Plano de Mobilidade Urbana de Diadema será definido por moradores

O prefeito José de Filippi Júnior e o secretário de Transportes José Evaldo lançaram ontem o chamamento para a população participar da elaboração do Plano de Mobilidade Urbana de Diadema, que será feita pela plataforma participa.diadema.sp.gov.br/mobilidade. O plano foi lançado durante live realizada na segunda feira (7) e, pela plataforma, os moradores vão responder a um questionário.

A equipe da Secretaria de Transportes já fez o diagnóstico da atual situação da cidade, que será completado com a apresentação das propostas. “Essa é a parte mais importante, a de pensarmos na mobilidade e na acessibilidade das pessoas para termos uma cidade mais humanizada, uma cidade para as pessoas e não somente para os carros”, disse José Evaldo, secretário de Transportes.

Ele comentou que o Plano vai pensar a circulação viária, o transporte coletivo, a integração temporal e tarifária, e vai avançar no conceito de bilhetagem e de monitoramento. Também vai pensar a mobilidade a pé e por bicicleta, o transporte de carga, e a regulação do sistema por aplicativo e dos serviços agregados como transporte escolar.

O prefeito José de Filippi Júnior lembrou que em 2012 o Congresso Nacional aprovou lei nacional dando prazo para as cidades fazerem o plano de mobilidade, e que Diadema passou todo esse tempo trabalhando sem qualquer planejamento urbano.
Para estimular as pessoas a responderem o questionário do portal participa.diadema.sp.gov.br/mobilidade, a equipe do programa de participação popular estará percorrendo os bairros da cidade.

José Evaldo afirmou que sem a participação popular os planos apresentaram problemas na sua aplicação. “Junto com os moradores a gente tem condições de avançar muito mais”.

Plano de Mobilidade Urbana de Diadema será definidor por moradores

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PL 3819: Câmara dos Deputados impõe urgência

O projeto de lei (PL 3819) impede abertura de mercado e ameaça 14 mil linhas de ônibus, que atende mais de 2,5 milhões de brasileiros

Na noite de segunda-feira (24 de maio de 2021), entrou na pauta da Câmara dos Deputados o requerimento de urgência para o Projeto de Lei 3019/20, que coloca em risco 14 mil linhas de ônibus que atendem mais de 2,5 milhões de brasileiros e proporcionam mais de 180 mil empregos. Conforme recentes estudos da ANTT, o mercado rodoviário atual se caracteriza oligopólio e monopólio, já que dados públicos mostram que em 66% das linhas há apenas uma empresa atuando. Em 26%, duas empresas. Em somente 8%, há três ou mais. 

Neste sentido, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia vê com preocupação as propostas do PL, que vão na contramão da inovação observada em mercados internacionais, como na Alemanha e Estados Unidos, e podem vetar meios de locomoção para 416 municípios e colocar centenas de empregos em risco. A Amobitec entende que, com mais concorrência, é possível garantir produtos e serviços de melhor qualidade a um menor preço para a população por meio de novas tecnologias que reduzem custos, beneficiando diretamente os 52 milhões de brasileiros desassistidos pelo sistema. Sobretudo, a entidade defende que o tema que tem sido debatido na Comissão de Viação e Transportes demanda um debate ainda mais profundo, não sendo o momento de um pedido de urgência.

O requerimento de urgência para o projeto que fecha o mercado de ônibus é de autoria dos deputados Silas Câmara, do Republicanos, aliado de Arthur Lira. Se o pedido passar pela Câmara, a casa terá que analisar o projeto em no máximo de 45 dias. A partir desse prazo, a pauta de votações ficará bloqueada.

Sobre a Amobitec
Fundada em 2018, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia – Amobitec é uma entidade de direito privado, que reúne empresas de tecnologia prestadoras de serviços relacionados à mobilidade de bens ou pessoas, como intermediação de viagens de transporte individual privado, aluguel de equipamentos de micromobilidade, conexão de pessoas com empresas de fretamento coletivo, além de aplicativos de dados de mobilidade urbana.

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Mobilidade Urbana: desafios na gestão e uso de bicicletas nos municípios

O objetivo é compreender os desafios para poder regulamentar o Programa Bicicleta Brasil e da Mobilidade Urbana e seus desafios no país.

Uma pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) analisa os principais desafios dos gestores municipais quanto à regulamentação do Programa Bicicleta Brasil. A iniciativa estimula o uso de bicicletas no meio urbano, para melhorar as condições de mobilidade, além de prever um direcionamento de verbas para a infraestrutura.

Os congressistas aprovaram em 2018 a Lei do Programa Bicicleta Brasil (Lei 13.724/2018). Então, agora há um esforço do movimento municipalista e de diferentes organizações. Com a finalidade de que ela seja regulamentada junto ao Governo Federal. O Grupo Gestor da Estratégia Nacional da Bicicleta é responsável pela iniciativa. Este, liderado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional e pela União dos Ciclistas do Brasil.

Mobilidade Urbana: desafios além das Ciclovias

O coordenador do Grupo de Trabalho de Políticas Públicas da União de Ciclistas do Brasil, Yuriê Baptista César, explica que a norma vai além da construção de ciclovias.

“A lei que criou o Programa Bicicleta Brasil inclui infraestrutura, campanha de educação, outras ações a serem realizadas e a parceria do governo com a sociedade civil e o setor produtivo, para promover o uso da bicicleta”.

Yuriê Baptista César afirma que é visível o aumento de ciclistas e a venda de bicicletas, por conta da pandemia e o fechamento de academias no período. Portanto, ele detalha o reflexo desse cenário nos municípios.

“Isso gera uma maior necessidade do poder público de responder a essa demanda que foi colocada. A gente fala muito, quando vai cobrar medidas para estimular o uso da bicicleta, que existe uma demanda reprimida muito grande de ciclistas, de pessoas que querem utilizar a bicicleta e que não utilizam porque não sentem segurança para usá-la”. 

Gustavo Carvalho, analista de sistema, conta que sempre usou a bicicleta desde a infância no interior da Bahia, principalmente para lazer. Como não tinha ciclovia, ele se locomovia em praças e entre os carros. Todavia, agora que mora na cidade de São Paulo, usufrui da segurança dos espaços destinados aos ciclistas.

“Eu amo andar de bike em São Paulo. São vários pontos turísticos que eu gosto de visitar, e grande parte do percurso tem ciclovia, é de fácil acesso. Alguns locais, mas são poucos, não tem. Claro, nesses eu me sinto inseguro de passar, em relação ao trânsito. Até pelo que a gente vê na mídia, de acidentes com ciclistas”, comenta. 

Mobilidade Urbana: desafios pelo país

Mobilidade Urbana desafios

Carleane da Silva Santos, de 32 anos, mora em Imperatriz/MA, e é consultora de negócios. Ela conta que pedala em média 3 ou 4 vezes por semana, para tratar um problema de asma.  Mas reclama da falta de espaços para pedalar com segurança, na cidade.

“É muito ruim, não tem ciclovia. A gente tem que dividir o espaço com os carros. E se torna muito arriscado, porque aqui tem muito acidente. Seria bacana se aqui pudesse ter ciclovia, para termos um pedal mais seguro, tranquilo, menos perigoso”. 

Ela conta que no pouco espaço que tem ciclovias, as pessoas não utilizam corretamente. “Falta incentivo para que essas pessoas tenham uma educação no trânsito, para usar a ciclovia de uma forma correta”, completa.

Mobilidade Urbana: desafiosFoto Carleane da Silva Santos

Dessa maneira, as ações implementadas pelas entidades estaduais e municipais devem priorizar o estímulo ao desenvolvimento de projetos de infraestrutura cicloviárias. Por exemplo, a construção de bicicletários em terminas do transporte público coletivo, instalação de paraciclos e estacionamentos específicos nos locais de grande fluxo de pessoas. Além disso, de equipamentos de apoio aos usuários – como banheiros e bebedouros –, sistema de locação de bicicletas a baixo custo em locais estratégicos. Por fim, a elaboração e divulgação de campanha que estimulem o uso seguro da bicicleta.

Mobilidade Urbana: desafiosArte - BRASIL 61

Incentivos

O coordenador do Grupo de Trabalho de Políticas Públicas da União de Ciclistas do Brasil, Yuriê Baptista César, também fala sobre o como o incentivo ao uso de bicicletas promove benefícios para o meio urbano.

“Além de ser um meio de transporte eficiente, é um meio de transporte que promove benefícios para quem pedala, em termos de saúde. Promove benefícios para a cidade, porque quanto mais gente pedalando, menos gente vai andar de carro, menos poluição será emitida, menos gastos com saúde pública vão acontecer decorrentes da poluição e dos acidentes”, destaca.

A pesquisa quanto aos desafios da regulamentação do Programa Brasil Bicicleta deve ser realizada pelos próximos 80 dias. Então, o questionário será aplicado tanto na área da gestão, quanto para os usuários de bicicletas. Entre as perguntas, os gestores devem responder se o município conta, por exemplo: com algum órgão de trânsito, se tem um planejamento que contemple a bicicleta, quais são os desafios para implementar o programa, se precisa de apoio técnico e financeiro, entre outros.

A analista de mobilidade da CNM, Luma Costa, detalha o objetivo da pesquisa.

“Identificar quais são os desafios da área de gestão dos municípios. Queremos compreender esses desafios para regulamentação e direcionamento dos recursos desse programa. Ainda há que se decidir como vai ser esse fluxo de transferência de recurso. Para isso, é preciso ver quais são os municípios que mais precisam”. 
Ela destaca a importância do Programa para os municípios de pequeno e médio porte.

“A CNM entende que para os municípios de pequeno e médio porte, é uma política muito importante. Muitos deles não tem transporte público. Então, o incentivo desses outros modais, é primordial”, ressalta.

Os novos gestores devem responder nova pesquisa no ano que vem, afirma Luma Costa. Como resultado, se ter um comparativo com o ano de 2020. 

O estudo tem o apoio da Confederação Nacional dos Municípios, juntamente com a União dos Ciclistas do Brasil, WRI Brasil, Ministério do Desenvolvimento Regional, Frente Nacional de Prefeitos, Abraciclo, Abradibi, Aliança Bike e Tembici.

Fonte: Brasil 61

Consórcio ABC recebe 76ª Reunião do Fórum Paulista de Mobilidade

Evento será realizado de forma virtual em 25 de novembro e terá o Consórcio ABC como anfitrião

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC será o anfitrião da 76ª Reunião do Fórum Paulista de Secretários e Dirigentes Públicos de Mobilidade, marcada para 25 de novembro. O evento será realizado por meio de videoconferência e vai reunir secretários municipais, técnicos e especialistas, além de empresas privadas do setor.

O encontro é organizado pela secretaria executiva do Fórum Paulista e pela Organizadora de Eventos para Mobilidade Urbana, tendo o Consórcio ABC como parceiro na realização e apoio da Secretaria Estadual de Logística e Transporte.

A reunião terá como pauta a apresentação do processo “Modelagem de informação da construção”. Trata-se de uma tecnologia 3D inteligente, baseada em um modelo que equipa os profissionais de arquitetura, engenharia e construção com informações e ferramentas para planejar, projetar, construir e gerenciar edificações e infraestrutura. A iniciativa permite mais eficiência e otimização de recursos financeiros.

As inscrições são gratuitas. Clique aqui para se inscrever.

Fóruns paulista e nacional de Mobilidade Urbana destaca inovações

Consórcio ABC é o anfitrião do encontro, que prossegue na quarta-feira (30/9)

O primeiro dia do evento conjunto da 75ª Reunião do Fórum Paulista e da 97ª Reunião do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Mobilidade Urbana, realizada nesta terça-feira (29/9), destacou inovações tecnológicas para a área no contexto da pandemia do novo coronavírus. O Consórcio Intermunicipal Grande ABC é o anfitrião do encontro, que prossegue na quarta-feira (30/9).

O evento ocorreu por meio de videoconferência e reuniu aproximadamente 130 participantes, incluindo dirigentes de Mobilidade Urbana de vários estados brasileiros. Na abertura da reunião, o presidente do Consórcio ABC e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão, classificou os efeitos da pandemia como um momento importante e desafiador para todos os atores envolvidos com a área de mobilidade.

“A pandemia trouxe mudanças nos nossos hábitos, como o isolamento social, e impactos econômicos para a população, para os governos e para as empresas. Nossa intenção é trilhar um caminho e garantir o direito constitucional de ir e vir”, afirmou Maranhão. Presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana, Rodrigo Tortoriello agradeceu a contribuição do Consórcio ABC para a organização do evento. “A tecnologia permite que a gente não pare de discutir assuntos importantes e trabalhar as questões de mobilidade, mesmo diante dos efeitos da pandemia”, disse Tortoriello.

O encontro abordou temas voltados para gestores públicos da área, com destaque para inovações. A mediação foi realizada por Jurandir Fernandes, presidente da União Internacional de Transportes Públicos, Divisão América Latina (UITP/DAL).

O secretário estadual de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto, afirmou que projetos e obras de mobilidade urbana precisam priorizar a questão da conectividade, garantindo condições de segurança para pedestres e ciclistas.

O presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Ailton Brasiliense Pires, defendeu a necessidade um projeto de longo prazo para a mobilidade e apresentou a cartilha desenvolvida pela entidade nacional para fornecer subsídios para os candidatos tratarem do tema em suas campanhas, com uma síntese das ações esperadas para o aprimoramento do setor.

O encontro também incluiu apresentações de inovações para o setor. O presidente da Cittamobi, Paulo Fraga, trouxe detalhes sobre um sistema de pagamento de transporte por meio de smartphone. A vice-presidente da Ubus, Milena Braga Romano, falou sobre uma plataforma que aproxima empresas operadoras do transporte coletivo de seus clientes.

O diretor da Serttel, Ângelo Leite, apresentou uma plataforma de relacionamento digital para serviços de mobilidade urbana. Roberto Sganzerla, especialista em Marketing de Transportes, abordou a reconquista da confiança e recuperação da demanda. O fundador da BeepBeep, André Fauri, falou sobre modelos de carros compartilhados. O evento também teve apresentações de Petras Amaral Santos, representando a Marcopolo, e Rafael Ting, da Caio Induscar.

A reunião conjunta contou ainda com a participação de Gilberto Perri, secretário-executivo da Frente Nacional de Prefeitos (FNP); Marcos Bicalho dos Santos, diretor nacional da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU); Silvestre Ribeiro, vice-presidente do Fórum Paulista de Mobilidade; e Felix Araújo Neto, vice-presidente do Fórum Nacional.

Foto: Divulgação/Consórcio ABC

Fonte: Rodolfo Albiero
Assessoria de Comunicação
Consórcio Intermunicipal Grande ABC
Av. Ramiro Colleoni, 5 – Centro
Santo André – São Paulo
Tel: 4435-3575 
www.consorcioabc.sp.gov.br