Golpes antigos que voltaram a crescer com o PIX

William Ribeiro, CEO do Dinheiro Com Você, alerta sobre golpes antigos que voltaram a crescer com o PIX. Educador financeiro afirma que a possibilidade da transferência instantânea, que acaba de ganhar um limite ainda maior aprovado pelo Banco Central, fez crescer as tentativas de golpes. Ele explica como as pessoas mal-intencionadas agem e dá dicas de como se proteger

Não importa se você se considera uma pessoa muito bem-informada e blindada contra qualquer tentativa de golpes. Na verdade, o efeito é justamente o contrário: isso pode lhe deixar ainda mais vulnerável, devido a uma falsa sensação segurança.

É o que alerta William Ribeiro, educador financeiro e CEO do Dinheiro Com Você, que ensina algumas maneiras de evitar quatro golpes que têm crescido proporcionalmente ao aumento da popularidade do Pix.

“Ao mesmo tempo em que o Pix tem se tornado extremamente comum nas transações e pagamentos dos brasileiros, é uma tecnologia ainda nova. Isso significa que nem todo mundo entende e domina o seu funcionamento.

Eis então a grande janela de oportunidade para os bandidos e o motivo de tanta gente estar caindo em golpes antigos. São histórias que parecem impossíveis de acreditar, mas que a falta de atenção, a correria do cotidiano ou mesmo a ganância, acabam colaborando para que a gente forneça nossas informações pessoais e financeiras a quem não deveríamos”, revela Ribeiro.

Golpe 1: Whatsapp clonado

O educador financeiro tem alertado em seu canal no YouTube que escolher o número do telefone celular como chave para o Pix não é uma boa ideia. “Qualquer pessoa que tenha acesso ao seu número de celular (capturado em um grupo de Whatsapp, por exemplo) pode simular uma transferência via Pix. E pronto: passa a ter acesso ao seu nome completo e o banco no qual você tem conta”.

E ele explica qual é o risco do acesso a essas informações. “Sabendo que você é correntista de um determinado banco, o trabalho do golpista é facilitado. Ele pode fazer o contato, já informando previamente algumas informações bancárias suas. Em alguns casos, pode ligar inclusive de um número clonado do próprio banco em que você tem conta, dizendo que foram identificadas transações suspeitas no seu extrato”.

E é nessa hora, quando ele conquista sua atenção e a sua confiança, que vai dar a cartada final. “O falso funcionário do banco dirá que, por motivos de segurança, você receberá um código por SMS no seu celular. Na maioria dos casos, se trata do código do Whatsapp, com o qual o golpista poderá “sequestrar” a sua conta no aplicativo, podendo se passar por você para aplicar golpes em seus amigos e familiares”, explica.

– Como se proteger

Para evitar esse tipo de problema, Ribeiro lembra que você deve habilitar a autenticação em duas etapas criando um “pin”, como se fosse uma segunda camada de segurança, uma senha com seis números. “Se alguém tentar clonar seu Whatsapp, mesmo que tenha acesso ao código que recebeu pelo SMS, sem o pin, ele não vai conseguir”.

Golpe 2: Whatsapp falso

Já que muitas vezes o golpista não consegue roubar o acesso ao seu Whatsapp, eles foram além: que tal criar uma nova conta, também se passando por você? Neste caso, é criada uma conta com um número diferente, porém, utilizando uma foto sua (que ele consegue facilmente em qualquer rede social).

A partir de então, ele segue o mesmo script para aplicar golpes: entra em contato com amigos e familiares, pedindo dinheiro por meio de transferências pelo Pix, informando uma chave ou enviando um QR Code.

– Como se proteger:

“Se algum conhecido entrar em contato de um jeito estranho, contando uma história qualquer, dizendo estar precisando de dinheiro, fique atento! O melhor é entrar em contato com a pessoa por uma linha de telefone que não seja via Whatsapp para confirmar se o contato foi feito por ela mesma.”

Ribeiro ainda explica porque apenas confirmar que o número do celular está correto não é uma forma segura de proteção. “Se você confirmou que o telefone que entrou em contato com você é realmente da pessoa, lembre-se, ela pode estar sendo vítima do golpe 1, com seu Whatsapp sendo clonado. Por isso, em todos os casos, procure sempre fazer contato com a pessoa por telefone”.

Golpe 3: Falso funcionário do banco

Nessa modalidade, o golpista também entra em contato com você, fingindo ser um funcionário do banco. No entanto, ao contrário do primeiro golpe que Ribeiro comentou, neste caso ele não está interessado em clonar o seu Whatsapp.

“Dessa vez, ele vai te dizer que entrou em contato para lhe ajudar a cadastrar ou a confirmar a sua chave Pix na instituição em que você tem conta. E eles podem ser tão convincentes a ponto de até colocar uma gravação ao fundo, como se fosse a movimentação de uma operação de telemarketing, com pessoas falando e digitando. Mais uma vez, ele conquistou sua atenção e sua confiança e vai pedir para fazerem um teste que envolve o envio de dinheiro. E se isso acontecer com você, saiba que esse valor você nunca mais verá de volta”, reforça o educador financeiro.

– Como se proteger:

Este é um procedimento que não existe em nenhuma instituição bancária. “Pode ter certeza, funcionário de banco nenhum liga para você para resolver qualquer problema de Pix. Nessa situação, é só ficar atento em caso de um contato como esse que solicite suas informações pessoais. Desconfie e nunca faça qualquer transferência para quem não conhece”.

Golpe 4: Bug no Pix

Dessa vez, o golpista consegue enganar principalmente as pessoas mais gananciosas. “Ao serem apresentadas a uma possível chance de dinheiro fácil, pessoas nesse perfil se tornam uma isca fácil, afinal a atenção é direcionada apenas ao objetivo final, o dinheiro, sem prestar atenção que o caminho até lá é um tanto quanto suspeito”.

Ribeiro explica como funciona. “Você recebe um contato, uma mensagem por Whatsapp ou um e-mail, dizendo que naquele momento ocorreu um bug no Pix. Alguém teria percebido que, ao fazer uma transferência, o dinheiro voltaria em dobro para a sua conta. Essa pessoa fictícia, muito “gentilmente”, resolve passar a dica para frente para que todo mundo, assim como ele, tenha a oportunidade de lucrar com esse problema técnico”.

– Como se proteger:

A solução para este problema é muito simples: “não existe dinheiro fácil e nem mágica, desconfie sempre”.

Engenharia social

Essa metodologia que os golpistas usam para nos convencer já tem até um nome, chama-se “engenharia social”. “Trata-se da habilidade de conseguir informações confidenciais por meio de técnicas de persuasão. Eles usam isso para conseguir que você forneça os seus dados ou para pedir que seus contatos enviem dinheiro”.

E o educador financeiro destaca que, pelo jeito, “eles ficam cada vez melhores nisso, afinal, o número de golpes só cresce porque eles encontram quem dá oportunidade de ser enganado.  Além disso, uma outra forma de não ser passado para trás é sempre estar atento ao nome completo e dados bancários da pessoa para quem está fazendo a transferência. Ao colocar a chave no aplicativo ou site do banco, todas essas informações são apresentadas na tela”.

Sobre William Ribeiro

William Ribeiro é CEO do Dinheiro Com Você, empresa de consultoria, treinamento e Educação Financeira, focada em finanças pessoais e investimentos, além de uma produtora de conteúdo multiplataforma da qual faz parte um dos maiores e mais importantes canais de educação financeira do pais: www.youtube.com/dinheirocomvoce.

Possui título de MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e é graduado em Engenharia da Computação pelo Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel). Sua experiência de mais de 20 anos no empreendedorismo lhe trouxe a independência financeira e o consequente maior propósito da sua vida: levar seu conhecimento adiante, ajudando milhares de pessoas a terem uma vida financeira mais próspera.

Além de especialista no mercado financeiro, William também é autor e prepara o lançamento de seu primeiro livro (pela Alta Books) sobre o tema, uma publicação alinhada com o propósito de todo o seu trabalho que é desmistificar os investimentos no Brasil.

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Golpes antigos que voltaram a crescer com o PIX
William Ribeiro, educador financeiro e CEO do Dinheiro Com Você
Foto: Divulgação

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Pagar conta de luz com Pix: em breve, disponível em todo país

Você já pode pagar conta de luz com Pix, mas só se morar em alguns dos estados contemplados, neste momento. A novidade será disponibilizada para todo o Brasil em breve.

A fatura vem no formato digital, com um QR Code que direciona o cliente para a tela de pagamento.

A novidade está disponível em cinco estados do País: Bahia, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo.

A opção foi adotada pela Neoenergia, que também pretende disponibilizar a opção para pagamento pelo PIX na fatura de papel.

De acordo com a Agência Estado, outras distribuidoras se preparam para oferecer a modalidade aos clientes.

A CPFL, que atua em São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, informa que vai disponibilizar a opção nas faturas digital e de papel até o final de fevereiro.

Já a empresa de distribuição Enel, que atende consumidores do Rio de Janeiro, Goiás, São Paulo e Ceará diz que já recebeu aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, para adaptar seus sistemas.

A companhia não divulgou nenhum prazo, mas informou que  vai passar a utilizar o PIX em breve.

O uso da ferramenta é estimulado pela Aneel, que firmou uma parceria com o Banco Central e ainda este ano deve discutir uma regulamentação para adoção no sistema.

Em parceria com Rádio2.

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Pagar conta de luz com Pix: em breve estará disponível
Pix é o pagamento instantâneo brasileiro. O meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia. É prático, rápido e seguro.

Pix com data futura para cobrança será liberado pelo BC em março

Pix Cobrança, que vai permitir agendar pagamentos será lançado em 15 de março. Leia mais sobre como o Pix com data futura para cobrança funcionará.

O Banco Central adiou o serviço, que deveria ter começado neste mês de janeiro.

A modalidade de pagamentos instantâneos com data agendada vai funcionar por meio de um QR Code.

Os estabelecimentos comerciais físicos e virtuais poderão emitir o código e informar o consumidor sobre juros, multas e descontos.

A ferramenta vai substituir boletos e carnês de parcelamento, com a vantagem de não ter custo bancário.

Tem, ainda, o benefício de permitir que as quitações sejam feitas 24 horas, sete dias por semana, sem sair de casa, pelo aplicativo dos bancos no celular.

Como já ocorre com as transferências e pagamentos à vista, em vigor desde 16 de novembro passado.

Com informações de Rádio2.

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Pix com data futura para cobrança será liberado pelo BC em março

Empregadores domésticos já podem pagar o DAE pelo Pix

Saiba como pagar o DAE pelo Pix

Empregadores domésticos já podem pagar o DAE pelo Pix. Com a ferramenta de pagamento instantâneo, a Guia do Documento de Arrecadação do Simples Doméstico pode ser paga em qualquer horário e dia da semana, em um dos bancos habilitados no Pix.

Para realizar o procedimento, o DAE precisa ser emitido por empregador doméstico diretamente no sistema ou aplicativo do eSocial. Automaticamente será gerado um QR Code para efetuar o pagamento pelo Pix.

Prazos para pagar o DAE pelo Pix

Segundo a gerente de negócio da Divisão de Soluções de Arrecadação do Serviço Federal de Processamento de Dados, Franciana Soares, o pagamento será identificado no mesmo dia no eSocial e sistemas que fazem o controle da arrecadação fiscal.

Fonte: Brasil 61

Jornal Grande ABC

pagar o DAE pelo Pix

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Cards Inova acredita que o PIX é uma grande evolução

O cidadão brasileiro já está acostumado com as possibilidades que os bancos oferecem para que sejam feitas transferências de dinheiro para pessoas com contas ou entre instituições. São elas a TED – Transferência Eletrônica Disponível e DOC – Documento de Crédito.

Segundo Fernando Muterle, diretor da Cards Inova Certificadora, o PIX chega como uma alternativa a esses meios de pagamentos já existentes e vem com o objetivo principal do Banco Central de oferecer pagamentos instantâneos que serão concretizados em alguns segundos.

Agora as transações serão realizadas em tempo real e sem intermediação de terceiro, o dinheiro sai de uma conta e vai direto para conta de quem receberá o valor. Um grande benefício é que essas movimentações poderão ser feitas 24 horas e os 7 dias por semana.

Para o executivo, o PIX visa ampliar a competitividade e, principalmente, a abertura de novos negócios inovadores no setor, uma vez que os empresários deverão oferecer serviços que correspondam e facilitem a vida dos cidadãos e comerciários.

“O que há de recente como exemplo de revolução no mercado, é o Banking as a Service, um modelo de serviço bancário que permite a pessoa criar sua carteira digital sem precisar de conta corrente para fazer pagamentos. O sistema bancário é um processo completo e garante a execução geral de um serviço financeiro fornecido pela web”, ressalta Muterle.

A ferramenta vem com a proposta de revolucionar esse mercado, agilizando o processo de pagamento, permitindo um maior volume de transações por conta de custos. “Acredito que o PIX tem um grande potencial de reformular tradicionais meios de pagamentos que envolvem empresas adquirentes, bancos emissores e ainda os gateways”.

Esta ferramenta de alta disponibilidades deve ter um papel fundamental nas decisões das empresas que buscam segurança, alta performance para reduzir riscos e custos, ou seja, as empresas irão se adaptar rapidamente. “Por se tratar de uma solução para baixar custos e a simplicidade do uso por meio do mobile terá uma aceitação muito positiva e o mercado deve crescer e atingir rapidamente um grande volume de transações”, destaca Muterle.

Sobre a Cards Inova  

A Cards Inova é uma rede própria para a venda e validação de certificados digitais com tecnologia da AC Valid, emitente dos certificados digitais ICP-Brasil e credenciada pelo ITI.  

Com matriz em Americana/SP, a Cards Inova conta com mais de 60 unidades de validação, distribuídos nos estados de SP, RS, MT, SC, BA, PE, RJ, ES e MG. Para dar maior segurança aos seus clientes, a empresa conta com desenvolvimento e capacitação continua de seus agentes, em cada um dos seus pontos de validação. O projeto de expansão da empresa prevê que, até o segundo semestre de 2020, sejam mais 80 unidades de atendimento no Brasil. 

Informações para Imprensa:
Jornalista Responsável: Soraya Simón
Email: soraya3s.ss@gmail.com
Tel/Fax: (11) 99329-3306

PIX começa a valer a partir de 16 de novembro

Em entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com, Mayara Yano, assessora no Banco Central, tira todas as dúvidas sobre o Pix, sistema que promete funcionar 24 por dia, 7 dias por semana

Você certamente já ouviu falar do Pix, o novo meio de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central (BC). De acordo com a própria entidade, a promessa é de transferência de recursos entre contas de qualquer banco em poucos segundos, a qualquer hora e dia. Entre os objetivos do novo sistema, estão o de alavancar a competitividade e a eficiência do mercado, promover a inclusão financeira e preencher uma série de lacunas existentes nos instrumentos de pagamentos disponíveis hoje para a população. 

Até dia 15 de novembro, o sistema vai funcionar de forma restrita e em esquema de teste para alguns clientes. Mas a partir de segunda-feira (16), todo mundo vai poder testar a novidade. 

“O Pix veio para facilitar a vida dos nossos pagamentos do dia a dia. Ele é um novo jeito de fazer pagamento e transferências criado pelo Banco Central, em conjunto com a indústria”, adianta a assessora no Departamento de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, Mayara Yano. 

O sistema é totalmente digital e instantâneo. “Você pode fazer transferências inclusive nos fins de semana, de madrugada e é muito prático”, garante Mayara, em entrevista exclusiva para o portal Brasil61.com. Segundo ela, basta acessar a conta pelo aplicativo no celular que vai estar disponível a opção de pagamento ou transferência de dinheiro pelo Pix. “E ele é muito seguro, aberto e acessível. Ele conecta praticamente em todas as contas, independentemente de onde a outra parte tem conta.” 

A assessora do Banco Central avisa que o Pix não é obrigatório, e sim mais uma opção disponível. “Quem escolhe se vai usá-lo como meio de pagamento é quem está realizando a transação. A pessoa pode usar cartão, boleto, TED, DOC ou o Pix. Ele veio para agregar e somar como mais uma opção”, reforça. 

Na prática, vai funcionar assim: você acessa sua própria conta bancária, a que você já tem – seja num banco ou numa fintech. Essa conta pode ser corrente, poupança ou de pagamento pré-pago e no próprio menu do aplicativo do celular ou pelo internet banking vai aparecer a opção Pix. “Dentro disso vai ter a opção de pagar com Pix, que pode ser feito a partir da leitura de um QR code ou usando a chave, que nada mais é que uma forma muito simples de identificar a conta de quem vai receber o recurso”, explica Mayara Yano. 

Sobre a chave, ela detalha. “Primeiro, é importante frisar que ela não é obrigatória, não é necessário você ter o cadastro dessa chave para poder usar o Pix. Ela só é uma forma mais simples de identificar a sua conta. Então, quando você quiser receber um pagamento ou transferência, por exemplo, em vez de passar nome do banco, agência, conta, CPF, você simplesmente passa a sua chave Pix cadastrada e a transação ocorre de forma muito mais rápida. É muito mais simples para quem está pagando”, sinaliza. 

Municípios sem agências 

De acordo com levantamento do próprio Banco Central, cerca de 2,3 mil municípios ainda não possuem agências bancárias. “O Pix veio justamente para facilitar a vida dessas pessoas. Ainda há muitas transações que usam dinheiro em espécie e os municípios sem agência têm essa dificuldade, porque as pessoas têm que se dirigir para outras localidades para fazer o depósito ou para sacar, por exemplo. Com o Pix, essas transações passam a ser eletrônicas e é um meio totalmente seguro. Tendo acesso à internet, a pessoa consegue fazer os pagamentos, transferências, compras sem a necessidade de se locomover até uma agência bancária”, ressalta Mayara.

Para o futuro, a assessora do Banco Central adianta que haverá uma opção de saque no varejo. “Isso vai facilitar muito a capilaridade desse serviço de saque, mas é uma novidade que vem só mais para frente para facilitar a vida desses municípios.” 

Confira agora a entrevista exclusiva com a assessora no Departamento de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, Mayara Yano. 

Fonte: Brasil 61

Fase restrita de pagamentos pelo Pix começa hoje

Segundo BC, etapa permitirá correção de eventuais problemas

A partir de hoje (3), um grupo limitado de clientes poderá pagar e receber recursos pelo Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC). A ferramenta entra em fase restrita de funcionamento, para ajustes e correções de eventuais problemas, enquanto o BC faz a migração do serviço do ambiente de testes para o ambiente real.

O Pix funcionará em horários determinados para um grupo de 1% a 5% dos clientes de cada instituição financeira aprovada para operar a ferramenta. Os clientes autorizados a participar da fase restrita já foram comunicados pela instituição correspondente.

O novo sistema entrará em operação para todos os clientes no próximo dia 16. Na fase restrita, o Pix funcionará das 9h às 22h, de segunda a quarta-feira. Às quintas, o serviço reabrirá às 9h e só terminará de funcionar às 22h das sextas-feiras, para permitir o teste durante a madrugada.

A partir da próxima segunda (9), as instituições financeiras poderão elevar gradualmente o número de clientes aptos a participar do Pix, até que o sistema entre plenamente em operação, no próximo dia 16, com a possibilidade de fazer pagamentos e recebimentos 24 horas por dia por toda a população.

Registros

Desde 5 de outubro, os clientes podem registrar as chaves digitais de endereçamento. Segundo o balanço mais recente do BC, até a última quinta-feira (29) mais de 50 milhões de chaves tinham sido cadastradas. Como cada pessoa pode ter mais de uma chave, o número exato de pessoas registradas é desconhecido.

As chaves funcionarão como um código simplificado que associará a conta bancária ao número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), e-mail, número do celular ou uma chave aleatória de 32 dígitos. Em vez de informar o número da agência e da conta, o cliente apenas informa a chave para fazer a transação.

Uma pessoa física pode criar até cinco chaves por conta corrente. Para empresas, o limite aumenta para 20.

Instantaneidade

Por meio do Pix, o cliente pode pagar e receber dinheiro em até dez segundos, mesmo entre bancos diferentes. Diferentemente da Transferência Eletrônica Disponível (TED) ou do Documento de Ordem de Crédito (DOC), que têm restrições de horário, o Pix funciona 24 horas por dia. Por questões de segurança, cada instituição financeira definirá um valor máximo a ser movimentado, mas o BC estuda criar modalidades para a venda e compra de imóveis e de veículos que permitam a movimentação instantânea de grandes quantias.

Para as pessoas físicas e para os microempreendedores, as transações serão gratuitas, exceto nos casos de recebimento de dinheiro pela venda de bens e de serviços. As pessoas jurídicas arcarão com custos. As tarifas dependerão de cada instituição financeira, mas o BC estima que será R$ 0,01 a cada dez transações.

O Pix servirá não apenas para transferências instantâneas de dinheiro, como poderá ser usado para o pagamento de boletos, de contas de luz, de impostos e para compras no comércio. Com a ferramenta, será possível o cliente sacar dinheiro no comércio, ao transferir o valor desejado para o Pix de um estabelecimento e retirar as cédulas no caixa.

Ampliação

Na última quinta-feira (29), o BC ampliou as funcionalidades do sistema. Com o Pix Cobrança, os comerciantes poderão emitir um QR Code (versão avançada do código de barras fotografada por smartphones) para que o consumidor faça o pagamento imediato por um produto ou serviço. Além disso, será permitido fazer cobranças em datas futuras, com atualizações de juros, multas ou descontos, como ocorre com os boletos.

O BC também obrigou as instituições financeiras que oferecerem o Pix aos usuários recebedores a usar interface de programação padronizada pelo órgão. A medida foi tomada para evitar que um empresário não consiga migrar a conta para outra instituição por causa dos custos de adaptação a um novo sistema de programação.