Rede cresce 100% em 2020 e lança modelo de negócio em contêiner

Aposta em um modelo de negócio em contêiner, mais acessível financeiramente e com maior mobilidade de deslocamento, deve levar Campinas Celulares a novos territórios pelo País

Enquanto alguns setores do comércio tentam se recuperar do baque que foi 2020, há quem projete um sólido crescimento para 2021, sobretudo depois dos resultados conquistados no ano passado.

Aqueles considerados essenciais, como alimentação, logística, abastecimento e serviços gerais mantiveram as portas abertas e, alguns, viram os seus negócios crescerem e se expandirem de forma exponencial. Quem figura nessa lista é a Campinas Celulares, uma rede de assistência técnica que atende as principais marcas, como Apple, Samsung, LG, Motorola, Xiaomi e Asus.

Fundada no interior de São Paulo em 2009, a rede soube aproveitar as condições atípicas do último ano e dobrou o faturamento e a quantidade de lojas. Os R$ 2 milhões conquistados em 2019 se transformaram em R$ 4,5 milhões em 2020 e oito novas lojas foram inauguradas nos últimos 12 meses, chegando a 15 unidades, que estão localizadas além dos limites da cidade e região metropolitana de Campinas. Para 2021, a rede começa o ano com uma novidade que deve impulsionar os planos de expansão: o lançamento do modelo em formato contêiner.

A formatação desse negócio surgiu de uma demanda que um novo franqueado sentiu quando, com dificuldade de achar um ponto vago num shopping em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte, percebeu que, se não havia espaço para alocar dentro do mall, era possível, então, instalar a loja na área externa, como no pátio do estacionamento.

Foi nesta sacada que as três partes do negócio se beneficiaram: o franqueado, que instalou a primeira unidade da Campinas Celulares fora do estado de São Paulo; o estabelecimento, que deu nova utilidade para um espaço vago e passou a oferecer mais opções de lojas para o consumidor; e a rede, que viu ali uma oportunidade de desenvolver um novo formato que, em tempos de crise e instabilidades, como a que se desenha para 2021 em virtude dos efeitos de 2020, tem potencial ainda maior de impulsionar os planos de expansão.

Oportunidade e demanda, a criação de um novo modelo

Considerado serviço essencial a partir da segunda quinzena de abril, redes de lavanderia, limpeza, manutenção e assistência técnica foram autorizadas a funcionar no estado de São Paulo e, com as portas abertas, as lojas da Campinas Celulares viram o faturamento crescer em mais de 30% durante toda a pandemia.

A justificativa é simples: na incerteza do futuro e na dependência dos aparelhos eletrônicos para as mais diversas atividades cotidianas, de trabalho e estudo às compras no supermercado e videochamadas com pais e amigos, a opção mais segura foi investir no reparo ao invés de comprar novos equipamentos. E se as lojas de rua conseguiram se manter bem, as de shopping centers sentiram um pouco mais o impacto com os estabelecimentos fechados e foi preciso driblar a crise indo atender nos estacionamentos.

Foi assim, diante de um contexto pandêmico que se desenrolou ao longo de todo o ano de 2020, somado à ideia do novo franqueado, que Clayton Mangulin, CEO e fundador da rede, percebeu que o contêiner vinha bem a calhar para o modelo de negócio. De fácil implantação e mobilidade, o contêiner pode ser instalado em espaços abertos e estacionamentos de shoppings e supermercados, garantindo, assim, a rentabilidade dos investidores.

A primeira unidade, instalada em Nova Lima, marca, a partir de agora, um novo momento para a rede, que visa expandir os negócios para outras regiões do país além do entorno de Campinas. Os planos, apenas para este formato, é finalizar 2021 com mais 36 unidades, que deverão ser alocadas em cidades do interior do estado e regiões metropolitanas.

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura

A trajetória do empreendedor por trás desse negócio rentável e próspero é Clayton Mangulin. Em 2003, aos 19 anos, colocou na cabeça uma ideia e traçou uma meta: ele teria sua própria assistência técnica de celulares. O estopim dessa vontade foi o primeiro emprego registrado que teve, como auxiliar de vendas numa loja do ramo num shopping center da região.

Idealizando o negócio e ciente dos esforços que tinha pela frente, passou a chegar todos os dias no trabalho 1h30 antes do expediente começar, só para, nesse período, aprender com o técnico da loja a arte de recuperar os aparelhos. Não foram poucas as brincadeiras que ouviu dos colegas, que os apelidaram de ‘caxias’, mas, para o jovem, isso não importava. A meta estava traçada.

Oito meses depois, o técnico responsável se desligou da empresa e Clayton teve, então, a oportunidade de dar o primeiro grande passo: ele foi convidado a assumir o cargo do antigo colega. Foi assim que conseguiu aperfeiçoar seus conhecimentos e, em 2009, já em outro emprego e cursando o quinto semestre de uma faculdade de engenharia, resolveu largar tudo e se aventurar no negócio próprio. Com o valor da rescisão mais a economia de seis anos, investiu R$ 100 mil na primeira loja, no centro de Campinas, interior de São Paulo. Com um crescimento contínuo e duas unidades abertas, no final de 2014 Clayton formatou seu sonho em franquias e começou, então, uma tímida expansão. 

Em 2016 inaugurou a primeira loja fora da cidade natal, no centro de Indaiatuba e, no ano seguinte, em Sorocaba, em um shopping center. Crescendo de forma sólida e orgânica nos anos que se seguiram, em 2020 viu o boom acontecer: diante da imprevisibilidade de uma crise causada por um vírus, o setor, que permanecia de portas abertas e faturava em um ramo que foi responsável por manter as pessoas conectadas, o número de lojas saltou e a franquia abriu uma nova frente: quiosques dentro de supermercados e centro atacadistas. Hoje, com 15 unidades em funcionamento, aposta no modelo contêiner, que será instalado em locais de fácil acesso e de pouco uso nos estabelecimentos comerciais. Para quem começou o negócio apenas assistindo e hoje emprega mais de 60 pessoas, o futuro parece ser bem promissor. 

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Modelo de negócio em contêiner da Campinas Celulares

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Oportunidade para empreendedores do Grande ABC

Com a dificuldade de crédito bancário para franquias, as próprias franqueadoras subsidiam parte do investimento de novas franquias e mantêm crescimento sustentável de suas redes. Conheça as condições para as oportunidade para empreendedores do Grande ABC

As franqueadoras brasileiras estão mostrando que é possível crescer mesmo com a pandemia e a crise – e com consistência. Após atravessarem um ano de incertezas e períodos conturbados, marcas de segmentos distintos tomaram medidas para sustentar as unidades franqueadas existentes e voltar a expandir com novas franquias.

Em relação à expansão, com a falta de crédito bancário facilitado, as franqueadoras estão financiando por conta própria o que conseguem, com a finalidade de tornar o acesso dos novos franqueados ao negócio um pouco mais fácil. “Apesar de termos convênio com vários bancos, o acesso ao financiamento não é simples e o desconto na taxa de isenção de royalties nos primeiros meses de operação ajudam o franqueado que está começando”, comenta Roberto Kalaes, sócio-franqueador da Dr. Shape, maior franqueadora de suplementos e artigos esportivos da América Latina, com mais de 60 lojas pelo Brasil.

Para Thaís Kurita, sócia da banca Nova Prado Advogados, especializada em Franchising e Varejo, o novo franqueado deve ficar atento à estrutura da franqueadora, ao suporte oferecido e aos documentos entregues, que devem seguir a lei 13.966/19, que rege o sistema de franquias no Brasil. “Além de uma boa oferta e do financiamento que, claro, ajudam o novo franqueado a começar e são muito bem-vindos, a franqueadora precisa demonstrar ter know-how para passar ao franqueado. Se ela tem sobrevivido bem à pandemia, já é um sinal de que aprendeu várias coisas importantes – mas, é importante verificar sua saúde financeira e como está a operação das unidades franqueadas existentes antes de investir”, pondera a especialista.

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Assim como a Dr. Shape, outras redes estão facilitando o acesso do franqueado ao negócio. De segmentos variados e com faixas de investimentos distintos – inclusive duas microfranquias –, elas criaram condições especiais para novas unidades em Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema, com opções para diversas áreas desses municípios e do entorno. Conheça a proposta de cada uma delas:

Dr. Shape – A maior rede varejista de suplementos alimentares e artigos esportivos da América Latinas, com mais de 60 lojas pelo Brasil, concederá um desconto de R$ 5 mil na taxa de franquia e isenção de royalties nos três primeiros meses de operação da franquia. O valor da taxa de franquia da marca é de R$ 52 mil e, numa loja, investem-se cerca de R$ 350 mil. A Dr. Shape acaba de lançar um novo formato de franquia, com uma clínica de emagrecimento anexada à loja. A novidade já está sendo pilotada na franquia de Dourados (MS) com sucesso e, em breve, também será implantada em lojas da rede que já estão em funcionamento. A Dr. Shape tem interesse em abrir franquias em todo o Brasil.

IP School – Inglês Particular – A rede de ensino de inglês particular – que utiliza a programação neurolinguística como método para o aprendizado, dispensa material didático e personaliza as aulas particulares conforme o perfil e necessidades de seus alunos – tem dez escolas em São Paulo (capital e região metropolitana). A franqueadora parcela a taxa de franquia, de R$ 30 mil, em três vezes aos novos franqueados, tanto para as microfranquias, cujo investimento é de R$ 33 mil, quanto para as unidades físicas, com investimento de R$ 149 mil. No período de pandemia, a IP School – Inglês Particular dobrou o tamanho de sua rede: a marca iniciou 2020 com cinco unidades e, atualmente, é composta por dez, entre próprias e franqueadas.

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MicroPro – A MicroPro Desenvolvimento Profissional e Comportamental, que tem 35 escolas profissionalizantes no Estado de São Paulo, parcela a taxa de franquia em três vezes para novos candidatos interessados em abrir uma microfranquia ou franquia de sua marca. Numa microfranquia (escola física para cidades de 70 mil habitantes), investem-se R$ 89 mil, com taxa de franquia de R$ 10 mil. Numa franquia, investem-se R$ 120 mil, com taxa de franquia de R$ 30 mil. Em 2020, a MicroPro tomou a decisão de não abrir nenhuma franquia. A ideia da marca foi a de dedicar-se integralmente às escolas existentes, de forma a apoiá-las no enfrentamento da crise e da pandemia. Assim, aprimorou seu sistema híbrido de aulas presenciais e online; apoiou os franqueados que decidiram reformar as escolas ou mudá-las de ponto e conseguiu atravessar o período com excelentes resultados. A MicroPro foi eleita, em pesquisa da ABF (Associação Brasileira de Franchising) a franquia do segmento de Educação com melhor índice de satisfação de franqueados na última pesquisa da entidade e, agora, é hora de voltar a crescer.

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Pinta Mundi Tintas – O segmento da Construção Civil nunca esteve tão bem: a própria Pinta Mundi Tintas afirma que 2020 foi o melhor ano em faturamento de todos os 30 anos de sua existência. Com números expressivos – a rede bateu metas de 120% em alguns meses – , não é difícil entender como saiu de 20 para 50 lojas em plena pandemia. Para incentivar ainda mais o crescimento, a marca concede um desconto na taxa de franquia de 20%, para pagamento à vista e, caso o franqueado compre duas unidades franqueadas, o desconto sobe para 30%. O valor da taxa de franquia, já com o desconto de 20%, é de R$ 50 mil. Além disso, os novos franqueados recebem um enxoval de produtos extra para iniciar a operação com melhor aporte no capital de giro. O investimento numa loja compacta da Pinta Mundi Tintas inicia-se em R$ 189 mil.

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