Micro e pequenas geraram 13 milhões de empregos

Micro e pequenos negócios e microempreendedores individuais representam, hoje, 30% da riqueza do País; Lei Geral pode abrir ainda mais o mercado para esse setor

No ano passado, os micro e pequenos negócios foram responsáveis pela geração de mais de 730 mil empregos formais no Brasil, 22% a mais do que no ano anterior. O bom resultado foi na contramão de empresas de maior porte, que no mesmo período fecharam cerca de 88 mil postos de trabalho. Entre 2007 e 2019, as pequenas empresas brasileiras criaram quase 13 milhões de empregos com carteira assinada. 

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), compilados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), apontam para um cenário cada vez mais positivo para esse setor no Brasil: o de gerador de emprego e renda e de esperança na retomada econômica em meio à pandemia do novo coronavírus. 

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país. É a padaria, a loja de roupa, todos os segmentos da sociedade. O Brasil vem aperfeiçoando esse ambiente de melhoria de convivência com esse setor”, garante o presidente do Sebrae, Carlos Melles. 

Por ser um setor que gera, hoje, 30% da riqueza do Brasil e 55% de empregos formais, Melles acredita que é preciso condições cada vez mais viáveis para que essas empresas sobrevivam em meio ao ambiente de negócios competitivo no País. 

“Na década de 1990, tínhamos só o Simples Nacional, que era a união de impostos federais. Depois veio a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, aproveitando o regime tributário especial que foi dado a esse público. Essa lei geral, que é uma das mais bem elaboradas do mundo, talvez, é muito complementar. Vai de quem faz a roupa, quem corta a roupa, quem prega o botão, quem embala, quem distribui, essa é uma cadeia que não tem nenhum imposto, você paga só no final. Ou seja, há um cooperativismo intrínseco”, pontua Melles. 

SP: PIB do estado sobe e se aproxima de mesmo nível do período pré-pandemia

Segundo o governador João Doria, “o desempenho da economia de São Paulo é substancialmente melhor do que o desempenho do PIB do Brasil”

O Produto Interno Bruto (PIB) do estado de São Paulo atingiu níveis semelhantes aos do início do ano, quando a pandemia do novo coronavírus ainda não tinha causado impactos negativos na economia. A informação foi dada pelo governador João Doria. 

O crescimento projetado do indicador foi de 2,1% no mês de julho. Nos meses de maio e junho, os índices foram de 4,5% e de 5,5%, respectivamente. Com esses resultados, o PIB da Unidade da Federação chegou a 103,2 pontos. Em janeiro, o PIB atingiu 103,4 pontos.

Segundo Doria, “o desempenho da economia de São Paulo é substancialmente melhor do que o desempenho do PIB do Brasil”. Ele avalia que tal desempenho se deve a um plano de investimentos do governo local para a retomada econômica até 2022, além das medidas de desoneração dos cofres públicos.

Os dados fazem parte do novo indicador PIB+30, desenvolvido pela Fundação Seade e utilizado pelo governo de São Paulo como apoio para tomada das decisões, principalmente na área econômica.

Fonte: Brasil 61