MPF pede adiamento do Enem no Amazonas

O Amazonas enfrenta mais uma vez altos números de casos e de mortes pela covid-19, e por causa dessa situação, o Ministério Público Federal (MPF) recorreu à Justiça para adiar as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O exame está marcado para os dias 17 e 24 deste mês, em todo o país. MPF pede adiamento do Enem no Amazonas, por questão sanitária.

A ação civil pública foi apresentada nessa terça-feira (12), em caráter liminar, e está baseada na crise de saúde pública decorrente da pandemia no estado.

Dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas apontam mais de 1,5 mil internações por covid-19 nos primeiros nove dias de janeiro – o maior índice já registrado desde o início da pandemia. A rede privada de saúde do estado já sinalizou colapso da estrutura de atendimento.

Os procuradores argumentam que a manutenção da data de aplicação das provas do Enem representa maior circulação do vírus pela cidade, e a exposição dos próprios estudantes ao risco de infecção – por isso o pedido de que as provas do exame sejam aplicadas no Amazonas somente quando houver estrutura suficiente e necessária na rede de saúde, pública e privada, para atendimento dos casos relacionados à pandemia de covid-19, e que essa condição seja atestada por órgão técnico do governo estadual.

Uma alternativa aceita pelo MPF é o adiamento para os dias 23 e 24 de fevereiro, datas já previstas pelo Ministério da Educação para os alunos que não possam realizar o exame em janeiro.

Ainda por causa do aumento de casos de covid-19, o governo estadual prorrogou a situação de calamidade pública no Amazonas por mais seis meses, e a prefeitura de Manaus decretou estado de emergência por 180 dias.

“MPF pede adiamento do Enem no Amazonas” é com informações de Agência Brasil

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MPF pede adiamento do Enem no Amazonas

Inep garante segurança na aplicação do Enem, em meio a pandemia

Nos dias 17 e 24 de janeiro, quase seis milhões de pessoas vão tentar uma vaga em universidades públicas de todo o Brasil por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Por conta da pandemia, as provas, que estavam marcadas para o final do ano passado, foram remarcadas para este ano. Entre as novidades, está o Enem Digital, que será feito por 96 mil estudantes nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. Instituto garantirá a segurança na aplicação do Enem, quanto as medidas sanitárias.

Na lista dos itens essenciais para levar nos dias de prova, além da tradicional caneta de corpo transparente de tinta preta, estão também a máscara e o álcool em gel. O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC), Alexandre Lopes, ressalta que a autarquia investiu R$ 69 milhões em medidas de prevenção à Covid-19 para que as provas sejam realizadas da forma mais segura possível. 

Em entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com, Lopes detalhou quais as medidas tomadas nesse período tão atípico. “A principal foi o distanciamento. Colocamos menos alunos em cada sala, garantindo um espaçamento maior entre eles. O uso da máscara será obrigatório. Tanto os participantes quanto os aplicadores terão que usar a máscara durante todo o período da prova. Além disso, intensificamos a higienização. Vamos fazer uma limpeza maior nas áreas de uso comum, como banheiros, corredores. Também vamos disponibilizar álcool em gel para todos os participantes do Enem e a identificação do aluno será do lado de fora.” 

Inep garante segurança na aplicação do Enem, em meio a pandemia

O presidente do Inep, responsável pelo exame, garante que os 1,7 mil municípios que receberão os alunos nos dias de prova estão amparados pela logística. “A gente fez uma visita prévia às escolas e às instalações. Serão cerca de 14 mil locais de prova neste ano e todos foram visitados previamente. Nós temos, ainda, um trabalho intenso de capacitação dos aplicadores. Algumas capacitações que eram realizadas presencialmente foram feitas a distância, mas foram feitas”, reforça. 

Caso o estudante seja infectado poucos dias antes da prova, Alexandre Lopes dá as orientações. Ele lembra que o edital do Enem já prevê casos de doenças infectocontagiosas – a Covid-19 foi inserida nesse rol. 

“Não só por conta da Covid-19, mas no edital do Enem tem uma relação de doenças infectocontagiosas que dá direito ao participante fazer a reaplicação nos dias 23 e 24 de fevereiro. Se ele tiver alguma dessas doenças, na semana anterior ao domingo de prova – e ele pode fazer isso tanto no primeiro quanto no segundo dia de prova – o estudante vai entrar na página do participante, solicitar a reaplicação e juntar a documentação necessária, como exame e/ou laudo médico. A gente vai analisar e pode conceder realização da prova de reaplicação. Isso é para garantir que as pessoas que tenham doença contagiosa não vão ao local de prova, que fiquem em casa, mas não percam o Enem”, tranquiliza. 

Enem Digital

Entre as novidades do exame está a versão digital. Pensada em 2019, antes mesmo da pandemia, a ideia é modernizar a prova e abrir mais opções de datas. “Hoje, o Enem é realizado em uma data só no ano. Milhões de pessoas vão fazer o Enem impresso no domingo agora, mas quem perder essa prova precisa esperar mais um ano para fazê-la novamente. Com a versão digital, podemos realizar mais de uma prova ao longo do ano”, adianta o presidente do Inep.

A previsão é de que o Enem se torne totalmente digital até 2026. Até lá, a transição será feita de forma gradativa. O objetivo também é tornar o Enem mais acessível, já que muitos estudantes precisam se deslocar para cidades vizinhas para tentar a tão sonhada vaga numa federal. 

“Sendo em várias datas, podemos fazer a prova em cidades diferentes e fazer com que o exame chegue a mais municípios – e fique mais próximo do aluno. Muitos alunos têm que se deslocar para outra cidade para fazer a prova, o que pode prejudicar jovens do interior do Brasil. Queremos levar a prova para mais municípios, levar a prova para onde o estudante está”, projeta. 

Acompanhe agora a entrevista na íntegra com o presidente do Inep, Alexandre Lopes. 

“Inep garante segurança na aplicação do Enem, em meio a pandemia” é com informações de Brasil 61

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