14 livros para aquecer o coração no inverno

Um café ou chá quentinho, um cobertor, a janela aberta para deixar o sol entrar. Nesse cenário perfeito para receber a estação mais fria do ano, só falta uma coisa: um bom livro nas mãos. Por isso, selecionamos hoje 14 livros para aquecer o coração nesse inverno, que começa na próxima segunda-feira, 21 e segue até 21 de setembro.

Inteligência do Coração

A obra apresenta 108 lições que ajudam o leitor a acessar a inteligência do conexão de maneira simples e leve. Uma prática que exige menos razão e mais amor para materializar os sonhos.(Autora: Patrícia Meirelles | Luz da Serra Editora | 312 páginas | Valor: R$ 69,90 | Onde encontrar: Loja Luz da Serra)
Crônicas de uma pandemia

O que passear de tuk-tuk na Índia tem a ver com o sucesso musical de 1985 We are the world, George Orwell e os apagões em Cuba? Conexões imperceptíveis a olhares menos sensíveis são afloradas na visão intimista de Gustavo Miotti nesta obra sobre a condição humana.(Autor: Gustavo Miotti | Editora Buqui | 160 páginas | Valor: R$ 39,90 | Onde encontrar: Amazon)
Trono de Cangalha

O livro narra a vida de um garoto que nasceu na caatinga e, na fase adulta, leva para a zona urbana a luta iniciada por seus antepassados. Uma linda história de amor, de superação, uma saga que mescla a nobreza de valores humanos com os mais viscerais instintos de sobrevivência.(Autor: Aroldo Veiga | 240 páginas | Valor: R$ 50,00 | Onde encontrar: site do autor e Amazon)
O Eu sensível

A partir de uma pesquisa com cem qualidades de sentimentos, a psicóloga Beatriz Breves convida o leitor, sob a forma de exercício, a uma conexão consigo mesmo. E alerta sobre a necessidade de resgatar o “sentir” que foi suprimido pela “razão”.(Autora: Beatriz Breves | 92 páginas | Valor: R$ 39,90 | Onde encontrar: Amazon)
Lumen Há

Por meio de poesias, a obra transborda sentimentos e reflexões sobre os recomeços e renascimentos que cada fase da vida impõe. Lumen Há desperta no leitor o desejo de conhecer e reencontrar-se consigo mesmo.(Autora: Tai | Editora: Chiado Books | 74 páginas | Valor: R$ 32,00 | Onde encontrar: Amazon)
Raízes – a força da minha origem

Ambientado nos anos 70 na Bahia, o romance narra a história de um rapaz que viveu a infância e adolescência no meio rural sem poder ir para a escola. A perseverança do protagonista torna a trajetória um exemplo para quem, com amor e bons princípios, encara as mais duras lutas.(Autora: Lu Nagao | Editora: Capella Editorial | 132 páginas | Valor: R$ 35,00 | Onde encontrar: Amazon)
No fundo do rio

O lançamento do escritor finalista do Prêmio Jabuti 2020 mistura a lenda do boto cor-de-rosa, cultura do folclore brasileiro, com um fragmento do Terceiro Reich localizado na Amazônia Oriental. Os fatos históricos abrem espaço para o romance de Bruno e Cecile e a triste partida da protagonista que some misteriosamente no Rio Jari.(Autor: Paulo Stucchi | Editora Insígnia| 240 páginas | Valor: R$ 49,90 | Onde encontrar: http://bit.ly/nofundodorio)
Amar-se: uma viagem em busca de si mesmo

O criador de um dos maiores canais de relacionamento no YouTube, Nós da Questão, com mais de um milhão de inscritos, reúne na produção os 28 anos de experiência na Psicologia. O lançamento reúne uma série de reflexões e exercícios que fortalecem e direcionam o leitor para mudanças.(Autor: Marcos Lacerda | Editora Latitude | 180 páginas | Valor: R$ 46,90 | Onde encontrar: Amazon)
Educar, amar e dar limites

Leitura obrigatória para todos que desejam preparar os filhos para enfrentar os obstáculos do mundo, a obra reúne tudo o que é preciso saber para nutrir a inteligência emocional das crianças. O propósito é o desejo de toda família: formar um indivíduo maduro, autônomo e responsável.(Autora: Sara Braga | Editora Gente | 191 páginas | Valor: R$ 39,90 | Onde encontrar: Amazon )
Contos de Awnya: RAVEL

E se você fosse o seu maior inimigo? Esta é a questão de Ravel, um talentoso mago que desenvolveu intolerância à magia na obra Contos de Awnya: RAVEL.(Autor: Flávio Arthur | 480 páginas | Valor: R$ 12,00 (eBook), R$ 46,60 (livro físico) | Onde encontrar: AmazonUiclap)
Delito Latente

O livro encerra a saga da jornalista ficcional Betina Zetser. Trata-se de um romance policial que faz um alerta sobre o tráfico de órgãos.(Autora: Luciana de Gnone |350 páginas | Valor: R$ 39,90 (físico) R$11,99 (eBook) | Onde encontrar: Amazon)
D’Angelo – O Viajante de Conca

Um romance de época que mescla história e ficção num cenário de pós-guerra com lindas paisagens da Itália. A trama trata sobre empoderamento feminino, parentalidade e pioneirismo empresarial.(Autor: Sérgio Giacomelli  | 294 páginas | Valor:R$ 47,20 | Onde encontrarAmazon)
Faça você mesmo

Novo livro do best-seller Gary Chapman traz ferramentas eficazes para que esposas, maridos, pais e mães possam melhorar a harmonia do lar com insights bem-humorados.(Autor: Gary Chapman | Editora: Mundo Cristão | 1632 páginas | Valor: R$ 43,92 | Onde encontrar: Capa preta: Amazon Capa colorida: Amazon)
1984

Clássico de Orwell, essa sátira política é ambientada em uma distopia futurista, em que trouxe a mítica do Grande Irmão, ou seja, as câmeras do governo totalitário que controlam toda a população. A obra que deu origem ao reality show Big Brother.(Autor: George Orwell| | Editora: Editora Edipro Edições Profissionais Ltda | 288 Páginas | Valor: R$ 24,50 | Onde encontrar: Amazon)

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A Cabeça do Dragão

Gustavo Miotti* é autor de “A Cabeça do Dragão”.

O filme “Lost in Translation”, da diretora Sofia Copolla, narra a passagem de dois americanos pelo Japão. Em vários momentos, os personagens parecem ter perdido o sentido na tradução de alguma ação ou fala, bem como ficam perdidos na compreensão da cultura japonesa em quase sua totalidade. Assim que me sinto em relação a China. Apesar de tê-la conhecido há mais de 25 anos, quando ainda predominavam as bicicletas e os homens vestindo o traje tradicional de Mao Zedong, é um destino que quanto mais busco, leio e estudo, parece que mais distante estou de compreendê-lo.

Se às vezes achamos o Brasil complicado de entender, imagine a China, que tem quase 4.500 anos a mais em sua história, 302 línguas faladas e uma população quase sete vezes maior. Mas ao me deparar com as contradições da China atual, sempre me recordo do paradoxo de Sócrates: Só sei que nada sei! Buscando algo bem mais recente, a sinóloga italiana Giada Messetti desabafa em seu livro sobre a China: “Depois de morar tantos anos no país, aprendi uma única coisa. Quando se trata de China, somente uma coisa é certa: nada é simples como possa parecer. Nada!” Paradoxalmente, aceitar essa complexidade auxilia a entender um pouco mais o dragão através de três importantes perspectivas: yin e o yang, o pensamento chinês e o confucionismo.

Yin e o Yang é uma das mais importantes características da filosofia chinesa e, como quase tudo na China, é algo simples e complexo ao mesmo tempo. O princípio afirma que tudo existe de forma interdependente e em opostos contraditórios, como frio-calor, antigo-novo, escuro-claro e feminino-masculino. A interação entre os extremos mantém a harmonia do universo e influencia tudo ao seu redor. O Yin e o Yang normalmente sugerem lidar com as coisas de modo balanceado e harmônico entre os dois elementos que influenciam diversos aspectos do dia a dia. Por exemplo, no espaço de trabalho empregados ou executivos têm situações em que precisam ser mais receptivos (yin) e momentos que devem ser mais agressivos (yang) para o bem da organização. Na paternidade, tem situações que os pais precisam ser mais carinhosos e acolhedores (yin) e em outros mais retos e disciplinadores (yang).

Muito dos desencontros está na diferença na lógica do pensar de um ocidental e um chinês. No ocidente, temos um modo de pensar linear, analítico e atento a classificação, enquanto o chinês pensa circularmente, holisticamente e mais atento a concatenação. O pensamento chinês é lateral, não é possível isolar analiticamente um pedaço da realidade. Sempre o contexto é levado em consideração. Nosso pensamento segue uma linha lógica, iniciando por generalizações e movendo para os específicos. Os chineses tendem a mover da generalização para o específico dos detalhes diversas vezes, sem ordem, o que nos parece sem sentido algum. O foco do pensamento chinês é no resultado e não na lógica em si. O mundo parece ser muito complexo para seguir a linearidade do pensamento ocidental. O pensamento chinês não é linear, mas um emaranhado de ideias.

Também influencia no modo de pensar as diferenças nos sistemas de valor. Nós ocidentais prezamos acima de tudo pelo direito individual, a liberdade e a escolha livre. No outro lado do mundo, o grupo sempre está acima do individual. A harmonia e os objetivos coletivos são mais importantes que as preferências individuais e as diferenças culturais e de valores. Um reflexo desta diferença no modo de pensar se dá no campo da medicina. No ocidente se analisa o paciente pelas diversas partes do organismo (neurologista, cardiologista, ginecologista, etc…), enquanto a medicina tradicional chinesa se baseia no equilíbrio de uma parte do corpo com a outra, no interior do mesmo sistema. Alguém que já tenha feito acupuntura irá recordar.

Os valores predominantes da sociedade chinesa derivam dos prescritos do filósofo Confúcio, cujos pensamentos escritos nos Diálogos de Confúcio se tornaram como uma fusão da Bíblia e a Constituição para os chineses. Seus ensinamentos morais datam de mais de 2.500 anos e, diferentemente das religiões monoteístas, não prega uma receita de bula para se chegar ao paraíso, mas um código de conduta social. Este sistema filosófico constitui um conjunto de ensinamentos sobre ética e harmonia social e podem ser resumidos na célebre frase de Confúcio: “não faça aos outros aquilo que não gostaria que fizessem a ti”. Um dos aspectos mais importante do Confucionismo é o respeito e a devoção aos mais velhos, e isso implica disciplina, respeito e deferência nas famílias, escolas e governo.

Mao Zedong considerava a filosofia, ligada aos imperadores e ideologicamente oposta aos ensinamentos marxistas, retrógada e por isso tentou bani-la. Mandou destruir os templos, derrubar as estátuas de Confúcio e queimar os livros que pregavam a doutrina. Porém, a filosofia nunca deixou de existir e Xi Jinping promoveu o renascimento do confucionismo como forma de expelir a influência do pensamento ocidental, principalmente o americano de valores individuais e do poder da democracia. E, também, como forma de legitimar e consolidar o seu poder e do partido comunista como líder moral do pensamento chinês.

Com a China voltando a ser protagonista dos destinos do mundo, ir além dos estereótipos ligados ao país é uma habilidade fundamental para quem quer compreender os prováveis destinos da humanidade. Vimos que apenas ignorá-la pode levar a novos desastres, como o Covid-19.

*Gustavo Miotti é autor do livro Crônicas de uma pandemia – reflexões de um idealista. Empresário e Cientista Econômico, pesquisa atitudes relativas à globalização em seu doutorado no Rollins College (Estados Unidos).

A Cabeça do Dragão

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A Cabeça do Dragão
A Cabeça do Dragão. Foto de Eva Elijas no Pexels

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