Parte III: Dicas para ter uma casa mais sustentável

  1. Prefira consumir produtos locais e da estação. Eles não precisam ser transportados de longa distância e, por isso, a emissão de carbono e de poluição é mínima. É mais saudável e você apoia a economia solidária, pequenos produtores. Esta situação serve para qualquer produto que queira adquirir: artesanato, papelaria, mercado, etc.
  2. Leve uma ecobag ao fazer compras, de preferência de pano resistente ou carrinhos. Use menos sacolas e sacos plásticos.
  3. O óleo da fritura, que você prepara seus alimente deve ser armazenado em garrafas PET para fazer sabão em pedra caseiro ou ser entregue em instituições que fazem este sabão. Nunca jogue ralo abaixo: as baratas adoram, fora que entope o encanamento.
  4. Usar papel sulfite comum e não reciclado. Pois é! Para reciclar o papel na indústria usa-se muitos compostos químicos e água para deixar o mesmo liso e com cor adequada. Mas reciclar em casa é válido, pois não usamos estes produtos! Coloque sementinhas, ervas, fica lindo!
  5. Use a escada em prédios, esqueçam elevador de vez em quando, ou se for em andares próximos. Poupa energia, faz exercício físico e convive mais com as pessoas.

Seja sustentável em casa!

Pequenos gestos adotados em sua casa podem fazer a diferença para um mundo melhor em qualidade ambiental e valorização dos recursos naturais, indispensáveis à nossa vida moderna, pois tudo que temos é feito a partir desses recursos e temos que poupá-los para não os esgotarmos, já que são em sua maior parte, não renováveis.

Nossas ações devem se basear na prática dos 5 Rs, seguindo a seguinte ordem de importância: repensar, recusar, reduzir, reaproveitar (reusar) e reciclar. O ideal é assumirmos os três primeiros Rs; não sendo possível, após reflexão e consumo consciente incessantes, os dois últimos Rs entram em ação. 

Mudar nossos hábitos pessoais reverberará em uma consciência coletiva, a partir do exemplo da ação, que pode se conectar a outras ações, em uma rede em prol do meio ambiente mais sadio e na consequente qualidade de vida e bem-estar a todos os seres vivos.

A seguir vou apresentar dicas de atitudes simples que transformarão sua vida e seu entorno, além de economizar recursos financeiros e naturais, diminuirão os impactos negativos causados à natureza e à nós mesmos, como a poluição de rios, mares, ar, desmatamento de florestas e áreas, entre tantas outras situações:

– compartilhe seu carro por meio de carona solidária, criando grupos de conhecidos que realizam o mesmo trajeto no dia-a-dia;

– use bicicleta e transporte coletivo ao máximo que conseguir;

– não deixar aparelhos eletrônicos, como tv e computador em modo stand by, pois consome energia e reflete em sua conta de luz, bem como desgaste do recurso água – hidrelétricas;

– abra janelas, portas e cortinas para aproveitar ao máximo a luz natural e arejar sua casa, contra vírus, bactérias e fungos (umidade);

– troque lâmpadas incandescentes por fluorescentes, que duram até 10 vez mais;

– não lave seu quintal e carro com mangueira; utilize água de chuva coletada em cisterna ou tambor com tampa (para evitar a dengue) para essas ações, além de regar o jardim e as plantas;

– evite comprar produtos alimentícios com muitas embalagens; prefira alimentos frescos a congelados;

– vá em feiras livres ou compre de agricultores familiares seus legumes, verduras, e frutas, usando sacolas retornáveis (ida ao mercado também) e carrinhos, em vez de sacolas plásticas;

– o que você juntar de embalagem, separe e acondicione adequadamente para não ser chamariz de pragas urbanas, como baratas, aranhas e mosquitos/moscas, leve até o ecoponto ou cooperativa de reciclagem mais próximos, deixe na calçada para a coleta seletiva da prefeitura ou catadores autônomos recolherem e gerarem renda;

– guarde o óleo de cozinha usado: pode ser feito sabão em barra. Óleo ralo abaixo na pia, causa entupimentos e atrai baratas;

– cultive uma pequena horta em sua varanda, quintal, jardim. Alimentos e temperos frescos à mão;

– faça uma faxina em sua casa ao menos 2 vezes ao ano e separe roupas, sapatos, roupas de cama e objetos em bom estado que não utiliza mais para doar à projetos sociais e/ou em campanhas de prefeituras e ONGs;

– não utilize pratos, talheres e copos descartáveis em suas festas;

– ao escovar dente e tomar banho, seja o mais breve possível e feche torneiras ao se ensaboar e escovar o dente em si.

As dicas são infinitas, reflita você mesmo o que pode mudar em seu cotidiano para contribuir a um meio ambiente equilibrado.

Vou deixar uma tarefa a vocês: a construção e manutenção de uma composteira caseira para ter seu próprio adubo para usar em sua horta/jardim, vender, distribuir aos amigos e destinar corretamente materiais orgânicos!

Em espaço pequeno mesmo, você já consegue ter uma composteira, podendo utilizar como base 3 caixas/tambores plásticos ou até um vaso. Toda refeição que for preparar, separe cascas de legumes, folhas de verduras, pó de café, casca de ovo e do jardim, folhas e flores secas e de poda. Não pode deixar o ambiente úmido por conta dos fungos que estragam o ambiente: para isso coloque serragem.

Abaixo, segue o esquema de como montar e realizar a manutenção da composteira; ao final de 4 meses aproximadamente, você terá adubo de qualidade, natural, sem substâncias químicas (agrotóxicos) e até chorume, que também é um adubo líquido a ser dissolvido em água.

O mais interessante é aproveitar para percebermos nossos hábitos alimentares e de consumo, ou seja, o quanto consumimos e o quanto nossa dieta é saudável ou não, além de destinarmos de forma correta uma quantidade imensa de resíduos de forma natural, como ocorre na natureza. É, acima de tudo, uma grande aula de Ecologia!

Conte para nós depois, suas experiências e vivências e mudanças de estilos de vida!