Ações contra Aids: Ribeirão Pires terá campanha de prevenção, no Dezembro Vermelho

Serviço de Atenção Especializada, UBSs e USFs terão reforço na realização de testagem durante a Campanha Fique Sabendo (1 a 7/12). Ações contra Aids: Ribeirão Pires

A Secretaria de Saúde e Higiene de Ribeirão Pires reforçará no próximo mês as ações de combate e prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)/Aids. As atividades, que serão realizadas no Serviço de Atenção Especializada (SAE) e nas UBSs e USFs da cidade, fazem parte do Dezembro Vermelho.

Para abrir o calendário, de 1 a 7 de dezembro, a Prefeitura promoverá a 13ª Campanha Fique Sabendo, para testagem de HIV, Sífilis, Hepatites B e C. O objetivo da testagem é diagnosticar precocemente os agravos, especialmente entre jovens. “Existem muitas pessoas que são portadoras do HIV e que estão com sífilis ou hepatites B e C sem saber”, explicou a coordenadora do Programa Municipal IST/Aids de Ribeirão Pires, Nanci Garrido.

Em 2019, foram registrados 28 novos casos de IST/Aids na rede municipal da cidade – 85% dos casos são homens, desses 50% fazem sexo com homens, brancos, na faixa etária de 19 a 40 anos. Este perfil segue a tendência nacional da epidemia. Em 2020, dos 23 novos casos registrados, 45% são heterossexuais, bancos, na faixa etária de 30 a 50 anos; 35% são homens que fazem sexo com homens, pardos; 20% se reconhecem como bissexuais, pardos.

Ações contra Aids: Ribeirão Pires

“Neste ano, observamos um leve crescimento de casos que tiveram transmissão entre heterossexuais, diferente dos últimos anos. É muito importante promovermos o acesso aos testes, ampliar o número de pessoas que conheçam seu status sorológico, vincular o portador à referência (de saúde) e ofertar tratamento imediatamente após o diagnóstico”, avaliou Nanci.

No caso do HIV, a testagem é a porta de entrada nesta cadeia de cuidado contínuo de prevenção, diagnóstico, vinculação, tratamento, retenção e supressão viral do HIV. No caso da sífilis e hepatites, a testagem oportuniza o diagnóstico e tratamento de agravos muitas vezes silenciosos.  

Durante a Campanha Fique Sabendo, a testagem será realizada no Serviço de Atenção Especializada (Av. Francisco Monteiro, 205 – Centro. Seg. a sex., das 7h às 17h), e na Atenção Básica, seguindo o seguinte cronograma:

Confira o Cronograma:

2/12 – Das 9h às 13h – UBS Central

2/12 – Das 10h às 14h – UBS Centro Alto

  • 2/12 – Das 12h às 15h – USF Jardim Valentina
  • 3/12 – Das 9h às 15h – USF Jardim Caçula
  • 3/12 – Das 9h às 15h – USF Jardim Luso
  • 4/12 – Das 9h às 15h – USF Quarta Divisão
  • 4/12 – Das 9h às 15h – USF Ouro Fino
  • 4/12 – Das 9h às 15h – UBS Santa Luzia
  • 4/12 – Das 9h às 15h – USF Vila Sueli
  • 7/12 – Das 9h às 15h – USF Guanabara

Mutirão de testes para HIV e Sífilis na estação Brás do Metrô

Ações acontecem em 12, 19 e 26 de novembro e ofertam testes rápidos, preservativos e materiais informativos

A Secretaria de Estado da Saúde promove nesta quinta-feira (12), das 10h às 14h30, uma ação de testagem para HIV e Sífilis, IST (infecções sexualmente transmissíveis) que podem ser evitadas com uso de métodos preventivos e diagnosticadas precocemente. Por isso, serão 250 testes rápidos para cada doença, com distribuição de 7,2 mil preservativos masculinos, 600 preservativos femininos, 2 mil sachês de gel lubrificante e materiais informativos. A iniciativa acontece na estação Brás do Metrô, na linha 3-Vermelha, e deve se repetir nos dias 19 e 26 de novembro.

A ação conta com a participação de 50 profissionais do Centro de Referência e Treinamento (CRT) DST/Aids-SP, braço operacional da Secretaria de Saúde de SP que coordena a testagem, com apoio do Metrô. Os testes rápidos são práticos e de fácil execução, com resultado em 30 minutos, além de serem gratuitos, confiáveis e não requererem jejum.

“Anualmente, promovemos ações de conscientização acerca destas doenças infelizmente ainda pouco faladas na sociedade. A ideia é desmistificar os tabus e prestar toda a assistência e orientação à população”, explica o coordenador do Programa Estadual DST/Aids-SP, Alexandre Gonçalves. “A testagem é indicada para todos que têm vida sexual ativa, em especial profissionais do sexo e pessoas com múltiplos parceiros”, completa.

Os testes rápidos possibilitam que a população tenha acesso ao seu resultado de forma ágil e, caso o resultado ateste positivo para HIV ou sífilis, uma nova amostra de sangue é coletada e encaminhada para teste laboratorial para confirmação de diagnóstico. Se o resultado for positivo, o paciente é encaminhado a serviço de referência assistencial para início do tratamento. Nos casos em que o resultado se apresenta negativo, a equipe reforça as formas de prevenção e fornece todas as orientações sobre as doenças, a fim de reduzir cada vez mais o número de pessoas infectadas.

Além destas ações pontuais de testagem, o Programa Estadual DST/Aids-SP disponibiliza tratamento e testes de sífilis e anti-HIV, que visam o diagnóstico precoce e podem ser realizados o ano todo. Essa política tem contribuído para o diagnóstico e tratamento oportuno de gestantes durante o pré-natal.  Mais informações podem ser encontradas no site http://www.crt.saude.sp.gov.br, ou através do telefone 0800 16 25 50.

Dicas de prevenção de ISTs

– Use camisinha do começo ao fim da relação sexual;

– Nunca utilize o mesmo preservativo por mais de uma vez;

– Não compartilhe objetos perfuro-constantes, como seringas e agulhas;

– Gestantes devem realizar os testes de sífilis e Aids, prevenindo e evitando a transmissão das doenças ao feto.

Dados

A sífilis pode ser transmitida através de relações sexuais desprotegidas (sífilis adquirida), que pode acometer a população adulta e as gestantes; por transmissão vertical (sífilis congênita), quando ocorre a transmissão da doença da mãe para o bebê durante a gravidez (sífilis gestacional). No Estado de São Paulo, foram notificados, em 2019, 37.299 casos de sífilis adquirida, 4.013 de sífilis congênita e 12.676 casos de sífilis em gestantes.

Já a Aids, ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é uma doença infectocontagiosa causada pelo vírus HIV (Human Immunodeficiency Virus). Pode ser transmitida através da relação sexual desprotegida, assim como a sífilis, ou por meio do contato com mucosas ou área ferida do corpo, além do compartilhamento de seringas e agulhas. O primeiro caso da doença ocorreu em 1980 e, até junho de 2019, foram notificados 105.422 casos de pessoas infectadas pelo HIV em SP.