Governo federal regulamenta turismo de trilhas no Brasil

A RedeTrilhas conecta pontos do patrimônio cultural e natural

O governo federal definiu os critérios para a adesão de novos trajetos nacionais e regionais à Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (RedeTrilhas). A portaria conjunta dos ministérios do Turismo e do Meio Ambiente (MMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) foi publicada nesta semana no Diário Oficial da União.

A RedeTrilhas conecta pontos de interesse do patrimônio cultural e natural brasileiro, estruturando e promovendo o ecoturismo no país. As trilhas de longo curso também funcionam como ferramentas de conservação, interligando biomas e impedindo a fragmentação das unidades preservadas.

As propostas de adesão deverão ser apresentadas à Secretaria de Ecoturismo do ministério por entidades e órgãos públicos, organizações da sociedade civil ou entes privados. Novas trilhas e trechos adicionais deverão seguir padrões de mapeamento, identificação visual, acesso a serviços, indicação de pontos de apoio, pernoite e de interesse turístico, a fim de proporcionar mais segurança aos visitantes.

As informações detalhadas dos percursos estão disponíveis no site da RedeTrilhas, que já conta com 74 trilhas em 3,5 mil quilômetros sinalizados. O projeto de estruturação da iniciativa se baseia em experiências internacionais, como o Caminho de Santigo, no nordeste da Espanha.

A rede reúne grandes trilhas nacionais e regionais, uma acabando onde começa a outra, podendo ser percorridas em variados espaços de tempo e atendendo a diferentes perfis de visitantes. Nesse contexto, cada Trilha de Longo Curso Nacional é o resultado da adição de uma série de trilhas regionais.

O Caminho dos Goyazes, em Goiás, por exemplo, é composto pela soma de três trilhas regionais, cujo primeiro trecho, o Caminho de Cora Coralina, com 302 km entre Goiás Velho e Corumbá de Goiás já foi totalmente implementado e já começa a gerar emprego e renda, com hospedagem, transporte e alimentação. O Caminho do Planalto Central  e o Caminho dos Veadeiros.

Fonte: Agência Brasil

Parques temáticos poderão reabrir a partir de 23/09

Atividades de parques ao ar livre podem ser retomadas em regiões que estiverem há 28 dias na fase amarela do Plano São Paulo.

O Governador João Doria anunciou nesta quarta-feira (16) a autorização para reabertura dos parques temáticos ao público a partir de 23 de setembro. O aval vale para parques instalados em municípios que estão na fase amarela do Plano São Paulo por 28 dias consecutivos.

“São Paulo concentra, de longe, a maior quantidade de parques e atrações temáticas do país. Também é a maior concentração da América Latina”, afirmou o Governador, em referência ao segmento dos parques temáticos.

A autorização libera a retomada de mais de cem operações, que geram 26 mil empregos diretos e indiretos. Os parques são âncoras do turismo de lazer familiar no interior, como nas cidades de Vinhedo e Itupeva, onde ficam o Hopi Hari e o Wet´n Wild, e Olímpia, que se destaca pelas atrações aquáticas, além de uma concentração natural de atividades na Grande São Paulo.

Os parques poderão operar ao longo de oito horas diárias com 40% da capacidade de público. Os protocolos gerais e específicos continuam valendo: uso obrigatório de máscaras, medição de temperatura, ingressos vendidos antecipadamente e controle de acesso. A fiscalização fica a cargo das prefeituras.

“Os protocolos foram acordados com o próprio setor e seguem os mesmos adotados internacionalmente. A retomada segura substitui viagens ao exterior e internas até que as coisas se normalizam no mundo”, afirmou o Secretário do Turismo, Vinicius Lummertz. Ele ressaltou a importância do setor como propulsor do turismo, que havia, em 2019, sido o maior gerador de empregos em São Paulo. “Foram mais de 50 mil empregos, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).”

Ranking de visitação

O ranking 2019 da organização internacional Themed Entertainment Association aponta que o Termas dos Laranjais, de Olímpia, com 1,84 milhão de visitantes anuais, é o quinto parque aquático mais visitado do mundo e único brasileiro entre os dez mais visitados.

Segundo o levantamento, quatro dos dez parques aquáticos mais visitados da América Latina estão em São Paulo. Além do Termas dos Laranjais, que lidera o ranking regional, aparecem o Magic City Water Park, de Suzano, com 681 mil visitantes, o Thermas Water Park, de São Pedro, com 641 mil, e o Hot Beach, também de Olímpia, com 608 mil — os três tiveram um crescimento acima de 30% no número de visitantes na comparação entre 2019 e 2018.