Gramado Summit: tecnologia, inovação e empreendedorismo feminino

Considerado o maior brainstorming de inovação e empreendedorismo da América Latina, o Gramado Summit trouxe o empreendedorismo feminino para o debate no mundo dos negócios. Divididos em três palcos, o evento apresentou falas inspiradoras que abordaram temas como feminismo, diversidade, inclusão e racismo, além das tradicionais falas sobre tecnologia, inovação e futuro. O evento, que ocorreu de forma presencial com uma autorização especial do Governo do Rio Grande do Sul, que estabeleceu uma série de protocolos sanitários, aconteceu entre os dias 5 e 7 de maio, no Serra Park, em Gramado/RS.

Um dos palcos, comandado pelo coletivo Minas de Propósito, foi dedicado às mulheres. Foi lá que aconteceu a palestra de Roberta Ramos, jornalista e multi empreendedora. Com o título “Visceral: amor, propósito, verdade e liderança”, ela abordou o momento oportuno e necessário para o empreendedorismo de impacto conectando a história à sua jornada de desenvolvimento pessoal. Tendo trabalhado por 12 anos na Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Roberta conquistou espaço em um meio tradicionalmente machista, onde a mulher é vista como consumidora, mas são os homens que tocam os negócios. Foi de analista de Marketing à gestora de Projetos da entidade, um cargo de diretoria. Rodeada por homens, acabou os inspirando e tornando o setor um dos mais abertos a lideranças femininas no Brasil – conforme levantamento da própria entidade, 33% dos cargos de direção das empresas de calçados são de mulheres, número baixo, mas que está acima da média nacional, de 25%.

Projetos especiais
No final de 2019, Roberta deixou a Abicalçados para fundar a Îande Projetos Especiais. “Era o momento de usar meu conhecimento, minha experiência e mesmo a visibilidade que eu havia alcançado para gerar impacto. A Îandé, que em tupi-guarani significa “nós”, nasce do desejo de unir pessoas, com seus talentos e habilidades, para o desenvolvimento de projetos do bem, que tragam resultados positivos para a sociedade”, destacou Roberta. A Îande Projetos Especiais (www.iandeprojetos.com.br) já conta com clientes de peso, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Zextec Consultoria Empresarial, o Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais, a White Rabbit, entre outros.

O evento
Ocorrendo desde 2017, com uma interrupção em 2020 em função das restrições sanitárias impostas pela pandemia do novo coronavírus, o Gramado Summit se tornou o principal evento de empreendedorismo e inovação da América Latina, trazendo todos os anos nomes importantes do mundo dos negócios. Com a adoção de rígidos protocolos de segurança sanitária, como distanciamento entre cadeiras, obrigatoriedade de uso de máscaras – inclusive por parte dos palestrantes – e esterilização com álcool 70% de forma constante, o evento híbrido de 2021- algumas palestras foram digitais – provocou o mundo dos negócios rumo à revolução do ecossistema do empreendedorismo.

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Os crimes no BBB da pandemia

Francisco Gomes Júnior é autor de “Os crimes no BBB da pandemia”.

A cada edição do BBB (Big Brother Brasil) os recordes de audiência são quebrados, o sucesso sempre aumenta, junto com o desafio da direção do programa em gestar a próxima edição com mais êxito ainda.

A edição atual tornou-se líder de audiência por alguns fatores inesperados e outros não programados, segundo se pode apurar das declarações de seu diretor geral, Boninho e do apresentador Tiago Leifert. 

O primeiro fator que explica a ampliação de público desta edição está na triste pandemia que vivemos e que dá às classes mais abastadas a condição de permanecerem em casa, em home office. Isso faz com que essa elite assista o programa como nunca e repercuta os acontecimentos em todas as mídias tradicionais e sociais. O BBB é o assunto mais comentado do Twitter em dias de prova de liderança, votação e eliminação no paredão. 

Repercute em todas as redes sociais, com milhões de seguidores na torcida pelos participantes e inclusive com medição de popularidade através do ganho ou da perda de fãs nas plataformas como Instagram.

A esse fator inicial soma-se a escolha e performance do “elenco” atual de participantes. De início, evidenciou-se a abertura de um maior espaço para militâncias de várias frentes e uma diversidade de pessoas representadas pelos arquétipos escolhidos. E o que deu certo são as reviravoltas do que se esperava.

Os participantes “militantes” de quem se esperava um discurso de empatia mostraram uma face desconhecida, surtada e que transformou a primeira leva de vilões. Do ponto de vista jurídico, tivemos injúrias raciais, falta de tolerância religiosa, falas discriminatórias de pessoas nascidas em determinada região, dentre outros fatos que não podem ser tomados como bons exemplos. Mas há a máxima de que se trata de um jogo e uma vez acabado ou com o participante eliminado, esquece-se tudo e segue a vida.

Nos últimos anos as autoridades policiais não pensaram assim. Várias investigações e inquéritos policiais foram abertos (alguns ainda em andamento) para apurar condutas cometidas dentro da casa. Não há na lei brasileira a permissão para que uma conduta deixe de ser crime quando cometida em determinado ambiente. Crime é crime em qualquer lugar e mesmo nesta edição investigação para apurar intolerância religiosa foi iniciada.

Mas nesse primeiro momento, mocinhos se transformaram em vilões e prováveis vilões e aqueles que com fala rústica e uma cultura machista de formação poderiam ser vilões foram mais ponderados. Como dizem que o jogo reflete, de certa forma, as tensões sociais, o jogo mostrou-se polarizado, com uma agressividade extrema e com muita falta de empatia em sua primeira parte.

Estamos na parte final e polêmicas ainda continuam existindo, como um comentário sobre determinado penteado, sobre termos politicamente incorretos etc. e o programa parece atento e buscando sempre evitar qualquer violação legal e ética. Mas em época de cancelamentos, qualquer conduta repercute fortemente aqui fora e produz danos à imagem.

E concluindo com outra observação jurídica, devem as torcidas e pessoas em geral ter cuidado com postagens nas redes sociais e outros meios. Pode-se torcer à vontade, destacar as virtudes de seu preferido ou as mancadas do adversário, mas não se pode ofender, fazer falsas acusações, enfim, não se pode denegrir a honra dos participantes ou seus familiares. Isso também é crime.

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Os crimes no BBB da pandemia
Francisco Gomes Jr.. Foto: Divulgação

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8 mulheres negras que fizeram história

  • Claudette Colvin
Imagem do Google

A garrota se recusou a ceder seu assento no ônibus para uma mulher branca e se mudar para a parte de trás do ônibus no Alabama, Estados Unidos, em 1955. Claudette fez isso nove meses antes de Rosa Parks fazer o mesmo. Depois disso, foi levada para a prisão onde ficou até sua mãe buscá-la e pagar fiança.

  • Shirley Chisholm 
Imagem do Google

Em 1968 tornou-se a primeira mulher negra a ser eleita para o Congresso dos Estados Unidos e poucos anos mais tarde, também tentou se candidatar para a presidência do país.

  • Henrietta Lacks
Imagem do Google

No ano de 1951, Henrietta foi diagnosticada com cancêr cervical. Decidiu então enviar uma amostra de suas célular para um laboratório para ajudar nos estudos medicinais. Suas célular eram tão especiais e diferentes das outra que ficaram conhecidas como células “HeLa”, elas são usadas para estudar os efeitos de drogas, hormônios e vírus no crescimento de células cancerosas, sem precisar fazer experiências em humanos.

  • Ruby Bridges
Imagem do Change.org

Ruby foi a primeira criança negra a se dessegregar e ter seus estudos garantidos em uma escola apenas para brancos, no ano de 1960, quando tinha apenas 6 anos.

  • Dr. Rebecca Lee Crumpler
Imagem do Google

Após anos de estudo, Rebecca se tornou a primeira mulher afro-americana a se tornar doutora em medicina nos Estados Unidos.

  • Alice Allison Dunnigan
Imagem do Google

A jornalista Alice foi a primeira mulher negra a virar correspondente na Casa Branca e também integrou as galerias de imprensa do Senado e da Câmara dos Representantes

  • Mae C. Jemison
Imagem do Google

Jemison se tornou a primeira mulher a ser admitida no programa de treinamento de astronautas da NASA e apenas alguns anos mais tarde, em 1992, ela finalmente se tornou a primeira mulher negra a ir para o espaço, servindo como especialista em missões a bordo do Ônibus Espacial Endeavour.

  •  Daisy Lee Gatson Bates 
Imagem do Google

A ativista, advogada e editora criou um jornal chamado Arkansas State Press, com foco nos direitos civis. Ficou conhecida após defender o chamado The Little Rock Nine, um grupo de jovens que queriam o direito de estudar em uma escola que apenas brancos frequentavam.

Museu Casa de Portinari promove live em homenagem à cultura negra

Atividade acontece nesta sexta-feira (20), Dia Nacional da Consciência Negra, com participação da artista Con Silva

Dentre as datas comemorativas e de reflexão do calendário, uma das mais importantes será nesta sexta-feira (20): o Dia Nacional da Consciência Negra. Para homenagear e refletir sobre as premissas da celebração, o Museu Casa de Portinari, instituição da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari, promove, às 12h, uma live com a artista Con Silva.

Instrutora de artes, jurada de Carnaval e ativista do Movimento Negro, Con já ministrou palestras em instituições públicas e privadas abordando diversos temas da cultura afro nacional. Na live, ela falará sobre a cultura e a negritude brasileira.

Na programação semanal ainda será possível conferir o vídeo sobre o projeto de história oral do equipamento, o Poéticas da Memória. Entre os participantes estão pessoas que fizeram parte do convívio da família Portinari e de seu mais ilustre membro, moradores de Brodowski que guardam memórias da formação da cidade, seus costumes, tradições, problemas sociais, fauna, flora entre outros.

“Esse é um projeto que o Museu Casa de Portinari realiza há mais de 20 anos. É uma ferramenta importante para captação, salvaguarda e difusão desse acervo histórico”, explica Cristiane Patrici, gerente do equipamento.

Para acessar os conteúdos basta curtir as redes sociais do Museu Casa de Portinari (@museucasadeportinari) ou ficar ligado na página especial do Cultura em Casa: www.museucasadeportinari.org.br/culturaemcasa.

Jornal Grande ABC

Museu Casa de Portinari

O Jornal Grande ABC é feito para você, e por vocês. Nossos colaboradores e jornalistas estão todos dias buscando novidades e matérias. Assim, produzindo material especial para nossos leitores. Nosso foco são as cidades de Mauá, Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo e Santo André. Além disso, cobrimos o que acontece no Brasil e no Mundo, incluindo esporte, entretenimento e tecnologias.

Não possuímos nenhuma vinculação política ou partidária. Da mesma forma, sem ligações com outras mídias já existentes na região. Nossa fundação se deu em 07 de Setembro de 2020. Desde então, cada dia estamos crescendo e chegando em mais dispositivos e usuários. Por isso, nossa maior satisfação é entregar material de qualidade para nossos leitores. Portanto, cada nova visita e comentário, nos dão mais fôlego para seguirmos firmes e fortes neste projeto.

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15 filmes para refletir sobre o racismo

Para celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra, constituído oficialmente pela Lei nº 12.519 em 2011, por que não assistir filmes que falam a respeito desta luta?

  • Fruitvale Station – A Última Parada (2013)

Aberta inscrições para ações de enfrentamento ao racismo

Realizada em parceria com a Universidade Federal do ABC (UFABC), curso online tem início em novembro com o objetivo de promover reflexões sobre o racismo na região

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC, em parceria com a Universidade Federal do ABC (UFABC), abriu as inscrições para uma formação regional online para o fortalecimento das ações de enfrentamento ao racismo. O curso tem início em 3 de novembro, com uma aula magna aberta com o tema “A dor tem cor: perspectivas de superação”.

A sete palestras seguintes ocorrerão uma vez por semana, sempre nas quartas- feiras, de 4 de novembro a 16 de dezembro, das 9h às 11h, e serão transmitidas por meio do canal do Youtube do Consórcio ABC.

Durante os encontros serão tratados os seguintes temas: “A população negra no mercado de trabalho: desafios e perspectivas”, “O reflexo do racismo na vida da mulher negra”, “O impacto do racismo na saúde da população negra”, “A valorização da cultura afrobrasileira através das comunidades tradicionais”, “A urgência das políticas públicas para o enfrentamento ao racismo”, “Desigualdade racial no Brasil: conceitos e aspectos históricos e ideológicos” e, por último, ‘A importância da educação para a equidade racial”.

Organizada pelo Grupo Trabalho (GT) Igualdade Racial, a formação tem como objetivo promover reflexões acerca do racismo na região e suas consequências biopsicossociais sofridas pela população negra.

A ação regional integra as iniciativas de formação e produção de conhecimento da Escola de Governo do Consórcio ABC. Ao final do curso, haverá certificação para quem atingir, minimamente, 75% de presença, que será controlada eletronicamente.
Clique aqui para se inscrever.

Serviço

Formação Regional para o Fortalecimento das Ações de Enfrentamento ao Racismo

De 3 de novembro a 16 de dezembro, das 9h às 11h

Transmissão ao vivo pelo canal do Consórcio ABC no YouTube.