Ocupação de leitos de UTI no Brasil em alta

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que 50% dos municípios brasileiros estão com ocupação de leitos de UTI gerais e destinados à Covid-19 no Brasil acima de 90%. Os dados apontam ainda que 31% deles estão com ocupação acima de 95%, níveis considerados extremamente preocupantes.

A pesquisa da CNM é realizada semanalmente. As informações desta semana apontam 15% dos leitos com ocupação acima de 80%, 14% entre 60% e 80% e 8% abaixo de 60% de ocupação, além de 13% das secretarias municipais de saúde que não souberam responder. 

O levantamento ocorreu entre os dias 21 e 24 de junho, e ouviu 2.747 gestores municipais, quase metade, 49%, do total de 5.568. A situação mais crítica está presente nas regiões Sul e Sudeste. No âmbito dos estados, Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste, é o que apresenta maior percentual de municípios com ocupação acima de 95%.

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Em relação ao andamento da vacinação de moradores, atualmente, 40% dos municípios consultados vacinam pessoas entre 50 e 55 anos. Apenas 2% deles estão imunizando habitantes entre 35 e 39 anos, enquanto menos de 1% já tem doses aplicadas em pessoas entre abaixo de 30 anos. 

Fonte: Brasil 61

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A luta de Pedro: os desafios da saúde em tempos de pandemia

Mostrando um pouco sobre os desafios de saúde durante a pandemia do Covid-19, Gislane, moradora do bairro Capelinha, em São Bernardo do Campo, conta a luta está enfrentando desde o dia 14 de maio, com seu pai Pedro.

Seu pai, um senhor 75 anos chamado Pedro Alexandre, começou a apresentar sintomas de incontinência urinária e foi levado para a UPA (Pronto Atendimento) de Riacho Grande, onde realizou exames de sangue, urina, raio X do tórax e teste para covid-19. Quando os primeiros resultados do teste de Covid saíram, deu negativo, mas o paciente já estava contaminado com o vírus.

Gislaine conta “dia 15 os sintomas pioraram, dessa vez veio acompanhado por tonturas. Meu pai foi socorrido pela ambulância e já com exames em mãos (exceto de covid-19) foi diagnosticado com infecção na urina. Foi medicado e liberado com uma receita de 7 injeções de Rusofen. Na madrugada do dia 19, ele começou a sentir um pouco de falta de ar, sendo novamente socorrido. Ao chegarmos na UPA fomos avisados de que meu pai deveria ficar internado. Colocaram no oxigênio, e logo seria transferido para UTI (Unidade de terapia intensiva), mas apenas dias depois que ocorreu a internação” completou.


“Um paciente de 75 anos apresentando sintomas de Covid, mas por negligência médica, foi diagnosticado erroneamente. Foi realizado o exame de TC de tórax (tomografia), onde ele já estava com 70% do pulmão comprometido. Daquele dia em diante vivemos em um mundo de incerteza, entre altos e baixos. Sem falar nas alterações significativas, tais como sobrecarga do rim, o sódio alterado, glicemia alta e assim por diante. Porém, sempre com um boletim que nos dá alguma esperança, já que mostrava que meu pai estava reagindo bem a todos esses comprometimentos”. finaliza Gislaine.

A luta de Pedro
A luta de Pedro Alexandre, 75 anos.


Já no dia 01 de junho, Pedro Alexandre precisou ser transferido para outra UTI, e já estava lidando com bactérias multirresistentes e a família recebia apenas um boletim onde informavam o risco que Pedro estava correndo e da necessidade de realizar uma traqueostomia.

No dia 03 de junho a família assinou o termo autorizando o procedimento que deveria ser realizado com o máximo de urgência.

“Para nossa surpresa dia 14 de junho nos comunicaram a falta de equipe para realizar este procedimento, pois a que havia se contaminado pela Covid. Desde então, estamos numa luta constante. Já procuramos o serviço social onde alegam que não depende deles, o médico responsável pelo meu pai diz que não tem previsão de quando irá realizar o procedimento, e a ouvidoria por sua vez, pede para ser feito um relatório enviado por e-mail e aguardar de 15 a 20 dias um retorno. Para um procedimento que seria urgente, agora não tem previsão de quando poderá ser realizado”.


A família diz que agora o paciente apresenta febre e a possível causa seria escaras na região dorsal, no qual necessita de uma raspagem que não poderá ser realizado naquele hospital, pois ele não conta com um centro cirúrgico. Para realizar esse procedimento o paciente deverá ser transferido, mas por falta da traqueostomia, não poderá ser transferido do Hospital Central, onde se encontra até hoje.

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11 hospitais de campanha no estado de SP serão implantados

Em anuncio feito pelo governador do Estado de São Paulo, João Doria fala sobre a implantação de 11 hospitais de campanha em diferentes regiões, entre os dias 20 e 31 de março. Com a expansão, o estado passará a ter 15 hospitais de campanha. No total serão abertos 140 novos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 140 de enfermaria nos serviços ambulatoriais que passarão por adequações.

11 hospitais de campanha no estado de SP serão implantados
Médicos fazem treinamento no hospital de campanha para tratamento de covid-19 do Complexo Esportivo do Ibirapuera.

O Hospital de Campanha da Zona Norte contará com prédio reservado exclusivamente para covid-19, com a absorção dos pacientes urológicos do hospital São José pelo Hospital Geral da Vila Nova Cachoeirinha. A Grande São Paulo contará ainda com leitos de UTI e enfermaria no AME de Santo André.

No litoral, processo similar acontecerá com o AME de Santos. No interior, passarão a acolher pacientes os AMEs de Botucatu, Tupã, Ourinhos, Itapetininga, Barretos, Campinas e Andradina, além da Unidade Lucy Montoro de Fernandópolis.

Os outros quatro hospitais de campanha previamente instalados pelo Governo de São Paulo somam mais 65 leitos de enfermaria e 59 de UTI. Incluem o de Heliópolis, reativado em fevereiro no AME Barradas; o do AME de Franca; e os hospitais de campanha de Bebedouro e de Bauru, no prédio da USP.

Fonte: Brasil 61

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Consórcio ABC pede abertura imediata de novos leitos de UTI

O Consórcio ABC apresentou ao Governo um levantamento dos leitos imprescindíveis para o atendimento à Covid-19 nas sete cidades, para evitar um colapso no sistema de saúde da região. A entidade regional afirma que o Grande ABC apresenta capacidade física para a abertura imediata de mais 110 leitos novos leitos de UTI.

Consórcio ABC pede abertura imediata de novos leitos de UTI


O documento aponta que a região apresenta o maior complexo de atendimento de UTI do estado, com 33,1 leitos UTI por 100 mil habitantes.

Além de não desmobilizar seus leitos durante 2020, ampliou o número de unidades desde de outubro de 2020, tornando a região um desafogo, inclusive, para outras cidades.

O estudo foi entregue pelo presidente da entidade regional e prefeito de Santo André, Paulo Serra, ao vice-governador do Estado de São Paulo, Rodrigo Garcia, representando o governador João Doria.

“Vamos focar na ampliação de leitos de UTI para atravessarmos os próximos 15 dias, período delicado de pandemia, sem deixar a nossa gente desassistida. Há um grande esforço das sete cidades para garantir as condições necessárias, salvar vidas e minimizar danos”, destacou Paulo Serra.

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