O que muda para clientes e profissionais do Mercado Financeiro?

Meses após a declaração do estado de pandemia mundial, em 2020, a Deloitte e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgaram a Pesquisa de Tecnologia Bancária que apontou uma mudança de comportamento do consumidor, que cada vez mais prioriza os meios digitais para realizar transações bancárias. No comparativo entre os anos de 2019 e 2020, considerando ambientes de mobile banking, houve aumento de 105% na consulta de investimentos, 61% na contratação de crédito, 33% nos pagamentos e 24% nas transferências. Os clientes estão mais seguros para usar as plataformas digitais e as instituições financeiras estão dispostas a investir em inovação e talentos profissionais para lidar com a alta competitividade no novo mercado financeiro.

Neste contexto, novas oportunidades surgem para clientes (no que diz respeito a liberdade e possibilidades de atendimento) e profissionais que atuam no setor, que agora vislumbram um horizonte promissor no âmbito do plano de carreira fora dos bancos tradicionais.

Na avaliação de Ronaldo Cerqueira, integrante da comissão especial do Linkedin Global para o desenvolvimento de profissionais, muitos candidatos se limitam a buscar vagas apenas nos bancos líderes – e isso pode ser um equívoco. “Com o avanço da digitalização e movimentos como open banking e banking as a service, nunca fez tanto sentido a frase ‘o grande emprego não necessariamente vem do grande empregador’. Bancos de varejo, atacado, investimentos, digitais, fintechs, FIDCs, cooperativas, corretoras, seguradoras, researches e financeiras estão de olho em recursos humanos para alavancar suas operações”, pontua o consultor especialista em carreiras no mercado financeiro.

Sobre o relacionamento dos clientes com as instituições financeiras, o relatório Pace Pulse Brasil (realizado pela FIS em conjunto com o instituto Ipsos) ouviu 2 mil pessoas adultas, com e sem conta bancária e pertencentes a diferentes classes sociais, sobre como a pandemia mudou as formas de pagamento e de atendimento. As carteiras digitais já foram adotadas por 76% dos jovens adultos (24 a 28 anos) e adultos (29 a 39 anos). Ainda de acordo com a pesquisa, a pandemia fez com que 82% dos consumidores mudassem a forma de se comunicar com o banco, o que mostra que as agências físicas estão perdendo espaço para os serviços bancários on-line.

“A geração Y e Z mudou radicalmente a relação de consumo de serviços financeiros e força uma saudável mudança. Agora os grandes players bancários têm bancos digitais, fintechs, corretoras e cooperativas, entre outros, como adversários na busca pela relação íntima com o cliente, seja ele pessoa física ou jurídica”, analisa Ronaldo Cerqueira.

Tendência é de abertura de novas instituições financeiras

De acordo com dados do Bacen de março de 2021, existem 1.940 instituições financeiras em operação no Brasil. Ronaldo Cerqueira afirma que o open banking motivará o crescimento deste número, sobretudo com o surgimento de novas instituições ligadas ao varejo impulsionadas pelo conceito de banking as a service (conjunto de soluções que permitem uma empresa criar e ofertar soluções financeiras) e pelo potencial de mercado representado pelos 40 milhões de brasileiros desbancarizados (fonte: Americas Market Intelligence/Mastercard, outubro de 2020).

“Cerca de 40 milhões de brasileiros não têm relacionamento com bancos, sequer de conta corrente, mesmo após uma imensa ação da Caixa Econômica Federal como canal distribuidor do auxílio emergencial concedido pelo Governo Federal. Existe um mar inexplorado e cheio de oportunidades para novos e antigos players na indústria financeira. No novo mercado financeiro o cliente tem independência e autonomia sobre seus dados e tem disponível, na palma da mão, uma ampla oferta de produtos e serviços aderentes à sua realidade. Quem souber conectar as novas necessidades do consumidor ao maior valor agregado na prestação de serviço terá vantagem competitiva”, conclui o consultor especialista em mercado financeiro.

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O que muda para clientes e profissionais do Mercado Financeiro?
Ronaldo Cerqueira Foto: Divulgação

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Confira os impactos do lockdown nos processos seletivos

Diferente de concursos e exames de certificação, processos não sofrerão congelamentos como em 2020 na avaliação do consultor Ronaldo Cerqueira; confira os impactos do lockdown nas seleções

Com o avanço do novo coronavírus e o colapso no sistema de saúde em diversos estados do Brasil, novos decretos de lockdown e toques de recolher estão sendo publicados com o objetivo de restringir a circulação de pessoas e conter os casos de Covid-19. Em consequência disso, empresas que oferecem serviços não essenciais precisam adequar suas operações e as estratégias de contratação de novos colaboradores.

A suspensão de concursos públicos, como os da Polícia Civil nos estados do Paraná e do Rio Grande do Norte, e das provas das certificações financeiras CPA-10, CPA-20, CEA e CGA, que seriam aplicadas pela Anbima em março, deixaram candidatos e profissionais em busca de novas oportunidades no mercado de trabalho em estado de alerta.

Na avaliação de Ronaldo Cerqueira, consultor especialista em carreiras no mercado financeiro, as novas restrições terão um impacto menor sobre os processos seletivos do que tiveram no início da pandemia.

“Em 2020 vimos o congelamento de muitos processos seletivos, mas a tendência não deve se repetir perante os novos decretos publicados por Estados e Municípios. Tive conversas recentes com recrutadores e gestores de RH, e existe um consenso de que os processos em andamento ou programados para o primeiro semestre serão pouco influenciados”, diz o especialista.

Cerqueira acredita que a duração dos decretos que restringem a circulação de pessoas será menor do que a praticada entre os meses de março e agosto do ano passado e conta que não há previsão de cancelamentos de contratações. “Intensifiquei o contato com empresas que estão com vagas abertas, sobretudo as do mercado financeiro, e não há previsão de cancelamentos. O que pode ocorrer é o adiamento de processos seletivos que estão em vias de abertura, mas nada que vá arrefecer as oportunidades de contratação para quem vislumbra um trabalho no setor”.

A orientação do consultor para quem se interessou ou se candidatou a vagas recentemente é que entre em contato com o recrutador para se informar se haverá alguma interferência no processo por conta dos novos decretos de lockdown e toques de recolher.

“Este alinhamento é importante para garantir a transparência do processo e dar visibilidade aos candidatos quanto a possíveis alterações no prazo para aplicação à vaga, canal por onde será realizada a entrevista e quando a empresa dará o feedback sobre a contratação. A comunicação é essencial para que todos se sintam seguros em tempos de tantas incertezas”, indica Ronaldo Cerqueira.

LinkedIn em alta

A divulgação de vagas e seletivas de candidatos on-line se mostram como tendências que ganharam força durante a pandemia e que vieram para ficar. Se por um lado as vagas são anunciadas para um número maior de pessoas, por outro a competição entre os candidatos nunca esteve tão acirrada.

“Candidatos capacitados, bem-informados e imersos em suas áreas de interesse se destacam e têm mais chances de contratação, promoção e migração de carreira. Hoje a internet educa, prospecta e lança luz sobre os profissionais mais preparados”, ilustra Cerqueira.  

Sobre a divulgação de vagas, o especialista reforça o importante papel do LinkedIn e estimula que as pessoas priorizem a plataforma como canal para encontrar vagas e ampliar o networking. “Estabelecer contato com usuários que trabalham nas empresas de interesse e criar filtros para se aproximar das vagas desejadas são possibilidades de uso do LinkedIn, ampliam a visibilidade e as chances de colocação no mercado”, conclui.

Sobre Ronaldo Cerqueira

Confira os impactos do lockdown nos processos seletivos
Ronaldo Cerqueira Foto: Divulgação

Ronaldo Cerqueira é consultor especialista em carreiras no mercado financeiro e sócio da startup Eu Me Banco. Presta assessoria estratégica e personalizada para adequar profissionais ao perfil desejado pelo mercado, com vistas para melhor capacitação profissional e ascensão do plano de carreira.

Adquiriu amplo know-how nos 12 anos de trabalho nas áreas de projetos, produtos, compliance, atendimento e gestão comercial em instituições como os bancos Votorantin, Bradesco, Santander Itaú e Safra – onde seu último cargo foi como gerente de investimentos.

Com mais de 122 mil seguidores nas redes sociais (LinkedIn e Instagram), Ronaldo Cerqueira já impactou a carreira de mais de 10 mil assessorados, compartilhando seu conhecimento com clientes individuais e corporativos em mentorias, palestras, treinamentos e programas de formação. 


É graduado em Publicidade e Propaganda e Gestão Financeira, pós- graduado em Marketing e Comunicação Organizacional pela PUC-SP, MBA em Gestão de Projetos pela USP, formado em coaching pelo IBC – Instituto Brasileiro de Coaching, e coautor do livro “Carreiras no segmento financeiro: Como alcançar o tão sonhado emprego, desenvolver uma carreira de sucesso, se preparar para o futuro cada vez mais digital e competitivo”, ao lado da esposa, a bancária Fabiana Cerqueira, que desde 2006 atua em áreas estratégicas no Santander.

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