Não espere ninguém

Marcio Pinheiro é o autor de “Não espere ninguém”.

O brasileiro tem um costume péssimo, que é esperar o Estado resolver. Dizem que esse costume veio de Portugal, pois segundo se conta, durante a Idade Média, o rei e sua comitiva iam de cidade em cidade para resolver os problemas presentes. Assim, o povo português se acostumou a esperar o Estado chegar para resolver os problemas.

Por conseguinte, o Brasil não foi colonizado por uma nação que formou o Estado. Pelo contrário, quem chegou já o fez como Estado, com visão de Estado, espírito de Estado, para instituir uma possível colônia de um outro Estado. Claro que a visão de mundo ali era o normal para a época. Mas estamos presos nisso até hoje.

Com as redes sociais, foi possível ao brasileiro comum entende que ele tem força suficiente para fazer número e volume populacional, além do mero comparecimento à cabine de votação para escolher alguém que vai mandar nele por quatro anos. Não sou contrário ao voto. Mas votar é o mínimo da participação cidadã, e se pautar pelo mínimo não é nem um pouco ideal.

Algo que o jornalista Allan dos Santos fala bastante, e que aprendeu com Olavo de Carvalho, é que o cidadão não pode, de forma alguma, esperar o Estado. Ele deve fazer o que entende que é correto (claro, com o devido embasamento legal) e exigir do Estado que o mesmo também o faça. Vemos casos de pessoas que se uniram para asfaltar ruas e o Prefeito tentou impedir, pois esse asfaltamento era “ilegal”. Ora, se o Prefeito não determina o asfaltamento, que moral ele tem para impedir que os populares, unidos num intento comum, se quotizem e façam eles mesmos o asfaltamento? Seria esse asfalto uma prova da incompetência deste Prefeito? Fica a questão.

Não espere ninguém. Faça aquilo que você acha devido, sem aguardar o Estado. Melhor ainda: pediu ao Estado para fazer, e não houve resultado, faça-o você mesmo, e depois peça ao Estado (num protocolo geral do Município, por exemplo) um ressarcimento pelo gasto que você teve. O exemplo do asfaltamento da rua é um belo exemplo. Junte notas fiscais e exija o pagamento. Obviamente, não haverá pagamento. Aí chega a hora de postar nas redes sociais o que o Prefeito deixou de fazer. Quiçá um processo judicial de ressarcimento? É uma ótima ideia para se aplicar em massa no Judiciário.

O mesmo se aplica à segurança pública: você confia que a polícia chegará em tempo de evitar o assalto? Nenhum brasileiro em sã consciência acredita nisso. É por isso que armas de fogo deveriam ser obrigatórias. Vou além: o brasileiro serve ao Estado ou o Estado serve ao brasileiro? Se a resposta correta é que o Estado serve ao brasileiro, é o brasileiro que tem o direito de portar a arma de fogo que bem entender, e o Estado é que deveria estar restrito às mais fracas armas. Quer justiça no caso da insegurança pública? A solução é armar a população ao máximo, e permitir que a polícia tenha apenas revólveres e pistolas. É a única forma plausível de se evitar que agentes de segurança pública violem os direitos fundamentais dos inocentes. Parece exagerado sim, mas qual seria a outra opção para evitar que os agentes continuem vilipendiando a vida, a liberdade e a propriedade dos inocentes?

Esperar o Estado é sempre a pior opção. O brasileiro deve agir com os agentes públicos como se eles fossem empregados, e não autoridades. Enquanto o brasileiro médio continuar dando “autoridade” aos agentes públicos, estes continuarão achando que são mesmo autoridades, alguém importante, quando na verdade não o são. O agente público que não se comporta como escravo da Constituição e servo do povo deve ser expulso pelo próprio pagador de impostos que o sustenta.

Enfim, não é para esperar ninguém. Fale nas redes sociais o que você entende como correto, faça na sua vida e na vida de sua comunidade o que você acha que vai melhorar a vida. Use a razão e faça, não espere.

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Não espere ninguém
Foto de cottonbro no Pexels

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Movimento indígena de Santo André promove protesto neste sábado

Movimento indígena de Santo André se reúne para contar verdadeira história da cidade e faz reivindicações à administração pública

Neste sábado, 24 de abril, o Movimento Coletivo dos Povos Originários de Santo André e Região se reúne na Praça IV Centenário, no Centro do município andreense, onde se encontra a estátua de João Ramalho, para protestar e reivindicar ações do poder público para reconhecer e apoiar os indígenas locais. Representantes de vários povos se encontram a partir das 9h para contar a verdadeira história sobre o patrono, que se encontra no Marco Zero de Santo André. A ação se baseia no Abril Indígena, mês instituído pela FUNAI para falar sobre etnodesenvolvimento das comunidades.

O tecido usado para cobrir João Ramalho servirá como tela para o artista Leo Neguim oficializar o protesto e registar a indignação do movimento. Segundo a historiadora e moradora da cidade, Silvia Muiramomi, há mais história indígena do que se conta e/ou ensina, e a figura tida como fundador da cidade foi, na verdade, “escravagista e responsável pela morte de muitos indígenas”. “Pedimos a revisão da história da cidade de Santo André, contemplando a presença indígena, fartamente documentada nos livros, atas da câmara e cartas jesuíticas, inclusive com levantamentos geográficos e arqueológicos de sítios em Paranapiacaba e na região da Vila Alice, onde se tem notícias de um cemitério indígena”.

O movimento também faz alguns pedidos à administração pública, como a reestruturação da sala dedicada aos povos originários no Museu de Santo André, exibindo história, cultura e tradições regionais, além da retirada da imagem de João Ramalho postada ao lado do Marco Zero andreense. “A cidade não há de querer por patrono um escravagista etnogenocida, pois fere nossos mais altos princípios humanitários e constitucionais de respeito à liberdade e à vida”, afirma Muiramomi.
Atualmente, na cidade de Santo André, estão presentes os povos originários Atikum, Fulni-ô, Kaikang, Kariri-Xocó, Kambiwá, Kanela, Kayabi, Kaimbé, Kalabaça, Muiramomi, Pataxó, Pankararu, Pankararé, Pankaraí, Tabajara, Tupi, Guarani, Tuxá, Truká, Xukuru-kariri, Kariri, Xavante, Tremembé, Tapebapovos Carijó, Muiramomi e muitos outros.

Outras reinvindicações do movimento, que visa chamar a atenção das autoridades para diversas questões importantes do universo indígena são:

• Implantação da lei 11645/2008 que trata da obrigatoriedade do ensino da história dos povos originários e dos afrodescendentes nas escolas municipais de ensino fundamental.

• Atenção à saúde indígena por meio do atendimento diferenciado e prioritário na rede municipal de saúde e nos complexos hospitalares municipais que incluem campanhas de vacinação e práticas integrativas da medicina tradicional dos povos originários.

• Promover, até 2022, o recenseamento étnico nos cadastros escolares e da rede básica de saúde, redimensionando com fidelidade a presença da população indígena no município, com objetivo de nortear ações afirmativas e políticas públicas.

• Empreender espaços de cultura para manifestações festivas, espirituais e culturais dos povos originários, aumentando a visibilidade social desta população, a inserção como protagonista de sua própria cultura e incluindo suas datas festivas no calendário oficial de cultura.

Também assinam o manifesto: Coletivo NASA, Coletivo RessurGentes, Movimento MASSA!, Movimento Raízes, Casa Viva Lilás, Deixa Ser Companhia de Artes, Juliano de Assis, Rede Beija-flor de Pequenas Bibliotecas Vivas de Santo André, Carlos Eduardo de Faria, Coletivo Fopp DA VILA DE PARANAPIACABA, Rubens Antunes Pecorari, Bruno Machado, Praieira Fm, Cia. Estrela D´Alva de Teatro, Circo Navegador, Ponto de Cultura Teatroendoscopia, Reinaldo da Silva CMPC, Espaço Cultural Cia3Entradas, Coletivo Cultura Viva, Sarau da Consciência, Coletivo RISO, RENIU, “Progr.Indios na Cidade” -Ong Opção Brasil.

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Movimento indígena de Santo André

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Economia Circular – faça parte do movimento! – 2

O Movimento Circular tem um Manifesto, com indicação de proposições e, ao final, podemos complementar com nossas ideias e ações para um mundo sem
lixo! Economia Circular, faça parte! Link da matéria anterior aqui.

“Virou lixo? E se desse para virar outra coisa?
Afinal, tudo o que é bom dura muito e no fim vira outra coisa.

E se a gente assumir que adora coisa usada?
Coisa usada é mais gostosa. Se ficar com ela, é uma a menos que vai para o aterro.

E se a gente ignorar a mania de fazer upgrade?
Fazer upgrade só é bom para quem vende as coisas. Portanto, seja rebelde.

E se a gente consertar em vez de jogar fora?
Ademais, consertar é inteligente. As coisas duram mais e o dinheiro fica no seu bolso.

E se a gente customizar antes de enjoar e se livrar?
Use a imaginação para transformar o que é banal em algo inédito.

E se você for um gênio na arte de consertar coisas?
Certamente você vai descobrir na prática.”

Continue o Manifesto contando o que você vai fazer por um mundo sem lixo!

E se….”

Você pode enviar para o site e também comentar aqui, certamente vou adorar conversar com você!

Economia Circular, faça parte!!!

A Economia Circular garante, principalmente, o atingimento de diversas metas vinculadas aos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável.

Anteriormente, em 2015, a ONU lançou uma nova agenda de desenvolvimento sustentável. Sobretudo, baseada nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), estabelecidos no ano 2000. A Agenda 2030 tem o objetivo de finalizar o trabalho de erradicação da pobreza iniciado com os ODM por meio de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas que mobilizam Governos, Empresas e Sociedade Civil para que tomem ações em áreas de importância crucial para a humanidade e para o planeta.

Fonte: Movimento Circular.
Acesse: https://www.movimentocircular.io

Carolina Estéfano
Mestra em Ciências, com ênfase em Análise Ambiental Integrada (UNIFESP SP), Bióloga e Gestora Ambiental.

Edição 2020 do Movimento Inova: dias 22 e 23 de outubro

Evento será online e transmitido pelo Centro de Mídias da Educação de São Paulo, com atividades voltadas a tecnologias inovadoras

Falta menos de um mês para o Movimento Inova 2020, evento que permitirá uma maior conexão entre professores, alunos e outros integrantes da rede estadual e conectá-los às soluções tecnológicas inovadoras.

O Movimento Inova acontece nos dias 22 e 23 de outubro e representa uma oportunidade de conhecer, reconhecer e valorizar boas práticas de professores, estudantes de toda a rede estadual de ensino no que tange aos novos componentes: Projeto de Vida, Eletivas e Tecnologia e Inovação.

Além disso, a ação conta com três categorias: a Feira de Ciências que inclui os desafios matemáticos, a Mostra de Aprendizagem Criativa e Robótica e também o Hackathon, que incentiva que os estudantes encontrem soluções a Educação.

Feira de Ciências

A já tradicional Feira de Ciências das Escolas Estaduais de São Paulo (FeCEESP) desde o ano passado está incorporada ao Movimento Inova. A grande final da competição será durante o evento que traz os temas Ciências da Natureza e Ciências Humanas.

Os projetos finalistas que já passaram pela seletiva regional (DER) e pela seletiva estadual (Seduc), serão avaliados por Professores Universitários, Empresários e parceiros da Seduc para a escolha dos vencedores.

Mostra Interativa de Robótica e Computação Criativa

Na Mostra Interativa de Robótica e Computação Criativa, estudantes dos anos finas (6º ao 9º ano) do Ensino Fundamental e do ensino médio da rede deverão apresentar projetos de robótica e computação criativa, que tenham sido desenvolvidos dentro das unidades escolares em qualquer área do conhecimento, grupos de estudos, grêmio estudantil, entre outros.

Hackaton

O Hackathon é uma maratona de programação com as 10 melhores ideias trazidas por grupos de estudantes do ensino médio de idade igual ou superior a 15 anos, que tenham criado soluções tecnológicas em diversos formatos, como aplicativos, sistemas, processos ou serviços que sejam otimizados por meio de uma ferramenta tecnológica, para os problemas e desafios da rede estadual de ensino.

No fim da imersão de dois dias, como nas grandes Hackatons online que acontecem pelo mundo, o grupo que chegar ao melhor resultado será premiado.

Outras atividades

Além dessas três competições o Movimento Inova 2020 também contará com atividades como palestras e oficinas com profissionais Secretaria de Educação do Estado e convidados especiais da Microsoft, Fundação Telefônica Vivo, Instituto Palavra Aberta, Qualcomm, Grupo +Unidos, Policia Militar de São Paulo, RBAC (Núcleo São Paulo), Gamificação Criativa, Boeing Brasil, Instituto Ayrton Senna, Instituto Educadigital, Unesco, Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa e Tríade Educacional .

Confira alguns temas já programados:

– Desinformação e educação midiática
– Importância da Cultura Digital e do Pensamento Computacional nos dias de hoje
– Programação desplugada
– Como montar uma agência de notícias
– Projeto de Vida: Mercado de Trabalho e Tendências de tecnologia
– Gamificação e Aprendizagem Criativa
– Robótica
– Projetos STEAM
– Como ser um youtuber
– Pensamento Computacional
– Women in STEM
– Projeto de Vida – as competências digitais no Mundo do Trabalho
– Desafio Isso ou Aquilo: De olho no meu desenvolvimento socioemocional
– Bora estudar com Minecraft?
– Cidadania Digital Design Meeting
– Bora criar

Edição 2019

O Movimento Inova surgiu no contexto do Inova Educação, programa da Secretaria da Educação criado com o propósito de atender todos os estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e Ensino Médio, oferecendo atividades educativas mais alinhadas às vocações, desejos e realidades de cada aluno, por meio dos componentes Projeto de Vida, Eletivas e Tecnologia e Inovação.

A iniciativa inédita na rede estadual ocorreu nos dias 5 e 6 de dezembro de 2019 na Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (Efape). Passaram pelo evento mais de 4 mil pessoas. Educação midiática, scratch, cultura maker e projeto de vida foram alguns dos assuntos tratados.