Como o esporte ajudou ex-presidiário a virar um empresário de sucesso

O empresário Marcelo Bianchini começou a se exercitar aos 18 anos, ao entrar na prisão. De lá para cá não apenas incluiu o esporte em sua vida e o ajudou, como também adotou um estilo de vida novo que permitiu se reconstruir fora das grades

Aos 18 anos foi condenado a 10 anos de prisão e ingressou no sistema penal. O jovem magro e franzino não gostava de futebol, nem de jogar cartas, bem como não era usuário de drogas. Assim, viu na musculação e nos demais exercícios físicos uma forma de passar o tempo durante os banhos de sol, quando os detentos podem sair das celas. Foi quando começou a rotina de treinos de Marcelo Bianchini, até então mais um jovem ingresso na estrutura penitenciária de São Paulo. “Entrei lá sozinho, não conhecia ninguém, então comecei a treinar e vi que isso me fazia bem. Eu levantava garrafas pet cheias de água amarradas em cabos de vassoura e pulava corda”, lembra o hoje, com 36 anos, o diretor-fundador do Instituto Bianchini, especializado em treinamento comportamental, cursos online e mentoria.

Associadas à rotina de atividades físicas vinham as leituras, que ajudavam a fortalecer a mente. “Eu liberava a minha ansiedade com os exercícios, hoje sei dos benefícios do esporte em relação à produção de endorfina e demais substâncias, mas na época não sabia, apenas via que me sentia bem. Por isso intercalava os exercícios com as leituras, assim equilibrava corpo e mente”. A prática de esportes continuou após ganhar liberdade. Hoje ele continua com a musculação e ainda luta Jiu Jitsu. A modalidade tem a ver com sua filosofia de vida e um dos treinamentos que promove: Atitude de Tigre. “O Tigre vive na selva, no deserto, na neve, ele se adapta a qualquer ambiente, é um animal forte e resiliente. Afirmo que todos nós devemos nos espelhar nele”, afirma Bianchini. Ele afirma que o Jiu Jitsu ajuda a torná-lo mais forte, pois os treinos pesados ensinam a manter-se firme diante das adversidades da vida. “Isso significa sair da zona de conforto, ao sair dela você vê sua força, por isso o Jiu Jitsu faz parte da minha vida, pois ele me ajuda a lidar com as dificuldades, a enfrentar o adversário e saber resistir”.

Marcelo pratica o esporte há quatro anos e treina três vezes por semana. A pandemia precisou adiar o sonho de participar de campeonatos oficiais. Ele estava se preparando para este novo desafio, mas o calendário de competições foi suspenso. O atleta é graduado na segunda faixa, a azul, em 3° grau. Após vencer na vida, ao sair da prisão e nunca mais cometer qualquer delito  — além de construir uma carreira de sucesso e uma família — ele espera iniciar uma trajetória nos tatames. “Assim que a vida voltar ao normal quero competir e incluir este desafio na minha vida”, afirma. A recomendação dele é que todos pratiquem alguma modalidade esportiva. “Esse hábito impacta diretamente na vida pessoal e profissional, pois ajuda a ter clareza, controle emocional e mental, a desenvolver  autocontrole, disciplina, e a lidar com as adversidades do dia a dia”, aconselha Bianchini.

Quem é Marcelo Bianchini

Marcelo Bianchini é empresário e treinador comportamental, com formações na área de  desenvolvimento humano, como hipnoterapia, coaching, programação neurolinguística, análise comportamental e treinamento de inteligência emocional. Já escreveu livros, é palestrante, mentor e diretor-fundador do Instituto Bianchini. Ele desenvolve o treinamento “Atitude de Tigre”, no qual busca desenvolver a resiliência dos participantes. Bianchini usa sua história pessoal para inspirar o público e ajudar as pessoas a vencerem diversas adversidades.

Intagram: @marcelobianchinioficial

YouTube: Marcelo Bianchini

Site: marcelobianchini.com.br

O esporte ajudou ex-presidiário a virar um empresário de sucesso
Como o esporte ajudou ex-presidiário a virar um empresário de sucesso. Marcelo Bianchini, empresário e treinador comportamental. Foto: Divulgação

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“Adaptar-se é Preciso… ” 12 mulheres relatam suas histórias

No dia 13 de março foi lançado na Livraria Blooks do Reserva Cultural, em Niterói, o livro “Adaptar-se é Preciso – histórias de mulheres que conquistaram o protagonismo em seus negócios”. No projeto, 12 mulheres relatam histórias de superação e resiliência no mundo do empreendedorismo, por meio de suas próprias histórias reais e surpreendentes. Foi realizada também uma roda de conversa com Jordana Luchetti, CEO e fundadora da JLC Relações Públicas e Marketing.

O livro foi idealizado pelas gestoras do grupo Somos Empreendedoras – Helga Vianna, Letícia Torzecki, Queila Moraes e Thaís Garcia – e editado pela Texto & Café Comunicação e Editora. A escolha do tema adaptação não poderia ser mais atual, com as mudanças enfrentadas pelo mundo em meio à pandemia. E o livro veio a reboque de todo esse processo de transformação que exige cada vez mais criatividade na solução dos problemas.

Ao longo das 128 páginas será possível conhecer um pouco sobre o Somos Empreendedoras e sua trajetória muito voltada para o fomento de parcerias e o estímulo ao apoio mútuo, reproduzindo o verdadeiro sentimento de sororidade. Até mesmo o livro cumpre o papel de conceder o tão reflexivo “lugar de fala” a mulheres que não desistiram dos seus sonhos em troca de qualquer relação de trabalho desigual. Ao contarem suas histórias de vida, muitas relataram o quanto se sentiram ressignificando a sua existência.

“Mais do que um livro para inspirar, ele cumpre o papel de destacar o importante papel das mulheres no mundo dos negócios, com dicas valiosas sobre como prosperar em seu voo solo”, conta Queila Moraes, uma das gestoras do grupo Somos Empreendedoras.

Forte, mas sem perder a ternura

Todas as histórias foram contadas, partindo do passado para o presente, ressaltando características pessoais. Todas guiadas pelo mesmo enredo: mostrar a evolução dessas mulheres, a partir da sua resiliência e força para modificar o curso da vida. Como resultado desse texto cadenciado por um certo lirismo, mas sem perder a objetividade, é passível ver a poesia concernente a essas mulheres nas suas “falas” e nos seus olhares captados pelas lentes da fotógrafa Adriana Oliveira.

Além da curadoria das gestoras, o livro foi todo produzido por mulheres ligadas ao Somos Empreendedoras, seja no papel de agência colaboradora ou como participante. A começar pela jornalista e escritora Verônica Oliveira, da Texto & Café; a fotografia de Adriana Oliveira; maquiagem de Marcella Quintino; distribuição do Clube Girafa, de Fernanda Figueiredo, e toda a divulgação nas redes sociais, orquestrada pelas sócias Raquel Bianchi e Carol Azevedo, da Bloom Comunicação e Branding.

O próprio livro é o exemplo vivo de onde é possível chegar, quando um grupo de mulheres unem seus talentos e expertises em prol de algo maior: gerar uma obra que marca o valor do voo compartilhado e do ideário de que “juntas somos mais fortes”. A própria capa, idealizada pelo ilustrador Cícero Lopes, já demonstra a força feminina refletida no revoar dos pássaros, muito imbuídos de buscar o voo solitário, mas que sempre percorrem o céu em bandos, como forma de vencer a resistência do ar.

Enfim, uma obra que tem tudo para marcar uma geração importante de empreendedoras que fazem a diferença na sociedade, refletindo dignidade, gerando empregos e alimentando seus filhos com a dedicação ao seu trabalho. Uma vida que se transforma em muitas vidas e que tem contribuído para um mundo melhor, mais igualitário e justo, com a leveza e sensibilidade de mulheres arrojadas, mas sem perder a ternura.  

Interessados podem adquirir a obra na loja virtual do Clube Girafa (www.loja.clubegirafa.com.br).

Ficha técnica:

“Adaptar-se é Preciso... " 12 mulheres relatam suas histórias
Adaptar-se é Preciso – histórias de mulheres que conquistaram o protagonismo em seus negócios

Título: “Adaptar-se é Preciso – Histórias de mulheres que conquistaram o protagonismo em seus negócios”
Autora: Verônica Oliveira
Capa: Cícero Lopes
Organização: Helga Vianna, Letícia Torzecki, Queila Moraes e Thaís Garcia
Curadoria: Queila Moraes e Thaís Garcia
Assunto: empreendedorismo feminino/histórias/negócios
Editora: Texto & Café Comunicação e Editora
ISBN: 978-65-992028-1-0
Páginas: 128
Formato: brochura
Venda: (www.loja.clubegirafa.com.br )
Fotos: Adriana Oliveira
Maquiagem: Marcela Quintino

Sobre o grupo Somos Empreendedoras

Criado na cidade de Niterói, o grupo de empreendedoras formado pela sócia diretora na C.Chaves Comunicação e Marketing – Helga Vianna; por Letícia Torzecki – proprietária da Ri Happy Icaraí e Itaboraí e Loja Valisere Niterói – Icaraí; por Thais Garcia- proprietária da Gráfica Printmill e por Queila Moraes – Gerenciamento de Projetos, tem como papel fundamental promover um ambiente sinérgico de valorização do empreendedorismo feminino. Sob o lema de que “juntas somos mais fortes”, as gestoras do grupo incentivam a troca de experiências e vivências, estimulando o crescimento e desenvolvimento do grupo.

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Mulheres Revolucionárias: Bertha Von Suttner

Bertha Felicie Sophie Von Suttner, uma mulher austro-húngara que influenciou a criação do Nobel da Paz.

Uma mulher que rompeu padrões dentro de uma sociedade onde a mulher não era ouvida, apenas belas, recatadas e do lar.

Durante boa parte de sua vida, ela publicou novelas e livros como Inventário de uma Alma, onde compartilha de ideias evolucionistas como de Darwin. Já quando tinha seus 46 anos, Bertha publicou o romance Abaixo as Armas, que foi um sucesso mundial, onde fala sobre as tragédias de uma guerra pela perspectiva feminina, defende o pacifismo e a ideia de que podemos resolver qualquer coisa apenas conversando, ou seja, sem armas.

Seu pai sendo marechal de campo do Império e conselheiro militar, essa oposição era vista como um ato de rebeldia naquela época.

Pouco tempo depois, organizou o primeiro Congresso Internacional da Paz, em Viena, além de ser eleita vice-presidente do Gabinete Internacional da Paz, também ajudou e fundou grupos e sociedades que ajudavam a promover a paz.

Um de seus trabalhos mais conhecidos foi com Alfred Nobel, onde o influenciou a colocar a categoria Paz na premiação. Enquanto mantinha Alfred informado de tudo o que acontecia no mundo dentro deste assunto, Von Sutter recebe o primeiro Nobel da Paz em 1905, se tornando a primeira mulher a receber tal prêmio.

Em 1914 ajudou na organização do 23º Congresso Mundial da Paz, mas alguns meses depois, em junho, morreu vítima de câncer, apenas dois meses antes do início da Primeira Guerra Mundial.

Mulheres Revolucionárias: Rosa Parks

Em 1955, nos Estados Unidos, depois de um dia cansativo de trabalho, uma mulher negra se recusava a dar seu lugar no ônibus para um homem branco, causando grande impacto no país e no mundo.

Essa mulher foi Rosa Parks.

Naquela época, a lei dos Direitos Civis americana dizia que apenas pessoas brancas poderiam votar, entrar em igrejas, lojas e tinham preferência em transporte público. Pois caso algum branco ficasse sem conseguir se sentar, o negro deveria se levantar e dar seu assento ou até descer do ônibus.

Cansada dessas regras, Rosa se recusou a levantar. O motorista parou o ônibus e chamou a polícia para prendê-la.

Com tamanha repercussão, a mulher foi visitada na prisão por Matin Luther King Jr. e membros da NAACP (Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor) fazendo com que o caso de Rosa se tornasse o estopim contra a desigualdade.

Tudo isso a tornou alvo de ameaças de morte e dificuldade em conseguir emprego. Mas tudo valeu a pena, uma vez que até hoje ela é conhecida como mãe do movimento dos direitos civis.

Todo esses acontecimentos, levaram a protestos e boicotes, pois os simpatizantes da causa decidiram parar de usar o transporte público e caminhar para seus destinos, dando grande prejuízo para a empresa.

O movimento só terminou quando, em 1956, a Suprema Corte dos Estados Unidos declarou inconstitucionais as leis de segregação.

Para conhecer melhor a sua trajetória, é possível assistir ao filme A História de Rosa Parks.