Reduções da Petrobrás contêm aumento de preços da gasolina

Litro do combustível custou, em média, R$ 5,728 na primeira quinzena de abril; Etanol é mais vantajoso em quatro estados brasileiros; Confira sobre a contenção do aumento de preços da gasolina.

Após duas reduções seguidas no preço da gasolina nas refinarias, anunciadas no fim de março pela Petrobrás, os motoristas encontraram estabilidade nos valores cobrados pelos postos de combustíveis brasileiros. De acordo com levantamento de preços feito pela ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frota, a média nacional da gasolina ficou em R$ 5,728 na primeira quinzena de abril – praticamente o mesmo valor registrado em março, quando o litro custava R$ 5,727.

O reajuste de menos de 0,1% apresenta o primeiro mês sem altas desde maio de 2020. Os preços nas bombas acompanhavam os aumentos seguidos no valor cobrado pelas refinarias. Na última quinzena de março, porém, a Petrobrás fez duas reduções: a primeira de 5% e a segunda de 4%, o que ajuda a explicar a estabilização dos preços no início de abril.

Obtidos por meio do registro das transações realizadas entre os dias 1º e 15 de abril com o cartão de abastecimento da ValeCard em cerca de 25 mil estabelecimentos credenciados, os dados mostram que o aumento do combustível foi contido na maioria dos estados. As maiores altas foram registradas no Amazonas (2,92%) e no Acre (1,52%). A gasolina ficou mais barata em 14 estados, com as maiores reduções em Santa Catarina (2,55% a menos) e no Maranhão (1,99% de redução).

Reduções da Petrobrás contêm aumento de preços da gasolina
Fonte: ValeCard


Reduções da Petrobrás contêm aumento de preços da gasolina
Fonte: ValeCard

Apesar das reduções a nível nacional, três capitais brasileiras continuaram com o litro da gasolina acima de R$ 6. Os maiores preços entre elas nos primeiros dias de abril foram registrados no Acre (R$ 6,187) e no Rio de Janeiro (R$ 6,124). Já Macapá (R$ 5,188) e Curitiba (R$ 5,208) registraram os menores valores.

Fonte: ValeCard

Abastecimento com etanol é inviável

No caso do etanol, os estados com o combustível mais caro foram o Rio de Janeiro (R$ 4,962) e Espírito Santo (R$  4,936) registraram os maiores preços médios em março. Conforme o levantamento, em quatro estados compensa substituir a gasolina pelo etanol: Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e São Paulo. A troca pelo derivado da cana-de-açúcar só é vantajosa quando seu litro custar 70% ou menos do que o litro da gasolina.

Fonte: ValeCard

Sobre a ValeCard 

A ValeCard é uma das maiores empresas de meios de pagamento eletrônicos do Brasil e oferece soluções completas e integradas para gestão de frotas e benefícios.  

https://www.valecard.com.br

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Vendas caem 30% durante a fase emergencial do plano São Paulo

A fase emergencial do Plano São Paulo iniciou em 15 de março e foi até dia 11 deste mês, com medidas mais restritivas. Durante o período, o comércio permaneceu fechado em todo o estado. De acordo com um levantamento realizado pela FCDLESP (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo), como resultado das recomendações, as vendas caem na fase emergencial do plano São Paulo, em cerca de 30% para o setor.

“A fase emergencial trará impactos significativos para o balanço trimestral do varejo. A queda de 30% no volume de vendas é alarmante. Reforçamos que é preciso manter a economia minimamente ativa, pois sem apoio financeiro, os estabelecimentos não conseguem se manter”, explica o presidente da FCDLESP, Mauricio Stainoff.

Segundo o levantamento realizado pela entidade, com a participação das principais CDLs do Estado de São Paulo, além da queda significativa, o comércio de rua foi o mais afetado pela nova fase do Plano São Paulo. Para os lojistas, os estabelecimentos estão mais adaptados à realidade da pandemia, mas ressaltam que, a instabilidade do Plano São Paulo e a falta de planejamento prévio impactam diretamente as vendas do varejo. 

Cenário atual 

Mesmo com baixa expectativa de vendas, cerca de 9 em cada 10 comerciantes participantes da pesquisa, acreditam que o Take away – serviço de retirada do pedido no estabelecimento e o retorno do auxílio emergencial amenizam o impacto negativo no volume de vendas. “Em tempos de total fechamento, é preciso manter a opção de retirada no produto ou pedido no balcão do estabelecimento, isso estimula o consumidor. Esperamos que a volta do auxílio emergencial traga um equilíbrio para esse cenário”, ressalta Stainoff.

No período da fase emergencial, os empresários relatam que o e-commerce apresentou o melhor desempenho. Sem a possibilidade de realizar as compras em lojas físicas, os consumidores optaram por manter o consumo pelo ambiente digital. Além disso, para o varejo, a Páscoa deste ano não apresentou resultados positivos. Apenas supermercados e lojas do segmento de chocolate apresentaram um bom desempenho nas vendas.

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Vendas caem na fase emergencial
Maurício Stainoff, presidente da FCDLESP
Divulgação

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Venda de máquinas e equipamentos sobe 5,1%, em 2020

Venda de máquinas e equipamentos sobe 5,1%, em 2020, e atinge R$ 144,5 bilhões. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Só em dezembro do ano passado, as vendas tiveram alta de 36,7%, na comparação com o mesmo mês de 2019, alcançando R$ 13,4 bilhões em faturamento.

Os segmentos que mais contribuíram com o resultado são máquinas para bens de consumo, em especial, máquinas para madeiras, alimentos e refrigeração. A Abimaq estima aumentar as vendas em 7%, em 2021.

No entanto, a exportação do setor diminuiu 23,7% em 2020, se comparado a 2019, somando R$ 7,3 bilhões em equipamentos.

A geração de empregos no setor de máquinas aumentou em 2020, em relação ao ano anterior. Em dezembro, foram registrados 326,5 mil postos de trabalho – cerca de 24 mil a mais que o observado em 2019.

Em parceria com Brasil 61

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Venda de máquinas e equipamentos sobe 5,1%, em 2020

Ociosidade da indústria automotiva ainda está alta

Indústria automotiva ainda não recuperou perdas provocadas pela pandemia de coronavírus. Ociosidade da indústria automotiva, de acordo com FGV.

Em quatro meses, encerrados em dezembro, fabricantes de veículos e de produtos de metal registraram ociosidade de 30 por cento no parque industrial.

O dado é da Sondagem da Indústria do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, a FGV, divulgados pela Agência Estado.

Nos 16 principais subsetores pesquisados, apenas sete já superaram a média histórica de uso da capacidade instalada.

O economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, o Iedi, Rafael Cagnin, diz que a retomada não vem de forma ordeira e homogênea, mas ocorre de modo heterogêneo.

Segundo ele, apesar dos desafios que o setor terá pela frente, como o fim do auxílio emergencial, o desemprego elevado e a piora da curva da pandemia, existe a expectativa de dias melhores.

A Sondagem da FGV também mostra que de setembro a dezembro de 2020, a indústria da transformação operou com 79,25 por cento da capacidade instalada.

O percentual está próximo da média histórica de 81 vírgula 96 por cento, verificada entre 2010 e 2015, antes das duas últimas crises econômicas.

O superintendente de Estatísticas Públicas da FGV, Aloisio Campelo Júnior, diz alguns setores ficaram superaquecidos, como o da indústria de papelão ondulado.

Ele explica que com o aumento das vendas online, os produtos precisam ser reempacotados.

Ao mesmo tempo, os veículos automotores utilizaram apenas pouco mais de 69 por cento da capacidade instalada entre setembro e dezembro, ante a média histórica pré-crise de 83 vírgula 54 por cento.

Já a indústria de produtos de metal operava com 67 vírgula 48 por cento da capacidade, abaixo da média de cerca de 78 por cento.

“Ociosidade da indústria automotiva ainda está alta” com informações de Rádio2.

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