grandes empresas e criam páginas com layout parecido com o das lojas originais. O site chama a atenção por oferecer produtos com preços muito abaixo do que é praticado no mercado.

O endereço eletrônico do falso site leva o nome de empresa conhecida, mas com o final diferente. Por isso, é importante observar com atenção o endereço eletrônico do estabelecimento antes de fazer qualquer compra virtual.

Além de desconfiar de preços muito baixos e conferir o endereço eletrônico do site, o usuário deve consultar a lista “evite estes sites” no site do Procon-SP. A lista divulga endereços que devem ser evitados, pois tiveram reclamações de consumidores, foram notificados, não responderam ou não foram encontrados: https://sistemas.procon.sp.gov.br/evitesite/list/evitesites.php.

“As quadrilhas estão falsificando sites, inclusive de empresas conhecidas com a intenção de enganar o consumidor e tomar seu dinheiro. É preciso que as pessoas redobrem atenção nas compras online, em especial, agora em novembro quando acontece a Black Friday”, enfatiza o secretário de Defesa do Consumidor, Fernando Capez.

“Uma dica simples pra quem vai comprar na internet é consultar no nosso site a lista de sites não recomendáveis, que conta com mais de 160 empresas que prejudicaram consumidores. E caso tenha conhecimento de sites falsos ou que não entregam, denuncie ao Procon-SP para que possamos alertar outras pessoas”, complementa.

Dicas

Confira outras dicas para evitar cair em golpes no ambiente virtual:

– Não forneça dados, senhas e códigos, entre outros;
– Não acredite em ofertas de ajuda, sorteio e dinheiro, enviadas pelo WhatsApp, redes sociais, e-mails – e não clique nesses links;
– Não confie e não compartilhe links e informações dos quais não tenha certeza da origem;
– Não preencha formulários que não estejam nos sites oficiais;
– Baixe aplicativos apenas das lojas oficiais;
– Em caso de dúvidas ou dificuldades, procure um familiar ou amigo que possa ajudar;
– Utilize antivírus no computador, tablet e smartphone;
– O Procon-SP não pede informações do consumidor e não envia mensagens via WhatsApp; o consumidor deve procurar a instituição pelos canais oficiais – veja quais são: https://www.procon.sp.gov.br/espaco-consumidor/.