Inclusão e diversidade: 57% dos profissionais negros levam em conta para escolher empresa para trabalhar

Segundo o último censo do IBGE, 54% da população no Brasil é negra. No entanto, ainda são poucas as empresas brasileiras que focam em atrair esses talentos. Em parceria com o Instituto Guetto, o Indeed, site número 1 de empregos no mundo, realizou uma pesquisa com 245 profissionais negros para entender suas percepções sobre o mercado de trabalho atual no Brasil, com relação a fatores, como inclusão e diversidade, e outros.

Segundo a pesquisa, 17% dos profissionais declararam já ter mudado de emprego por conta de práticas racistas nas empresas. Ainda, 44.5% dos profissionais consideraria trocar de emprego se sofresse ou presenciasse discriminação racial. De acordo com dados do IBGE, em 2020 o desemprego entre negros no Brasil foi 71% maior do que entre brancos.

Para Vitor Del Rey, presidente do Instituto Guetto, os dados refletem que as empresas precisam  abordar essas questões internamente e se esforçar para aumentar o senso de pertencimento de seus colaboradores, o que vai afetar diretamente a retenção de talentos. “O racismo é um grande desafio no processo de contratação e na vivência corporativa. A discriminação contra pessoas negras e pardas aparece de várias formas no dia a dia da empresa, mas começa já nos processos de seleção e promoção de vagas”, afirma.

“É necessário que as empresas fomentem uma cultura aberta às pessoas negras a partir de uma educação racial do setor de RH e com os demais funcionários da empresa. Os profissionais negros precisam se sentir respeitados, ouvidos, pertencentes e capacitados na instituição desde o processo de seleção até cargos de prestígio”. Para Del Rey, as empresas perdem por não investir em políticas internas de RH para integração e inclusão desses profissionais.

Como as empresas podem promover diversidade? 

Segundo os dados do Indeed, é possível destacar algumas ações que as empresas podem considerar para promover a diversidade racial. 72% dos profissionais entrevistados acreditam que as empresas deveriam ter funcionários negros atuando diretamente no processo de recrutamento e seleção, para serem mais inclusivos com esses profissionais durante todo o processo. Além disso, 65% entende que a participação de profissionais negros em processos decisórios e tomada de decisão ajuda a empresa a se tornar mais inclusiva. 

Para mudar o cenário de discriminação nos processos de contratação, 34% dos profissionais entrevistados acreditam que processos seletivos só para negros são eficazes para o aproveitamento de talentos de pessoas negras de uma maneira mais inclusiva. Apesar de gerar controvérsias, a medida é importante por reconhecer o racismo histórico no Brasil e um esforço para tentar repará-lo. 

Atualmente o preconceito racial está presente, por exemplo, quando profissionais negros, mesmo quando ocupam os mesmos cargos, ganham 30% a menos que os brancos, segundo o IBGE. Ainda de acordo com a pesquisa do Indeed, após salários, benefícios e crescimento profissional, o fator decisivo para 57% dos profissionais negros entrevistados ao escolherem a empresa que querem trabalhar é o nível de engajamento da organização com a inclusão e diversidade. 

Metodologia da pesquisa 

Todas as porcentagens apresentadas são dados coletados da pesquisa conduzida pelo Indeed em colaboração com o Instituto Guetto em março de 2021. Através de entrevistas em um painel online com 245 profissionais negros, a pesquisa buscou entender suas percepções sobre o mercado de trabalho atual no Brasil, desde a busca por empresas até suas vivências dentro delas e o impacto em suas carreiras. 

Sobre o Indeed

Mais pessoas encontram empregos no Indeed do que em qualquer outro lugar. O Indeed é o site de empregos nº1 do mundo e permite que os candidatos pesquisem milhões de empregos na web ou em dispositivos móveis em mais de 60 países e 28 idiomas. Mais de 250 milhões de pessoas procuram empregos, publicam currículos e pesquisam empresas no Indeed.4 Para mais informações, visite indeed.com.br 

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Tentativas de Fraudes: Quando mais ocorrem?

Os fraudadores estão aumentando seus esquemas digitais no Brasil. A constatação é da mais recente análise trimestral da TransUnion (NYSE: TRU) sobre as tendências globais de tentativas de fraudes online.

De acordo com os dados do levantamento, o setor mais visado pelas suspeitas de tentativas de fraudes digitais no Brasil foi o de serviços financeiros, com aumento de 457%. 

Além disso, o recente Estudo Global Consumer Pulse da TransUnion descobriu que 20% dos consumidores brasileiros foram, recentemente, alvos recentes de fraudes digitais relacionadas à Covid-19.

Outro estudo, chamado “Mapa da Fraude 2020”, realizado pela Clearsale, detectou que a quantidade de tentativas de fraudes no comércio eletrônico no Brasil aumentou 53,6% em 2020, apontando uma tendência que deve se estender até o final de 2021. 

Golpes estão cada vez mais sofisticados

Se antes existia a sensação de que apenas pessoas menos habituadas às transações eletrônicas é que caíam nos golpes, hoje a situação é outra. Os golpes estão cada vez mais sofisticados, o que aumenta o número de pessoas prejudicadas não só diretamente em meios online, mas também por telefone e outros métodos.   

E mais: os fraudadores têm dias preferidos para tentar suas ações, segundo o levantamento da Clearsale. As quartas-feiras foram os dias que mais registraram tentativas de fraudes, respondendo por 16,8% do total, seguidas das terças-feiras, com 16,57% do total. 

“O primeiro passo para o usuário se proteger de golpes na internet é ter ciência se o site é confiável ou não. É essencial verificar no rodapé do site os selos e certificados. Outra opção é olhar a URL do site e se possui o “cadeado”, mostrando que a conexão é segura”, destaca o CEO da Codeby, empresa de tecnologia focada em negócios digitais, Fellipe Guimarães. 

Existe uma adaptação e organização dos fraudadores ao cenário de isolamento em que vivemos. A análise ainda mostra que, além de terça e quarta-feira serem os dias mais cobiçados para cometer a fraude, os horários de pico ficam entre 12h e 18h. 

“O estudo é extremamente interessante, pois mostra que existe uma estratégia para cometer tais atos, ou seja, como muitas pessoas estão em home office, simultaneamente trabalhando e comprando, os fraudadores escolhem os dias da semana como ‘melhores’  para cometer o delito”, argumenta Guimarães. 

“Se eu puder dar poucas dicas que são essenciais, seriam: mantenha sempre atualizado o seu software de proteção e antivírus,  crie senhas difíceis de serem descobertas, use bloqueador de pop-ups e, por último, faça download de arquivos apenas de sites conhecidos”, menciona Guimarães. 

Além disso, os especialistas também recomendam que os compradores  ignorem e-mails de remetentes desconhecidos, não cliquem em links desconhecidos, e solicitem para o banco o serviço de ‘alertas de transação’ para acompanhar as suas compras por e-mail ou SMS. 

Essas dicas são fundamentais para o combate e prevenção de cibercrimes, em que criminosos virtuais se aproveitam de momentos delicados e vulneráveis para conduzir golpes e fraudes. Ou seja, o ataque pode vir via e-mail, SMS, ligação e aplicativos de mensagem. Além disso, fique atento aos seus e-mails, envio de links suspeitos, domínios inexistentes, e as famosas fake news. 

“É de extrema importância que o cliente se informe e cuide de suas senhas e sites que frequenta. E mais que isso: o setor de comércio eletrônico também precisa entender seu papel no que diz respeito a educar esses usuários e mostrar a importância de cuidar dos seus dados.  É claro que oferecer um ambiente seguro aos clientes é tarefa primordial de uma loja virtual, mas também nos cabe ajudar a fomentar uma internet mais segura para todos”, finaliza Guimarães. 

Fellipe Guimarães, especialista em negócios digitais | Startup Maker | Desenvolvedor Full Stack. Founder Grupo Codeby, uma empresa de tecnologia especializada em desenvolvimento de funcionalidades que agregam o crescimento para negócios digitais. A empresa que possui 7 anos de mercado atende grandes marcas como, por exemplo, KFC (México), F64(Romênia), Telemercados (Chile), Lego, Shoulder, Valisere, Alpargatas, entre outras. Saiba mais: https://codeby.com.br/ 

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A situação do mercado de trabalho quanto a capacitação de trabalhadores ou oportunidades

Este artigo sobre a situação do mercado de trabalho é de autoria de Simone Choin

Nos últimos anos podemos afirmar que o mercado de trabalho teve alguns altos e baixos e com a pandemia o nível de incerteza em relação ao desempenho da economia brasileira tem se elevado de forma extraordinária e está gerando grandes distorções no país, em especial no mercado de trabalho.

Em 2021 o mercado de trabalho prometia uma grande recuperação, mas ainda caminha a passos mais lentos do que era esperado. Isso não significa que quem deseja uma oportunidade no mercado de trabalho não vá conseguir. Significa sim, que precisa entender em que setores estão as oportunidades e o que precisa desenvolver para conquistar aquela determinada vaga que tanto almeja.

Existir vagas existem, mas muitas empresas estão procurando profissionais para resolver problemas que elas não tinham antes da pandemia, outras que foram na contramão do mercado, cresceram durante a crise do novo coronavírus e em necessidade de contratar para conseguir atender a todas as solicitações do mercado. Muitas oportunidades de trabalhar em home office surgiram e assim possibilitou quem tem uma estrutura mínima de trabalho em casa conseguir uma oportunidade dentro dos padrões exigidos pelas empresas, independente do local que é a empresa e de onde mora esse empregado.

Em função da situação em que estamos vivendo, os trabalhadores precisam cada vez mais investir em conhecimentos, um bom profissional está sempre em busca de novos estudos que possam agregar qualidade para o seu currículo. Independentemente da área de atuação ou formação, os cursos também podem contribuir muito para aqueles que nunca trabalharam.

Se está em busca de oportunidade, fique de olho em algumas profissões que estão em alta em 2021 até pelo momento em que estamos vivendo. Algumas são: área da saúde (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, assistentes sociais), tecnologia da informação (todas as áreas de TI), logística (todo o varejo) e marketing de performance. Entre eles, especialistas em BI (Business Intelligence), segurança digital e infra-estrutura devem continuar em alta.

Simone Choin

Líder de Talentos da Conexão Talento. Especialista em Gestão de RH com experiência de 25 anos em empresas de grande porte, atuando como gestora regional nos subsistemas de R&S, T&D e Comunicação Interna.

Formação em Assistência Social e MBA em Gestão de Pessoas pela UCP/IPETEC. Formação na ferramenta DISC pelo Instituto Brasileiro Coaching. Participou de projetos de grande impacto, como: Reestruturação das áreas de RH com Criação de Políticas de RH, Apoio a Construção de Trilha de Carreira, Comunicação Interna e Processos de RH. Responsável também pelos programas de Jovem Aprendiz, PCD’s, Diversidade, Voluntariado, entre outros.

Simone Choin. Foto: Divulgação

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Alimentos saudáveis dispararam na pandemia; setor lucrou 100 bi

O consumo de alimentos saudáveis, que já vinha registrando um crescimento, dispararam com a chegada da pandemia no último ano. Em 2020, as vendas desses alimentos – que incluem de produtos sem glúten ou com menor teor de sódio a orgânicos certificados – atingiram R$100 bilhões no país, segundo a consultoria inglesa Euromonitor Internacional. O número é considerado a maior cifra para essa categoria desde 2006, quando esse segmento de alimentos começou a ser monitorado pela consultoria. Em relação a 2019, o avanço foi de 3,5%.

A preocupação com o consumo também  foi constatada em outra pesquisa que ouviu cerca de mil pessoas. Desse número, 78% disseram estar mais atentas à alimentação e à saúde, e 53% afirmaram buscar informação sobre a função dos alimentos. A pesquisa foi realizada pela RG Nutri em parceria com a Tech Fit, empresa líder em aplicativos de saúde e self-care no Brasil.

De olho nesse mercado, diversas empresas expandiram a sua oferta de produtos para atender essa demanda. “O nosso primeiro lançamento ocorreu em 2014 com a bebida Original, única no mercado com apenas dois ingredientes, sem glúten, sem lactose e zero colesterol. De lá para cá, sentimos a necessidade de expandir os sabores e, hoje, estamos com nove sabores no mercado, sem contar com a linha que lançamos recentemente para as crianças”, lembra Rodrigo Carvalho, sócio da A Tal da Castanha.

Foto: Divulgação

Neste ano as crianças foram contempladas com um lançamento de uma bebida totalmente vegetal pensada para complementar a alimentação infantil. O Mini nos sabores de Chocolate, Morango, Baunilha e Maçã & Banana não envolve nada de origem animal, aditivos artificiais e muito menos uma lista de ingredientes extensa. Um copo de 200ml da bebida, contém nutrientes essenciais para o desenvolvimento infantil, como cálcio, ferro, zinco, proteínas e fibras. De proteínas temos exatamente 3 gramas, provenientes da castanha de caju e da fava.

Apesar do momento econômico, a empresa continua crescendo e trabalha para expandir ainda mais a oferta de produtos. A marca faturou 45 milhões de reais em 2020 — e espera quase dobrar esse resultado, com projeção de fechar 2021 faturando 85 milhões de reais.

Foto: Divulgação

Sobre A Tal da Castanha: 

A Tal da Castanha é uma marca genuinamente brasileira que utiliza em sua composição apenas ingredientes de origem natural e vegetal. A marca combina excelência e inovação para trazer ao mercado brasileiro uma linha inédita de produtos que inclui bebidas vegetais, pastas e snacks. A filosofia da marca é pautada em pureza e simplicidade, quanto menos ingredientes, melhor. Líder no segmento, os produtos A Tal da Castanha são distribuídos nos melhores mercados do país. A Tal da Castanha é uma referência entre as marcas clean label do Brasil e faz parte da seleta lista de empresas B, um grupo global de organizações comprometidas com a geração de impacto positivo na sociedade e no meio ambiente.

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Programa de Estágio AkzoNobel: Inscrições abertas em novo ciclo

Até 30 de abril, as inscrições para o novo ciclo do Programa de Estágio AkzoNobel 2021 estarão abertas. São cerca de 15 vagas para as unidades de Mauá (SP), Rochaverá (SP), São Roque (SP) e Recife (PE) a multinacional holandesa busca talentos para as áreas de finanças, logística, produção e pesquisa e desenvolvimento. Mais detalhes estão disponíveis em https://careers.akzonobel.com/, link no qual é possível pesquisar e também se candidatar às vagas. Desde 2016, mais de 300 participantes já passaram pela iniciativa, que este ano já selecionou 57 estudantes.

“O programa de estágio tem se mostrado uma importante porta de entrada de novos talentos na organização. Por isso, esperamos que nossos estagiários estejam aptos a preencher possíveis vagas na empresa, garantindo seu crescimento pessoal e profissional, assim como o alcance das estratégias e metas do negócio”, afirma Francisco Farias, diretor regional de Recursos Humanos da AkzoNobel para América do Sul.

Desenhado pensando no real desenvolvimento dos participantes – e está aí um dos seus diferenciais –, o Programa de Estágio da AkzoNobel tem duração de até dois anos. Durante esse período, além de aprimorar a experiência em sua área, o estagiário tem contato com os demais departamentos e unidades da companhia no Brasil e no exterior.

Um dos destaques da proposta é dar a oportunidade do participante elaborar e implementar, com o apoio de especialistas da área e do seu gestor imediato, um projeto estratégico para a companhia, a fim de apresentá-lo para as liderenças, treinando, assim, diferentes competências, como visão estratégica, relacionamento interpessoal, habilidades de comunicação, administração de tempo, capacidade de adaptação, potencial criativo e gestão de projetos. “Não é apenas um exercício, a grande maioria dos projetos é colocada em prática na nossa empresa”, comenta Francisco. Exemplos dessa interação são projetos que foram implementados nos últimos anos, como um programa de mentoria reversa com foco em diversidade, uma nova metodologia para rendimento de esmaltes sintéticos e uma ferramenta de gestão de preços.

Em tempos de pandemia, todas as atividades de desenvolvimento do programa foram adaptadas para que pudessem ser entregues virtualmente, desde o onboarding, passando por workshop de projetos, sessões de coaching e demais treinamentos que são oferecidos durante o período de dois anos. Adicionalmente, foi contratada uma plataforma digital, que viabilizou a feira de projetos dos estagiários de forma online, sendo também uma oportunidade de exposição dos futuros talentos a outras áreas da empresa. “Tudo isso tornou o programa ainda mais democrático, viabilizando, por exemplo, que os estagiários de diferentes localidades possam participar de todas as ações com os demais participantes. Além disso, com a plataforma digital para realizar a feira, os demais colaboradores da empresa passaram a acompanhar o evento, encorpando a plateia de uma apresentação que antes era restrita apenas aos gestores e alguns convidados”, conta Farias.

O processo seletivo – São quatro etapas, todas realizadas via plataforma digital: inscrições, avaliação on-line (Fit Cultural AkzoNobel e Fit Competênciais), entrevista por vídeo, e dinâmica e entrevistas com os gestores. Os estagiários selecionados iniciarão o programa no próximo mês  de agosto. De acordo com as condições de segurança necessárias por conta do momento da pandemia, o trabalho poderá ser realizado totalmente em home office ou no formato híbrido, com o estudante participando de atividades presenciais.

Entre os pré-requisitos estão: ensino superior, com formação prevista para julho/agosto 2023; disponibilidade para estagiar 30 horas semanais (6 horas diárias); conhecimentos de inglês avançado e pacote Office.

Os benefícios incluem bolsa-auxílio, 13ª bolsa-auxílio no fim do ano (condicionada à ausência de “DPs” na faculdade); assistência médica; assistência odontológica; restaurante no local ou vale-refeição, dependendo da localidade; ônibus fretado ou vale-transporte ou estacionamento no local; seguro de vida; Programa de Apoio ao Empregado; compra de tintas decorativas com desconto; Programa de Desenvolvimento Estruturado e Gympass.

Oportunidades do Programa de Estágio AkzoNobel

Estágio em Manutenção Industrial

Principais responsabilidades: acompanhamento dos indicadores da área de manutenção; realização de  5s; acompanhamento de ativos; participação de células de planejamento e execução de manutenção; acompanhamento e disponibilidade de materiais de manutenção. Terá interação com a área de Segurança, Saúde e Meio Ambiente e Engenharia com foco em infraestrutura do site e disponibilidade de máquinas.

Requisitos: ensino superior com formação prevista para julho/agosto de 2023 no curso de Engenharia Mecânica.

Disponibilidade: para estagiar 6 horas diárias, das 08h00 às 15h00 ou 09h00 às 16h00 ou 10h00 às 17h00 (incluindo uma hora de almoço).

Conhecimentos: pacote Office intermediário a avançado, inglês avançado;  espanhol, técnico em Eletrônica ou Mecânica e Power BI e SAP serão considerados como diferenciais.

Local de trabalho: Mauá (SP).

Estágio em Logística

Principais responsabilidades: entrada de notas fiscais e notas produtivas; desevolverá projeto voltado para melhoria de processos; lançamento de notas fiscais; acompanhamento de entrada de materiais no SAP e acompanhamento de pedidos; entrega de EPI’s.     

Requisitos: ensino superior com formação prevista para julho/agosto de 2023 no curso de Administração, Contabilidade e Logística.

Disponibilidade: para estagiar 6 horas diárias, das 08h00 às 15h00 (incluindo uma hora de almoço).

Conhecimentos: pacote Office intermediário a avançado; inglês avançado; espanhol, Power BI e SAP serão considerados como diferenciais.

Local de trabalho: São Roque (SP).

Estágio em Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento

Principais responsabilidades: contribuir com a introdução de novas matérias-primas, suporte no desenvolvimento de novos produtos. Avaliação dos parâmetros de qualidade da tinta, por exemplo: Viscosidade, pH, cobertura, reologia, cor, teor de não voláteis e testes de aplicação. Acompanhamentos dos testes e auditorias do Programa setorial da Qualidade. Elaborar relatórios técnicos de desenvolvimento de produto. Acompanhamentos experimentais em fábrica dos produtos desenvolvidos. Revisar procedimentos laboratoriais de qualidade e de segurança com acompanhamento do técnico responsável.

Requisitos: ensino superior com formação prevista para julho/agosto de 2023 nos cursos de Química Industrial ou Engenharia Química.

Disponibilidade: para estagiar 6 horas diárias, das 08h00 às 15h00 (incluindo uma hora de almoço).

Conhecimentos: pacote Office intermediário a avançado, inglês avançado; Espanhol, Power BI e SAP serão considerados como diferenciais.

Local de trabalho: Recife (PE).

Estágio em Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento

Principais responsabilidades: suprir os laboratórios com os insumos necessários para o desenvolvimento das atividades, requisitando matérias-primas e/ou auxiliares, assim como preparando soluções. Reproduzir fórmulas e processo desenvolvidas pelos químicos, visando desenvolvimento de novos produtos, reformulações e manutenção de já existentes (produtos acabados e intermediários). Efetuar aplicação de produtos em substratos, obedecendo às especificações do produto e/ou parâmetros estabelecidos pelo cliente. Executar os testes físico-químicos indicados para avaliação dos produtos e/ou matérias-primas, baseando-se em métodos de teste e/ou normas técnicas e fazendo o uso de equipamentos adequados e aferidos, para obtenção de um resultado confiável para avaliação.

Requisitos: ensino superior com formação prevista para julho/agosto de 2023 nos cursos de Química Industrial ou Engenharia Química.

Disponibilidade: para estagiar 6 horas diárias, das 07h30 às 14h30 (incluindo uma hora de almoço).

Conhecimentos: inglês avançado; pacote Office intermediário a avançado; espanhol, Power BI e SAP serão considerados como diferenciais.

Local de trabalho: Mauá (SP).

Estágio em Laboratório Cores

Principais responsabilidades: irá atuar no Laboratório de Desenvolvimento de Cores para a linha Decorativa, colaborando na criação de ajuste de cores e realizando suporte aos Laboratórios de Desenvolvimento de Tintas e atividades de Inovação.

Requisitos: ensino superior com formação prevista para julho/agosto de 2023 nos cursos de Química, Engenharia Química, Química Industrial.

Disponibilidade: para estagiar 6 horas diárias, das 10h00 às 17h00 (Incluindo uma hora de almoço);

Conhecimentos: inglês avançado; pacote Office intermediário a avançado; espanhol, Power BI e SAP serão considerados como diferenciais.

Local de trabalho: Mauá (SP).

Estágio em Contas a Pagar

Principais responsabilidades: irá participar ativamente de processos de fluxos de pagamento.

Atendimento de ticket diariamente. Apoio aos clientes internos e externos com relação a dúvidas de pedidos para reembolsos.

Requisitos: ensino superior com formação prevista para julho/agosto de 2023 nos cursos de Administração e Contábeis.

Disponibilidade: para estagiar 6 horas diárias, das 09h00 às 16h00 (Incluindo uma hora de almoço).

Conhecimentos: inglês avançado; pacote Office intermediário a avançado; espanhol, Power BI e SAP serão considerados como diferenciais.

Local de trabalho: Mauá (SP).

Estágio em Operações de Compras

Principais responsabilidades: acompanhamento e análise das demandas da área (predominantemente em excel); gestão de pedidos, contratos e fornecedores no sistema SAP; participação e contribuição em projeto de melhoria continua.

Requisitos: ensino superior em andamento, com previsão de termino para julho/agosto de 2023, preferencialmente nos cursos de administração, economia, comercio exterior e engenharia(s);

Disponibilidade: para estagiar 6 horas diárias, das 09h00 às 16h00 (Incluindo uma hora de almoço).

Conhecimentos: inglês avançado; pacote Office intermediário a avançado; espanhol, Power BI e SAP serão considerados como diferenciais.

Local de trabalho: Mauá (SP).

Sobre a AkzoNobel

Somos pioneiros em um mundo de possibilidades para dar vida às superfícies há mais de 200 anos. Há uma grande chance de você estar perto de um de nossos produtos, pois somos especialistas em cor e proteção. Nosso portfólio de marcas globais – incluindo Coral, International, Sikkens e Interpon – tem a confiança de clientes em todo o mundo. Atuamos em mais de 150 países e buscamos ser líderes da indústria. Afinal, é o que você esperaria da empresa mais sustentável e inovadora de tintas e revestimentos que inventa o futuro há mais de dois séculos. Para obter mais informações, visite www.akzonobel.com. © 2021 Akzo Nobel N.V. Todos os direitos reservados.

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Programa de Estágio AkzoNobel. Divulgação

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Dinheiro Fácil: Day trade só é rentável para os intermediários

Notícias virais sobre dinheiro fácil, como a de um jovem que transformou R$ 30 mil em R$ 700 mil durante a pandemia atrai para a prática da compra e venda diária de ações. Investidores incautos acumulam prejuízos e geram lucros a quem surfa nessa onda vendendo cursos, livros e ilusões.

No ínicio deste ano, tornou-se um viral nas redes sociais a trajetória de um jovem carioca de 24 anos e origem humilde que, atuando como day trader durante a pandemia, conseguiu transformar R$ 30 mil em R$ 700 mil. Contudo, histórias como essa atraem outros investidores para a ilusão do dinheiro fácil e rápido. A maioria acabam acumulando prejuízos e, alguns, como vimos no Fantástico desse domingo, acabam até caindo em golpes.

Histórias de superação como essa costumam ser inspiradoras. Contudo, a forma como ela é compartilhada na internet acaba confundindo as pessoas e reforçando uma compreensão equivocada de que um investimento de altíssimo risco pode ser uma fonte de renda.

Pesquisas mostram que quase a totalidade dos seguem por esse caminho têm prejuízo. Os pesquisadores Fernando Chague e Bruno Giovannetti, da Fundação Getúlo Vargas, chegaram a conclusões espantosas em seu trabalho.

Foram acompanhados todos os indivíduos que começaram a fazer day trade em ações no mercado brasileiro entre 2013 e 2016 (98.378 indivíduos), chegando-se nas seguintes revelações:

  1. 99,43% dos indivíduos não persistiram na atividade (apresentaram menos

de 300 pregões com day-trades);

  1. considerando-se os day-traders que persistiram (operaram por mais de

300 pregões), a performance média foi negativa;

  1. apenas 127 indivíduos foram capazes de apresentar lucro bruto diário

médio acima de 100 reais em mais de 300 pregões.

Nas palavras dos próprios pesquisadores: “Entre os 1.551 que persistiram, apenas 8 conseguiram apresentar lucro bruto diário médio maior do que a remuneração de entrada de um caixa de banco (160 reais por dia).”

No entanto, ao se observar que o número de novos investidores, inclusive muito jovens, nota-se que os resultados parecem não ter desanimado quem acredita na possibilidade do dinheiro fácil.

“A essência de se comprar uma ação é você se tornar sócio de uma grande empresa. Então, qual o sentido de você ficar comprando e vendendo a sua sociedade diariamente?”. Quem traz essa reflexão é o Educador Financeiro do canal “Dinheiro Com Você”, William Ribeiro, que também faz o alerta para os riscos dessa prática.

“A grande maioria das pessoas que estão se interessando pelo investimento em ações ainda acredita que tudo se resume a ficar acompanhando gráficos e apostando nas subidas e descidas dos preços. Day trading é uma atividade extremamente extenuante, que já levou vários investidores e famílias à ruína. Às vezes, o pior que pode acontecer é você começar ganhando dinheiro e acreditar que descobriu as regras do jogo. Os raríssimos day traders que ganham dinheiro, realizam a atividade como seu ofício, não é um hobby para se realizar no litoral ou no semáforo (aliás, quem, em sã consciência, deixaria de tomar caipirinha na praia para operar?).”

O Sonho do Dinheiro Fácil

Os Investidores que têm mais chances em conseguir lucro no day trade são aqueles que menos precisam disso para sobreviver. Pessoas que já construíram patrimônio e levam esse capital para o mercado financeiro para investir, para rentabilizá-lo.

“Quem tira dinheiro do seu próprio orçamento familiar para investir já começa perdendo, porque vai ser impossível não deixar o lado psicológico interferir nas operações”, explica o Educador Financeiro.

“Algumas pessoas afirmam que, assim como em qualquer outra atividade, poucos são os que se dedicam e têm sucesso. No caso do day trading isso é uma falácia, porque as pesquisas mostram que os operadores não ficaram melhores com o passar do tempo. Além disso, para efeito de comparação, as chances de ser aceito em Harward são de 4,7%, muito superiores aos 0,13% dos daytraders que têm como resultado mais de R$100 brutos por dia.”, destaca.

Quem realmente ganha com o day trade?

O grande foco das pesquisas sobre day trade é sobre consistência. Foi demonstrado que quanto maior é o número de pregões operados, menos provável é a sua chance de sucesso.

Desta forma, sempre teremos alguns vencedores pontuais, como certamente é o caso do jovem estagiário que se tornou “milionário” repentinamente. Ainda assim, por mero efeito da aleatoriedade, é bem possível que alguns poucos traders tenham sucesso repetidas vezes. “Se fizéssemos um campeonato de cara ou coroa, o campeão brasileiro certamente teria acertado um número bizarro de vezes, talvez dezenas delas. Nem por isso teria algum mérito por suas escolhas, mas certamente seria capa de revista e poderia lançar um curso ensinando como ser um vencedor nesta modalidade.”, afirma Ribeiro.

Definitivamente, day trade é um negócio lucrativo. Mas, de acordo com os estudos, quem faz dinheiro com ele são somente as corretoras (que ganham taxas), a Bolsa de Valores e os vendedores de curso.

William faz um último alerta a quem, mesmo assim, ainda pensa em arriscar.

“Tome cuidado com os gurus, com as dicas das outras pessoas. Será que se alguém tivesse o mapa da mina de ouro iria compartilhar com você e precisaria do seu dinheiro? Acrescento que, se tais dicas fossem divulgadas, brevemente seriam inócuas, uma vez que ficassem em domínio público e todos copiassem a estratégia.

Se o próprio dono da corretora soubesse desta fórmula, certamente criaria um exército de robôs, operando 24 horas por dia, o que certamente daria muito menos dor de cabeça do que administrar milhares de clientes dentro de uma corretora.

Se você deseja ser um day trader, já sabe que as chances estão contra você e que isso será um “trabalho” dos mais desgastantes e perigosos, diga-se. Caso contrário, não nunca priorize day trading com relação ao seu próprio ofício, porque é nele que você sabe ganhar dinheiro e pode aperfeiçoar-se de verdade”, conclui.

Entender a Jornada do Investidor evita erros e prejuízos

Em uma definição simples, o Educador Financeiro e apresentador do canal “Dinheiro Com Você”, William Ribeiro, explica o conceito da Jornada do Investidor como sendo “o processo que reflete a evolução das pessoas no domínio dos conceitos do mundo dos investimentos”.

Ter a consciência de como funciona essa jornada e seus possíveis caminhos, além de torná-los mais fáceis, é condição essencial para ter uma relação saudável e rentável com os investimentos.

“Muita gente me pergunta como começar e onde investir. E é logo no começo que as pessoas cometem dois erros principais: superestimar ou subestimar os riscos. Para o primeiro caso, é mais fácil: basta buscar conhecimento e ter disciplina para superar o medo de investir.

Já o segundo erro é de solução mais complexa. É preciso ter ciência de que investimento nenhum deixa ninguém rico no curto prazo. Mas também implica domar-se em seus instintos para não pular de cabeça em investimentos cujo risco é incompatível com seu perfil e jornada do investidor”, explica Ribeiro.

Em qual ponto inicia a sua jornada?

A jornada do investidor é uma estrada repleta de ramificações e com diferentes pontos de partida. Um único caminho errado pode atrapalhar e retroceder anos de caminhada, como alerta o Educador Financeiro.

 “O seu extrato bancário é um resultado que pode estar positivo ou negativo, refletindo um balanço das boas decisões financeiras da sua vida, frente à aquelas apostas (ou gastos desnecessários) que retiraram dinheiro da sua conta.

Um bom investidor sempre se questiona a respeito do quanto pode perder, ao passo que os iniciantes irremediavelmente procuram por investimentos cujo risco não podem suportar, como na renda variável”, pondera Ribeiro.

Para saber de onde um novo investidor deveria partir, basta uma análise simples para um primeiro diagnóstico das três possíveis situações que Ribeiro explica abaixo:

  1. A pessoa deseja começar a investir, pode até ter separado algum dinheiro, mas tem dívidas acumuladas.

Antes de pensar em aplicar qualquer quantia, a melhor coisa a fazer é livrar-se das pendências. É impossível encontrar qualquer investimento que tenha um retorno superior aos juros cobrados pelas instituições financeiras, especialmente se estivermos falando do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial.

Além dos juros altos, as dívidas tiram o sossego e a liberdade. Então, nesse caso, o primeiro passo é olhar para trás, encontrando um meio de quitar todas as suas pendências e focar na geração de renda para aumentar seus recursos.

Não é raro encontrar pessoas que tentam justificar sua ansiedade em colocar dinheiro em algum investimento, mesmo estando endividadas. “Se eu não fizer dessa forma eu não começo” ou “Dívidas eu sempre vou ter, se não for assim, não consigo comprar nada”, estão entre os absurdos que cegam as pessoas para o problema.

Como falamos no início, a disciplina é indispensável para começar essa jornada. E se este argumento ainda não for suficiente, partimos para um argumento infalível: a ponta do lápis.

Vamos imaginar um aspirante a investidor hipotético que está começando errado a sua jornada e deu início a um plano de previdência privada com contribuições mensais de mil reais, ao mesmo tempo em que está utilizando o limite de seu cheque especial. Veja só:

 Conta com Limite (Cheque Especial)Plano de Previdência
Saldo inicial (R$)0,000,00
Após primeiro aporte (R$)-1.000,001.000,00
Juros ao mês (exemplos)8 %0,5 %
Perdas x Ganhos (R$)– 80,005,00

O que vemos na tabela acima é uma pessoa que, para ganhar R$ 5,00 de rendimento, pagou R$ 80,00 em juros da dívida. Se essa atitude se estende ao passar do tempo, a bola de neve dos juros fatalmente acabará com qualquer possibilidade de progresso financeiro na Jornada do Investidor.

Então, não há outro caminho que não seja acabar com todas as dívidas, buscando aumentar a renda e economizar mais, para conseguir sobrar mais dinheiro para investir.

  1. A pessoa quer começar a investir, mas ainda não tem uma reserva financeira.

Aqui, estão consideradas as pessoas que já não têm dívidas e decidiram começar a investir pela primeira vez, começando do zero. Ou seja, não têm nenhuma reserva de emergência ou, como costumamos chamar, um “colchão financeiro”. Esta é uma etapa indispensável antes de seguir para investimentos de maior risco.

Seja para preparar o colchão financeiro, ou aportar em investimentos mais arrojados, é fundamental garantir que, na balança, o ganho seja maior do que o gasto. Afinal, toda riqueza construída no mundo foi edificada sob a quantia que se foi poupada, evidentemente.

O Colchão Financeiro é o passo mais importante da jornada do investidor por um motivo: garante que a segurança financeira da família não será comprometida, caso um investimento se mostre inviável, ou para momentos de escassez na geração de renda (seja por motivo de demissão, falta de clientes, etc);

O ideal é conseguir separar, no mínimo, 10% dos ganhos e destiná-los para uma reserva. Lembrando que os 90% restantes precisam ser suficientes para cobrir todas as despesas do mês. Você poderá afirmar que realmente já conta com um colchão financeiro formado quando essa reserva for o equivalente à soma de pelo menos seis meses de todos os seus gastos mensais. Há quem se sinta seguro com um montante que cubra um ano das despesas.

Para a reserva de emergência, não é adequado optar por ativos de maior rentabilidade, justamente por apresentarem maiores riscos. Para este objetivo financeiro, o ideal é aproveitar os benefícios que oferece a Renda Fixa, que são o baixíssimo risco e a liquidez, como é o caso do Tesouro Selic ou CDBs de liquidez diária.

É importante ter a consciência de que ninguém ficará rico investindo o dinheiro do colchão financeiro. A função da reserva é prover recursos que estejam prontamente disponíveis para qualquer adversidade que a vida nos apresentar, como problemas de saúde, perda de emprego ou acidentes.

  1. Quer começar a investir e já tem uma reserva financeira segura.

Se uma pessoa não tem dívidas e já conta com uma reserva financeira de emergência, ela pode começar aqui a jornada em direção ao acúmulo de patrimônio.

“A partir daqui os caminhos são muitos, por onde seguir vai depender muito do perfil de cada um, de quanto se tem para investir, prazo, quais os planos desse investidor para o dinheiro, entre diversos outros fatores que podem influenciar nas decisões e seus resultados. Exatamente por isso, acredito que o mais interessante seja adotar o conceito que chamamos de “diversificação financeira”, avalia o Educador Financeiro.

Dentro da própria Renda Fixa também há opções que oferecem um pouco mais de rentabilidade, como pode ser o caso do Tesouro IPCA+ ou Pré-Fixado. Porém, são produtos que possuem um prazo de vencimento, cujo resgate antecipado (embora seja possível)  pode trazer perdas pela chamada “marcação a mercado”.

Contudo, mesmo optando pelos investimentos mais sofisticados desta categoria, a Renda Fixa não oferece retornos muito grandes. Via de regra, são instrumentos que utilizamos mais como proteção do poder de compra de um dinheiro guardado, ou seja, visando protegê-lo da inflação.

Para ganhos maiores (e incertos, diga-se), é indispensável dar continuidade nessa jornada. Veja que primeiro pensamos em proteger, para só então subirmos o próximo degrau da jornada.

Um produto que costuma ser bastante indicado para quem deseja dar os primeiros passos na renda variável, são os Fundos de Investimento Imobiliários. Com quotas tão acessíveis como na casa dos cem reais, os FII possibilitam que pequenos investidores participem de empreendimentos imobiliários de alto padrão, como shoppings, lajes corporativas e galpões logísticos.

Por possuírem receita razoavelmente previsível dos aluguéis e do lastro imobiliário destes ativos, a oscilação das quotas (negociadas na bolsa de valores) não costumam sofrer grandes volatilidades, sendo características ideais para quem está começando a conviver com um pouco mais de risco.

A partir daí, o investidor pode se dar ao luxo de experimentar, sempre aos poucos e aplicando a diversificação, investimentos mais arrojados, como ações de empresas na bolsa de valores, criptomoedas, e até no mundo do empreendedorismo.

Independente do ponto de partida, o importante é começar

Acumular patrimônio é uma questão de disciplina e de dar tempo ao tempo, tanto para que os ativos financeiros possam gerar frutos (os proventos), quanto para que o investidor não pule etapas da jornada financeira.

“Definitivamente, investir não é só para gente rica. Mas, para ficar rico, investir é primordial. Tudo a seu tempo, um passo de cada vez. A jornada do investidor é fundamental para que, um dia, haja a independência financeira, em que o dinheiro trabalha para o investidor, não o contrário. Mas só é possível para aqueles que entendem e respeitam a jornada do investidor”, finaliza Ribeiro.

Sobre William Ribeiro

William Ribeiro é CEO do Dinheiro Com Você, empresa de consultoria, treinamento e Educação Financeira, focada em finanças pessoais e investimentos, além de uma produtora de conteúdo multiplataforma da qual faz parte um dos maiores e mais importantes canais de educação financeira do pais: www.youtube.com/dinheirocomvoce.

Possui título de MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e é graduado em Engenharia da Computação pelo Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel). Sua experiência de mais de 20 anos no empreendedorismo lhe trouxe a independência financeira e o consequente maior propósito da sua vida: levar seu conhecimento adiante, ajudando milhares de pessoas a terem uma vida financeira mais próspera.

Além de especialista no mercado financeiro, William também é autor e prepara o lançamento de seu primeiro livro (pela Alta Books) sobre o tema, uma publicação alinhada com o propósito de todo o seu trabalho que é desmistificar os investimentos no Brasil. 

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William Ribeiro, educador financeiro e CEO do Dinheiro Com Você
Foto: Divulgação

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USP cria plataforma para conectar inovação e empreendedorismo

Projeto pioneiro no País, Hub USP Inovação visa a fomentar empreendedorismo, parcerias com startups, empresas e comunidades de negócios disponibilizando informações de docentes, patentes, programas, laboratórios e incubadoras espalhadas pelas 42 unidades de ensino e pesquisa da universidade

A Universidade de São Paulo (USP) vai lançar amanhã, dia 9 de abril, uma plataforma com foco em inovação e empreendedorismo para facilitar a conexão entre o ambiente acadêmico, organizações voltadas para pesquisa, startups, comunidades de negócios, órgãos governamentais e a sociedade civil.

Idealizada para fomentar parcerias e disseminar o conhecimento técnico de uma das maiores universidades do mundo, a  plataforma Hub USP Inovação (hubusp.inovacao.usp.br) oferece informações detalhadas sobre iniciativas em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I) de organizações, programas, laboratórios e incubadoras ligadas à USP.

“A USP é a primeira universidade no Brasil a ter um projeto desse tipo, que reúne e disponibiliza numa plataforma suas iniciativas, competências e tecnologias geradas em suas 42 unidades de ensino e pesquisa, distribuídas em sete campi em todo o estado de São Paulo”, afirma o Professor Marcos Nogueira Martins, coordenador da Agência USP de Inovação (AUSPIN), órgão responsável pelo projeto. “O Hub USP Inovação traz um levantamento abrangente de todas as áreas da universidade e estamos cadastrando as competências, serviços tecnológicos e equipamentos de cada um dos 5.300 professores atuais, além do legado representado pelas quase 1.200 patentes registradas pela USP, todas classificadas”, acrescenta Nogueira Martins.

Fruto de um trabalho integrado, sob supervisão da Agência, a plataforma foi alimentada com a colaboração dos laboratórios, docentes, institutos de pesquisa e Pro-Reitorias. O algoritmo para a ferramenta de pesquisa da plataforma, por exemplo, foi desenvolvido com participação do USPCodeLab, grupo de extensão universitária que tem como objetivo estimular a inovação tecnológica da USP, formado por alunos de graduação, pós-graduação e professores, que se originou no Instituto de Matemática e Estatística.

Com uma busca simples na plataforma, uma empresa ou instituição poderá encontrar projetos e especialistas que procura. Por exemplo, se uma empresa está interessada em um projeto de biotecnologia desenvolvido na USP ou em encontrar os especialistas nesta área, basta digitar “biotecnologia” no campo da busca e encontrará todas as competências, laboratórios e docentes associados ao tema.

De acordo com a Professora Geciane Porto, vice-coordenadora da AUSPIN, a plataforma foi desenhada para facilitar a aproximação da universidade com o setor produtivo interessado em desenvolver soluções tecnológicas relevantes. “Para uma empresa, inovação representa sobrevivência a longo prazo e o Hub oferece uma porta de entrada para identificar que tipo de solução existe na universidade para a necessidade que essa empresa procura”, afirma Geciane.

Na plataforma, há uma separação por áreas de busca para facilitar a navegação. São elas: Iniciativas, P&D&I, Competências, Educação, Empresas e Patentes. Na aba “Iniciativas”, por exemplo, o usuário poderá encontrar editais, programas e as estruturas da USP para fomento do empreendedorismo e inovação, como as incubadoras e parques tecnológicos. Em “P&D&I”, há diversos laboratórios, organizações e programas de desenvolvimento para consulta. Na aba de “Competências”, há a separação por área de conhecimento, facilitando a busca por informações na USP pela comunidade externa.

Em “Educação”, há várias possibilidades de busca para cursos de graduação e pós-graduação, com foco em Inovação e Empreendedorismo, oferecidos pela universidade. A aba “Patentes” reúne as patentes da USP que estão disponíveis para que empresas e organizações possam licenciar para aplicação e uso, inclusive aquelas que se encontram em domínio público.

A área de “Empresas”, por sua vez, reflete todo o peso da USP no desenvolvimento do setor produtivo brasileiro. Ali é possível encontrar cerca de 1.700 empresas e startups formadas por alunos e ex-alunos da USP, ou que passaram por processo de incubação na Universidade, as quais são identificadas com a marca DNA USP. Para se ter uma ideia da importância da marca, 7 dos 15 unicórnios (startups avaliadas em pelo menos 1 bilhão de dólares) brasileiros têm DNA USP: Nubank, 99, Gympass, iFood, C6 Bank, Wild Life e Loggi. “São empresas que foram fundadas por alunos e ex-alunos ou são fruto de algum projeto ou pesquisa da universidade ou passaram por alguma das incubadoras da USP”, acrescenta Geciane.

O lançamento do Hub USP Inovação ocorrerá por meio de um evento online às 11h de sexta-feira, dia 9, com a presença do Reitor Vahan Agopyan, além de personalidades acadêmicas e do setor produtivo. “Nosso objetivo é consolidar, cada vez mais, a USP como uma universidade que inova e empreende”, conclui o professor Nogueira Martins.

Após o evento online de lançamento da plataforma, às 11h30 de sexta-feira, o canal da AUSPIN no YouTube vai transmitir uma edição especial do projeto “Fala, Inovação”, um webinar para discutir perspectivas de qualificação profissional e da educação para a inovação e empreendedorismo.

Com a moderação do jornalista Herton Escobar, do Jornal da USP, os especialistas Fernando Shayer e Milton Daré vão conversar sobre experiências bem-sucedidas, perspectivas e desafios da sociedade na formação de profissionais inovadores e empreendedores e como a Universidade deve se preparar para atender novas demandas e qualificações requeridas.

ATENÇÃO:
O link do Hub USP Inovação só estará disponível a partir do dia 9 de abril. Até lá, para navegar e conhecer as funcionalidades da plataforma, acesse o link provisório:
hubuspinovacao.if.usp.br
PARA AGENDAR
Lançamento da plataforma Hub USP InovaçãoData: sexta-feira, 9 de abril de 2021
Horário:  11h
Transmissão ao vivo pelo canal da AUSPIN no YouTube:
https://youtu.be/0ivJpqthTwk

NA WEB:Hub USP Inovação (a partir do dia 9 de abril)
hubusp.inovacao.usp.br
Contato
hubuspinovacao@usp.br

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Oferta de emprego em São Paulo aumentou 13,24%, segundo Revelo

O estudo mostra ainda que a maior procura é por profissionais de tecnologia. Os desenvolvedores representam 78,5% das buscas realizadas pelas empresas

Na contramão do cenário desfavorável da pandemia, o mercado de trabalho no estado de São Paulo mostra um reaquecimento no primeiro trimestre, com um crescimento de 13,24% na oferta de oportunidades quando comparado ao mesmo período em 2020. Dentro deste cenário, o profissional que mais ganha destaque é o desenvolvedor, que representa 78,5% das buscas realizadas pelas empresas. 

A pesquisa é da Revelo, maior empresa de tecnologia para área de recursos humanos da América Latina, e foi feita com base em mais de 25 mil empresas cadastradas na plataforma. Outros profissionais que também estão em alta são os de tecnologia da informação (5,4%), Business Intelligence (4,4%) e Design (4,4%).

“As empresas estão contratando mais para tirar o atraso do fim do ano, período em que as oportunidades ficaram congeladas. Além disso, a procura por especialistas em TI é uma estratégia das companhias para ganho de eficiência, já que a pandemia gerou rápidos avanços e a necessidade de operações digitais. O setor de tecnologia cresceu 25% ano passado, e a tendência é continuar em ascensão”, reforça Lucas Mendes, cofundador da Revelo.

A maioria das colocações no estado de São Paulo é para posições permanentes, apenas 5% são para trabalhar em período temporário. “As contratações são para reforçar o time. O candidato entrará para o quadro de funcionários das companhias”, comenta Mendes. 

Para se candidatar às oportunidades da Revelo, os profissionais devem baixar o aplicativo da plataforma, ou entrar no site, fazer o cadastro, que conta com provas de avaliação de habilidades, e aguardar validação para que os seus dados fiquem disponíveis para as empresas contratantes. 

Sobre a Revelo

A Revelo, maior empresa de tecnologia do setor de Recursos Humanos da América Latina, oferece uma plataforma completa para atrair, buscar, recrutar e selecionar pessoas. Além disso, também conta com oportunidades de emprego e de estágio para pessoas com deficiência (PCD) de todo o país. Em 2019, recebeu mais de R$ 105 milhões em rodadas de investimento e se tornou a empresa mais investida do setor. Atende clientes como a B2W Digital, Mercado Livre e Vivo. A marca é considerada uma das mais inovadoras do País, de acordo com a Startups To Watch – escolhida pela Fischer Ventures, listada na Forbes como uma das principais startups brasileiras para ficar de olho.

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Pesquisa sobre busca de emprego no Grande ABC

Olá, tudo bem? Esta é a nossa primeira pesquisa, sobre a busca por emprego nas cidades do Grande ABC. Contamos com a participação de você para identificarmos o perfil do nosso público.

Sendo assim, o intuito é de focarmos cada vez mais as nossas publicações quanto ao que os moradores da região buscam, desenvolvemos este formulário simples, mas valioso para alinharmos cada dia mais com nossos leitores.

Os seus dados pessoais não serão compartilhados. Não esqueçam de marca a última caixinha, confirmando que o Jornal Grande ABC não tem permissão para usar suas informações, de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

Pesquisa sobre busca de emprego no Grande ABC

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Simples e rápido. Aliás, que tal compartilhar com seus amigos e parentes? Quanto mais informações tivermos, melhor serão os dados analisados. Como resultado, poderemos apresentar matérias sobre empregos mais interessantes para você.

Lembrando: Apenas divulgamos as vagas, não solicitamos nenhum dado pessoal ou currículo. Nos canais abaixo compartilhamos mais publicações sobre vagas, NUNCA exigimos cadastro no Jornal Grande ABC. Responsabilidade das ofertas é por parte dos contratantes.

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Nossos canais no Whatsapp e Telegram não permitem troca de mensagens. Nestes, há o compartilhamento das publicações. Desta forma, todos podem ver melhor as oportunidades, sem necessidade de repetição dos links a cada hora.

Importante: Nunca oferecemos cursos, palestras, apostilas ou qualquer promessa de vaga. Tudo o que compartilhamos está aberto para todos nos grupos (canais), nunca enviado em mensagem privada.

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Estudo aponta infecção simultânea por variantes do coronavírus

Pesquisa feita pelo Ministério de Ciência e Tecnologia também identificou uma nova variante do vírus, no Rio Grande do Sul, o que preocupa as autoridades, além do Estudo que aponta infecção simultânea.

Estudo aponta infecção simultânea por duas variantes do coronavírus. A pesquisa foi realizada pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), do Ministério de Ciência e Tecnologia, pela Universidade Feevale e pela Rede Vírus. Os pacientes analisados eram todos do Rio Grande do Sul.

Ao todo, 92 pessoas infectadas participaram do estudo. Dentre elas, duas registraram coinfecção, ou seja, infecção simultânea por linhagens diferentes do coronavírus. Apesar disso, os dois pacientes tiveram sintomas leves e moderados da doença, sem necessidade de hospitalização. Segundo os estudiosos, a situação é preocupante, já que a mistura de genomas de diferentes variações pode levar à evolução do vírus. 

Os pesquisadores também identificaram a circulação de cinco linhagens diferentes do vírus, no Rio Grande do Sul. Entre elas uma nova linhagem, que está sob investigação e estudos. O LNCC demonstra preocupação com a possibilidade da dispersão dessa nova variante para outros estados e países vizinhos.

Em parceria com Brasil 61

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Distanciamento social e cuidados: 6 em cada 10 brasileiros mantém

Pesquisa avalia intenção do brasileiro em quarentena para viagens e entretenimento durante as férias e festas de início de ano e o distanciamento social e cuidados.

Apenas 16% dos brasileiros acreditam que as aulas devam voltar a ser 100% presenciais no momento

61% apoiam a postergação do carnaval e 11% acha que teremos bloquinhos mesmo com a pandemia

O início de um novo ano sempre reflete um período de descanso e importantes datas comemorativas, com a chegada do verão e nosso amado Carnaval. Entretanto, com o isolamento social e o agravamento de casos do Covid-19, recente pesquisa da Hibou – empresa de pesquisa e monitoramento de mercado e consumo -, feita em parceria com a Scoregroup, mostra que hábitos dos brasileiros devem mudar em 2021.

“Mesmo com a vacina, a maioria dos entrevistados optou por permanecer em casa ou fazer pequenas atividades fora. Agora, durante os meses de janeiro e fevereiro, 63% pretende passar o verão com distanciamento social e tomando os devidos cuidados com a pandemia, o que nos mostra uma conscientização dos brasileiros nesse momento que é mundialmente delicado”, relata Lígia Mello, Sócia da Hibou e responsável pela pesquisa.

O calor excessivo do verão contribui com essa decisão. 37% se sente desconfortável em sair de casa devido ao calor e altas temperaturas. Após a vacinação, 29% pretende sair e se divertir, e outros 25% devem buscar atividades em casa com a família. O home office segue como tendência no ano que se inicia e 21% continuará com a rotina em casa.

Para a pesquisa, englobando todas as faixas etárias e com renda entre até R$ 3 mil e mais de R$ 20 mil, mais de 1600 brasileiros foram entrevistados em formato digital, entre 27 de novembro de 2020 e 1º de dezembro, nas cidades de São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, Brasília, Recife e Maranhão.

A vacina tão aguardada

Com a aprovação da vacina, que ocorreu no dia 17 janeiro, em caráter emergencial, 11% dos brasileiros afirmaram que com a vacina mudariam totalmente os seus planos para esse verão, 28% mudaria apenas parte desses planos e 42% não mudariam nada. Já 19% não pensaram sobre essa possibilidade. “Essa análise indica que, incialmente, a vacina mudaria pouco a rotina de todos e que o brasileiro está ciente dos processos e períodos da vacinação.” Diz Ligia.

Janeiro não é mais o mesmo

As rotinas de verão mudaram muito, na comparação com Janeiro de 2020. O senso comum é que no momento atual teremos queda em atividades comuns, como churrascos (de 52% para 27%), parque com as crianças (de 30% para 16%), viagens para a praia (de 43% para 17%) e presença em bares com os amigos (de 31% para 5%). A pesquisa mostrou ainda que crescimento nas reformas das casas subiu de 10% para 17% e que a cerveja se mantém na geladeira, pois manteve a faixa de 30% na comparação.

“Falando da parte financeira, o brasileiro segue apertado financeiramente no início do ano, principalmente, em função dos impostos, material escolar e gastos habituais do período. Com isso, no início de 2021, percebemos que 63% se sente mais apertado com as contas extras de janeiro, em linha com o que indica o histórico para o período. Por outro lado, 31% acha que está igual aos outros meses do ano e apenas 6% se sente mais confortável financeiramente, pois sobrou algum dinheiro do final do ano”, completa, Ligia.

Viagens só de carro

Pensando na segurança das pessoas com deslocamentos durante a pandemia, o carro voltou a ser o meio de transporte mais utilizado e 81% prefere viajar de carro, 18% de avião, 12% de ônibus, 2% de moto e 1% de trem. A pandemia também mostrou que a principal companhia em viagens agora é o parceiro de vida (48%), seguido de todo a família (30%) e filhos (17%). Os destinos de menor agitação e movimento, o que contribui para o isolamento, são os mais citados, como Praia Deserta (43%) e sítio/chácara (31%).

Os protocolos de biossegurança estão no radar do brasileiro que pensa em sair para uma viagem. E, como recado para as cidades e locais turísticos, 82% dos brasileiros considera importante que toda a equipe esteja protegida com máscaras, 77% quer a disponibilização de kit higienização com álcool gel e 72% espera que seja respeitado o distanciamento social em restaurantes, entre outros.

Insegurança dos pais na volta às aulas – Distanciamento social e cuidados

“Ao pensar em férias, não podemos deixar de falar das crianças em casa. A pesquisa indicou que apenas 16% dos brasileiros acreditam que as aulas devam voltar a ser 100% presenciais neste momento, 33% prefere que o ensino seja virtual e 30% acha que o melhor formato agora é o híbrido, que mescla aulas presenciais e virtuais”, explica Lígia Mello.

Dos entrevistados, 26% possuem filhos e, sem poder viajar durante o período de férias, em função da pandemia, estão projetando fazer mais atividades em casa (39%), como atividades manuais (22%) e idas a parques e áreas abertas (30%). Outro número relevante, é que 18% dos pais devem apostar na compra de videogames, jogos e brinquedos para entreter as crianças. Uma fatia de 20% pretende viajar mesmo com a pandemia.

Carnaval assistindo seriados

No início do ano também temos uma das datas comemorativas mais queridas do Brasil: o Carnaval. Quase metade dos brasileiros (48%) aproveita essa data comemorativa para descansar e, mesmo com a pandemia, esse número se manteve o mesmo. As maratonas de filmes e séries estão bem cotadas, passando de 46% antes da pandemia para 51% do interesse atualmente.

Ainda no mesmo período de comparação, o interesse em passar o tempo em família subiu de 29% para 34% no carnaval de 2021. Ainda, sobre a possibilidade de postergar o carnaval para julho de 2021, a mudança é bem vista por 61% dos brasileiros e 29% acha que o feriado tem que ocorrer mesmo sem as festas. Já 11% acham que os bloquinhos vão ocorrer mesmo com a pandemia em curso e 12% acredita que teremos duas datas de carnaval no Brasil neste ano.

Churrasco ainda é um dos preferidos

Antes da pandemia, o churrasco fazia parte da rotina da metade dos brasileiros e, ao pensar nesse programa, 55% lembra das boas risadas ao reunir os amigos, 54% considera um ótimo programa de fim de semana para o período de festas. Para 42%, um bom churrasco não pode deixar de ter cerveja. No verão 20/21, ainda em pandemia, o hábito continua vivo na vida dos brasileiros, mas, para 50%, será apenas em família apenas e em casa.

O som preferido na hora do churrasco é o de música sertaneja. Surpreendentemente, o rock e o pagode aparecem empatados em seguida, sendo: sertanejo (37%), sertanejo universitário (34%), rock (32%), pagode (32%), MPB (29%), Samba (29%), Funk (13%), música eletrônica (5%) e RAP (4%).

Sobre a Hibou:

A Hibou é uma empresa especializada em pesquisa e monitoramento de mercado e consumo, existente há mais de 11 anos. A Hibou trabalha o tempo todo com informação e olhares inquietos sempre do ponto de vista do consumidor. A empresa produz conteúdo qualificado utilizando ferramentas proprietárias para aplicação de pesquisas e análises de profissionais com mais de 20 anos de experiência. A Hibou oferece pesquisas qualitativas, quantitativas; exploratórias; profundidade; de campo; duble de cliente; deskresearch; monitoramento de comportamento; presença de marca; expansão de região; expansão de mercado para produtos e serviços; teste de produto e hábitos de consumo. https://www.lehibou.com.br

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Nova cepa do coronavírus gera incertezas entre autoridades

Nova cepa do coronavírus causa incertezas entre autoridades de saúde e a população em geral. O Ministério da Saúde já registrou suspeita de casos da variante do vírus, no estado de São Paulo. Segundo o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do estado, essa nova cepa é a mesma detectada recentemente no Reino Unido e nos Estados Unidos. 

Além disso, o Ministério da Saúde foi notificado pelo Governo do Japão sobre a presença de nova variante do vírus, em viajantes brasileiros que chegaram em Tóquio, após passarem uma temporada no Amazonas. Nesses casos, as variações são as mesmas encontradas no Reino Unido e África do Sul.

Para detalhar o assunto, a epidemiologista e pesquisadora do CNPq, Ethel Maciel, concedeu uma entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com. A especialista também é enfermeira, professora titular da Universidade Federal do Espírito Santo e pós-doutora em Epidemiologia pela Universidade Norte-Americana Johns Hopkins.

Segundo Ethel Maciel, é comum que esse tipo de vírus sofra mutação, mas até então, nenhuma das alterações anteriores tinham mudado a estrutura viral, tornando-o desapercebido pelo sistema imunológico humano. “Ele fez uma mudança naquelas espículas do vírus, que formam a coroa. Essa mudança conseguiu tornar essa variante (B117) 70% mais transmissível.”

Segundo a especialista, mesmo que a variante não cause doenças mais graves, ela tem maior capacidade de transmissão entre as pessoas, podendo atingir mais indivíduos que já possuem comorbidades. Além disso, foi identificado maior número de infecções da nova cepa do coronavírus em crianças.

A preocupação também gira em torno das vacinas e resultados de exames. “A vacina faz uma apresentação do vírus para nosso organismo, para treiná-lo a como combater aquele vírus. Então qualquer mudança que ele consiga despistar no nosso sistema imunológico é ruim. A resposta fica mais lenta a esse agressor”, explica a Ethel Maciel. No entanto, empresas como a Pfizer e a Moderna informam que essa mudança não teve impacto na vacina. 

Em relação aos testes da Covid-19, a Anvisa já divulgou uma nota técnica, alertando os laboratórios brasileiros, sobre os exames que detectam a doença pela coroa do vírus. De acordo com a doutora Ethel, esse tipo de diagnóstico pode ser ineficaz para identificar a nova cepa do coronavírus.

Nova variação do vírus

A doutora Ethel Maciel alerta para uma segunda variação do coronavírus, diagnosticada no final mês de dezembro, na África do Sul, que é ainda mais preocupante, já que fez várias mudanças na coroa do vírus. Mutação já foi identificado em pacientes na Bahia e em São Paulo. Segundo ela, a comunidade cientifica ainda não sabe qual é o impacto disso nas vacinas. A expectativa é que os imunizantes sejam disponibilizados o mais rápido possível, para diminuir a circulação do vírus e impedir essas mutações.

Vacina na rede particular

A doutora Ethel Maciel afirma que as vacinas podem ser comercializadas na rede particular, desde que primeiro seja garantida a distribuição na rede pública. Ela ressalta que é papel do Estado promover a vacinação de sua população, e destaca um acordo feito pela Organização Mundial da Saúde com as fabricantes, para que as doses desenvolvidas só fossem vendidas para os governos.

A epidemiologista avalia que não seria justo que a vacina fosse disponibilizada apenas para pessoas que podem pagar. Segundo ela, é preciso começar a imunização pelos grupos prioritários, para evitar complicações de saúde, até que a coberta vacinal atinja 70% da população. “A vacina não é um remédio. Ela é uma estratégia de prevenção, que só funciona se for coletiva, se muitas pessoas se vacinarem, porque cria a imunidade de rebanho. A estimativa é que 70% da população do Brasil precisa ser vacinada para adquirir essa imunidade”, explica.

Nos últimos dias, o Instituto Butantan e o governo de São Paulo anunciaram que a eficácia da Coronavac, desenvolvida em parceria com farmacêutica chinesa, obteve 50,38% de eficácia global, no estudo clínico desenvolvido no Brasil. Além disso, o imunizante possui 78% de eficácia para casos leves e 100% contra casos moderados e graves da Covid-19. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está analisando o pedido de uso emergencial da vacina, assim como do imunizante desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com a AstraZeneca.

Segundo a epidemiologista Ethel Maciel, o governo federal deveria ter firmado parcerias com outros laboratórios, antes mesmo da comprovação de eficácia, para que tivéssemos mais opções de vacina para este momento. “E a gente vai precisar de mais vacinas. Uma boa coisa para o Brasil fazer agora talvez seja começar a negociar com a Jansenn. Eles estão prometendo uma finalização do estudo em janeiro. E é uma vacina de uma dose só, então muito mais simples para a gente operacionalizar”, comenta.

Papel dos municípios

A epidemiologista Ethel Maciel acredita que não haverá dificuldade na operacionalização da vacinação, já que os municípios brasileiros possuem vasta experiência com outros imunizantes. Mas ressalta a importância de organizar um local, onde as pessoas vacinadas devam ir, caso apresentem alguma reação adversa. 

A gestão municipal também precisa fazer a conta de quantas doses da vacina serão necessárias para imunizar cada grupo prioritário da cidade, de acordo com o Plano Nacional de Imunização do governo federal. A partir desse cálculo, o Ministério da Saúde encaminha o número de doses estipulado para cada localidade.

Além disso, os municípios devem organizar as salas de vacinação. A doutora Ethel Maciel cita o caso do município de Vitória, no Espírito Santo. “A gente já faz, por exemplo, na vacina da gripe, o agendamento online. A ideia do governo agora é disponibilizar um aplicativo para que a gente possa fazer isso no Brasil todo, para evitar a aglomeração”, explica.

Mesmo com a vacinação, a população precisa manter os cuidados. “Mesmo que inicie a campanha, até que 70% da população seja vacinada, vai demorar um pouco. Então a gente vai precisar ainda seguir aquelas orientações, de utilizar máscara. 2021 vai ser um ano que a gente ainda vai utilizar máscara, vai precisar fazer distanciamento físico. Álcool em gel e a lavagem das mãos vão ser nossos aliados”, afirma a epidemiologista.

Enem e retorno das aulas

Nos próximos dias 17 e 24 de janeiro, quase 6 milhões de estudantes vão realizar, presencialmente, as provas do Exame Nacional do Ensino Médio. Em entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC), Alexandre Lopes, afirmou que o órgão investiu R$ 69 milhões em medidas de prevenção à Covid-19, para que as provas sejam realizadas de forma segura.

No entanto, a epidemiologista Ethel Maciel avalia a situação como preocupante, já que milhões de pessoas, entre estudantes e funcionários, vão se locomover para a realização do certame. “No meio de uma segunda onda, nós mobilizarmos tantas pessoas assim, se movimentado pelas cidades, eu considero muita irresponsabilidade, nesse momento. Do tempo que a gente estava esperando para fazer o Enem, eu acredito que o governo já deveria ter criado uma outra solução para essa prova”. Segundo avaliação da epidemiologista, a data da prova deveria ser revista, pelo menos até a aplicação das vacinas.

A especialista ressalta que a nova variante do coronavírus e a segunda onda dos contágios trazem uma preocupação a mais, em relação ao retorno das aulas. “Nós esperávamos que essa segunda onda chegasse um pouco mais tarde, depois de março, abril. E a gente foi surpreendido, em novembro e dezembro, com aumento exponencial de casos no Brasil. Nesse momento não tem segurança para o retorno presencial das aulas”. A doutora Ethel Maciel defende que os profissionais da educação estejam nas primeiras fases da vacinação.

Estudos sobre medicamentos

A epidemiologista comenta sobre os estudos de medicamentos para tratar a Covid-19. “No momento, nós não temos nenhum medicamento aprovado contra a Covid-19, que tenham tido eficácia e segurança. Nós temos alguns estudos que ainda estão em fase 2 e 3. Eles seriam utilizados para tratar a infecção e prevenir a doença grave e fatal. Mas não seriam dados indiscriminadamente”, comenta. A previsão é que os resultados desses estudos fiquem prontos a partir do mês de abril.

Por fim, a epidemiologista recomenda que o País tome medidas mais restritivas, para evitar um colapso do sistema de saúde. “A gente deveria fazer o lockdown, fazer uma restrição, para que a gente pudesse começar com um pouco mais de tranquilidade. Várias previsões matemáticas apontam que se a gente não tomar uma decisão hoje, janeiro vai ser trágico e fevereiro ainda mais. As chances de termos um colapso no serviço de saúde agora é real”, alerta.

Acompanhe a seguir a entrevista completa com a epidemiologista e pesquisadora do CNPq, Ethel Maciel.

“Nova cepa do coronavírus gera incertezas entre autoridades” é com informações de Brasil 61

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Pesquisadores estudam efeitos da Covid-19 em pacientes curados

Passados 10 meses da declaração da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que o planeta vive uma pandemia do novo coronavírus, estudiosos ainda tentam compreender os efeitos da doença no corpo humano. Um estudo chinês publicado na revista científica Lancet mostrou que 76% de um total de 1.655 pacientes que contraíram a doença, e que foram internados, apresentaram sintomas e sequelas da enfermidade seis meses após a alta hospitalar. 

Para a elaboração do estudo, os pesquisadores aplicaram um questionário a pessoas curadas da Covid-19, com idade entre 47 e 65 anos, para avaliar a qualidade de vida e os sintomas. Além disso, também foram realizados testes físicos. Fadiga ou fraqueza muscular foram os sintomas mais relatados (63%), seguido por sintomas de ansiedade e depressão (23%). 

Os pesquisadores afirmam também que a redução de anticorpos em pacientes com infecção aguda pela Covid-19 acende o sinal de alerta para uma reinfecção da doença.

A técnica de enfermagem Vania Lucia da Silva, 55 anos, moradora da região administrativa de Ceilândia, no Distrito Federal, precisou ficar internada e foi entubada após ser diagnosticada com a Covid-19. Após receber alta, ela conta que perdeu 14 kg e, até hoje, sente reflexos da doença em seu dia a dia. 

“Quando eu saí do hospital, eu fiquei duas semanas no oxigênio e precisei fazer fisioterapia pulmonar por quase dois meses. A minha força muscular e minha resistência física também diminuíram.”

Neste ano, a Secretaria de Saúde de Goiás deu início ao programa Reabilita Goiás, que tem o objetivo de qualificar as equipes de Atenção Primária e fortalecer a assistência integral à saúde a pessoas infectadas pelo coronavírus que ainda apresentam sequelas ou limitações resultantes da doença. A iniciativa está sendo aplicada apenas no município de Inhumas, mas a pasta afirma que pretende expandi-la em outras localidades.

O tratamento terá duração de oito semanas e a reabilitação será feita três vezes por semana, sendo um dia de forma presencial e dois dias de forma remota. Essa divisão visa submeter o paciente a exercícios físicos e, assim, aumentar a intensidade deles aos poucos. 

Hemerson Luz, médico especialista em Infectologia, explica que diversas pessoas que tiveram casos graves da Covid-19 apresentam complicações no pulmão, o que dificulta a realização até mesmo de tarefas cotidianas simples. 

“Esses pacientes geralmente têm uma perda importante de capacidade pulmonar e podem ter cansaço constante e falta de ar em atividades que antes eles conseguiam fazer. A fisioterapia respiratória precoce é uma forma de tratar esse problema”, diz. 

Investigação

Por se tratar de uma doença nova, médicos e pesquisadores de todo o planeta ainda investigam os efeitos a médio e longo prazo da Covid-19 em pacientes curados. Também há relatos de pessoas que, mesmo curadas, tiveram sequelas no cérebro, coração, rins, e no sistema vascular. 

“Pesquisadores estudam efeitos da Covid-19 em pacientes curados”, com informações de Brasil 61

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Anvisa aprova pesquisa com células-tronco para Covid-19

Estudo combina as fases 1 e 2 e prevê a participação de 90 pacientes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um estudo clínico com produto de terapia avançada para tratamento da Covid-19. Segundo a autarquia, o estudo integra as fases 1 e 2, e é o primeiro controlado no Brasil e autorizado pela Agência com células-tronco originadas da polpa de dente humano.

Patrocinada pela empresa brasileira Cellavita Pesquisas Científicas, a pesquisa tem como objetivo principal avaliar a segurança do uso do produto NestaCell e verificar a eficácia na melhora do quadro clínico e do perfil inflamatório de pacientes com Covid-19 hospitalizados sem suporte ventilatório. 

De acordo com a Anvisa, está prevista a participação de 90 pacientes e a pesquisa deverá ser realizada em diversos centros clínicos brasileiros, com aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep/MS), e será supervisionada por um Comitê Independente de Monitoramento de Segurança. 

Fonte: Brasil 61

PESQUISA: As 7 preocupações em relação ao impacto da COVID-19

Duas das situações mais estressantes na vida de uma pessoa são ter uma lesão ou doença grave e perder o emprego. Nas últimas semanas, a COVID-19 seguiu avançando em todo o mundo, causando mudanças profundas no nosso dia a dia. Em um estudo realizado pelo Indeed com 1.035 pessoas nos EUA, 68% relataram que fizeram algum ajuste no trabalho, emprego ou turno de trabalho devido ao coronavírus.

Esses desafios podem causar estresse, confusão e uma pressão significativa em milhões de pessoas. Mais da metade dos entrevistados na pesquisa disse que as melhores palavras para descrever como se sentiam em relação ao surto do vírus eram “preocupado”, “cauteloso” e “apreensivo”, entre outras.

Diante das circunstâncias, é natural buscar informações e tomar medidas para proteger a nós mesmos e a todos ao nosso redor. Neste artigo, vamos analisar como as pessoas estão se sentindo em diversas situações e oferecer maneiras de ajudar e dicas sobre como lidar com as mudanças na sua vida durante a COVID-19.

Lidando com o impacto da COVID-19

Na nossa pesquisa recente, 81% dos entrevistados disseram que acompanham notícias sobre a COVID-19 no mínimo diariamente, e 73% consideraram que o coronavírus é uma ameaça real. Muitas países estão adotando o distanciamento social e a quarentena e criando regras sobre como essas medidas devem ser adotadas.

A principal preocupação relacionada à COVID-19 é sofrer um abalo financeiro (35%). Entre outras, estão:

  • Cuidar de entes queridos (27%);
  • Contrair a COVID-19 no local de trabalho (26%);
  • Ser demitido (26%);
  • Disseminar a COVID-19 no local de trabalho (25%);
  • Manter a saúde mental (22%);
  • Desafios de trabalhar em casa (19%);
  • Conseguir cuidar dos filhos (16%).

Considerando todas essas circunstâncias no contexto da Hierarquia de necessidades de Maslow, estamos vivenciando uma mudança significativa na forma como gastamos nosso tempo e energia para fazer o que é melhor para a nossa saúde e segurança, assim como a de nossa família. Essa mudança de prioridades é normal e saudável. A pergunta que surge é: quais são as melhores atitudes a tomar para lidar com essas questões?

Abaixo, vamos abordar alguns desses tópicos, incluindo dicas e formas de ajudar outras pessoas que você conhece e que podem estar passando por alguma dessas situações.

Se você teve alguma perda de trabalho

Uma perda de trabalho pode incluir ser demitido, ter suas horas ou turnos reduzidos ou precisar tirar alguns dias de folga não remunerados devido ao próprio coronavírus ou ao impacto causado por ele (como filhos fora da escola, por exemplo). Quando questionadas sobre o impacto do coronavírus, 36% das pessoas disseram que teria um efeito muito ou um tanto negativo no trabalho, e 75% disseram que sentiam que os impactos do vírus durariam até seis meses para elas. Os participantes da pesquisa disseram que o impacto mais preocupante está relacionado às questões financeiras (salários reduzidos, menos trabalho por contrato, menor número de dias de folga remunerados).

Perda de trabalho pode ser extremamente desgastante, especialmente em um momento no qual as empresas estão avaliando a situação financeira em que se encontram e podem estar pensando nas contratações de forma mais cautelosa. Embora algumas coisas possam estar fora do seu controle, certamente existem medidas que você pode adotar nessa situação. Veja o que você pode fazer:

  • Solicitar os benefícios para desempregados. Informe-se sobre como solicitar esse benefício se ele já estiver disponível. Além disso, o governo federal está adotando medidas para oferecer auxílios emergenciais relacionados à COVID-19 para trabalhadores formais e informais.
  • Procurar recursos para trabalhadores. Muitas organizações e governos locais estão oferecendo recursos para pessoas que sofreram algum prejuízo no trabalho relacionado à COVID-19.
  • Falar com sua rede de contatos. Use suas conexões, incluindo amigos, familiares, empresas onde já trabalhou, mentores e plataformas de networking profissionais, para verificar que tipos de oportunidade existem. Nunca se sabe o que as pessoas podem oferecer.
  • Reservar um tempo para fazer pesquisas de emprego. Além de você ter várias outras responsabilidades durante este período, procurar um emprego por si só pode parecer um trabalho em tempo integral. Programe um horário para sua busca de emprego e tente minimizar as distrações durante esse tempo.
  • Definir objetivos para as inscrições em vagas. Estabelecer metas de inscrição diárias ou semanais pode ajudar a manter sua motivação. Celebre de alguma forma quando atingir o número de inscrições em vagas estabelecido. Durante este período, pode ser útil complementar com algum trabalho remoto em tempo integral ou de meio período.
  • Procurar vagas abertas no momento em função da COVID-19. O avanço do coronavírus também causou ou revelou a escassez de determinados talentos, especialmente em trabalhos como almoxarifados, entrega de pedidos, compras de mercado ou comida, atendentes de mercado e profissionais da saúde (enfermeiros, especificamente).

Se você já estiver em busca de emprego ou quiser mudar de emprego

  • Prepare-se para uma entrevista virtual. Muitas empresas continuam contratando, mas provavelmente marcarão uma entrevista virtual ou por telefone em vez de uma entrevista presencial.
  • Seja paciente. Se você não estiver obtendo respostas das empresas, não desista e continue se candidatando. Lembre-se de adaptar seu currículo e carta de apresentação a cada vaga e candidatar-se a cargos alinhados à sua experiência e conhecimento.
  • Considere complementar sua renda com um trabalho remoto. Buscar trabalhos secundários feitos em casa poderá ajudar nisso caso leve mais tempo do que o esperado até você encontrar o emprego certo.

Se você estiver trabalhando em casa

Cerca de 36% dos participantes da nossa pesquisa disseram que podem ou talvez consigam trabalhar em casa neste período. Embora existam vários benefícios, pode ser difícil se adaptar a trabalhar em casa. Para se manter produtivo, tente:

  • Organizar um espaço de trabalho definido, de preferência em um local silencioso com o mínimo de distrações;
  • Estabelecer limites com as pessoas que moram com você, informando seus horários e períodos de “não perturbe”;
  • Fazer pausas programadas regularmente e desligar o computador em um horário determinado todos os dias;
  • Informar o horário de trabalho ao chefe e aos colegas, bem como definir expectativas em relação a prazos estipulados, de acordo com a sua situação.

No total, 54% dos participantes da nossa pesquisa afirmaram ter filhos, e 36% disseram que podem ou talvez consigam trabalhar em casa. Como várias escolas fecharam ou passaram a dar aulas virtuais em função do coronavírus, agora há muitas pessoas que precisam trabalhar em casa e cuidar dos filhos ao mesmo tempo. Para obter dicas sobre como trabalhar em casa nesse cenário, visite Guia para os pais sobre como trabalhar em casa com os filhos.

Se você não puder trabalhar em casa

Dos participantes da nossa pesquisa, aproximadamente 46% disseram que não podem trabalhar em casa. Há muitos trabalhos essenciais que precisam ser feitos, especialmente agora, por pessoas que não podem realizá-los em casa. Isso pode incluir balconistas de mercado, profissionais de restaurante, atendentes de loja, mecânicos de oficina e profissionais da saúde, entre outros.

Se você não puder trabalhar em casa, converse com seu chefe para determinar as melhores opções para que você possa manter sua saúde caso necessite interagir com outras pessoas. Verifique a política do seu trabalho em relação à licença médica e fale com a sua empresa sobre mudanças nessa política em função da COVID-19.

Como ajudar outras pessoas

Quando questionados se sentiam que o surto de coronavírus estava unindo mais as pessoas, o total de 42% dos participantes concordaram. Reservar um tempo para praticar a paciência e a empatia conosco e com aqueles à nossa volta ajudará a enfrentar a COVID-19 e a viver melhor. As pessoas podem estar passando por inúmeras situações. Por isso, é importante que façamos o nosso melhor para cuidar de nós mesmos e da nossa comunidade.

A atitude mais útil e eficaz que você pode ter é pôr em prática o distanciamento social e outras regras de prevenção definidas pelos governos local e federal. Fazer isso diminuirá o avanço da COVID-19 e reduzirá o impacto dela em todos os aspectos.

Para ajudar de outras formas, se possível, considere:

  • Fazer doações para organizações que estão arrecadando fundos para setores altamente impactados, como hospitalidade e serviço de alimentação.
  • Fazer doações para bancos de alimentos locais.
  • Compartilhar oportunidades de trabalho com as pessoas da sua rede de contatos que foram afetadas.
  • Conectar-se virtualmente com sua família e amigos através de chamadas de vídeo, discussões em grupo e outros fóruns online. Essas são formas de oferecer apoio um ao outro mesmo quando não é possível estar junto fisicamente.

55% dos trabalhadores de serviços essenciais têm depressão

Estudo conduzido por pesquisadores da Fiocruz tentou entender impacto da pandemia na saúde mental dos profissionais

Durante a pandemia da Covid-19, sintomas de ansiedade e depressão afetam 47,3% dos trabalhadores de serviços essenciais, no Brasil e na Espanha. Mais da metade deles sofre de ansiedade e depressão ao mesmo tempo. Além disso, 44,3% dos entrevistados têm abusado de bebidas alcoólicas; e 42,9% sofreram mudanças nos hábitos de sono. 

São esses os principais resultados apresentados no artigo “Depressão e Ansiedade entre trabalhadores essenciais do Brasil e da Espanha durante a Pandemia de Covid-19”.  A pesquisa contou com a participação de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, no Brasil, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade de Valência, na Espanha. 

Ao todo, o levantamento feito pela internet entrevistou 22.876 pessoas. Dessas, 16% eram trabalhadores de serviços essenciais, o principal foco da pesquisa. De acordo com o resultados preliminares, os sintomas de depressão e ansiedade são maiores entre os brasileiros, atingindo cerca de 55%, ante 23% dos profissionais espanhóis. 

A maior parte dos trabalhadores essenciais que respondeu à pesquisa no Brasil é de mulheres (72,2%), tem idade média de 39 anos e curso universitário (56,5%) ou mestrado/doutorado (28,5%). 

Fonte: Brasil 61

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Cientistas identificam molécula que regula adaptação de músculos

Mediador celular que torna possível o ajuste acaba de ser descrito por pesquisadores da USP e de universidade norte-americana

O início de qualquer programa de atividade física pode provocar dores musculares que dificultam movimentos tão simples como o de levantar-se de um sofá. Com o tempo e um pouco de persistência, os músculos se acostumam à demanda e ganham desenvoltura. O mediador celular que torna possível essa adaptação ao exercício acaba de ser descrito por pesquisadores da Harvard University (Estados Unidos) e da Universidade de São Paulo (USP) na revista Cell.

Trata-se de um metabólito chamado succinato, até agora conhecido apenas por sua participação no processo de respiração celular dentro das mitocôndrias. Entre os autores do artigo estão o professor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-USP) Julio Cesar Batista Ferreira, integrante do Centro de Pesquisa de Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e o pós-doutorando Luiz Henrique Bozi, que conduziu a investigação durante estágio na instituição norte-americana, com apoio da Fapesp.

“Nossos resultados revelam que durante o exercício físico o succinato sai da célula muscular e envia sinais para a vizinhança que induzem um processo de remodelamento do tecido. Os neurônios motores criam novas ramificações, as fibras musculares tornam-se mais homogêneas, o que lhes permite gerar mais força durante a contração, e todas as células passam a captar mais glicose da circulação para produzir ATP [trifosfato de adenosina, o combustível celular]. Há um ganho de eficiência”, conta Julio Cesar Batista Ferreira à Agência Fapesp.

Experimentos

As conclusões do estudo estão baseadas em uma vasta gama de experimentos conduzidos com animais e também com voluntários humanos. O primeiro deles consistiu em comparar mais de 500 metabólitos presentes em um músculo da perna de camundongos antes e após os animais serem colocados para correr em uma esteira até a exaustão.

“Além das fibras musculares, o tecido também é composto por células imunes, nervosas e endoteliais. Se cada uma delas fosse uma casa, as ruas entre as casas seriam o espaço intersticial. Nós analisamos isoladamente cada uma das casas e também as ruas para descobrir o que muda na vizinhança após o exercício. Foi então que notamos um aumento significativo de succinato somente nas fibras musculares e no espaço intersticial”, relata Ferreira.

Fenômeno semelhante foi observado em voluntários saudáveis, com idade entre 25 e 35 anos, durante uma intensa sessão de bicicleta ergométrica com 60 minutos de duração. Nesse caso, a análise foi feita com amostras de sangue obtidas por meio de cateteres inseridos na artéria e na veia femoral. Observou-se que com o exercício a concentração de succinato crescia substancialmente somente no sangue venoso que saía do músculo. Depois, durante a recuperação, esses valores caíam rapidamente.

Resposta ao estresse

A essa altura, os pesquisadores já estavam convencidos de que em resposta ao estresse provocado pelo exercício as células musculares liberavam succinato. Mas ainda era preciso descobrir como e, principalmente, por quê. A análise do sangue dos voluntários deu uma pista: outro composto cuja concentração aumentou com o exercício – tanto no sangue venoso quanto no arterial – foi o lactato (forma ionizada de ácido lático), um sinal de que as células tinham ativado seu sistema emergencial de geração de energia.

“O succinato é um metabólito que normalmente não consegue atravessar a membrana e sair da célula. Lá dentro, ele participa do ciclo de Krebs – uma série de reações químicas que ocorrem dentro da mitocôndria e resultam na formação de ATP. Mas quando a demanda energética aumenta muito e a mitocôndria não dá conta de atender, um sistema anaeróbico é ativado, o que causa a formação excessiva de lactato e acidifica o interior celular. Descobrimos que essa alteração de pH causa uma modificação na estrutura química do succinato que lhe permite passar pela membrana e escapar para o meio extracelular”, ressalta Luiz Henrique Bozi à Agência Fapesp.

A proteína transportadora que ajuda o succinato a sair da célula foi identificada por meio da análise do conjunto de proteínas (proteômica) presentes na membrana das células musculares dos camundongos e dos voluntários. Os resultados mostraram que, após o exercício, aumentava no tecido muscular a quantidade de MCT1, uma proteína especializada em carregar moléculas monocarboxiladas de dentro para fora da célula.

“O tipo de molécula que a MCT1 transporta é semelhante ao succinato quando sofre modificação química em meio ácido – ele deixa de ser dicarboxilado e torna-se monocarboxilado. Fizemos vários experimentos in vitro para confirmar se era esse o mecanismo induzido pelo exercício”, conta o pós-doutorando.

Produção de energia

Um dos testes foi submeter células musculares em cultura a uma condição de hipóxia (privação de oxigênio), com o objetivo de ativar o mecanismo anaeróbico de produção de energia e gerar lactato. Observou-se que isso era suficiente para induzir a liberação de succinato no espaço intersticial.

Outro experimento foi feito com células germinativas de sapos (oócitos) modificadas geneticamente para expressar a proteína MCT1 humana. Os pesquisadores comprovaram que somente ao serem colocados em um meio com pH ácido os oócitos passavam a liberar succinato.

“Já sabíamos, nesse ponto, que a acidez fazia o succinato sofrer um processo químico chamado protonação, que o torna capaz de se ligar à proteína MCT1 e atravessar a membrana para o meio extracelular. Mas ainda precisávamos descobrir o significado desse acúmulo do metabólito no espaço intersticial durante o exercício”, conta Ferreira.

Já está bem estabelecida na literatura científica a importância da comunicação entre as células para o processo de adaptação do organismo a qualquer tipo de estresse. Essa troca de sinais ocorre por meio de moléculas liberadas no espaço intersticial para se ligar a proteínas existentes na membrana de células vizinhas. A ativação desses receptores de membrana desencadeia processos que levam a modificações estruturais e funcionais no tecido.

“Nossa hipótese era de que o succinato desempenhava esse papel de regulação no músculo ao se ligar a uma proteína chamada SUCNR1 [receptor 1 de succinato, na sigla em inglês]. Ela está altamente expressa, por exemplo, na membrana dos neurônios motores”, diz Bozi.

Ensaios

Para testar a teoria, foram feitos ensaios com camundongos geneticamente modificados para não expressar a SUCNR1. Os animais foram colocados para se exercitar livremente em uma roda própria para roedores durante três semanas – período suficiente para que houvesse modificações morfológicas e funcionais no tecido muscular.

“Seria esperado que as fibras se tornassem mais homogêneas e houvesse ganho de força, o que não ocorreu. Além disso, o exercício não promoveu nesses animais a ramificação dos neurônios motores – algo crucial para aumentar a eficiência da contração. E, finalmente, notamos que a capacidade das células de captar glicose não aumentou e que os animais apresentavam menor sensibilidade à insulina do que os camundongos não modificados. Ou seja, sem o receptor do succinato não houve o processo de remodelamento induzido pelo exercício”, conta Ferreira.

Segundo o pesquisador, o estudo mostrou de forma inédita a ação parácrina do succinato no tecido muscular, ou seja, o papel da molécula de sinalizar para as células vizinhas a necessidade de modificar seus processos internos para se adequar ao “novo normal”.

“O passo seguinte é investigar se esse mecanismo está perturbado em outras enfermidades caracterizadas pela alteração do metabolismo energético e acidificação celular – como é o caso das doenças neurodegenerativas, onde a comunicação entre astrócitos e neurônios é crítica para a progressão da doença”, afirma Ferreira.

O artigo (em inglês) pode ser lido em www.cell.com/cell/fulltext/S0092-8674(20)31081-3