Observatório do Meio Ambiente realiza primeira reunião do ano

Na primeira reunião do ano do Observatório do Meio Ambiente do Poder Judiciário, os membros se reuniram para discutir as propostas de ações apresentadas pelos integrantes para serem executadas ao longo de 2021.

Criado ano passado pelo Conselho Nacional de Justiça, o foco do colegiado é promover iniciativas que ajudem o Poder Judiciário a atuar para evitar retrocessos em matéria ambiental, com foco na preservação da Amazônia.

O vice-presidente Halmiton Mourão participou da reunião desta terça-feira (2) e apresentou as ações do Conselho Nacional da Amazônia Legal.

O presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministro Luiz Fux, que conduz as reuniões do Observatório,  lembrou que o meio ambiente é um direito garantido na Constituição.

Duas propostas, que estão em construção, serão apresentadas pelos representantes da sociedade civil que integram o grupo. O Observatório é composto por 11 conselheiros do CNJ, seis representantes da sociedade civil com atuação em defesa do meio ambiente e uma organização multilateral.

Com informações de Agência Brasil.

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Observatório do Meio Ambiente
Tomadas aéreas de toda APA

BNDES cria programa para incentivar redução de CO2

A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a criação de um programa que tem como objetivo incentivar e reduzir as emissões de CO2 no setor de combustíveis. Por meio dele, serão concedidos empréstimos a empresas produtoras de biocombustíveis para estimulá-las a melhorar a eficiência energético-ambiental. Confira BNDES cria programa para incentivar reduções nos combustíveis.

Segundo a instituição, o BNDES RenovaBio faz parte da agenda do banco voltada para estimular boas práticas ambientais, sociais e de governança. Além disso, segundo o banco, o programa pretende contribuir para o aumento da produtividade e da difusão de inovações tecnológicas, e, dessa forma, garantir aos consumidores o menor preço e a maior oferta de biocombustíveis ainda mais sustentáveis.

As empresas que poderão pedir os empréstimos são as produtoras de biocombustíveis participantes da Política RenovaBio, e que tenham sede e administração no Brasil. Os empréstimos podem ser requeridos até 31 de dezembro de 2022.

O valor máximo de cada empréstimo será de R$100 milhões por unidade produtora e o prazo total de pagamento será de até 96 meses, incluída uma carência de até 24 meses.

Em parceria com Brasil 61

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BNDES cria programa para incentivar redução de CO2

Programa Águas Brasileiras revitalizará bacias do País

Programa Águas Brasileiras vai revitalizar bacias hidrográficas do País. Para selecionar os interessados em investir na iniciativa, o Ministério do Desenvolvimento Regional publicou o primeiro edital de chamamento público. O objetivo é selecionar projetos que contemplem o uso sustentável dos recursos naturais e a melhoria da disponibilidade de água, em quantidade e qualidade, para usos múltiplos.

Podem participar instituições privadas, com ou sem fins lucrativos. As propostas devem ser voltadas para as bacias hidrográficas São Francisco, Parnaíba, Taquari e Tocantins-Araguaia; e devem contemplar os seguintes eixos temáticos: manejo florestal sustentável; proteção e recuperação de áreas de preservação permanente e de áreas de recarga de aquíferos; implantação de sistemas agroflorestais; contenção de processos erosivos; soluções sustentáveis de saneamento no meio rural e reuso de água no meio urbano; técnicas de engenharia natural para infiltração da água; ações que levem à redução da criticidade hídrica; e economia circular da água.

O Programa Águas Brasileiras do MDR conta com a parceria da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico. O prazo para apresentar as propostas encerra em 11 de fevereiro. 

Em parceria com Brasil 61

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Programa Águas Brasileiras

Orçamento 2021 terá redução na verba para meio ambiente

Verba do governo para o Meio Ambiente na Proposta de Lei Orçamentária Anual de 2021 é a menor dos últimos 21 anos. Orçamento 2021 terá redução superior à 1/4, tendo em vista o previsto em 2020.

Relatório do Observatório do Clima, divulgado pelo G1, mostra que o documento, que ainda será analisado pelo Congresso, destina um bilhão 720 milhões de reais.

Na comparação com 2020, são 27 vírgula quatro por cento a menos do orçamento para a fiscalização ambiental e o combate a incêndios florestais.

Sobre 2019, a queda é ainda maior, de 34 e meio por cento.

O Ministério da Economia criticou a metodologia do Observatório do Clima, mas a entidade manteve a análise.

O corte na previsão de orçamento ocorre após um ano com altas taxas de desmatamento e queimadas no Brasil.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, em 2020 foram desmatados mais de oito mil e 400 quilômetros quadrados na Amazônia Legal.

O instituto informa que foi o segundo pior ano de desmatamento desde 2015.

Com informações de Rádio2.

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Orçamento 2021 terá redução na verba para meio ambiente
Terra Indígena Pirititi, Roraima Ibama combate desmatamento ilegal na Terra Indígena Pirititi, Roraima Foto: Felipe Werneck/Ibama

Ampliada lista de municípios prioritários contra o desmatamento

Em portaria publicada nesta quarta-feira (13), o Ministério do Meio Ambiente atualizou a lista de municípios prioritários para ações de prevenção, monitoramento e controle do desmatamento na Amazônia. Ampliada lista de municípios prioritários contra o desmatamento.

Segundo a norma, os municípios de Feijó e Sena Madureira, no Acre, Humaitá, no Amazonas, Jacareacanga, Medicilândia, Rurópolis e Trairão, no Pará e Rorainópolis, em Roraima, passam a integrar a lista de municípios prioritários. Já a cidade de Peixoto de Azevedo, em Mato Grosso, volta a fazer parte da lista. 

O município paraense de Rondon do Pará,  por sua vez, passa a integrar a lista de municípios com desmatamento monitorado e sob controle no bioma Amazônia. 
 

Com informações de Brasil 61

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Ampliada lista de municípios prioritários contra o desmatamento

Sustentabilidade vista pelos jovens em concurso de desenho

Exposição “Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” está disponível no site do Acervo do Estado. Resultado demonstra como a sustentabilidade vista pelos jovens hoje em dia.

O Governo do Estado divulgou neste sábado os 20 desenhos vencedores do Concurso de Desenho “Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”. A exposição virtual está disponível em www.acervo.sp.gov.br.

Alunos dos anos finais do Ensino Fundamental (6º. ao 9º. anos) e do Ensino Médio da rede pública estadual foram convidados a participar. Dessa forma, mostrar por meio de desenhos realizados com diferentes técnicas, como eles entendem as cinco áreas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Estas, estabelecidas na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) – pessoas, planeta, paz, prosperidade e parcerias.

A iniciativa marca a comemoração dos 75 Anos da ONU. Além disso, é fruto da parceria entre as Secretarias da Casa Civil, da Educação, de Governo e de Relações Internacionais. O Acervo Artístico-Cultural dos Palácios, vinculado à Secretaria de Governo, também participou da organização do concurso e realizou a exposição virtual com os trabalhos vencedores. O projeto teve o apoio da Representação da UNESCO no Brasil – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Concurso mostra sustentabilidade vista pelos jovens

Comissões multidisciplinares formadas nas escolas e nas Diretorias de Ensino avaliaram os trabalhos inscritos e selecionaram 200 desenhos finalistas. Uma comissão julgadora integrada por representantes das Secretarias responsáveis pela organização do concurso. Além disso, de consultoras do setor de Educação da UNESCO no Brasil, definiu os vencedores.

Os critérios de avaliação foram a pertinência em relação ao tema, criatividade e originalidade e qualidade plástica da produção artística, dentre outros. Todos os desenhos apresentados foram acompanhados por um texto explicativo sobre o conceito da criação.

Sustentabilidade vista pelos jovens

Agenda 2030 no Currículo Paulista

A Agenda 2030 dialoga com todas as áreas de conhecimento e componentes curriculares do Currículo Paulista.

“Uma das competências trabalhadas nas escolas é a defesa de ideias que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável. Os 17 ODS e os 5P´s da sustentabilidade tratam desses temas com uma linguagem universal e os alunos souberam traduzir esses conteúdos em seus desenhos”, explica Rossieli Soares da Silva, Secretário da Educação.

Ana Cristina Carvalho, Curadora do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo, destacou a conscientização dos alunos da rede pública sobre os temas da Agenda 2030. Por exemplo, como o enfrentamento da pobreza, da fome e a busca pela equidade. “Em cada desenho há uma descoberta de caminhos e muita esperança”, registrou.

Para a Coordenadora de Educação da UNESCO no Brasil, Rebeca Otero, o concurso contribui para o alcance da meta 4.7 do ODS 4 – Educação de Qualidade, que visa, até 2030, promover a educação para o desenvolvimento sustentável e estilos de vida sustentáveis. Portanto, estabelecendo uma ponte com o conjunto dos ODS. “A UNESCO no Brasil reconhece que esta iniciativa do concurso está alinhada com os princípios da Educação para o Desenvolvimento Sustentável”, afirmou.

Jornal Grande ABC

COMUNICAÇÃO: Existem formas de falar

O Jornal Grande ABC é feito para você, e por vocês. Nossos colaboradores e jornalistas estão todos dias buscando novidades e matérias. Assim, produzindo material especial para nossos leitores. Nosso foco são as cidades de Mauá, Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo e Santo André. Além disso, cobrimos o que acontece no Brasil e no Mundo, incluindo esporte, entretenimento e tecnologias.

Não possuímos nenhuma vinculação política ou partidária. Da mesma forma, sem ligações com outras mídias já existentes na região. Sendo assim, nossa fundação se deu em 07 de Setembro de 2020. Desde então, cada dia estamos crescendo e chegando em mais dispositivos e usuários. Por isso, nossa maior satisfação é entregar material de qualidade para nossos leitores. Portanto, cada nova visita e comentário, nos dão mais fôlego para seguirmos firmes e fortes neste projeto.

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Economia Verde: Agenda iniciada por “Governadores pelo Clima”

No dia em que o Acordo de Paris completa cinco anos, secretários estaduais de meio ambiente se reúnem para definir ações conjuntas para reduzir emissões, rumo a Economia Verde

Resultado do I Encontro Internacional Governadores Pelo Clima, será instituído nesta quinta-feira (10) o Secretariado do Conselho dos Governadores pelo Clima, iniciativa encabeçada pelo Centro Brasil no Clima (CBC), com apoio da União Europeia. Esta  primeira reunião contará com os Secretários de Meio Ambiente dos estados brasileiros que assinaram a carta de compromisso do projeto, lançado em outubro, com a missãode criar um Conselho de Governadores Pelo Clima, que una ideias, conhecimentos e forças, dos mais diversos setores, para criar um inovador modelo de governança climática, subnacional, visando impulsionar eixos verdes da economia e gerar empregos sustentáveis nas diversas regiões do país. O encontro virtual acontece às 14:30h.

A reunião contará com a presença da presidente da ABEMA, Mauren Lazzaretti (secretária de Meio Ambiente do Mato Grosso) e cerca de 20 secretários estaduais de Meio Ambiente e representantes dos governadores. Já estão confirmados: José Sarney Filho (DF), ex-Ministro do Meio Ambiente, Fabricio Machado (ES), José Mauro de Lima O’ de Almeida (PA), José Antônio Bertotti (PE), Sádia Castro (PI), Arthur Lemos Junior (RS), Marcos Penido (SP), Andrea Vulcanis (GO), Eduardo Taveira (AM), Joao Carlos Oliveira (BA), Artur Bruno (CE) e Erico Barboza (AC).

“O Secretariado será o centro de uma rede colaborativa de projetos inovadores, visando apresentar aos governadores ações concretas para desenvolver uma nova economia regenerativa, que, simultaneamente, gere emprego, reduza desigualdades, capture carbono e recupere ecossistemas”, destaca Sérgio Xavier, articulador político do CBC. 

Nesta reunião inicial será apresentada e definida a governança, o suporte colaborativo (que envolverá organizações não governamentais, academia, instituições empresariais, entidades internacionais e fontes de financiamento) e indicados os passos de atração de investimentos para cadeias econômicas de baixo carbono das diversas regiões.

Economia Verde: Primeiros Passos

O Secretariado representaos primeiros passos práticos do projetopara implementar,  de forma inédita no Brasil, uma agenda subnacional de ação que ao mesmo tempo preserve o meio ambiente e leve em consideração uma economia regenerativa que reduza desigualdades através do compromisso com o meio ambiente.

“Os estados estão largando na frente e dando o exemplo de ação em prol da resolução da questão climática e da implementação das metas do Acordo de Paris. E isso pode não só trazer benefícios ao meio ambiente, mas também colocar os governos estaduais em posição privilegiada para aproveitar oportunidades de financiamento internacional”, avalia Guilherme Syrkis, diretor-executivo do CBC.

Economia Verde

O objetivo do encontro é estabelecer o modelo de governança do Conselho, definindo o cronograma de ações para 2021, além de estabelecer os temas prioritários de ação. Entre estes assuntos, estarão questões como a urgente recuperação econômica do país, através de processos integrados, que possam simultaneamente regenerar ecossistemas, fortalecer empresas e gerar milhões de empregos, aproveitando oportunidades de investimento em energias renováveis, reflorestamentos, saneamento, reciclagem, bioeconomia, bem como em inovações tecnológicas e de processos produtivos, com uso mais eficiente dos recursos públicos e privados.

Na ocasião, será feita uma homenagem ao ambientalista Alfredo Sirkis, idealizador e fundador do CBC, falecido em julho de 2020, que completaria nesta semana 70 anos de vida. O “descarbonário” Sirkis foi um dos criadores da iniciativa Governadores pelo Clima e participou do seu pré-lançamento, ainda em 2019.

SERVIÇO:

Aliança “Governadores Pelo Clima” instala secretariado

e inicia agenda para impulsionar economia verde, no Brasil

Economia Circular – faça parte do movimento

Hoje faço um convite para você que está lendo esse artigo (Economia Circular) e consequentemente, como um multiplicador de melhores práticas, para as pessoas de sua convivência:

‘Vamos inventar um mundo sem lixo?’. Eu faço parte desse Movimento, meus alunos e minha escola como um todo. O Movimento Circular é um movimento criado pela Atina Educação, do biólogo Átila Iamarino e parceiros. Tem o slogan acima, promovendo formação, desafios para escolas e para nós, cidadãos, presentando um site com conteúdo atual e extremamente didático sobre Economia Circular. Além disso, da tendência mundial a substituir a Economia Linear, em prol da proteção dos recursos naturais, sustentabilidade dos processos de extração e produção e novas formas de convivência entre os cidadãos e para com os produtos, além de revisão da forma que consumimos desenfreadamente.

A Economia Circular está totalmente alinhada com documentos internacionais, como os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, em que as metas podem ser atingidas, seguindo princípios e diretrizes da mesma.

Nos próximos artigos, estarei falando mais sobre como podemos nos inteirar e ser parte do Movimento Circular!

Por enquanto, segue o site: https://www.movimentocircular.io/, para vocês explorarem e entenderem um pouco mais do assunto.
Carolina Estéfano
Mestra em Ciências – ênfase em Análise Ambiental Integrada
(UNIFESP SP)
Bióloga e Gestora Ambiental

Gestão de Resíduos Sólidos: Consórcio ABC e SIMA definem plano de trabalho 2021

O encontro virtual definiu propostas de ação na Gestão de Resíduos Sólidos para o próximo ano de acordo com as demandas da região

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC e o Comitê de Integração de Resíduos Sólidos (Cirs) da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (Sima) se reuniram nessa segunda- feira (7/12), por meio de videoconferência, para definir o plano de trabalho para 2021 do protocolo celebrado  entre os entes de fomento ao desenvolvimento de cooperação técnica para a gestão de resíduos sólidos.

A reunião contou com a participação do coordenador do CIRS, José Valverde, do assessor estratégico Ivan Mello e dos técnicos Wagner Cabelho e Tana Bassi. Representaram o Consórcio ABC, o secretário-executivo, Edgard Brandão, o diretor de Programas e Projetos, José Carlos Orosco, e a coordenadora Lívia Rosseto.

O plano de ação foi definido de acordo com as demandas da região. A estratégia para o próximo ano deverá focar em três frentes: resíduos da construção civil com o envolvimento das entidades representantes do setor; planejamento regional a partir do plano de resíduos do Alto Tietê de 2021 e da logística reversa de resíduos eletroeletrônicos.

“O objetivo é focarmos em pautas importantes para a região como a questão da reciclagem e rastreamento de resíduos da construção civil, participação dos municípios no processo de planejamento do plano para o Alto Tietê e bem como a  possibilidade de implementarmos projeto piloto para a efetivação da logística reversa, que pode ser ampliado para toda região”, destacou Edgard Brandão.

 José Valverde destacou a importância da parceria e reforçou a necessidade da elaboração do plano de trabalho para o próximo ano para garantir a efetividade das ações. A proposta do Consórcio ABC é apresentar o cronograma de execução do plano aos prefeitos das sete cidades e aos técnicos do Grupo de Trabalho (GT) Resíduos Sólidos no início da gestão de 2021.

Ecologia da Paisagem no planejamento da conservação da biodiversidade – Parte IV

EXEMPLOS DE APLICAÇÕES PRÁTICAS NO PLANEJAMENTO DA CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE Ecologia da Paisagem no planejamento

A conexão entre SEs/SAs e uso da terra urbana e em áreas de proteção ambiental necessitam seguir leis para um planejamento e gestão mais adequados, que permitam a conservação in situ e a manutenção destes serviços para usufruto atual e futuro na promoção do bem-estar e qualidade de vida humanos.

O planejamento da terra deve estar pautado nas métricas de paisagem para verificação do uso da terra, mudança da cobertura do solo para acompanhamento das áreas de proteção e criação de sistemas sociecológicos que deem conta de analisar a expansão urbana e suas demandas de SES/SAs (JÁUREGUI et al., 2019).

Hardt et al. (2014) apontam a criação de cenários futuros junto à elaboração de mapas de expectativas legais como valiosos para mostras os diferentes estados de conservação florestal, no auxílio de tomada de decisão em situações com interesses conflitantes entre usos da terra e agentes sociais.

A implementação de ações

Ecologia da Paisagem no planejamento
Do mirante da Vila de Paranapiacaba, é possível avistar a cidade de Cubatão-SP. Foto: André Benetti, 2014.

A implementação de ações conservacionistas pode ser dificultada quando ocorre suscetibilidade dos fragmentos florestais aos impactos de vias de acesso, campos perturbados e usos urbanos, por exemplo. Fragmentações contínuas diminuem a conectividade estrutural, iniciando processos de extinção de espécies mais sensíveis (HARDT et al., 2019).

A criação de corredores ecológicos e esforços de conservação dentro destes, podem aumentar o potencial de recolonização de espécies e o estabelecimento bem-sucedido de populações viáveis de reprodução, a longo prazo, em um processo de conservação regional (STRICKER et al., 2019).
Dorning et al. (2015) verificaram que estratégias conservacionistas que excluem o desenvolvimento de áreas prioritárias de proteção causam maior fragmentação das florestas; enquanto que as estratégias de preenchimento aumentaram a perda de recursos prioritários nas proximidades das áreas urbanas.

Os cenários de mudança de uso e cobertura da terra não apenas confirmaram que uma falha em agir provavelmente resultaria em perdas para uma rede de conservação, mas também que todos os planos de conservação não têm efeito equivalente, destacando a importância de analisar trocas entre abordagens alternativas de planejamento de conservação (DORNING et al., 2015).

Instrumentos como fomento à criação de cooperativa de beneficiamento de produtos a partir de frutos da terra, incentivo a adoção de Pagamento por
Serviços Ambientais, elaboração material técnico e de divulgação para a cidade (Educação Ambiental), elaboração de zoneamentos e criação de cenários de forma participativa com todos os stakeholders envolvidos, leis específicas, extração sustentável de frutos da terra, implantação de turismo rural e em Unidades de Conservação são alguns exemplos a serem utilizados para tentar sanar em partes, o acoplamento conservação dos SEs/SAs com um uso da terra que favoreça as diretrizes da sustentabilidade.

Referências – Ecologia da Paisagem no planejamento

DORNING, M. A. et al. Simulating urbanization scenarios reveals tradeoffs between conservation planning strategies. In: Landscape and Urban Planning, 2015 pp. 28-39.
HARDT, E. et al. Evaluating the ecological effects of social agent scenarios for a housing development in the Atlantic Forest. In: Ecological Indicators, 2014. pp. 120-130.
JÁUREGUI, C. H. et al. Aligning landscape structure with ecosystem services along an urban-rural gradient. Trade-offs and transitions towards cultural
services. In: Landscape Ecol. 2019, pp. 525–1545.
STRICKER, H. K. et al. Multi-scale habitat selection model assessing potential gray wolf den habitat and dispersal corridors in Michigan, USA. In: Ecological Modelling, 2019. pp. 84-94.

Carolina Estéfano
Mestra em Ciências – ênfase em Análise Ambiental Integrada (UNIFESP SP)
Bióloga e Gestora Ambiental

Diadema e Santo André: Enel reabre ecopontos

Ecopontos em Diadema e Santo André: a Enel Distribuição São Paulo retorna com as atividades, após 7 meses suspensas por causa da pandemia. A maior concessionária de energia elétrica do Brasil, acaba de retomar integralmente o programa Ecoenel. O programa oferece um desconto na conta de luz em troca de materiais recicláveis.

São nove pontos de coleta reabertos na área de concessão da distribuidora, situados na capital paulista e nos municípios de Santo André, Barueri e Diadema.

Um dos ecopontos reabertos em outubro é o situado na universidade Mackenzie, na Rua da Consolação, 968. O ecoponto arrecadou mais de 140 toneladas de resíduos (2019). Como resultado, gerou bônus nas contas de energia dos clientes de mais de R$ 15 mil. Desta forma, o valor é superior ao desconto gerado em 2018, superior a R$ 12 mil.

Ecopontos em Diadema e Santo André
Assaí Diadema é um dos locais de ecoponto. Foto: Divulgação

O ecoponto situado na Sociedade Benfeitora Jaguaré, na Rua Floresto Bandecchi, também foi reaberto em outubro. O local arrecadou 169 toneladas de resíduos em 2019, o que gerou um bônus na conta de luz dos clientes de R$ 39,4 mil. Ao passo que em 2018 o local recebeu 171,5 toneladas de resíduos e gerou um desconto de cerca de R$ 37 mil nas faturas de energia.

Desde o início de 2019 até o fechamento do primeiro semestre deste ano, mais de 1.500 toneladas de resíduos foram transformadas em cerca de R$ 350 mil em bônus na conta de 5.889 clientes da distribuidora.

Confira os endereços e horários de funcionamento dos Ecopontos em Diadema e Santo André:

Assaí Diadema (SP): Av. Piraporinha, 1144
Horário de funcionamento: terça a sábado, das 10h às 13h e das 14h às 17h.

Assaí Santo André (SP): Rua Giovanni Battista Pirelli, nº 1221
Horário de funcionamento: terça a sábado, das 10h às 13h e das 14h às 17h.

Ecologia da Paisagem no planejamento da conservação da biodiversidade – Parte III

Farina (1998) descreve 6 métodos de análise da paisagem, que utilizam dados de geoestatística, geobotânica, análise da população animal e ecologia comportamental, entre outros. A seguir, um resumo:

1 – processamento de dados numéricos e espaciais: atributos de manchas (formato, tamanho e arranjo espacial) e atributos de paisagem (complexidade do mosaico);

2- abordagem da geometria fractal: a irregularidade está presente em todos as escalas; utilizada em complexas hierarquias de paisagem e em padrões e processos de escala que necessitam de poderosas ferramentas de análise;

3 – Sistema de Informação Geográfica (SIG): tecnologia para tratamento de dados espaciais; aplicada para escala local a global; processa dados espaciais, sobrepondo mapas, combinando-os e interpretando-os;

4- Sensoriamento remoto: avaliação de imagens capturadas por satélites ou aeronaves permite ampla variedade de aplicação de técnicas;

5- Sistema de Posicionamento Global (GPS): usado no campo, automóvel e aeronave e helicóptero, coleta pontos, linhas e características da superfície;

6- modelos de populações espacialmente explícitas: usados para investigar respostas de organismos a ampla escala de processos ecológicos; descreve padrões de populações em um espaço (paisagens).

Referência

FARINA, A. Methods in landscape ecology. In: FARINA, A. Principles and Methods in Landscape Ecology. Chapman & Hall. 1998. pp. 153-214.

Carolina Estéfano

Mestra em Ciências – ênfase em Análise Ambiental Integrada
(UNIFESP SP)
Bióloga e Gestora Ambiental

Ecologia da Paisagem no planejamento da conservação da biodiversidade (consensos e divergências) – Parte II

Foto em destaque: ADRIANO GAMBARINI

Metzger (2001) definiu paisagem em um conceito integrador – unindo a abordagem geográfica com a ecológica – e englobando outros autores, como um:

um mosaico heterogêneo formado por unidades interativas, sendo esta heterogeneidade existente para pelo menos um fator, segundo um observador e numa determinada escala de observação.

Para a área e objetivo deste artigo, têm-se:

a) Unidades interativas do mosaico: uso e ocupação do território – uso e cobertura do solo –zoneamento – áreas de proteção e de habitação;

b) Fator de interesse: conservação dos SES/SAs da macrozona de proteção ambiental de Santo André – região de Paranapiacaba e Parque Andreense;

c) Observadores: homem, espécies de fauna/flora e SEs/SAs;

d) Escala de observação: meso a macro.

A Ecologia de Paisagens estuda a junção de padrões espaciais e processos ecológicos para uma análise da estrutura da paisagem visando a resposta aos principais problemas ambientais, tanto relacionado à fragmentação de habitats quanto ao uso inadequado antrópico inadequado da terra e demais elementos. Em resumo, fornece subsídios para compatibilizar uso da terra e sustentabilidade ambiental, econômica e social ao propor o planejamento da conservação da paisagem como um todo (METZGER, 2001).

Turner et al. (2001) cita uma variedade de fatores que contribuem para os padrões observados em paisagens, entre eles: abióticos, interações bióticas (clima, fisiografia e solos), padrões de uso da terra, perturbação/sucessão.

Os fatores abióticos são espacial e temporalmente variáveis; portanto, o padrão espacial na formação do solo e no crescimento da vegetação ocorre naturalmente (TURNER et. a.l, 2001).

Ainda Turner et al. (2001) definem outros processos, incluindo perturbação e recuperação de perturbações, bem como variabilidade no uso da terra, como ampliadores de heterogeneidade em uma ampla gama de escalas temporais.

A perturbação e o subsequente desenvolvimento da vegetação são os principais contribuintes para padronizar a paisagem. Perturbação no ecossistema, na comunidade ou na estrutura da população que muda a disponibilidade de recursos, do substrato ou do ambiente físico, como exemplos: incêndios, erupções vulcânicas, inundações e tempestades. Distúrbios incluem a distribuição espacial, frequência, extensão espacial e magnitude. A disseminação de perturbações e padrões de recuperação têm recebido considerável atenção na ecologia da paisagem (TURNER et al., 2010).

Jáuregui et al. (2019) cita que a expansão urbana está ligada à falta de controles de planejamento e, consequentemente estes processos de êxodo rural, têm importantes desdobramentos ambientais, sociais, econômicos e culturais, sobre as áreas de proteção ambiental.

Ainda, os mesmos autores, relatam que as invasões ocorrem nestas áreas que seriam de conservação ambiental, ocasionando a perda de SE/SAs associados a uma paisagem cultural, como sistema de defesa em paisagens urbanas.

Devido às restrições de uso de serviços de provisão e regulação, que se tornam escassos por conta do uso desordenado, em locais que não poderiam ter residências e este tipo de demanda, pois salvaguardam a manutenção de SEs/SAs para usufruto presente e futuro, além da conservação in situ, levando à escassez de áreas ‘naturalness’ (JÁUREGUI et al., 2019).

Referências

JÁUREGUI, C. H. et al. Aligning landscape structure with ecosystem services along an urban-rural gradient. Trade-offs and transitions towards cultural services. In: Landscape Ecol 2019, pp. 525–1545.

METZGER, J. P. O que é Ecologia de Paisagens? In: Biota Neotropica, vol. 1, nºs 1 e 2, 2001. pp. 1-9.

TURNER, M. G. et al. Causes of landscape pattern. In: TURNER, M. G. et al. Landscape Ecology – in theory and practice (pattern and process). Springer-erlag New York, Inc. 2001, pp. 71-90.

Carolina Estéfano
Mestra em Ciências – ênfase em Análise Ambiental Integrada

 (UNIFESP SP)

85 cidades elegem prefeitos multados por infrações ambientais

Um quarto dos prefeitos e vices com multas que foram eleitos estão na Amazônia Legal

Texto: Bianca Muniz, Bruno Fonseca | Infográficos: Larissa Fernandes
Da Agência Pública

Nestas eleições, 85 municípios brasileiros elegeram prefeitos ou vices multados pelo Ibama por cometerem infrações ambientais na última década. Eles foram autuados por desmatamento, queimadas, exploração de floresta nativa localizada em reservas ou por prestar informações falsas para os órgãos ambientais a fim de acobertar atividades ilegais. 

Segundo levantamento da Agência Pública, a maior parte desses políticos são do MDB, seguidos pelo PP e DEM. 

Cerca de um terço dos candidatos a prefeito e vice com multas que disputaram as eleições saíram vitoriosos nas urnas.  A Pública já havia revelado que 223 candidatos nestas condições concorreram em 2020.

Um quarto dos políticos eleitos com multas ambientais dirigem prefeituras na Amazônia 

Pará e Mato Grosso, ambos com dez políticos eleitos em cada, são os dois estados da Amazônia Legal que mais tiveram prefeitos e vices eleitos com multas ambientais. Juntos, estes dois estados representam cerca de um quarto de todos os 87 prefeitos e vices com multas ambientais que foram eleitos em 2020.

No Pará, é o município de Trairão que encabeça a lista: tanto o prefeito quanto o vice, que foram reeleitos em 2020, têm multas ambientais. Valdinei José Ferreira e seu vice, Maurício de Lima Santos, ambos do Partido Liberal (PL), têm juntos mais de R$ 6,6 milhões em multas. Trairão ficou marcado como um dos municípios onde ocorreu o “Dia do Fogo” em agosto de 2019: uma série de incêndios provocados intencionalmente por fazendeiros, empresários, advogados e pessoas ligadas ao setor agropecuário.

Valdinei, conhecido como Django, é madeireiro e foi condenado em abril deste ano, em primeira instância, por destruir 1,3 mil hectares da floresta amazônica. Segundo o Ibama, o desmatamento ocorreu em 2012 sem autorização, em uma fazenda de Django. Na Justiça Federal, Django negou a autoria, afirmou que o desmatamento era antigo e que comprou a fazenda antes da criação da Unidade de Conservação.

Django também foi condenado pela Justiça Estadual a pagar mais de R$ 43 mil de indenização após autuações do Ibama em 2011 e 2012 por possuir uma serraria clandestina. Ele também foi acusado pelo MPF por extração ilegal de madeira em uma Unidade de Conservação em Itaituba, em dezembro de 2007 — o processo ainda não teve sentença.

Já o vice Maurício foi denunciado pela Procuradoria do Pará por desmatamento em Novo Progresso. Em outra ação do MPF, em 2014, ele foi denunciado por entrar sem autorização na Floresta Nacional do Trairão com máquinas para explorar a floresta. Ele foi condenado em primeira instância, mas recorreu da decisão e aguarda julgamento. Procurados pela reportagem, os políticos não responderam até a publicação.

Além de Trairão, políticos com multas foram eleitos prefeito ou vice nos municípios paraenses de Água Azul Do Norte, Parauapebas, Rurópolis, São Félix Do Xingu, Tomé-Açu, Tucumã, Itaituba (onde o candidato reeleito promoveu aglomeração durante a comemoração  do resultado) e Novo Progresso — as duas últimas também foram palcos do “Dia do Fogo” de 2019.

Já no Mato Grosso, foi reeleito o candidato com maior número absoluto de multas ambientais nestas eleições: Freud Fraga dos Santos, do DEM, que seguirá para o segundo mandato como vice-prefeito de Alto Araguaia. 

Ele foi denunciado em 2014 pelo MPF no Pará na Operação Castanheira. À época, Polícia Federal, Ibama, Receita Federal e Procuradoria da República consideraram a quadrilha como uma das que causaram mais danos à Amazônia — de acordo com as autoridades, o grupo invadia terras públicas, desmatava, incendiava as áreas para formação de pastos e depois vendia as terras como fazendas. 

Marlon Arthur Paniago, advogado do vice-prefeito no processo, diz que ele e seu cliente não reconhecem “envolvimento dele em nada” e que “o processo judicial ainda está em tramitação na Justiça, sendo certo que jamais teve qualquer condenação em processo crime de quaisquer espécie, em qualquer grau ou jurisdição”.

Além de Alto Araguaia, candidatos com multas se elegeram prefeitos ou vices nos municípios matogrossenses de Alto Boa Vista, Colíder, Colniza, Feliz Natal, Marcelândia, Nova Canaã Do Norte, Porto Dos Gaúchos, Querência e Tapurah.

Já o prefeito reeleito de Curitiba, Rafael Greca, do DEM, é o único político a chefiar uma capital de estado que possui multa ambiental nesta década. No entanto, as multas que somam R$ 16.700 foram quitadas com o órgão ambiental. As multas se referem a infrações contra a fauna entre 2015 e 2016 como deixar de apresentar informações ambientais exigidas pela fiscalização e manter em cativeiro uma espécie da fauna silvestre sem autorização. Procurado, Greca não respondeu até a publicação.

Tocantins TO 02 09 2019 No intuito de intensificar as ações do Governo do Tocantins no combate as queimadas, a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) lança mais um meio de comunicação para fazer denúncias de crimes com fogo, o Whatsapp Ambiental. O canal já está disponível por meio do no número 99988-0030 e tem como objetivo dar celeridade nas ações de combate.Para melhor uso do canal, o cidadão deve estar atento a todas as informações prestadas. Para validação da denúncia é necessário enviar fotos ou vídeos, horário em que viu o incêndio ou flagrante, descrição da cena e o local exato. Todas essas informações serão compiladas e enviadas ao Corpo de Bombeiros para atuação imediata. O Whatsapp Ambiental ficará disponível durante todo o período de estiagem. foto Fernando Alves/Governo de Tocantins

Levantamento da Pública mostra que 85 municípios brasileiros elegeram representantes com infrações ambientais nas eleições deste ano
Nordeste é região com mais prefeitos e vices multados que venceram as eleições

Um terço dos políticos e vice eleitos que têm multas ambientais estão em prefeituras do Nordeste. A região encabeça o ranking nacional com 30 políticos eleitos multados. Em seguida, está o Norte, com 27; Centro Oeste, com 16; Sudeste, que tem 10; e o Sul com 5.

O Nordeste também possui duas cidades cujo prefeito e vice eleitos têm multas ambientais: Itarema e Cruz, ambas no Ceará. No município de Itarema, o prefeito reeleito Elizeu de Charles Monteiro (PDT) recebeu duas multas na última década, por exercer pesca sem a licença do Ibama. Já seu vice, Antonio Aristoteles da Silva (ou Toteles, do PTB), foi autuado por transporte de madeira com documento invalidado, sendo multado no valor de 30 mil reais.

Em Cruz, os multados pelo Ibama são os empresários João Muniz Sobrinho (Jonas Muniz) e Glaydston Luiz Farias Muniz (Gleidin), ambos do PSDB. Eles acumulam juntos seis multas ambientais na última década por desmatamento e transporte ilegal de madeira. As multas somam mais de 1,7 milhões de reais.

Gleidin, o vice-prefeito eleito, foi autuado em 2017 por destruir 24,2 hectares de vegetação nativa da Mata Atlântica. A multa, no valor de 175 mil reais, encontra-se em análise. Já as cinco multas de Jonas ocorreram por infrações nos municípios de Cruz e Camocim, no Ceará, e no município de Bom Jardim, no Maranhão, de acordo com levantamento realizado pela Pública com dados exportados no dia 18 de outubro. Após esta data, foi incluída uma nova multa de Jonas no banco de multas do Ibama, de uma infração contra a flora ocorrida em setembro de 2020, no valor de 1,050 milhões de reais. A reportagem procurou os políticos citados e não obteve resposta até a publicação.

Metodologia da análise de dados

1) Foram utilizados os dados levantados no último levantamento de candidatos multados pelo Ibama, realizado pela Agência Pública;

2) Atualizamos as multas com os dados do Ibama exportados no dia 17 de novembro, e as candidaturas aptas e deferidas no dia 14 de novembro, disponíveis no Repositório de Dados Eleitorais do TSE;

3) O levantamento de prefeitos e vice-prefeitos eleitos foi realizado com os dados da API do TSE, a partir dos scripts disponibilizados por Renata Hirota e Marco Faganello.

Abaixo, a lista de prefeitos e vice-prefeitos eleitos no primeiro turno com registros de multas no Ibama na última década:

MunicípioUFCargoCandidatoPartidoQuantidade de multasValor total das multasValor quitado
Medeiros NetoBAPrefeitoAdalberto Alves PintoPROS4133.200,001.000,00
Joaquim GomesALPrefeitoAdriano Ferreira BarrosPTB11.000,001.000,00
AcopiaraCEPrefeitoAntônio Almeida NetoMDB112.000,0012.000,00
ItaremaCEVice-prefeitoAntonio Aristoteles Da SilvaPTB130.000,000,00
AraguatinsTOPrefeitoAquiles Pereira De SousaPP15.000,005.000,00
PinheirosESPrefeitoArnobio Pinheiro SilvaCIDADANIA13.386,800,00
UmburatibaMGPrefeitoBelarmino Teixeira Da CostaAVANTE184.000,000,00
ArezRNPrefeitoBergson Iduino De OliveiraREPUBLICANOS16.000,006.000,00
SapucaiaRJPrefeitoBreno José De Souza JunqueiraPTB121.000,000,00
Pedro CanárioESPrefeitoBruno Teófilo AraújoREPUBLICANOS13.369,600,00
TapurahMTPrefeitoCarlos Alberto CapelettiPSD1185.000,000,00
Tomé-açuPAPrefeitoCarlos Vinicios De Melo VieiraPL1420.000,000,00
TucumãPAPrefeitoCelso Lopes CardosoPSDB1300.000,000,00
MarcelândiaMTPrefeitoCelso Luiz PadovaniDEM31.494.150,000,00
Machadinho D’oesteROVice-prefeitoClaudemir Rodrigues De AraújoDEM1170.000,000,00
SidrolândiaMSPrefeitoDaltro FiuzaMDB14.000,000,00
ParauapebasPAPrefeitoDarci Jose LermenMDB110.000,000,00
Nacip RaydanMGPrefeitoEduardo Antonio De OliveiraPP1270.000,000,00
ItaremaCEPrefeitoElizeu Charles MonteiroPDT223.600,000,00
Alto ParaísoROVice-prefeitoEveraldo GabaldoPSB1572.645,000,00
ApiacáESPrefeitoFabrício Gomes ThebaldiPP27.600,005.000,00
JaborandiSPVice-prefeitoFernando Amauri ChaboliPODE266.000,000,00
CidelândiaMAPrefeitoFernando Augusto Coelho TeixeiraPP2124.654,400,00
QuerênciaMTPrefeitoFernando GorgenDEM31.010.000,000,00
Alagoa NovaPBPrefeitoFrancinildo Pimentel Da SilvaCIDADANIA22.500,00500,00
CasearaTOVice-prefeitoFrancisco Neto Pereira BragaPTB11.300,000,00
São José Do BelmontePEPrefeitoFrancisco Romonilson Mariano De MouraPSB2134.900,00134.900,00
PeixeTOVice-prefeitoFransergio Narciso De MoraisMDB15.000,000,00
Alto AraguaiaMTVice-prefeitoFreud Fraga Dos SantosDEM1312.491.360,000,00
AraguapazGOPrefeitoGabriel Fornieles MoreiraDEM1230.000,000,00
LábreaAMPrefeitoGean Campos De BarrosMDB182.000,000,00
Novo ProgressoPAPrefeitoGelson Luiz DillMDB22.545.000,000,00
IpabaMGPrefeitoGilberto Pereira Soares JuniorPSC11.500,000,00
CruzCEVice-prefeitoGlaydston Luiz Farias MunizPSDB1175.000,000,00
ColíderMTPrefeitoHemerson Lourenço MaximoPATRIOTA1530.000,000,00
Água Azul Do NortePAPrefeitoIsvandires Martins RibeiroPSDB170.000,000,00
Itinga Do MaranhãoMAVice-prefeitoJamel Georges DaherPSD3212.000,000,00
PalmeirópolisTOVice-prefeitoJamilton Guedes MilhomemPSD167.000,000,00
São Sebastião Do UatumãAMPrefeitoJander Paes De AlmeidaREPUBLICANOS110.000,000,00
TartarugalzinhoAPVice-prefeitoJavã CastanhoREPUBLICANOS1270.000,000,00
Santa Rita Do Novo DestinoGOVice-prefeitoJoão Cardoso Dos SantosMDB140.000,000,00
São Félix Do XinguPAPrefeitoJoão Cleber De Souza TorresMDB36.723.574,500,00
MazagãoAPPrefeitoJoao Da Silva CostaPSL110.000,000,00
CruzCEPrefeitoJoão Muniz SobrinhoPSDB72.861.500,000,00
Ponte Alta Do Bom JesusTOVice-prefeitoJoão Rocha PiresSOLIDARIEDADE226.000,000,00
ViçosaALPrefeitoJoão Victor Calheiros Amorim SantosREPUBLICANOS121.000,000,00
Itaguaçu Da BahiaBAVice-prefeitoJoelmir De Souza BarretoPP133.000,000,00
Pão De AçúcarALPrefeitoJorge Silva DantasPSDB359.550,000,00
Feliz NatalMTPrefeitoJose Antonio DubiellaMDB53.113.600,200,00
ItambéBAPrefeitoJosé Candido Rocha AraújoPSD110.000,000,00
VieirópolisPBPrefeitoJose Celio AristotelesCIDADANIA428.000,000,00
CentenárioTOVice-prefeitoJosé Lira Vieira BarbosaPROS136.000,000,00
SilvesAMVice-prefeitoJosé Maria De Almeida FilhoREPUBLICANOS270.000,000,00
São SebastiãoALPrefeitoJose Pacheco FilhoPP150.500,000,00
CubatiPBPrefeitoJosé Ribeiro De OliveiraCIDADANIA15.000,000,00
RurópolisPAPrefeitoJoselino PadilhaMDB2335.000,000,00
Governador Nunes FreireMAPrefeitoJosimar Alves De OliveiraPSB2619.693,200,00
Coronel Domingos SoaresPRVice-prefeitoLiomar Antonio BringhenttiPSB129.150,000,00
Coronel PilarRSPrefeitoLuciano ContiniMDB114.500,000,00
SilvianópolisMGVice-prefeitoLúcio Tadeu Andrade PeixotoREPUBLICANOS111.000,000,00
SuméPBVice-prefeitoManuel Lourenço Queiroz DuarteCIDADANIA4254.000,0041.000,00
ColnizaMTVice-prefeitoMarco Antônio FaitaPSC2300.000,000,00
BritâniaGOPrefeitoMarconni Pimenta Da SilvaDEM118.000,000,00
ApuíAMPrefeitoMarcos Antonio LisePSC151.670,6051.670,60
Brejo SantoCEPrefeitoMaria Gislaine Santana Sampaio LandimPDT126.000,000,00
TrairãoPAVice-prefeitoMaurício De Lima SantosPL1115.000,000,00
FortimCEPrefeitoNaselmo De Sousa FerreiraMDB21.300,001.300,00
AnastácioMSPrefeitoNildo Alves De AlbresPSDB1176.970,000,00
GuanambiBAPrefeitoNilo Augusto Moraes CoelhoDEM21.161.000,000,00
MuriciALPrefeitoOlavo Calheiros Novais NetoMDB12.600,000,00
GoianápolisGOVice-prefeitoPaulo Cezar Rodrigues Dos ReisMDB11.700,001.700,00
CalifórniaPRPrefeitoPaulo Wilson MendesPSL21.840.700,000,00
CuritibaPRPrefeitoRafael Valdomiro Greca De MacedoDEM316.700,0016.700,00
Piquet CarneiroCEVice-prefeitoRaimundo Valyres De SousaPDT181.000,000,00
Campos LindosTOPrefeitoRomil Iakov KaluginSOLIDARIEDADE161.000,000,00
AuroraSCVice-prefeitoRonald GuntherMDB17.959,607.959,60
BuritisROPrefeitoRonaldi Rodrigues De OliveiraPDT1325.000,000,00
Lavras Da MangabeiraCEPrefeitoRonaldo Pedrosa LimaPSD16.000,000,00
Nova Canaã Do NorteMTPrefeitoRubens Roberto RosaPDT1245.000,000,00
UrucuiaMGPrefeitoRutilio Eugenio Cavalcanti FilhoPMN21.194.281,000,00
Bonito De Santa FéPBVice-prefeitoSabino Dias De Almeida JuniorPODE114.000,000,00
BorbaAMPrefeitoSimao Peixoto LimaPP1397.500,000,00
CraíbasALPrefeitoTeofilo Jose Barroso PereiraPP2336.000,000,00
Riacho De SantanaBAPrefeitoTito Eugenio Cardoso De CastroPP138.000,000,00
TrairãoPAPrefeitoValdinei Jose FerreiraPL16.545.000,000,00
ItaitubaPAPrefeitoValmir Climaco De AguiarMDB22.170.000,000,00
Porto Dos GaúchosMTPrefeitoVanderlei Antonio De AbreuMDB185.000,000,00
51.352.614,90285.730,20

Atualização – Após a publicação da reportagem, o prefeito reeleito de Curitiba, Rafael Greca, encaminhou a seguinte nota de esclarecimento: “O prefeito Rafael Greca não tem nenhuma pendência com o Ibama, como pode ser aferido no próprio órgão. A citada multa decorreu de um processo em que Greca procurou regularizar a presença de duas araras em sua propriedade. Ele mesmo deu início a esse processo, do qual resultou uma série de exigências por parte do órgão ambiental. A multa decorreu do entendimento de que havia um criadouro de aves na propriedade – o que não ocorria – e considerou os espaços a ela destinados incompatíveis. Frente a essa situação, Greca optou por pagar a multa e encerrar o caso, a fim de encaminhar prontamente as aves a um local que o Ibama considerasse mais adequado, o que foi feito. Há um certificado de “nada consta” emitido pelo órgão.”

Certificação socioambiental ‘Selo Verde’ da OSCIP Ecolmeia

O que é?

Programa de certificação socioambiental destinado às organizações dos setores da sociedade, que se comprometem com o desenvolvimento de suas atividades, potencializando a valorização humana e a sustentabilidade.

Valor do Selo Verde

Possui metodologia própria da OSCIP Ecolmeia, patenteada no INPI – Proc. nº 829892117/2011. Revalidado mediante auditoria anual das suas atividades, pelo MJ – Ministério da Justiça (Proc. nª 08071.003651/2012-71).

Certificações

São 164 Organizações certificadas pelo Selo Verde Ecolmeia, que integram a Rede de Certificadas, e se tornaram multiplicadoras de boas práticas socioambientais.

Objetivos do Selo Verde

 Formar Rede de Organizações com comprometimento e responsabilidade socioambiental.

 Orientar as Organizações certificadas para o desenvolvimento de boas práticas sustentáveis.

 Tornar pública as boas práticas socioambientais da Organização perante a Sociedade.

Metodologia

Nossos auditores, capacitados, visitam a empresa e aplicam um roteiro composto por 6 temas: Social, Meio Ambiente, Cultura, Ética, Tecnologia e Economia, priorizando a valorização humana, a sustentabilidade e responsabilidade social.

Visite: https://ecolmeia.org.br/  e https://ecolmeia.org.br/selo-verde/#Apresentação
[email protected]
Carolina Estéfano
Educadora e Coordenadora de Projetos Socioambientais e Auditora Selo Verde, na OSCIP Ecolmeia

Ecologia da Paisagem no planejamento da conservação da bio

A conservação dos ambientes terrestres, que incluem os ecossistemas florestais, para suprimento de recursos naturais e equilíbrio ambiental e ecológico são tema de preocupação e cuidados globais.

Em 1988, a Constituição Federal foi elaborada para direcionar leis estaduais e municipais, de forma moderna e ancorar o artigo 225 que ‘Estabelece que todos os brasileiros têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, como um bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida saudável, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações’ (BRASIL, 1988).

Associa saúde ambiental, sustentabilidade e proteção-conservação ambiental de Serviços Ecossistêmicos e Serviços Ambientais, definidos de forma diferenciada, de acordo com o receptor.

            Serviços Ecossistêmicos – SEs, conforme a Agência Nacional de Águas (2012) preconiza, são os benefícios diretos e indiretos que o ser humano obtém a partir das funções dos ecossistemas, ou seja, os processos que produzem esses benefícios e as constantes interações entre os elementos estruturais, como por exemplo, o ciclo da água, a manutenção da diversidade gênica entre as espécies e a composição da paisagem enquanto apreciação da beleza cênica.  

            Já Serviços Ambientais – SAs, têm definição diferenciada, com foco nos benefícios percebidos pelo ser humano e nas atividades realizadas a partir desses recursos naturais e processos, como por exemplo, água para abastecimento e suprimento de necessidades básicas, matéria-prima, alimentos, recursos medicinais e recreação (ANA, 2012).

            As duas definições são consideradas neste artigo de revisão, pois se trata de conservação ambiental in situ, enquanto manutenção dos recursos naturais (Serviços Ecossistêmicos) e relação de provimentos (de recursos e serviços) à população residente na área de estudo e em contexto regional, também beneficiada (Serviços Ambientais).

            Áreas de conservação municipais são um modelo de conservação da biodiversidade e desenvolvimento local. É necessário reconhecer-se o valor dessas áreas em âmbito nacional e internacional, bem como ter-se uma gestão mais efetiva, além de apoio às iniciativas de descentralização (municípios criando e gerindo suas áreas protegidas), desenvolvimento de capacidades para a gestão (tanto do poder público quanto da população local) e fomento à cooperação técnica entre os gestores, com intercâmbio de experiências bem-sucedidas e novas metodologias (GTZ, 2010).

A área de mananciais da região de Paranapiacaba e Parque Andreense, ocupa um total de 52% da área total do território do município de Santo André, em São Paulo e compreende a Macrozona de Proteção Ambiental em relação à Macrozona Urbana.

Não existe vegetação original, exceto remanescentes, que foi modificada devido a extração de lenha para a ferrovia Santos-Jundiaí, madeira para a construção de moradias e para a indústria (olarias e serrarias), além de caça, pesca e extração de palmitos e outras espécies vegetais (PMSA, 2012b).

Há um total de 86,3% de maciços florestais (Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Densa Montana e Floresta Ombrófila Densa Altomontana) e 13,7% ocupados pela represa Billings.

Do total de maciços, 1,6% da vegetação encontra-se em estágio pioneiro de regeneração, 6,9% em estágio secundário inicial de regeneração, 32,6% em estágio secundário médio de regeneração e a maior parte, 45,2% em estágio secundário avançado de regeneração (PMSA, 2012c).

Contíguo à Vila de Paranapiacaba criou-se uma Unidade de Conservação (UC) de Proteção Integral em 2003, o ‘Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba’ – PNMNP, que protege 426 hectares de Mata Atlântica, permitindo pesquisa científica, ecoturismo e turismo pedagógico (PMSA, 2012d).

Forma, com outras duas UCs – Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Itutinga-Pilões e Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba, um continuum ecológico, que funciona como um corredor ecológico e de dispersão da diversidade genética, imprescindível para a sobrevivência das espécies (PMSA, 2012d) como demonstra a Figura 1:

Figura 1: Unidades de Conservação no território andreense – região de Paranapiacaba e Parque Andreense.

 Fonte: PMSA (2012d).

Segundo PMSA (2012a), em contrapartida à área natural preservada, bem como à legislação ambiental de proteção aos mananciais de uso e ocupação do solo ser restritiva e existir desde a década de 1970, não se conseguiu impedir satisfatoriamente o adensamento populacional e usos inadequados na região de Paranapiacaba e Parque Andreense.

Os vinte e três (23) loteamentos existentes apresentam em maior ou menor escala, problemas de regularização fundiária, desmembramentos, implantação e adaptação à legislação de proteção e recuperação dos mananciais. Porém, mantêm-se grandes parcelas de vegetação em estágios de recuperação, como já mencionado (PMSA, 2012a), conforme a Figura 2:

Figura 2: Zoneamento do Plano Diretor 2012 e loteamentos da região Paranapiacaba e Parque Andreense.

Fonte: Plano Diretor (2012)

            Como uma área a ser protegida, para perpetuação dos SEs e SAs e seus benefícios ambientais e de bem-estar/qualidade de vida para o ser humano, a Ecologia de Paisagens, ao propor métodos de análise da estrutura, função e escala da paisagem junto aos processos ecológicos abióticos e bióticos, caracteriza-se como uma ferramenta essencial para o planejamento da conservação da biodiversidade pelo poder público e demais stakeholders envolvidos, por meio da elaboração e aplicação de políticas públicas conservacionistas.

Referências

AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (BRASIL). Pagamento por Serviços Ambientais – Unidade 1: Pagamento Por Serviços Ambientais.  Agência Nacional de Águas. Brasília: ANA, 2012. 56 p.: il.  

BRASIL. Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm>. Acesso em: 3 nov. 2018.

GTZ (cooperación técnica alemana). Áreas de conservación municipal: uma oportunidade para la conservación de la biodiversidade y el desarrollo local. Reflexiones y experiências desde América Latina. Brasília, DF: 2010. p. 12; 88-89.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ-PMSA. Cartilha do gestor ambiental comunitário – Despertando olhares e ações para conservação dos recursos hídricos. Prefeitura do Município de Santo André – São Paulo: 2012a. 152 p.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ-PMSA. Cartilha do professor – Despertando olhares e ações para conservação dos recursos hídricos no ambiente escolar. Prefeitura do Município de Santo André – São Paulo: SGRNPPA/GEEA, 2012b. 160 p.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ-PMSA. Cartilha sobre o reflorestamento na região de Paranapiacaba e Parque Andreense. Prefeitura Municipal de Santo André – São Paulo: 2012c. 52 p.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ-PMSA. Plano de Manejo do Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba. Prefeitura do Município de Santo André e EKOS Brasil. – Santo André-SP, 2012d. 204 p.

Carolina Estéfano
Mestra em Ciências – ênfase em Análise Ambiental Integrada (UNIFESP SP)
Bióloga e Gestora Ambiental

Canais de diálogo e de participação da comunidade

O planejamento e gestão públicos devem ser realizados, para maior efetividade e transparência, por meio de um modelo de governança, em que governo e população discutem e optam por prioridades de forma conjunta. Mas, não necessariamente, o poder público ter alguns canais de diálogo e participação para as comunidades significa participação efetiva em qualidade e quantidade, nem realizações por parte do governo. Medir e avaliar essa participação é fundamental ao longo do processo. Como empoderar a população? Como termos participações qualificadas? O governo deve incorporar, se possível, na gestão, o que a população solicita.

Primeiro, ter os canais de diálogo é fundamental. Nem todas as esferas públicas os têm ou os têm de forma adequada. Aceitar que o senso-comum, ou seja, as comunidades ampliadas de pares atuem também na resolução de problemas e desafios, além dos técnicos e esferas políticas, demonstra transparência no processo decisório e melhor enfrentamento perante questões ambientais, sociais e éticas, segundo Funtowicz e Ravetz (1997). 

Para traçar perspectivas reais de futuro, a participação é imprescindível. List, (2006) enumera 2 razões que justificam esse envolvimento: valor prático e valor moral. Ou seja, as pessoas devem saber quais decisões serão tomadas pelos stakeholders, pois suas vidas estão em jogo e é necessário poderem se readequar em determinadas situações, de acordo com suas questões socioculturais.

Em um primeiro momento, a participação acontece por uma cooptação manipuladora, em que a população participa pensando em atender suas questões pessoais e não coletivas. O ideal é que essa população seja qualificada e atinja a automobilização e o tão esperado empoderamento, em que ser cidadão é entender que se tem direitos e deveres para com a sociedade (LIST, 2006).

Uma grande questão é a construção e a manutenção da confiança entre os envolvidos. Christopher et al. (2008) indicam que reconhecer as estórias pessoais dos membros da comunidade e aceitar as opiniões do senso-comum com suas visões de mundo diferenciadas é fundamental para maiores resultados.

Vácuos administrativos que ocorrem em transições de governo, bem como em mudanças de partidos políticos desconstroem relações estabelecidas entre poder público e comunidade local e retomá-las não é simples, levando muitas vezes, os 4 anos de gestão da equipe. Isso acarreta desânimo da população que percebe descontinuação de programas e projetos. Há descrédito também quando ocorre participação, incentivada pelo governo, que acaba por não colocar em prática os anseios e solicitações da população. Claro, nem tudo é possível, nem todos os procedimentos são rápidos, mas a população relata que há muitos descasos, fazendo com que as pessoas realmente não vejam resultados de seu tempo disponibilizado para tais espaços de diálogo em prol do bem-coletivo.

A pesquisa-ação é uma excelente metodologia, pois é aberta e dinâmica, sendo legítima ao representar os anseios da população e propor ações baseadas em processos educativos para melhorias, de forma colaborativa. Ao permitir o envolvimento dos sujeitos do problema, em um processo de reflexão e aprendizagem coletiva, fortalece a comunidade como um todo (TOLEDO, 2011). Como há efetivação para resolução do problema detectado, a população percebe-se atendida, respeitada e cria um laço afetivo com o lugar e com as demais pessoas, incluindo governo.

Jacobi et al. (2006) apontam outra metodologia que contribui para o processo de construção de tomada de decisões compartilhadas que englobam diversos setores e atores: a Aprendizagem Social. Aprender juntos a decidir e intervir juntos. Como por exemplo, a Agenda 21 Escolar é vista como a construção de propostas e ações socioambientais que problematizam e inserem o sujeito no mundo político de forma responsável, solidária e consciente.

Um desdobramento é a Agenda 21 Local, processo interessante por seu caráter agregador, mais disciplinado de organização popular, que inclui diversas atividades, como visitas de campo, biomapas, encontros para discussão das problemáticas socioambientais, cronograma de intervenções e ações no território, além do comprometimento da comunidade.

A participação é uma via de mão dupla: a população espera transparência, ganhos e incentivos, justiça, abertura de diálogo, poder intervir na realidade e resultados na política e por outro lado, o poder público tem que oferecer meios de comunicação e de negociação de conflitos em que ocorra identificação das pessoas com o objeto em discussão e a percepção da sua relevância seja enfatizada, bem como os instrumentos serem adequados à realidade sociocultural da comunidade, além de ter que qualificar a participação popular, elevando a autoestima dos sujeitos, avaliar e monitorar a participação  e dar feedbacks dos resultados esperados.

Preparar os indivíduos e grupos sociais para uma Educação Política é permitir a autonomia e o exercício da cidadania, que leva à justiça social, em que a reflexão crítica transforma e interfere em melhores condições de vida.

Referências

CHRISTOPHER, S. et al. Building and Maintaining trust in a community-based participatory research partnership. In: American Journal of Public Health 8, v. 98, 2008. 1398-1404.

FUNTOWICZ, S.; RAVETZ, J. Post-normal science and extended peer communities in the face of environmental challenges. In: História, Ciências, Saúde, v. 4, 1997. 219-230.

JACOBI, P. R. et al. Aprendizagem social: práticas educativas e participação da sociedade civil como estratégias de aprimoramento para a gestão compartilhada em bacias hidrográficas. In: São Paulo em perspectiva 2, v. 20, 2006. p. 5-18.

LIST, D. Action research cycles for multiple futures perspectives. In: Elsevier/Futures, 2006. 673-684.  

TOLEDO, R. F. de. Pesquisa-ação: aprendizagem, produção de saberes e de práticas cidadãs. In: JACOBI, P. R. (Org.). Aprendizagem social: diálogos e ferramentas participativas: aprender juntos para cuidar da água. São Paulo: IEE/PROCAM, 2011, 86 p. 

Projeto Água viva construirá Fossa-Bacia por Evapotranspiração

Hoje faço um convite a você que está lendo o Jornal Grande ABC: participe da construção de uma fossa tipo Bacia por Evapotranspiração, para tratar o esgoto doméstico!

É uma tecnologia social para melhorar a qualidade ambiental das margens da represa Billings, além de melhorar a vida de moradores, que ocorre em São Bernardo do Campo, por meio do projeto Água viva, realizado pela OSCIP Ecolmeia e patrocinado pela empresa BASF.  

Será esse sábado, dia 07, às 9:30, na rua Cirilo Pelosini, nº 252, bairro Royal Park, região do Grande Batistini, em SBC. Ficou curioso do que se trata, quer aprender a fazer? Será muito bem-vindo! Pode me procurar no dia, Carolina.

Aproveitando, estão convidados a irem em outras atividades: dia 21, construção de outras fossas e dia 28, plantio de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica (incluindo técnicas de plantio e manutenção, bem como curiosidade gerais sobre as espécies locais e da Mata Atlântica).

Sabesp terá usina de reciclagem para produzir asfalto

Companhia vai reciclar sobras de obras para melhorar a reposição do pavimento asfáltico nos serviços em ruas da capital

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São (Sabesp) firmou contrato para implantação de uma usina de reciclagem para produção de base asfáltica a partir de resíduos de obras de saneamento. A solução sustentável deve melhorar a qualidade da reposição do pavimento nos serviços da Companhia em vias públicas e reduzir o descarte de resíduos sólidos em aterros. 

A iniciativa atende à estratégia da Sabesp de adotar o conceito inovador de economia circular, que foca na otimização e no reaproveitamento de materiais, reduzindo custos e beneficiando o meio ambiente.

A usina de reciclagem foi contratada por meio de licitação, vencida pelo consórcio Reintegrar, formado pelas empresas Fremix e Soebe. Serão investidos no projeto R$ 29,6 milhões em 30 meses.

Com a reciclagem das sobras de obras, a Companhia deixará de descartar ao ano 150 toneladas de material nos aterros sanitários, o que atende às diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
 

Fonte: Brasil 61

Metrô envia para a reciclagem 9 toneladas de baterias alcalinas

Companhia do Metropolitano encaminhou para a reciclagem em 2020 (até setembro) nove toneladas de baterias alcalinas, meia tonelada de pilhas e baterias portáteis e 256 pneus.

Todos esses itens inservíveis são encaminhados para os respectivos fornecedores e destinados para reaproveitamento ou descarte de forma que não prejudiquem a natureza.

As ações de logística reversa são firmadas em contrato e constam do Sistema de Gestão Ambiental do Metrô, que é certificado com a ISO 14001 pela adoção de políticas comprometidas com a preservação do meio-ambiente.

Jornal Grande ABC

COMUNICAÇÃO: Existem formas de falar

O Jornal Grande ABC é feito para você, e por vocês. Nossos colaboradores e jornalistas estão todos dias buscando novidades e matérias. Assim, produzindo material especial para nossos leitores. Nosso foco são as cidades de Mauá, Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo e Santo André. Além disso, cobrimos o que acontece no Brasil e no Mundo, incluindo esporte, entretenimento e tecnologias.

Não possuímos nenhuma vinculação política ou partidária. Da mesma forma, sem ligações com outras mídias já existentes na região. Nossa fundação se deu em 07 de Setembro de 2020. Desde então, cada dia estamos crescendo e chegando em mais dispositivos e usuários. Por isso, nossa maior satisfação é entregar material de qualidade para nossos leitores. Portanto, cada nova visita e comentário, nos dão mais fôlego para seguirmos firmes e fortes neste projeto.

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Parte VI: Dicas para ter uma casa mais sustentável

1. Telhado verde é uma boa opção decorativa, conceitual, para fazer uma horta, para refrescar o ambiente que está abaixo, usar melhor os espaços. Há empresas especializadas para te ajudar.

2. Tijolo ecológico – várias versões estão sendo criadas. Além de lindos, são sustentáveis e fomentam pesquisas para aprimoramento das técnicas e comunidades/pessoas a conseguirem construir suas moradias.

3. Separe seus resíduos que podem ser reciclados para a Coleta seletiva porta-a-porta de sua cidade, leve até um ecoponto ou entregue para catadores autônomos e/ou cooperativas. Desta forma, você contribui para a economia solidária (geração de renda aos catadores), diminui a quantidade de resíduos que iriam para o aterro sanitário, esgotando sua vida útil e favorece a logística reversa, ao retornar para as empresas, que não usarão recursos naturais novos

Amazônia+21: modelos de desenvolvimento regional sustentável

A programação do evento está prevista para os dias 4, 5 e 6 de novembro e ocorrerá de forma virtual

Com o intuito de estimular a identidade cultural e econômica da região amazônica, o Fórum internacional Amazônia+21 tem como propósito ajudar a criar novos modelos de desenvolvimento regional sustentável. A programação do evento está prevista para os dias 4, 5 e 6 de novembro e ocorrerá de forma virtual. O acesso será gratuito e contará com tradução simultânea para o inglês e espanhol.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), Marcelo Thomé, explica que Amazônia+21 é um fórum de diálogos que visa promover a comunicação entre os mais variados agentes que atuam no território amazônico, entre eles o governo, o setor produtivo e a sociedade civil organizada.

“Desde o dia 19 de agosto, quando iniciamos essa jornada, já tivemos dois encontros. Tivemos encontros sobre infraestrutura, regularização fundiária e agricultura na Amazônia. Sobre cidades amazônicas e, ainda, cultura e agricultura, como preparação para o evento principal, em novembro”, destaca o presidente da FIERO.  

O evento deve contar com a participação de cientistas, pesquisadores, especialistas, empresários, empreendedores, investidores, órgãos de fomento, governantes e chefes de Estado. Além da FIERO, o Amazônia+21 é promovido com o apoio da Prefeitura de Porto Velho, através da ADPVH, com correalização da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

Para ter acesso aos debates, os interessados devem se inscrever aqui. O acesso por este canal é importante, principalmente para quem não tem domínio da língua inglesa ou espanhola, já que a tradução simultânea só será disponibilizada por esta plataforma e alguns convidados não falam português.

Eventos anteriores

Antes da realização do Fórum internacional Amazônia+21, outros eventos importantes foram realizados. Em um deles, no último dia 14, foi debatido o assunto vida nas cidades amazônicas e oportunidades de negócios sustentáveis.  Para o aprofundamento do tema, foi necessária a divisão em dois diálogos.

O primeiro apresentou a temática “Cidades e Desenvolvimento Sustentável”, com informações repassadas pelo gerente de Relações Institucionais do Iclei América do Sul, Rodrigo Corradi. A prefeita de Boa Vista, Teresa Surita, chegou a apresentar um projeto de sustentabilidade de energia por meio de investimentos em energia fotovoltaica.

“Nossa capital é a única que não é interligada ao sistema nacional de energia elétrica. E preocupados com poluição, focamos no investimento em placas solares, pois a região nos permite”, afirmou.

O projeto piloto foi desenvolvido na comunidade indígena Darora, que conta com cerca de famílias. Com o sucesso da experiência, outras cinco usinas solares foram construídas e atendem diversos órgãos públicos, como a prefeitura, secretarias municipais, mercado municipal e pontos de ônibus climatizados.

“Até o final do ano entregaremos mais uma usina, que, somada às já concluídas, representará uma economia de R$ 5 milhões/ano, a preservação de 245.629 árvores, abastecimento de mais de 9 mil residências e diminuição de 7,5 milhões em emissão de gás carbono”, salientou Teresa Surita.

Na avaliação do diretor regional da ONU-Habitat para América Latina e Caribe, Elkin Velásquez, atualmente há uma necessidade de progresso na agenda da sustentabilidade. Segundo ele, incluir a região no chamado bloco da panamazônia é um meio de chamar a atenção dos governos para a importância da sustentabilidade e do desenvolvimento.

Fonte: Brasil 61

Parte V: Dicas para ter uma casa mais sustentável

  1. Coletar água de chuva em cisternas e baldes grandes, para aproveitá-la em situações que não exigem água potável, como regar o jardim, lavar carro e quintal ou até mesmo na descarga dos vasos sanitários.

2. Torneiras com aerador (espécie de “chuveirinho) garante uma menor vasão de água, além de torneiras com temporizador, que fecham sozinhas após determinado tempo, são uma boa opção para economizar água.

3. Reaproveitar pallets e madeira de demolição na decoração e confecção de móveis. Mais sustentável, impossível, além de lindo e conceitual!

Estados se unem em prol da solução da crise climática

Gilberto Gil fará a abertura do evento, que contará com a presença dos governadores João Doria (SP), Flávio Dino (MA), Renan Filho (AL), Waldez Góes (AP), Renato Casagrande (ES), Paulo Câmara (PE), entre outros. O evento também reúne Ignacio Ybañez Rubio, embaixador da União Europeia (UE) no Brasil, e Jerry Brown, ex-governador da Califórnia (EUA). 

Proporcionar o intercâmbio de boas práticas entre as experiências dos estados brasileiros e de outros países e convidar os governadores estaduais comprometidos com a solução da crise climática para liderar a construção de uma rede de ações para uma governança climática sustentável. São estes os objetivos principais do I Encontro Internacional Governadores pelo Clima, que acontece nesta quinta-feira (29), às 14h, pelo Centro Brasil no Clima (CBC), instituição dedicada a aumentar a conscientização e promover mobilizações para a ação climática. O evento acontecerá no formato virtual, com transmissão ao vivo em http://bit.ly/GovernadoresPeloClima2020

O cantor e compositor Gilberto Gil fará a abertura do evento, cantando a música Refazenda especialmente para o evento, a fim de sensibilizar os participantes para a importância da tomada de ação para resolver a questão climática. Entre as presenças confirmadas, estão os governadores Renan Filho (Alagoas); Waldez Góes (Amapá); Renato Casagrande (Espírito Santo); Flávio Dino (Maranhão); Helder Barbalho (Pará); Paulo Câmara (Pernambuco); Wellington Dias (Piauí); Cláudio Castro (Rio de Janeiro); Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte); Eduardo Leite (Rio Grande do Sul); João Doria (São Paulo) e ainda os vice-governadores Marcus Vinicius Britto de Albuquerque Dias (DF) e Wanderlei Barbosa Castro (Tocantins). Outros governadores estão em fase de confirmação.Também participam Ignacio Ybañez Rubio, embaixador da União Europeia (UE) no Brasil; Yvon Slingenberg, diretora de Ação Climática da Comissão Europeia, e Jerry Brown, ex-governador da Califórnia (EUA), além de Israel Klabin, associado e membro-fundador do CBC. 

Durante o encontro, que será mediado pela jornalista Andreia Coutinho e terá tradução simultânea, serão apresentadas as experiências exitosas já realizadas por governadores de outros países e regiões, como Estados Unidos, Argentina e União Europeia.

“O objetivo da articulação Governadores Pelo Clima é somar forças dos Estados visando cumprir os compromissos do Brasil no Acordo de Paris; discutir sobre as oportunidades de geração de empregos da economia verde e estruturar canais de intercâmbio internacional entre movimentos similares de outros países”, destaca Sérgio Xavier, articulador político do CBC e coordenador da realização no Brasil de projeto apoiado pelo SPIPA – Strategic Partnerships for the Implementation of the Paris Agreement, iniciativa da União Europeia.

“Durante o encontro, teremos a oportunidade de refletir como a experiência europeia pode nos inspirar sobre a implantação de abordagens transversais para enfrentar as mudanças climáticas, de discutir os  desafios e oportunidades que as iniciativas implantadas em outros países possuem, além de debater como os governadores e a sociedade podem estabelecer um diálogo mutuamente benéfico para a prevenção e adaptação aos impactos climáticos”, declarou Guilherme Syrkis, Diretor Executivo do CBC.

Carta de Compromisso

Na ocasião, será apresentada a carta de compromisso para institucionalizar o Conselho de Governadores pelo Clima e criar sua base executiva, composta por representantes dos governadores. O documento ressalta o papel central dos governos subnacionais (ou seja, os governos estaduais) no esforço global para manter o aquecimento da Terra bem abaixo de 2 °C e para acelerar a transição para uma economia limpa e inclusiva, que beneficiará a segurança, a prosperidade e a saúde de toda a população.

“Considerando tais urgências e oportunidades, os governadores brasileiros signatários da presente carta instituem a aliança Governadores pelo Clima, em sintonia com outras iniciativas similares nos diversos continentes. Seremos uma coalizão suprapartidária, agregando ideias, forças e conhecimentos para enfrentar essa ameaça existencial. Com o compromisso de ação continuada, os governadores signatários indicarão representantes executivos para consolidar a institucionalidade da aliança e construir uma agenda estratégica nacional e internacional”, ressalta um dos trechos do documento.

Sobre o Centro Brasil no Clima

Fundado por Alfredo Sirkis, um dos principais líderes do movimento ambientalista no país, o Centro Brasil no Clima (CBC) é um think tank sediado no Rio de Janeiro que tem como objetivo estimular o debate público para resultar em uma sociedade mais sustentável. Desde 2018, a instituição realiza um projeto no âmbito das Parcerias Estratégicas para a Implementação do Acordo de Paris (SPIPA, em inglês), uma iniciativa da União Europeia, para desenvolver e reforçar a governança subnacional na área de mudança do clima.  

 Programação 

●             Abertura – Gilberto Gil, cantor e compositor; Guilherme Syrkis, diretor executivo do Centro Brasil no Clima (CBC), e Israel Klabin, associado e membro-fundador do CBC.

·       Ignacio Ybañez Rubio, embaixador da União Europeia (UE) no Brasil

●            Ação climática na Europa – A importância de uma abordagem transversal e multinível – Yvon Slingenberg, Diretora de Ação Climática da Comissão Europeia.

●             Mensagem em vídeo de Jerry Brown (ex-governador da Califórnia).

●             Alianças de Governadores dos Estados Unidos: Reed Schuler (conselheiro-sênior de política do governador Jay Inslee, de Washington) e Aimee Barnes (consultora-sênior do ex-governador Jerry Brown, da Califórnia)

●             Alliance for Climate Action – ArgentinaManuel Jaramillo, diretor-geral da Fundación Vida Silvestre.

●             Participação dos governadores brasileiros: Alagoas – Renan Filho; Amapá – Waldez Góes; Espírito Santo – Renato Casagrande; Maranhão – Flávio Dino; Pará – Helder Barbalho; Pernambuco – Paulo Câmara; Piauí – Wellington Dias; Rio de Janeiro – Cláudio CastroRio Grande do Norte – Fátima Bezerra; Rio Grande do Sul – Eduardo Leite; São Paulo – João Doria e os vice-governadores do Distrito Federal  – Marcus Vinicius Britto de Albuquerque Dias e do Tocantins – Wanderlei Barbosa Castro. Outros governadores ainda estão em processo de confirmação de presença.

●             Apresentação da carta de compromisso para institucionalização do Conselho de Governadores pelo Clima.

●             Encerramento, conclusões e próximos passos – Sergio Xavier, Coordenador e Articulador Político do CBC.

·         Apresentação e moderação – Andrea Coutinho, jornalista.

Serviço

  • I Encontro Internacional Governadores pelo Clima
  • Quinta-feira (29), às 14h (Hora de Brasília)
  • Duração aproximada de duas horas e tradução simultânea português-inglês
  • Transmissão em: http://bit.ly/GovernadoresPeloClima2020 

GOVERNADORES SE REÚNEM EM EVENTO EM PROL DA SOLUÇÃO DA CRISE

I Encontro Internacional Governadores pelo Clima é realizado pelo CBC e também traz Waldez Goes (AP), Renato Casagrande (ES), Helder Barbalho (PA), Yvon Slingenberg, diretora de Ação Climática da Comissão Europeia, e Jerry Brown, ex-governador da Califórnia (EUA).

De forma inédita, diversos governadores do Brasil se reúnem nesta quinta-feira (29), para discutir práticas que possam resolver a crise climática que fortemente assola o país. O I Encontro Internacional Governadores pelo Clima, realizado pelo Centro Brasil no Clima – CBC, surge para promover o intercâmbio de boas práticas dos estados brasileiros e de outros países e firmar pactos com os governadores estaduais, comprometidos com a solução da crise ambiental do Brasil. A meta é liderar a construção de uma rede de governanças sustentáveis, dedicada a aumentar a conscientização e promover mobilizações que reduzam os impactos negativos causados pela degradação do meio ambiente. O encontro virtual ocorre a partir das 14h e será transmitido através do: http://bit.ly/GovernadoresPeloClima2020 e Youtube do Centro Brasil no Clima.

Na ocasião, será apresentada a carta de compromisso para institucionalizar o Conselho de Governadores pelo Clima e criar sua base executiva, composta por representantes dos governadores. O documento ressalta o papel central dos governos subnacionais (ou seja, os governos estaduais) no esforço global para manter o aquecimento da Terra bem abaixo de 2 °C e para acelerar a transição para uma economia limpa e inclusiva, que beneficiará a segurança, a prosperidade e a saúde de toda a população.

“O objetivo da articulação Governadores Pelo Clima é somar forças dos Estados visando cumprir os compromissos do Brasil no Acordo de Paris; discutir sobre as oportunidades de geração de empregos da economia verde e estruturar canais de intercâmbio internacional entre movimentos similares de outros países”, destaca Sérgio Xavier, articulador político do CBC e coordenador de projetos do SPIPA – Strategic Partnerships for the Implementation of the Paris Agreement, no Brasil.

O evento acontecerá no formato virtual, com transmissão pela internet e tradução simultânea. Entre as presenças confirmadas, estão os governadores Waldez Goes (Amapá); Renato Casagrande (Espírito Santo); Flávio Dino (Maranhão); Romeu Zema (Minas Gerais); Helder Barbalho (Pará); Paulo Câmara (Pernambuco); e João Doria (São Paulo).Também participam Yvon Slingenberg, diretora de Ação Climática da Comissão Europeia, e Jerry Brown, ex-governador da Califórnia (EUA), além de Israel Klabin, associado e membro-fundador do CBC. Durante o encontro, que será apresentado pela jornalista Andreia Coutinho, serão apresentadas as experiências exitosas já realizadas por governadores de outros países e regiões, como Estados Unidos, Argentina e União Europeia.

“Durante o encontro, teremos a oportunidade de refletir como a experiência europeia pode nos inspirar sobre a implantação de abordagens transversais para enfrentar as mudanças climáticas, de discutir os  desafios e oportunidades que as iniciativas implantadas em outros países possuem, além de debater como os governadores e a sociedade podem estabelecer um diálogo mutuamente benéfico para a prevenção e adaptação aos impactos climáticos”, declarou Guilherme Syrkis, Diretor Executivo do CBC.

Carta de Compromisso

“Considerando tais urgências e oportunidades, os governadores brasileiros signatários da presente carta instituem a aliança Governadores pelo Clima, em sintonia com outras iniciativas similares nos diversos continentes. Seremos uma coalizão suprapartidária, agregando ideias, forças e conhecimentos para enfrentar essa ameaça existencial. Com o compromisso de ação continuada, os governadores signatários indicarão representantes executivos para consolidar a institucionalidade da aliança e construir uma agenda estratégica nacional e internacional”, ressalta um dos trechos do documento que será apresentado aos governadores.

Sobre o Centro Brasil no Clima

Fundado por Alfredo Sirkis, um dos principais líderes do movimento ambientalista no país, o Centro Brasil no Clima (CBC) é um think tank sediado no Rio de Janeiro que tem como objetivo estimular o debate público para resultar em uma sociedade mais sustentável. Desde 2018, a instituição realiza um projeto no âmbito das Parcerias Estratégicas para a Implementação do Acordo de Paris (SPIPA, em inglês), uma iniciativa da União Europeia, para desenvolver e reforçar a governança subnacional na área de mudança do clima.

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Parte IV: Dicas para ter uma casa mais sustentável

  1. Plante árvore na calçada ou no quintal.  Ela absorve gás carbônico; abriga pássaros, insetos e pequenos mamíferos, entre outros animais; é um ser vivo que necessita de cuidados, então é bom para saúde mental; oferta sombra e umidade/gás oxigênio para respirarmos melhor.
  2. Reuse potes de vidros de conservas e demais produtos, para guardar mantimentos, além de fazer artesanatos, como vasos, porta-velas, porta escova de dente, entre tantas opções. A internet traz inúmeras opções simples de fazer.
  3. Instalar toldos, para evitar o superaquecimento da casa especialmente nos dias de calor; desta forma, evita-se o uso de ventiladores ou ar-condicionado, economizando energia e diminuindo a conta.
  4. Os painéis de energia solar estão se tornando cada vez mais acessíveis e já são uma alternativa a ser considerada para reduzir o consumo de energia elétrica.
  5. Responsável por um dos maiores desperdícios de água, a descarga pode se tornar mais econômica se tiver uma caixa acoplada. Se houver o dispositivo para líquido e sólido, então, economizará mais.

Parte III: Dicas para ter uma casa mais sustentável

  1. Prefira consumir produtos locais e da estação. Eles não precisam ser transportados de longa distância e, por isso, a emissão de carbono e de poluição é mínima. É mais saudável e você apoia a economia solidária, pequenos produtores. Esta situação serve para qualquer produto que queira adquirir: artesanato, papelaria, mercado, etc.
  2. Leve uma ecobag ao fazer compras, de preferência de pano resistente ou carrinhos. Use menos sacolas e sacos plásticos.
  3. O óleo da fritura, que você prepara seus alimente deve ser armazenado em garrafas PET para fazer sabão em pedra caseiro ou ser entregue em instituições que fazem este sabão. Nunca jogue ralo abaixo: as baratas adoram, fora que entope o encanamento.
  4. Usar papel sulfite comum e não reciclado. Pois é! Para reciclar o papel na indústria usa-se muitos compostos químicos e água para deixar o mesmo liso e com cor adequada. Mas reciclar em casa é válido, pois não usamos estes produtos! Coloque sementinhas, ervas, fica lindo!
  5. Use a escada em prédios, esqueçam elevador de vez em quando, ou se for em andares próximos. Poupa energia, faz exercício físico e convive mais com as pessoas.

Dicas para ter uma casa mais sustentável (Parte II)

Não use a mangueira de água para ‘varrer’ o quintal e a calçada. Varra com vassoura antes e use menos água: se usar balde, vai consumir uma quantidade menor. Atenção:  lavar se a varrição não ser conta, apenas.

A água de torneira tem qualidade garantida por lei; caso não queira, instale um filtro acoplado, ferva a água ou use filtro de barro (sendo o brasileiro considerado o melhor do mundo!). Água engarrafada só gera mais resíduos e o transporte por caminhões/carros, gasta combustível gerando gases poluentes.

Consuma de forma consciente: produzimos muitos resíduos. Analise friamente se você realmente precisa comprar tal coisa. Consuma menos alimentos industrializados e evite embalagens plásticas e de papel. Alimentos de feira, você pode embalar em sacos de tecido permanentes.

Cultive uma pequena horta em vasos, baldes, canos, caixotes, em garrafas PET, no chão, na parede ou mesmo num cantinho do quintal. É uma distração deliciosa: você colher ervas, condimentos, verduras, legumes e frutas frescas diretamente da terra para sua refeição.

Faça compostagem usando restos de alimentos nas suas plantas e horta: casca de ovo, borra de café, cascas de legumes e frutas, saquinhos de chá, entre outros alimentos não úmidos e cítricos.

Caminhe pelo seu bairro, para ir até o mercado, padaria, feira, farmácia, etc. Economiza combustível e você não vai precisar procurar por vaga para o carro, além de encontrar conhecidos pelo caminho e bater um papo.

Dicas para ter uma casa mais sustentável

Não deixe os aparelhos eletrônicos ligados dia e noite em modo stand by, pois consomem energia sem necessidade, além de pagar mais em sua conta por algo que não usou!

Compre eletrodomésticos mais eficientes, atestados pelo selo

Procel de Economia de Energia (consulte http://www.procelinfo.com.br/main.asp?TeamID=%7B88A19AD9-04C6-43FC-BA2E-99B27EF54632%7D).

Deixe a luz natural entrar em sua casa!Abra janelas, portas, cortinas, para o Sol entrar. Assim, você economiza no gasto e na conta de energia, além de ser fonte de bem-estar físico e mental, agindo sobre a umidade da casa. 

Consuma alimentos frescos, de preferência. Desta forma, você não precisa de freezer.

Use lâmpadas fluorescentes que duram até 10 vezes mais que as incandescentes e, assim, economizam no gasto de energia elétrica e na conta.

Pendure as roupas no varal em vez de usar secadora. Secar atrás da geladeira, só consome energia extra.

Projeto para áreas de mananciais é habilitado no Comitê do Alto Tietê

Plano foi elaborado pela entidade regional por meio do GT Meio Ambiente

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC teve seu projeto para sinalização e identificação das áreas de mananciais habilitado na quarta-feira (14/10) pelo colegiado do Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê (CBH-AT).

O Plano Regional de Sinalização e Identificação Visual das Áreas de Mananciais dos Municípios do Grande ABC foi elaborado pela entidade regional por meio do Grupo de Trabalho (GT) Meio Ambiente. Como inovação, a iniciativa propõe que sejam consideradas novas formas de comunicar e indicar as áreas de mananciais para além das instalações de placas.

O presidente do Consórcio ABC e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão, ressaltou a importância da iniciativa para as sete cidades
e para a Região Metropolitana de São Paulo.

“Mais da metade do Grande ABC é área de manancial. Por isso, nosso objetivo é que a população residente e quem transita por locais próximos aos mananciais reconheçam esse território e importância da sua preservação”, afirmou Maranhão.

Entre os critérios para habilitação e hierarquização estão a abrangência regional, o atendimento ao programa e a população beneficiada. A proposta apresentada pelo Consórcio ABC atendeu de forma integral às exigências de conteúdo técnico colocadas pelo colegiado do CBH-AT, recebendo maior pontuação entre os projetos habilitados.

“O resultado mostra a capacidade técnica e de planejamento dos consórcios públicos e comprova o fortalecimento das ações consorciadas. Além disso, o fato de nosso projeto ter recebido a maior pontuação é motivo de orgulho e de incentivo para continuidade do trabalho para desenvolver políticas públicas conjuntas”, disse Maranhão.

A próxima etapa de avaliação do projeto deverá ser feita pelo agente técnico que será eleito pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro). A iniciativa, se aprovada, será viabilizada com recurso proveniente do Fehidro, sem contrapartida por parte do Consórcio ABC e das prefeituras
da região.

Foto: Divulgação/Consórcio ABC

SP amplia parceria pelo fortalecimento da energia solar

Nova fase de colaboração focará no crescimento da fonte na matriz elétrica paulista, estimulando o uso em vários setores

O secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA), Marcos Penido, o presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absloar), Ronaldo Koloszuk Rodrigues, e o presidente-executivo da associação, Rodrigo Sauaia, assinaram nesta segunda-feira (5) um protocolo de intenções para o desenvolvimento da energia solar fotovoltaica no estado.

A parceria formaliza e amplia a positiva cooperação entre o Governo de São Paulo e a Absolar, em andamento desde 2013. Agora, as entidades irão somar forças em prol do avanço da energia solar nos prédios públicos do estado e pela estruturação de um programa de desenvolvimento do setor no território paulista, que aproxime a fonte sustentável da população e dos setores produtivo e rural.

“O estado de São Paulo possui um imenso potencial para gerar eletricidade a partir do sol com energia solar fotovoltaica, seja em grandes usinas ou sistemas de pequeno e médio portes, em telhados, fachadas ou áreas livres. A fonte solar será estratégica para acelerar a atração de investimentos, geração de empregos e renda e revigorar a economia paulista”, diz Penido.

Autonomia

A fonte solar fotovoltaica contribui, ainda, para o fortalecimento da segurança e autonomia elétrica de São Paulo, reduzindo a necessidade de importação de eletricidade de outros estados brasileiros. Promove, também, a postergação de investimentos em novas usinas de geração e linhas de transmissão, alívio da operação do sistema em horários diurnos de demanda elevada, redução de perdas pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), entre inúmeros outros benefícios.

“Desde 2012, o setor solar fotovoltaico já trouxe a São Paulo 816,2 MW de capacidade instalada nesta fonte renovável, agregando mais de R$ 3,5 bilhões em novos investimentos e mais de 24 mil empregos. Queremos multiplicar estes números e fazer do setor uma alavanca da retomada econômica sustentável do estado”, comenta Koloszuk.

Para democratizar o acesso à energia solar fotovoltaica, as entidades trabalharão pela redução dos custos da geração solar, contribuindo com a gestão pública, com a população e com o crescimento desta fonte renovável, sustentável e cada vez mais competitiva.

“Em anos anteriores, Governo de São Paulo e Absolar construíram diversas ações de grande impacto positivo à sociedade paulista, como aprimoramentos tributários, novas linhas de financiamento ao mercado, melhorias ao licenciamento ambiental de empreendimentos solares e implantação da tecnologia fotovoltaica em projetos habitacionais da CDHU, entre outras. Esse protocolo é mais um passo adiante, formalizando um trabalho conjunto de longa data em busca de novos resultados positivos ao setor e aos paulistas”, destaca Sauaia.

Colaboração

O termo prevê a colaboração das duas instituições em prol da implementação de programas e projetos voltados ao uso de energia solar fotovoltaica em prédios públicos, desenvolvimento de ações conjuntas de comunicação e educação sobre os benefícios da energia solar, além da realização de encontros técnicos, cursos, seminários, palestras, estudos, diagnósticos, programas de capacitação e workshops.

A parceria tem prazo inicial de 24 meses e não envolve a transferência de recursos financeiros entre as partes.

Sustentabilidade pessoal e cidadania

O final do ano está chegando e com ele o desejo de uma nova vida em 2021 ou ainda no restante do atual (sempre é tempo de mudar e faltam 3 meses!). Essa nova vida depende única e exclusivamente de você! Repensar e fomentar sua sustentabilidade interna, ou seja, sua resiliência e perseverança diante dos obstáculos e aquisição de novos pensamentos e atitudes – mais sustentáveis – farão toda a diferença em sua vida pessoal e no exercer de sua cidadania em prol de um mundo melhor, mais colaborativo, altruísta, respeitoso e de ajuda mútua. 

Você pode começar analisando seus sonhos, desejos e objetivos pessoais e, após, relacioná-los com as metas socioambientais que os países têm elaborado e pretendem alcançá-las, como a Agenda 21 e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (já citados em dois textos anteriores) – que serão os próximos assuntos de nossa coluna Sustentabilidade. A princípio você encontra esses documentos em uma pesquisa rápida na internet. Leia-os e pense como você, enquanto indivíduo, pode colaborar no cumprimento de pequenas ações cotidianas que abrangem essas metas maiores estipuladas em conjunto e que contribuem para melhorias dos problemas da humanidade nas mais diferentes áreas.

Sim, você faz parte de uma rede mundial de pessoas e ações conectadas e é parte importante para benfeitorias socioambientais e uma cidadania ativa, participativa e decisória. Comece em sua vida pessoal, sua casa, sua rua, seu bairro, seu local de trabalho e estudos e dessa forma, expandiremos boas vibrações, reflexões importantes e comportamentos mais sustentáveis, utilizando de suas competências e habilidades particulares que junto à outras, irão compor uma comunidade/sociedade mais justa e humana.

Para lhe ajudar nesse repensar e imergir em novas atitudes, apresento os 5 Cs da Sustentabilidade e Cidadania:

  1. Conhecer e compreender a dinâmica e os problemas: conhecendo os ciclos, o todo e suas partes, podemos entender o funcionamento, o equilíbrio e como se dá o desequilíbrio, para assim, agirmos de forma sustentável e cidadã;
  2. Conectar-se com a natureza e o ambiente: imergir, vivenciar, experienciar e coexistir com a natureza, para conservação/preservação ambiental, mudança de percepção individual e relação de respeito, além de nossa sobrevivência;
  3. Colaborar com o outro e com os ciclos naturais: trabalhar a compreensão, o altruísmo, o apoio mútuo, o respeito ao próximo e colaborar de diversas formas, bem como com a natureza, respeitando seus ciclos e permitindo sua existência plena; 
  4. Cuidar de nós, dos outros e do ambiente natural: o ato de cuidar é expressar amor, respeito e atitudes éticas nas relações que vivenciamos com os outros seres vivos;
  5. Compartilhar resultados, avanços e felicidade: não devemos manter conosco informações, conhecimento, resultados importantes para todos e muito menos sermos alegres e felizes de forma solitária – devemos expandir boas energias e boas ações, para formarmos uma rede do bem, que alcance cada vez mais adeptos de novas formas de encarar as relações entre todos os seres vivos.

Aproveite os meses finais para refletir e praticar os 5Cs!

Seja sustentável em casa!

Pequenos gestos adotados em sua casa podem fazer a diferença para um mundo melhor em qualidade ambiental e valorização dos recursos naturais, indispensáveis à nossa vida moderna, pois tudo que temos é feito a partir desses recursos e temos que poupá-los para não os esgotarmos, já que são em sua maior parte, não renováveis.

Nossas ações devem se basear na prática dos 5 Rs, seguindo a seguinte ordem de importância: repensar, recusar, reduzir, reaproveitar (reusar) e reciclar. O ideal é assumirmos os três primeiros Rs; não sendo possível, após reflexão e consumo consciente incessantes, os dois últimos Rs entram em ação. 

Mudar nossos hábitos pessoais reverberará em uma consciência coletiva, a partir do exemplo da ação, que pode se conectar a outras ações, em uma rede em prol do meio ambiente mais sadio e na consequente qualidade de vida e bem-estar a todos os seres vivos.

A seguir vou apresentar dicas de atitudes simples que transformarão sua vida e seu entorno, além de economizar recursos financeiros e naturais, diminuirão os impactos negativos causados à natureza e à nós mesmos, como a poluição de rios, mares, ar, desmatamento de florestas e áreas, entre tantas outras situações:

– compartilhe seu carro por meio de carona solidária, criando grupos de conhecidos que realizam o mesmo trajeto no dia-a-dia;

– use bicicleta e transporte coletivo ao máximo que conseguir;

– não deixar aparelhos eletrônicos, como tv e computador em modo stand by, pois consome energia e reflete em sua conta de luz, bem como desgaste do recurso água – hidrelétricas;

– abra janelas, portas e cortinas para aproveitar ao máximo a luz natural e arejar sua casa, contra vírus, bactérias e fungos (umidade);

– troque lâmpadas incandescentes por fluorescentes, que duram até 10 vez mais;

– não lave seu quintal e carro com mangueira; utilize água de chuva coletada em cisterna ou tambor com tampa (para evitar a dengue) para essas ações, além de regar o jardim e as plantas;

– evite comprar produtos alimentícios com muitas embalagens; prefira alimentos frescos a congelados;

– vá em feiras livres ou compre de agricultores familiares seus legumes, verduras, e frutas, usando sacolas retornáveis (ida ao mercado também) e carrinhos, em vez de sacolas plásticas;

– o que você juntar de embalagem, separe e acondicione adequadamente para não ser chamariz de pragas urbanas, como baratas, aranhas e mosquitos/moscas, leve até o ecoponto ou cooperativa de reciclagem mais próximos, deixe na calçada para a coleta seletiva da prefeitura ou catadores autônomos recolherem e gerarem renda;

– guarde o óleo de cozinha usado: pode ser feito sabão em barra. Óleo ralo abaixo na pia, causa entupimentos e atrai baratas;

– cultive uma pequena horta em sua varanda, quintal, jardim. Alimentos e temperos frescos à mão;

– faça uma faxina em sua casa ao menos 2 vezes ao ano e separe roupas, sapatos, roupas de cama e objetos em bom estado que não utiliza mais para doar à projetos sociais e/ou em campanhas de prefeituras e ONGs;

– não utilize pratos, talheres e copos descartáveis em suas festas;

– ao escovar dente e tomar banho, seja o mais breve possível e feche torneiras ao se ensaboar e escovar o dente em si.

As dicas são infinitas, reflita você mesmo o que pode mudar em seu cotidiano para contribuir a um meio ambiente equilibrado.

Vou deixar uma tarefa a vocês: a construção e manutenção de uma composteira caseira para ter seu próprio adubo para usar em sua horta/jardim, vender, distribuir aos amigos e destinar corretamente materiais orgânicos!

Em espaço pequeno mesmo, você já consegue ter uma composteira, podendo utilizar como base 3 caixas/tambores plásticos ou até um vaso. Toda refeição que for preparar, separe cascas de legumes, folhas de verduras, pó de café, casca de ovo e do jardim, folhas e flores secas e de poda. Não pode deixar o ambiente úmido por conta dos fungos que estragam o ambiente: para isso coloque serragem.

Abaixo, segue o esquema de como montar e realizar a manutenção da composteira; ao final de 4 meses aproximadamente, você terá adubo de qualidade, natural, sem substâncias químicas (agrotóxicos) e até chorume, que também é um adubo líquido a ser dissolvido em água.

O mais interessante é aproveitar para percebermos nossos hábitos alimentares e de consumo, ou seja, o quanto consumimos e o quanto nossa dieta é saudável ou não, além de destinarmos de forma correta uma quantidade imensa de resíduos de forma natural, como ocorre na natureza. É, acima de tudo, uma grande aula de Ecologia!

Conte para nós depois, suas experiências e vivências e mudanças de estilos de vida!

AÇÕES E POLÍTICAS GLOBAIS PARA UM BRASIL CARBONO NEUTRO

O Seminário Internacional Inovações Pelo Clima foi capitaneado pelo CBC- Centro Brasil no Clima e contou com a participação de representantes da União Europeia e Abema.

Cerca de trinta representantes de dezoito estados brasileiros se reuniram esta semana em um seminário virtual para apresentar ações e estabelecer metas que permitam que os estados cumpram o acordo de Paris e executem políticas que evitem o aquecimento global. O encontro teve como objetivo criar uma sinergia de políticas globais, nacionais e subnacionais que discutam pautas de proteção ao meio ambiente. O Seminário Internacional Inovações Pelo Clima foi coordenado pelo CBC- Centro Brasil no Clima e contou com a presença de representantes da União Europeia e da Abema.

A reunião foi comandada pelo Diretor Executivo do Centro Brasil no Clima, Guilherme Syrkis, e pelo articulador político do CBCSergio Xavier. O debate foi aberto ao público e trouxe exemplos e soluções para tornar a economia e as cidades mais sustentáveis. O encontro completo pode ser acessado através do: https://www.youtube.com/c/CentroBrasilnoClima/null.

Dos 27 estados brasileiros, apenas 14 apresentam maior engajamento com as questões climáticas e considerando a relação dos estados com o Governo Federal, no âmbito do desmatamento e agricultura para a redução de carbono, foi alertado que o uso do solo, no Brasil é o maior emissor de gases de efeito estufa, o que faz o país ser o sétimo maior emissor de GGE,  no mundo.

Inácio Acenjo, representante da Delegação da União Europeia, no Brasil apontou, que é possível ter crescimento econômico e contemporaneamente, uma redução dos gases do efeito estufa, através de um sistema de governança baseado em objetivos e cumprimento de metas.

“Estamos fazendo assim e está dando certo na Europa. Mas esse é um fato recente, pois há 10 anos ainda se duvidava dos efeitos das mudanças climáticas e questionavam os cientistas. Devemos levar em conta que sem o consenso sobre essa necessidade urgente de uma governança mundial sustentável, não será possível criar políticas de preservação fortes. E quem cria essa consciência, quem faz as cobranças que geram a mudança, somos nós. Políticos, jornalistas e sociedade civil. Essa é realmente a base pra fazer algo sério e eficaz contra as mudanças climáticas. Esse é o único método de assegurar o crescimento do futuro”, afirmou Inácio.

Artur Lemos, Secretário do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul, além de apresentar as soluções que estão sendo implementadas no estado, comentou durante a reunião, que o meio ambiente não deve ser visto como um problema político e social. Que é preciso ver a sustentabilidade do país como uma solução de saúde pública, ambiental, social e econômica. O secretário ressaltou alguns dos efeitos das mudanças climáticas vivenciados no mundo. “A Gripe Espanhola, o H1N1, o coronavirus, tudo isso tem haver com as mudanças climáticas e não podemos negar. Precisamos criar soluções que possam mitigar o que nós aceleramos com a execução de políticas não sustentáveis”, afirmou.

Entre os presentes na reunião, o Secretário Executivo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Amazonas, Mauricio Moleiro Philipp (SEMA/MT) – Coordenador de Mudanças Climáticas da Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso, José Bertotti (SEMAS/PE) – Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, Sádia Gonçalves de Castro (SEMAR/PI) –  Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí, Marcílio Leite Lopes (SEDAM/RO) – Secretário do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia, Artur Lemos (SEMA/RS) – Secretário de Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul, Celso Lopes de Albuquerque Junior (SEMA/SC) – Secretário Executivo do Meio Ambiente de Santa Catarina, Luiz Santoro (SIMA/SP) – Secretário Executivo de Infraestrutura e Meio Ambiente de São Paulo, José Sarney Filho (SEMA/DF) – Secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal e outros.

SERVIÇO:

CBC Apresenta: Seminário Inovações Pelo Clima
Assessoria de Imprensa:
Luma Araujo – (81) 9 8532.6635 / [email protected]

Consórcio ABC participa de revisão do Plano de Resíduos Sólidos

Iniciativa é realizada pela Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente 

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC participou na terça-feira (29/9), por meio de videoconferência, de audiência pública sobre a revisão do Plano de Resíduos Sólidos do Estado de São Paulo, convocada pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema). A revisão está sob responsabilidade da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA). 

O coordenador de Planejamento de Ambiental da pasta estadual, Gil Scatena, destacou que a abordagem do plano é baseada em cenários com metas quantificáveis e mensuráveis fortalece o planejamento e seu acompanhamento. “É importante que o plano seja factível”, afirmou.

Durante a audiência, que  contou com participação dos coordenadores do Comitê de Integração de Resíduos Sólidos (CIRS), José Valverde e Ivan Mello, foi apresentada a estrutura do Plano, incluindo questões como panorama, regionalização e dinâmicas territoriais, cenários e metas e fonte de dados. Foi informado ainda que foram levantadas não só as ações mas também as fontes de financiamentos.

Em sua fala, o secretário-executivo do Consórcio ABC, Edgard Brandão, apontou pontos positivos no plano, como o Planejamento a partir das Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHI) em detrimento do planejamento por regiões administrativas, a incorporação do conceito de economia circular na estruturação do plano e a contextualização do histórico e do Sistema Paulista de Meio Ambiente.


“O plano coloca os arranjos intermunicipais dos consórcios no centro da gestão de resíduos com metas específicas para seu fortalecimento, com duas metas específicas para a gestão e capacitação para os planos regionais até 2025, não os citando como uma apenas opção”, ressaltou o secretário-executivo do Consórcio ABC.

Brandão destacou o capítulo específico para a regionalização e dinâmicas como um grande avanço para as políticas do segmento.

O plano está aberto a consulta e contribuições até 6 de outubro. 

Água, nosso recurso natural precioso

A água, um de nossos maiores bens naturais e recurso fundamental à vida, tem um dia específico para repensarmos nosso modo predatório de lidar com a natureza: dia 22 de março, criado em 1992 pela Organização das Nações Unidas – ONU, órgão internacional formado por países voluntários que trabalham pela paz e desenvolvimento mundial.

Qual a importância dessa data? É discutir sobre a conservação da água, ou seja, o uso racional que nos permita usufruir hoje e no futuro, incluindo as outras gerações que virão. Devemos lembrar que todo dia é dia de economizar, refletir e repensar hábitos cotidianos de desperdício em prol de práticas simples, porém melhores para o meio ambiente (devido seu caráter sustentável e responsável), que além de pouparem o recurso, serão sentidas no bolso, pois fazem diferença no orçamento doméstico e de sua empresa.

Entre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODSs – da ONU, o 6º ODS ‘Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos’, define metas para governos, empresas, população e todos os outros setores da sociedade, para que até o ano de 2030, a situação apresentada esteja melhor, favorecendo inclusive os segmentos menos favorecidos, como comunidades vulneráveis socialmente (em todos os países).

Estamos passando por crises hídricas nos últimos tempos, dependentes de atitudes diferenciadas por parte de todos nós. Um das discussões é: ‘todos têm acesso à água?’ Essa é mais uma demanda por Justiça Ambiental, em que arcaremos com as consequências dos impactos ambientais tanto quanto temos o direito de usufruir de forma proporcional esse recurso.

O Brasil tem abundância de água, por ser um país tropical, além de condições geológicas e outras que permitem essa característica (com exceções como o Nordeste, por exemplo), incluindo águas subterrâneas, como o Aquífero Guarani, localizado em uma extensa área brasileira e outros países de fronteira, que seria uma garantia de reserva, porém devido à escassez mundial, há controversas políticas sobre sua conservação, sendo essa uma pauta atual na mídia.

O descrito acima enfatiza uma relação cultural de desperdício que nossa população enfrenta, em que ‘podemos gastar, pois há em grande quantidade; portanto, nunca acabará’. De fato, existe um ciclo natural sem fim, porém a água doce e potável é a grande questão, pois se trata de um processo caro de tratamento contra a despoluição e contaminação, bem como a distribuição até nossas casas e estabelecimentos. Essa situação se agrava cada vez mais, pois transformamos nossos rios e nascentes, fontes de vida pulsante, de lazer e alimentação, em ‘vasos sanitários’ a céu aberto.

Enfrentamos um sério problema nacional que é a falta de coleta e tratamento do esgoto, ocasionando mortes por doenças simples, como a disenteria, em recém-nascidos e crianças, que ainda apresentam baixa imunidade. É algo muito primitivo a não promoção de Saneamento Básico no nível de desenvolvimento em que se encontra a humanidade. 

Cada um fazendo a sua parte em casa e no trabalho, o benefício será coletivo, isto é, agindo local, consequentemente estaremos pensando no global, pois questões ambientais extrapolam limites territoriais. Vamos todos defender a conservação, o direito ao acesso e garantir água boa para todos nós?!

Caminhos Coletivos: educação e gestão socioambientais

https://www.facebook.com/caminhoscoletivos
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Fórum sobre saneamento debate oportunidades e desafios ligados ao meio ambiente

Especialistas do setor apresentaram ideias, soluções inovadoras de infraestrutura e qualidade de vida para os brasileiros

O secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado, Marcos Penido, participou virtualmente nesta segunda-feira (14) do Fórum “Saneamento: Desafios e oportunidades para um novo setor”. O evento organizado pelas empresas Híria, LMDM e o jornal O Estado de S. Paulo recebeu patrocínio da Sabesp e da Iguá Saneamento.

O fórum online recebeu 30 palestrantes e debatedores, que apresentaram ideias e soluções inovadoras de infraestrutura que impactam diretamente na qualidade de vida dos brasileiros. Com a iminência da aprovação do novo marco regulatório do setor, o evento visou ao debate e à exposição de medidas e ideias efetivas que transformarão todo o setor.

“Acreditamos que, resolvidas às dúvidas em relação a segurança regulatória para investimentos e a melhora da qualidade dos projetos e contratos, os índices de cobertura e atendimento do setor garantirão saúde para toda a população”, disse Penido.

Painel

Também participaram da iniciativa o secretário de Parcerias do Rio Grande do Sul, Bruno Vanuzzi, a superintendente de Parcerias e Concessões do Estado do Piauí (SUPARC), Viviane Moura, e o professor da Fundação Getulio Vargas Daniel Barcelos Vargas.

O secretário Marcos Penido participou do painel sobre “O novo Saneamento Brasileiro – A visão e os planos de Governadores e Prefeitos para incentivar e liderar o desenvolvimento do setor: o desafio de atrair investimentos necessários para universalizar os serviços”.

O setor de saneamento básico se movimenta rapidamente para apresentar soluções efetivas que proporcionem uma melhor qualidade de vida dos cidadãos. A proposta do novo marco tem como objetivos a universalização do saneamento (prevendo coleta de esgoto para 90% da população) e o fornecimento de água potável para 99% da população até o fim de 2033.

Prazo de plano para fim de lixões nos municípios encerrando

Datas foram definidas pelo Novo Marco Legal do Saneamento.

Com a publicação do Novo Marco Legal do Saneamento, associações de municípios estão alertando os gestores municipais sobre os prazos para que sejam feitas as adaptações contidas na lei. De acordo com as novas regras, todos os municípios devem apresentar até o final de 2020 um documento detalhando como pretendem acabar com os lixões a céu aberto. Além disso, capitais e regiões metropolitanas têm até agosto do ano que vem para substituir os depósitos de lixo por aterros sanitários. 

A Federação das Associações de Municípios do Estado do Pará (FAMEP) alerta que alguns municípios ainda não regulamentaram o que são os grandes geradores de lixo e por isso as empresas não estão sendo cobradas pelos Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). A entidade ressalta que cobrar o documento é tarefa dos municípios, que também devem fiscalizar coleta de resíduos, limpeza urbana, transportadores, destinação adequada e da logística reversa.

Os gestores locais também são responsáveis por cobrar a taxa de coleta de resíduos e de limpeza urbana dos contribuintes, e por isso precisam adequar o código tributário para poderem realizar os serviços.

Fonte: Brasil 61

Jornal Grande ABC

COMUNICAÇÃO: Existem formas de falar

O Jornal Grande ABC é feito para você, e por vocês. Nossos colaboradores e jornalistas estão todos dias buscando novidades e matérias. Assim, produzindo material especial para nossos leitores. Nosso foco são as cidades de Mauá, Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo e Santo André. Além disso, cobrimos o que acontece no Brasil e no Mundo, incluindo esporte, entretenimento e tecnologias.

Não possuímos nenhuma vinculação política ou partidária. Da mesma forma, sem ligações com outras mídias já existentes na região. Nossa fundação se deu em 07 de Setembro de 2020. Desde então, cada dia estamos crescendo e chegando em mais dispositivos e usuários. Por isso, nossa maior satisfação é entregar material de qualidade para nossos leitores. Portanto, cada nova visita e comentário, nos dão mais fôlego para seguirmos firmes e fortes neste projeto.

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SP: intenção de gestão de resíduos sólidos na região do ABC

O secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do estado, Marcos Penido, e o presidente do Consórcio Intermunicipal Grande ABC (CIGABC) e prefeito de Rio Grande da Serra (SP), Gabriel Maranhão, assinaram um protocolo de intenções, nessa semana (31), para desenvolver cooperação técnica para a gestão de resíduos sólidos.

O documento firmado prevê parcerias que contemplam encontros técnicos, cursos, seminários, palestras, estudos, capacitação, programas e ações de assistência técnica para a implantação das determinações das Políticas Nacional e Paulista de Resíduos Sólidos.

80% dos municípios estão adotando medidas para levar água de qualidade para sua população

Recentemente, foi aprovada pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) o processo de licenciamento ambiental da Usina de Recuperação Energética (URE) em Mauá. De acordo com Gabriel Maranhão, a usina terá tecnologia alemã e estará entre as maiores do mundo. 

Já Penido afirmou que o protocolo faz parte de um compromisso da atual gestão, que incorporou o tema de resíduos sólidos no Plano Plurianual.

Fonte: Brasil 61

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