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Quais empresas estão cuidando da saúde mental dos colaboradores

Pandemia intensificou insônias, bruxismo, pânico e burnout e executivos contam estratégias e preocupações com saúde mental dos colaboradores para evitar esses problemas

A adesão ao home office desde o início da pandemia, trouxe diversos benefícios para as empresas, como redução de gastos dentro do escritório e mais tempo para a família, casa e hobbies, há muitos inclusive que afirmam que seus rendimentos e criatividade melhoraram com o trabalho remoto. No entanto, muitas pessoas moram sozinhas e sentem falta de um contato interpessoal, ou então, acabam trabalhando mais do que deveriam, por não ter compromisso de bater ponto ou chegar ao transporte público a tempo, e o motivo principal e que afeta a todos: quando isso tudo vai passar?

São inúmeros os motivos que têm elevado crises de ansiedade, problemas com sono, depressão, entre outros. Preocupados com a situação e buscando evitar esses transtornos, algumas empresas contam o que estão fazendo para melhorar a qualidade de vida de seus colaboradores durante esse período de afastamento social. Segundo com Ingrid Cancela, psicóloga na TopMed, para quem atua em cargos de gestão, ser emocionalmente saudável e exercer inteligência emocional pode facilitar o desempenho do papel de liderança, estimular a proatividade, a percepção e a confiança para tomar as decisões necessárias.

De acordo com levantamento realizado pelo Zenklub, maior plataforma de saúde emocional e desenvolvimento pessoal do País, o número de companhias que contrataram os serviços da healthtech aos seus funcionários aumentou 183% nos primeiros dois meses de 2021 ante o mesmo período do ano passado. Nas sessões em 2020, as menções aos temas carreira, procrastinação e produtividade aumentaram, respectivamente, 6349%, 347% e 75%.”Nosso papel é mostrar que o cuidado com o profissional não deve ser só de maneira reativa mas, sobretudo, preventiva”, destaca o CEO do Zenklub, Rui Brandão. 

Confira o que 10 empresas estão fazendo em relação à saúde mental dos colaboradores, além de dicas de CEOs:

Tembici

Para Maurício Villar, COO e co-fundador da Tembici, líder em micromobilidade na América Latina, a administração do tempo é fundamental para a qualidade de vida, especialmente durante a pandemia: “Meus horários estão muito mais rígidos que antes da pandemia. Reservei na agenda 1 hora por dia para leitura de livros variados, não apenas de negócios e 2 horas por dia para ficar com a família, tenho uma filha de 1 ano e é primordial o tempo que passo com ela. Vejo como muito importante a separação clara dos momentos para as frentes profissional e pessoal. Como a divisão de espaço foi quebrada, por conta da pandemia, é importante reforçar a administração do tempo. Outro conselho que dou é para, se possível, buscar ajuda profissional. Faço terapia há mais de 4 anos e esse acompanhamento tem sido fundamental nesse momento tão desafiador”, conta o executivo. A Tembici também disponibiliza aos colaboradores o “Tem Apoio”, um auxílio psicológico, financeiro, jurídico e assistência social.

EmCasa

Gustavo Vaz, CEO da EmCasa, startup de compra e venda de imóveis, revela que durante a pandemia começou a treinar para o Ironman 70.3, que é uma prova de triathlon com 1,9km de natação, 90km de bicicleta e 21km de corrida. A alta rotina de treinos, que demanda de 15 a 20 horas por semana, ajuda o executivo a manter a mente saudável, principalmente, nesse cenário e com tantas coisas que geram estresse ao longo do dia.  A alimentação vegetariana e a disciplina de dormir 8 horas por dia também colaboram bastante para manter a mente e o corpo em equilíbrio.

LemoneyWay 

Sérgio Ferrari, CEO da LemoneyWay, holding especializada em gerar soluções em cashback para empresas, aposta em meditação pela manhã, de 30 minutos, diariamente. Além disso, exercícios físicos em casa como spinning, por exemplo, cinco vezes por semana, completam a rotina aeróbica do faixa preta de jiu-jitsu, que está afastado do tatame durante a pandemia. “Ter um tempo para minha família também é uma forma de manter minha saúde mental. Então, todos os dias, separo uma hora para brincar e curtir eles”, conta. O especialista em cashback aposta em ferramentas online para se organizar. Para ele, esta é a melhor maneira de identificar suas prioridades e, assim, concluir suas tarefas.  

Pravaler

Carlos Furlan, CEO do Pravaler, maior plataforma de soluções financeiras para educação do país, combina a prática de atividade física diária com uma boa noite de sono. Todos os dias, ele dorme 7 horas por noite e antes de iniciar o trabalho, faz 45 minutos de exercício. Além disso, entre 12h30 e 14h não marca nenhuma reunião. “Ter um tempo para cuidar da saúde é fundamental para manter o equilíbrio dessa nova rotina de trabalho em casa. Escolhas como almoçar no mesmo horário e ter alguns espaços na agenda, para mim, fazem muita diferença, principalmente nos dias mais agitados”, explica.

mLabs

A maior plataforma de gerenciamento de mídias sociais do Brasil conta com o #juntosnaquarentena, um canal interno para o time conversar sobre a quarentena, trocar experiências e se apoiar. Paralelo a isso, os colaboradores têm uma psicóloga 100% disponível para acolher, ouvir, direcionar e conversar com eles. A mLabs também promove palestra, workshop, bate-papo, live coding e debates sobre diversos assuntos, além de celebrar, via online, datas comemorativas como carnaval(concurso de melhor fantasia), dia das mães, Páscoa(envio de cartão e ovos de chocolate), Festa Junina, Orgulho LGBTQ+, entre outras. E proporcionando cada vez mais equilíbrio entre corpo e mente, a mLabs disponibiliza, semanalmente, aulas online de ginástica laboral, com atividades físicas alinhadas à necessidade do time. 

vhsys

A empresa de tecnologia que desenvolve sistema descomplicado para micro e pequenos negócios tem proporcionado lives com humoristas, psicólogos, festividades online, para minimizar os efeitos do distanciamento social. Além disso, a empresa tem realizado pesquisa periódica para saber como estão os colaboradores e como a empresa pode melhorar para ajudá-los e, ainda, disponibiliza uma escala de humor. Por meio dela, é possível o colaborador, caso queira, dizer se está triste ou feliz no dia. Essas avaliações de humor, que são feitas através de uma ferramenta contratada pela vhsys, são recebidas e acompanhadas online pelos gestores diretos e também pelo RH, para que possam entrar em ação quando preciso. A vhsys também disponibiliza como benefício um serviço de terapias online gratuitas através da plataforma Zenklub, onde além de contar com terapeutas via online, há uma série de conteúdos sobre bem estar. E unindo saúde física e mental aos colaboradores, a startup proporciona ainda benefício por meio da Gympass, em que é possível fazer aulas de atividades físicas online e também fazer modalidades de academias com descontos quando esse tipo de atividade está liberada presencialmente.

Intuit QuickBooks

Desde o começo da pandemia, o bem estar dos funcionários segue sendo a maior preocupação da Intuit QuickBooks. A fintech, que desenvolve sistemas de gestão para contadores e pequenas empresas, foi uma das primeiras a estabelecer o home office no Brasil. A Intuit também liberou recursos para os funcionários comprarem móveis e equipamentos para montar estações de trabalho funcionais e confortáveis. A lista de preocupações incluiu, ainda, licença remunerada para cuidar de filhos e parentes próximos e incentivo para deixar, ao menos, um dia da semana livre de reuniões para focar no desenvolvimento de projetos e na execução de tarefas diárias. Já faz alguns meses que a Intuit estabeleceu que o trabalho presencial não seria retomado antes de agosto e seria feito gradativamente na medida em que os colaboradores se sentissem seguros e confortáveis para isso. A empresa levou em conta uma pesquisa global com os funcionários para optar por uma jornada de trabalho híbrida. 90% deles valorizavam não ter que se deslocar até a empresa e ter mais tempo para trabalhar sem interrupções e 75% reportaram sentir falta das conexões humanas ao longo do dia.

“Vamos abraçar este momento com o objetivo de aprender, entender, receber feedback e mudar a rota, caso seja necessário. Colocando a saúde dos nossos colaboradores em primeiro lugar, avançaremos com o modelo híbrido na medida em que o cenário externo permitir a segurança do nosso time e suas famílias”, destaca a head de Recursos Humanos da Intuit, Flávia Molina. 

EF English Live

EF English Live, maior escola de inglês online do mundo, completou um ano com todo o time trabalhando em home office. Desde o início, a empresa promoveu ações como aulas de dança, culinária, exercícios respiratórios, happy hour online, estreitando dessa forma a integração, visando trazer mais leveza. A empresa também desenvolveu uma cartilha sobre saúde mental para os colaboradores e o programa Mão Amiga, oferecendo atendimento psicológico gratuito para os funcionários. Foram disponibilizados equipamentos como desktop e cadeiras para quem não possuía e a empresa também flexibilizou os benefícios pensando neste novo modelo, conforme a necessidade de cada colaborador. A escola decidiu retornar somente quando a situação da pandemia estiver controlada e segura para todos.

“Aprendemos muito no último ano, descobrimos um novo modelo de trabalho e nossa maior preocupação durante esse período sempre foi trazer mais leveza para a rotina dos nossos colaboradores, promovendo ações em que eles pudessem se desconectar e se sentir acolhidos, destaca Wagner Domingues, gerente de RH Brasil e Latam da EF English Live. “Entendemos que a saúde mental de cada funcionário é essencial para o desenvolvimento pessoal e profissional de cada um”. 

Fashion Masks 

Brenno Faro, CEO da Fashion Masks, startup de moda criada em meio a pandemia, pratica yoga três vezes por semana, medita com aplicativos e utiliza a academia do prédio onde mora com horário marcado. Além disso, para manter a saúde mental em dia, o jovem manteve um hábito antigo: fazer terapia toda semana. “Não abro mão da terapia, nesses tempos de pandemia, faço online”, conta Brenno. O CEO também ressalta a importância de se manter próximo às pessoas que ama. “Ligo muito para os meus amigos e família, converso bastante sobre as preocupações. Acho que isso me mantém tranquilo para tomar boas decisões”. 

OiMenu

Isaac Paes, CEO do OiMenu, startup de autoatendimento para bares e restaurantes, revela que aproveitou a quarentena para colocar os livros em dia, passar mais tempo com a família e brincar com o filho, além de voltar a praticar culinária. Como já foi proprietário de restaurantes, Isaac agora aproveita o tempo para voltar a praticar técnicas gastronômicas dentro de casa – tanto as mais complexas, quanto simplesmente fazer pratos comuns para compartilhar com a família. Para ele, a cozinha é um hobbie que acalma a mente e distrai os pensamentos – tudo com a ajuda dos aromas e sabores que são a sua paixão.  Outro hábito incorporado pelo CEO foi a meditação, que o ajuda a se manter no presente e reduzir a ansiedade diária.

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Quais empresas estão cuidando da saúde mental dos colaboradores
Burnout e saúde mental dos colaboradores. Foto de Nataliya Vaitkevich no Pexels

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maturidade

Maturidade

Maturidade

Capítulo 3 (Maturidade) de O Medo da Humano. Leia desde o Capítulo 1

Voltando ao assunto, temos a continuidade do comportamento medroso, que imagina coisas que, provavelmente, jamais ocorrerão. Imaginar que algo terrível vai acontecer, mesmo sem evidências do mesmo, gera um espírito de pânico que, não gerenciado, cria uma síndrome, ou depressão, ou outra doença da alma. Esse medo, alimentado diariamente, cria prisões desnecessárias, que impedem o aproveitamento da própria vida de modo mais saudável, já que a pessoa não permite a si mesma que saia de casa, ou que frequente um local, ou que divirta-se com coisas simples.

O ser humano, portanto, vive pelo medo ao não ser maduro. Quando inicia o doloroso processo de amadurecimento, precisa quebrar diariamente um pedaço desta estátua de mármore chamada medo, que possui um núcleo muito rígido, terrível de se alcançar. A maturidade vai ocorrer, justamente, ao se aceitar o medo, e após aceitá-lo, começar a controlá-lo aos poucos. Ato por ato, fato por fato, um de cada vez, progressivamente.

O mais conhecido processo de amadurecimento é ter um dependente. Ter um filho, na maioria das vezes. A pessoa passa a considerar aquele ser indefeso como alguém necessitado de cuidados, o que força uma maturidade de se preocupar com o bem-estar de outro, e agir de modo condizente a protegê-lo e alimentá-lo. Isso requer um comportamento mais comedido e controlado, a busca por um trabalho que pague valores maiores sem incorrer em riscos desnecessários (ou, pelo menos, riscos que se possa controlar), de modo que se gere, internamente, um sentimento de confiança em si próprio, para que se viva de modo mais tranquilo, e se aproveite a própria vivência com os dependentes.

É aí que a pessoa pode verificar essa maior diferença: seu dependente padece de medos absurdos, notadamente trabalhados nos sonhos, enquanto que o maduro terá seus medos mais realistas, ou desejos não realizados, também nos sonhos. O sonho acaba como uma ferramenta para trabalhar seus medos, ansiedades e desejos, retratando o que ocorreu no dia, envolto em emoções descontroladas. A maturidade vai tornando a vivência mais saudável, já que, por medir as consequências, as pessoas freiam seus próprios atos, ao se imaginar que os mesmos podem ser encarados como
violação do espaço alheio, o que incorre em quebra de confiança. Essa quebra de confiança gerará prejuízos, já que um quebrador de confianças acabará sozinho. Sendo
um animal político, o ser humano maduro prefere sofrer um pouco, para não quebrar confianças, e não ficar só. O medo de ficar só acaba gerando um comportamento até salutar, mas pelo motivo errado. O motivo do medo.

Pensar e agir de modo salutar, através do raciocínio, torna-se objetivo a ser buscado na maturidade. Antes da maturidade, o medo é que vai gerar atitudes positivas, às vezes, como o medo de ficar sozinho já mencionado. Mas viver pelo medo nunca será bom. Essa noção de bom e mau é construída pela sociedade do entorno da pessoa, mas não impede que a pessoa mude essa mesma sociedade, já que ela faz parte da mesma. Noções sublimes de bondade já foram enunciadas pelos antigos, sobretudo na Bíblia, o
que mudou radicalmente sociedades inteiras. Antes do cristianismo, qualquer pessoa que ouvisse alguém aconselhar a fazer o bem sem esperar nada em troca ganharia risadas. De sarcasmo.

Vivemos de modo a diminuir a sensação de medo, criando confortos psicológicos como dinheiro guardado na conta bancária, bens imóveis alugados, seguros de veículos e outros pormenores. Já em outros momentos, nos comportamos de modo a gerar um sentimento de admiração do outro para nós, para nos sentirmos importantes. É justamente nesse desejo que muitos são manipulados. Se sentir importante é um desejo de praticamente todo ser humano. E na busca desta emoção, as pessoas criam mentiras para si mesmas, e repetem-nas para todos, tentando fazer crer que aquilo corresponde à verdade.

Nesse raciocínio, vemos que os atos humanos acabam, muitas vezes, se dirigindo no mesmo sentido: medo de não se sentir importante; mentir a si mesmo para se sentir importante; parecer importante e continuar ocultando seus medos. Não é à toa que chamam os mais íntimos medos de demônios pessoais. É o mal, encarado sozinho, numa sala escura, no qual a pessoa nada tem, além de si mesma e de suas verdades pessoais, que serão quebradas uma a uma no enfrentamento. O que sai desta sala escura é um ser humano com menos medo, com o couro duro, mas sem perder a gentileza. Um conjunto de 100% corajoso com 100% gentil, no qual cada momento pede uma aplicação de quantitativos de coragem e gentileza no trato humano diário.

A destruição progressiva é palpável no rosto do medroso. Parece que não só transparece no rosto, mas altera seu próprio semblante, criando-se bolsas de pele ao redor dos olhos e decaimento dos lábios, que mal sorriem verdadeiramente. Apenas sorrisos forçados, para tentar viver amigavelmente, e evitar agressões alheias. A sorte de muitos é que a civilização ocidental é pautada no princípio da não-agressão. Os que
vivem contrariamente a este princípio são marcados socialmente pelas famílias do entorno, criando uma aura de desconfiança automática. Essa aura chega a ser ensinada de pai para filho, com relação ao trato da pessoa que vive em desconformidade com o princípio da não-agressão.

CONTINUA …

Por Marcio Pinheiro

maturidade

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vivendo o medo
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Vivendo o medo

Capítulo 2 (Vivendo o medo) de O Medo da Humano. Leia o Capítulo 1

Viver em liberdade significa dominar o próprio medo. O medo de morrer, o medo de ser preso, o medo de não ter o que comer ou beber, o medo de ser humilhado, o medo de não parecer importante, o medo de ser isolado, o medo de não ser aceito.

A luta pela liberdade é uma luta contra o medo. Não que não tenhamos que ter medo. Algum medo é necessário, para que o ser humano não se comporte de modo temerário, arriscando desnecessariamente a própria vida. Mas o medo que ultrapassa o instinto de autopreservação já é, por si só, negativo. Assumir o risco é parte de controlar o medo, e ser, finalmente, adulto.

A maturidade ocorre quando se domina o medo. Cristo dizia para sermos perfeitos como o Pai celeste. Originalmente, no grego, Cristo nos mandou sermos completos em desenvolvimento, ou seja, maduros, adultos, como o Pai celeste é. Esse é o significado do “perfeito” mencionado. Para sermos maduros como Deus, temos que fazer aquilo que Deus faz, ou seja, fazer o que é certo, pensando nas consequências dos atos.

Deus não dá as coisas ao ser humano, mas capacitou-o a fazer o que é correto. Se Deus desse aos seres humanos alimentos diários, vindos do céu, o ser humano jamais seria responsável por si, já que não necessitaria lutar para conseguir suprir suas necessidades a curto prazo, nem de seus dependentes. Assim, o ser humano maduro é consciencioso das consequências de seus atos, agindo corretamente, mas nunca fazendo pelo outro aquilo que o outro pode fazer por si.

Mais uma vez permeia a emoção do medo na relação entre pessoas, já que não se sabe qual será o comportamento alheio. A ausência de confiança gera um novo medo do desconhecido, criando-se barreiras emocionais que impedem um relacionamento de entrega ao outro, para que o outro supra as suas necessidades, e eu, as dele. Aos poucos, o tempo vai provando quem merece um grau maior desta confiança. Mas pelo fato do ser humano ser falho, invariavelmente haverá um novo erro, que quebrará a confiança.

Uma saída adotada por muitos é não esperar nada de bom. Esse “pessimismo” é criado para que a pessoa não sofra por confiar e ter sua confiança quebrada. Se não se deposita a confiança em ninguém, não haverá quebra da mesma. Vivendo num sistema interno de que “todos vão errar, inclusive eu”, não se deposita a confiança em ninguém. Claramente, em algum momento haverá necessidade de confiar, pois mesmo o ser humano mais desconfiado, ao entrar em um supermercado e comprar um quilograma de açúcar, não vai abrir o pacote para provar se é açúcar mesmo. Ele confia que o conteúdo é o que indica na embalagem. Algum grau de confiança haverá sempre.

É nesse momento que o ser humano coloca em Deus a confiança. Por ser Deus (não importa a religião ou filosofia de vida) um ser supremo que não erra, a confiança depositada no mesmo terá a garantia de não ser violada nunca. Se um ser não erra, ele não trai a confiança. Esse é o raciocínio que o ser humano usa para se tranquilizar, já que tem medo disso também.

CONTINUA …

Por Marcio Pinheiro

O MEDO

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vivendo o medo
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O Medo Humano

Entendendo o medo – Capítulo 1

O ser humano é medroso, fraco e implora por controle. Ele busca alguém para controlar a vida dele, para que ele não seja responsável por seus atos, sendo mais cômodo viver assim. O ser humano, nesta escravidão auto imposta, vai em busca de alguém para controlá-lo, de geração em geração. Quando o ser humano atinge o nível de querer, buscar e até lutar pela liberdade, ele cria um novo padrão de comportamento que dura algumas décadas, no sentido de se manter livre. Às vezes, até lutando novamente por isso. No entanto, a vida fácil decorrente desta liberdade cria confortos que acostumam as gerações posteriores com facilidades, mas não mostra para eles a luta necessária para a tal liberdade. Assim, uma nova geração clama por ser controlada, em cada um de seus atos, e acredita que ainda é livre, só porque não está dentro de um presídio. A cada geração, a noção de liberdade diminui, ao ponto de se tolerar, e até pedir, que um governante mande na vida íntima do ser humano.

Para dar uma aparência de liberdade, tolera-se o pior desta. Não só se toleram, mas fomentam-se comportamentos livres que geram prisão, como libertinagem sexual, na qual o ser humano pode tudo. Esse desvario gera um vício comportamental que exige mais do mesmo, de modo que se cria uma prisão em torno de vícios sexuais. Isso cria uma espiral comportamental que suga a essência vital do ser humano de modo que ele busca mais sexo para compensar o excesso de sexo, tal qual um cocainômano consome mais cocaína para compensar a falta de cocaína. Quanto mais o tempo passa, mais difícil é sair deste redemoinho, que gira para dentro e para baixo.

Em tempos de quarentena social, decorrente do vírus chinês, vimos que as pessoas que mais falavam em liberdades ficaram quietas, amando a experiência totalitária de ficar preso em casa, enquanto que os lutadores da vida real, sobretudo os mais pobres, morrem de inanição. Pais de família vendem balas nos semáforos. Quando um homem adulto trabalha como ambulante, o problema é mais grave, pois uma pessoa com mais qualificações profissionais trabalhando no semáforo significa que meninos que faziam isso estão, na melhor das hipóteses, lutando para sobreviver perto de suas próprias casas.

Caiu como uma pedra na cabeça de muitos o comportamento dos “tolerantes”, que agem a favor de quarentenas e bloqueios sociais. Chegou-se ao ponto de pessoas comportarem-se como sovietes, denunciando seus vizinhos por não estarem de máscaras quando saíam às ruas. Acostumados a ter facilidades que não entendem, como ir ao supermercado e encontrar diversas marcas de um único produto, entram em pânico ao não encontrarem o que queriam. Ficam tristes por não terem a marca que gostam. A classe média não está passando fome, mas está em pânico.

De forma alguma penso em termos negativos ou positivos com a classe média. É somente a média da sociedade, que vive em residências próprias ou alugadas, em bairros comuns, com automóveis comuns, empregos comuns, vidas comuns, filhos comuns, religião cristã genérica e sensação de fazer o que é certo por ajudar algumas pessoas de vem em quando. Não há qualquer sarcasmo (ou outro sentimento) nisso, apenas a descrição exata do que eu vejo, com as palavras exatas que me ocorrem.

O tal medo humano fez com que governantes, que normalmente não sabem o que fazer, fizessem errado: criando sistemas de proibição de circulação de pessoas, veículos, atividades econômicas, de modo que a economia rola escada abaixo sem qualquer tipo de freio. E economia não é um número, um índice, um percentual. Economia é um trabalhador colocando um prato de comida na mesa de jantar, com o dinheiro que recebeu por seu trabalho suado. Isso é a economia que é tratada na presente obra. Nada mais, nada menos.

Esses mesmos governantes, atuando com os outros medrosos que têm cargos públicos, usam o seu próprio medo para impor medo aos outros, gerando cenas revoltosas mostradas pela internet: prisões arbitrárias de transeuntes que estavam sozinhos em praias, determinando a retirada de bandeiras do Brasil das janelas dos veículos etc. Este último tem uma razão de ser: por ser um ato de apoio ao atual presidente, governadores estaduais, com raiva, inveja e, por que não, medo, mandavam seus agentes de segurança pública tirar tais bandeiras. Esses agentes deveriam prestar continência à bandeira, mas retiraram-nas. O medo dos governantes e dos agentes públicos em geral criaram comportamentos opostos ao que deveria ser feito.

As pessoas, com medo, foram mandadas para delegacias, nas quais os agentes de segurança autuavam por atos que não são crimes, para gerar mais medo. Como é impossível prender milhões ao mesmo tempo, prende-se apenas os primeiros, gerando um efeito manada, criado pelo medo humano de sofrer, o que por sua vez gera o comportamento de acatar e aceitar as opiniões ditatoriais de certos governantes. Mas para lutar contra isso, é necessário domar o medo, pois até a liberdade assusta.

CONTINUA … Leia o Capítulo 2

Por Marcio Pinheiro

O MEDO

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o que é medo

O medo

O medo pode ter significados diferentes de pessoa para pessoa. Quando vivemos com este sentimento, qualquer atividade pode se tornar muito mais
difícil e desgastante.

Qualquer situação que seja percebida como ameaçadora, gera o medo. Esta ameaça pode ser física, moral ou de qualquer outra ordem.
Sair da zona de conforto, realizar coisas sem a ajuda de outras pessoas ou até, simplesmente, pensar em algo que remeta a uma experiência do passado, pode trazer lembranças negativas e gerar o medo de viver.

Normalmente, para surgir o medo é necessária a presença de um estímulo que provoque ansiedade e insegurança no indivíduo. O aumento do batimento cardíaco, a aceleração da respiração e a contração muscular são algumas das características físicas desencadeadas pelo medo.

Medo é uma característica inata do ser humano. Todo ser humano tem medo, e este faz parte da evolução humana e está relacionado com o nosso instinto de sobrevivência, mas, em alguns casos, o medo pode nos paralisar e impedir de executarmos determinadas atividades, cumprir nossas metas e objetivos.

Existem os medos reais (que sinalizam possibilidades reais de perigo) e os medos irracionais (que são a maioria dos medos que temos). É aquele medo que paralisa e que se torna um grande vilão da prosperidade.

Ele é criado a partir de uma ilusão mental de que algo ruim possa acontecer no futuro.

Quer saber mais sobre os meus trabalhos, entre em contato:

Graça Decaro o que é medo

Coach Metafísica, Terapeuta Holística, Escritora do Ebook Depressão: A solidão da “Alma” e A Arte de Ser Feliz “Parar, Sentir e Perceber”.,
Site: https://gracadecaro.wixsite.com/lifecoach-metafisico
Telefone: 11 98588-3262
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