Future Dojo: Exame e ACE se associam em nova escola digital

As empresas se unem em joint venture Future Dojo, que criará cursos voltados ao desenvolvimento de habilidades que mais impactarão a capacidade de inovação das empresas

Uma pesquisa da consultoria McKinsey estimou que 75% das empresas listadas do S&P500 (as principais da Bolsa de Valores americana) vão desaparecer até 2027. Por trás disso está a dificuldade das companhias em acompanhar as mudanças cada vez mais rápidas no comportamento dos consumidores, e nas tecnologias que surgem e escalam com velocidade nunca vista. 

Dados como esse motivaram ACE, uma das principais empresas de inovação do país, e Exame, a mais tradicional publicação de negócios do Brasil, a se unirem em uma joint venture de educação.

As duas se associaram na criação da Future Dojo, uma escola digital com cursos nas áreas de liderança e gestão, inovação, competências do futuro, métodos ágeis e empreendedorismo.

“A missão da Exame transcende o conteúdo jornalístico: é impacto, conhecimento, transformação. Dito isto, educação é um caminho natural da nossa jornada” diz Pedro Thompson, CEO da Exame. “A ACE é o parceiro perfeito para esta aventura: tecnologia, empreendedorismo e ideias fora da caixa são os atributos que vão mudar o mundo e conhecimentos que a ACE certamente possui”, conclui.

A joint venture será comandada por Felipe Collins, sócio da ACE e professor de diversas instituições de ensino, como a ESPM. “A velocidade com o qual o futuro modifica negócios e carreiras está maior do que nunca, e as pessoas ainda não estão preparadas para tal – e isso trava o crescimento delas”, explica Felipe, que também atuou como CMO (Chief Marketing Officer) e Venture Capitalist da ACE antes de assumir a Future Dojo. “Nos inspiramos nos dojos orientais, com aprendizado prático, imersivo e voltado para enfrentar o mundo real, para ensinar as habilidades do futuro que destravam esse crescimento”. 

Future Dojo já nasce com um portfólio de 5 cursos, em formatos ao vivo, gravado e híbridos., em trilhas de aprendizado nas áreas de liderança e gestão, inovação, competências do futuro, métodos ágeis e empreendedorismo. 

  • Inovação na Prática: ensina os 6 Princípios da Inovação criados por Pedro Waengertner em “Inovação Radical”, e conta com depoimentos de AstraZeneca, BTG Pactual, Banco Votorantim e outros;
  • Transformação Ágil: traz de modo prático e aplicável os fundamentos de Scrum, Kanban, Lean Startup e Mindset Ágil, para que o aluno consiga implementar os métodos ágeis e cultura ágil na sua equipe.
  • Liderança Data-Driver: uma formação completa de data science a visão de negócios, passando por criação de metas e análise de KPIs e OKRs. O curso forma profissionais aptos a tomar decisões e guiar a sua empresa com dados. 
  • Decodificando a Cultura: “cultura come estratégia no café da manhã”, disse Peter Drucker. O curso ensina como criar uma unidade coesa de valores, práticas e comportamentos, com Design Cultural e muitos cases.
  • Gestão do Tempo e Produtividade: especialmente em contexto de pandemia. aproveitar melhor o tempo garante maior performance e qualidade de vida. O curso ensina técnicas para abandonar a procrastinação e ser mais produtivo. 

Além destes, também foram realizadas turmas de bootcamps como Imersão Corporate Venture, que reuniu os maiores expoentes da aproximação entre startups e grandes empresas do País, e Bootcamp RH Ágil, que trouxe os fundamentos de agilidade, cultura e tendências para que a área de Recursos Humanos se torne cada vez mais estratégica. 

A lista de oferta será reforçada ao longo dos próximos meses, com o objetivo de possibilitar que profissionais de diversas áreas adaptem suas práticas para os métodos e técnicas utilizados pelas empresas mais inovadoras. Os cursos são disponibilizados para alunos que queiram impulsionar suas performances e carreiras, e também para companhias que desejam treinar os seus colaboradores nas competências do futuro. 

Sobre a Future Dojo

Future Dojo é uma joint-venture formada por ACE, uma das principais empresas de inovação do país, e Exame, a mais tradicional publicação de negócios do Brasil. A escola digital oferece cursos em 5 trilhas de aprendizagem (Métodos Ágeis, Liderança e Gestão, Inovação, Competências do Futuro e Empreendedorismo) conectadas às necessidades e boas práticas das empresas mais inovadoras do mercado. 

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Future Dojo: Exame e ACE se associam em nova escola digital
Divulgação
Felipe Collins, sócio da ACE e professor

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Colaboradores que exercem a mesma função devem receber salários iguais

Advogado trabalhista explica que a Reforma Trabalhista de 2017 reduziu as ações na Justiça do Trabalho, mas empresas ainda devem ficar atentas quanto a Colaboradores que exercem a mesma função

A equiparação salarial é o direito que nasce quando dois trabalhadores que executam as mesmas atividades com a mesma perfeição técnica recebem salários diferentes. Pelo princípio da igualdade, os empregados que exercem a mesma atividade devem receber o mesmo salário, porém, cumprindo alguns requisitos.

Segundo o advogado trabalhista Jonas Figueiredo de Oliveira, sócio do escritório Figueiredo Sociedade de Advogados, a Lei 13.467/17, conhecida como reforma trabalhista, trouxe importantes alterações quanto a equiparação salarial (ver quadro).

Entretanto, Figueiredo esclarece que se o empregado preenchesse os requisitos da equiparação salarial antes de novembro de 2017 a regra que vale é a anterior,ou seja, a determinada no art. 461 da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho. Por outro lado, caso o início do fato gerador seja posterior a 2017, se considera a regra nova.

Por exemplo, se um bancário entende que, desde 2016, tem a mesma função, perfeição técnica e produtividade que seu colega, porém atuam em agências diferentes, é possível pleitear a equiparação salarial. Entretanto, se a mesma situação iniciou apenas em dezembro de 2017, não caberia a solicitação.

Figueiredo cita alguns exemplos para que profissionais de RH, contadores e empreendedores fiquem atentos para evitar ações na Justiça do Trabalho pleiteando equiparação salarial.

O trabalhador que está na empresa há um ano pode indicar como paradigma um colega que trabalha na mesma organização há cinco anos?

Segundo  o advogado, não é possível indicar um paradigma que tenha diferença de quatro anos de empresa, após a reforma trabalhista. “Esse requisito não havia previsão legal, ampliando o rol para buscar a desigualdade salarial”, detalha.

Contudo, Dr. Figueiredo adverte que é de fácil compreensão que a estruturação desse requisito transmita e aumente, consideravelmente, a possibilidade de uma discriminação salarial entre os colaboradores. “Sob o mesmo ponto de vista, o preeminente requisito para a equiparação salarial é a identidade de função. Dessa forma, é de fato cabível a diferença de dois anos”, esclarece.

Por outro lado, o advogado ressalta que mesmo que o paradigma esteja há menos de dois anos na mesma função, ele deverá preencher também o requisito de estar há menos de quatro anos na empresa, cabendo inclusive a discussão da constitucionalidade da lei.

O trabalhador pode pedir equiparação salarial com o paradigma de outra filial?

Dr. Figueiredo informa ser proibida a equiparação salarial com um paradigma de outra filial, se for considerar tal situação após novembro de 2017. Segundo o advogado, a reforma trabalhista vedou a flexibilização de indicação de paradigmas estranhos ao seu efetivo ambiente de trabalho.

Como exemplo, ele esclarece que o trabalhador só poderá pedir equiparação salarial apenas com os empregados da mesma filial em que trabalha, mesmo que a empresa seja localizada em São Paulo (Capital) e tenha filiais pela cidade.

O advogado ainda salienta a diferença entre equiparação salarial e isonomia. Na verdade, é o princípio da isonomia que serve de base para a equiparação salarial, ou seja, a busca pela igualdade entre todos os trabalhadores. “Portanto, não se baseia apenas no salário, mas em um todo, envolvendo tratamento, benefícios, etc.”, detalha.

A Constituição Federal traz em seu artigo 5º o princípio da isonomia ou igualdade:

Art. 5º –  Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.

O princípio da isonomia busca a igualdade de todos perante a lei, sem distinção de grau, classe ou poder econômico, fornecendo o direito de todos ao acesso às funções públicas.

A igualdade real deve prevalecer sobre a formal, assim sendo, é necessário tratar os iguais igualmente e os desiguais desigualmente.

Ainda, deve ser analisado caso a caso, para não correr o risco de tratar com desigualdade os iguais e vice-versa.

No ambiente de trabalho, esse princípio deve ser a base para outros e para uma boa e justa relação, no intuito de se evitar qualquer tipo de discriminação entre os trabalhadores, lembrando de sempre respeitar a sua hierarquia.

Colaboradores que exercem a mesma função: Equiparação salarial de acordo com a Lei 13.467/17

REQUISITOSCOMO ERA ANTES DA REFOMA TRABALHISTA DE 2017COMO ESTÁ APÓS A REFORMA TRABLAHISTA DE 2017
FUNÇÃOIdentidade de função e atividade realizadas, independentemente do cargo. (art. 461, caput)Identidade de função e atividade realizadas, independentemente do cargo. (art. 461, caput)
PRODUTIVIDADE E PERFEIÇÃO TECNICA Igual produtividade e com a mesma perfeição técnica (§1º do art. 461)Igual produtividade e com a mesma perfeição técnica (§1º do art. 461)
EMPREGADOR Mesmo empregador, podendo ser de um grupo econômico.Mesmo empregador. (art. 461, caput)
LOCALIDADEMesma localidade ou mesma região metropolitana (Súmula 6ª TST)Mesmo estabelecimento empresarial. (art. 461, caput)
TEMPO DE EMPRESANão há previsão.Diferença de tempo não superior a 4(quatro) anos. (§1º do art. 461)
TEMPO DE FUNÇÃODiferença de tempo não superior a 2(dois) anos. (§1º do art. 461)Diferença de tempo não superior a 2(dois) anos. (§1º do art. 461)
QUADRO DE CARREIRAVálido o quadro de carreira desde que homologado pelo Ministério Público (Súmula 6ª do TST)Válido o quadro de carreira por meio de norma interna ou negociação coletiva, independentemente de homologação do Ministério Público (§2º do art. 461)
CONTEMPORANEIDADEPossibilidade de indicação de paradigma remoto, ainda que tenha obtido vantagem em ação judicial própria.Paradigma obrigatoriamente contemporâneo, vedado a indicação de paradigma remoto. (§5º do art. 461)

Sobre Jonas Figueiredo de Oliveira

O advogado é especialista em Direito Trabalhista, com foco em PJ, profissionais de Tecnologia e setor bancário. Sócio do Figueiredo Sociedade de Advogados, auxiliando juridicamente trabalhadores e empreendedores sempre de forma personalizada. Pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho pela EPD (Escola Paulista de Direito), MBA Direito do Trabalho e Direito Previdenciário, possui formação em Técnicas de Negociação e Planejamento Estratégico para Escritórios de Advocacia ambos pela Fundação Getúlio Vargas (FGVSP). Para mais informações, acesse o site : https://figueiredoadvogados.com.br/, instagram @jonasfigueiredoadv, facebook: https://www.facebook.com/figadvogados linkedin figadvogados

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Colaboradores que exercem a mesma função devem receber salários iguais
Colaboradores que exercem a mesma função devem receber salários iguais

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Líderes tóxicos

Sabe-se que nenhum líder é perfeito, mas alguns por insegurança ou problemas pessoais passam do limite do que é razoável em um ambiente de trabalho. E o pior é que alguém o mantem na empresa, dar desculpas que não sabia não cola, que sabe sabe, sempre se ouve algo aqui ou acola.
Claro que vejo problemas nestes lideres, mas a grande pergunta é por que os liderados se submetem aos caprichos do líder tóxico? Medo, insegurança de perder o emprego e etc.

Respeito esta posição, mas para ser respeitado é importante dizer o que esta sentindo e o primeiro passo, é buscar o diálogo, falar com o seu líder de forma respeitosa e sincera que não está feliz com a forma que esta sendo tratado profissionalmente e pessoalmente. O importante estar munido de argumento, datas e fatos que ocorreram e que poderiam ser conduzidos de outra forma e que é isso o que você espera.

Escute o que ele vai dizer e não interrompa, ao concluir veja se ele também não tem razão nas suas colocações, se tiver reconsidere mas mantenha a posição de que não concorda com a forma que esta sendo tratado, importante não entre em clima de discussão não vai ser por ai que irá resolver o problema.

Ao final da explanação do seu líder, se não ficou claro como será a relação daqui para frente, então pergunte. Se você sentir que ele esta comprometido em melhorar, agradeça e parabéns você estabeleceu limites e superou o seu medo. Agora se você sentiu que ele manteve a posição e não está comprometido em melhorar relação, a decisão esta na sua mão, ou você sobe o nível hierárquico/rh para falar sobre o que esta ocorrendo ou comece a buscar uma nova oportunidade para a sua carreira.

Entenda tudo esta na sua mão e nunca coloque os seus interesses na mão de terceiros.

Busque a felicidade. Bora lá.

Informações para contato:
11 94777 9496 Whatsapp
rogerio@rogeriodecaro.com.br