A luta de Pedro: os desafios da saúde em tempos de pandemia

Mostrando um pouco sobre os desafios de saúde durante a pandemia do Covid-19, Gislane, moradora do bairro Capelinha, em São Bernardo do Campo, conta a luta está enfrentando desde o dia 14 de maio, com seu pai Pedro.

Seu pai, um senhor 75 anos chamado Pedro Alexandre, começou a apresentar sintomas de incontinência urinária e foi levado para a UPA (Pronto Atendimento) de Riacho Grande, onde realizou exames de sangue, urina, raio X do tórax e teste para covid-19. Quando os primeiros resultados do teste de Covid saíram, deu negativo, mas o paciente já estava contaminado com o vírus.

Gislaine conta “dia 15 os sintomas pioraram, dessa vez veio acompanhado por tonturas. Meu pai foi socorrido pela ambulância e já com exames em mãos (exceto de covid-19) foi diagnosticado com infecção na urina. Foi medicado e liberado com uma receita de 7 injeções de Rusofen. Na madrugada do dia 19, ele começou a sentir um pouco de falta de ar, sendo novamente socorrido. Ao chegarmos na UPA fomos avisados de que meu pai deveria ficar internado. Colocaram no oxigênio, e logo seria transferido para UTI (Unidade de terapia intensiva), mas apenas dias depois que ocorreu a internação” completou.


“Um paciente de 75 anos apresentando sintomas de Covid, mas por negligência médica, foi diagnosticado erroneamente. Foi realizado o exame de TC de tórax (tomografia), onde ele já estava com 70% do pulmão comprometido. Daquele dia em diante vivemos em um mundo de incerteza, entre altos e baixos. Sem falar nas alterações significativas, tais como sobrecarga do rim, o sódio alterado, glicemia alta e assim por diante. Porém, sempre com um boletim que nos dá alguma esperança, já que mostrava que meu pai estava reagindo bem a todos esses comprometimentos”. finaliza Gislaine.

A luta de Pedro
A luta de Pedro Alexandre, 75 anos.


Já no dia 01 de junho, Pedro Alexandre precisou ser transferido para outra UTI, e já estava lidando com bactérias multirresistentes e a família recebia apenas um boletim onde informavam o risco que Pedro estava correndo e da necessidade de realizar uma traqueostomia.

No dia 03 de junho a família assinou o termo autorizando o procedimento que deveria ser realizado com o máximo de urgência.

“Para nossa surpresa dia 14 de junho nos comunicaram a falta de equipe para realizar este procedimento, pois a que havia se contaminado pela Covid. Desde então, estamos numa luta constante. Já procuramos o serviço social onde alegam que não depende deles, o médico responsável pelo meu pai diz que não tem previsão de quando irá realizar o procedimento, e a ouvidoria por sua vez, pede para ser feito um relatório enviado por e-mail e aguardar de 15 a 20 dias um retorno. Para um procedimento que seria urgente, agora não tem previsão de quando poderá ser realizado”.


A família diz que agora o paciente apresenta febre e a possível causa seria escaras na região dorsal, no qual necessita de uma raspagem que não poderá ser realizado naquele hospital, pois ele não conta com um centro cirúrgico. Para realizar esse procedimento o paciente deverá ser transferido, mas por falta da traqueostomia, não poderá ser transferido do Hospital Central, onde se encontra até hoje.

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