Três dicas para capacitar e proteger empresas em trabalho remoto

Dados da Akamai apontam que ataques cibernéticos RDP aumentaram 768% em 2020. Confira estas três dicas para capacitar e proteger empresas e colaboradores em home office.

Depois de uma mudança massiva do ambiente de trabalho devido à pandemia, a possibilidade de trabalhar em qualquer lugar agora é realidade. A necessidade imediata de aumento do trabalho remoto, desencadeado pela COVID-19, criou um enorme dilema para as equipes técnicas de TI em todo o mundo. O acesso à rede privada virtual (VPN) foi planejado para 5% da força de trabalho, não para 100%, e a segurança projetada atendia  o ambiente de escritórios físicos. 

Segundo a Akamai Technologies, empresa líder em soluções de cibersegurança e entrega de conteúdo, os ataques cibernéticos RDP aumentaram 768% em 2020. Os protocolos RDP permitem o acesso remoto de uma máquina a outra – permitindo se conectar a equipes fora do ambiente de trabalho como observado no trabalho remoto. Muitas violações resultam de credenciais comprometidas, permitindo que os invasores se movam lateralmente pela rede, encontrando servidores sem proteção até alcançar dados valiosos. Esse risco existe em um ambiente de escritório tradicional, mas é maior agora que as organizações abrem suas redes.

Segundo Helder Ferrão, gerente de marketing de indústrias da Akamai no Brasil, em um cenário tradicional, quando os usuários se conectam por VPN, eles têm essencialmente o mesmo nível de acesso que os do escritório, mas a rede em que os usuários remotos se conectam pode ser insegura ou ter um gerenciamento de senha deficiente. “Em VPN, mesmo sem as credenciais de login corretas é possível que um usuário navegue em diversos servidores. Através de  uma conexão comprometida, hackers conseguem acesso ao nível de rede que permite identificar vulnerabilidades e acessar dados”. 

Especialistas em segurança da Akamai apontam três dicas para as empresas enfrentarem os desafios de capacitar e proteger uma força de trabalho remota.

1. O home office e a nuvem

É importante que a habilitação e adaptação ao trabalho remoto seja feita em fases e não de uma só vez. A nova abordagem deve melhorar a experiência do usuário e a segurança ao mesmo tempo. Ele deve oferecer a capacidade de trabalhar com eficácia, sem fazer malabarismos com várias conexões VPN à medida que os aplicativos migram dos data centers para a nuvem. Ele também deve eliminar a latência adicional e ir diretamente para a nuvem.

Com a nuvem é possível definir melhor a edge (borda) da rede, garantindo que a autenticação, autorização e acesso não sejam restringidos por modelos legados e arquitetura de rede não mais relevantes, permitindo que os usuários possam acessar aplicativos que foram verificados, validados, protegidos e otimizados muito mais rapidamente do que apenas por VPN. A antiga pilha de dados de segurança local agora é organizada na nuvem, perto dos usuários, para que a experiência online não seja prejudicada e ativos valiosos sejam protegidos de ataques, quando usuários acessam um aplicativo através de um proxy e não da rede. Quando os usuários não estão realmente conectados diretamente ao servidor em que o aplicativo está sendo executado, não há oportunidade para mais ataques. Agora que se pode trabalhar de qualquer lugar, não há melhor momento para usar a nuvem.

2. Atenção às ameaças de rede 

A rede segura da empresa pode abrir lacunas que são possíveis entradas para ameaças cibernéticas. O acesso remoto, que foi originalmente projetado para verificações ocasionais de e-mail ou reinicializações do servidor de administração do sistema, agora está sendo usado por todos os profissionais, e esses usuários não têm a mesma orientação de segurança que a equipe de TI. Proteger todas essas conexões remotas tornou-se uma prioridade, adicionando melhor proteção de endpoint, adotando defesas mais distribuídas para ataques de negação de serviço (DDoS), adotando melhores soluções para gateways VPN (que de repente se tornou o eixo de trabalho de toda a empresa) e atualizando ferramentas anti-phishing.

Os funcionários estão acessando a rede corporativa com vários dispositivos, computadores, smartphones, tablets, etc., sem mencionar o fato de que boa parte deles são dispositivos pessoais, que nunca foram foco das áreas de TI garantir a proteção dos mesmos. Estes com  podem ter níveis questionáveis de segurança, levando a uma maior chance de ataques. Além disso, portas expostas de protocolo de área de trabalho remota (RDP) e portais VPN apresentam mais riscos. 

3. Há como avançar 

Uma organização inteira usando VPN para trabalhar não é sustentável do ponto de vista de desempenho ou segurança. Zero Trust é um modelo de segurança de rede baseado em verificação de identidade, pensado para a implementação do acesso remoto. Primeiro, a autenticação ocorre antes de o usuário estar realmente conectado. Utilizando um gerador de token FIDO2 que fornece segurança adicional para a autenticação multifator (MFA), que sozinha pode ser suscetível a ataques man-in-the-middle – quando um invasor intercepta ou modifica o acesso do usuário – como o que aconteceu no Twitter. Sem a autenticação adequada, a solicitação é descartada e não há conectividade entre o usuário e a rede.

Em seguida, a autorização permite o acesso com privilégios mínimos, um princípio adotado pela Zero Trust que reduz ainda mais o risco ao fornecer aos usuários apenas o acesso necessário para realizar seus trabalhos. Exigir autorização para um aplicativo antes de se conectar a ele reduz a possibilidade de ataque.

Finalmente, não é necessário conectar o dispositivo do usuário ao servidor em que o aplicativo acessado está sendo executado. Em vez disso, o Zero Trust Network Access entrega aplicativos aos usuários através de um serviço baseado em nuvem, permitindo que o dispositivo fale diretamente com o aplicativo sem acesso à toda a rede. Então, se o dispositivo do usuário estiver comprometido, tudo o que será exposto será o endereço IP da nuvem, não o servidor. Essa abordagem permite mais flexibilidade, como quando um funcionário que geralmente trabalha em um desktop no escritório deseja usar um notebook pessoal em casa.

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Inteligência Artificial no Brasil e sua regulamentação

Por Raphael Caldas, CEO e Founder da Inteligov, autor de “Regulamentação da Inteligência Artificial no Brasil: a quem deve ser endereçada?”.

Quando falamos sobre Inteligência Artificial (IA) somos, quase sempre, seduzidos pela magnitude que a tecnologia é capaz de alcançar. Com o avanço tecnológico irrefreável, no entanto, o rol de discussões é ampliado e passa do simples fascínio com a possibilidade de atribuir à máquina o potencial humano para um debate intricado, embora essencial: a regulamentação.

Desde que ganhou força, a inteligência artificial e a sua utilização têm sido pauta ao redor do mundo. Em 2019, a União Europeia divulgou um guia com recomendações, políticas, investimentos, legalidade, entre outros temas acerca da IA, que serviu de base para a construção de um projeto rigoroso, anunciado em abril de 2020, com regras para o uso, incluindo a proibição de grande parte de mecanismos voltados à vigilância. Organizações que violarem as normas poderão ser multadas em até 6% de seu faturamento global. O projeto abarca uma visão geral sobre a IA e veta o uso de instrumentos considerados de alto risco, como o reconhecimento facial em espaços públicos, com possíveis isenções apenas para casos que impactem a segurança nacional.

Líder na implementação desse tipo de tecnologia, a China também já avançou no processo de regulamentar a utilização de IA. O país publicou um documento, desenvolvido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, com princípios de governança para a geração de inteligência artificial. Ainda em 2019, a Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE) lançou um guideline com diretrizes que devem ser seguidas para explorar essa modalidade da tecnologia. As big techs também têm investido para desenvolver seus próprios centros de pesquisa sobre o tema. O Google, inclusive, por meio do CEO da companhia, Sundar Pichai, se posicionou a favor da regulamentação em 2020, alegando que a legislação deve acompanhar o avanço tecnológico e as empresas precisam se comprometer com a questão.

O que esses posicionamentos revelam é que, independentemente do progresso quanto à instituição de uma regulamentação, o mundo parece trilhar o mesmo caminho quando se trata de debater as implicações que os recursos de inteligência artificial podem trazer para toda a sociedade. O que nos leva a questionar a posição do Brasil frente ao que parece ser um esforço global.

Por aqui, é importante salientar que os primeiros passos já foram dados – o que nos coloca em uma perspectiva semelhante ao que vem sendo realizado em escala mundial. Instituída neste ano pela Portaria MCTI nº 4.617, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a Estratégia Brasileira de inteligência artificial surge para nortear as ações do governo federal quanto ao estímulo à pesquisa, inovação e soluções em IA. O documento traz eixos transversais (legislação, regulação, uso ético, governança e aspectos internacionais) e verticais (educação, força de trabalho e capacitação, empreendedorismo, aplicação no Poder Público e segurança pública).

Mas, para além da iniciativa do MCTI, o Poder Legislativo, nos âmbitos federal e estadual, também tem se movimentado pela regulamentação da IA. O Projeto de Lei (PL) 5051/2019, do senador Styvenson Valentim (PODE/RN), estabelece os princípios para o uso da inteligência artificial no Brasil. Do mesmo autor, o PL 5691/2019 institui a Política Nacional de Inteligência Artificial. As duas matérias estão na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado Federal, aguardando parecer do senador Rogério Carvalho (PT/SE). No mesmo sentido, ainda no Senado, em março deste ano, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB/PB), apresentou o PL 872/2021, que dispõe sobre os marcos éticos e as diretrizes que fundamentam o desenvolvimento e o uso da inteligência artificial no país. A proposta, contudo, ainda está sem andamento.

Já na Câmara dos Deputados, duas matérias foram apresentadas no último ano. Os PLs 21/2020 e 240/2020, dos deputados Eduardo Bismarck (PDT/CE) e Léo Moraes (PODE/RO), abordam os princípios da inteligência artificial e a regulação do uso da tecnologia no país, respectivamente. As duas proposições tramitam, atualmente, em conjunto e estão aguardando parecer da relatora, deputada Luísa Canziani (PTB/PR), na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI).

De acordo com a Inteligov, plataforma de inteligência de dados governamentais, na esfera estadual, dois estados saíram na frente. Em Minas Gerais, foi identificado o PL 1524/2020, de autoria do deputado Alencar Da Silveira Jr. (PDT), que dispõe sobre os princípios para a aplicação da inteligência artificial no Estado. Na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, está em tramitação o PL 3409/2020, da deputada Enfermeira Rejane (PCdoB/RJ), que se refere à regulamentação de softwares de IA na administração pública.

Há trabalho sendo feito em relação à regulamentação no Brasil e estamos acompanhando o ritmo mundial. Contudo, ainda que o debate seja absolutamente necessário, é preciso, antes de adotar um posicionamento inescrutável, voltarmos a atenção para o que, no fim, está no centro de toda a questão: a sociedade. Se por um lado a regulamentação traz benefícios óbvios e se consagra como uma questão legítima e relevante, por outro, a condução desse processo é o que será determinante para garantirmos que a aplicação de IA não represente a perpetuação de violações na vida do cidadão comum.

Fazendo uso de instrumentos como o tão aguardado 5G – que carrega a expectativa de ser utilizado nas mais diversas aplicações de Internet das Coisas, com a promessa do aumento de velocidade da internet e maior coleta de dados – a IA tem potencial para atingir patamares inimagináveis. Diante disso, é imprescindível que o Brasil esteja atento também ao arcabouço legal para o uso de informações que dão vida e fortalecem a inteligência artificial, sobretudo ao levar em consideração aspectos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

É importante atuar com análises acuradas para que a regulamentação coexista com as legislações existentes que possam ter impactos no desenvolvimento de IA no país, sem perder de vista o cidadão. À sociedade cabe o monitoramento constante das ações governamentais para que possam se assegurar de que não exista qualquer tipo de prejuízo nas evoluções tecnológicas capazes de infringir seus direitos fundamentais.

A IA já faz parte da rotina em certo nível, mas à medida que as tecnologias vão ganhando mais força e notoriedade é fundamental se apropriar, e se sentir pertencente a esse processo revolucionário, para que a participação ativa possa acontecer de maneira eficaz. A inteligência artificial estará cada vez mais presente no cotidiano. Novas soluções serão apresentadas. Mas o debate, o acompanhamento, a manifestação social e a atenção a todas as movimentações que permeiam ações capazes de impactar a vida do cidadão devem se sobrepor a qualquer processo, porque é na atuação em conjunto com a sociedade que reside o verdadeiro progresso.

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Inteligência Artificial no Brasil e sua regulamentação
Inteligência Artificial no Brasil e sua regulamentação. Foto: Divulgação

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Valid participará de live sobre LGPD

No próximo dia 9 de abril, às 10h, a Valid, multinacional brasileira, participará da Série de Entrevistas, ao vivo, dos portais Cliente SA e Callcenter.inf.br, live para falar sobre LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

Com o tema central “LGPD: Como fica a experiência do cliente?” a live, intermediada por Vilnor Grube, CEO da ClienteSA e VP da Aloic, terá como convidados Luis Eduardo dos Santos Pinto, gerente de TI e DPO da Valid, Anahi Llop, head do time jurídico da OLX e Roberto Felix de Souza, diretor de riscos do Tribanco. 

Neste bate-papo, os executivos falarão sobre os maiores desafios para atender a LGPD, os seus impactos na área de gestão de clientes, além de passarem uma visão de futuro destacando quais as expectativas com relação à aplicação da LGPD.

Ainda durante a entrevista, Luis Eduardo explanará sobre as ações que a Valid, especializada em identificação, tem desenvolvido com relação à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

Serviço:
Data: 09 de abril de 2021
Horário: das 10h às 11h
Assista: https://youtu.be/HVHP7mWMXyM

Sobre a Valid 
Vivemos na economia da confiança. Nessa economia, a moeda é a identidade, e identificação é o que dá valor a ela. Para a Valid (B³: VLID3 – ON), identificação é reconhecer algo ou alguém como verdadeiro. Estamos no seu RG, nos seus cartões de banco, nas transações que faz pelo celular e em todos esses lugares, usamos tecnologia de ponta.

Somos 6,000 colaboradores em 16 países levando em consideração as particularidades culturais e regionais, para entregar soluções personalizadas e integradas. No Brasil somos a maior empresa em emissão de documentos de identificação, no mundo ocupamos a 5ª posição na produção de SIM Cards e estamos entre os 10 maiores fabricantes de cartão do planeta. Identificação é nossa razão de ser. Para saber mais, acesse www.valid.com

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Valid participará de live sobre LGPD
Luis Eduardo dos Santos Pinto, gerente de TI e DPO da Valid. Foto: Divulgação

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Por que algumas empresas ainda não se adequaram à LGPD?

O texto “Por que algumas empresas ainda não se adequaram à LGPD?” é de autoria de Luis Eduardo dos Santos Pinto

Desde que entrou em vigor, a Lei de Proteção de Dados - LGDP (Lei 13.709/2018) tem sido amplamente debatida e as empresas têm corrido contra o tempo para estarem em conformidade com a nova legislação o mais rápido possível.

É visível o movimento das empresas nos ajustes de seus processos, na implementação de soluções tecnológicas e na capacitação de seus times para atender as exigências da LGPD. Após concluírem toda essa adequação, as empresas precisarão manter seus Sistemas de Gestão de Proteção de Dados (SGPD) para garantir a continuidade do nível de conformidade para os processos existentes, bem como para o desenvolvimento de novos produtos.

Porém, é fato que para as empresas estarem em conformidade com a nova lei precisam investir em revisão de processos, pessoas, tecnologia e, especialmente, na mudança de cultura em todos os níveis da companhia.

Entendo que algumas empresas ainda não se adequaram à LGPD porque existem desafios diferentes para grupos distintos de empresas. As companhias que possuem processos regulados por exigência do negócio, por exemplo, bancos, indústrias etc, certamente saem na frente, pois, na maioria dos casos, estas empresas têm processos de negócios submetidos a controles e auditorias recorrentes, logo, é razoável pensar que teoricamente terão menos dificuldade em adequar seus processos às exigências da LGPD.

Já as empresas que não possuem exigências regulatórias, poderão ter maior dificuldade e necessitar de mais tempo para se adequar, considerando que sairão do zero, tendo que mapear processos, atender requisitos básicos de segurança da informação. Além disso, a necessidade de manter o nível de conformidade (antes não exigido) pode trazer impactos financeiros nos resultados daquelas companhias que não tinham tal exigência.

Um fator importante a destacar é a necessidade das companhias contarem com um novo membro na equipe, o encarregado de dados (DPO). O mercado está aquecido em função da escassez desses profissionais e ainda há um grande gap entre a demanda das empresas e a disponibilidade de DPOs qualificados.  

Vale ressaltar que o DPO é o interlocutor entre a empresa e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), com o titular de dados, clientes e fornecedores, mas é importante saber que o trabalho é sempre colaborativo entre todas as áreas, em especial jurídico e TI, já que estas duas áreas precisam operar de forma consultiva para as demais áreas da companhia entrem em conformidade com a LGPD.  

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados é importante porque teremos um órgão regulador que dará as diretrizes a serem seguidas. Não podemos olhar para a autoridade apenas como um instrumento fiscalizador punitivo, mas sim como um órgão consultivo, onde as empresas poderão buscar orientações. E vou além, é necessário, até mesmo como estrutura fundamental para fiscalizar as empresas e garantir que os direitos dos titulares de dados estão sendo respeitados por aqueles que os coletam, processam e armazenam.

A independência da ANPD como órgão regulador, contribui também com a estratégia do Governo Brasileiro junto à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que eleva seu nível de confiança na transformação digital em nosso país.

Luis Eduardo dos Santos Pinto, gerente do TI e DPO da multinacional brasileira Valid

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Vazamento de dados gera lucro aos infratores

LGPD é aliada no combate a crimes de dados; confira sobre o vazamento de dados e como gera lucro para criminosos.

Não é raro acessar sites que exijam o cadastro de dados pessoais e deparar-se com a seguinte mensagem “Mude sua senha. Seus dados foram acessados por terceiros”, ou algo parecido. Quem já encontrou um comunicado assim é porque está entre os 220 milhões de dados pessoais de brasileiros vazados em janeiro deste ano, segundo o dfndr lab, laboratório de cibersegurança da Psafe.

No mês em que é celebrado o Dia da Internet Segura, que conta com 140 países com a finalidade de fomentar as boas práticas na internet, empresas e usuários precisam estar atentos aos seus papeis. “Com a Lei Geral de Proteção de Dados em vigor desde agosto de 2020, a decisão de compartilhar ou não as informações, é do portador dos dados. Dessa forma, ele pode solicitar desde a portabilidade para outras empresas ou serviços, e até mesmo consentir ou revogar o uso das informações, entre outros dos 10 princípios da LGPD”, diz Daniele Reis, Coordenadora do curso de Direito da Faculdade Anhanguera de Santo André (SP).

O número divulgado pela Psafe, maior que a população brasileira, não assusta. Isso porque dados de pessoas que já vieram a óbito e CPFs desativados também fazem parte da conta. Outro fator determinante para o alto índice de vazamento é que 84% da população brasileira afirma nunca ter entrado em contato com empresas para verificar como seus dados são usados, segundo estudo feito pela OpenText. A média brasileira é maior que em outros 11 países participantes da pesquisa, cujo índice tem média de 78%.

O custo de um dado é tanto que há quem diga que é mais valioso que o petróleo. Após o vazamento dos dados de brasileiros, a Folha de S. Paulo estimou que o hacker responsável pela ação, caso venda as informações obtidas, pode lucrar US$ 15 milhões, ou R$ 80,8 milhões.

Vazamento de dados gera lucro aos infratores

“A dificuldade de rastrear as invasões de hackers e vazamentos faz com que a fiscalização seja muito difícil. Mas a LGDP propõe punições a quem pratica o ato. As multas podem chegar a R$ 50 milhões por infração. Entretanto, cabe ressaltar que o artigo que prevê as sanções entra em vigor apenas em agosto deste ano”, completa Reis.

Uma das possibilidades para evitar o problema é a descentralização da base de dados e o maior acesso à informação por parte da população para que a Lei Geral de Proteção de Dados seja de conhecimento amplo. “A LGPD ainda é relativamente nova, mas é um grande passo pra o Brasil avançar contra crimes de dados”, finaliza a Coordenadora.

Sobre a Anhanguera 

Fundada em 1994, a Anhanguera já transformou a vida de mais de um milhão de alunos, oferecendo educação de qualidade e conteúdo compatível com o mercado de trabalho em seus cursos de graduação, pós-graduação e extensão, presenciais ou a distância. Presente em todos os estados brasileiros, a Anhanguera presta inúmeros serviços gratuitos à população por meio das Clínicas-Escola na área de Saúde e Núcleos de Práticas Jurídicas, locais em que os acadêmicos desenvolvem os estudos práticos. Focada na excelência da integração entre ensino, pesquisa e extensão, a Anhanguera oferece formação de qualidade e tem em seu DNA a preocupação em compartilhar o conhecimento com a sociedade também por meio de projetos e ações sociais. Em 2014, a instituição passou a integrar a Kroton. Para mais informações, acesse: anhanguera.com e blog.anhanguera.com.

Sobre a Kroton

A Kroton, que faz parte da holding Cogna Educação, uma companhia brasileira e uma das principais organizações educacionais do mundo, atende ao mercado B2C do Ensino Superior, levando educação de qualidade em larga escala. Presente em 1.221 municípios em todo Brasil, a companhia conta com 176 unidades próprias, 1.673 polos de ensino a distância e mais de 817 mil estudantes, sob as marcas Anhanguera, Fama, Pitágoras, Unic, Uniderp, Unime e Unopar. Transformar a vida das pessoas por meio da educação, formando cidadãos e preparando profissionais para o mercado, é a missão da instituição, que trabalha para continuar concretizando sonhos em todos os cantos do país. Para mais informações acesse: www.kroton.com.br.  

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Pequenas empresas tem acesso online gratuito a curso sobre LGPD

O curso tem duração de 2 horas e ensina como funciona a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, quais são as diretrizes e os impactos na implementação da nova legislação nas empresas

Com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), todas as empresas instaladas no país, independentemente do porte, terão que se submeter à nova legislação. As novas regras dizem respeito ao regulamento da coleta, tratamento, armazenamento e o compartilhamento de dados pessoais gerenciados por empresas.

Com o objetivo de orientar os donos de pequenos negócios, até mesmo os microempreendedores individuais (MEI), nesse propósito, o Sebrae passou a oferecer um curso online e gratuito, denominado “LGPD: a sua empresa está preparada?”. Para se inscrever, os interessados devem acessar o Portal do Sebrae.

O gerente da Unidade de Soluções do Sebrae, Diego Demétrio, afirma que o curso foi desenvolvido com a ideia de apresentar uma visão geral e simplificada da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. Com isso, o objetivo é atender as principais dúvidas dos donos de pequenos empreendimentos.  

O curso tem duração de 2 horas e ensina como funciona a LGPD, quais são as diretrizes e os impactos na implementação da nova legislação nas empresas. Além disso, o conteúdo aborda boas práticas no uso de dados pessoais de clientes e fornecedores.

Fonte: Brasil 61

Jornal Grande ABC

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