Vacinação anual contra Covid-19, afirma Peter Piot

A Comissão Europeia lançou um video com o microbiologista Peter Piot, respondendo se será necessário a vacinação anual contra a Covid-19. “É altamente provável que precisaremos de vacinas impulsionadoras frequentes, quer isso seja a cada ano ou a cada dois anos, não sabemos. Depende por quanto tempo as vacinas nos protegem e de quantas novas variantes surgirem.”

Assista a afirmação no vídeo abaixo, ou diretamente no Youtube.

Além de Peter Piot, por aqui no Brasil o médico Fernando Ganem, novo diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês (São Paulo), afirma que os conhecimentos sobre a Covid-19 disponíveis até o momento demonstram a necessidade de realizar a imunização anual contra a doença.

“Ano que vem, vamos ter que começar a vacinar todo mundo de novo. Vai funcionar como funciona na gripe; mudam as variantes, tem fazer nova adaptação da vacina”, afirma.

Ainda segundo Ganem, o Sírio-Libanês atualmente tem registrado casos de reinfecção por Covid entre pessoas já vacinadas, mas nenhum grave ou que tenha levado o paciente ao óbito.

Portanto, recomenda-se que as pessoas continuem usando máscaras. Não apenas para se proteger contra o coronavírus, mas também contra outros vírus respiratórios que estão circulando, como o H1N1, e já provocam internações, lembrando os altos níveis de ocupação de leitos hospitalares neste momento da pandemia.

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Vacinação anual contra Covid-19, afirma Peter Piot
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Santo André atinge marca de 25% dos adultos vacinados contra a Covid-19

Com um dos maiores índices de vacinação em âmbito nacional e estadual, Santo André já conta com 25% dos adultos vacinados contra a Covid-19. A Prefeitura vacinou 140.778 pessoas, de um total de 548.610 munícipes com mais de 18 anos.

“Cuidar da nossa gente é uma missão que assumimos com muita responsabilidade. Agora chegamos à importante marca de 25% dos andreenses adultos vacinados contra a Covid-19, fruto de muito planejamento e gestão na estruturação da Saúde. Continuamos ampliando a cobertura vacinal e antecipando os públicos a serem imunizados”, enfatizou o prefeito Paulo Serra.

A imunização contra a Covid-19 está sendo realizada há cerca de três meses e já beneficiou profissionais da saúde, idosos com mais de 60 anos em instituições de longa permanência, pessoas com deficiência acima de 18 anos em residência inclusiva, indígenas, quilombolas, idosos com mais de 63 anos, profissionais da segurança e profissionais da educação básica com mais de 47 anos.

Dando continuidade às ações de imunização, neste domingo (2) teve início a vacinação de mais uma faixa etária, de munícipes entre 60 e 62 anos. Para ser vacinado é necessário realizar agendamento no site psa.santoandre.br/vacinacovid. A partir do cadastro são indicados local, data e horário disponíveis. Os imunizantes para este público fazem parte de um lote de 28 mil doses da vacina AstraZeneca/Oxford, produzida pela Fiocruz, que chegou a Santo André neste sábado (1º).

Histórico – A vacinação em Santo André teve início em 19 de janeiro com a chegada do primeiro lote da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan. Inicialmente a imunização foi destinada a profissionais de saúde que estavam na linha de frente de combate à Covid-19 nos hospitais de campanha, Centro Hospitalar Municipal (CHM), Hospital da Mulher, nas seis Unidades de Pronto Atendimento, além dos profissionais do Samu. As vacinas também foram distribuídas para o Hospital Estadual Mário Covas e para os hospitais privados do município.

Para garantir que o processo de vacinação fosse realizado de forma mais rápida e segura, a Prefeitura viabilizou cinco estruturas de drive-thru e um sistema de agendamento, para evitar aglomerações.

As estruturas foram montadas no Paço Municipal (Praça IV Centenário, no Centro), na Craisa (acesso pelo portão 5, na rua Varsóvia), no Estádio Bruno Daniel (Rua 24 de Maio, na Vila América), no estacionamento do Grand Plaza Shopping (Avenida Industrial, 600, com acesso pelo portão do Centro Empresarial) e no estacionamento do Atrium Shopping (acesso pela avenida Alexandre de Gusmão, s/nº, no estacionamento do piso G2). O horário de atendimento é das 8h às 17h.

Além dos drives, a Prefeitura também disponibilizou a vacinação em nove unidades de saúde estrategicamente escolhidas, para atender o público que não tem carro. A imunização nestes locais é feita por meio de agendamento durante a semana, mas no final de semana não é necessário agendar.

No caso de munícipes acamados, a vacina é aplicada em domicílio, com base no cadastro que cada paciente tem nas unidades de saúde.

Mais vacinas – A imunização contra a Covid-19 é realizada segundo a disponibilidade das remessas de vacinas do Ministério da Saúde. À medida em que o Governo Federal viabiliza mais doses, novas etapas do cronograma e públicos-alvo da campanha de vacinação são divulgadas.

Nos pontos de vacinação é obrigatório apresentar documento de identidade, CPF e comprovante de residência. Em casos de pacientes que estejam passando por tratamento oncológico, além dos documentos pessoais é necessário apresentar uma carta de liberação médica.

Solidariedade – Os drive-thrus de vacinação da cidade estão recebendo 1 kg de alimento não perecível como doação. A contribuição não é obrigatória, mas pode fazer diferença na vida de andreenses que passam por necessidade neste momento de crise.

A iniciativa é do Fundo Social de Solidariedade, presidido voluntariamente pela primeira-dama Ana Carolina Barreto Serra. Os alimentos irão para o Banco de Alimentos, que está entregando os kits para as famílias de maior vulnerabilidade social da cidade.

| Texto: Guilherme Menezes
| Fotos: Alex Cavanha/PSA

Adultos vacinados contra a Covid

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Santo André vacina 5.816 pessoas no primeiro dia de imunização

Nesta segunda-feira (29/03) a Prefeitura de Santo André iniciou a vacinação contra a Covid-19 em mais uma faixa etária da população. Logo no primeiro dia, 5.816 munícipes de 69 a 71 anos de idade receberam a primeira dose da Coronavac.

A imunização para este público segue até quinta-feira (07/04), nos drive-thrus do Paço Municipal, da Craisa, do Estádio Bruno Daniel, do Grand Plaza Shopping e em sete unidades de saúde da cidade.

Santo André vacina 5.816 pessoas no primeiro dia de imunização

“Santo André está mobilizada para vacinar o maior número de pessoas, com eficiência e segurança. Hoje avançamos em mais uma etapa da vacinação, imunizando idosos de 69 a 71 anos. Vamos continuar com todos os esforços para reunir mais doses e ampliarmos a imunização da nossa gente”, disse o prefeito Paulo Serra, que visitou o ponto de vacinação do Paço Municipal nesta segunda-feira.

Para receber a vacina nos drives e nas unidades de saúde, é necessário realizar agendamento no site .

A partir do cadastro é indicado local, data e horário para a vacinação.

O casal Dorival e Maria Helena, de 72 e 71 anos, respectivamente, compareceu ao drive-thru do Grand Plaza Shopping para receber a imunização. “Estávamos muito ansiosos por este momento. É uma conquista dupla para nossa família”, comemorou Dorival, que também parabenizou a organização e estrutura para aplicação dos imunizantes.

As unidades que estão aplicando vacinas são:

  • USF Dr. Moyses Fucs
  • Centro de Saúde Escola
  • USF Vila Guiomar
  • USF Jardim Alvorada
  • USF Cidade São Jorge
  • USF Vila Luzita
  • USF Parque Miami.

Nas unidades é obrigatório apresentar:

  • documento de identidade
  • CPF
  • comprovante de residência.

Em casos de pacientes que estejam passando por tratamento oncológico, além dos documentos pessoais é necessário apresentar uma carta de liberação médica.

Para esclarecer dúvidas e obter outras informações sobre o cadastramento, além do portal da Prefeitura de Santo André, há também o telefone 0800-4848004. Até o momento, 80.074 pessoas foram vacinadas na cidade.

Solidariedade – Os drive-thrus de vacinação da cidade estão recebendo 1 kg de alimento não perecível como doação. A contribuição não é obrigatória, mas pode fazer diferença na vida de andreenses que passam por necessidade neste momento de crise.

Dona Tereza Lago, de 71 anos, fez questão de contribuir com a doação de alimentos não perecíveis. “Muita gente precisando destas doações. Me sinto muito grata por fazer parte desta ação”, comentou emocionada, ao lado da filha, que a levou para receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19.

A iniciativa é do Fundo Social de Solidariedade, presidido voluntariamente pela primeira-dama Ana Carolina Barreto Serra. Os alimentos irão para o Banco de Alimentos, que fará a entrega para as famílias de maior vulnerabilidade social da cidade.

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Primeira cidade a vacinar em massa encerra etapa de imunização

Primeira cidade a vacinar os moradores em massa contra a covid-19, Serrana (SP) encerra hoje (14) etapa de imunização. A população participa de estudo clínico do Instituto Butantan para medir a eficácia da CoronaVac contra a disseminação do novo coronavírus.

De acordo com o Instituto Butantan, neste domingo, estão sendo vacinados os últimos moradores do grupo azul, que tem a maior quantidade de moradores. A cidade, de 45,6 mil habitantes, foi dividida em quatro regiões de vacinação (verde, amarela, cinza e azul), dos quais cerca de 30 mil estão aptos a serem imunizados.

Segunda Fase

Na quarta-feira (17), a pesquisa entra em uma nova etapa, quando a população começa a receber a segunda dose da vacina. O cronograma seguirá o processo da primeira dose, começando pelos moradores da região verde e passando para as regiões amarela, cinza e azul.

Segundo o Instituto Butantan, as primeiras conclusões da pesquisa devem começar a ser divulgadas cerca de um mês após o encerramento da aplicação da segunda dose, ou seja, três meses após o início do estudo clínico. Como a vacinação em massa começou em 17 de fevereiro, os resultados devem sair em meados de maio.

Imunização em massa

Diferentemente do restante do país, onde o plano de vacinação imuniza primeiramente os grupos prioritários, em Serrana, toda a população adulta está recebendo a CoronaVac ao mesmo tempo. De acordo com o Butantan, um dos fatores que pesou na escolha da cidade para a realização do estudo foi a proximidade com Ribeirão Preto, onde trabalham diariamente cerca de um quarto dos moradores de Serrana.

A adesão ao estudo clínico foi voluntária. Todo morador com mais de 18 anos estava apto a ser vacinado, com exceção das grávidas, das lactantes e de pessoas com contraindicação médica.

Fonte Agência Brasil

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Conecte SUS agiliza identificação e informações da vacinação

Com uso facultativo, ferramenta lançada pelo Ministério da Saúde, Conecte SUS agiliza e facilita processo de vacinação

O Ministério da Saúde orienta a população a baixar o aplicativo Conecte SUS para ter acesso às fases de vacinação contra a Covid-19. O uso da ferramenta é facultativo, mas é necessário realizar um cadastro no sistema nacional, por meio do site do Governo Federal.

O Conecte SUS tem um sistema intuitivo e simples e funciona como uma plataforma oficial de comunicação entre o cidadão e o Sistema Único de Saúde (SUS). O uso da ferramenta pode facilitar a identificação no momento de vacinação, agilizando o fluxo de atendimento.

Após criar seu login e senha, o cidadão pode acessar seu histórico de vacinação por meio do aplicativo, além de verificar consultas e exames realizados na rede pública, assim como o cadastro necessário para apresentar no posto de saúde na hora da vacinação contra o coronavírus.

O acesso a vacinas da rede pública de Saúde, no entanto, não está condicionado ao cadastramento em aplicativo ou plataforma. Mas trata-se de um direito que decorre da gratuidade e universalidade do SUS, ressaltou o secretário-executivo do Consórcio ABC, Acácio Miranda.

Como usar?

“O uso do Conecte SUS facilita muito o processo de vacinação tanto para o cidadão quanto para as equipes de Saúde, mas é uma ferramenta de uso facultativo. É importante frisar que ninguém que pertence ao público prioritário da campanha deixará de ser vacinado caso não baixe o aplicativo”, afirmou Miranda.

Para obter a vacina, será necessário apenas apresentar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) ou o Cartão Nacional de Saúde (CNS), para que o profissional de saúde o localize na base de dados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI).

Segundo o Ministério da Saúde, o cidadão que faz parte dos grupos prioritários, mas não tem cadastro, não deixará de ser imunizado. Em caso de ausência do nome no sistema, não haverá impedimento para receber a vacina, desde que comprove que integra algum grupo prioritário.

O Conecte SUS pode ser acessado por meio do site oficial ou pode ser baixado na App Store ou na Google Play.

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Conecte SUS agiliza

Ribeirão Pires inicia planejamento para Vacinação contra COVID-19

Plano de Imunização de Ribeirão Pires foi apresentado na manhã desta segunda-feira (18)

Após aprovação das vacinas CoronaVac e AstraZeneca pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a Prefeitura de Ribeirão Pires, junto com a equipe técnica multiprofissional da Secretaria de Saúde, acompanhado do Prefeito Clovis Volpi, do vice Amigão D’orto, e do Secretário  Municipal, Audrei da Rocha, se reuniu na manhã desta segunda-feira (19), para apresentação do Plano Municipal de Imunização.

Seguindo os calendários do Plano Nacional e Estadual, a cidade irá priorizar, neste primeiro momento, a imunização dos profissionais de saúde, especialmente os que estão na linha de frente no combate à pandemia, já que a cidade não possui registro oficial de população indígenas nem quilombolas. Num segundo momento, será iniciada a imunização do grupo prioritário de Idosos, começando pelos que possuem 75 anos ou mais.

Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde, são aproximadamente 4.000 profissionais, incluindo a rede pública e privada, que receberão a primeira dose nos próximos dias. As datas e a quantidade de vacinas a serem entregues serão definidas pelo Governo Estadual.

A intenção do Município é utilizar as Unidades Básicas de Saúde e a Tenda Multicultural do complexo Ayrton Senna como pontos fixos de vacinação.

Mais informações serão divulgadas em breve.

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Plano de Imunização de Ribeirão Pires

Primeira fase da vacinação imunizará 5 milhões contra a covid-19

Cinco milhões de brasileiros e brasileiras serão imunizados contra a covid-19 no primeiro momento da vacinação, e 40 milhões de pessoas devem receber o medicamento até o mês de abril. A informação foi passada pelo Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a 130 prefeitos em uma reunião por videoconferência nesta quinta-feira (14). Primeira fase da vacinação imunizará grupos de risco.

O presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, Jonas Donizette, que participou da reunião com o ministro da Saúde, disse que todos os municípios devem receber as doses das duas vacinas inicialmente disponíveis – Coronavac e AstraZeneca – ao mesmo tempo.

O presidente da entidade de prefeitos destacou que o inicio da vacinação depende da logística para a importação dos medicamentos da Índia e da liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que está programado para ocorrer no próximo domingo. Nesta quinta-feira, o Ministério da Saúde informou que, por conta da logística internacional do trânsito aéreo, o voo que iria para a Índia buscar as doses da AstraZeneca atrasou, sendo adiada a partida para sexta-feira à noite.

Jonas Donizette ainda explicou qual será o critério inicial para distribuição das doses, segundo informou o ministério na reunião com os prefeitos.

O presidente da Frente Nacional dos Prefeitos disse que a distribuição será proporcional a cada população dos municípios, podendo ser um pouco maior para os locais com populações indígenas ou quilombolas, consideradas mais vulneráveis ao vírus. O ministro da Saúde ainda informou os prefeitos que a expectativa é vacinar 40 milhões de pessoas até abril, privilegiando também os profissionais da educação.

“Primeira fase da vacinação imunizará” é Com informações de Agência Brasil

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Primeira fase da vacinação imunizará
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Lewandowski quer saber se país tem seringas e agulhas suficientes

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski deu prazo de cinco dias para o Ministério da Saúde informar se tem seringas e agulhas suficientes para iniciar a campanha de vacinação contra a covid-19.

Lewandowski atendeu a um pedido do partido Rede Sustentabilidade e solicitou que o ministério comprove o estoque de seringas e agulhas para vacinar, ao menos, os quatro grupos considerados prioritários no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação, apresentado em dezembro pelo governo federal. O plano estima que esses grupos somam cerca de 20 milhões de pessoas.

A decisão de Lewandowski foi divulgada após um pronunciamento do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no qual ele garantiu que já tem seringas e agulhas suficientes para começar a vacinação.

Em dezembro, uma licitação do Ministério da Saúde para comprar 331 milhões de seringas e agulhas só conseguiu cerca de 7 milhões. As empresas que fabricam esses insumos consideraram os preços fixados pelo ministério baixos demais. A Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça, abriu uma investigação para saber se o aumento de preços de agulhas e seringas fere os direitos da população.

A Câmara de Comércio Exterior, do Ministério da Economia, proibiu a exportação desses equipamentos a partir do dia 1º de janeiro para evitar o desabastecimento. E, em comum acordo com os fabricantes, o Ministério da Saúde fez, esta semana, a requisição administrativa dos estoques de seringas e agulhas. Isso permite que o governo se aproprie temporariamente de bens privados.

“Lewandowski quer saber se país tem seringas e agulhas suficientes” em parceria com Agência Brasil

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Lewandowski quer saber se país tem seringas e agulhas suficientes

Vacina contra Covid-19 para grupo de risco: priorização aprovada no Senado

O texto segue para votação na Câmara dos Deputados Vacina contra Covid-19

Os senadores aprovaram uma definição de população prioritária que deve ser vacinada contra Covid-19 no primeiro momento em que o imunizante chegar ao Brasil. Segundo o projeto de lei, aprovado nesta quinta-feira (3), os grupos mais vulneráveis ao vírus serão os primeiros, de acordo com parâmetros científicos estabelecidos. A proposta, agora segue para votação na Câmara.

De acordo com o texto, a vacina será oferecida de maneira gratuita à população e não será obrigatória. O Ministério da Saúde, orienta que estão mais vulneráveis à Covid-19 pessoas idosas e pessoas com condições médicas preexistentes como pressão alta, doenças cardíacas e doenças pulmonares.

Há também uma lei que confere a pasta da Saúde a responsabilidade sobre a vacinação, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). O PNI deve definir as vacinações, inclusive aquelas de caráter obrigatório.

Vacina contra Covid-19
Primeiro dia da campanha estadual do Dia D de Vacinação Contra o Sarampo no Rio de Janeiro, caminhão itinerante da Secretaria Estadual de Saúde

Fonte: Brasil 61

Quais vacinas serão oferecidas no Brasil? Vacina contra Covid-19

Em nota divulgada na terça-feira (1), o Ministério da Saúde informou que a expectativa é imunizar 109,5 milhões de pessoas contra a COVID-19 no ano de 2021. Entre as opções de imunizantes já inclusas nesta conta, estão 142,9 milhões de doses. Esse total soma as doses que o país deve obter a partir do acordo pela vacina da Universidade de Oxford, desenvolvida com a farmacêutica AstraZeneca (100,4 milhões de doses), e pela iniciativa COVAX Facility (42,5 milhões), liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Vale lembrar que as vacinas mais avançadas, até o momento, dependem de duas doses para promover uma imunização eficaz. Nesse sentido, o governo terá insumos garantidos para mais de 70 milhões de brasileiros. Além disso, dentro das “definições preliminares da estratégia”, o Ministério da Saúde não incluiu a vacina CoronaVac, da farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. A previsão é que o governo de São Paulo compre cerca de 46 milhões de doses e depois comece a produzir nacionalmente a vacina.

Novo processo de análise de vacinas contra a Covid-19 é adotado

Especialistas garantem que a chamada “submissão contínua” de documentos vai agilizar o registro dos imunizantes sem comprometer qualidade

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou uma nota técnica nesta semana que promete simplificar e agilizar a análise de dados referentes às vacinas contra a Covid-19. O novo procedimento, chamado de submissão contínua, garante que o órgão vai analisar as informações à medida em que elas chegarem. 
 
A partir de agora, as empresas que desejam registrar um imunizante no país não vão precisar juntar todos os documentos de uma só vez, encaminhar e aguardar a resposta da Anvisa. Elas vão poder fazer isso em etapas, sendo que o prazo para conclusão da análise pelo órgão, para cada submissão, será de até 20 dias. Durante esse período, a Anvisa vai comunicar às empresas sobre pendências e dúvidas técnicas. 
 
De acordo com a agência, o objetivo é acelerar a disponibilização de vacinas contra o novo coronavírus aos brasileiros, com qualidade, segurança e eficácia. O órgão afirma que o procedimento não vai alterar em nada o padrão de qualidade requerido para o registro das vacinas. Para Mayra Moura, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a mudança no processo de análise dos dados é benéfica. Segundo ela, isso não vai prejudicar a avaliação
adequada sobre a qualidade e segurança dos imunizantes que estão em fase de testes
 
“Não é danoso, porque a análise está acontecendo com todas as documentações encaminhadas. Acelerar o diagnóstico dos documentos submetidos pelos produtores é ótimo, porque a avaliação contínua acelera esse processo de registro”, explica, antes de completar. 
 
“Isso nada tem a ver com o tempo de acompanhamento dos participantes dos estudos clínicos. A Anvisa pode dizer que só aceita estudos com acompanhamento de, pelo menos, seis meses”, exemplifica. 
 
Especialista em imunização e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, José de Cássio Moraes, explica que esse movimento da Anvisa já ocorre no mundo inteiro. “Quando há uma doença de importância epidemiológica, como a Covid-19, as agências de vigilância sanitária, que dão licença ao uso de vacinas, fazem um procedimento para que elas sejam aplicadas na população-alvo rapidamente”, esclarece. 

Arte: Brasil 61

Celeridade
A nota técnica não estabelece um limite de vezes em que as empresas vão poder enviar documentos para análise. No entanto, o órgão recomenda que os laboratórios farmacêuticos não esperem juntar uma determinada quantidade de dados para submetê-los, “uma vez que isso desvirtua o propósito do procedimento, que é o de dar maior celeridade à análise.”
 
Segundo Mayra Moura, com a submissão contínua de documentação pelas empresas interessadas em registrar uma vacina contra a Covid-19, o tempo de análise deve cair bastante. Ela afirma que “normalmente, uma análise para registro de vacina demora seis meses”.
 
Gerente geral de Medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, afirma que o novo procedimento foi discutido com agências de regulação internacionais. Ele ressalta que a submissão contínua não interfere no andamento dos testes, mas agiliza a avaliação dos dados já coletados. “Isso não significa que vamos acelerar o desenvolvimento das vacinas. Significa que nós otimizamos o processo para análise, ou seja, os estudos continuam tendo que ser concluídos”, diz. 
 
Primeira submissão
Em entrevista ao portal Brasil61.com, Gustavo Mendes afirmou que, até aqui, a única empresa que submeteu os dados ao novo procedimento foi a farmacêutica AstraZeneca, que produz uma vacina contra o novo coronavírus em parceria com a Universidade de Oxford. O Brasil, inclusive, é um dos países onde a última fase de testes está em curso. O governo brasileiro já sinalizou com a compra de 100 milhões de doses do imunizante, que no país seria produzido pela Fiocruz. 

“Esse primeiro passo já foi dado pela AstraZeneca com a vacina de Oxford, em que houve o compartilhamento de dados relativos aos estudos não-clínicos, realizados em laboratórios e com animais”, afirma Mendes.

Embora seja a primeira, a vacina de Oxford, batizada de ChAdOx-1, não deve ser a única. Outro imunizante que também está em fases finais de testes, a vacina do laboratório chinês Sinovac, responsabilidade do Instituto Butantan no Brasil, deve passar pelo mesmo procedimento de submissão contínua em breve. 

Comissão de especialistas

Para analisar os dados relativos às vacinas contra a Covid-19, a Anvisa conta com um comitê de especialistas multidisciplinar, que decide se o imunizante deve ou não ser liberado. Para dar o veredito, o grupo leva quatro aspectos em consideração, explica Gustavo Mendes. 

“Eficácia, ou seja, o quanto a vacina é capaz de proteger a população de infecção pelo vírus e diminuir os casos graves da doença;

Segurança, isto é, quais são os eventos/riscos adversos que a vacina causa; se existe, por exemplo, alguma população que não pode tomar a dose por condição de saúde, comorbidade ou doença preexistente;

Qualidade: se a vacina, ao ser fabricada em escala industrial, mantém as características de estabilidade para que o transporte e manuseio não afetem o desempenho;

Farmacovigilância: são os compromissos que as empresas têm que assumir com a agência reguladora para que, após a disponibilização para a população, esse uso continue sendo monitorado”, explica. 

Especialista em imunização, José de Cássio Moraes destaca que o processo de análise é fundamental antes do registro e disponibilização no sistema de saúde. “A vacina tem que ser mais segura que qualquer outro medicamento, porque ela vai vacinar pessoas sadias. Não podemos correr risco de ter um evento adverso que possa ser pior do que a própria infecção pelo novo coronavírus”, completa. 

Fonte: Brasil 61