A Cabeça do Dragão

Gustavo Miotti* é autor de “A Cabeça do Dragão”.

O filme “Lost in Translation”, da diretora Sofia Copolla, narra a passagem de dois americanos pelo Japão. Em vários momentos, os personagens parecem ter perdido o sentido na tradução de alguma ação ou fala, bem como ficam perdidos na compreensão da cultura japonesa em quase sua totalidade. Assim que me sinto em relação a China. Apesar de tê-la conhecido há mais de 25 anos, quando ainda predominavam as bicicletas e os homens vestindo o traje tradicional de Mao Zedong, é um destino que quanto mais busco, leio e estudo, parece que mais distante estou de compreendê-lo.

Se às vezes achamos o Brasil complicado de entender, imagine a China, que tem quase 4.500 anos a mais em sua história, 302 línguas faladas e uma população quase sete vezes maior. Mas ao me deparar com as contradições da China atual, sempre me recordo do paradoxo de Sócrates: Só sei que nada sei! Buscando algo bem mais recente, a sinóloga italiana Giada Messetti desabafa em seu livro sobre a China: “Depois de morar tantos anos no país, aprendi uma única coisa. Quando se trata de China, somente uma coisa é certa: nada é simples como possa parecer. Nada!” Paradoxalmente, aceitar essa complexidade auxilia a entender um pouco mais o dragão através de três importantes perspectivas: yin e o yang, o pensamento chinês e o confucionismo.

Yin e o Yang é uma das mais importantes características da filosofia chinesa e, como quase tudo na China, é algo simples e complexo ao mesmo tempo. O princípio afirma que tudo existe de forma interdependente e em opostos contraditórios, como frio-calor, antigo-novo, escuro-claro e feminino-masculino. A interação entre os extremos mantém a harmonia do universo e influencia tudo ao seu redor. O Yin e o Yang normalmente sugerem lidar com as coisas de modo balanceado e harmônico entre os dois elementos que influenciam diversos aspectos do dia a dia. Por exemplo, no espaço de trabalho empregados ou executivos têm situações em que precisam ser mais receptivos (yin) e momentos que devem ser mais agressivos (yang) para o bem da organização. Na paternidade, tem situações que os pais precisam ser mais carinhosos e acolhedores (yin) e em outros mais retos e disciplinadores (yang).

Muito dos desencontros está na diferença na lógica do pensar de um ocidental e um chinês. No ocidente, temos um modo de pensar linear, analítico e atento a classificação, enquanto o chinês pensa circularmente, holisticamente e mais atento a concatenação. O pensamento chinês é lateral, não é possível isolar analiticamente um pedaço da realidade. Sempre o contexto é levado em consideração. Nosso pensamento segue uma linha lógica, iniciando por generalizações e movendo para os específicos. Os chineses tendem a mover da generalização para o específico dos detalhes diversas vezes, sem ordem, o que nos parece sem sentido algum. O foco do pensamento chinês é no resultado e não na lógica em si. O mundo parece ser muito complexo para seguir a linearidade do pensamento ocidental. O pensamento chinês não é linear, mas um emaranhado de ideias.

Também influencia no modo de pensar as diferenças nos sistemas de valor. Nós ocidentais prezamos acima de tudo pelo direito individual, a liberdade e a escolha livre. No outro lado do mundo, o grupo sempre está acima do individual. A harmonia e os objetivos coletivos são mais importantes que as preferências individuais e as diferenças culturais e de valores. Um reflexo desta diferença no modo de pensar se dá no campo da medicina. No ocidente se analisa o paciente pelas diversas partes do organismo (neurologista, cardiologista, ginecologista, etc…), enquanto a medicina tradicional chinesa se baseia no equilíbrio de uma parte do corpo com a outra, no interior do mesmo sistema. Alguém que já tenha feito acupuntura irá recordar.

Os valores predominantes da sociedade chinesa derivam dos prescritos do filósofo Confúcio, cujos pensamentos escritos nos Diálogos de Confúcio se tornaram como uma fusão da Bíblia e a Constituição para os chineses. Seus ensinamentos morais datam de mais de 2.500 anos e, diferentemente das religiões monoteístas, não prega uma receita de bula para se chegar ao paraíso, mas um código de conduta social. Este sistema filosófico constitui um conjunto de ensinamentos sobre ética e harmonia social e podem ser resumidos na célebre frase de Confúcio: “não faça aos outros aquilo que não gostaria que fizessem a ti”. Um dos aspectos mais importante do Confucionismo é o respeito e a devoção aos mais velhos, e isso implica disciplina, respeito e deferência nas famílias, escolas e governo.

Mao Zedong considerava a filosofia, ligada aos imperadores e ideologicamente oposta aos ensinamentos marxistas, retrógada e por isso tentou bani-la. Mandou destruir os templos, derrubar as estátuas de Confúcio e queimar os livros que pregavam a doutrina. Porém, a filosofia nunca deixou de existir e Xi Jinping promoveu o renascimento do confucionismo como forma de expelir a influência do pensamento ocidental, principalmente o americano de valores individuais e do poder da democracia. E, também, como forma de legitimar e consolidar o seu poder e do partido comunista como líder moral do pensamento chinês.

Com a China voltando a ser protagonista dos destinos do mundo, ir além dos estereótipos ligados ao país é uma habilidade fundamental para quem quer compreender os prováveis destinos da humanidade. Vimos que apenas ignorá-la pode levar a novos desastres, como o Covid-19.

*Gustavo Miotti é autor do livro Crônicas de uma pandemia – reflexões de um idealista. Empresário e Cientista Econômico, pesquisa atitudes relativas à globalização em seu doutorado no Rollins College (Estados Unidos).

A Cabeça do Dragão

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A Cabeça do Dragão
A Cabeça do Dragão. Foto de Eva Elijas no Pexels

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Vagas para professores em São Paulo, capital

A Escola Mais está com vagas para professores na capital, São Paulo. São oportunidades para professores de Biologia, Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Corpo e Movimento, Filosofia, Física, Geografia, História, Inglês, Maker, Matemática, Português, Química, além de vagas para Atendimento e Coordenadores (Administrativo, Pedagógico e Produção de Conteúdo).

OBS: Apenas divulgamos as vagas, não solicitamos nenhum dado pessoal ou currículo. Nos canais abaixo compartilhamos mais publicações sobre vagas, NUNCA exigimos cadastro no Jornal Grande ABC. Responsabilidade das ofertas é por parte dos contratantes.

Quais os requisitos?

Para todas as vagas de Professores, é necessário ter a Graduação em Licenciatura na área, além de conhecimento de tecnologias de ensino (se referem a computador, plataformas digitais, aplicativos e outros), e será considerado diferencial ter experiência com Metodologias ativas.

Para Atendimento (Agente de Customer Success), é necessário ter facilidade e uso correto da língua portuguesa (escrita e falada), bem como habilidade com sistemas digitais em geral. Formação Superior e experiência em relacionamento com clientes serão diferenciais.

Para Coordenador Administrativo, é requerido a formação superior em Administração de empresas ou áreas afins, experiência em gestão de processos administrativos (ex. gestão financeira, compras, etc), experiência em liderança de equipes e conhecimento do uso de office (Word, Powerpoint, Excel). Experiência prévia em escolar ou em ambientes com grande fluxo de clientes, serão diferenciais considerados.

A vaga de Coordenador Pedagógico é exigido que candidato tenha a formação em Pedagogia ou Licenciatura plena, experiência em gestão escolar (coordenação escolar, orientador educacional, professor orientador e outros semelhantes) e em liderar equipes, além de conhecimento do Office (Word, Power Point e Excel) e de tecnologias de ensino. O domínio do Inglês será considerado diferencial.

E para Coordenação de Produção de Conteúdo, a Escola Mais requer candidatos com o Ensino superior ou especialização em educação (Áreas complementares: Comunicação Social, Produção Editorial ou áreas afins), experiência como editor de materiais didáticos e / ou de livros em geral e experiência em gestão de projetos e equipes multidisciplinares.

Vagas de hoje 18 de março 2021

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Como se candidatar?

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Vagas de hoje 17 de março 2021

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Movimento indígena de Santo André promove protesto neste sábado

Movimento indígena de Santo André se reúne para contar verdadeira história da cidade e faz reivindicações à administração pública

Neste sábado, 24 de abril, o Movimento Coletivo dos Povos Originários de Santo André e Região se reúne na Praça IV Centenário, no Centro do município andreense, onde se encontra a estátua de João Ramalho, para protestar e reivindicar ações do poder público para reconhecer e apoiar os indígenas locais. Representantes de vários povos se encontram a partir das 9h para contar a verdadeira história sobre o patrono, que se encontra no Marco Zero de Santo André. A ação se baseia no Abril Indígena, mês instituído pela FUNAI para falar sobre etnodesenvolvimento das comunidades.

O tecido usado para cobrir João Ramalho servirá como tela para o artista Leo Neguim oficializar o protesto e registar a indignação do movimento. Segundo a historiadora e moradora da cidade, Silvia Muiramomi, há mais história indígena do que se conta e/ou ensina, e a figura tida como fundador da cidade foi, na verdade, “escravagista e responsável pela morte de muitos indígenas”. “Pedimos a revisão da história da cidade de Santo André, contemplando a presença indígena, fartamente documentada nos livros, atas da câmara e cartas jesuíticas, inclusive com levantamentos geográficos e arqueológicos de sítios em Paranapiacaba e na região da Vila Alice, onde se tem notícias de um cemitério indígena”.

O movimento também faz alguns pedidos à administração pública, como a reestruturação da sala dedicada aos povos originários no Museu de Santo André, exibindo história, cultura e tradições regionais, além da retirada da imagem de João Ramalho postada ao lado do Marco Zero andreense. “A cidade não há de querer por patrono um escravagista etnogenocida, pois fere nossos mais altos princípios humanitários e constitucionais de respeito à liberdade e à vida”, afirma Muiramomi.
Atualmente, na cidade de Santo André, estão presentes os povos originários Atikum, Fulni-ô, Kaikang, Kariri-Xocó, Kambiwá, Kanela, Kayabi, Kaimbé, Kalabaça, Muiramomi, Pataxó, Pankararu, Pankararé, Pankaraí, Tabajara, Tupi, Guarani, Tuxá, Truká, Xukuru-kariri, Kariri, Xavante, Tremembé, Tapebapovos Carijó, Muiramomi e muitos outros.

Outras reinvindicações do movimento, que visa chamar a atenção das autoridades para diversas questões importantes do universo indígena são:

• Implantação da lei 11645/2008 que trata da obrigatoriedade do ensino da história dos povos originários e dos afrodescendentes nas escolas municipais de ensino fundamental.

• Atenção à saúde indígena por meio do atendimento diferenciado e prioritário na rede municipal de saúde e nos complexos hospitalares municipais que incluem campanhas de vacinação e práticas integrativas da medicina tradicional dos povos originários.

• Promover, até 2022, o recenseamento étnico nos cadastros escolares e da rede básica de saúde, redimensionando com fidelidade a presença da população indígena no município, com objetivo de nortear ações afirmativas e políticas públicas.

• Empreender espaços de cultura para manifestações festivas, espirituais e culturais dos povos originários, aumentando a visibilidade social desta população, a inserção como protagonista de sua própria cultura e incluindo suas datas festivas no calendário oficial de cultura.

Também assinam o manifesto: Coletivo NASA, Coletivo RessurGentes, Movimento MASSA!, Movimento Raízes, Casa Viva Lilás, Deixa Ser Companhia de Artes, Juliano de Assis, Rede Beija-flor de Pequenas Bibliotecas Vivas de Santo André, Carlos Eduardo de Faria, Coletivo Fopp DA VILA DE PARANAPIACABA, Rubens Antunes Pecorari, Bruno Machado, Praieira Fm, Cia. Estrela D´Alva de Teatro, Circo Navegador, Ponto de Cultura Teatroendoscopia, Reinaldo da Silva CMPC, Espaço Cultural Cia3Entradas, Coletivo Cultura Viva, Sarau da Consciência, Coletivo RISO, RENIU, “Progr.Indios na Cidade” -Ong Opção Brasil.

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Movimento indígena de Santo André

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Dia do Livro: Como escrever e onde publicar sua obra gratuitamente?

Durante a pandemia, a mudança de comportamento entre leitores e escritores fez com que o Clube de Autores, maior plataforma de autopublicação da América Latina, aumentasse exponencialmente sua comunidade de autores. Fundada em 2009, a plataforma surgiu no intuito de facilitar a vida dos escritores que sonham com a publicação de seus livros. Além disso, é possível colocar as obras à venda em grandes livrarias, tudo isso sem custo algum. Hoje, ela representa cerca de 27% de todos livros publicados no País e lança cerca de mil novos títulos por mês. Confira mais dicas sobre o Dia do Livro.

“Eu escrevo desde adolescente e, pra mim, não fazia sentido algum viver em uma era hiperconectada e tecnológica sem a possibilidade de publicar um livro gratuitamente, sem a necessidade de imprimir tiragens gigantescas, que poderiam acabar mofando na minha própria prateleira ao invés de chegar ao leitor”, explica Ricardo Almeida, CEO do Clube de Autores.

Para celebrar o Dia Mundial do Livro, comemorado nesta sexta-feira, 23 de abril  e estimular ainda mais os novos escritores, Ricardo Almeida elaborou um passo a passo essencial para quem deseja escrever seu primeiro livro e faz o convite: “Nunca, em nenhum momento da história da humanidade, publicar um livro foi tão acessível quanto hoje. Aproveite”. 

Passo 1: Claro, é ter uma história para escrever;

Passo 2: Leitura crítica: deve ser feita por um profissional que pode ser contratado e que levante pontos que devam ser retrabalhados ou ajustados na obra;

Passo 3: Revisão ortográfica-gramatical: fundamental para que o livro seja bem recebido pela comunidade de leitores;

Passo 4: Projeto gráfico e capa;

Passo 5: Conversão para formato EPub: é o formato ideal para a versão eletrônica do livro;

Passo 6: Registro de ISBN: essencial para que livrarias revendam o título;

Passo 7: Organização de campanha de lançamento: esse é o tipo de trabalho fundamental que precisa ser encabeçado pelo próprio autor. 

Passo 8: Lançamento em plataformas de autopublicação digital: No caso do Clube de Autores, o site funciona de maneira bem intuitiva e simples para a autopublicação. Todo o processo é feito rapidamente e é o próprio autor quem define cada característica do seu livro, determina quanto quer ganhar de direitos autorais e decide se quer ou não distribuir sua obra, física e digital, pelos maiores e-commerce do mundo. É possível ainda acompanhar suas vendas com total transparência. 

Para finalizar, o CEO da maior plataforma de autopublicação da América Latina, ainda deu algumas dicas. Confira:

Não precisa gastar muito

“Se o autor conseguir negociar com amigos as tarefas necessárias para finalizar sua obra (como revisão, capa etc.), ele consegue publicar gastando um valor ínfimo”, diz o CEO do Clube de Autores.

Invista em uma boa capa

“Há a máxima de que livros são escolhidos pelas suas capas. E, gostemos ou não, isso é verdade. Se a capa for pouco atrativa, as chances de sucesso de um livro despencam. Temos um dado prático aqui: ao publicar um livro no Clube de Autores, o escritor pode escolher entre subir a sua própria capa ou montar uma a partir do nosso banco, utilizando modelos padrão. Pois bem: livros com capas não padronizadas, bem trabalhadas, vendem, em média, 82% a mais. É um argumento forte esse, não?”, questiona Ricardo Almeida.

Promova seu Livro

“Há diversas maneiras de se divulgar um livro, mas o mais importante é ter em mente que o papel de divulgação do livro é do autor: é ele que precisa formar sua audiência. Na plataforma do Clube de Autores tem disponível um manual para divulgação”, explica.

Não ache que o trabalho termina ao publicar o livro

“Ele precisa ter em mente que, hoje, o escritor que não assume o papel de empresário de si mesmo, cuidando da divulgação de seu livro, dificilmente terá sucesso. Sendo assim, nossa recomendação é que mergulhem na Internet, achem o mundo de conteúdo que já está disponível para ajudá-los nessa missão, arregacem as mangas e trabalhem.” finaliza Ricardo.

Sobre o Clube de Autores
Clube de Autores é a maior plataforma de autopublicação da América Latina. Hoje, a plataforma on demand representa cerca de 27% de todos os livros publicados no Brasil no último ano. Além disso, oferece uma gama de serviços profissionais para os autores independentes que pretendem crescer e se desenvolver no mercado de literatura.

Dia do Livro: Como escrever e onde publicar sua obra gratuitamente?
Foto de Ketut Subiyanto no Pexels

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Uma história de amor aos livros: Ela nasceu Clarice

O lançamento “Ela nasceu Clarice”, obra escrita por Ana Rapha Nunes, ilustrada por Ana Laura Alvarenga, e editada pela Compor Editora, do Grupo Editorial Lê, traz
uma homenagem à escritora Clarice Lispector, que teve o centenário comemorado no
último mês de dezembro.

O livro conta a história de uma menina chamada Clarice, que terá a leitura como companheira de vida desde a infância. Um dia, ela descobrirá Clarice Lispector nas
páginas de um livro. E, através das histórias dessa grande autora, a menina irá conhecer melhor ela mesma e o mundo.

Nas páginas de Clarice Lispector, a menina Clarice se encantou com palavras de sonhos, medos e ausências que se pareciam muito com as suas. Vozes femininas, como, por exemplo, as de Clarice Lispector, Cecília Meireles, Lygia Bojunga e Cora Coralina passaram a povoar essa Clarice.

As ilustrações desenvolvem um belo diálogo com a narrativa, apresentando uma paleta de cores que chama a atenção do leitor. A parceria entre a escritora e a ilustradora já rendeu um prêmio em outra obra recente, que foi uma das ganhadoras do Concurso Outras Palavras, promovido pelo Estado do Paraná.

“Ela nasceu Clarice” é sobretudo uma história de amor aos livros. A obra está disponível no site da editora e em diversas livrarias.

Ela nasceu Clarice
Divulgação

A escritora Ana Rapha (site da autora: www.anaraphanunes.com.br) nasceu no Rio de Janeiro e mudou-se ainda na infância para Curitiba. Desde criança, ela vivia cercada por histórias.

Sua paixão pelos livros a fez cursar Letras. Tornou-se professora e, em suas aulas, sempre despertava sonhos nas asas da Literatura.

Em 2015, lançou sua primeira obra. Pouco depois, passou a visitar escolas espalhadas
pelas veredas do Brasil, realizando palestras para professores e estudantes. Um de seus livros foi finalista na categoria infantil do Prêmio Jabuti em 2019. E outro, recentemente, ficou entre os ganhadores do Prêmio Outras Palavras, promovido pelo
Governo do Paraná.

Ana Rapha Nunes, autora de “Ela Nasceu Clarice”. Foto: Divulgação

A ilustradora Ana Laura nasceu em Franca, onde vive até hoje. Desde a infância foi descobrindo o mundo das artes e da pintura.

Formou-se em Design Gráfico e fez vários cursos de aprimoramento. Utiliza várias
técnicas, dentre elas a aquarela é uma das que se destaca.

Iniciou sua carreira na Literatura Infantil em 2020, sendo que um dos livros que ilustrou
ficou entre os ganhadores do Prêmio Outras Palavras, promovido pelo Governo do
Paraná.

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Ela nasceu Clarice
Divulgação

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História de Hopi Hari vira tema de livro

Obra sobre Hopi Hari traça linha do tempo dos 20 anos de história do País Mais Divertido do Mundo

Parque Temático Hopi Hari convida a todos para entrarem em sua cápsula do tempo, com o lançamento do livro Hopi Hari em papel – Um sonho para se ter nas mãos. A obra, escrita por Mariana Penteado, reúne o desenrolar da história do País Mais Divertido do Mundo em seus 20 anos de existência. Em produção independente, a novidade vem em edição física e de tiragem limitada.

O presidente do Parque, Alexandre Rodrigues, conta que a ideia surgiu em conjunto: “Estávamos pensando em algo para imortalizar os 20 anos de história de Hopi Hari. Então, Diego Moura, que, na época, integrava a equipe do Parque, sugeriu a criação do livro e eu aceitei de imediato. Depois disso, comecei os trâmites para viabilizar este projeto, momento em que apareceu a Mariana Penteado. Dessa forma, juntos e todos envolvidos, começamos a concretizar essa obra.”

Por trás da essência mágica e divertida de Hopi Hari estão décadas de trabalho, sonhos de diversas pessoas e o desejo de vencer as adversidades. “O leitor irá encontrar muitas realizações, curiosidades envolvendo celebridades, desafios, tristezas, mas, acima de tudo, alegrias, pois esse livro trata-se puramente de realidade, às vezes lúdico e divertido, outras vezes sério e triste”, comenta Alexandre Rodrigues.

História de Hopi Hari vira tema de livro
Livro Hopi Hari em papel – Um sonho para se ter nas mãos conta história do Parque Temático. CRÉDITO FOTO: ANDERSON TORRES

A autora, Mariana Penteado, explica que a narrativa não quer só despertar as lembranças do Parque, mas também transportar o leitor para a experiência de estar lá: “Nem todo mundo consegue ir ao Parque sempre que dá vontade. Ter o livro é como ter um pedacinho de Hopi Hari nas mãos. Sendo assim, o livro também traz essa magia de mexer com os sentimentos, ele nos leva às melhores lembranças que tivemos no Parque e, até para quem nunca foi, oferece essa oportunidade de estar lá, mesmo que seja em sua sala ou em seu quarto.”

Ao terminar de ler a última das 100 páginas que compõem a obra, Mariana deseja gerar um impacto positivo até para quem nunca foi ao Parque Temático. “Queremos deixar aquele gostinho de quero mais: quero mais histórias, quero mais depoimentos, quero saber mais, quero ir ao Parque. Para quem é fã, queremos dar a oportunidade de tê-lo em sua estante. Para quem não conhece Hopi Hari, queremos atiçar sua vontade de vir, conhecê-lo pessoalmente e se envolver. E, para quem não gosta muito, quem sabe não muda de ideia?”, diz a autora.  

O LIVRO O enredo busca, inicialmente, traçar uma linha do tempo ‘da vida’ de Hopi Hari, desde sua fundação até completar 20 anos de história, baseado em um formato biográfico. Em meio aos acontecimentos, os leitores encontram curiosidades sobre a idealização do Parque, sua localização, a criação do dialeto oficial, entre outras. Depois, cada uma das regiões do Parque – MistieriAribabibaWild West, Infantasia e Kaminda Mundi – dá vida a uma fase histórica dele, com a presença de depoimentos daqueles que levaram a essência do País Mais Divertido do Mundo para suas vidas.

LANÇAMENTO Para a pré-venda, durante o mês de março, a obra custará R$129,90. Também há a opção de adquiri-lo em conjunto com o Passaporti Uni, que dá direito a um dia de diversão em Hopi Hari, pelo valor de R$199,90. A princípio, o livro será vendido pela Central de Vendas, no telefone (11) 4210-4000, com retirada diretamente no Parque. 

Sobre o Parque Temático Hopi Hari 

Localizado no interior paulista, próximo a Região Metropolitana de Campinas, o Parque Temático Hopi Hari conta com infraestrutura completa para receber famílias, escolas, excursões turísticas e amantes de parques de todo o país. Ao todo são cinco regiões temáticas distribuídas em 760 mil metros quadrados. Além disso, conta com um dos teatros mais modernos de São Paulo (Theatro di Kaminda) e a mais rápida montanha-russa da América do Sul (Montezum) e ainda oferece mais de 40 atrações para todas as idades, mais de 20 pontos de alimentos e bebidas (incluindo comida vegana), enfermaria, sanitários, fraldários, área para amamentação e estacionamento para cinco mil veículos.

FICHA TÉCNICA
Hopi Hari em papel – Um sonho para se ter nas mãosIdealização: Alexandre Rodrigues (Presidente de Hopi Hari)
Escrito e editado por: Mariana Penteado
Assistência editorial: Rogério Barbatti e Diego Moura
Projeto Gráfico: Ronaldo L. Vicente
Revisão Técnica: Laila Braghero
Revisão Ortográfica: Denise Santos
Colaboração:  Equipe de Marketing Hopi Hari 

Site www.hopihari.com.br l Facebook/ Instagram/Twitter HopiHari l YouTube hopiharioficial

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História de Hopi Hari vira tema de livro
Concentradores de oxigênio. Foto: Divulgação/Internet

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Mulheres Revolucionárias: Ada Lovelace

Durante o século XVIII, Ada Lovelace se tornou a primeira programadora da história. Podemos dizer que muito das evoluções científicas e tecnológicas se devem, em parte, a ela.

Nos dias 8 e 15 de outubro é celebrado o Ada Lovelace Day, uma comemoração criada pela ex-diretora executiva do Open Rights Group, Suw Charman-Anderson, para dar mais visibilidade aos grandes feitos de mulheres ao longo dos anos.

Mulheres Revolucionárias: Ada Lovelace

Assim que nasceu, em 1815, seu pai (o famoso poeta Lord Byron) ficou extremamente desapontado por Ada não ser menino e decidiu deixar sua filha e esposa por esse motivo.

Sua mãe, Anne Isabella Milbanke, era matemática e estimulou os estudos da filha desde muito jovem, dando ênfase nos ensinamentos de matemática e ciências.

Também conheceu grandes personalidades que acabavam virando seus tutores, como o conhecido pai do computador, Charles Babbage.

Sendo uma criança muito criativa, aos 12 anos já tinha ideias para a criação de máquinas, já que após seu estudo sobre anatomia de pássaros, teve a ideia de construir um mecanismo a vapor em forma de cavalo com asas que voava.

Quando tinha 28 anos fez a tradução de um artigo escrito por Luigi Menabrea sobre uma máquina de calcular mas também adicionou algumas anotações próprias, dicas de como a máquina poderia ser programada. A publicação de seu trabalho aconteceu em 1843, muitos anos antes do mundo sequer ter a capacidade de por os conhecimentos de Lovelace em prática.

Ela acreditava que qualquer coisa poderia ser transformada em números e depois, reproduzidas, assim como os computadores atuais.

Infelizmente Ada faleceu muito jovem, pois estava com câncer uterino.

Foi apenas em 1953 que suas ideias foram estudadas e colocadas em prática. A Linguagem de Programação Ada foi criada em sua homenagem.

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A Conquista do Ocidente

A resenha de “A Conquista do Ocidente” é de autoria de Fito

Sylvain Besson tem uma coragem incomum: com documentos nas mãos para provar tudo o que diz, foi além do politicamente correto, além das ameaças de morte, e publicou uma obra que relata, com provas, como o movimento islâmico mundial está conquistando, a passos largos, o ocidente.

O Califado Mundial é um objetivo cravado na alma dos muçulmanos, de modo que todos devem colaborar na implantação deste Califado com todas as suas forças. Para eles, o objetivo de Alá sobre a terra é estabelecer este Califado. Com documentos comprobatórios de movimentações políticas para implantação desta agenda religiosa, Besson traz, ponto a ponto, os detalhes sobre este objetivo, que vem sendo implantado a olhos vistos.

O ateísmo / agnosticismo cada vez maior na Europa abre espaço para esta estrutura religiosa, que não encontra muitos opositores. Vem, assim, ganhando espaço ao ponto de haver bairros inteiros de muçulmanos, nos quais não existem leis dos países europeus. Só a sharia.

Um relatório de 1982, publicado no livro, mostra a implantação progressiva desta agenda, que mostra que não há um crescimento orgânico do islã na Europa, mas sim a implantação específica e induzida de pontos culturais e políticos nos povos europeus, que não têm qualquer forma de impedir a aculturação que sofrem.

Sem um esteio cultural cristão e clássico, a Europa deixa de sê-la, tornando-se mera ajuntadora de países, que esquecem suas próprias histórias, e derrogam a cada dia de sua forma de viver: uma civilização plena. Paulatinamente, a Europa se torna Arábia.

Existe saída? Para Besson não há resposta pronta. Ele denuncia os passos da implantação do Califado Mundial (principalmente na França), mas os guerreiros que poderiam impedir foram mortos ou emasculados por décadas de politicamente correto, feminilização da masculinidade e aceitação de tudo sem critério. Há quem diga que todas as culturas têm o mesmo valor. Uma cultura que mata tem o mesmo valor de uma cultura que salva? Jamais.

O livro lista os “pais espirituais” do movimento político-religioso que vem desmontando a Europa, que claramente, sem qualquer pudor, declaram abertamente pautas xenofóbicas, machistas, coletivistas etc., acusando outrem de fazer o mesmo.

Criou-se um grupo incriticável, intocável, que tudo pode. Todos os direitos, nenhuma
obrigação.

O destino da Europa, ao ler A Conquista do Ocidente, é deixar de ser Ocidente.

Onde adquirir “A Conquista do Ocidente?

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A Conquista do Ocidente

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8 mulheres negras que fizeram história

  • Claudette Colvin
Imagem do Google

A garrota se recusou a ceder seu assento no ônibus para uma mulher branca e se mudar para a parte de trás do ônibus no Alabama, Estados Unidos, em 1955. Claudette fez isso nove meses antes de Rosa Parks fazer o mesmo. Depois disso, foi levada para a prisão onde ficou até sua mãe buscá-la e pagar fiança.

  • Shirley Chisholm 
Imagem do Google

Em 1968 tornou-se a primeira mulher negra a ser eleita para o Congresso dos Estados Unidos e poucos anos mais tarde, também tentou se candidatar para a presidência do país.

  • Henrietta Lacks
Imagem do Google

No ano de 1951, Henrietta foi diagnosticada com cancêr cervical. Decidiu então enviar uma amostra de suas célular para um laboratório para ajudar nos estudos medicinais. Suas célular eram tão especiais e diferentes das outra que ficaram conhecidas como células “HeLa”, elas são usadas para estudar os efeitos de drogas, hormônios e vírus no crescimento de células cancerosas, sem precisar fazer experiências em humanos.

  • Ruby Bridges
Imagem do Change.org

Ruby foi a primeira criança negra a se dessegregar e ter seus estudos garantidos em uma escola apenas para brancos, no ano de 1960, quando tinha apenas 6 anos.

  • Dr. Rebecca Lee Crumpler
Imagem do Google

Após anos de estudo, Rebecca se tornou a primeira mulher afro-americana a se tornar doutora em medicina nos Estados Unidos.

  • Alice Allison Dunnigan
Imagem do Google

A jornalista Alice foi a primeira mulher negra a virar correspondente na Casa Branca e também integrou as galerias de imprensa do Senado e da Câmara dos Representantes

  • Mae C. Jemison
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Jemison se tornou a primeira mulher a ser admitida no programa de treinamento de astronautas da NASA e apenas alguns anos mais tarde, em 1992, ela finalmente se tornou a primeira mulher negra a ir para o espaço, servindo como especialista em missões a bordo do Ônibus Espacial Endeavour.

  •  Daisy Lee Gatson Bates 
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A ativista, advogada e editora criou um jornal chamado Arkansas State Press, com foco nos direitos civis. Ficou conhecida após defender o chamado The Little Rock Nine, um grupo de jovens que queriam o direito de estudar em uma escola que apenas brancos frequentavam.

Mulheres Revolucionárias: Cristina da Suécia parte II

Caso tenha perdido a primeira parte desta história, clique aqui.

Embora Cristina odiasse que a rotulassem com qualquer assunto feminino, todos esperavam que ela se casasse para que o país tivesse um rei governante e logo produzissem herdeiros para o trono. Logo em 1630, os planos de casamento já estavam sendo feitos, mesmo que ela ainda tivesse 4 anos de idade.

A ideia era que ela se casasse com seu primo Frederico Guilherme, com 11 anos na época, mas pouco tempo depois perceberam que o acordo não iria funcionar e logo foram em busca de um novo pretendente mas o mesmo problema aconteceu com o novo futuro marido, o filho do rei Cristiano IV da Dinamarca, Ulrich, 15 anos mais velho que a garota.

O grande problema que ninguém queria aceitar era que a futura rainha não queria dividir seus direitos reais com ninguém.

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Alguns anos mais tarde uma nova chance estava acontecendo, aos olhos dos conselheiros reais. Um novo romance estava acontecendo, e dessa vez foi completamente pelo acaso. Cristina havia se apaixonado por seu outro primo, Carlos Gustavo, filho do Conde Paladino, com quem havia sido amiga desde a infância.

Mas logo perceberam que para ela, era mais uma aventura romântica do que um relacionamento sério. A rainha adorava encontros escondidos, cartas e declarações de amor mas sempre tomava o devido cuidado para não se comprometer demais com ninguém.

Quando fez 18 anos e o Conselho de Regência foi dissolvido sem nenhum casamento próximo a acontecer. Foi só 5 anos mais tarde que a rainha resolveu tornar Carlos Gustavo o seu herdeiro oficial, fez um discurso onde afirmava que nunca iria se casar pois sua personalidade não servia para aquilo, mesmo que já tivesse rezado inúmeras vezes para que conseguisse.

E assim se fez, ao longo dos anos a rainha nunca se casou mas de tempos em tempos tinha casos amorosos que causavam escândalos.

Em 1665, começou a se aventurar com o Coronel da Guarda da Rainha e Embaixador Extraordinário na França. Cristina até ajudou a pagar dívidas de seu amante real até o fim do relacionamento entre os dois, onde já havia engatado outro interesse romântico com uma de suas serventes, conhecida como Belle. Essa aventura se tornou altamente polêmica, principalmente com pessoas mais conservadoras como o embaixador inglês Bulstrode WhiteLocke, quando Cristina disse em uma conversa que Belle era tão bela por fora quanto por dentro.

Mesmo depois de abdicar sua coroa, anos mais tarde, para seu primo, continuou com sua vida cheia de aventuras até morrer, fazendo muitos amigos e inimigos ao longo dos anos.

Como funcionava a medicina na época Tudor

Na época Tudor, os médicos seguiam os ensinamentos de Aristóteles, onde o corpo tinha quatro elementos importantes – sangue, fleuma, bile amarela e bile negra- e todas as doenças eram causadas pelo excesso de um desses elementos. Para curar, os médicos faziam o uso de drogas que provocavam vômitos (essas drogas podiam incluir partes de animais e minerais) e muitas vezes sanguessugas eram colocadas nos pacientes para tirar o excesso de sangue (em tentativas mais agressivas, facas e serras eram usadas). Como funcionava a medicina na época Tudor

Como já era de se esperar, muitos ferimentos e doenças acabavam infeccionando ou piorando e o paciente morria.

Como funcionava a medicina na época Tudor
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ATROCIDADES. FATO OU FAKE? Como funcionava a medicina na época Tudor

Para ter uma ideia melhor sobre estas atrocidades, a historiadora formada pela PUC, Thays Macedo, explica:

“Nessa época, métodos como a cauterização, o uso das mesmas ferramentas em vários pacientes ainda era muito comum” explica Thays. “Principalmente durante as guerras, onde médicos treinavam suas habilidades nós campos, queimando feridas para conter hemorragias e arrancando dentes a sangue frio para evitar infecções, o que muitas vezes não era eficaz. Então, começa-se observar que suturar os ferimentos ao invés de cauterizar, tinha mais eficácia contra infecções futuras e provocava menos dor.” Como funcionava a medicina na época Tudor

“Alguns cientistas também começam a observar que doenças que eram causadas por agentes externos, deveriam ser tratados com medicamentos mais específicos, como exemplo a sífilis ( ou doença francesa)” diz Macedo. “A doença começou a aparecer na Europa em meados do século XV, onde ainda se tem discussões sobre sua origem ser do continente americano ou não, causou uma grande epidemia, pois não se sabia como trata-la. A doença só começou a ser controlada quando o uso do mercúrio no tratamento começou a ser feito, isso muitos anos depois de sua chegada. Outras doenças como gripe, o tifo e o sarampo, foram espalhadas pelos europeus durante as grandes navegações, levando nativos a quase extinção pela falta de conhecimento e tratamento da doença.”

Porém, muitas descobertas foram feitas a partir dos erros que eram cometidos, é então que começa a influência de uma medicina mais parecida com o que conhecemos hoje.

JARDIM SÃO CAETANO

O Bairro Jardim São Caetano foi a última área urbanizada de São Caetano do Sul. Terrenos do banco era outra forma como se referiam ao bairro, devido à presença muito próxima da área adquirida pelo Bank of London & South America Limited. Além disso, foi onde o próprio banco, por intermédio da Companhia City, iria criar, nos anos 1960, o Jardim São Caetano. A família Cavalheiro foi uma das primeiras a chegar ao local, em 1949. Portanto, logo após a abertura do loteamento. 

Frequentemente, os ônibus de Hugo Veronesi só chegavam até a esquina da Estrada das Lágrimas com a Rua Armando de Arruda Pereira, na antiga Vila São José.  Todavia, José Cavalheiro começou a instalar a rede elétrica no bairro, a partir de outros locais. Bem como contava com o apoio de vizinhos como Amâncio Toni e Pedro Depintor.

Paisagem Bairro Jardim São Caetano

Na época em que o Bank Of London adquiriu a área, a região possuía muitas lagoas junto ao Rio dos Meninos, onde se pescava traíras. A Cerâmica São Caetano utilizava um grande terreno para extração de argila. Juntamente com as duas áreas, estas formavam propriedade de um milhão de metros quadrados. Igualmente, metade pertencia a F. Ford, capitalista inglês, e a outra parte era de propriedade de Wadih Pedro & Irmão. 

Havia também dois sítios: Sítio dos Meninos Novos, que começava no córrego Tamanduateí e acompanhava a Estrada Velha de Santos, e o Sítio Joaquim de Barros, no Rio dos Meninos. 

Bairro Jardim São Caetano

A antiga Vila Belvedere foi anexada ao Jardim São Caetano e começou com o loteamento de Edgar de Aguiar Gusmão, em 1949, aprovado pelo decreto 379, de 1º de abril daquele ano. O engenheiro Victor Malund e João Delamonica Pereira de Castro idealizaram o Jardim São Caetano. Portanto, o bairro é o único residencial de alta classe na região do ABC, projetado nos mesmos moldes dos jardins América e Pacaembu, em São Paulo. 

A Sociedade Amigos do Bairro foi fundada no Jardim São Caetano, em 3 de dezembro de 1979. Em março de 1980, empossaram a primeira diretoria.

Acervo da Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul. Bairro Jardim São Caetano

Bairro CERÂMICA

O bairro Cerâmica (São Caetano do Sul) praticamente plano e desenvolveu-se em função da Cerâmica São Caetano S/A. Marcado pela presença de famílias italianas e húngaras, os Molinaris e os Szarapkas foram os primeiros imigrantes a fixarem-se no local. A família Molinari construiu a primeira escolinha de ensino básico. 

Os Szarapkas, vindos da Hungria, chegaram ao Brasil em 1924 e dedicaram muitos anos de trabalho à Cerâmica São Caetano. Por volta de 1910, o bairro apresentava duas únicas vias importantes: Rua Santo Antônio (atual Avenida Senador Roberto Simonsen) e Rua Caramuru (hoje Engenheiro Armando de Arruda Pereira). 

Nos anos 1920, a família Veronesi foi uma das pioneiras na prestação do serviço de transporte coletivo na localidade. A Cerâmica São Caetano S/A, sucessora da antiga Cerâmica Privilegiada, foi fundada em 1913 e ficou famosa pela produção de ladrilhos, telhas e tijolos refratários. A qualidade do material chegou até mesmo a ditar o padrão de excelência da época, sendo comum a denominação do tipo São Caetano, para o modelo que as olarias concorrentes deveriam atingir. bairro Cerâmica (São Caetano do Sul)

A maioria dos moradores do bairro trabalhava na Cerâmica São Caetano. Em 1925, foi criado o Cerâmica FC, subsidiado pela própria fábrica (posteriormente, foi ocupado pelo Grêmio Recreativo Dramático Dançante Guarany, fundado em 1931). 

bairro ceramica sao caetano do sul
Parkshopping no Cerâmica. Foto: Divulgação/Multiplan

Nas dependências da Cerâmica São Caetano, funcionava também uma escolinha que depois virou Grupo Escolar da Cerâmica, inaugurado na década de 1920. Anos mais tarde, a escola foi transferida para o Buracão da Cerâmica – imensa cratera de onde a Cerâmica São Caetano extraía sua preciosa argila – e lá funcionou até 1941. Nos anos 1970, o antigo Buracão da Cerâmica foi transformado em centro de recreação e hoje integra o Espaço Verde Chico Mendes, localizado no Bairro São José. 

A fabricação de tijolos, a fumaça exalada pelas chaminés, as partidas de futebol do antigo clube Cerâmica FC mostram que a formação do Bairro Cerâmica se mistura, em grande parte, com a história de sua principal olaria que, mesmo hoje estando desativada, marca a paisagem do bairro e vive na memória dos antigos moradores de São Caetano.

Acervo da Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul

CENTRO

O Bairro Centro de São Caetano do Sul surgiu em torno da estação ferroviária, como um prolongamento urbano do Bairro da Fundação, portanto, direcionando o crescimento da cidade para o outro lado da linha de trem. Inaugurada em 1883, a Estação de São Caetano apresentava arquitetura tipicamente inglesa com passarelas metálicas, cancelas e coberturas de telhas para passageiros. 

Esse cenário, porém, perdurou até a década de 1970, quando, por pressões políticas, a estação de ferro foi substituída por uma estação de concreto armado (a antiga estrutura não mais representava o progresso de São Caetano). A estação de trem foi erguida em terreno cedido pela família Baraldi. O mesmo aconteceu com a Paróquia Sagrada Família (Igreja Matriz). Uma vez terminada, definiu o atual centro do município, deslocando-o da antiga igreja dos beneditinos, lugar onde se concentrava a maioria das comemorações e festas religiosas. 

De fato, com o crescimento da cidade e do número de habitantes, a Paróquia São Caetano (Matriz Velha) tornou-se pequena. Assim, foi necessária a construção de nova igreja, a atual Igreja Matriz Sagrada Família, erguida com tijolos fabricados no próprio município e concluída em 1936. Com a Matriz Nova terminada, a cidade também ganhou a atual Praça Cardeal Arcoverde, local do Marco Zero da cidade. 

Origem do Centro de São Caetano do Sul

A implantação urbana do Bairro Centro ocorreu por volta de 1906. Além da família Baraldi, a Companhia de Melhoramentos de São Caetano também contribuiu para a abertura de novos loteamentos na área central e no Bairro da Fundação. Conforme descrição dos antigos moradores, eram pequenas, baixas e com grandes quintais as primeiras casa do local.

Na década de 1940, o centro recebeu número elevado de novas construções e estabelecimentos comerciais. Aos poucos, estas edificações foram mudando o caráter residencial do bairro. Em 1954, foram entregues à sociedade o Viaduto dos Autonomistas e o Terminal Rodoviário de São Caetano, símbolos das transformações urbanas daquele período. 

Centro de São Caetano do Sul
Crescimento da cidade e do centro de São Caetano do Sul. Foto: Nani Góis/SMCS

A partir das últimas décadas, o centro expandiu-se de tal modo que se tornou difícil a delimitação de suas fronteiras. Com efeito, ao longo dos anos, as antigas residências cederam lugar aos estabelecimentos comerciais de grande porte, edifícios de apartamentos e escritórios, galerias e lojas de vários tipos que, juntos, dão caráter comercial ao bairro.

Foto de capa e conteúdo extraído de Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul. Centro de São Caetano do Sul

Bairro Boa Vista São Caetano do Sul

O Bairro Boa Vista passou pelo mesmo processo de formação ocorrido nos demais bairros de São Caetano do Sul. As antigas vilas, chácaras e grandes terrenos foram extintos para dar lugar aos lotes urbanos. 

A Vila Palmeiras foi loteada no final da década de 1940. Neste período teve início a urbanização do Boa Vista. Essa vila, uma das áreas loteadas mais antigas, também faz parte da formação do Bairro Nova Gerty. Dessa forma, a história do Boa Vista mistura-se com a do Nova Gerty, sendo até mesmo uma sequência urbana dele. 

Não só a Vila Palmeiras, mas também outras vilas, como Aurora e Gisela, foram comuns para a formação de ambos os bairros. Na criação do Boa Vista ainda se incluem os loteamentos surgidos a partir das vilas Júlia e Ida. A Vila Júlia era localizada no meio do bairro, prolongamento da Vila Palmeiras. Já a Vila Ida (de Ida Vital), dos terrenos das Indústrias Reila e de parte da antiga Vila Santa Maria (dos irmãos Pujols). A Mata da Viúva, que figura na história dos bairros Boa Vista e Nova Gerty, era uma extensa área onde a meninada passava a tarde procurando ossos de animais. O terreno foi loteado e no lugar surgiram as vilas Gisela, Aurora e Júlia. 

Origem do Nome

O nome do bairro deve-se à chácara do alemão Hidat, de grande extensão e localização privilegiada (na parte alta da cidade), que proporcionava boa visão para muitos lugares, sendo bastante frequentada por aqueles que queriam apreciar a boa vista. Na porteira dessa chácara havia, numa placa, a frase Quinta da Boa Vista, que acabou, primeiramente, dando nome à antiga Estrada de Santo André – agora conhecida como Rua Boa Vista – e, posteriormente, ao bairro. 

Famílias como os Rodrigueiros eram famosas no bairro pelos serviços de carpintaria. Outras famílias também fazem parte da história local: Fantinatti, Falzarano, Thomé, Monteiro, Garcia, Graciute, Ribeiro e Venturine. Assim como o Nova Gerty, o Boa Vista também presenciou a chegada de migrantes que se fixaram em São Caetano em busca de trabalho. 

Escola Estadual Padre Alexandre Grigolli 

Bairro Boa Vista São Caetano do Sul
Escola Senai Armando de Arruda Pereira. Foto: Divulgação

Até o final da década de 1950, o bairro carecia de infraestrutura básica. Por exemplo, calçamento, transporte, redes de água e esgoto. Somente na década seguinte implantaram os primeiros melhoramentos urbanos. Uma das primeiras escolas a atender a comunidade, a EEPG Padre Alexandre Grigolli, encontra-se atualmente no bairro vizinho, o Nova Gerty. A EEPG Professor Décio Machado Gaia, entretanto, nasceu no próprio bairro. Em 1967, o Bairro Boa Vista recebeu a Biblioteca Municipal Esther Mesquita. Esta, a primeira construída naquela região e a segunda do município. Até hoje, ela ainda é uma das mais importantes referências da memória local.

Foto em destaque e conteúdo da Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul Bairro Boa Vista São Caetano do Sul

Mulheres Revolucionárias: Catarina, a Grande

Catarina nasceu na Pomerânia, a atual Polônia, em 1729.C Era conhecida como Sophie Friederike Auguste, ou apenas princesa von Anhalt-Zerbst, antes de se casar com Pedro III da Rússia.

Antes de seu casamento, era pouco provável de que conseguisse subir ao trono mas o que ninguém esperava era que Sophie seria uma das rainhas mais famosas da história.

Seu pai era um homem de confiança dos czares da Rússia e Isabel, a czarina, tinha uma afeição especial pela garota.

Para conseguir entrar em acordo matrimonial com o filho do rei, Sophie teve que mudar seu nome e sua religião para conseguir se adaptar à cultura local.

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Em janeiro de 1762, com a morte de Isabel, os príncipes finalmente subiriam ao trono. Mas essa coroa não ficaria muito tempo na cabeça de Pedro III pois em setembro do mesmo ano, foi assassinado e Catarina assumiria o poder total da coroa.

O amante de Catarina, Gregori Orloff, estava organizando um plano para derrubar o czar há muito tempo, mas acabou sendo descoberto e, correndo o risco de serem condenados por traição ao rei, os dois amantes resolveram dar um golpe de Estado para Catarina ficasse com todo o poder e assim, não fossem decapitados. Mesmo com o golpe, Orloff estava receoso de que o rei ainda conseguisse se vingar e o matou.

Após descobrir o que havia acontecido com seu marido, Catarina tratou de cortar relações com seu amante para que ninguém suspeitasse de sua ligação com o assassino.

Mesmo com todos os escândalos que a envolviam, ela foi uma grande rainha pois teve de lutar contra o Império Otomano durante todo o seu reinado e obteve vitória todas as vezes. Também anexou inúmeros territórios ao Império, fazendo com que a Rússia chegasse ao Mar Negro que é de extrema importância para o transporte comercial.

Além disso, foi ela quem inaugurou a Universidade de Moscou e a Academia Russa. Além de ser diretora da Academia Imperial das Artes, atualmente conhecida como Academia Russa das Ciências e fazia parte do membro da  Academia Real de Ciências da Suécia.

Durante todo seu reinado, Catarina melhorou profundamente o ensino das artes e ciências, tanto que foi a primeira mulher da história a comandar uma academia nacional de ciências.

BARCELONA

O Bairro Barcelona (São Caetano do Sul), resultado da união das vilas Ressaca e Barcelona, recebeu esse nome em razão dos muitos espanhóis e descendentes que moravam no local. Há registros da chegada das famílias Madona, Lozano, Santana e Teles em 1920. No ano seguinte, houve a chegada da família Ricci. No fim da década de 1940, foi a vez dos Milanis, Rossinis, Moscas e Pastores. 

Para lotear a área foi preciso aterrar o brejo que havia desde o Córrego do Moinho até a Rua Tiradentes. Aos poucos, as chácaras de plantio e criação foram dando lugar a residências. A chegada da General Motors, que adquiriu o terreno da Fiação e Tecelagem Nice, foi o marco dessa transição. 

Os primeiros habitantes eram católicos e construíram a Capela de Nossa Senhora Aparecida em 1949. Em 1953, nova capela, com o mesmo nome, foi construída. Apesar de ter sido erguida em uma área maior, a segunda construção tinha medidas mais modestas. Procissões em meio a ruas adornadas marcaram o bairro por vários anos. Atualmente, há outros templos na região, como a Igreja Ucraniana Ortodoxa Autocéfala. 

Água encanada, esgoto e pavimentação datam do final da década de 1950. Nos anos 1960, teve início a pavimentação e o ajardinamento da Rua Nazareth. O Comércio e a indústria apresentaram significativo crescimento a partir de 1970. A primeira agência dos Correios foi instalada em 1979. Hoje em dia, o bairro, ainda que residencial, abriga vasto comércio. 

A exemplo dos demais bairros da cidade, a Barcelona – maneira como os moradores denominam o local – possui todos os serviços de infraestrutura e assistência municipal.

Fonte: Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul – http://www.fpm.org.br/ bairro barcelona São Caetano do Sul

Consórcio ABC: série de depoimentos sobre 30 anos do Congresso

Vídeos resgatam o histórico e os bastidores da preparação da primeira edição e trazem curiosidades sobre o evento regional

Em agosto de 1990, o Grande ABC recebeu a primeira edição do seu Congresso de História, realizada em Santo André. Três décadas depois, o encontro regional já conta com 14 edições realizadas, duas em cada uma das sete cidades da região, e se prepara para iniciar mais uma jornada no próximo ano.

Em homenagem aos 30 anos do Congresso de História, o Consórcio Intermunicipal Grande ABC lança uma série de vídeos com depoimentos com participantes da primeira edição e que ainda hoje se mantém próximos da organização do evento.

Os depoimentos foram gravados por meio de videoconferência, obedecendo as medidas de distanciamento social na pandemia do novo coronavírus. Os vídeos resgatam o histórico e os bastidores da preparação da primeira edição, trazem curiosidades sobre o evento e expectativas para os próximos encontros, entre outros detalhes.

Para marcar o início da série, o Consórcio ABC divulga o depoimento do sociólogo e escritor José de Souza Martins, idealizador do evento regional, disponível no canal do órgão intermunicipal no Youtube (https://www.youtube.com/consorcioabc).

A próxima edição do Congresso de História e Estudos Regionais do Grande ABC foi adiada para 2021, devido à pandemia de Covid-19. O evento estava previsto para este ano, em Santo André, marcando os 30 anos de existência da iniciativa.  

Confira a entrevista com José de Souza Martins:

Jornal Grande ABC

Consórcio ABC: série de depoimentos

O Jornal Grande ABC é feito para você, e por vocês. Nossos colaboradores e jornalistas estão todos dias buscando novidades e matérias. Assim, produzindo material especial para nossos leitores. Nosso foco são as cidades de Mauá, Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo e Santo André. Além disso, cobrimos o que acontece no Brasil e no Mundo, incluindo esporte, entretenimento e tecnologias.

Não possuímos nenhuma vinculação política ou partidária. Da mesma forma, sem ligações com outras mídias já existentes na região. Nossa fundação se deu em 07 de Setembro de 2020. Desde então, cada dia estamos crescendo e chegando em mais dispositivos e usuários. Por isso, nossa maior satisfação é entregar material de qualidade para nossos leitores. Portanto, cada nova visita e comentário, nos dão mais fôlego para seguirmos firmes e fortes neste projeto.

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História – Reflexões e Inspirações

História: Não se trata de uma disciplina.
Mas é algo que requer disciplina.
Não se trata de apenas um texto, se trata de enredos, fatos, períodos , laços, “fios de meados” que criamos ou que desenvolvemos ao longo de nossa trajetória.

Viemos ao mundo sem saber o porquê nos desenvolvemos sem saber qual é o real propósito, conhecemos outros seres não só porque nossas energias estavam em sintonia em uma mesma frequência vibratória e o universo simplesmente nós une, tudo tem um propósito.

Desde a nossa chegada até o momento da partida , temos uma história, uma história só nossa que pode ser recriada, recontada, vivida, planejada, idealizada, realista, ficcionada, ilusória, imaginada, inimaginável devido a todas as reviravoltas, enfim …

A vida é a sua história! Cada um tem sua própria história, esteja contada em livros antigos ou não, seja ela retratada por fotos ou não, seja ela uma evidências arqueológica ou não, seja ela uma memória individual ou coletiva.

Cada um carrega sua própria história, umas com mais emoções e adrenalina, outras com mais pesares e dor, seja de lutas e vitórias, ou de intensa peleja, seja ela farta ou regrada.

Há quem nasceu em “berço de ouro” talvez não sofra necessariamente por inúmeras limitações, mas há quem não tem opções de escolha , há quem vivencie o desafeto ou descaso, cada um tem sua história e seu próprio fardo.

Somos capazes de reverter qualquer situação! 

A história pode ser contada de várias formas, várias vezes pelo próprio narrador ou recriada por um interlocutor, se a história for boa tem uma excelente repercussão, se for ruim tbm, as vezes, afinal histórias ruins e se houver treta, barraco  vendem ainda mais  “jornais”, rsrs 

Em sua história pode haver muito amor, paixão e alegria, conter uma dose de dor, um tantinho de sofrimento, duas camadas de resiliência, três pitadas de paciência, e uma generosa dose de lucidez, item fundamental que ajuda a compreender melhor os fatos como um todo.

A nossa história, geralmente é escrita à mão, com o esforço, resultando futuramente nossos próprio méritos, erros e acertos, o que seria uma boa história sem uma parcela de drama?! rsrs

O dia a dia é um capítulo, e que em apenas uma edição talvez não seja o suficiente  para ser retratada por completa. Descartamos os pontos irrelevantes, damos créditos ao que acreditam ser mais importantes.

Ainda sim, muitas vezes, não retrata seu verdadeiro ser, sua intimidade, seus medos, suas reações adversas , os traços de caráter na íntegra. Uma história é mantida no interior de cada um,  uma verdadeira caixa de segredos, desde os mais intensos aos mais insignificantes, porque esses só de lembrarmos pode nos fazer corar devido a imaturidade no momento em que foi vivida.

As superações diárias! Cada um pode e fazer essa varredura,  contar em partes ou expor todo o conteúdo, revelar o que mais é conveniente , o que mais se agrada aos ouvidos, o que se torna belo a ser idealizado por quem lê ou assiste.

Não queira ser recorde de vendas de best seller, queira ser simples, humilde, seja você, não forge a sua história para agradar o outro, encare seus fatos, escreva sua própria história com amor, dedicação e muito carinho.

Sempre seja protagonista, se necessário for, busque um coadjuvante a altura, valorize sua narrativa, dê mais luz, mais cores, mais vida,  por mais que você pareça ser simples de ” ser lido”, somente Deus conhecerá sua verdadeira história do início ao fim.

A mente humana é falha, atribuir a terceiros sua história não é relevante. Bloqueios inconscientes, inconsistentes acontecem, para recriar que seja fidedigno aos seus princípios.

Aprecie, valorize cada detalhe, o que, às vezes, parece insignificante, notaremos no decorrer  que aquele ínfimo detalhe faria toda a diferença, é justamente aquele detalhe que as vezes “desprezamos” revelará as respostas mais incríveis no decorrer da caminhada. 

Vamos além da disciplina. Busquemos através ou por meio da “disciplina”, maneiras de vivermos e contarmos a nossa própria história de Vida.

Brinde a Vida e suas histórias de vida , pois para cada um, ela é a que tem mais valor, mesmo que vivida no anonimato do mundo, porém real em sua trajetória com ou sem floreio aos que te rodeiam. 

Jornal Grande ABC

história

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Mulheres Revolucionárias: James Barry

Um dos médicos mais famosos do século 19 foi James Barry, mais conhecido como Margaret Ann Bulkley, uma mulher nascida em County Cork, na Irlanda.

Pois é, o médico James na verdade era uma mulher.

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Antes de entrar para a Universidade de Edimburgo, James Barry nunca existiu. Como naquela época as mulheres eram proibidas de estudar medicina, Margaret orquestrou o plano de se passar por um homem. Depois que terminasse os estudos, iria para a Venezuela, onde seu tio conseguiria um emprego como médica e ela estaria livre para exercer seu cargo como médica, mas antes disso acontecer, seu tio morreu e seu plano virou permanente, pois teve que viver a vida toda ocultando sua verdadeira identidade.

Quando conseguiu ingressar para o exército, onde trabalharia como médico, conseguiu fazer grandes descobertas, como a importância da higiene (já que naquela época isso não era muito comum), e com isso conseguiu salvar a vida de vários pacientes, se destacando na área da medicina.

Podemos dizer que alguns de seus maiores destaques foi deter a expansão da cólera e da lepra no continente africano, duas doenças causadas por bactérias que estavam em alta naquela época. Além de melhorar consideravelmente as condições de soldados feridos da guerra, também foi o primeiro cirurgião a realizar uma cesariana bem sucedida na África, onde mãe e filho conseguiram sobreviver.

Mas tudo isso foi ofuscado quando rumores de seu relacionamento com um homem, o político Charles Somerset, foram divulgados.

Como todos pensavam que James era homem, aquele relacionamento era simplesmente inaceitável para a sociedade da época. A carreira de ambos foi prejudicada por este motivo.

Com o passar dos anos, quando já estava com a saúde debilitada, James voltou para a Inglaterra, onde viria a falecer pouco tempo depois.

Uma enfermeira que cuidava do cadáver do médico ficou chocada quando levantou o lençol e descobriu que James, na verdade era uma mulher. E não apenas uma mulher, pois cicatrizes em seu estômago indicavam que Margaret era mãe.

Rio Grande da Serra: Conheça onde visitar

A cidade de Rio Grande da Serra fica no interior de São Paulo. Localizada a 780 metros acima do nível do mar, ela fica bem próxima de Ribeirão Pires e do ABC Paulista de uma forma geral. Também pode ser um ponto de passagem para quem vai para o litoral, como para a região de Bertioga.

Embora tenha cerca de 50 mil habitantes, a cidade é uma boa opção para quem deseja viajar, com atrações que envolvem natureza, história e aventura. Por isso, veja a seguir quatro pontos turísticos em Rio Grande da Serra e como explorar a pacata cidade.

Cachoeira da Fumaça é um dos mais procurados pontos turísticos em Rio Grande da Serra

Para quem busca contato com a natureza, tranquilidade e um passeio para sair totalmente da rotina, Rio Grande da Serra oferece exatamente isso por meio da Cachoeira da Fumaça.

Esse é um dos pontos turísticos mais procurados da cidade e o local é pura aventura. A Cachoeira tem uma queda adequada para tomar um bom banho, além de formar uma piscina natural repleta de pedras. Ao seu redor, muitas espécies nativas da região que permitem que você faça uma trilha por lá.

Além disso, tem quem se arrisque a fazer um rapel na região, maximizando a aventura envolvida no passeio.

Veja mais nas páginas abaixo ▼

Mulheres Revolucionárias: Bertha Von Suttner

Bertha Felicie Sophie Von Suttner, uma mulher austro-húngara que influenciou a criação do Nobel da Paz.

Uma mulher que rompeu padrões dentro de uma sociedade onde a mulher não era ouvida, apenas belas, recatadas e do lar.

Durante boa parte de sua vida, ela publicou novelas e livros como Inventário de uma Alma, onde compartilha de ideias evolucionistas como de Darwin. Já quando tinha seus 46 anos, Bertha publicou o romance Abaixo as Armas, que foi um sucesso mundial, onde fala sobre as tragédias de uma guerra pela perspectiva feminina, defende o pacifismo e a ideia de que podemos resolver qualquer coisa apenas conversando, ou seja, sem armas.

Seu pai sendo marechal de campo do Império e conselheiro militar, essa oposição era vista como um ato de rebeldia naquela época.

Pouco tempo depois, organizou o primeiro Congresso Internacional da Paz, em Viena, além de ser eleita vice-presidente do Gabinete Internacional da Paz, também ajudou e fundou grupos e sociedades que ajudavam a promover a paz.

Um de seus trabalhos mais conhecidos foi com Alfred Nobel, onde o influenciou a colocar a categoria Paz na premiação. Enquanto mantinha Alfred informado de tudo o que acontecia no mundo dentro deste assunto, Von Sutter recebe o primeiro Nobel da Paz em 1905, se tornando a primeira mulher a receber tal prêmio.

Em 1914 ajudou na organização do 23º Congresso Mundial da Paz, mas alguns meses depois, em junho, morreu vítima de câncer, apenas dois meses antes do início da Primeira Guerra Mundial.